Como escapar do "purgatório de pilotos" ? A McKinsey responde

Como escapar do "purgatório de pilotos" ? A McKinsey responde

Em recente publicação, a consultoria McKinsey discute sobre o "purgatório de pilotos". Essa foi a expressão usada para se referir às empresas que ainda não conseguiram experimentar todo o potencial das tecnologias 4.0.

Seja pela dificuldade em estabelecer estratégias claras de valor de negócio, pela falta de recursos, ou mesmo por estarem perdidas em meio a inúmeros projetos de teste simultâneos, as companhias presas no chamado "purgatório de pilotos" ainda são maioria. Dados recentes mostram que ao menos 70% das empresas que já deram um passo rumo à transformação digital ainda não conseguiram escalar os resultados de forma satisfatória.

% de empresas operando soluções de IoT em relação à maturidade dos projetos. (Fonte: McKinsey)

Entre as principais razões que explicam esse "aprisionamento", a McKinsey aponta que muito foco tem sido dado ao potencial transformador da indústria 4.0, sem o devido mapeamento das principais áreas em que esse impacto seja verdadeiramente aplicável. Além disso, os aspectos de governança e a ancoragem organizacional ainda permanecem conservadores demais frente à uma realidade em constante mudança.

Fonte: McKinsey Global Manufacturing Survey

Mas afinal, como escalar resultados?

Segundo um relatório do Fórum Econômico Mundial, a indústria 4.0 deve gerar ao menos US$ 3.7 trilhões em valor ao longo da cadeia produtiva manufatureira, até 2025.

Mas, para isso se transformar em realidade, não basta que a produção científica e tecnológica marche a passos largos: as companhias também precisam se mobilizar, repensar rotinas e redesenhar suas estratégias. Afinal, a inovação só se torna escalável quando encontra um ambiente receptível à mudança.

A McKinsey — embasada em dezenas de pesquisas que tem produzido nos últimos anos — enumera três princípios estruturais que, caso seguidos pelas empresas, levariam a resultados verdadeiramente escaláveis, afastando-as do tão temido "purgatório de pilotos". São eles:

1. Focar nos fatores-chaves de VALOR:

Antes de se pensar em como ocorrerá a implementação de uma determinada tecnologia aos processos já existentes da empresa, é preciso determinar, com o máximo de exatidão e realismo possíveis, qual o valor esperado a partir dela.

Por sinal, essa clareza em relação aos fatores-chaves de valor é um dos principais aspectos que permitem acelerar o retorno sobre investimento (ROI) dos projetos. A ideia é entender, primeiramente, o contexto interno da empresa e aonde o corpo diretivo pretende chegar com os novos investimentos em tecnologia. Somente então parte-se para fora, em busca dos melhores fornecedores que possam agregar valor à iniciativa. No geral, as empresas que fizeram o caminho inverso não obtiveram grandes resultados.

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Por isso é tão importante situar a inovação dentro dos ganhos econômicos a serem obtidos com a resolução do problema. Caso contrário, fica-se restrito ao ambiente controlado dos pilotos, sem possibilidades reais de expansão.

2. Ferramentas, sozinhas, não resolvem problemas. É preciso focar nas PESSOAS:

Como visto, a transformação digital não acontece apenas de fora para dentro. Sem uma redefinição clara de valores e o alinhamento estratégico da empresa ao longo de todas as camadas de colaboradores, dificilmente os resultados almejados serão atingidos.

A capacitação profissional e o engajamento diante das soluções 4.0 devem se estender de forma transversal. O desafio, claro, não é simples, mas essencial para que seja criada um cultura sustentável de novas habilidades, capaz de gerar benefícios duradouros e verdadeiramente expressivos.

Para tanto, a conscientização deve começar ainda nas camadas mais altas. Afinal, sem uma direção clara e objetiva, dificilmente será possível conseguir o suporte executivo e operacional tão necessários para a correta implementação das soluções.

