Biomimética: dentes magnéticos como novas fontes de energia

Biomimética: dentes magnéticos como novas fontes de energia

O engenheiro químico e cientista de materiais, David Kisailus, da Universidade da Califórnia, Riverside, juntou-se ao professor assistente de agricultura, Michiko Nemoto, da Universidade de Okayama, no Japão, para investigar os dentes do quíton gigante ocidental (Cryptochiton stelleri), encontrado no norte do Oceano Pacífico.

O propósito desse novo estudo de Biomimética? Entender como os componentes da cadeia dentária do animal com regeneração constante podem criar novas fontes de energia para uma próxima geração de eletrônicos.

magnetismo do molusco como novas fontes de energia
Quíton Gigante Ocidental: créditos a Adam Kitzler e Niko Kruzel

O quíton gigante ocidental pode chegar a 36 cm de comprimento e pesar mais de 2 kg. Esses moluscos são conhecidos por suas longas cadeias de dentes bastante finos, constituídos parcialmente por magnetita, o que faz deles duros o suficiente para rasparem algas presas às rochas sem se quebrarem.

A magnetita é um mineral formado por óxido de ferro com fortes propriedades magnéticas. Por essa razão, ela já foi amplamente utilizada para a construção das bússolas. Na forma de cristais, a magnetita pode ser encontrada em alguns poucos seres vivos, como bactérias, abelhas, cupins, ursos, peixes, pássaros e até mesmo nos seres humanos.

Estudos recentes indicam que esses cristais estão relacionados ao processo de magnetorecepção, ou seja, a capacidade de perceber a polaridade ou a inclinação do campo magnético da Terra, bem como aos mecanismos de navegação animal por orientação magnética.

Biomineralização: nova fonte de energia 

Ao investigarem as moléculas de RNA dos dentes pontiagudos do quíton gigante ocidental, David Kisailuss e Michiko Nemoto encontraram uma proteína específica capaz de armazenar ferro, além de mitocôndrias que fornecem a energia necessária para metabolizar matérias-primas, transformando-as em magnetita.

dentes magnéticos como novas fontes de energia
Esquema de dentes em magnetita do quíton. Cortesia de Brent Gowan, University of Victoria Electron Microscopy Lab, à Vich High Marine

A importância do achado reside no chamado processo de biomineralização, essencial para criar novas fontes de energia de nanoescala à uma próxima geração de eletrônicos.

Conforme as pesquisas indicam, os dentes do quíton gigante ocidental possuem alta capacidade de regeneração após o desgaste. Ao entender os detalhes envolvidos na ressíntese da magnetita, os cientistas e engenheiros envolvidos no estudo partem agora para o desenvolvimento de mecanismos que controlem o crescimento do mineral, num processo de produção constante.

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Devido a seus campos magnéticos, a magnetita possui propriedades elétricas e funciona como uma nano-fonte de energia. Ao ter seu esquema de síntese devidamente mapeado, o próximo passo é alcançar uma nova era de eletrônicos, marcados por autossuficiência em termos de energia e elevada durabilidade.

Outras linhas de estudo têm mostrado que os usos da magnetita podem ir ainda mais longe. Ela já se revelou bastante eficiente nos processos de purificação de água e ainda demonstra capacidade de formar ferrofluidos, que podem direcionar os medicamentos aos locais exatos onde tenham que atuar dentro do corpo humano, diminuindo efeitos colaterais.

Ainda mais, o mineral é bastante resistente à oxidação da água e a agentes abrasivos, de tal modo que pode levar à construção de materiais extremamente resistências, com os mais variados tipos de uso.

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indústria de petróleo e gás

Como a IoT está mudando a indústria de petróleo e gás?

Como a IoT está mudando a indústria de petróleo e gás?

A indústria de petróleo e gás tem enfrentado importantes desafios nos últimos anos. A queda do preço do barril provocada por mudanças nos padrões de demanda, a maior complexidade para explorar novos campos e o crescimento exponencial do volume de dados envolvido nas atividades impulsionaram uma mudança no olhar estratégico e operacional do setor.

Nesse redesenho, as soluções digitais tornaram-se fundamentais para aumentar a competitividade das empresas, sem perder de vista a segurança dos trabalhadores envolvidos nas operações, o maior cuidado para mapear, evitar e combater danos ambientais e ainda criar novos modelos de negócios que atendam a constante flutuação de demanda e preços.

