Redes celulares privativas: segurança e flexibilidade na arquitetura

Quando falamos em conectividade, especialmente em aplicações sensíveis como as relacionadas às utilities de energia, gás, água ou mesmo à indústria 4.0, imediatamente pensamos nos desafios de segurança para proteger os dados em trânsito. À medida que o número de terminais de IoT cresce mundo afora e, por consequência, o volume de informações captadas, transmitidas e processadas, torna-se fundamental contar com tecnologias de conectividade que enderecem o máximo de segurança às aplicações.

Por essa e outras razões, as redes celulares privativas (sobretudo no contexto de expansão do 5G) oferecem uma arquitetura capaz de mitigar ataques maliciosos e salvaguardar com mais robustez processos inteiros e as operações críticas desempenhadas pelas empresas.

Comparada à tecnologia Wi-Fi, por exemplo, as redes celulares privativas viabilizam o gerenciamento centralizado dos dispositivos conectados, o que também garante mais segurança.

O padrão 5G, em especial, facilita a base de segurança dessa arquitetura. Uma das razões está no uso de dados criptografados e mecanismos adicionais de proteção que evitam vazamentos e diminuem interferências.

Ganhos com redes privativas: segurança, flexibilidade e controle

Em linhas gerais, uma rede integralmente privativa não interage com a internet pública, oferecendo um canal seguro de transmissão de dados de forma independente e isolada. Dispositivos não autorizados não podem acessar a rede privativa, de tal forma que as organizações conseguem otimizá-la de forma mais flexível, proteger dados com mais efetividade, executar melhor gerenciamento de custos e ainda cumprir SLAs acordados com clientes.

Dados publicados pela GSMA mostram que cerca de 25% das empresas entrevistadas buscaram cobertura local customizada em 2020, sendo que 88% delas ou já investiram em arquiteturas privativas ou irão fazê-lo ainda no curto prazo.

Redes Privativas
Fonte: GSMA Enterprise

Voltando o olhar para as utilities, por exemplo, a construção de soluções confiáveis com base em tecnologias de comunicação estruturalmente seguras é algo que impacta diretamente a eficiência da operação, o monitoramento e o controle dos ativos em campo.

Especialmente no que tange a distribuição de energia, a viabilização das chamadas smart grids através das tecnologias digitais ganha ainda mais velocidade com redes celulares privativas. Na frente AMI (Advanced Monitoring Infrastructure), por exemplo, a leitura de consumo, geração e ingresso de energia de produção distribuída passa a ocorrer em tempo real. Já na frente, DA (Distributed Automation), a automação transforma as rotinas de ligação, desligamento e religação dos circuitos, tornando-as 100% remotas, mais seguras e velozes.

Com as faixas exclusivas para redes privativas, as utilities podem criar redes próprias, o que confere muito mais confiabilidade à transmissão, ajustes mais finos dos serviços contratados, além de ganhos bastante expressivos em eficiência operacional, controle de perdas e atuação proativa contra incidentes ao longo das redes.

No ambiente industrial, por sua vez, ganhos obtidos com o uso de redes celulares privativas permitem liberar o potencial represado da automação 4.0, garantindo melhor orquestração dos equipamentos e sistemas e, por consequência, crescimento mais acelerado dos negócios.

Com acesso restrito apenas a pessoas autorizadas que compõem a empresa detentora da rede, toda e qualquer informação vinculada ao negócio fica restrita ao ambiente limitado de operação.

Mais do que isso, esse maior controle e gerenciamento dos dados oferece ainda outras vantagens importantes, como a categorização de tráfego de acordo com a prioridade estabelecida pelas operações e um suporte muito mais ágil e efetivo.

Veja também:
[Dados] Tecnologias digitais descomplicam gerenciamento de energia

Em termos práticos, isso significa que ao realizarem atividades relacionadas diretamente com a empresa, os colaboradores acessam diretamente o core da rede. Mas quando estiverem em ações paralelas, não ligadas ao trabalho, o fluxo dos dados vai para um outro caminho. Como consequência, temos a garantia de uso otimizado e seguro de dados, melhorando latência, capacidade e performance.

