Smart farms tomam conta campo com as novas tecnologias de IoT

Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações – hoje Ministério da Ciência e Tecnologia – o uso de soluções de IoT no agro movimentará entre US$ 5 bilhões e US$ 21 bilhões, até 2025. Como resultado, as chamadas smart farms alcançarão aumento de até 25% na produção e redução de até 20% no uso de insumos. Foi isso o que apontou pesquisa da McKinsey encomendada pelo BNDS.

O agronegócio está visivelmente entre os setores com maior potencial de se transformar com a incorporação das novas tecnologias de IoT. Responsável por mais de 23% do PIB brasileiro, de acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), as propriedades agrícolas somam uma área que ultrapassa mil campos de futebol. Por essa razão, o campo precisa cada vez mais de processos e operações integradas e eficientes para elevar a produtividade sem o aumento de despesas. E, nesse caminho, a tecnologia surge como a grande ferramenta para finalmente viabilizar a transformação digital das smart farms.

A escolha do parceiro certo é fundamental para o sucesso das smart farms

A grande questão hoje é escolher o melhor parceiro para garantir a solução mais adequada, que produza continuamente informações inteligentes a partir da combinação de diversos dados coletados ao longo dos processos agrícolas. São essas informações que vão orientar em bases sólidas a tomada de decisão dos gestores.

O agricultor demanda mais informações em tempo real e a indústria de máquinas está cada vez mais preparada para atender as novas necessidades do campo. A melhoria da infraestrutura tecnológica do Brasil, como conectividade, penetração móvel, imagens de satélite e alfabetização digital, tem sido fundamental para o desenvolvimento do ecossistema agtech do país, permitindo que as empresas tragam novos produtos e soluções para os agricultores brasileiros de maneira econômica. Prova disso são os dados da SP Ventures que indicaram um aumento no uso de smartphones de 16% para mais de 70%, entre 2012 e 2017.

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A tecnologia de IoT ainda ajuda no monitoramento de frotas, na segurança das smart farms e na reconfiguração de toda a logística, desde a produção até a entrega dos produtos nos centros distribuidores. Sensores cada vez mais robustos permitem coletar dados em tempo real. Eles podem, por exemplo, disparar alarmes evitando roubo de cabeças de gado. O monitoramento de tanques de combustível permite informar aos gestores o exato momento do reabastecimento, evitando paradas inesperadas dos tratores que comprometem a eficiência dos processos. Além disso, o monitoramento de frota permite acompanhar para onde está sendo levada a produção, de tal forma que qualquer alteração de rota é imediatamente avisada por meio de sistemas inteligentes.

Toda essas benfeitorias, entretanto, requerem esforço por parte dos produtores e cooperativas agrícolas, que precisam estar abertas a mudanças estruturais em seu ecossistema de trabalho. Não basta apenas incorporar tecnologias de forma desordenada e pontual. A verdadeira transformação digital no campo requer estratégia, olhar macro e bastante comprometimento das equipes envolvidas.

Mas o que falta?

O grande desafio, entretanto, ainda parece ser a conectividade no campo. Todas as modernas tecnologias têm como premissa básica a possibilidade de máquinas, sensores e sistemas se comunicarem de forma independente. E isso, sem uma boa cobertura de internet, é praticamente impossível, afinal os dados precisam circular e criar uma conexão contínua, produzir informações, que se transformem em auxílio pleno para a tomada de decisão.

Felizmente, o Brasil tem apontado para a resolução rápida dessas questões. Vários projetos e investimentos em infraestrutura estão sendo mapeados para de fato levar a digitalização às terras mais distantes.

As smart farms, que já são uma realidade de nosso país, certamente alcançarão um enorme potencial de expansão neste ano e nos próximos.

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