Conectividade Outdoor: aplicações na Agricultura 4.0

A Agricultura 4.0 está cada vez mais acessível aos pequenos e médios agricultores, sobretudo de países menos desenvolvidos, justamente aqueles cujas economias são mais dependentes do setor agrícola e, ao mesmo tempo, mais carecem de inovação para elevar a produtividade.

No Brasil, a transformação digital do campo caminha a todo vapor e tem impactado não só a eficiência produtiva das lavouras, mas também levado ao surgimento de novos modelos de negócios. O pequeno/médio agricultor conta hoje com diversas tecnologias financeiramente acessíveis que o ajudam a tomar decisões mais assertivas, administrar a fazenda e automatizar uma série de atividades do dia a dia.

A cadeia de suprimento também se favorece da inovação, tornando-se progressivamente mais coesa e eficiente. Com dados disponibilizados em tempo real e novas tecnologias de conectividade, produtores, distribuidores e varejistas podem desenhar suas atividades e processos de maneira 100% compatível com as oscilações de demanda, evitando desperdícios e custos desnecessários.

Cadeia de Suprimento “On Demand” na Agricultura 4.0

A Agricultura Digital não só impacta os tradicionais modelos de negócios existentes, mas sobretudo cria oportunidades dentro e fora do campo.

As novas tecnologias têm focado sobretudo no usuário final, através do desenvolvimento de soluções com elevado padrão de usabilidade e customização. Desse modo, é possível que o administrador agrícola e sua equipe usufruam de todas as funcionalidades dos sistemas de modo muito mais simples e intuitivo.

Hoje, o pequeno/médio agricultor pode alcançar o que há de mais avançado, sem a necessidade de investir pesadamente na expansão de equipes técnicas in loco, ou mesmo dispender muito tempo e esforço para o aprendizado das novas soluções. Boa parte das tarefas foi delegada às plataformas de Internet das Coisas (IoT), que ajudam na tomada de decisão com base num grande volume de dados obtidos em tempo real.

Ao contrário do que se pode imaginar, a Agricultura 4.0 não produz efeitos apenas no interior das lavouras. Toda a cadeia produtiva conectada ao campo está se beneficiando com a inovação cada vez mais democrática. E isso tem acontecido de três maneiras principais:

Consumo e Produção Sintonizados

A transformação digital no campo garante processos mais inteligentes e articulados sob demanda. A tecnologia permite reduzir o uso de químicos na produção, diminuir os resíduos e aproveitá-los de maneira inteligente, conectando-os a outros processos adjacentes.

Além disso, os ciclos fechados (Closed-Loop), sobretudo na Cadeia de Suprimentos, sintonizam perfeitamente o consumo com a produção, evitando o desperdício ou a falta de alimentos, ambos prejudiciais para a administração financeira das fazendas.

Serviços e Produtos Customizados

Hoje, é plenamente possível que as soluções tecnológicas sejam desenvolvidas “on demand. Isso significa que o agricultor construirá junto ao seu parceiro fornecedor a solução que se encaixe perfeitamente à realidade de sua área de produção.

Mais do que isso, todos os serviços em torno da solução arquitetada (como suporte de atendimento, manutenção, chamados, alertas, alarmes, etc) podem ser configurados para atender com alta especificidade às mais diversas demandas do dia a dia das fazendas.

Troca de Informações ao Longo da Cadeia Produtiva

Cadeias de Suprimento interligadas e conectadas em tempo real permitem trocas de informação e dados fundamentais para o sucesso de todos os players envolvidos nos sistemas agrícolas.

De produtores ao consumidor final, todos se beneficiam com a transformação digital do campo, uma vez que cultivos mais inteligentes garantem produtos de melhor qualidade e mais baratos.

Irrigação inteligente reduz o desperdício de água no campo

De acordo com a FAO e a ONU, a agricultura é o setor responsável por consumir a maior quantidade de água no mundo, utilizando uma média de 70% de todo o recurso. Em paralelo, o setor é o que ainda mais desperdiça água: quase 50% são perdidos no processo produtivo.

De acordo com o dados do último censo agropecuário do IBGE, cerca de sete milhões de hectares são irrigados no Brasil, o que representa um aumento de mais de 50% em comparação com os dados de 2006. Estima-se que sejam necessários aproximadamente 1000-3000 m³ de água para cada tonelada de grãos colhidos, ou ainda, 1285 litros para cada quilo de soja produzido.

O sensoriamento de IoT é uma tecnologia fundamental para tornar a produção agrícola mais sustentável. Ela é um dos eixos centrais da irrigação de precisão, que se diferencia do método tradicional por trabalhar com a variação espacial e temporal da lâmina de água, ao invés de uma lâmina uniforme para toda a área.

Para tanto, a tecnologia leva em consideração a umidade do solo, as condições climáticas e as exigências de cada tipo de plantio. Assim, apenas as regiões mais secas da fazenda terão os sistemas de irrigação acionados, o que representa uma economia imensa de recursos hídricos.

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Segundo a empresa de pesquisa MarketsandMarkets,  o mercado global de irrigação inteligente foi avaliado em US$ 0,83 bilhão, em 2018, e deve chegar a US$ 1,76 bilhão até 2023, a um CAGR de 16,30%. O continente americano é protagonista nesse tipo de solução, com quase 50% do mercado global, concentrados sobretudo nos Estados Unidos, Canadá e Brasil.


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