O mercado experimentou nos últimos anos um grande número de pilotos-testes de tecnologias desenvolvidas a partir da Internet das Coisas. Naturalmente, é esperado que as empresas partam agora para uma nova fase e invistam em mais esforços para expandir soluções de IoT. Como consequência, os desafios dos projetos tornam-se cada vez mais complexos, já que passam a envolver um número maior de áreas e processos dentro das organizações.

Diante desse cenário, um recente estudo do Gartner apontou para a correlação entre a expansão das soluções de IoT e o aumento no número de falhas nos projetos, especialmente em relação aos resultados comerciais esperados pelas empresas.

Com foco em entender os desafios que podem levar a essas falhas, uma recente pesquisa encomendada à Informa Engage entrevistou 160 executivos de diferentes partes do mundo. Os achados são importantes, pois geram insights aos profissionais envolvidos nos projetos de IoT que, a partir disso, poderão orientar suas ações de forma a garantir a escalabilidade das soluções, sem perder de vista os retornos financeiros esperados.

 

Como se pode notar através do gráfico acima, a pesquisa apontou que as questões que envolvem privacidade e segurança aparecem como o principal desafio relacionado à IoT. Na sequência, foram citadas a elaboração e a implantação da arquitetura e a convergência de IT/OT na rede compartilhada.

Segurança: o aspecto mais importante para os entrevistados

Há alguns anos, as questões acerca da segurança e da privacidade não eram tratadas como prioridade pela maioria dos gestores de projetos. Entretanto, conforme as soluções tornaram-se mais robustas, alcançando um número cada vez maior de dados coletados, vários incidentes começaram a ser reportados ao redor do mundo. A partir de então, a segurança tornou-se um aspecto mandatório para o desenvolvimento e a implementação das soluções de Internet das Coisas.

Desde então, os sistemas desenvolvidos para um dispositivo IoT tornaram-se cada vez mais proativos, preventivos e corretivos, visando a segurança, privacidade, disponibilidade e integridade de dados. Para tanto, uma série de itens precisam ser considerados a fim de que se garantam a efetividade e a confiabilidade da solução para o usuário. Entre eles, destacam-se:

  • Desenvolver projetos seguros, em nível de hardware, software e hospedagem em nuvem;
  • Melhorar o controle de governança de TI da empresa;
  • Estabelecer padrões de segurança elevados;
  • Implementar sistemas de controle de qualidade;
  • Realizar análises de vulnerabilidade do dispositivo;
  • Utilizar protocolos seguros de atualizações e correções;
  • Desenvolver sistemas com criptografia para proteção de dados;
  • Realizar testes de segurança;
  • Desenvolver plano de contingência contra possíveis ameaças futuras;
  • Monitorar constantemente o sistema para detectar possíveis ameaças cibernéticas;

Metade dos custos de implantação deve-se às integrações

A implantação da arquitetura é o segundo desafio mais apontado pelos entrevistados, especialmente no momento de expandir as soluções de IoT para toda a empresa. A razão para isso é que, ao escalar um projeto, torna-se fundamental considerar um número muito maior de elementos, como dispositivos, redes, plataformas e aplicações.

Dessa forma, os líderes envolvidos nas implementações passam a trabalhar diante de um novo cenário de complexidade, tendo que integrar diferentes tipos de sistemas operacionais, protocolos e requisitos de comunicação que passam a compor a solução. Tudo isso envolve a necessidade de desenvolver integrações robustas de sistemas e provedores, um desafio que, além de complexo, pode ser bastante custoso. Segundo o Gartner, metade dos custos de implantação dos projetos de IoT devem-se apenas às integrações.

A orquestração desse grande número de elementos é peça-chave para conquistar uma rede de IoT estável. Somente assim é possível garantir um processo de escalabilidade seguro e ágil, que envolva todos os diferentes cases de uso de IoT que acontecem numa empresa. Isso, obviamente, eleva a eficiência do projeto como um todo, bem como o ROI esperado com a iniciativa.

 

Também foi apontado pelos entrevistados como um grande desafio à escalabilidade dos projetos de IoT a convergência dos departamentos de Tecnologia da Informação e de Tecnologia Operacional na rede compartilhada.

Tradicionalmente, em especial nos setores com elevado volume de ativos (manufatura, energia, transporte), os dois departamentos sempre atuaram com bastante independência, cada qual com seus requisitos e prioridades de redes. A convergência de IT/OT é algo que se configurou com o tempo, permitindo uma visão mais ampla e global das informações que correm pela empresa, o que eleva a eficiência operacional.

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O advento e a implementação das tecnologias e, sobretudo a necessidade de expandir soluções de IoT, aceleraram essa convergência, inclusive dando origem a uma nova denominação: IIoT, ou Industrial Internet of Things.

Com isso, aumentou-se a dificuldade de fazer com que as duas áreas e suas respectivas prioridades estivessem em sintonia. Assim, por exemplo, enquanto para TI a prioridade está na segurança dos dados, para o departamento de OT é a disponibilidade dos dados a peça fundamental. Muitas vezes, inclusive, uma prioridade pode “brigar” com a outra, comprometendo importantes recursos, como tempo, dinheiro e mão-de-obra.

Desafios são vencidos através de parcerias

O maior valor comercial das soluções de IoT está na capacidade de gerar insights a partir do grande número de dados. Para que isso seja possível, entretanto, é importante identificar e superar os desafios que os entrevistados apontaram, especificamente numa realidade em que se projeta a ampliação das aplicações de IoT para outros setores e unidades de negócio da empresa.

Em razão disso, 75% dos entrevistados afirmaram uma grande probabilidade de realizar parcerias com empresas especializadas no fornecimento de serviços profissionais de IoT. Com isso, esperam direcionar esforços para os locais certos, contando com a expertise de fornecedores para aumentar a taxa de sucesso dos projetos e, assim, alcançar melhores resultados de negócios.

No momento de escolher um parceiro tecnológico de negócios é fundamental avaliar aqueles que forneçam soluções ágeis, viáveis economicamente e versáteis a diferentes realidades e demandas.

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