Por essa razão, a migração para redes celulares, especialmente diante da expansão do 5G, é um importante passo que as empresas estão tomando na tentativa de atender a todos esses requisitos, oferecendo serviços sempre disponíveis e confiáveis.

Conera™: a camada adicional de segurança em IoT da V2COM

O Conera™ é o middleware da V2COM para aplicações em Internet das Coisas plenamente compatível com o 5G

Baseada em um conjunto de patentes, o Conera™ foi desenvolvido para atender à totalidade dos fatores que impactam diretamente no sucesso das soluções de IoT.

Ao se comunicar com os sistemas operacionais mais utilizados no Ecossistema de Internet das Coisas, o Conera™ elimina as complexidades das variáveis de Hardware, gestão e comunicação de dados, o que expande suas possibilidades de aplicação, de forma flexível e segura.

O Conera™ se responsabiliza pelas particularidades de cada meio de comunicação e também por como fazê-las com as propriedades de segurança necessárias. Assim, para as aplicações, basta se preocupar em montar e processar os dados.

Saiba mais do Conera™, clicando aqui.


corte e religa de energia

Corte e religa de energia: tecnologia digital para mais segurança

Por estarem imersas em um ambiente de forte regulação, as empresas do setor de energia são fortemente impactadas pelo grande desafio de gerar receita sem o aumento desenfreado das tarifas pela prestação dos serviços.

Além disso, a legislação aplicável ao setor impõe uma série de diretrizes com vistas a garantir a prestação de um serviço de qualidade, capaz de atender à demanda de energia com o máximo de efetividade possível.

Por essa razão, as concessionárias de energia estão em busca constante por novas tecnologias capazes de garantir a eficiência do serviço prestado com o mínimo possível de custos operacionais. Entre as principais inovações, destacam-se as soluções para telegestão, telemedição, corte e religa remoto de energia.

Esses avanços estão diretamente ligados ao desenvolvimento das redes celulares (com ampla cobertura nacional e internacional) nos últimos anos, que permitiu a escalabilidade de aplicações robustas e seguras, capazes de trazer para o ambiente digital rotinas, e até mesmo processos inteiros, antes oneradas pelas limitações custosas do mundo físico.

Digitalização do Corte e Religa de Energia

No caso específico do corte e religa de energia, a necessidade de deslocamento das equipes técnicas para o local do serviço acarreta diretamente custos operacionais mais elevados e, claro, mais tempo demandado para a execução da tarefa.

Além disso, a presença física dos trabalhadores para o corte de energia os torna muito mais vulneráveis, sobretudo em cenários de inadimplência recorrente. Não são raras as vezes em que as equipes técnicas são recebidas com bastante violência quando tentam interromper o serviço de distribuição de energia.

Em vista de todas essas complexidades, é possível hoje combater a inadimplência com tecnologia de ponta. Com comunicação celular (e bluetooth em algumas situações) os profissionais técnicos das companhias de energia podem realizar as ações de corte e religa à distância. Não é mais necessário ingressar nas instalações e propriedades dos clientes para a efetivação das tarefas.

O serviço remoto, além de acelerar toda essa dinâmica, permitindo que uma mesma equipe consiga operar vários pontos com muito mais efetividade e agilidade, ainda garante a segurança dos trabalhadores, que não ficam mais expostos aos riscos de sofrerem qualquer tipo de ameaça ou violência física por parte dos clientes inadimplentes.

Além disso, a tecnologia remota acelera o ciclo entre o vencimento da fatura e o efetivo encerramento dos contratos de prestação de serviço, o que garante importante redução de custos operacionais, sem a necessidade de deslocamentos constantes.

Os dispositivos que efetivam o corte e religa da energia podem ser instalados tanto no nível dos medidores de energia, quanto no ramal que efetiva a comunicação entre os postes da distribuidora e os clientes finais.

Veja também:
Qual o status atual do 5G e a expectativa para o setor de energia?

