Setor de energia encontra na IoT solução para seu grande dilema

Dados da Energy Information Administration (EAI) mostram que as taxas de crescimento em consumo de energia nos Estados Unidos oscilaram pouco abaixo de 1%, nos últimos anos. Em algumas situações, inclusive, houve decréscimo de demanda, como pode ser visto na tabela abaixo.

 

Consumo energético por setor - Estados Unidos
Fonte: U.S Energy Information Administration. Consumo energético por setor

As razões para essa tendência são várias, desde a substituição de equipamentos antigos por maquinário mais eficiente e alterações no padrão de consumo, até o incremento de novas indústrias com menor demanda de energia para o funcionamento.

Por outro lado, a necessidade de serviços públicos cada vez mais complexos, as novas formas de distribuição de energia elétrica que chegam ao mercado, os modelos mais avançados de baterias que estão em desenvolvimento e a integração de um número cada vez maior de dispositivos ao redor do mundo são apenas algumas das muitas situações que prometem manter ou até mesmo elevar o consumo de energia para os próximos anos, conforme apontam algumas pesquisas.

E é justamente por esse motivo que investir em inovação tornou-se obrigatório para qualquer empresa que deseje se manter competitiva no futuro.

Grandes corporações movimentam-se em direção à eficiência 

Transformação Digital é a palavra do momento quando o assunto é atender um novo padrão de consumo que cresce mundo afora. Ao permitir a automatização de processos e a análise inteligente de dados (incluindo o consumo de energia em tempo real), a inovação digital garante às empresas não apenas o aumento da eficiência produtiva e, por consequência, dos lucros, mas também uma importante redução da pegada ambiental, através da otimização de recursos e da viabilização da chamada economia circular.

Indo nessa direção, algumas das maiores corporações do mundo já declararam um novo posicionamento estratégico muito mais conectado a esse novo modo de fazer negócios. A Procter & Gamble (P&G), por exemplo, assumiu para 2020 que a organização seja “100% renovável”. A Walmart, por sua vez, é outra gigante que tem procurado se adequar às demandas do século XXI: ela pretende reduzir seu consumo energético a 20% dos níveis computados em 2010.

Seja por razões meramente financeiras (com foco em custos menores), seja para assumir uma postura sustentável, essas e outras empresas mostram-se cada vez mais inclinadas a reavaliar antigas rotinas, substituindo-as ou incrementando-as com o auxílio de tecnologias que se adequam a um padrão moderno de demanda por energia.

Investimentos em IoT elevam o valor agregado das soluções

A Internet das Coisas (IoT) é uma das grandes aliadas quando o assunto é a otimização de linhas e processos industriais. Ao conectar sensores de ponta a sistemas inteligentes de gerenciamento remoto de dados, a IoT gera um poderoso arsenal de insights que auxiliam a rotina de tomada de decisão dos gestores.

Ilustração de sensor ultrassônico usado pela V2COM
Exemplo de sensor ultrassônico usado pela V2COM na arquitetura de solução para monitoramento de controle de diesel em caminhão comboio, usado no abastecimento de máquinas agrícolas.

No que se refere diretamente ao mercado de energia, as plataformas de IoT permitem predizer o consumo dos próximos meses com base em séries históricas, detectar em tempo real oscilações suspeitas de utilização, gerar comandos de ativação e desligamento sem intervenção humana, disparar alertas e alarmes de segurança e avaliar a necessidade de manutenção de equipamentos no momento exato, evitando paradas desnecessárias e custosas e também danos de maior importância.

No setor residencial, por sua vez, a inovação também avança a passos largos. A adoção de tecnologias para a construção das chamadas “Smart Houses” são a grande promessa para uma nova maneira de os humanos se relacionarem com suas habitações, não apenas garantindo mais conforto com a automação de tarefas, mas sobretudo elevando a segurança das casas e das famílias.

E, mais uma vez, os sensores e os softwares a eles conectados são os grandes viabilizadores dessas soluções. Ao desligarem eletrodomésticos e outros aparelhos de forma automática, por exemplo, os sistemas das “Smart Houses” garantem uma surpreendente economia de recursos energéticos. Câmeras sensíveis a movimento e dispositivos ativados por calor podem ainda alertar a aproximação de pessoas suspeitas e disparar alarmes conectados diretamente aos órgãos e empresas de segurança.

O mercado B2B é o grande impulsionador dos investimentos em tecnologia

A busca por consumo otimizado e inteligente de energia é, sem dúvidas, um dos grandes motivadores que impulsionam as empresas a investirem em tecnologia. O mercado B2B (business-to-business) para IoT cresce ano após ano e, nesse contexto, as concessionárias possuem um papel fundamental como propulsoras da inovação.

Um recente relatório (IoT Utilities Market Size, Growth – Industry Share Forecast Report 2024), publicado pelo Global Market Insights, justamente corrobora esse potencial de expansão. Os dados indicam que o setor de IoT voltado especificamente às Utilities promete crescer dois dígitos por ano, até 2024, quando valerá mais de US $ 15 bilhões.

E para atender essa nova dinâmica de mercado, as concessionárias e distribuidoras precisam oferecer possibilidades inéditas de armazenamento, distribuição e geração de energia. Por essa razão, as Smart Grids são tão importantes, sobretudo por aprimorarem toda a rede de distribuição e ainda elevarem a confiabilidade dela perante os consumidores. Elas ainda garantem a integração dos dispositivos interconectados com muito mais facilidade, criando um novo padrão de infraestrutura coerente com os atuais processos que perfazem as empresas e, por consequência, seus clientes.

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É claro, porém, que esses avanços ocorrem em velocidades diferentes, a depender de alguns fatores inerentes a cada país. No Brasil, por exemplo, as questões regulatórias e tributárias do setor energético muitas vezes mostram-se como um importante desafio à expansão da transformação digital.

Felizmente, porém, uma série de movimentações legislativas promete fomentar o setor, isentando a IoT de alguns tributos que, muitas vezes, impedem a expansão das tecnologias, dado seu elevado custo final às operadoras. Além disso, o Plano Nacional de IoT, cujo texto integral está prestes a ser oficializado, promete sistematizar investimentos em infraestrutura, sobretudo de conexão, sem a qual a transformação digital dificilmente conseguiria escalar os resultados almejados.

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