Anatel abre Tomada de Subsídio para diminuir barreiras regulatórias à IoT

Anatel abre Tomada de Subsídio para diminuir barreiras regulatórias à IoT

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) abriu a Tomada de Subsídio – Reavaliação da regulamentação visando diminuir barreiras regulatórias à expansão das aplicações de Internet das Coisas (IoT) e comunicações Máquina-a-Máquina (M2M).

As contribuições serão recebidas até o dia 12 de outubro e devem ser encaminhadas através do Portal da Agência, para a Consulta Pública nº 31/2018. Agentes do setor e a população em geral podem contribuir para a mudança.

A Tomada de Subsídio servirá como material para embasar futuras alterações na regulamentação sobre a Internet das Coisas, previstas de serem publicadas em 2019. Espera-se diminuir os entraves que atrapalham a viabilidade de projetos de IoT.

Casos de uso de IoT - Tomada de Subsidio Anatel
Casos de uso de IoT (Fonte: Anatel)

 

“A ideia é criar um sistema de IoT no Brasil”

Em recente workshop da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), no Connected Smart Cities 2018, João Zanon (Coordenador de Regulamentação da Anatel) afirmou que em reuniões da Câmara de IoT muitos pontos já foram levantados para futuras melhorias.

Segundo ele, será produzido um documento apontando os impactos positivos e também os negativos dessa mudança. “A ideia é criar um sistema de IoT no Brasil” – disse Zanon.

A Tomada de Subsídio é importante, justamente por corroborar esses apontamentos.

Foram ainda explicitados, durante o evento, outros aspectos que podem comprometer a alavancagem da Internet das Coisas no país.

O Secretário de Telecomunicações do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação – Américo Bernardes – lembrou da importância fundamental da criação de uma rede potente de telecomunicações como base para as Smart Cities.

 

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Nesse processo, os postes de iluminação pública são fundamentais. É a partir dessa rede inteligente que se pode gerar um tráfego robusto de dados através de sensores espalhados pelas cidades. A ideia é que todos os dispositivos conectados enviem sinais por meio desses postes de eletricidade os quais servirão como condutores de informações até as centrais.

Bernardes ressaltou ainda que essa discussão deve envolver todos os municípios do Brasil, uma vez que, de uma forma ou de outra, estão interligados.

 

Redes rurais são o grande desafio

Em relação à infraestrutura de telecomunicações e insumos, a Anatel reitera a existência de lacunas de atendimento que podem dificultar a expansão dos serviços conectados, especialmente nas redes rurais.

É preciso considerar as ações necessárias para garantir que infraestrutura de banda larga de qualidade chegue às localidades mais remotas a preços justos. Desse modo, será possível ofertar os serviços de IoT de maneira efetiva.

A agência também inclina-se a dar maior transparência em negociações de acordo de roaming nacional. Além disso, pretende ampliar as redes de telecomunicações, garantindo melhor disponibilidade e preços mais interessantes de postes de distribuição de energia.

Como forma de tornar tangível essas mudanças e a importância da construção das Cidades Inteligentes, a Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial está criando um ambiente de demonstrações no campus do Inmetro, em Xerém, Rio de Janeiro.

Campus Inmetro, em Xerém. Demonstração para Cidades Inteligentes

Campus Inmetro, em Xerém. Demonstração para Cidades InteligentesO ambiente deve iniciar os testes com as novas tecnologias no próximo ano (2019). A ideia é atrair lideranças políticas e investidores para que possam ver de perto as benesses oriundas da Internet das Coisas em prol das cidades.

 

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