Internet das Coisas: o cérebro da Transformação Digital

Companhias da indústria de máquinas e equipamentos estão na corrida da Transformação Digital. É o que aponta a pesquisa Periscope Machinery and Industrial Automation da McKinsey, pela qual 25% dos entrevistados informam já terem digitalizado seus negócios de insumos, peças de reposição e outros serviços, enquanto 66% deles afirmam estar em vias de fazê-lo.

O estudo mostra que as iniciativas digitais estão diretamente relacionadas ao sucesso dos negócios, através de dois principais indicadores: Retorno Total para o Acionista (Total Return to Shareholders – TRS) e Crescimento de Receita.

Empresas maduras no processo de Transformação Digital chegam a alcançar TRS, a três anos, quase 300% maior e CAGR, a cinco anos, 400% maior em relação às companhias mais atrasadas na digitalização.

Internet das Coisas
Fonte: McKinsey

Esses dados ajudam a explicar o porquê de as tecnologias digitais estarem se espalhando com grande velocidade nos mais diversos segmentos. A Internet das Coisas (IoT), por exemplo, já é utilizada hoje por 25% das empresas (em 2014, eram apenas 13%). Em relação ao número de dispositivos conectados pela tecnologia, deve saltar de aproximadamente 15 bilhões, em 2018, para 43 bilhões, em 2023.

A McKinsey defende que os investimentos em IoT crescerão 13,6% ao ano, até 2022. Isso, claro, a depender do progresso de tecnologias de suporte, como a rede 5G, que pode levar a um crescimento de 30% ao ano (até 2022) no número de dispositivos conectados em grandes áreas, com baixa transmissão de dados. Além disso, a evolução dos sensores, do processamento computacional e da conectividade móvel mais confiável também serão cruciais para o sucesso da Internet das Coisas.

Os novos sensores, ao se tornarem cada vez mais baratos e disponíveis, ampliarão em níveis jamais vistos suas possibilidades de aplicação. As tradicionais barreiras financeiras, que inviabilizaram muitos projetos de IoT, começam a dar espaço para um mundo de infinitas possibilidades em que simplesmente tudo (ou quase tudo) poderá ser mensurado, conectado, processado e analisado. Essa detecção em larga escala, claro, está diretamente vinculada à capacidade de computação que, só nos últimos 15 anos, aumentou mais de 100 vezes.

Plataforma de IoT: a escolha-chave da transformação digital

A plataforma de IoT é o “cérebro” da transformação digital por que passa uma empresa, e para que traga resultados práticos deve se adequar perfeitamente às necessidades particulares e estratégias que cada companhia delimita.

Por essa razão, é tão importante considerar a expertise técnica do parceiro tecnológico para a jornada de transformação digital. Empresas desenvolvedoras que garantem a escalabilidade e a interoperabilidade das soluções estão, certamente, um passo à frente. Isso porque esses são os principais atributos que os sistemas de IoT devem oferecer quando se pretende atingir implantações rápidas e, claro, um ROI atrativo para o projeto.

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Para tanto, é preciso levar em conta o quão “inteligente” é arquitetura das camadas que compõem a plataforma, pois é dela que virá toda a segurança, a eficiência e a compatibilidade com os mais diferentes padrões de rede, protocolos e dispositivos que existem no mercado.

A McKinsey sugere alguns requisitos que devem ser levados em conta, antes de se escolher uma plataforma de IoT. São eles:

plataforma de IoT

plataforma IoT
Fonte: McKinsey

Sem flexibilidade (e a facilidade de customização), as plataformas de Internet das Coisas perdem sua capacidade de garantir a escalabilidade dos resultados ao longo do tempo, uma vez que sempre serão necessários desenvolvimentos complexos e custosos, toda vez que um novo protocolo de comunicação for integrado à rede de dispositivos conectados.