Indústria 4.0: dados atualizados sobre o cenário brasileiro

A atual fase de alavancagem por que passa a Indústria 4.0 global está fortemente associada aos conceitos de Internet das Coisas (IoT), Big Data e Inteligência Artificial. Juntos, eles escalam o potencial produtivo das manufaturas em tempo recorde, criando uma realidade operacional jamais verificada na história.

Alavancagem Industrial

Especificamente no Brasil, a Indústria 4.0 tem apresentado importante expansão nos últimos anos. Novas tecnologias remodelaram a dinâmica de trabalho das linhas de operação, com efeito imediato sobre toda a cadeia produtiva. Mesmo assim, ainda nota-se que o grau de maturidade da digitalização produtiva é bastante variável a depender do segmento industrial analisado.

Panorama geral da Indústria Brasileira

Um estudo realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontou que dos 24 setores industriais do Brasil, 14 estão atrasados na adoção de tecnologias digitais. Segundo o IBGE, esse grupo é responsável por cerca de 40% de toda produção industrial do país, ou seja, quase metade de tudo o que a indústria brasileira produz ainda não é impactada pelas tecnologias 4.0.
A participação da indústria de transformação – aquela que transforma matéria-prima em um produto final ou intermediário – no PIB brasileiro vem apresentando quedas sucessivas.

Dados de 2016/2017 demonstram o menor valor, em décadas de estatísticas (veja gráfico abaixo). Especialistas acreditam que o Brasil não chegou ao seu máximo de potencialidade industrial para que essas quedas sucessivas fossem justificadas. Ao contrário, defendem um importante potencial de expansão, muitas vezes abafado por particularidades de nossa economia e infraestrutura deficitária.

Indústria de Transformação no PIB brasileiro (%)

Indústria no PIB brasileiro (%) Fonte: Confederação Nacional da Indústria (CNI)

Ainda nesse sentindo, o Índice Global de Inovação de 2018  colocou o Brasil em 64º lugar entre 126 países analisados. Dentro da região latino-americana, o país ficou na 6ª colocação. Embora tenhamos subido 5 posições em relação a 2017, ainda não firmamos uma posição de destaque na escala global. Há, portanto, um grande espaço de oportunidades a ser percorrido.
Esse índice – publicado anualmente pela Universidade Cornell, pelo INSEAD e pela OMPI – leva em consideração dados como investimento em P&D, níveis de educação, incremento de produtividade e exportação de produtos de alta tecnologia.

Índice Global de Inovação (2018)

Índice Global de Inovação 2018

Os índices de melhor desempenho do país relacionam-se aos investimentos em educação, em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e absorção de conhecimentos. Em potencial de escala de negócios nos destacamos na oitava posição o que, certamente, corrobora o potencial de crescimento do país.

 

Os pontos de atenção, por sua vez, envolvem as instituições, o ambiente de negócios, o crédito e o número de graduados em engenharia e ciências. Um aspecto bastante preocupante apontado pelo ranking é a facilidade de abertura de negócios, no Brasil. Nesse quesito, estamos entre os últimos da lista, na 123º posição.

A importância de estatísticas como essas está justamente em comparar o desempenho do Brasil com o restante do mundo e, principalmente, fornecer diretrizes para políticas desenvolvimentistas e áreas que necessitem de maiores investimentos.

IoT: incorporação gradual com impactos escaláveis

Está claro que a incorporação de novas tecnologias no ambiente industrial brasileiro não é um processo simples. Entre as principais razões para isso estão:

  • Limitações orçamentárias
  • Mudança de cultura frente à incorporação de novas tecnologias
  • Incertezas quanto aos impactos causados pela inovação
  • Mão-de-obra pouco qualificada
  • Baixa infraestrutura de conectividade

Mesmo diante desses desafios, a reestruturação que a Indústria 4.0 demanda é muito menos radical do que momentos de alavancagem passados.

Antes, era mandatória a substituição física do maquinário para a adequada incorporação das novas tecnologias que surgiam. Hoje, ao contrário, a integração entre hardwares e softwares inteligentes permite um elevado grau de adaptabilidade a diversos ambientes, sem a necessidade imediata de substituição do parque industrial.

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Isso acontece pelo fato de a Internet das Coisas permitir a incorporação de sensores e sistemas legados com bastante facilidade, mesmo diante de equipamentos que já estejam em operação. As indústrias, então, conseguem usufruir da transformação digital de modo progressivo, sem uma quebra radical de processos e rotinas fabris.

A nova Revolução Industrial é, portanto, tão característica justamente por unir a escalabilidade produtiva em níveis nunca antes atingidos a um processo de transformação digital bastante flexível e adaptável.

Com 18 anos de história como provedora de soluções de IoT, a V2COM desempenha um papel fundamental no processo de alavancagem da Indústria 4.0 no Brasil. Reconhecida por sua grande capacidade de se ajustar a diferentes realidades, a empresa impulsiona tecnologias que conversam facilmente com diferentes equipamentos e sistemas, de forma inteligente.

Desse modo, tem proporcionado retornos financeiros em um curto intervalo de tempo a seus clientes. Ademais, permite que as novas soluções incorporadas sejam perenes e compatíveis com os avanços tecnológicos futuros.


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