América do Sul é destaque entre mercados emergentes para projetos de Smart Grid

A América do Sul é região de destaque, entre os mercados emergentes, no desenvolvimento de projetos de Smart Grid para os próximos anos.

As distribuidoras e concessionárias sul-americanas já têm obtido grandes resultados com medição inteligente e, agora, partem para uma nova fase de implementações ainda maiores. Enel, Codensa, Neoenergia, são apenas algumas das empresas do setor que têm investido pesadamente nessas novas tecnologias.

Em oito dos doze países sul-americanos, os projetos de Smart Grid já são realidade e cinco deles possuem metas regulatórias para medição inteligente no futuro. O Brasil continua sendo o líder da região, com implementações contínuas e um mercado de IoT bastante aquecido e estruturado.

Chile, Colômbia e Uruguai também caminham a passos largos nessa jornada, já tendo lançado planos de implementação em escala e metas regulatórias desde o final de 2017. Os países ainda estruturaram importantes planos para o desenvolvimento e a incorporação das tecnologias de Smart Grids, com vultosos investimentos já mapeados.

Segundo Ben Gardner, presidente do Northeast Group – empresa norte-americana de inteligência de mercado voltada à infraestrutura –, entre os principais motivadores que alavancam o potencial de novos projetos, destaca-se o grande esforço em diminuir as perdas não técnicas. A taxa de perda regional de transmissão e distribuição (T&D) atinge quase 15% e está entre as mais altas do mundo.

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Grandes economias em curto e médio prazo são verificadas pelas empresas que já adotam as tecnologias de medição inteligente, o que acaba por estimular outras do setor a seguirem o mesmo caminho. Com isso, otimizam-se importantes somas em recursos (financeiros e ambientais), que podem inclusive reverberar aos consumidores finais na forma de tarifas mais baixas.

Projeções recentes indicam que o mercado total de infraestrutura e projetos de Smart Grid na América do Sul alcançará o valor acumulado de US$ 20,1 bilhões, até 2027. Desse total, mais de US$ 10,2 bilhões serão obtidos apenas com os projetos de medição inteligente.