Qual a relação entre 5G e Edge Computing?

5G e Edge Computing são duas tecnologias intrinsicamente correlacionáveis no contexto da transformação digital. Ambas são essencialmente importantes num momento de rápida aceleração das aplicações de Internet das Coisas (IoT). Juntas elas aumentam a performance e permitem que um volume cada vez maior de dados seja processado em tempo real.

O 5G é cerca de 10 vezes mais rápido que o 4G e pode suportar até 50 vezes mais dispositivos por quilômetro quadrado (100.000/km²). Já a Edge Computing é essencial para reduzir a latência das aplicações, trazendo para a borda boa parte do processamento que antes precisava alcançar a nuvem. Com isso, garante-se ainda menor consumo de energia e redução de custos com infraestrutura.

Não à toa, projeções da KPMG e IDC mostram que, até 2023, a adoção simbiótica entre 5G e Edge Computing poderá alcançar US$ 517 bilhões de receita em aplicações voltadas para a manufatura industrial, saúde conectada, transporte inteligente, monitoramento ambiental e jogos.

Como funciona na prática a interação entre 5G e Edge Computing?

Com mais velocidade, banda e throughput, menor latência (sem esquecer do incremento em requisitos de segurança que a rede 5G e os gateways com processamento de borda oferecem), as aplicações de IoT começam a alcançar um novo paradigma de performance, espalhando-se para locais cada vez mais remotos.

Está cada vez mais claro que essa expansão de possibilidades vem do uso conjunto das duas tecnologias. Basicamente, a arquitetura distribuída da computação de borda mantém os dados mais próximos da operação, enquanto a robustez do 5G garante que eles sejam levados para onde for preciso, no menor intervalo de tempo.

Para conquistar a baixíssima latência demandada por operações críticas, por exemplo, essa combinação é fundamental. Ela suporta o grande adensamento de dados ao mesmo tempo em que diminui as distâncias a serem percorridas, garantindo um tempo de resposta quase instantâneo.

Em linhas gerais, podemos afirmar que a Edge Computing funciona como um otimizador do 5G. Ao atuar como um “filtro inteligente”, o processamento de borda reduz o volume de dados que vai à nuvem, garantindo que ela armazene apenas aquilo que de fato é essencial para a operação.

Com isso, garante-se não apenas ganhos em latência (o que implica uma melhor experiência ao usuário e novos casos de uso), mas também uma importante redução nos custos de armazenamento, o que impacta diretamente a escalabilidade das aplicações.

Edge Computing e Segurança

Muito se debate sobre os riscos em segurança advindos do maior volume de dispositivos espalhados em campo. Com mais portas de entrada suscetíveis a ataques, o ecossistema de Internet das Coisas estaria mais exposto e, por consequência, seus usuários.

Mitigar vulnerabilidades é fundamental para qualquer aplicação que utilize Edge Computing. A segurança deve ser incorporada desde as fases mais iniciais de concepção e planejamento dos softwares e hardwares envolvidos (security by design), sendo implementada por meio de sistemas virtualizados nas redes principais.

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Nesse contexto, o papel dos gateways é fundamental para mitigar o risco de invasões maliciosas. Justamente por estar na borda e atuar como um filtro de processamento de dados, o gateway de IoT é uma peça fundamental na identificação e neutralização de ataques, antes que eles tomem a rede como um todo.

Num cenário de grande expansão dos devices de IoT, inclusive para locais de difícil acesso (como minas de carvão e plataformas de petróleo), é de importância crítica que esses equipamentos possam ser acessados de forma remota, inclusive para garantir as rotinas de atualização de firmware, tão essenciais ao incremento da segurança.

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