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Conectividade avançada tem 5G como expoente para revolução digital

Estudo global publicado pela Deloitte este ano aponta rápido crescimento na adoção de tecnologias de conectividade sem fio pelas empresas. Os dados mostram que a transição para o 5G está ainda mais acelerada do que previram os executivos em relatórios liberados no ano passado.

No início de 2020, a consultoria publicou uma pesquisa pela qual as lideranças empresariais baseadas nos Estados Unidos viam no 4G/LTE uma das tecnologias críticas para a expansão dos negócios em curto prazo. O 5G, já então unanimidade como ferramenta revolucionária, seria uma realidade de aplicação prática apenas dentro de alguns anos.

Mas poucos meses depois, um novo estudo da Deloitte revelaria um cenário diferente, em que a rede de quinta geração já é entendida pela maioria dos players como fundamental no curto prazo. Além disso, 80% dos executivos veem as tecnologias avançadas de conectividade sem fio como muito ou criticamente importantes para os negócios - e o mesmo número é esperado nos próximos três anos.

Redes sem fio
Fonte: Deloitte 2021

Essa movimentação acompanha o crescimento no número de dispositivos conectados à rede que, segundo previsões da Cisco, devem somar 29.3 bilhões até 2023. As novas tecnologias oferecem uma possibilidade de desempenho muito mais interessante, como alta velocidade, baixa latência e maior capacidade de armazenamento de dados, algo fundamental para atender realidades cada vez mais tecnológicas.

Especificamente no Brasil, o impacto do 5G no PIB é bastante significativo. Estudo da Omdia, encomendado pela Nokia, aponta que a implementação da rede pode agregar 1,2 trilhão de dólares até 2035. No que se refere a aumento de produtividade com a economia digital, o impacto é ainda maior: 3,08 trilhões de dólares.

Fatores para expansão das novas tecnologias de conectividade sem fio

Não apenas a pandemia de COVID-19 é um dos fatores que aceleraram a transformação digital das empresas nos últimos meses, mas também a demanda crescente por novas maneiras de conferir mais inteligência às máquinas e processos.

As lideranças corporativas consideram as tecnologias wireless avançadas como peças fundamentais em seus esforços de transformação digital. Isso inclui soluções de Big Data, Inteligência Artificial, Internet das Coisas, Cloud e Edge Computing.

Além disso, o incremento na complexidade do ambiente de negócios, com um número crescente de players especializados, torna ainda mais necessárias possibilidades inéditas de conectividade, capazes de orquestrar com eficiência essa nova dinâmica interativa.

Segundo o relatório da Deloitte:

Dois terços dos clientes preferem comprar componentes de melhor qualidade, e muitos procuram ajuda para a integração. Com sete em cada 10 deles indicando estar abertos a novas possibilidades de parcerias, é cada vez mais importante para os fornecedores solidificarem seu papel no mercado.

Conectividade sem fio avançada é uma forma de inovar os negócios

As tecnologias de conectividade avançadas estão sendo incluídas massivamente na estratégia de alavancagem empresarial. Elas oferecem uma série de novas possibilidades para revolucionar as operações e o processo de desenvolvimento de produtos, criar novos modelos de negócios e ainda relacionar-se com a cadeia produtiva.

O estudo da Deloitte aponta que 3 em 5 tomadores de decisão das empresas acreditam que a conectividade wireless avançada é um importante gerador de vantagem competitiva e 80% defendem que ela será crítica para melhorar a interação com o mercado consumidor em até três anos.

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Além disso, 56% dos entrevistados afirmam que a infraestrutura atual de conectividade de suas empresas barra progressos mais inovadores e que isso, por si só, já um grande incentivo para a incorporação das tecnologias de última geração. Especificamente no Brasil, a pesquisa revela que o principal motivador para investimentos em conectividade avançada é a redução dos custos.