IoT: peça-chave para a indústria de petróleo e gás

A Research and Markets defende que a Internet das Coisas (IoT) é uma das mais potentes aliadas do setor de petróleo e gás. Ao integrar softwares robustos para análise de dados a dispositivos equipados com sensores, a IoT é capaz de gerar um novo horizonte de insights que, em tempo real, permitem automatizar processos, antes manuais, supervisionar à distância diferentes etapas da linha de produção e, claro, elevar a segurança do setor, desde a extração até a distribuição. Não à toa, o mercado global de Internet das Coisas voltado à indústria de petróleo e gás promete mobilizar, até 2023, mais de 39,4 bilhões de dólares.

Entre as principais demandas que podem ser atendidas por essa tecnologia estão a manutenção preventiva, que evita paralisações inesperadas, o monitoramento das instalações, sobretudo em regiões de difícil acesso, e a segurança dos processos, resguardando os trabalhadores de riscos e exposições inerentes à atividade.

Ainda, a IoT garante o gerenciamento das frotas e dos demais ativos envolvidos em toda a cadeia produtiva, o monitoramento das tubulações, o mapeamento de zonas mais suscetíveis a danos ambientais e o alerta e correção imediatos de intercorrências das mais diversas naturezas que porventura ocorram.

1. Monitoramento remoto e rastreamento

Números da Research and Markets apontam que, por ano, o setor de petróleo e gás perde até 8 bilhões de dólares em tempo não produtivo, já que os engenheiros passam ao menos 70% de seu tempo procurando dados e trabalhando em sua manipulação.

Com a conexão em rede de vários sistemas e o envio programado de informações a partir de um número ilimitado de dispositivos, é possível extrair e processar dados em tempo real que serão base para a tomada de decisão automática e inteligente das plataformas de IoT conectadas às operações.

Elas são capazes de otimizar o tempo de trabalho dos profissionais técnicos e auxiliá-los no gerenciamento de crises, especialmente diante do mau funcionamento de equipamentos ou de qualquer tipo de problema que necessite de reparação quase imediata.

Esse aumento de eficiência operacional não apenas é importante para aumentar a segurança dos processos, mas também diminui custos que, ainda no curto prazo, são fundamentais para elevar a competitividade das empresas.

2. Verificação de equipamentos e manutenção preventiva

Todos os anos, vultosos investimentos são direcionados à aquisição de ativos altamente específicos para suprir as necessidades operacionais da indústria de petróleo e gás. Muitas vezes, a compra de equipamentos novos deve-se a erros progressivos de manutenção que acabam sobrecarregando seu funcionamento e diminuindo a performance.

Uma simples falha em uma bomba de extração, por exemplo, pode custar até 300 mil dólares por dia. Já as pausas não programadas das refinarias por motivos técnicos chegam a comprometer 20 bilhões de dólares da indústria todos os anos, algo estimado em 5% do custo de produção.

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Esse expressivo comprometimento de receita, entretanto, tem sido aliviado pela manutenção preventiva propiciada pela IoT. A análise inteligente de dados e o rastreamento em tempo real das falhas operacionais são um dos grandes benefícios reportados pelas empresas do setor após redesenharem o esquema de manutenção de seus ativos.

As plataformas de IoT são programadas para enviar alertas sempre que um equipamento esteja com necessidade de manutenção. Essa programação toma como base o cruzamento de uma série de dados históricos que, cruzados de forma inteligente, permitem prever falhas antes mesmo que aconteçam. Com isso, evitam-se paradas repentinas e extremamente custosas.

Os sinais de alerta, customizáveis para cada etapa da linha produtiva, melhoram a eficiência dos equipamentos que passam a contar com um tempo de vida útil maior. Desse modo, diminuem-se os investimentos necessários para novas aquisições.

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3. Ambiente Sustentável

Acidentes ambientais, como explosões das plataformas de petróleo e vazamentos de resíduos nos oceanos, podem ser evitados, ou ao menos rastreados com máxima celeridade, através das tecnologias de IoT. Ao identificar danos ambientais com mais agilidade e programar respostas automáticas durante as crises, controla-se com muito mais eficiência o impacto negativo sobre o meio ambiente.

A segurança proporcionada pelas tecnologias digitais não apenas resguarda os recursos naturais e as comunidades próximas às zonas de exploração, mas também os trabalhadores envolvidos nas atividades de exploração. E isso, em termos financeiros, representa um enorme volume de dinheiro salvo pelas companhias que seria direcionado para reparar os danos ambientais e para as indenizações trabalhistas.

