Quais são as expectativas para a Indústria 4.0 brasileira em 2020?

As expectativas para a Indústria 4.0 em 2020 estão bastante elevadas quanto à recuperação da produção industrial brasileira. O setor foi o mais prejudicado pela recessão dos últimos anos, apresentando queda significativa na participação do PIB do Brasil.

Em 2016, por exemplo, a produção industrial era 18% menor que os parâmetros de 2014, e somente em meados de 2019 presenciamos algum crescimento, em torno de 0,8%, segundo dados do IBGE. Foram 14 meses seguidos sem expansão que, felizmente, ficam para trás.

Inovação é sinônimo de retomada de crescimento para a indústria

Segundo o último Relatório de Mercado Focus, que apresenta uma série de estatísticas econômicas com base nas expectativas de mercado, as projeções para o crescimento industrial no Brasil devem atingir 2,19% no final deste ano. Já o PIB deve crescer 2,3%.

expectativas para a Indústria 4.0_ Boletim Focus
Fonte: Boletim Focus (atualização semanal). Clique aqui para ver a última versão

Os dados são otimistas e mantêm-se sem grandes alterações nos últimos boletins liberados. Mas especialistas indicam que não apenas o contexto econômico brasileiro deve ser levado em consideração para garantir as expectativas de crescimento: é preciso que as indústrias estejam preparadas para investir ainda mais pesado em tecnologia, inovação e gestão estratégica.

Para tanto, o país deve somar esforços com vistas a reverter os últimos anos de estagnação em P&D. Os ciclos de investimentos foram bruscamente afetados pelo aprofundamento da crise econômica, e sua recuperação precisa ser muito bem planejada para gerar resultados efetivos.

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Os dados apresentados no Índice Global de Inovação de 2019  mostram essa queda de performance. O Brasil ficou em 66º lugar entre 129 países analisados, perdendo duas posições em relação ao ano anterior. Apesar de sermos a maior economia da América Latina, estamos no 5º lugar em inovação entre as 19 economias da região. Seguimos atrás do Chile (51º), Costa Rica (55º) e México (56º).

Em um ambiente de crescente competição internacional, investir em tecnologia impõe-se cada vez mais como um diferencial de peso. Por essa razão, para que o Brasil apresente um desempenho industrial proporcional à sua importante posição como 9ª maior economia do mundo, é preciso acelerar nossa jornada rumo à Indústria 4.0

Expectativas para a Indústria 4.0: hora de consolidar esforços em 2020

Está cada vez mais claro para o mercado que a inovação já está posta à mesa. A tarefa agora é aplicá-la de forma sistemática e estratégica, de modo a acelerar e otimizar processos, reduzir custos e atender à uma demanda “real time” cada vez mais exigente.

Se antes os benefícios advindos de tecnologias, como Internet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial, podiam apresentar-se de modo difuso, hoje já não restam mais dúvidas de que elas são a saída para garantir vantagem competitiva e, por que não, sobreviver no competitivo mundo das manufaturas.

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Em 2020, os especialistas não apostam em grandes revoluções tecnológicas, mas sim na consolidação e aplicação prática das tecnologias já disponíveis. Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial e Manufatura Aditiva são expressões cada vez mais comuns no ambiente industrial, seja de pequeno, médio ou grande porte.

A IoT, em especial, funciona como um rebuscado sistema nervoso que conecta milhões de pontos, extraindo aquilo que é mais valioso atualmente: os dados. São eles que, quando processados com inteligência, criam a “mágica” transformadora dentro das manufaturas, e podem ser utilizados para diversos fins, como:

  • propor alternativas de processos mais eficientes
  • identificar pontos críticos para economia de custos operacionais
  • otimizar as rotinas de manutenção preditiva
  • criar novos desenhos para interligar as cadeias de produção e distribuição de produtos
  • e até mesmo desenvolver novas frentes de negócios

Não à toa, um recente estudo da KPMG, “Inovação na indústria de tecnologia 2019”, colocou a Internet das Coisas em 1° lugar entre as tecnologias mais disruptivas, sendo considerada a ferramenta com maior potencial de modernizar os negócios nos próximos três anos. O levantamento entrevistou 740 líderes do setor de tecnologia e analisou as dez ferramentas que irão mudar as empresas no curto prazo.

Internet das Coisas como tecnologia mais disruptiva
Fonte: KPMG

Rede 5G: inovação que se expande em 2020

A tecnologia 5G é o ponto alto esperado para 2020. Embora já faça parte de alguns mercados, é neste ano que a nova rede promete se expandir com ainda mais força.

Segundo recente relatório da MarketsandMarkets, o mercado de infraestrutura para 5G valerá quase 3 bilhões de dólares, em 2020, podendo alcançar mais de 33 bilhões de dólares, até 2026.

A razão para esse rápido crescimento deve-se, sobretudo, à demanda ascendente por serviços de dados móveis, comunicação M2M (machine-to-machine) e pela necessidade de maior cobertura e velocidade de conexão.

Segundo o relatório, nos próximos oito anos, a automação industrial e os eletrônicos de consumo serão os setores que mais absorverão a infraestrutura de tecnologia 5G, alcançando 20,5% e 18,4% desse mercado, respectivamente. O setor energético e de Utilities também será positivamente impactado. É previsto que ele represente 11,8% do total.

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A rede 5G é capaz de absorver conexões simultâneas de forma bastante eficiente (até 100 vezes mais dispositivos conectados por unidade de área, todos com a mesma velocidade e latência), consumindo até 90% menos de energia. Isso se traduz em dispositivos de baixa potência em ambientes industriais e baterias com 10 anos de vida útil. Além disso, por ser programável, a 5G é capaz de se desconectar automaticamente quando não estiver em funcionamento.

Por essas razões, a nova infraestrutura é essencial para a futura geração de soluções desenvolvidas a partir de tecnologia de IoT, sobretudo, em razão do elevado número de dispositivos inteligentes interconectados que são esperados nos próximos anos. Em 2020, o mundo vai alcançar a incrível marca de 20 bilhões deles, segundo a Cisco.


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