Deloitte resultado por país 2
Fonte: Deloitte 2021

Um dado relevante mostra que 99% dos entrevistados irão adotar as tecnologias de Internet das Coisas, Inteligência Artificial, Big Data, Cloud e Edge Computing ainda no próximo ano. A elevada porcentagem aponta que as lideranças já não mais entendem cada uma dessas tecnologias de forma isolada e, por conta disso, investir em conectividade tornou-se tão fundamental.

Importância das novas tecnologias Deloitte
Fonte: Deloitte 2021

Open Lab WEG/V2COM 5G

As atividades do Open Lab WEG / V2COM acontecem em Jaraguá do Sul (SC), numa das fábricas mais automatizadas e com monitoramento do chão de fábrica do Grupo WEG. O projeto é realizado em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para acelerar o desenvolvimento de soluções economicamente eficazes para a indústria utilizando a tecnologia 5G.

Com base na realização de testes reais, o Open Lab avalia a aplicação de dispositivos e antenas com tecnologia 5G para coletar informações sobre faixas de frequência, período de execução, potência e outros recursos necessários para as aplicações.

No dia 28 de julho, foi anunciada a conclusão da primeira fase dos testes práticos de conectividade à rede 5G:

“Realizamos testes avaliando o desempenho e a convivência de dispositivos e antenas com a tecnologia 5G em ambiente real, para reunir informações sobre faixas de frequência, latência, potência e outras características necessárias às aplicações industriais e aportaremos contribuições a consulta pública realizada pela Anatel”, explica Guilherme Spina, diretor da V2COM, empresa do grupo.

Para conferir mais detalhes, clique aqui.

 


eficiência energética

Eficiência Energética 4.0 garante uma indústria mais produtiva e sustentável

A geração de energia com base em fontes limpas, como a eólica e a solar, toma cada vez mais espaço dentro do planejamento das empresas. Mas esse movimento não para por aí, sobretudo quando o assunto é eficiência energética. A meta é produzir mais com menos, causando o menor impacto ambiental possível. Nessa jornada, a Internet das Coisas (IoT) e todas as tecnologias associadas atuam como importante aliadas, possibilitando a tomada de decisão e ações fundamentadas em dados.

Capturados em tempo real, a partir de uma infinidade de sensores inteligentes, esses dados podem percorrer, de modo geral, dois caminhos. Para ações que demandam tomada de decisão mais rápida, o processamento acontece na ponta (ou edge), acelerando o tempo de resposta, além de diminuir a sobrecarga de transmissão e armazenamento de dados na nuvem (cloud).

Já em outras aplicações, os dados são centralizados em uma plataforma, capaz de tomar todas as decisões em um único local. Nesses processos, é cada vez mais comum a agregação de outras tecnologias, como Inteligência Artificial e Machine Learning, que, em conjunto, aumentam ainda mais a eficiência operacional dos processos, com impacto direto na redução de custos e danos ambientais.

Processos Inteligentes podem consumir 40% menos energia

A articulação desse complexo ecossistema tecnológico garante retornos bastante expressivos para as empresas. Estudos apontam que a redução no consumo de energia em processos inteligentes, por exemplo, pode chegar a 40%. Ainda nesse sentido, cálculos recentes divulgados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) mostram que, em 2030, 5% do consumo de energia no Brasil deve ser abatido por eficiência energética. Isso equivale a impressionantes 32 TWh.

No que se refere ao consumo de eletricidade, esse mesmo estudo mostra uma potencial redução de até 4%, com o incremento das tecnologias de eficiência energética, sendo 73% dessa economia provenientes do ambiente industrial e de serviços.

Crise hídrica e a importância da eficiência energética

Esses resultados são ainda mais expressivos quando contextualizados com a pior crise hidrológica por que passa o Brasil nos últimos 91 anos, segundo o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico).

Embora o país seja menos dependente da água para a geração de energia, ainda temos no recurso nossa principal fonte. Em 2001, ano em que enfrentamos o primeiro grande apagão do milênio, cerca de 85,6% de toda a energia no Brasil eram gerados em hidrelétricas (298,6 TWh de um total de 348,9 TWh).