O que esperar da IoT no setor de petróleo e gás por região do globo?

A Research and Markets aponta que, em termos tecnológicos, as indústrias de petróleo e gás da América do Norte estão na vanguarda em comparação a outras regiões do planeta. Em 2017 e 2018, foi especialmente nos Estados Unidos e no México onde ocorreram os principais investimentos em Internet das Coisas.

O mercado europeu, por sua vez, que já aplica essas tecnologias de forma bastante sólida há anos, espera contar com ainda mais investimentos em IoT, sobretudo nos países da Europa Central. A região é marcada pelo apoio positivo dos governos a esse tipo de inovação que, em parceria com a iniciativa privada, busca atender uma nova dinâmica de mercado imposta nos últimos anos.

Mas é na Ásia, sobretudo na linha do Pacífico, que se espera o crescimento mais acelerado da Internet das Coisas, nos próximos anos. O mercado asiático para a indústria de petróleo e gás está bastante aquecido, especialmente pelo desenvolvimento de economias importantes da região, como Cingapura, Índia e Malásia.

Esses locais, sem deixar de lado a grande China, são vistos como pólos estratégicos para investimentos em IoT, sobretudo devido ao amadurecimento de um gigantesco mercado consumidor que elevará o consumo de energia a padrões jamais vistos.

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mercado brasileiro de Internet das Coisas

Mercado brasileiro de Internet das Coisas cresce 20% ao ano

Mercado brasileiro de Internet das Coisas cresce 20% ao ano

Entre 2020 e 2030, a IoT deve movimentar cerca de US$19 trilhões ao redor do mundo. Desse total, US$860 bilhões impactarão especificamente as economias latino-americanas, sendo 40% (US$352 bilhões) apenas no mercado brasileiro de Internet das Coisas.

Essas são projeções publicadas recentemente pela Cisco, que já revelou outros números impressionantes sobre o universo da IoT. Um exemplo são os 25 bilhões de equipamentos integrados a sistemas inteligentes ao redor do mundo, até 2020, além dos mais de 50 trilhões de gigabytes (GB) de dados em circulação, inaugurando aquilo que os cientistas têm chamado de Ginormous Data.

A IDC, por sua vez, prevê que, até 2025, teremos 175ZB (zettabytes) em dados circulando pelo mundo (em 2018, eram apenas 33ZB). Mais de 2,5 quintilhões de bytes são criados todos os dias e, em 2020, estima-se que 1,7MB serão originados por segundo para cada habitante da Terra.

Grandes avanços e desafios no mercado brasileiro de Internet das Coisas

Embora o avanço da IoT ao redor do mundo ainda esteja em ritmo mais acelerado que no Brasil, nem de longe podemos afirmar que os progressos no país não tenham sido bastante expressivos. O mercado nacional de Internet das Coisas tem crescido a uma taxa anual de 20% e, segundo a Global Data, o avanço de dois dígitos deve ser mantido pelos próximos cinco anos. Só em 2019, as aplicações de IoT brasileiras devem bater US$ 9 bilhões em investimentos

A grandiosidade dos números deve-se ao próprio modus operandi da tecnologia. A IoT tem como principal característica a sua capacidade de alavancar resultados em curto intervalo de tempo, de tal modo que de um ano para o outro, as empresas podem verificar uma mudança importante na eficiência operacional de suas atividades.

Segundo Flavio Maeda, presidente da Associação Brasileira de Internet das Coisas (IoT), "as maiores oportunidades [no Brasil] estão em indústrias e agronegócio, principalmente para ganho de produtividade e redução de custos”. As áreas de logística, transporte e energia também possuem um imenso campo de expansão, muito favorecido pelas novas tecnologias de conectividade e pelo incremento da infraestrutura. Questões legais e fiscais, envolvendo a possível isenção de taxas como o Fistel, também devem impactar positivamente o setor.

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Embora as projeções sejam bastante otimistas, ainda há muito trabalho a realizar no país. Pietro Delai, responsável pelo mercado de cloud e software para América Latina da IDC, destacou em publicação da IT Trends que o ecossistema norte-americano em IoT ainda é 20 vezes maior que o brasileiro.

