Parceria com a Suécia cria escola de inovação para Indústria 4.0 no Brasil

A Embaixada da Suécia, por meio do Business Sweden, anunciou a criação de uma escola de inovação e tecnologia para Indústria 4.0 no Brasil.

Desenhada a partir das demandas de indústrias brasileiras pela preparação e qualificação de funcionários, identificadas no 3º Brazil-Sweden Business Leaders Forum de março deste ano, a escola será criada em uma parceria do SENAI com renomadas universidades suecas, tendo como foco o ensino de novas tecnologias e as habilidades necessárias para suas aplicações.

Foi Andreas Rentner, Country Manager do Business Sweeden no Brasil, quem anunciou a novidade, no evento “Smart Cities: Sociedade 5.0”, realizado na semana passada, no Rio de Janeiro.

“Precisamos estabelecer um novo tipo de educação, que aproveite oportunidades e esteja preparado para as novas condições do mercado. Um sistema educacional dinâmico, que pode incluir cursos técnicos, de graduação ou qualificação, utilizando tanto um campus tradicional quanto educação virtual. Há um potencial não explorado, que pode ajudar o Brasil e a Suécia a aumentarem sua competitividade no mercado internacional de inovação.”

Brasil não avança em competitividade digital, segundo ranking 2019 do IMD

A iniciativa de capacitação profissional para a nova era 4.0 mostrou-se ainda mais necessária depois da divulgação do Ranking Global de Competitividade Digital, realizado pelo Núcleo de Competitividade Global do IMDescola de negócios da Suíça.

Em comparação com 2018, o Brasil continuou em 57º lugar entre as 63 economias analisadas. A falta de avanços em tecnologia afetou a competitividade geral do país, seguida de outros fatores que explicariam o baixo desempenho:

  • Dificuldade de abrir novos negócios no Brasil
  • Falta de desenvolvimento de legislação voltada para pesquisa e tecnologia
  • Falta de agilidade, flexibilidade e acesso a capital para as empresas investirem em novas tecnologias
  • Poucas parcerias entre empresas e universidades

Para o ranking, o Núcleo de Competitividade Global do IMD avalia os seguintes quesitos:

1) Conhecimento: a capacidade de entender e aprender novas tecnologias;

2) Tecnologia: a competência para desenvolver novas inovações digitais;

3) Prontidão Futura: a preparação para os desenvolvimentos no futuro;

4) Robô industrial: que mede o número total de robôs em operação;

5) Robôs para educação usados em todo o mundo.

No subfator “talentos”, onde é avaliada a qualidade da mão de obra de uma nação, ocupamos a 61ª posição. Segundo o professor Arturo Bris, diretor do Núcleo de Competitividade do IMD, “o conhecimento também é um fator de extrema importância para o desempenho digital de diferentes economias”.

Na América Latina, os únicos países a avançarem digitalmente no ranking foram México e Colômbia. Esse último, que subiu uma posição em relação a 2018 e aparece logo atrás do Brasil, houve o aprimoramento da legislação e mais investimento no setor bancário. Com isso, as empresas ganharam mais acesso a financiamentos e ainda se beneficiaram de parcerias com o setor público.

O estudo também mostrou que os países asiáticos têm se destacado na “corrida digital”. Taiwan, China, Índia e Indonésia subirem suas posições em comparação com o ranking anterior. A China, em apenas um ano, foi do 30º lugar para o 13º.