Em 2020, um relatório do Ministério de Minas e Energia em parceria com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) mostrou que essa dependência das hidrelétricas diminuiu, chegando a 65,2%. A principal razão está no aumento de capacidade de produção a partir de outras fontes, como a biomassa (9,1%), a eólica (8,8%) e o gás natural (8,3%).

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Mas além da estratégia de diversificação das fontes, fundamental para trazer mais segurança e previsibilidade à geração de energia, é importante não perder de vista o enorme potencial de redução no consumo de energia que as tecnologias de digitalização podem garantir em diferentes cenários.

Só na indústria, por exemplo, o monitoramento inteligente das linhas de produção e a manutenção preditiva de motores e equipamentos são importantes ferramentas para detectar o consumo excessivo (e desnecessário) de energia.

A análise de uma série de parâmetros oriundos do ambiente produtivo consegue detectar se os ativos fabris estão operando em sua máxima eficiência e, caso algum problema seja identificado, as devidas correções são efetuadas em muito menos tempo (economizando grandes quantidades de energia).

Além desses benefícios, a implantação de tecnologias para Eficiência Energética na Indústria garante uma série de outros ganhos, como:

  • Melhor aproveitamento do custo de energia
  • Aumento da vida útil dos ativos de transformação energética
  • Análise de dados de uso energético, para melhoria contínua e aprimoramento de fontes de energia (limpa) – ISO 50001
  • Aumento de competitividade no cenário internacional.

Por sinal, de acordo com a Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica  (elaborada pela EPE), em maio de 2021 tivemos, no Brasil, aumento de 22,5% no consumo energético industrial, ante o mesmo mês do ano anterior.

O setor, que foi responsável por cerca de 1/3 do consumo de toda a energia produzida no país em 2019, ainda sofre com perdas evitáveis de energia, o que deixa ainda mais clara a importância da digitalização para alavancar a industrialização no país de forma sustentável e menos custosa.

 


smart city

Como a Internet das Coisas viabiliza as Smart Cities?

De acordo com dados da Zion Market Research, o mercado de Internet das Coisas (IoT) para Smart Cities deve atingir aproximadamente 330,1 bilhões de dólares, até 2025.

A KPMG também destaca o protagonismo das Cidades Inteligentes no ecossistema da IoT. O segmento foi colocado em primeiro lugar quando analisadas as tendências de investimento em soluções de Internet das Coisas.

Fonte: KPMG

As áreas urbanas, hoje, abrigam mais da metade da população mundial e, até 2050, contarão com mais 2.5 bilhões de novos residentes, conforme projeções da McKinsey. Toda essa movimentação pressupõe maior atenção às questões ambientais, bem como ao desenvolvimento de novas infraestruturas que possibilitem acolher um gigantesco número de pessoas de forma sustentável e eficiente.

Fonte: UNPD

O conceito de Cidade Inteligente está diretamente relacionado às iniciativas que priorizam garantir (e aumentar) a qualidade de vida das pessoas. Segundo definição do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID):

“Uma Cidade Inteligente é aquela que coloca as pessoas no centro do desenvolvimento, incorpora tecnologias da informação e comunicação na gestão urbana e utiliza esses elementos como ferramentas que estimulam a formação de um governo eficiente, que engloba o planejamento colaborativo e a participação cidadã. Smart Cities favorecem o desenvolvimento integrado e sustentável tornando-se mais inovadoras, competitivas, atrativas e resilientes, melhorando vidas.”

