Mercado brasileiro de Internet das Coisas cresce 20% ao ano

Entre 2020 e 2030, a IoT deve movimentar cerca de US$19 trilhões ao redor do mundo. Desse total, US$860 bilhões impactarão especificamente as economias latino-americanas, sendo 40% (US$352 bilhões) apenas no mercado brasileiro de Internet das Coisas.

Essas são projeções publicadas recentemente pela Cisco, que já revelou outros números impressionantes sobre o universo da IoT. Um exemplo são os 25 bilhões de equipamentos integrados a sistemas inteligentes ao redor do mundo, até 2020, além dos mais de 50 trilhões de gigabytes (GB) de dados em circulação, inaugurando aquilo que os cientistas têm chamado de Ginormous Data.

A IDC, por sua vez, prevê que, até 2025, teremos 175ZB (zettabytes) em dados circulando pelo mundo (em 2018, eram apenas 33ZB). Mais de 2,5 quintilhões de bytes são criados todos os dias e, em 2020, estima-se que 1,7MB serão originados por segundo para cada habitante da Terra.

Grandes avanços e desafios no mercado brasileiro de Internet das Coisas

Embora o avanço da IoT ao redor do mundo ainda esteja em ritmo mais acelerado que no Brasil, nem de longe podemos afirmar que os progressos no país não tenham sido bastante expressivos. O mercado nacional de Internet das Coisas tem crescido a uma taxa anual de 20% e, segundo a Global Data, o avanço de dois dígitos deve ser mantido pelos próximos cinco anos. Só em 2019, as aplicações de IoT brasileiras devem bater US$ 9 bilhões em investimentos

A grandiosidade dos números deve-se ao próprio modus operandi da tecnologia. A IoT tem como principal característica a sua capacidade de alavancar resultados em curto intervalo de tempo, de tal modo que de um ano para o outro, as empresas podem verificar uma mudança importante na eficiência operacional de suas atividades.

Segundo Flavio Maeda, presidente da Associação Brasileira de Internet das Coisas (IoT), “as maiores oportunidades [no Brasil] estão em indústrias e agronegócio, principalmente para ganho de produtividade e redução de custos”. As áreas de logística, transporte e energia também possuem um imenso campo de expansão, muito favorecido pelas novas tecnologias de conectividade e pelo incremento da infraestrutura. Questões legais e fiscais, envolvendo a possível isenção de taxas como o Fistel, também devem impactar positivamente o setor.

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Embora as projeções sejam bastante otimistas, ainda há muito trabalho a realizar no país. Pietro Delai, responsável pelo mercado de cloud e software para América Latina da IDC, destacou em publicação da IT Trends que o ecossistema norte-americano em IoT ainda é 20 vezes maior que o brasileiro.

Entre as principais barreiras que precisam ser vencidas para alavancar a Internet das Coisas no Brasil, destacam-se a qualificação da mão-de-obra, a propagação da cultura de transformação digital dentro das empresas, o avanço das redes de telecomunicação e de infraestrutura e a modernização de aspectos legais que viabilizem financeiramente um número maior de projetos.

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