Entre as principais barreiras que precisam ser vencidas para alavancar a Internet das Coisas no Brasil, destacam-se a qualificação da mão-de-obra, a propagação da cultura de transformação digital dentro das empresas, o avanço das redes de telecomunicação e de infraestrutura e a modernização de aspectos legais que viabilizem financeiramente um número maior de projetos.

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hardware

Por que é tão importante falar sobre Hardware na era dos Softwares?

Por que é tão importante falar sobre Hardware na era dos Softwares?

Quando falamos em Internet das Coisas (IoT), é muito comum tratarmos o tema na "nuvem", com foco especial nas tecnologias digitais e no desenvolvimento de softwares e plataformas. Entretanto, em sua essência, IoT significa conectar os mais variados padrões de dispositivos e, a partir dos dados coletados, transformar a dinâmica tradicional de tomada de decisão. A inteligência parte das "coisas", do hardware, sem o qual a tecnologia simplesmente deixa de existir.

Hardwares são, portanto, os propulsores do processo de transformação digital no mundo da Internet das Coisas e, assim, cabe dar-lhes o devido espaço de importância.

Hardware e Software: uma relação de simbiose

Falar de IoT é remeter-se a processos inteligentes, sensores de alta tecnologia, Big Data, Analytics e Machine Learning. É o somatório dessas diferentes tecnologias e, claro, a sua aplicação estratégica, o grande responsável pela Transformação Digital de sucesso.

Nessa jornada, é fundamental que seja estruturada uma linha de comunicação e conectividade eficiente, que parte da coleta de dados, passando pela transmissão, armazenamento e, enfim, processamento. Após isso, chegamos no mundo físico, o mundo das "coisas", onde de fato ocorre a tomada de decisão. É nesse momento que o digital gera impacto na prática, seja pela otimização de recursos, manutenção preditiva, redesenho processual e ganhos financeiros.

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A Internet das Coisas permite aos gestores uma visão completa de todos os processos que estão sob sua diretriz, do início ao fim da cadeia. Mais do que isso, viabiliza correlações e inferências inéditas, a partir dos dados coletados, que, inclusive, têm estimulado o surgimento de novas ideias de negócios.

E para que tudo isso seja possível, softwares e hardwares trabalham em conjunto, de forma ininterrupta, numa verdadeira relação de simbiose em que um alimenta o outro, num ciclo plenamente virtuoso.

Indústria 4.0 – um case de sucesso dos hardwares

A chamada Indústria 4.0 é um dos ambientes em que a Internet das Coisas tem sua maior capacidade de expansão e escalabilidade. Não é à toa, portanto, que nesse ecossistema, IoT não se chama apenas IoT, mas IIoT (Industrial Internet of Things).

Hardware
Tecnologia V2COM - NG2 (GPS) - Gateway multi rede

Em resposta a ciclos de consumo cada vez mais curtos, oscilações constantes de demanda e à maior necessidade de customizar e personalizar a produção, as Smart Factories, ou Fábricas 4.0, encontraram na tecnologia uma possibilidade inédita de alavancar o uso dos equipamentos e maquinários, articulando-os em uma linha de produção mais eficiente e harmônica.

Dessas novas necessidades, incrementou-se a integração entre diferentes ambientes fabris que, graças à disponibilidade de dados em tempo real, puderam articular-se em perfeita sincronia, evitando momentos de ociosidade ou de superprodução. Esse fenômeno também impactou positivamente toda a cadeia logística de distribuição e transporte dos produtos, escalonando resultados em níveis jamais vistos.

Hardwares: flexíveis a diferentes cenários

As etapas de implementação dos projetos de IoT devem seguir os chamados requisitos de hardware. É claro que, a depender do contexto, da finalidade e do ambiente ao qual será aplicada a solução, eles podem apresentar variações e ajustes.

Entre os principais requisitos de hardware praticados, destacam-se:

  • Requisitos de custo
  • Requisitos de segurança
  • Facilidade de desenvolvimento
  • Requisitos de aquisição, processamento e armazenamento de dados
  • Projeto do dispositivo físico
  • Requisitos de conectividade

Além deles, a durabilidade é um outro aspecto central dos hardwares. Eles precisam acompanhar o ciclo de vida dos equipamentos aos quais estão conectados e, além disso, acompanhar perfeitamente o incessante processo de inovação tecnológico. Caso contrário, os ativos teriam que ser frequentemente substituídos, o que inviabilizaria a escalabilidade da maioria dos projetos de IoT.