Ao menos 7 aspectos dos espaços urbanos estão diretamente relacionados ao bem-estar populacional, são eles:

  • Segurança
  • Tempo
  • Custo de Vida
  • Saúde
  • Meio Ambiente
  • Conectividade
  • Mercado de Trabalho

A Internet das Coisas atua diretamente sobre todos esses aspectos, criando maneiras para as pessoas se relacionarem entre si e com o ambiente urbano. Ela é capaz de organizar a dinâmica socioambiental e evitar que o boom populacional se transforme numa completa desordem. Não à toa, a tecnologia está cada vez mais presente em soluções para Smart Cities ao redor do mundo, atuando diretamente em frentes como eficiência energética, gestão de tráfego urbano, iluminação pública, sensoriamento de bueiros, e muitas outras.

Para tanto, a IoT apoia-se em um ciclo processual que, de forma simplificada, pode ser descrito em quatro grandes etapas: a Coleta de Dados, a Transmissão de Dados, a Análise de Dados e, por fim, a Tomada de Decisão Inteligente.

Cada vez que esse ciclo é fechado, ações corretivas e preditivas são propostas, de tal modo que o ciclo subsequente sempre será mais bem articulado.

Smart Cities: descarbonização das redes de energia

Existe um consenso na comunidade internacional de que as metas do Acordo Climático de Paris (2015) jamais serão alcançadas sem que ações sejam tomadas no âmbito das cidades. Afinal, é nelas onde habita a maioria da população global e, por consequência, onde se concentram enormes quantidades de resíduos, emissões de gases poluentes, desperdício de água e eletricidade.

Na luta para diminuir a pegada ambiental das Smart Cities, a tecnologia é, certamente, uma das principais aliadas. A descarbonização das redes elétricas, por exemplo, tornou-se um dos objetivos mais importantes dentro das iniciativas para modernização das redes de geração e distribuição de energia elétrica. Hoje, as empresas do setor empenham-se para reestruturar seus processos, com vistas a viabilizar a geração distribuída. Assim, é possível agregar fontes renováveis (como a solar e a eólica), com zero emissão de CO2.

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Para integrar os recursos energéticos distribuídos, essas redes precisam de medidores inteligentes, capazes de reagir a problemas de intermitência, através do isolamento de certos pontos da linha de transmissão, por exemplo. Com isso, as distribuidoras devem não apenas levar em consideração a carga de seus consumidores, mas também contar com um sistema estruturado para receber as injeções de potência realizadas pelos empreendimentos de micro e mini geração distribuída, conectados à rede.

A McKinsey defende que, até 2030, as Smart Cities poderão alcançar uma formatação de grids composta por 50 a 70% de fontes renováveis de energia. Nesse cenário, teríamos algo entre 35% e 45% menos emissões de CO2, a um custo tão baixo quanto $40 a $80 por megawatt / hora. (Os dados referem-se ao relatório "Focused acceleration: a strategic approach to climate action in cities to 2030")

Iluminação Pública Inteligente: garantia de eficiência energética

Estima-se que, no Brasil, existam ao menos 16 milhões de pontos de iluminação, concentrados especialmente nos espaços urbanos. Nos últimos anos, grande esforço tem sido desempenhado no sentido de substituir as lâmpadas tradicionais por LED, entre 45% e 60% mais eficientes. Mas a inovação promete não parar por aí.

A implantação de sistemas inteligentes de telegestão de iluminação pública é considerada, hoje, uma das portas para o mundo das Smart Cities. Essa revolução está se espalhando rapidamente pelo Brasil e, através do que há de mais avançado em IoT, sensoriamento e análise de dados, promete reestruturar os espaços urbanos, tornando-os mais sustentáveis e seguros.

Embora as tecnologias 4.0 estejam amplamente disponíveis no mercado, muitas prefeituras ( a quem cabe a gestão da iluminação pública no Brasil) não têm recursos suficientes para incorporá-las por conta própria. Por essa razão, têm sido cada vez mais comuns as chamadas Parcerias Público-Privadas (PPP), pelas quais a iniciativa privada pode contribuir com sua grande capacidade de investimentos de curto prazo e, sobretudo, com o fomento à inovação para atender inúmeras demandas de cunho social, econômico e ambiental.

