Automação na indústria pesada: 20 a 40% em ganho de eficiência

Uma recente pesquisa divulgada pela McKinsey mostrou que os processos não-físicos (digitais) da indústria pesada apresentam um enorme potencial de automação. O setor, que tradicionalmente esteve mais inclinado a apostar na automação física, agora está juntando esforços para agregar iniciativas de transformação digital mais estruturadas, focando na coleta, processamento e análise de dados.

O estudo sugere que a automação de processos repetitivos, como o impute de dados ou a verificação de tendências nos sistemas, poderia agregar o dobro de valor ao trabalho de um profissional técnico da indústria pesada. Como resultado, haveria aumento expressivo de ganhos econômicos e de eficiência, bem como menores riscos à produção, segurança e saúde do ecossistema envolvido nas linhas de produção.

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Em uma outra pesquisa, a consultoria analisou como a indústria pesada tem avaliado o retorno obtido com a Transformação Digital. Ao menos 88% dos entrevistados afirmam já terem projetos de automação em andamento, ou estarem em vias de implementá-los. Entretanto, apenas 4% relataram melhorias significativas nos resultados financeiros no curto prazo, sendo que a maioria deles espera ao menos de 1 a 3 anos para obterem os benefícios.

Mesmo assim, mais de 40% avaliam como bem-sucedidos ou muito bem-sucedidos os esforços para cumprir as metas de automação.

automação
Fonte: McKinsey

A pesquisa (juntamente com dados internos da McKinsey) mostrou que os projetos de automação industrial pesado mais bem-sucedidos auferem entre 20 e 40% no ganho de eficiência, com retornos positivos sobre o investimento variando entre 12 e 18 meses.

Apenas 1,6% das empresas brasileiras são 4.0

Apesar de o setor industrial brasileiro reconhecer a importância de investir na chamada Indústria 4.0, estudos da CNI (Confederação Nacional da Indústria) mostram que ainda é baixo o percentual de empresas que já adotam sistemas de conexão de dispositivos que se comunicam entre si (IoT), associados à análise, ao processamento de dados e à inteligência artificial.

Segundo dados do Projeto Indústria 2027, realizado pela confederação em parceria com universidades e pesquisadores, apenas 1,6% das 759 empresas brasileiras consultadas informou ter sistemas integrados, fábricas conectadas e processos inteligentes para subsidiar a tomada de decisão dos gestores.

O projeto ainda destacou que dos 24 segmentos da indústria brasileira, pelo menos 14 precisam implementar com urgência estratégias de digitalização para se tornarem competitivos internacionalmente. Para tanto, foram consideradas variáveis como produtividade, exportação e taxa de inovação dos segmentos, comparando-as às das maiores economias do mundo.

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Um outro estudo da CNI, realizado com 632 indústrias e focado especificamente em grandes empresas, mostrou uma realidade um pouco mais animadora. A maioria (73%) já se encontra na configuração Indústria 4.0, ainda que em estágio inicial de implantação das tecnologias.

Entre elas, a automação digital com sensores para controle de processos impôs-se como destaque. Atualmente, essa tecnologia é a mais utilizada pelas empresas que participaram do levantamento, com foco na produção, no desenvolvimento de produtos e em novos modelos de negócio.

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