Biomimética: vídeo mostra como funciona a “Internet das Plantas”

A Internet das Coisas (IoT) é, na essência, uma poderosa ferramenta sensorial. Através dela um número incontável de dados é coletado e processado para gerar respostas inteligentes e instantâneas, que orientam os mais diferentes processos, de indústrias à agricultura; de cidades inteligentes a distribuidoras de energia.

Quando se fala em resposta sensorial, as plantas estão entre os seres vivos mais adaptados e preparados para tomar decisões com base nas informações que captam do meio ambiente. Estudos recentes mostram que as espécies mais evoluídas do reino vegetal chegam a contar com até 20 diferentes tipos de sentidos que, em conjunto, garantem a sobrevivência e a perpetuação do reino com grande eficiência.

Esse sucesso evolutivo tem sido amplamente estudado pela Biomimética com vistas a entender o modo como as respostas sensoriais das plantas poderiam ser usadas por engenheiros e designers para desenvolver sistemas de IoT ainda mais avançados

Internet das Plantas: um sistema subterrâneo multissensorial

O engenheiro florestal alemão, Peter Wohlleben, em seu livro “A vida secreta das árvores: o que elas sentem e como se comunicam” fala sobre como as árvores são “sujeitos sociais” altamente adaptáveis e inteligentes.

Com base em pesquisas científicas e em suas observações profissionais de décadas, o autor faz questão de usar uma linguagem bastante “humana” (e até mesmo simples), com vistas a atrair o leitor para um tema até então não muito comentado.

Através de uma animação ilustrativa, a BBC Brasil resume alguns dos principais pontos abordados no livro, deixando evidente a poderosa comunicação sensorial subterrânea que as plantas utilizam para sobreviverem de forma inteligente.

Assista a seguir:

Na direção do que defende Peter Wohlleben, um dos grandes expoentes da Neurobotânica, Stefano Mancuso, mostra que o conceito vigente de inteligência, vista apenas como um produto do cérebro, está ultrapassado. Isso porque sem o restante de todas as estruturas do organismo, o cérebro é incapaz de executar qualquer ação, mesmo as mais simples. As plantas ao contrário, ao desempenharem um padrão de resposta descentralizado e independente, garantem muito mais chances de sucesso no meio ambiente, mesmo sem nenhuma estrutura que se aproxime de um cérebro.

Internet das Plantas
Peter Wohlleben. Fonte: nytimes.com

E é justamente a partir desses conceitos e observações biomiméticas que alguns engenheiros de sistemas de IoT estão desenvolvendo soluções mais adaptáveis e, portanto, menos suscetíveis a falhas. O próprio mecanismo de processamento da Edge Computing em muito se aproxima desse formato de tomada de decisão mais veloz e descentralizada.

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Por muito tempo, considerou-se que os sistemas de sobrevivência das plantas fossem bastante simples. Não é à toa que expressões como “estado vegetativo” referem-se a situações de total inércia e falta de atividade. Mas, como se nota, essa visão reducionista está bastante afastada da realidade.

Caberá à Biomimética desvendar cada vez mais os segredos subterrâneos que fazem da “Internet das Plantas” um sistema de comunicação inteligente, sustentável e de baixo consumo energético.

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