Apenas para citar alguns exemplos, as novas tecnologias para iluminação pública proporcionam os seguintes benefícios:

  • economia de energia e de recursos financeiros;
  • acionamento e desligamento das redes de iluminação à distância;
  • mensuração de performance e gasto energético;
  • atendimentos aos requisitos da Norma NBR 5101/2018;
  • diminuição dos gastos com manutenção (manutenção preditiva);
  • menor impacto ao meio ambiente;
  • menor poluição luminosa;
  • melhoria na reprodução de cor nos pontos iluminados por meio da tecnologia LED;
  • aperfeiçoamento do uso do espaço público (praças, avenidas, prédios históricos, etc.), através de pontos mais bem iluminados.

A atuação dos governos é fundamental para viabilizar as Smart Cities

A revolução digital das cidades requer não apenas investimentos em inovação, mas também o suporte político-administrativo dos governos. Eles são importantes para fomentar as melhorias necessárias em infraestrutura (como conectividade) e também para redesenhar regulamentações mais modernas e compatíveis com a inovação, sobretudo no que se refere a questões fiscais e de acesso à informação.

No Brasil, a consolidação desse novo conceito de gestão pública é coordenado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), que  lidera a Câmara Nacional de Cidades Inteligentes. Essa, por sua vez, será responsável por reunir e congregar os interesses dos demais ministérios e setores representativos (incluindo a sociedade civil e o setor privado) no que tange o desenvolvimento das Smart Cities.

Em 2019, a quinta edição do Ranking Connected Smart Cities colocou Campinas em primeiro lugar nacional, como a cidade mais inteligente. Nos anos anteriores a liderança ficou com Rio de Janeiro, em 2015, com São Paulo, em 2016 e 2017 e com Curitiba, em 2018.

Campinas, referência em universidades de ponta, apresenta quase 25% dos empregos formais ocupados por profissionais com ensino superior, sendo 5,2% das vagas inseridas no setor de Tecnologia da Informação.


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5G

Como está a progressão do 5G no Brasil e no mundo?

O 5G é uma das tecnologias com maior impacto na recuperação e crescimento econômico esperado para os próximos 10 anos. Com aplicação expandida em diferentes segmentos da economia, a rede de quinta geração impulsiona uma série de outras tecnologias, como realidade aumentada e Internet das Coisas (IoT), diminuindo expressivamente o tempo de resposta à conexão, garantindo mais segurança a processos críticos e aumentando, como um todo, a eficiência operacional.

O ritmo de expansão do 5G deve ser mais rápido do que o verificado com o 4G, segundo matéria divulgada pela CNN. Atualmente, mais de 200 milhões de pessoas e negócios já utilizam a tecnologia; a geração anterior levou dois anos mais para alcançar a marca.

Até o fim deste ano, serão cerca de 580 milhões de assinaturas e, em 2026, teremos ao menos 3,5 bilhões de acordo com as projeções divulgadas. Uma das razões que explica esse ritmo mais acelerado deve-se à ampla aplicação do 5G no segmento B2B, sobretudo no setor industrial.

No âmbito da Indústria 4.0, o uso da nova rede se expande em diversas frentes, como:

  • Aumento da proteção de dispositivos e dados trafegados, inserindo-os nas instalações que abrigam a rede privada
  • Diminuição da latência de aplicações críticas, que exigem baixíssimo tempo de resposta
  • Escalada de aplicações mMTC (Massive Machine Type Communication), em que há a análise de um grande volume de dados oriundos de milhares de dispositivos de fábrica
  • Gerenciamento da movimentação de robôs autônomos dentro e fora da fábrica, onde inclusive pode ocorrer a utilização híbrida de rede celular privada e pública

.Na América Latina, 34% das assinaturas móveis em 2026 deverão ser em rede 5G. Esse número será maior quando analisamos individualmente o cenário brasileiro, haja vista que o país está mais à frente que outros vizinhos menos desenvolvidos da região.