A análise de cases de sucesso reais é uma excelente maneira para fomentar esse desejo de mudança dentro das empresas. Como visto no gráfico abaixo, esse exercício é um dos fatores que diferenciam as organizações que alcançaram resultados escaláveis, daquelas que ainda permanecem presas aos pilotos.

Fatores de sucesso para garantir a escalabilidade das tecnologias 4.0 (Fonte: McKinsey)

Isso posto, é muito importante garantir que a velocidade dessa "onda transformadora" não diminua ao longo de toda a empresa. Afinal, sem uma clara percepção do valor embutido na inovação, fica difícil "convencer" o time de que aquele esforço a mais valerá a pena.

A identificação de lacunas — sejam elas relacionadas à necessidade de aprimorar habilidades específicas, encontrar tecnologias de suporte, buscar novos profissionais e fornecedores qualificados e até mesmo mais recursos — é um outro aspecto necessário para garantir o fluxo da transformação.

Entretanto, o maior desafio dessa etapa não se limita ao preenchimento dos espaços vazios propriamente ditos. A grande dificuldade reside na capacidade de contextualizar essas lacunas ao cenário macro que envolve a empresa, de forma estruturada e estratégica. Afinal, se as iniciativas não forem institucionalizadas, acabarão soltas, sem qualquer potencial de expansão.

3. Mudanças de infraestrutura em nível LOCAL precedem resultados GLOBAIS

Qualquer indústria que busque atingir sua versão 4.0 precisa estar disposta a passar por uma transformação, tanto na infraestrutura de TI quanto nas tecnologias de automação.

Primeiramente, é importante fazer um mapeamento claro do status atual da empresa. Na sequência, deve-se delimitar qual padrão de arquitetura se pretende atingir. Com isso traçado, o próximo passo é mapear todos os esforços necessários para efetivar as mudanças almejadas. Essas etapas são importantes para estruturar um ambiente satisfatório, que consiga capturar e expandir todo o valor proposto pelas tecnologias 4.0.

Com isso estabelecido em nível local, aí sim faz sentido olhar para as diferentes unidades fabris, sistemas e processos que deverão ser integrados. O próximo passo é fazer a análise dos dados gerados a partir dessas integrações, que servirão de substrato para insights e ajustes.

Quando esse mecanismo de inteligência finalmente operar de forma autônoma e sustentável, então estaremos diante do cenário ideal para escalar os resultados e, finalmente, deixar para trás o "purgatório de pilotos".

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Legado

IoT e legado: como resolver um dos maiores dilemas da indústria 4.0?

IoT e legado: como resolver um dos maiores dilemas da indústria 4.0?

Falar em Internet das Coisas e Indústria 4.0 no Brasil pressupõe tratar de um assunto complexo: LEGADO.

Integrar o maquinário antigo aos novos sistemas e tecnologias de rastreamento de dados lógicos é a grande barreira que precisa ser superada para de fato alavancar a jornada digital no Brasil. Com isso, efetivaremos de vez uma revolução em nosso setor produtivo, movimentando, até 2025, mais de US$ 45 bilhões na indústria, US$ 39 bilhões no setor de saúde, US$ 27 bilhões em cidades inteligentes e US$ 21 bilhões no agronegócio, segundo mostra um recente estudo do BNDES.

Os líderes de negócio brasileiros já estão cientes dessa necessidade. Diversas pesquisas convergem ao apontar a adoção de tecnologias de IoT como prioridade de investimento nas empresas, superando a cloud computing e blockchain. Mesmo assim, ainda é preciso de muito esforço para que os planos saiam efetivamente do papel e se tornem uma realidade prática.

Tecnologias modulares são a solução para o dilema do legado brasileiro

Para resolver o problema dos sistemas legados, muitas empresas têm buscado a ajuda de fornecedores externos que desenvolvem soluções de IoT sob medida. Isso porque é fundamental que a tecnologia oferecida se adeque perfeitamente às diferentes demandas, respeitando as particularidades que cada projeto exige.

