Transformação Digital: U$S 6 trilhões em investimentos até 2023

De acordo com recente relatório da IDC, esperam-se mais de US$ 6 trilhões em investimentos com transformação digital nos próximos 4 anos. Só até o final de 2019, os resultados mostram U$S 1 trilhão direcionados especificamente para as tecnologias 4.0.

Segundo a pesquisa, Manufatura e Transporte lideram a lista de investimentos, sobretudo quando falamos em Internet das Coisas (IoT) e Machine Learning. O foco das iniciativas digitais está no aumento da eficiência e da precisão operacionais, bem como na experiência de consumo.

E para 2020, os investimentos em transformação digital devem crescer ainda mais. Segundo a Forbes, algumas tendências devem se consolidar no mundo da tecnologia. São elas:

Bem-vinda, Ginormous Data!

Ano a ano, a nomenclatura “Big Data” fica cada vez mais desatualizada. Estamos definitivamente na era da “Ginormous Data”.

A IDC prevê que, até 2025, teremos 175ZB (zettabytes) em dados circulando pelo mundo. Em 2018, eram apenas 33ZB. Um zettabyte equivale a um trilhão de gigabytes.

Fonte: Raconteur

Mais de 2,5 quintilhões de bytes de dados são criados todos os dias, e em 2020 estima-se que 1,7MB serão originados a cada segundo para cada habitante da Terra.

Com um taxa anual composta de crescimento em 61%, a geração dos dados avança em ritmo acelerado, sobretudo pelo aumento maciço no número de dispositivos inteligentes que se comunicam em tempo real através da Internet das Coisas (IoT).

Até 2025, ao menos 60% daqueles 175ZB estimados serão gerados e administrados pela relação entre empresas e seus consumidores. Para tanto, claro, as tecnologias de nuvem serão cada vez mais utilizadas.

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O grande desafio da IoT está em viabilizar um ambiente capaz de analisar essa monstruosa quantidade de dados, de tal forma que as empresas e governos consigam reunir o máximo de inteligência para a tomada de decisão assertiva.

Análise Prescritiva e Preditiva

Com a análise prescritiva, as empresas obtêm insights inteligentes para otimizar os próximos passos de sua estratégia. Juntamente da análise preditiva, ela é fundamental para estruturar uma cultura de tomada de decisão baseada em dados.

Em linhas gerais, a análise preditiva ajuda a prever o que vai acontecer no futuro, enquanto a prescritiva oferece recomendações específicas para alterar o futuro, inclusive adiantando resultados.

Os veículos autônomos são um dos grandes exemplos dessa dinâmica. Para que não se envolvam em acidentes, os sistemas de gestão usados na condução analisam uma gigantesca quantidade de dados em milésimos de segundo, sempre com o intuito de garantir uma trajetória mais segura e eficiente.

Nos setores de petróleo e gás, a análise prescritiva também tem sido amplamente utilizada. É a partir dela que as empresas conseguem avaliar a oferta, a demanda, os preços e todo o impacto que geram no setor quando ocorrem oscilações.

A análise preditiva, por sua vez, é fundamental para a otimização das rotinas de manutenção da indústria 4.0 em tempo real. Ela evita paradas desnecessárias dos equipamentos, que afetam a eficiência da linha produtiva e elevam os custos da operação.

Balanço positivo de empregos

Ao contrário do que muitos podem pensar, as tecnologias digitais não devem diminuir o número de postos de trabalho. É isso que prova a Gartner, especialmente no que se refere à Inteligência Artificial (IA).

A tecnologia deve criar um saldo positivo de 500 mil empregos, em 2020: 1.8 milhão serão eliminados, enquanto outros 2.3 milhões serão criados.

“Muitas inovações significativas no passado foram associadas a um período de transição de perda temporária de empregos, seguido de recuperação. A transformação digital dos negócios e a IA provavelmente seguirão por esse caminho”, afirma Svetlana Sicular, vice-presidente de pesquisa da Gartner.

Enquanto as posições de nível médio e baixo poderão sofrer impacto negativo com a ascensão da AI, sobretudo pelo aumento da produtividade e da eficiência digital que substitui a força humana, novos papéis para esses trabalhadores se abrirão em setores, como a energia solar, um dos que têm mais absorvido novos talentos.

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Além disso, a partir de 2020, as manufaturas devem investir ainda mais na requalificação da mão-de-obra, unindo as habilidades técnicas e não técnicas dos colaboradores para se adequarem à transformação digital.

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