Cenário 5G ao redor do mundo

Atualmente, o 5G já é realidade em 1.662 cidades de 64 países. Só em 2021, mais 301 cidades começaram a adotar a nova rede, um crescimento de 20% em relação aos níveis do final do ano passado, segundo levantamento da Viavi Solutions.

A China lidera o 5G, com 376 cidades conectadas. O segundo lugar fica com os Estados Unidos (284) seguido pelas Filipinas (95) que recentemente ultrapassou a Coreia do Sul, agora na quarta posição com 85 cidades.

Na sequência dessa linha estão Canadá, Finlândia, Espanha, Itália, Reino Unido, Austrália e Arábia Saudita. Os lançamentos comerciais mais recentes de redes 5G ocorreram no Chipre, Peru, Rússia e Uzbequistão. Com isso, mais de um terço dos países do mundo já têm pelo menos uma rede 5G ativa.

Qual o status do 5G no Brasil?

No Brasil, o leilão do 5G deve ocorrer nos próximos meses com modelo não arrecadatório. Como ainda existe uma grande disparidade entre as regiões do país, no que tange a conectividade, quando saímos de um modelo meramente arrecadatório para um cenário com investimentos direcionados em infraestrutura, conseguimos caminhar mais rapidamente no sentido de eliminar (ou pelo menos diminuir no curto prazo) essas desigualdades regionais.

O edital do 5G no Brasil está atualmente em fase de análise técnica no Tribunal de Contas da União (TCU), com liberação prevista em 90 dias. Mas esse limite pode ser prorrogado pelo relator. Isso porque a unidade técnica possui até 75 dias para enviar a proposta de mérito e outros 15 dias para a avaliação final. Essa última etapa, no entanto, pode fixar prazos maiores, a depender do grau de complexidade do tema.

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O papel das redes privativas 5G na Indústria 4.0

Enquanto isso, as companhias oferecem no país uma versão incompleta do 5G, na modalidade chamada DSS, que utiliza uma fatia das faixas de radiofrequência nas quais já trafegam os sinais do 4G.

O 5G DSS já representa um avanço na conexão, em comparação ao 4G, mas ainda muito abaixo de todo o potencial esperado com o lançamento completo da nova rede, que promete revolucionar o Brasil nos próximos anos.


industrial internet consortium

O papel das redes privativas 5G na Indústria 4.0

Relatório da consultoria britânica Rethink Research estima que 11% (1,56 milhão) das estações de quinta geração instaladas no mundo até 2027 serão utilizadas por redes privativas. Atualmente, apenas 1.945 cumprem essa função, num total de 1,18 milhão de antenas 5G já instaladas.

As redes celulares privativas têm expandido sua aplicação em diferentes verticais da economia com projetos de Internet das Coisas. Dedicadas a casos de uso específicos, elas podem ser projetadas e otimizadas de acordo com padrões de área de cobertura, capacidade de rede e volume de dados trafegados.

Além disso, por não ser acessível ao uso público, esse tipo de rede incrementa os requisitos de segurança e ainda não é afetada por alterações repentinas no número de usuários.

No âmbito da Indústria 4.0 —  onde a IoT recebe a denominação IIoT (Industrial Internet of Things) —, as redes privativas 5G têm sido aplicadas para diferentes finalidades, entre as quais destacamos:

  • Escalar aplicações mMTC (Massive Machine Type Communication), em que há a análise de um grande volume de dados oriundos de milhares de dispositivos de fábrica
  • Diminuir a latência de aplicações críticas, que exigem baixíssimo tempo de resposta
  • Gerenciar a movimentação de robôs autônomos dentro e fora da fábrica, onde inclusive pode ocorrer a utilização híbrida de rede celular privada e pública
  • Aumentar a proteção de dispositivos e dados trafegados, inserindo-os nas instalações que abrigam a rede privada

