Saiba porque a Inteligência Artificial tem atraído os maiores CFOs

 

De acordo com recente estudo do McKinsey Global Institute, as companhias que incorporarem novas ferramentas de Inteligência Artificial nos próximos 5 a 7 anos têm potencial de duplicar o fluxo de caixa, até 2030.

Ao mesmo tempo, as empresas que não adentrarem essa nova realidade, ou o fizerem de modo parcial e desajustado, poderão experimentar até 20% de decréscimo no fluxo de caixa, nesse mesmo período.

Adaptado McKinsey Global Institute: Diferentes panoramas de fluxo de caixa em razão da adoção adiantada ou tardia de Inteligência Artificial
Adaptado McKinsey Global Institute

Assim, está mais do que claro: a Inteligência Artificial está diretamente ligada ao potencial financeiro de uma empresa.

É por essa razão que um número crescente de CFOs tem procurado se informar mais sobre esse novo paradigma tecnológico, buscando mapear os processos nos quais, de fato, é possível incorporar a Inteligência Artificial.

 

Inteligência Artificial apresenta grande potencial de impacto positivo sobre KPIs financeiros

A McKinsey entende a Inteligência Artificial como um conjunto de cinco grandes tecnologias:

  • Visão Computacional
  • Processamento de Linguagem Natural – que seria a habilidade de máquinas e robôs compreenderem e interpretarem a linguagem (escrita e falada) natural dos humanos. A Siri da Apple é um exemplo.
  • Processos de Automação – relacionado diretamente ao campo de expansão da IoT
  • Machine Learning
  • Assistentes Virtuais Inteligentes – trata-se de softwares com a função de assessorar agendas, tarefas e rotinas dos usuários.

O Google Assistant é um bom exemplo disso. Veja no vídeo:

 

A pesquisa demonstra que 70% das companhias no mundo irão agregar ao menos uma dessas cinco tecnologias à sua realidade, até 2030.

Mais do que isso, especialmente entre as maiores empresas, uma parcela significativa delas fará uso integral de todas essas “subdivisões” da Inteligência Artificial.

International Data Corporation (IDC) também prevê vultosos investimentos em tecnologia. Os dados apontam para um crescimento de 69,8% no CAGR (Compound Annual Growth Rate) de 5 anos na Ásia Pacífico, excluindo-se o Japão.

 

Engajamento do C-level a novas tecnologias ainda está em fase experimental

Mesmo diante de expectativas tão promissoras quanto essas, o olhar do C-level de muitas empresas ainda não está plenamente voltado a investimentos em Inteligência Artificial.

Prova disso é a falta de KPI’s claros sobre a temática e uma grande dificuldade em se mensurar os ganhos de negócio advindos dessa nova realidade.

Um recente achado da Ernest & Young corrobora esse cenário. Após consultar 122 líderes de negócios na última EmTech Digital Conference, descobriu-se que 52% deles não sabem definir propriamente um KPI relacionado à Inteligência Artificial.

 

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Nota-se, portanto, que grande parte do C-level ainda está aprendendo mais sobre essa nova realidade e fazendo testes. Ou seja, essas inovações tecnológicas ainda não compõem claramente a estratégia de negócio de muitas empresas, de um modo prático e, sobretudo, mensurável.

Os dados da EY ainda mostram que apenas 21% dos grande dirigentes estão de fato criando esforços e planejamentos com base na Inteligência Artificial, apoiados em uma estratégia clara. Desse modo, há um grande espaço a ser percorrido rumo a uma transformação digital efetiva.

Prova disso é que simulações do McKinsey Global Institute esperam mais de 13 trilhões de dólares incrementais no PIB global até 2030, apenas no que se refere ao potencial específico da Inteligência Artificial e sua aplicação vasta e dinâmica em diferentes áreas e setores da economia.

 

Investimentos estruturantes em tecnologia são fundamentais para garantir o otimismo

Todos esses dados, entretanto, dependem de um cenário estruturante maior. Os benefícios financeiros advindos da Inteligência Artificial estão intimamente relacionados ao grau de investimento em pesquisa e desenvolvimento de empresas desenvolvedoras dessas tecnologias. Afinal, somente a partir disso é possível expandir as aplicações a empresas de outros segmentos.

Os dados da McKinsey indicam que economias mais desenvolvidas estariam um passo à frente e poderiam auferir ganhos adicionais de 20 a 25% em relação às nações em desenvolvimento, ainda dependentes de tecnologia vinda de fora. Isso, obviamente, realça a importância de investimentos, parcerias e incentivos às empresas nacionais que desenvolvem tecnologia de ponta.

 

China ou Estados Unidos: quem toma a liderança?

Nessa corrida pela liderança na Inteligência Artificial, China e Estados Unidos competem pelo primeiro lugar. Não é à toa que o atual governo norte-americano de Trump tem imposto uma série de sobretaxas a produtos chineses com intuito de mitigar a competitividade da potência asiática.

Mesmo assim, a China tem um plano de ação para os próximos três anos voltado exclusivamente à alavancagem da Inteligência Artificial. Entre as principais áreas abrangidas estão: veículos inteligentes, robôs, drones, diagnóstico médico por imagem, sistemas de identificação de imagem e vídeos, sistemas de interação por voz, Smart Houses, sensores inteligentes, entre muitos outros.

Espera-se gerar com isso um mercado local robusto de mais de 150 bilhões de dólares até 2020. A liderança competitiva, por sua vez, seria plenamente angariada pelos chineses apenas em 2030.

 

CONCLUSÃO

Como se nota, a adoção de tecnologias de Inteligência Artificial por empresas de diferentes segmentos ainda não é uma realidade ampla e sólida. Mesmo assim, há um forte olhar nessa direção, sobretudo por CFOs mais progressistas que entendem na transformação digital uma maneira de alavancar a saúde financeira das corporações o que, obviamente, consolida a vantagem competitiva.

 

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