Além disso, é importante que a solução desenvolvida seja plenamente integrável a diferentes tipos de equipamentos e sistemas. Empresas desenvolvedoras que fornecem uma arquitetura aberta e modular estão um passo à frente na promoção da transformação digital, justamente por permitirem que as tecnologias de IoT incorporadas hoje consigam sempre se adequar aos futuros avanços, que certamente virão, sem a necessidade de substituição parcial, ou até mesmo total, dos equipamentos e sistemas legados.

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Analistas do Gartner destacam que um dos maiores desafios para a infraestrutura de TI e para a implantação de soluções de Internet das Coisas é a necessidade de identificar quais formas de integração são necessárias para um equipamento conectado à IoT. Segundo, Benoit Lheureux, Vice-Presidente de Pesquisas do Gartner :

"Alcançar a integração completa para ativos conectados à IoT é bastante desafiador, porque envolve muitos terminais diferentes da TI. Além dos terminais próprios da IoT, esses ativos podem precisar ser conectados a um gateway de Internet das Coisas, que agrega os dados de sensores e os envia para uma plataforma. É ela que fornece os recursos de TI necessários para administrar o consumo de dados, Analytics, entre outros".

Embora a questão do legado seja complexa, há players importantes no mercado que oferecem a expertise necessária para resolver o assunto com rapidez e custos reduzidos. As soluções oferecidas permitem conectar, monitorar e gerenciar inúmeros dispositivos, com extrema atenção às questões envolvendo a segurança.

E isso é fundamental para garantir às indústrias o uso eficiente dos dados provenientes de toda a cadeia produtiva em tempo real, de tal modo que possam diminuir o desperdício de insumos, resolver dilemas logísticos, aumentar a segurança das equipes bem como os próprios ciclos de desenvolvimento.

Força de trabalho e segurança da informação: um problema além da conectividade

Um outro desafio que a indústria brasileira certamente irá enfrentar, ainda mais nos próximos anos, relaciona-se à força de trabalho. Hoje, o conhecimento técnico para a resolução dos problemas do ambiente produtivo está concentrado especialmente no colaborador "chão de fábrica". Além disso, esse conhecimento não está bem estruturado, e muitas vezes se comporta de forma apenas reativa.

As tecnologias de IoT vão justamente na contramão dessa tendência, oferecendo a grande possibilidade de se adiantar aos problemas, reduzindo custos de manutenção e o tempo de parada. Elas viabilizam um modelo de gestão estruturada, baseada em dados e na tomada de decisão de forma automática, uma realidade ainda não amplamente difundida entre a maioria das empresas.

Um outro importante aspecto, que está no radar dos gestores a respeito da indústria 4.0, é o processamento dos dados e a segurança da informação. Mais do que nunca, uma arquitetura voltada para edge computing terá que integrar o planejamento de transformação digital, e isso significa que o aumento de poder de processamento e uma camada extra de segurança e governança de dados serão imprescindíveis. Não é à toa que todas as recentes pesquisas envolvendo a IoT colocam a segurança da informação como prioridade entre os líderes corporativos.

V2COM: quase duas décadas de experiência com sistemas legados

Desde 2002, a V2COM é líder em soluções de Internet das Coisas (IoT) e Smart Systems, com mais de 1 milhão de dispositivos conectados no mundo. Um de seus grandes diferenciais é estar inserida no desenvolvimento ponta à ponta, produzindo tanto Hardware quanto Software, o que torna as soluções ainda mais eficientes e menos custosas para os clientes.

Sua premiada plataforma de IoT e a exclusiva metodologia de PoV (Proof of Value), testada e aprovada por centenas de clientes dos mais diversos segmentos, aceleram as implantações de projetos e impulsionam o retorno do investimento para empresas com processos complexos e ativos distribuídos.

Saiba mais sobre as tecnologias modulares V2COM
100% integráveis a diferentes sistemas legados

 


software biomimético

Softwares Biomiméticos: mensagem rápida com resposta descentralizada

Softwares Biomiméticos: mensagem rápida com resposta descentralizada

O desenvolvimento de softwares é certamente uma das áreas mais dinâmicas da atualidade. A constante evolução de metodologias bem como os novos conceitos e ferramentas que surgem todos os dias afastam qualquer vestígio de previsibilidade e de monotonia.

