IDC aponta mais de 1 trilhão de dólares em investimentos com IoT

Os investimentos mundiais com tecnologias de Internet das Coisas (IoT) deverão ultrapassar a marca de US$ 1 trilhão até 2022, de acordo com uma nova previsão da empresa de pesquisa IDC.

Só em 2019 são esperados mais de 15,4% de aumento nos gastos com IoT, alcançando o montante de US$ 745 bilhões em comparação aos US$ 646 bilhões do ano passado. Essa elevação deve-se tanto à adoção das tecnologias no ambiente corporativo quanto no dos consumidores.

Veja também:

Celesc reduz importantes perdas comerciais com tecnologia V2COM

Elektro reduz 60% nos custos de leitura com Internet das Coisas

A IDC prevê que os maiores gastos com soluções de IoT em 2019 ocorrerão em manufaturas, setor em que são esperados quase US$ 120 bilhões investidos nessas tecnologias. Os setores de transporte e serviços públicos também apresentam previsões elevadas.

“A adoção da IoT está acontecendo em todos os setores, nos governos e no cotidiano dos consumidores. Estamos observando cada vez mais como os dados gerados pelos dispositivos conectados estão ajudando as empresas a atuar com mais eficiência, obter insights sobre os processos de negócios e tomar decisões em tempo real. Para os consumidores, o acesso aos dados está mudando a forma como eles são informados sobre o status dos domicílios, veículos e membros da família, bem como sobre sua própria saúde e boa forma física ”, disse Carrie MacGillivray, vice-presidente de IoT e mobilidade da IDC.

Os gastos com hardware ficarão em US$ 250 bilhões, liderados por mais de US$ 200 bilhões em compras de dispositivos e sensores. Os gastos com software e plataformas de IoT totalizarão US$ 154 bilhões e deverão registrar o crescimento mais rápido ao longo dos próximos cinco anos. A pesquisa ainda aponta que os investimentos em conectividade de módulos de IoT totalizarão US$ 83 bilhões em 2019.

Estados Unidos e a China serão os países com mais investimentos na área, alcançando US$ 194 bilhões e US$ 182 bilhões, respectivamente. O Japão ficará em terceiro lugar, com US$ 65,4 bilhões previstos. Na sequência aparecem Alemanha (US$ 35,5 bilhões), Coréia (US$ 25,7 bilhões), França (US$ 25,6 bilhões) e Reino Unido (US$ 25,5 bilhões).