Importante destacar que, no caso da instalação em âmbito do ramal, toda a operação se dá fora da propriedade do cliente, garantindo mais segurança e agilidade. Ainda mais, como a tecnologia é ajustada de forma individualizada, não há mais necessidade de desligamentos que possam acometer uma rede inteira de distribuição.

Além disso, mais do que os ganhos operacionais experimentados pela concessionária e a segurança das equipes técnicas, não se pode esquecer dos ganhos que a comunidade, como um todo, usufrui com a incorporação das tecnologias remotas.

Uma vez que os problemas são combatidos com mais celeridade, diminui-se o repasse da inadimplência para os clientes que assumem o compromisso de pagamento em dia, mantendo-se o valor das tarifas de energia.

MTR N1: segurança e eficiência operacional

MTR N1 é a solução completa para corte remoto do serviço de fornecimento via tecnologia celular de baixo custo NB-IoT.

O corte é efetuado no nível do ramal com blindagem total à rede de energia. Há também a possibilidade de comunicação Bluetooth para corte do tipo walking-by.

Desse modo, as equipes técnicas não precisam adentrar a propriedade dos clientes para interromper o fornecimento do serviço, o que lhes garante muito mais segurança.

MTR N1 estão disponíveis em duas versões, monofásica e trifásica.

Saiba Mais


WEG V2COM

Tecnologias modulares são a solução para os sistemas legados

Falar em Internet das Coisas e Indústria 4.0 no Brasil pressupõe tratar de um assunto complexo: LEGADO.

Integrar o maquinário antigo aos novos sistemas e tecnologias de rastreamento de dados lógicos é a grande barreira que precisa ser superada para de fato alavancar a jornada digital no Brasil. Com isso, efetivaremos de vez uma revolução em nosso setor produtivo, movimentando, até 2025, mais de US$ 45 bilhões na indústria, US$ 39 bilhões no setor de saúde, US$ 27 bilhões em cidades inteligentes e US$ 21 bilhões no agronegócio, segundo mostra um recente estudo do BNDES.

Os líderes de negócio brasileiros já estão cientes dessa necessidade. Diversas pesquisas convergem ao apontar a adoção de tecnologias de IoT como prioridade de investimento nas empresas. Mesmo assim, ainda é preciso de muito esforço para que os planos saiam efetivamente do papel e se tornem uma realidade prática.

Tecnologias modulares são a solução para os sistemas legados

Para resolver o problema dos sistemas legados, muitas empresas têm buscado a ajuda de fornecedores que desenvolvem soluções de IoT sob medida. Isso porque é fundamental que a tecnologia oferecida se adeque perfeitamente às diferentes demandas e protocolos, respeitando as particularidades que cada projeto exige.

Além disso, é importante que a solução desenvolvida seja plenamente integrável a diferentes tipos de equipamentos e sistemas. Empresas desenvolvedoras que fornecem uma arquitetura aberta e modular estão um passo à frente na promoção da transformação digital, justamente por permitirem que as tecnologias de IoT incorporadas hoje consigam sempre se adequar aos futuros avanços, sem a necessidade de substituição dos equipamentos e sistemas legados.

Leia também:
Gateways IoT: tradutores universais para conectividade inteligente

Analistas da Gartner destacam que um dos maiores desafios para a infraestrutura de TI e para a implantação de soluções de Internet das Coisas é a necessidade de identificar quais formas de integração são necessárias para um equipamento conectado à IoT. Segundo, Benoit Lheureux, Vice-Presidente de Pesquisas do Gartner :

"Alcançar a integração completa para ativos conectados à IoT é bastante desafiador, porque envolve muitos terminais diferentes da TI. Além dos terminais próprios da IoT, esses ativos podem precisar ser conectados a um gateway de Internet das Coisas, que agrega os dados de sensores e os envia para uma plataforma. É ela que fornece os recursos de TI necessários para administrar o consumo de dados, Analytics, entre outros".