Nessa jornada, a ideia de emular o natural, sobretudo as redes neurais e os algoritmos genéticos, sempre serviu como fonte de inspiração para os profissionais na vanguarda do desenvolvimento. Como se sabe, a Natureza é um dos sistemas mais perfeitos que existem, e a grande prova são seus bilhões de anos testados, diariamente, ao longo da evolução. Nela podem estar escondidos mecanismos extremamente eficientes de processamento de dados e envio de mensagens, que podem inspirar o desenvolvimento de softwares ainda mais robustos.

Softwares Biomiméticos: informação sem endereçamento exato

Na Natureza, a informação é encaminhada de diversas maneiras: por via química, elétrica, vibrações, odores, etc. Mas, em última instância, são as reações no nível celular que permitem levar uma mensagem de um ponto para outro.

Na maioria das vezes, a mensagem biológica não é endereçada a um receptor em particular. Ela simplesmente é lançada no ambiente até ser decodificada por outrem, de tal modo que aconteça a assimilação de seu conteúdo.

Com os softwares "humanos", a situação se desenrola de forma diferente. Quando analisamos, por exemplo, a Arquitetura Orientada a Serviços (SOA) — um modo de organizar sistemas distribuídos e baseados em componentes —, a comunicação acontece por mensagem ou API, sempre com o endereçamento a um receptor identificado. E é justamente por essa razão que os softwares costumam ser mais previsíveis e controlados quando comparados aos sistemas biológicos.softwares biomiméticos

Quando olhamos para as tecnologias de Internet das Coisas (IoT), podemos encontrar uma situação intermediária entre os aqui chamados softwares "humanos" e os sistemas da Natureza. Isso porque os dados provenientes dos infinitos terminais conectados funcionam de um modo semi-biológico.

Gerados a todo momento, esses dados só se transformarão em mensagem (ou seja, informação com sentido), após serem recebidos e trabalhados pelas plataformas de IoT. Note que, embora a geração de resposta requeira necessariamente o trabalho dos softwares (e daí sua proximidade com o aspecto "humano"), os dados nunca deixam de ser enviados, mesmo que não haja um endereçamento exato naquele momento (semelhante aos sistemas naturais).

Daí fala-se do aspecto semi-biológico dessas tecnologias. Por sinal, uma característica extremamente importante para determinados usos da IoT, como em sistemas de segurança, nos quais a ininterruptibilidade dos dados é essencial.

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Desse modo, verificamos duas situações dentro desse contexto: uma em que mensagens não direcionadas só geram informação após serem processadas pelos softwares, e outra em que é necessário o endereçamento exato para que determinado serviço seja executado.

No primeiro caso, temos um nível de decoupling alto, que pode ser interessante para algumas realidades, mas que certamente consome mais recursos. No segundo, por sua vez, o nível de coupling é elevado, importante para a tomada de decisão rápida, como botões de emergência.

Sistemas Biológicos: reação rápida sem processamento central

Diferente do que vimos até aqui, algumas reações biológicas conseguem unir rapidez de resposta, sem processamento, através de mensagens indiretas. Por exemplo, quando queimamos nosso dedo, a reação de contração muscular para o afastamento processa-se em um nível inferior ao sistema nervoso central, justamente para diminuir o tempo de resposta. Somente a dor, que vem depois da queimadura, essa sim forma-se no nível central.

Esse mecanismo é fundamental para a sobrevivência das espécies, e pode ser visto em uma série de outros exemplos: quando piscamos os olhos para expulsar um cisco, ou nos abaixamos diante de uma explosão.

A grande dificuldade de estender completamente esse padrão para os sistemas de softwares biomiméticos "humanos" reside justamente no aprendizado. Seriam necessárias várias situações (como os sustos e queimaduras da esfera biológica) para que as reações fossem aprendidas e perpetuadas. Em muitas realidades, esse "tempo de aprendizado" não seria viável, mas em outras ele é plenamente possível, e capaz de tornar cada geração do sistema ainda mais inteligente que a anterior.