Todas essas possibilidades devem aumentar com bastante velocidade o volume de dados em trânsito nas redes privativas 5G nos próximos anos. Em escala global, a Rethink Research projeta que passaremos do volume atual de 51,1 exabytes ao mês para 77,4 milhões de exabytes, até 2027.

redes privativas 5G
Fonte: Qualcomm

No Brasil, o projeto Open Lab WEG/V2COM analisa, sob os aspectos técnico e econômico, a viabilidade de uso de redes privativas 5G no ambiente industrial. Segundo Guilherme Spina, CEO da V2COM:

Teremos implementações de arquitetura de redes diferentes, uma convencional e outra virtualizada, e também vamos testar antenas e dispositivos 5G por ondas milimétricas, bem como sub 6 GHz. Esses testes fornecerão dados e informações à Anatel para apoiar o processo de definição dos requisitos e condições de uso de faixas de frequência, para a regulação e outorga das redes privadas para uso industrial

Uma das grandes novidades da nova rede 5G está na desagregação de sua infraestrutura (semelhante ao que ocorre no mercado de cloud), o que vai possibilitar uma nova dinâmica de negócios a serem implementados. As indústrias, por exemplo, poderão escolher entre ser dona da infraestrutura, ou usar aquela oferecida por uma operadora.

As redes privativas 5G podem ainda se integrar a redes públicas. Nos cenários híbridos, por exemplo, dispositivos móveis têm a possibilidade de transitar para a rede pública, caso saiam da cobertura da arquitetura privativa. Esse modelo abre porta para um novo padrão de desempenho para as fábricas, com ganhos em eficiência, autonomia e integração da cadeia produtiva.

Conectividade: a escolha chave para alavancagem produtiva

Frente à crescente competitividade vivida pelo mercado, é fundamental que as indústrias pensem em diferenciadores que garantam resultados mais eficientes. E quando falamos em projetos de Internet das Coisas (IoT), as diversas tecnologias de conectividade certamente são fundamentais para alavancar a vantagem competitiva.

Com tantas opções disponíveis, a escolha mais adequada para o padrão de conectividade em IoT precisa levar em consideração as especificidades de cada projeto, como o volume de dados a serem transmitidos e analisados, bem como a sua projeção de escalabilidade. Afinal, a escolha mais acertada de conectividade está diretamente ligada ao grau de sucesso que o negócio desempenhará ao longo do tempo.

No mundo ideal, o padrão de conectividade em IoT perfeito é aquele que consegue unir velocidade na transmissão de dados (independentemente da distância), elevados padrões de segurança, baixo consumo de energia e, claro, projetos financeiramente viáveis. Mas, ao verificarmos o cenário real, muitas vezes é necessário dar mais peso a alguns desses aspectos em detrimento de outros, e apenas a análise caso a caso dos resultados esperados com a IoT poderá dizer qual opção de conectividade se encaixa melhor naquele contexto específico.

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5G deve gerar R$13.5 bilhões em novos negócios no Brasil, aponta IDC

Nessa trade-off tecnológica, quanto mais profundo adentrarmos nas diferentes fases de implementação dos projetos, mais fácil será manejar esse sistema de pesos e contrapesos que as opções de conectividade trazem consigo.

Entre as principais perguntas que podem ser feitas para ajudar a escolher o melhor protocolo de conectividade em IoT, podemos destacar:

  • Qual é o escopo do projeto e para qual uso se destina?
  • Em relação aos dados, qual a quantidade a ser enviada, em qual alcance, velocidade e intervalo?
  • Em relação ao local da implementação, há vários padrões de cobertura disponíveis?
  • Em caso de não haver uma única solução que atenda à demanda 100%, existe a possibilidade de unir diferentes tecnologias?
  • O consumo de energia dos dispositivos e a duração das baterias apresentam qual grau de importância no projeto?
  • Em relação aos custos, qual a abrangência para atender mensalidades de serviços e infraestrutura?