Embora a questão do legado seja complexa, há players importantes no mercado que oferecem a expertise necessária para resolver o assunto com rapidez e custos reduzidos. As soluções oferecidas permitem conectar, monitorar e gerenciar inúmeros dispositivos, com extrema atenção às questões envolvendo a segurança.

E isso é fundamental para garantir às indústrias o uso eficiente dos dados provenientes de toda a cadeia produtiva em tempo real, de tal modo que possam diminuir o desperdício de insumos, resolver dilemas logísticos, aumentar a segurança das equipes, bem como os próprios ciclos de desenvolvimento.

Força de trabalho e segurança da informação: um problema além da conectividade

Um outro desafio que a indústria brasileira certamente irá enfrentar, ainda mais nos próximos anos, relaciona-se à força de trabalho. Hoje, o conhecimento técnico para a resolução dos problemas do ambiente produtivo está concentrado especialmente no colaborador "chão de fábrica". Além disso, esse conhecimento não está bem estruturado e, muitas vezes, comporta-se de forma apenas reativa.

As tecnologias de IoT vão justamente na contramão dessa tendência, oferecendo a grande possibilidade de se adiantar aos problemas, reduzindo custos de manutenção e o tempo de parada. Elas viabilizam um modelo de gestão mais eficiente, baseada em dados e na tomada de decisão de forma automática.

Veja também:
Gateways Industriais: redução de complexidade para mais eficiência

O processamento de dados e a segurança da informação é uma outra importante pauta entre os gestores das indústrias 4.0. Mais do que nunca, uma arquitetura voltada para edge computing terá que integrar o planejamento de transformação digital, e isso significa que o aumento de poder de processamento e uma camada extra de segurança e governança de dados serão imprescindíveis. Não é à toa que todas as recentes pesquisas envolvendo a IoT colocam a segurança da informação como prioridade entre os líderes corporativos.

Conera™: a plataforma Future Proof da V2COM

Desde 2002, a V2COM é líder em soluções de Internet das Coisas (IoT) e Smart Systems, com mais de 1.5 milhão de dispositivos conectados no mundo. Um de seus grandes diferenciais é estar inserida no desenvolvimento ponta à ponta, produzindo tanto Hardware quanto Software, o que torna as soluções ainda mais eficientes e menos custosas para os clientes.

A plataforma Conera™ da V2COM, baseada em um conjunto de patentes (US 10.063.658, US 10.476.985 e US 2018/0262589), foi desenvolvida justamente para atender à totalidade dos fatores que impactam diretamente no sucesso das aplicações de IoT.

Ao se comunicar com os sistemas operacionais mais utilizados no Ecossistema de Internet das Coisas, a Conera™ elimina as complexidades das variáveis de Hardware, gestão e comunicação de dados, o que expande suas possibilidades de aplicação, de forma flexível e segura.


gateways industriais

Gateways Industriais: redução de complexidade para mais eficiência

O ecossistema da Internet das Coisas (IoT) tem sido cada vez mais explorado por diferentes verticais de mercado com o intuito de extrair o máximo proveito dos dados gerados durante o processo produtivo.

Ao interligar uma série de tecnologias, como as de Cloud, Edge, Big Data e Inteligência Artificial, a IoT viabiliza a comunicação entre diferentes equipamentos, máquinas, controladores, sensores e outros dispositivos, de tal modo a construir um fluxo inteligente de informações, de ponta a ponta.

Nesse trajeto, os gateways são responsáveis por viabilizarem a comunicação entre os sensores e a nuvem, atuando como o iniciador da cadeia de comunicação em IoT.

NG 41
NG 41: Clique aqui para saber mais

Mais do que isso, com um ambiente de conectividade cada vez mais complexo, marcado por diferentes protocolos e uma vasta gama de sensores, atuadores, transmissores, etc, os gateways reduzem complexidades, permitindo uma comunicação harmônica e eficaz entre os dispositivos conectados.

Ainda, realizam o processamento inicial de dados, otimizando toda a cadeia de comunicação subsequente, até os sistemas de gestão integrada (SGI).