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Como visto, respostas previsíveis e rápidas podem ser imprescindíveis em diferentes situações, sejam elas biológicas ou não. O grande desafio, entretanto, quando falamos da criação de softwares biomiméticos, está na necessidade de gerar respostas rápidas sem endereçamento exato (tal como na Natureza), mas que não demandem tanto tempo de aprendizado (lembre-se de que as espécies estão sob testes há pelo menos 3.8 bilhões de anos!).

Mesmo assim, a ideia de emular sistemas de mensagem naturais que sejam, ao mesmo tempo, flexíveis e rápidos é, certamente, um grande motivador para o aprimoramento de tecnologias futuras, com resultados inéditos e surpreendentes.

 


IoT The Economist

The Economist destaca queda nos custos de IoT e prevê uma nova Revolução Tecnológica

The Economist destaca queda nos custos de IoT e prevê uma nova Revolução Tecnológica

A Internet das Coisas (IoT) é o grande destaque da publicação inglesa, The Economist, desta semana.

A revista trouxe as últimas projeções para o que prefere chamar de a "Grande Ideia em Computação", e ressaltou como a queda nos custos de IoT estão levando o mundo para uma nova Revolução Tecnológica.

Segundo a consultoria americana, Bain & Company, os gastos globais com Internet das Coisas devem alcançar US$ 520 bilhões, até 2021. A McKinsey, por sua vez, parece ainda mais entusiasmada: acredita num impacto econômico de até US$ 11,1 trilhões por ano, até 2025.

Esses números tão expressivos devem-se, entre outras razões, à constante diminuição dos custos que envolvem o desenvolvimento das tecnologias de IoT. Dados coletados por John McCallum, um cientista expoente da computação, mostram que, em 1956, 1 megabyte de armazenamento custaria cerca de US$ 9.200 ( o equivalente a US$ 85.000, nos preços de hoje). Em 2019, esse valor caiu para apenas US$ 0,00002.

IoT The Economist

Ao longo do tempo, os custos operacionais também apresentaram importante redução. Segundo dados publicados por Jonathan Koomey, da Universidade de Stanford, a quantidade de dados que pode ser processada com o gasto de apenas 1 kWh cresceu cerca de 100 bilhões de vezes, entre 1950 e 2010. Assim, mesmo os chips mais baratos de hoje, que funcionam à bateria, apresentam um desempenho muito maior quando comparados aos grandes computadores da década de 70.

A The Economist também ressaltou achados do banco Goldman Sachs, segundo o qual o custo médio dos sensores utilizados nas soluções de IoT caiu de US$ 1,30 para US$ 0,60, entre 2004 e 2014.

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Frente à diminuição acentuada nos gastos com computação, os custos de telecomunicação ainda decrescem num ritmo menos acelerado. Mesmo assim, eles também são muito menores do que anos atrás: hoje, as velocidades de conexão de dezenas de megabits por segundo podem ser obtidas por apenas algumas dezenas de dólares ao mês.

A Forbes publicou recentemente um ranking de custos com Internet móvel no mundo. A Índia aparece como o país mais barato para uso de um gigabyte, com valor médio de apenas US$ 0,26. O Quirguistão ficou em 2o lugar, com US$ 0,27, enquanto o Cazaquistão completou o Top 3 com US$ 0,49. No Brasil, este valor sobe para US$ 3,50 e no Zimbábue, último da lista, o custo de um gigabyte chega a alcançar inacreditáveis US$75,20.

Projeções indicam que esses montantes devem diminuir conforme o acesso à Internet se expandir pelo mundo. Dados da International Telecommunications mostram que, em 2018, 51,2% da população mundial esteve conectada, frente à apenas 23,1% em 2008.

* Para conferir mais detalhes publicados pela última edição da The Economist, clique aqui.

