IIoT na Europa está mais avançada que nos EUA

Estudo aponta que europeus estão mais avançados na IIoT do que americanos

As empresas europeias continuam à frente das americanas, quando o assunto é IIoT (Industrial Internet of Things). Foi isso que apontou um recente estudo realizado pela consultoria Bain & Company.

Em 2016, quando foram feitas as primeiras entrevistas com executivos sobre os planos de investirem em IIoT, 28% dos europeus mostraram-se inclinados a desenvolver projetos dentro de suas empresas, enquanto apenas 18% dos americanos demonstraram o mesmo interesse. A Europa dos últimos anos tem reservado uma fatia maior do orçamento de TI para os projetos de Internet das Coisas, sobretudo no ambiente industrial. E isso tem sido fundamental para que a região continue na liderança em relação aos EUA.

Este ano, uma nova análise foi realizada, mostrando que as manufaturas europeias continuam mais adiantadas, tanto no que se refere ao ritmo de implantação das soluções quanto às iniciativas para aproveitar ainda mais as potencialidades da IoT.

Status de desenvolvimento de projetos de IIoT nos EUA e UE

Status projetos IIoT nos EUA e UE
Fonte: Bain IoT customer survey

Como se nota pelo gráfico acima, aumentou a discrepância entre EUA e Europa quanto ao número de implantações de soluções de IIoT. Hoje, existem três vezes mais empresas europeias que decidiram escalar as novas tecnologias de forma macro. Isso se deve, sobremaneira, ao elevado grau de engajamento que os europeus demonstraram nos últimos anos pelas Provas de Conceito (PoC) e, claro, ao montante de investimentos direcionado ao setor.

No que se refere à segurança, os europeus também estão alguns passos à frente, sobretudo em etapas mais avançadas dos projetos. A pesquisa aponta que se os desenvolvedores de IoT continuarem se esforçando para atender as demandas sobre segurança da informação e, ao mesmo tempo, não perderem de vista o complexo ambiente regulatório e de privacidade da União Européia, certamente eles alcançarão vantagem competitiva num futuro próximo.

Prova disso é um importante achado que a pesquisa levantou. Os clientes demonstraram muito mais inclinação em adquirir soluções de Internet das Coisas, caso suas preocupações acerca da segurança fossem resolvidas. Inclusive, os executivos entrevistados afirmaram disposição em pagar até 22% a mais por projetos que sejam mais seguros. Nos próximos anos, portanto, segurança e vantagem competitiva serão termos indissociáveis.

Para os americanos, a segurança não é a principal barreira

Em relação às empresas norte-americanas, o estudo mostra que entre as principais questões que ainda preocupam os líderes de projetos de IoT está o melhor modo de integrar as soluções ao fluxo principal de negócio. Isso, em outras palavras, significa entender a interoperabilidade, a capacidade de integração com outros sistemas, a expertise técnica demandada e todo tipo de questão operacional que as implantações exigem. Por essas razões, não raras são as vezes em que as PoCs não caminham adequadamente em solo americano, sobretudo no momento em que devem ser expandidas para a realidade maior das empresas (especialmente as manufaturas).

Abaixo, é possível verificar as principais barreiras citadas por CEOs europeus e americanos quanto à adoção das novas tecnologias de IoT:

Barreiras ao desenvolvimento da IIoT mais citadas por CEOs dos EUA e UE (%)

Barreiras à IIoT EUA e UE
Fonte: Bain IoT customer survey

A preocupação sobre os ganhos reais que as tecnologias de IoT podem agregar aos negócios não aparece entre as mais relevantes. De 2016 até hoje, as PoCs deixaram mais do que claro o enorme potencial que a Internet das Coisas traz para as empresas. As implantações, no entanto, ficaram um pouco mais complexas com o tempo, mas não ao ponto de se tornarem um grande entrave aos entrevistados.

As projeções do estudo mostram que, no intervalo de 10 anos, as realidades europeias e americanas sejam menos díspares, ao menos no que se refere ao número de implantações. Mesmo assim, o sucesso de médio e longo prazo alcançado com os projetos de IoT está diretamente ligado aos investimentos de hoje e sobretudo à linha de aprendizado que se forma conforme as implantações se expandem. Sem isso, dificilmente as empresas conseguirão consolidar sua cultura data-driven.

Nos próximos dois anos, as organizações que não expandirem seus projetos, dificilmente conseguirão acompanhar as concorrentes mais avançadas no processo de transformação digital. Isso porque os resultados apresentam-se de forma exponencial, especialmente devido ao grande volume de dados a serem coletados e trabalhados de forma inteligente.

PoV: metodologia exclusiva para escalar IoT em tempo recorde

A V2COM criou uma metodologia exclusiva através da qual é possível diminuir o tempo de implantação dos projetos, expandindo-os em até 4 meses. A PoV (Proof of Value) parte da premissa de que o custo da solução deve ser inferior ao custo do problema a ser resolvido.

Se até o ano passado os pilotos foram a grande meta das empresas que pretendem se transformar digitalmente, a partir de 2019 é fundamental que as lideranças estejam preparadas para assumir projetos maiores, escalando as novas tecnologias de forma mais rápida e eficiente.