Essas perguntas (e outras ainda mais aprofundadas) são fundamentais para garantir a inteligência da Internet das Coisas. Um padrão de conectividade inadequado à uma determinada realidade acarretará no subaproveitamento dos dados e, como consequência, em uma capacidade de análise restritiva. As “coisas” em IoT só se tornam verdadeiramente inteligentes quando equilibram perfeitamente uma série de requisitos (de velocidade, segurança, energia, etc) ao contexto macro que o projeto oferece.

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    IoT Spotlight 2020

    Investimentos em digitalização aceleram volta à normalidade

    Mais de um ano após o início da pandemia de covid-19, o estudo "Tendências e a nova realidade – 1 ano de covid-19" da KPMG mostra que os 40 principais setores da economia brasileira manifestam visão positiva para o retorno à normalidade.

    O relatório traça um balanço sobre como as empresas estão se comportando frente aos desafios impostos desde o início da crise, indicando quatro padrões de retomada para os setores.

    Fonte KPMG
    Fonte: KPMG

    De acordo com a pesquisa, podem ser consideradas em processo de crescimento, as indústrias e empresas que escalam o pós covid-19 com o comportamento do consumidor favoravelmente alterado durante a crise. Já no retorno ao normal, essas organizações são vistas como essenciais.

    No terceiro estágio intitulado "transformar para emergir" estão as indústrias e empresas que se recuperarão, mas ao longo de um caminho prolongado, exigindo reservas de capital para resistir e transformar modelos operacionais e de negócio. Por fim, em reiniciar, essas organizações lutam para se recuperar da covid-19 devido à demanda permanentemente reduzida por ofertas, capital insuficiente para evitar recessão prolongada ou má execução da transformação digital.

    Segundo Luiz Sávio, sócio líder de Manufatura Industrial da KPMG no Brasil:

    "Apesar das inevitáveis incertezas produzidas pela pandemia, a indústria mostra sinais de recuperação, mas enfrenta diversos desafios relacionados com a necessidade de aperfeiçoamento do modelo de produção para acomodação do modelo de trabalho híbrido, escassez e aumento dos custos de matéria-prima em toda cadeia produtiva. Provável que o cenário positivo de crescimento do PIB deve melhorar a oferta de capital no sistema financeiro e um crescimento de projetos para melhoria da eficiência operacional e da criação de novos modelos de negócio através da transformação digital"

    Por sinal, os movimentos em direção à digitalização dos processos é uma tendência comum a diversos setores analisados pela pesquisa, com especial destaque para Indústria, Varejo e Utilities (energia, gás e saneamento).

    IDC projeta investimentos de U$S 6 trilhões em digitalização até 2023

    Um outro estudo, da IDC, projeta mais de US$ 6 trilhões em investimentos com digitalização de processos até 2023. Manufatura e Transporte/Logística lideram a lista, sobretudo quando falamos em Internet das Coisas (IoT) e Machine Learning. O foco das iniciativas digitais está no aumento da eficiência e da precisão operacional, bem como na experiência de consumo.

    Todo esse movimento tem levado a um rápido aumento no volume de geração, transmissão e processamento de dados (até 61% de incremento na taxa anual composta), sobretudo em razão do crescimento exponencial no número de dispositivos inteligentes que se comunicam em tempo real através das plataformas de IoT.

    A IDC prevê que, até 2025, aproximadamente 175ZB (zettabytes) de dados estarão circulando pelo mundo e ao menos 60% deste volume serão gerados e administrados pela relação entre empresas e seus consumidores. Por sinal, essa é uma das razões que explicam o rápido crescimento das tecnologias cloud.

    Leia também:
    Middleware de IoT: a ponte para a digitalização

    O grande desafio da IoT está em viabilizar um ambiente capaz de analisar essa monstruosa quantidade de dados, de tal forma que as empresas e governos consigam reunir o máximo de inteligência para a tomada de decisão assertiva, desenvolvimento sustentável e geração de processos mais eficientes.


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