Em outras palavras, os gateways são os tradutores universais da cadeia de IoT, sintonizando diferentes redes e equipamentos, independentemente do protocolo, arquitetura e ambiente que os regule.

Gateways Industriais: uma realidade em rápida expansão

A aplicação de gateways no ambiente industrial representou um importante salto no processo de digitalização, trazendo para a realidade as chamadas fábricas inteligentes, onde a coleta e o compartilhamento de dados integram o ecossistema de comunicação entre máquinas, dispositivos e sistemas de controle.

Neste ambiente, é possível articular uma arquitetura de comunicação de tal modo que todos os dados trafegados nos processos industriais até a nuvem passem pelos gateways. Para tanto, utiliza-se um Controlador Lógico Programável, que justamente atua como um gateway, efetivando a conexão entre a nuvem e os CLPs da rede de controle e os demais dispositivos presentes no ambiente.

Veja também:
Simbiose Industrial: como a IoT pode tornar as fábricas mais sustentáveis?

Os gateways industriais também são marcados por grande versatilidade, podendo ser utilizados tanto em aplicações simples, de pequenas manufaturas, até mesmo em ecossistemas bastante complexos, conectando não apenas os equipamentos entre si, mas também grandes complexos industriais.

Nesse último cenário, falamos de milhares de dados gerados a cada segundo, o que exige uma capacidade de processamento extremamente robusta. Além disso, com a capacidade de filtragem inteligente, os gateways atuam como um importante otimizador de dados, enviando para a nuvem apenas aquilo que seja de fato relevante para a tomada de decisão.

Com isso, diminui-se o volume de dados processados e, por extensão, otimiza-se a largura de banda necessária nas operações.


Iot e Edge Computing

Aplicação de monitoramento remoto na manutenção preditiva

Aplicação de monitoramento remoto na manutenção preditiva

A relação entre monitoramento remoto e manutenção preditiva foi uma das primeiras potencialidades fomentadas pela Internet das Coisas (IoT). Essa dinâmica tornou-se possível a partir do uso de dispositivos inteligentes, que passaram a ser acoplados a diferentes processos das empresas com intuito de viabilizar a digitalização.

NG 41

Esses dispositivos são responsáveis por capturar dados em tempo real, de tal forma que as operações passaram a ser controladas, ponta a ponta, de forma 100% remota. O processamento inteligente dos dados acontece tanto localmente, no caso do uso de dispositivos do tipo “Edge IoT”, quanto de forma centralizada através de softwares robustos com processamento de dados na nuvem.

Quando falamos especificamente de monitoramento e manutenção remotos, essa dinâmica de processamento inteligente de dados é fundamental para reduzir custos operacionais, tempo de reparo e até mesmo criar novos modelos de negócios e fontes alternativas de faturamento.

Por sinal, quando esses sistemas de IoT são integrados a outros sistemas legados já utilizados pelas empresas, as potencialidades da digitalização elevam-se a níveis realmente impactantes, agregando muito mais valor à performance e segurança dos processos produtivos.

Quais as vantagens práticas da manutenção preditiva inteligente?

Com o monitoramento e gerenciamento remoto dos ativos espalhados em campo, é muito mais simples controlar seu padrão de funcionamento. Esse controle, contando com o processamento inteligente de dados, consegue antever problemas que levariam, por exemplo, à falha de equipamentos.

Essa atuação preditiva é essencial para manter os processos sempre funcionais e seguros. Com isso, economiza-se tempo das equipes de trabalho e evitam-se paradas inesperadas e extremamente onerosas às empresas. Tudo isso, claro, impacta diretamente na redução de custos operacionais e aumento de margem de lucros.

O gerenciamento remoto é também muito importante para a garantia de rotinas de segurança das operações, sobretudo em cenários dispersos, onde os dispositivos estão em locais de difícil acesso ou muito distantes uns dos outros.