Segurança: um requisito fundamental

De acordo com previsões da McKinsey e Gartner, até 2020, haverá entre 20 e 50 bilhões de dispositivos conectados à Internet. Por essa razão, é central que as empresas desenvolvedoras de hardwares atentem-se para possíveis ataques.

Número de dispositivos conectados ao longo do tempo

Em 2015, ocorreu o primeiro ciberataque à uma rede de energia na Ucrânia. Na situação, mais de 200 mil pessoas tiveram o fornecimento de energia cortado. Tudo foi feito de forma remota, através de invasões à conectividade dos sistemas de IoT que compunham a rede.

Esse exemplo evidencia uma questão central por trás da segurança em IoT: o fato de raramente haver alguma pessoa interagindo em tempo real com esses sistemas. Assim, os tradicionais protocolos de segurança envolvendo senhas, por exemplo, não funcionam perfeitamente nesse contexto e novos mecanismos de proteção precisam ser criados e evoluídos.

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Entre eles, a segurança focada nos hardwares tem se mostrado bastante eficaz, uma vez que, ao comporem sistemas operacionais de alta especificidade em ambientes restritos, esses equipamentos ficam blindados dos ataques em massa.

Ainda, empresas desenvolvedoras de soluções de IoT end-to-end estão um passo à frente quando o assunto é segurança. Por atuarem desde a prototipagem até o amadurecimento do produto final, elas garantem e centralizam um rígido padrão de controle, com protocolos de segurança específicos e amplamente testados, inclusive plenamente ajustáveis às mais diferentes demandas que partem dos próprios clientes.

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estudos biomiméticos

Como a Biomimética está revolucionando a geração de energia renovável?

Como a Biomimética está revolucionando a geração de energia renovável?

Ao estudar as estruturas, processos e sistemas da Natureza, a Biomimética ao longo dos últimos anos já foi responsável por grandes criações, de membranas de alta performance e carros aerodinâmicos a sistemas de refrigeração e sensores de alta performance.

Mais recentemente, os estudos biomiméticos têm se aprofundado sobretudo nas questões envolvendo a geração, armazenamento e distribuição de energia, especialmente as de fontes renováveis. Muitas lições foram tiradas do processo de fotossíntese das plantas e turbinas eólicas cada vez mais eficientes estão se aprimorando a partir do desenho e movimento das barbatanas de baleias e das asas de beija-flores.

A vida biológica e consequentemente a evolução das espécies sempre dependeram de energia para viabilizarem seus processos. E, nesse sentido, a Natureza é certamente o laboratório de inovações mais rico já criado, onde residem respostas para os dilemas energéticos que desafiam o desenvolvimento das sociedades atuais.

Baleias jubartes: um exemplo improvável de eficiência energética

As baleias jubartes estão entre as maiores espécies de animais existentes. Com toneladas de massa corporal, o deslocamento desses mamíferos pelas águas poderia ser bastante comprometido, não fosse o mecanismo de oscilação de suas barbatanas que permite diminuir a força de arraste e elevar o controle dos movimentos.

Com as nadadeiras recortadas e articuláveis conforme as correntes oceânicas, as jubartes nadam sem provocar muita turbulência. Desse modo, elas economizam grandes quantidades de energia que, obviamente, ao longo da evolução, foram utilizadas para outras demandas corporais mais importantes.

Pás Biomiméticas emulam a barbatana recortada das jubartes
Pás Biomiméticas emulam a barbatana recortada das jubartes

Foi a partir da observação biomimética dessa espécie de baleias que cientistas da West Chester University conseguiram construir ventiladores e lâminas cujas hélices contêm o mesmo recorte presentes nas jubartes. Como era de se esperar, eles conseguiram reduzir em cerca de 40% a resistência mecânica do ar, elevando a eficiência dos sistemas eólicos.

As pesquisas com esse novo padrão de pás são importantes não apenas para elevar a performance das usinas eólicas já existentes, mas também para viabilizar a instalação de outras em locais onde os ventos são considerados muito fracos para a geração de energia.

Samambaias: armazenamento de energia de alta performance

As plantas são os maiores exemplos de usinas de energia autossustentáveis. Foram elas as grandes inspiradoras para o desenvolvimento das atuais usinas solares e, mais recentemente, estão sendo estudadas como uma nova possibilidade para elevar a eficiência de armazenamento de energia.