Utilities aparecem como principais usuárias de IoT, aponta Gartner

Utilities aparecem como principais usuárias de IoT, aponta Gartner

A Gartner prevê que o mercado corporativo e automotivo de Internet das Coisas (IoT) alcançará 5,8 bilhões de terminais, em 2020. O montante equivale a um aumento de 21% em relação a 2019. Até o final deste ano, espera-se que 4,8 bilhões de terminais estejam em uso, 21,5% mais em relação a 2018.

  Quantidade de dispositivos de IoT (em bilhões). Gartner (Agosto 2019)

Na pesquisa, as Utilities aparecem como principais usuários dos dispositivos, somando 1,17 bilhões deles, em 2019. Até o final do ano que vem, devem apresentar 17% de aumento.

O diretor de pesquisa sênior da Gartner, Peter Middleton, explicou que a medição inteligente, tanto residencial quanto comercial, será a grande responsável por impulsionar esse crescimento entre as concessionárias.

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Prevê-se, ainda, que a automação predial tenha a maior taxa de crescimento em 2020 (42%) — impulsionada por dispositivos de iluminação conectados—, seguida por automóveis e saúde, que devem crescer 31% e 29%, respectivamente. .

Uso por Região do Globo

A medição inteligente de eletricidade residencial será o principal caso de uso para China e Europa Ocidental, em 2020, e representará 26% e 12% do total de terminais de IoT, respectivamente. A América do Norte, por sua vez, fará maior uso dos dispositivos para incrementar a segurança, através da detecção de invasores com sensores de porta e janela.

A receita obtida com a eletrônica para a produção dos terminais de IoT totalizará US$ 389 bilhões em todo o mundo, em 2020, e estará concentrada na América do Norte, China e Europa Ocidental. Essas três regiões, juntas, representarão 75% do  faturamento total.

Os carros conectados reterão uma parcela significativa dos investimentos previstos com dispositivos de IoT, à medida que os fabricantes implementam a conectividade em uma porcentagem maior de suas linhas de produção. A vigilância por vídeo é outro caso em que o número de terminais de Internet das Coisas deve aumentar, visto que os governos estão cada vez mais preocupados com segurança pública.

 


Eficiência das usinas eólicas

Como a IoT aumenta a eficiência das usinas eólicas?

Como a IoT aumenta a eficiência das usinas eólicas?

A energia dos ventos já abastece cerca de 22 milhões de residências por mês no Brasil, com aproximadamente 14,5 GW de capacidade instalada (em 2011, eram menos de 1 GW). São mais de 7.000 aerogeradores e 565 parques eólicos no país, 85% deles na região nordeste. Ao que tudo indica, nos próximos anos, esses números devem ficar ainda maiores com a progressiva elevação na eficiência das usinas eólicas.

Dados recentes da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) indicam que, em 2019, a energia produzida a partir da força dos ventos deve alcançar a segunda posição entre as fontes brasileiras, ficando atrás somente da hidrelétrica. Ela deve superar, inclusive, a produção conjunta das termelétricas e usinas de biomassa.

ANEEL: eficiência de usinas eólicas
Fonte: ANEEL

Os parques eólicos são um excelente exemplo de máquinas conectadas que podem operar de forma independente, ao menos até que algo de errado interrompa o andamento dos processos. E é justamente aí que entra a Internet das Coisas...

Os sistemas mais avançados de IoT permitem o aumento contínuo da eficiência das usinas eólicas, ao mesmo tempo em que preveem com elevada acuracidade o melhor momento para a manutenção dos ativos, evitando custos desnecessários.

Manutenção Preditiva Inteligente diminui custos

Ao redor do mundo, as fazendas eólicas estão travando importantes batalhas para manter a eficiência dos sistemas. Intempéries climáticas — como chuvas excessivas, tempestades de areia, fortes vendavais, oscilações térmicas e movimento das marés — diminuem o intervalo de tempo necessário entre as manutenções, aumentando os custos.

A região do Mar do Norte — conhecida pela agressividade dos ventos — recentemente sofreu importantes perdas devido a problemas com o mapeamento de manutenção. Engenheiros tiveram que examinar e reformar 206 torres às pressas, após danos não previstos.