De uma central de controle, as equipes técnicas podem atualizar patches de segurança e softwares via conexão celular, sem a necessidade de deslocamento de pessoal. Isso é especialmente importante em um cenário de aumento expressivo no número de ciberataques, onde os dispositivos de IoT têm funcionado como porta de entrada para invasões maliciosas.

Segundo um estudo da McKinsey, embora as tecnologias 4.0 estejam cada vez mais acessíveis mundo afora, a maioria das empresas ainda não utiliza todas as potencialidades da digitalização em nível máximo. O foco tem sido dado especialmente à detecção e controle de problemas, sem o viés preditivo, justamente aquele que agrega maior valor às aplicações de IoT.

Apenas para colocar em números, o estudo mostra que, numa plataforma de petróleo, onde estão instalados, em média, mais de 30.000 sensores, apenas 1% dos dados estão sendo examinados.

NG 41: Comunicação Wireless Ponta a Ponta

NG 41 é o gateway universal multiprotocolo V2COM para aplicações de Internet das Coisas (IoT), com grande capacidade de processamento, design modular e fácil configuração.

Do campo à indústria, das smart cities às utilities de energia, água e gás, o NG 41 garante flexibilidade para atender às demandas de diferentes verticais de negócios.

Com inteligência de borda de última geração, o dispositivo garante alta disponibilidade de dados e processamento em tempo real com segurança máxima.

Quer saber mais
sobre o NG 41?


    projetos de Smart Grid

    Smart Grids pela descarbonização e combate a perdas de energia

    A América do Sul é região de destaque, entre os mercados emergentes, no desenvolvimento de projetos de Smart Grids para os próximos anos.

    As distribuidoras e concessionárias sul-americanas já têm obtido grandes resultados com medição inteligente e, agora, partem para uma nova fase de implementações ainda maiores. Enel, Celesc, Neoenergia, são apenas algumas das empresas do setor que têm investido pesadamente nessas novas tecnologias.

    Em oito dos doze países sul-americanos, os projetos de Smart Grids já são realidade e cinco deles possuem metas regulatórias para medição inteligente no futuro. O Brasil continua sendo o líder da região, com implementações contínuas e um mercado de IoT bastante aquecido e estruturado.

    Chile, Colômbia e Uruguai também caminham a passos largos nessa jornada, já tendo lançado planos de implementação em escala e metas regulatórias desde o final de 2017. Os países ainda estruturaram importantes planos para o desenvolvimento e a incorporação das tecnologias de Smart Grids, com vultosos investimentos já mapeados.

    Smart Grids: descarbonização e redução de perdas não técnicas

    Pesquisas indicam que ao menos 25% do total de gases do efeito estufa seriam resultado do processo de geração de energia com base não renovável. Justamente para reverter esse quadro, as Smart Grids impõem-se como a solução mais avançada para a descarbonização das redes de energia elétrica, com vistas a fomentar a produção de energia limpa.

    No Brasil, embora a matriz elétrica seja aproximadamente 86% renovável, observa-se que grande parte do que é gerado e transmitido sofre com as chamadas perdas técnicas e não técnicas, antes de chegar ao destino final. De acordo com a IBM, 14,7% do total de energia produzida no país são dissipados no processo de distribuição. Em algumas regiões, esse montante pode alcançar 40%.

    Segundo a ANEEL:

    •  Perdas Técnicas são aquelas inerentes ao transporte da energia elétrica na rede, relacionadas à transformação de energia elétrica em energia térmica nos condutores (efeito joule), perdas nos núcleos dos transformadores, perdas dielétricas, etc. Podem ser entendidas como o consumo dos equipamentos responsáveis pela distribuição de energia.
    • Perdas Não Técnicas correspondem à diferença entre as perdas totais e as perdas técnicas, considerando, portanto, todas as demais perdas associadas à distribuição de energia elétrica, tais como furtos de energia, erros de medição, erros no processo de faturamento, unidades consumidoras sem equipamento de medição, etc. Esse tipo de perda está diretamente associado à gestão comercial das distribuidoras.