A partir da observação das folhas das samambaias, pesquisadores australianos desenvolveram eletrodos cuja capacidade de armazenamento de energia é ao menos 3.000% maior do que as tecnologias mais avançadas existentes. A ideia partiu de pequenas estruturas nanofotônicas presentes na superfície das folhas que são altamente eficientes para o transporte de água e o armazenamento de energia.

Os eletrodos produzidos em grafite são constituídos por partículas autorreplicantes e prometem capturar e armazenar energia solar de forma flexível e multifuncional quando associados a supercapacitores. Com isso, espera-se que qualquer tipo de objeto, como carros e telefones, possam aumentar exponencialmente a performance e o tempo de autonomia.

Beija-flores: um redesenho completo dos parques eólicos do futuro

Anis Aouini, criador da Tyer Wind, utilizou a biofísica para emular o movimento das asas de um beija-flor e, assim, mudar completamente o padrão de movimento das tradicionais torres eólicas. Essa espécie de pássaro é capaz de bater as asas até 200 vezes por segundo, com elevada eficiência energética.

A partir dessa observação, criou-se um conversor de vento com eixo vertical que, no lugar de girar as pás faz com que elas "batam asas", em movimentos ascendentes e descendentes, ambos capazes de gerar energia.

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Essa nova formatação permitiu diminuir o arraste e aumentar a eficiência das pás. Além disso, ela possibilita estender a operação dos parques eólicos para locais com alta velocidade dos ventos, consumindo muito menos espaço e reduzindo a ameaça aos animais voadores que, frequentemente, são mortos ou machucados pela rotação das lâminas.

https://youtu.be/wINRqO_idGE

As usinas com asas ainda podem agrupar um maior número de turbinas, muitas das quais abrigam, em um mesmo pólo, uma série de lâminas. Acredita-se que esse novo design permitirá que pequenas estações eólicas, fora das grandes redes, sejam difundidas, tal como os painéis solares que hoje estão nas casas de milhões de pessoas pelo mundo.

Cardumes: água em alta rotação diminui gasto energético

Pesquisadores do California Institute of Technologies Center for Bioinspired Engineering (Caltech) investigaram o funcionamento de peixes que nadam em grandes cardumes, formando enormes colônias que se movimentam sempre no mesmo sentido.

esquema de funil formado pelo movimento dos peixes
Esquema de funil formado pelo movimento dos peixes

A ideia surgiu da dinâmica de movimento da água que, ao ser cortada pelos peixes, gera uma espécie de funil rotatório em torno de um eixo. Os pesquisadores perceberam que, ao formarem grandes cardumes, esses funis poderiam ajudar o coletivo a nadar com menor gasto de energia.

Essa análise recentemente foi estendida às usinas eólicas. A partir dela, criou-se um projeto de agrupamento de pás que, tal como na água, criam um eixo rotatório de vento capaz não apenas de impulsionar o movimento das turbinas, mas também de reduzir o arraste. Com isso, através de uma simples reorganização aerodinâmica obtida da observação biomimética, os cientistas esperam tornar os sistemas atuais ainda mais produtivos.

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Como observado, o funcionamento de algumas estruturas biológicas ou mesmo o comportamento de algumas espécies são capazes de gerar grandes revoluções nos atuais mecanismos de geração, armazenamento e distribuição de energia. Os exemplos citados são apenas uma minúscula parcela do enorme potencial que o estudo biomimético apresenta. As respostas para muitos dos nossos dilemas atuais já foram resolvidas pela Natureza. Cabe a nós apenas exercitar a observação para encontrá-las com mais facilidade e rapidez.

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tendências de IoT

Quais são as tendências para Internet das Coisas até 2023?

Quais são as tendências para Internet das Coisas até 2023?

O "Top Strategic IoT Trends and Technologies Through 2023" da Gartner analisa as principais tendências para a Internet das Coisas (IoT) nos próximos três anos.

O documento, baseado em um estudo global, explicita que as oportunidades para o incremento das novas tecnologias de Internet das Coisas estão em alta e que os executivos que dominarem e souberam aplicar com estratégia essas inovações certamente firmarão sua liderança na esfera digital dos negócios.

Segundo o estudo, nos próximos anos as empresas deverão firmar um número ainda maior de parcerias com fornecedores especializados em IoT. Sobretudo pela necessidade de contarem com expertise comprovada para alavancar os resultados dos investimentos em transformação digital no curto intervalo de tempo.

tendências para a Internet das Coisas (IoT)
Fonte: Gartner

Por sinal, escalar as potencialidades da Internet das Coisas com o máximo de agilidade é ainda mais fundamental tendo-se em vista o crescimento exponencial de terminais esperado até 2023, em um montante até três vezes maior do que o total de dispositivos hoje em operação.

