Quais são as tendências para Internet das Coisas até 2023?

O “Top Strategic IoT Trends and Technologies Through 2023” da Gartner analisa as principais tendências para a Internet das Coisas (IoT) nos próximos três anos.

O documento, baseado em um estudo global, explicita que as oportunidades para o incremento das novas tecnologias de Internet das Coisas estão em alta e que os executivos que dominarem e souberam aplicar com estratégia essas inovações certamente firmarão sua liderança na esfera digital dos negócios.

Segundo o estudo, nos próximos anos as empresas deverão firmar um número ainda maior de parcerias com fornecedores especializados em IoT. Sobretudo pela necessidade de contarem com expertise comprovada para alavancar os resultados dos investimentos em transformação digital no curto intervalo de tempo.

tendências para a Internet das Coisas (IoT)
Fonte: Gartner

Por sinal, escalar as potencialidades da Internet das Coisas com o máximo de agilidade é ainda mais fundamental tendo-se em vista o crescimento exponencial de terminais esperado até 2023, em um montante até três vezes maior do que o total de dispositivos hoje em operação.

A seguir, destacamos cinco tendências para a Internet das Coisas (IoT) apontadas pela Gartner, que devem garantir novos fluxos de receita e modelos de negócios ainda mais inovadores nos próximos três anos:

Inteligência Artificial (IA)

Até 2021, a Gartner acredita que haverá mais de 25 bilhões de “coisas” conectadas ao redor do mundo. E são elas e o gigantesco volume de dados que produzem os combustíveis que alimentam a Internet das Coisas.

O grande desafio das empresas reside em justamente organizar e dar significado a esses dados, criando informação relevante que leve à melhor tomada de decisão. Com a Inteligência Artificial sendo aplicada a uma variada gama de aplicações de IoT (desde vídeos, atividades de rede até dados de sensores), o modo como os gestores conduzem os negócios está mudando com uma rapidez jamais vista.

Segundo as projeções, esse cenário inédito de grande dinamismo deve seguir em expansão até 2023. Embora complexa, a junção entre IA e IoT é um potente catalisador de resultados que, se aplicado de forma sistemática e estratégica, promete alavancar a escalabilidade dos projetos ainda mais rapidamente.

Hardware e Sistema Operacional mais confiáveis

Não só esta pesquisa, mas diversas outras feitas pela Gartner e outros institutos apontam a Segurança como o tema de maior preocupação técnica das empresas que implantam sistemas operacionais de IoT. O grande fluxo de dados certamente configura um incremento no risco ao roubo de informações.

O problema torna-se ainda mais importante pelo fato de um expressivo número de corporações admitir ainda não ter pleno controle sobre a origem e a natureza dos programas e equipamentos que compõem as soluções de IoT. Por essa razão, é imprescindível unir-se a fornecedores de soluções que coloquem a segurança como um dos pilares de desenvolvimento.

A tendência apontada pelo estudo é de que, até 2023, as implantações sejam marcadas pela combinação de hardwares e softwares. Juntos, eles devem tornar os sistemas de IoT mais confiáveis e seguros.

Governança de IoT

O incremento da estrutura de governança também é uma das mais relevantes tendências para a Internet das Coisas nos próximos anos. Com a rápida expansão das tecnologias, é importante garantir o comportamento apropriado na criação, armazenamento, uso e exclusão de informações captadas pelos sensores de IoT.

A governança abrange desde tarefas técnicas simples, como auditorias e atualizações de firmware, até problemas mais complexos, como o controle de dispositivos e o uso das informações geradas por eles.

Caberá especialmente aos CIOs a tarefa de educar as organizações sobre a importância da governança em IoT e também ampliar o quadro de colaboradores, incluindo especialistas na área.

Expansão dos Sensores

O mercado de sensores de IoT é um dos que mais evoluirá até 2023, segundo estudo da Gartner. Eles permitirão que um número maior de situações e eventos sejam detectados, ao mesmo tempo em que terão o preço cada vez mais acessível.

Segundo outro relatório, o “2019 Manufacturing Trends” da Microsoft, o preço médio dos sensores caiu de US$1.30, em 2004, para US$0.44, em 2018. Até o ano que vem, segundo as projeções, o valor médio deve alcançar US$0.38. Esse decréscimo está diretamente ligado à expansão dos devices IoT ao redor do mundo. A Microsoft acredita que em dois anos eles devem somar 36 bilhões, ou seja, quase 5 vezes a população mundial.

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Ademais, novos algoritmos surgirão para extrair e deduzir ainda mais informações desses sensores. Caberá aos CIOs a importante tarefa de monitorar as transformações, identificando as novidades que melhor poderão se adequar aos novos negócios esperados com o incremento da IoT.

Novas tecnologias de rede sem fio

O ecossistema de Internet das Coisas envolve a orquestração de uma série de requisitos que competem entre si. Entre eles, o custo do ponto final, o consumo de energia, a largura de banda, o custo operacional, a qualidade do serviço, a densidade da conexão e a faixa de frequência.

Até hoje, nenhuma tecnologia de rede conseguiu otimizar todos esses parâmetros de uma só vez. Entretanto, é provável que uma nova configuração viabilize uma gama de opções mais flexível. Entre elas destacam-se a infraestrutura 5G, a próxima geração de satélites de baixa órbita e as redes de retroespalhamento.

Segundo uma recente pesquisa da MarketsandMarkets, o mercado de infraestrutura para a rede 5G valerá quase 3 bilhões de dólares em 2020, podendo alcançar mais de 33 bilhões de dólares, até 2026.

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Nos próximos oito anos, a automação industrial e os eletrônicos de consumo serão os setores que mais absorverão a infraestrutura de tecnologia 5G, alcançando 20,5% e 18,4% do mercado, respectivamente. O setor energético e de Utilities também será bastante impactado. É previsto que ele represente 11,8% do total.

Como se nota, as tendências para a Internet das Coisas nos próximos três anos prometem impor um novo ritmo aos negócios digitais. Mesmo diante de cenários cada vez mais complexos e de um volume de dados jamais visto, a disrupção trazida pela IoT é um potente diferencial competitivo, capaz de alavancar a eficiência dos processos no curto prazo.

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