    Segundo Ben Gardner, presidente do Northeast Group — empresa norte-americana de inteligência de mercado voltada à infraestrutura —, entre os principais motivadores que alavancam o potencial de novos projetos de digitalização das redes de energia elétrica, destaca-se justamente o grande esforço em diminuir as perdas não técnicas. Apenas para colocar em números, a taxa de perda sul-americana de transmissão e distribuição (T&D) atinge quase 15% e está entre as mais altas do mundo.

    Grandes economias em curto e médio prazo são verificadas pelas empresas que já adotam as tecnologias de medição inteligente, o que acaba por estimular outras do setor a seguirem o mesmo caminho. Com isso, otimizam-se importantes somas em recursos (financeiros e ambientais), que podem inclusive reverberar aos consumidores finais na forma de tarifas mais baixas.

    Projeções recentes indicam que o mercado total de infraestrutura e projetos de Smart Grid na América do Sul alcançará o valor acumulado de US$ 20,1 bilhões, até 2027*. Desse total, mais de US$ 10,2 bilhões serão obtidos apenas com os projetos de medição inteligente.

    Menos despesas e mais eficiência operacional

    Embora aconteça em ritmos diferentes a depender do setor, a transformação digital é uma realidade unânime entre as utilities de todo o mundo. Ganhos como o aumento de eficiência operacional, melhoria na experiência do consumidor e agilidade na inovação (e consequente ganho em competitividade) são apenas alguns dos fatores que têm transformado esse mercado.

    Dados do McKinsey Global Institute apontam que a transformação digital cria importante valor para as utilities. Entre eles, destacam-se:

    • redução de até 25% em despesas operacionais;
    • aumento de performance entre 20% e 40%, especialmente em áreas como segurança e satisfação do consumidor;
    • aumento no lucro.

    Gestão de eficiência energética ainda precisa melhorar no Brasil

    A geração e o consumo de energia elétrica estão entre os maiores entraves contra a alavancagem produtiva da indústria brasileira. Um recente estudo elaborado pelo American Council for an Energy-Efficient Economy colocou o Brasil entre os últimos cinco colocados de uma lista com 25 países, no que se refere às políticas públicas e práticas empresariais para a gestão eficiente de energia.

    Entre as principais razões que explicam o baixo desempenho brasileiro destaca-se o investimento insuficiente em inovação. Apenas para comparar, enquanto direcionamos cerca de 191 milhões de dólares por ano para projetos de eficiência energética, a Alemanha já ultrapassou o montante de 2,5 bilhões de dólares, ou seja, cerca de 13 vezes mais.

    Leia também:
    Internet das Coisas no consumo otimizado de energia

    O desperdício de energia é também um outro importante ponto de atenção. Dados recentes divulgados pela ABESCO (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia) mostram que, entre 2014 e 2016, o Brasil desperdiçou o equivalente a 140% do montante anual gerado pela usina de Itaipu. São mais de 60 bilhões de reais que poderiam ter sido salvos caso tivéssemos investido mais pesadamente em tecnologia.

    GT 41: medição e distribuição inteligente de energia elétrica

    Projetado para atender às necessidades das empresas do setor elétrico, o GT 41 é o controlador programável multiprotocolo ideal para soluções de gestão automatizada da medição e telecontrole de redes de transmissão e distribuição.

    Utilizado para fazer interface com elementos em campo, permitindo sua supervisão, controle e visualização, através da recepção e transmissão de dados sem fio via redes celulares, o GT 41 possibilita a digitalização de medidores, transformadores, religadores, inversores, painéis elétricos, controladores e demais elementos do setor de utilidades e diversos outros segmentos de negócios.

    Com grande capacidade de processamento e memória, o GT 41 pode ser integrado a qualquer dispositivo eletrônico através de diferentes protocolos. Seu software embarcado pode ser substituído remotamente, possibilitando constante upgrade de suas aplicações.

    Sua elevada autonomia de funcionamento, comunicação garantida por bateria incorporada, além dos sensores de presença de tensão constituem um grande diferencial para a detecção de perdas comerciais e para a gestão da qualidade do fornecimento de energia.