Brasil tem 19% dos projetos de IoT em produção na América Latina

Entre 2020 e 2030, a IoT deve movimentar cerca de US$19 trilhões ao redor do mundo. Desse total, US$860 bilhões impactarão especificamente as economias latino-americanas, sendo 40% (US$352 bilhões) apenas no mercado brasileiro de Internet das Coisas.

Essas são projeções publicadas pela Cisco, que já revelou outros números impressionantes sobre o universo da IoT. Um exemplo são os 25 bilhões de equipamentos integrados a sistemas inteligentes ao redor do mundo, até o final deste ano, além dos mais de 50 trilhões de gigabytes (GB) de dados em circulação, inaugurando aquilo que os cientistas têm chamado de Ginormous Data.

A IDC, por sua vez, prevê que, até 2025, teremos 175ZB (zettabytes) em dados circulando pelo mundo (em 2018, eram apenas 33ZB). Mais de 2,5 quintilhões de bytes são criados todos os dias e logo alcançaremos a incrível marca de 1,7MB originados por segundo para cada habitante da Terra.

Grandes avanços e desafios no mercado brasileiro de Internet das Coisas

Embora o avanço da IoT ao redor do mundo ainda esteja em ritmo mais acelerado que no Brasil, nem de longe podemos afirmar que os progressos no país não tenham sido bastante expressivos. O mercado nacional de Internet das Coisas tem crescido a uma taxa anual de 20% e, segundo a Global Data, o avanço de dois dígitos deve ser mantido nos próximos anos.

No Brasil, 35% das empresas contam com algum uso da tecnologia, segundo o IoT Snapshot da Logicalis. Temos 19% de todos os projetos de Internet das Coisas em produção na América Latina.

A IoT tem como principal característica a sua capacidade de alavancar resultados em curto intervalo de tempo. Redução de custos, agilidade e eficiência operacional são três dos principais benefícios mais procurados pelas empresas que buscam agregar a Internet das Coisas ao processo de Transformação Digital

Segundo Flavio Maeda, presidente da Associação Brasileira de Internet das Coisas (IoT:

“As maiores oportunidades [no Brasil] estão em indústrias e agronegócio, principalmente para ganho de produtividade e redução de custos”.

As áreas de logística, transporte e energia também possuem um imenso campo de expansão, muito favorecido pelas novas tecnologias de conectividade e pelo incremento da infraestrutura.

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Embora as projeções sejam bastante otimistas, ainda há muito trabalho a realizar no país. Pietro Delai, da IDC, destacou em publicação da IT Trends que o ecossistema norte-americano em IoT ainda é 20 vezes maior que o brasileiro.

Entre as principais barreiras que precisam ser vencidas para alavancar a Internet das Coisas no Brasil, destacam-se a qualificação da mão-de-obra, a propagação da cultura de transformação digital dentro das empresas, o avanço das redes de telecomunicação e de infraestrutura e a modernização de aspectos legais que viabilizem financeiramente um número maior de projetos.

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