Cidadãos estão mais dispostos a pagar por serviços de Cidades Inteligentes

As áreas urbanas abrigam hoje mais da metade da população mundial. Até 2050, as cidades contarão com mais 2.5 bilhões de novos residentes, conforme projeções da McKinsey. Toda essa movimentação pressupõe maior atenção às questões ambientais, bem como ao desenvolvimento de novas infraestruturas que possibilitem acolher um gigantesco número de pessoas de forma sustentável e equilibrada. Para tanto, a Internet das Coisas (IoT) tem se mostrado uma das ferramentas mais poderosas para consolidar e viabilizar as chamadas Cidades Inteligentes.

Embora seja crescente o número de cidades ao redor do mundo que já contam com iniciativas de transformação digital do espaço urbano, a inovação tecnológica ainda não faz parte do planejamento local na maioria das realidades. Uma recente pesquisa da Capgemini Research Institute mostra que apenas 22% das autoridades municipais começaram a implementar alguma iniciativa dessa natureza.

O relatório “Street Smart: Colocando o cidadão no centro das iniciativas de cidades inteligentes” foi realizado a partir de 10.000 entrevistas com cidadãos em dez países, em abril deste ano. Também foram entrevistados 300 funcionários municipais sobre suas opiniões acerca das iniciativas de Cidades Inteligentes e os desafios de implementação.

Cidades Inteligentes melhoram a qualidade de vida

Segundo o estudo, 73% dos cidadãos que já experimentaram algumas dessas inovações mostram-se bastante satisfeitos com o incremento na qualidade de vida, sobretudo em questões de saúde e qualidade do ar. Para 60% deles, as Cidades Inteligentes são sinônimo de sustentabilidade e oferta de melhores serviços.

Mas esses avanços ainda não são realidade para a maioria dos espaços urbanos. Segundo o relatório, quase 35% dos entrevistados revelam desejo de deixar as cidades, sobretudo em razão dos desafios do dia a dia. Entre os maiores problemas apontados, destacam-se  o alto custo de vida (52%), altos níveis de poluição (42%) e falta de segurança pública (40%).

Em razão da crescente insatisfação com essas questões, a pesquisa revela que as pessoas estão mais dispostas a usar e a pagar por serviços como: conectividade automatizada de edifícios para serviços de emergência; monitoramento remoto de pacientes para idosos; rastreamento de consumo de energia nas casas inteligentes; sistemas centralizados de automação predial; cartão inteligente de acesso baseado em aplicativo para transporte público; monitoramento da qualidade da água em tempo real.

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Para ampliar a implementação da transformação digital nos espaços urbanos ainda é preciso superar algumas barreiras, como a falta de experiência em tecnologia por parte das administrações municipais, o financiamento limitado e uma visão ainda nebulosa por parte dos dirigentes locais acerca da importância dessas iniciativas.

Por essa razão, a pesquisa sugere que os projetos para Cidades Inteligentes contem com o suporte de empresas especializadas e institutos acadêmicos, que possuem a inovação e os dados como seus principais motivadores.


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