Afinal, existem barreiras financeiras aos projetos de IoT?

A tecnologia nunca esteve tão acessível como atualmente. Um recente estudo da The Economist apontou que os custos gerais com computação são hoje 100 vezes menores do que foram na década de 1970. O Goldman Sachs apontou para uma redução superior a 50% no valor dos sensores entre 2004 e 2014: saíram de US$ 1,30 para pouco menos de US$ 0,60. Já a Microsof analisou o preço dos sensores de IoT e registrou o seguinte cenário:

preço médio dos sensores de IoT
Fonte: Microsoft

Mesmo diante desse cenário, ainda é comum entre a alta liderança das empresas a percepção de que as barreiras financeiras aos projetos de Internet das Coisas (IoT) estão entre os maiores empecilhos para expandir as aplicações da tecnologia nos negócios. Essa ideia fica ainda mais forte em empresas de menor porte, que muitas vezes não acreditam ter recursos suficientes para incorporar a inovação em seu dia a dia operacional.

Esse aparente contrassenso – entre a queda real no valor das tecnologias digitais e a percepção de que elas são financeiramente inviáveis – ficou ainda mais evidente no Annual Manufacturing Report de 2019, realizado pela PwC. Há mais de dez anos a pesquisa analisa o cenário industrial britânico e, nessa edição em particular, revelou que muitas das manufaturas, embora já façam uso de algumas tecnologias (como robótica, sensores, sistemas ERP, etc), ainda não manifestam perfeita clareza de que elas são partes essenciais das soluções de Internet das Coisas.

Veja também:
WEG e V2COM juntas por um Brasil 4.0

Por essa razão, aprofundar os conhecimentos acerca do que efetivamente é a IoT mostra-se fundamental para eliminar os obstáculos que dificultam sua expansão dentro das empresas. Muitas vezes a questão não está propriamente nos impedimentos financeiros, mas na compreensão dos ganhos econômicos que são obtidos com a aplicação prática da tecnologia e na noção de que muitos dos esforços necessários para articulá-la com efetividade já façam parte dos ativos que a empresa possui.

A mudança cultural é imprescindível para alavancar a IoT

Além dos quesitos técnicos por trás da implementação da Internet das Coisas, o êxito dos esforços digitais está diretamente ligado à uma mudança cultural, conduzida sobretudo pela alta liderança corporativa. Sem ela dificilmente as equipes financeiras estarão 100% aptas a entender a necessidade de adaptação a um novo contexto de mudanças e sem meios de avaliar de maneira objetiva o ROI obtido com esses investimentos.

Por sinal, de acordo com o Microsoft IoT Signals de 2019, as empresas que já adotam soluções de Internet das Coisas preveem ROI de 30% em até dois anos. O relatório da PwC, por sua vez, revela que 38% dos entrevistados já enxergam os dados como a maneira mais segura para a tomada de decisão, bem como para reduzir custos operacionais.

Veja também:
Como funciona a metodologia de PoV V2COM?

Além disso, os relatórios mostram que, ano após ano, cresce o grau de percepção do mercado a respeito da importância da transformação digital. Fica cada vez mais claro que as iniciativas fazem parte de uma estratégica maior, complexa e multifacetada, que deve ser articulada por uma série de atores com expertises complementares.

A McKinsey já provou que a escalabilidade dos projetos de IoT está diretamente ligada à rapidez com que as soluções são incorporadas aos processos das empresas, de tal modo que aquelas que conseguem se articular de maneira mais abrangente tendem a experimentar ROI maior em menor espaço de tempo.

MCKinsey - IoT
Fonte: MCKinsey

Por essa razão, é importante contar com a ajuda de parceiros que estejam aptos a conduzir esse processo de transformação digital com mais agilidade, inclusive reduzindo as complexidades que certamente virão ao longo das implantações dos projetos.


Conheça as Soluções Digitais V2COM