3 tendências para a IIoT que se consolidaram em 2019

A Transformação Digital está a todo vapor. Prova disso é o número crescente de empresas que passou a investir nas tecnologias de IoT para consolidar as bases daquilo que se denomina Indústria 4.0

Dados recentes da Accenture apontam que a Internet das Coisas Industrial (IIoT) deve adicionar US $ 14,2 trilhões à economia global até 2030. Boa parte dessa movimentação vem do aumento de eficiência gerado por processos mais inteligentes e menos custosos.

Confira a seguir três tendências que estão se consolidando no mundo da IIoT, em 2019:

Interoperabilidade

Segundo a  Gartner, metade do custo de implementação de uma aplicação de IoT, em 2019, está associada à integração de seus elementos componentes. Além disso, a McKinsey & Company previu que a interoperabilidade da IoT é necessária para criar 40% do valor potencial da Internet das Coisas. 

Esses dados deixam claro que a interoperabilidade é um elemento-chave para o desenvolvimento saudável e financeiramente viável dos ecossistemas de IoT.

Em linhas gerais, a interoperabilidade é a capacidade de sistemas ou elementos de sistemas interagirem e funcionarem harmoniosamente entre si, independentemente do fabricante ou das especificações técnicas. É através dela que se chega a um protocolo de comunicação compatível com diferentes padrões de hardware, como gateways e transceptores, e também à troca efetiva com plataformas de nuvem de vários fornecedores para armazenamento e análise de dados.

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No entanto, garantir a interoperabilidade nos projetos de IoT costuma ser uma tarefa desafiadora. Os inúmeros dispositivos e recursos coletados em múltiplas camadas, para trabalhar em conjunto, necessitam de uma estrutura comum de protocolos para se reconhecerem com segurança e trocar informações sobre recursos, dados e status.

Ao reunir esses diferentes componentes da cadeia de valor da IoT, os novos projetos têm diminuído a complexidade operacional e, sobretudo, acelerado o ROI.

Segurança como regra

A luta contra o cibercrime é a pauta mais comentada em 2019. A segurança das soluções de IoT está, cada vez mais, sendo estruturada de ponta à ponta, nas diversas camadas de dados, do gateway às plataformas de software, passando pela conexão de Internet.

Em razão da crescente dificuldade em garantir padrões tão elevados, a Microsoft lançou recentemente uma lista de práticas recomendadas para a segurança dos dispositivos de IoT:

  • A segurança precisa começar pelo Hardware. Para tanto, um hardware de finalidade única deve ser usado, bem como recursos internos para detectar qualquer ataque ao dispositivo;
  • Ao usar várias camadas de segurança, o dispositivo ainda estará seguro, mesmo quando um invasor conseguir remover uma camada, pois outras medidas ainda podem impedir a invasão;
  • Ao compartimentalizar hardware e software, um invasor não obtém acesso automaticamente a todas as outras partes do dispositivo, após invadi-las;
  • A autenticação baseada em certificado é recomendada, pois não pode ser falsificada como uma autenticação baseada em senha;
  • Renovar a segurança com atualizações regulares ajudará a abordar novas ameaças e vulnerabilidades;
  • Com relatórios de falhas integrados e automatizados, as tentativas de ataques podem ser analisadas e usadas para melhorar a segurança.

Edge Computing

Considerada pela Gartner uma das 10 principais tendências tecnológicas que afetam as áreas de infraestrutura e de operações, o Edge Computing vem se consolidando, em 2019.

Em vez de o gerenciamento e a análise de dados serem realizados em grandes data centers de nuvem, ele é gerado, coletado e analisado próximo à fonte de dados, ou seja, sensores e dispositivos de IoT. Isso é especialmente importante num cenário em que o volume de dados processados nunca foi tão expressivo. De acordo com a TechRepublic, até 2020, o tráfego de dados gerado por sensores inteligentes e outros dispositivos IoT atingirão 507,5 zettabytes.

Entre as principais vantagens de se adotar o Edge Computing, destacam-se:

  • Resposta em tempo quase real
  • Otimização do processamento em data centers
  • Menor dependência de conectividade
  • Mais segurança
  • Mais inteligência na borda

Juntas, nuvem e borda inteligentes prometem criar uma nova classe de aplicativos distribuídos e conectados e, por fim, mais inovação aos negócios.