Na Alemanha, uma outra fazenda eólica sofreu com o colapso de vários aerogeradores muito antes do esperado. Acreditava-se que os ativos trabalhariam sem problemas por pelo menos 15 meses quando, na verdade, eles aguentaram apenas 15 semanas de funcionamento.

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Diante disso, e visando evitar novas surpresas desagradáveis, as engenharias de projetos passaram a se apoiar nas novas tecnologias de IoT para garantir a total eficiência das usinas. Fez-se necessário o acompanhamento automático e em tempo real dos parques para evitar o colapso dos sistemas e os altos custos com reparos e substituição de peças.

Essas tecnologias tornam-se ainda mais necessárias toda vez que uma fazenda decide adicionar megawatts ao esquema geral do sistema, o que eleva a importância fundamental da manutenção preditiva. Sensores de alta capacidade associados a plataformas de IoT robustas e inteligentes permitem mapear e monitorar, em detalhes, o cisalhamento e a velocidade do vento, a temperatura atmosférica e do mar, o torque, a vibração dos sistemas, entre muitas outras variáveis. Todas elas, juntas, fornecem informações que levam à tomada de decisão segura e no tempo certo.

 

Uma turbina pode ter mais de 150 sensores acoplados
Uma turbina pode ter mais de 150 sensores acoplados

A partir dessa coleta de dados, as plataformas de Internet das Coisas geram respostas instantâneas a todo e qualquer problema que possa aparecer, corrigindo-os no menor intervalo de tempo possível. Mais do que isso, a inteligência dos softwares garante que a operação se antecipe às falhas, disparando avisos que permitem alterações processuais, antes mesmo que o dano torne-se realidade.

Tudo isso em conjunto, claro, diminui os custos operacionais.

Plataformas de IoT elevam a eficiência das usinas eólicas

Redes industriais conectadas a estruturas remotas, como as fazendas eólicas, precisam de sistemas redundantes. Os projetos de turbinas devem ser compostos por alertas ativos e antecipados, além de respostas automáticas de segurança (shutout / shutoff). Desse modo, é possível se adiantar na resolução de problemas, sem interrupções desnecessárias que geram perdas financeiras.

E, nesse processo, as plataformas de IoT são peça-fundamental. Com capacidade de trabalhar uma quantidade enorme de dados por segundo, elas diminuem o tempo de resposta dos sistemas, enquanto elevam a inteligência do mecanismo como um todo: quanto mais dados e respostas automáticas, mais a plataforma adquire capacidade preditiva com elevada acuracidade.

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Elektro reduz 60% dos custos de leitura com solução de IoT V2COM

Esse padrão de rede para ambientes externos funciona em sentido duplo. De um lado vai o dado transmitido do sensor até a placa de emergência; do outro, volta o comando com a ação a ser tomada. Como exemplo, quando se recebe o dado de superaquecimento, tem-se como resposta imediata o desligamento dos equipamentos.

Esse vaivém de dados e respostas eleva o refinamento do sistema, de tal forma que as escolhas ficam ainda mais eficientes. Quando os aspectos de aprendizagem das redes se combinam com sistemas redundantes e mais robustos, eles passam a trabalhar juntos, tornando o aprendizado ainda mais rápido, numa espécie de ciclo virtuoso. Voltando ao exemplo anterior, em vez de uma resposta para desligar por completo o sistema, poderia ocorrer apenas a ordem de desaceleração, ou mesmo o desligamento de apenas uma única turbina.

V2COM: aliada estratégica do mercado de energia 

A V2COM consolidou-se no mercado nacional e internacional por ser um dos poucos fornecedores de soluções de IoT ponta à ponta. Com isso, garante um elevado grau de customização dos projetos que se adequam perfeitamente às mais diferentes necessidades dos clientes.

Por desenvolver integralmente tanto hardware quanto software, a V2COM alcançou um padrão de tecnologia plenamente compatível com as inovações, integrando-se perfeitamente a diferentes realidades de forma bastante ágil. As histórias de sucesso de centenas de clientes sempre resultaram em impacto financeiro positivo associado à escalabilidade dos projetos em tempo recorde.

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