A seguir, destacamos cinco tendências para a Internet das Coisas (IoT) apontadas pela Gartner, que devem garantir novos fluxos de receita e modelos de negócios ainda mais inovadores nos próximos três anos:

Inteligência Artificial (IA)

Até 2021, a Gartner acredita que haverá mais de 25 bilhões de "coisas" conectadas ao redor do mundo. E são elas e o gigantesco volume de dados que produzem os combustíveis que alimentam a Internet das Coisas.

O grande desafio das empresas reside em justamente organizar e dar significado a esses dados, criando informação relevante que leve à melhor tomada de decisão. Com a Inteligência Artificial sendo aplicada a uma variada gama de aplicações de IoT (desde vídeos, atividades de rede até dados de sensores), o modo como os gestores conduzem os negócios está mudando com uma rapidez jamais vista.

Segundo as projeções, esse cenário inédito de grande dinamismo deve seguir em expansão até 2023. Embora complexa, a junção entre IA e IoT é um potente catalisador de resultados que, se aplicado de forma sistemática e estratégica, promete alavancar a escalabilidade dos projetos ainda mais rapidamente.

Hardware e Sistema Operacional mais confiáveis

Não só esta pesquisa, mas diversas outras feitas pela Gartner e outros institutos apontam a Segurança como o tema de maior preocupação técnica das empresas que implantam sistemas operacionais de IoT. O grande fluxo de dados certamente configura um incremento no risco ao roubo de informações.

O problema torna-se ainda mais importante pelo fato de um expressivo número de corporações admitir ainda não ter pleno controle sobre a origem e a natureza dos programas e equipamentos que compõem as soluções de IoT. Por essa razão, é imprescindível unir-se a fornecedores de soluções que coloquem a segurança como um dos pilares de desenvolvimento.

A tendência apontada pelo estudo é de que, até 2023, as implantações sejam marcadas pela combinação de hardwares e softwares. Juntos, eles devem tornar os sistemas de IoT mais confiáveis e seguros.

Governança de IoT

O incremento da estrutura de governança também é uma das mais relevantes tendências para a Internet das Coisas nos próximos anos. Com a rápida expansão das tecnologias, é importante garantir o comportamento apropriado na criação, armazenamento, uso e exclusão de informações captadas pelos sensores de IoT.

A governança abrange desde tarefas técnicas simples, como auditorias e atualizações de firmware, até problemas mais complexos, como o controle de dispositivos e o uso das informações geradas por eles.

Caberá especialmente aos CIOs a tarefa de educar as organizações sobre a importância da governança em IoT e também ampliar o quadro de colaboradores, incluindo especialistas na área.

Expansão dos Sensores

O mercado de sensores de IoT é um dos que mais evoluirá até 2023, segundo estudo da Gartner. Eles permitirão que um número maior de situações e eventos sejam detectados, ao mesmo tempo em que terão o preço cada vez mais acessível.

Segundo outro relatório, o “2019 Manufacturing Trends” da Microsoft, o preço médio dos sensores caiu de US$1.30, em 2004, para US$0.44, em 2018. Até o ano que vem, segundo as projeções, o valor médio deve alcançar US$0.38. Esse decréscimo está diretamente ligado à expansão dos devices IoT ao redor do mundo. A Microsoft acredita que em dois anos eles devem somar 36 bilhões, ou seja, quase 5 vezes a população mundial.

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Ademais, novos algoritmos surgirão para extrair e deduzir ainda mais informações desses sensores. Caberá aos CIOs a importante tarefa de monitorar as transformações, identificando as novidades que melhor poderão se adequar aos novos negócios esperados com o incremento da IoT.

Novas tecnologias de rede sem fio

O ecossistema de Internet das Coisas envolve a orquestração de uma série de requisitos que competem entre si. Entre eles, o custo do ponto final, o consumo de energia, a largura de banda, o custo operacional, a qualidade do serviço, a densidade da conexão e a faixa de frequência.

Até hoje, nenhuma tecnologia de rede conseguiu otimizar todos esses parâmetros de uma só vez. Entretanto, é provável que uma nova configuração viabilize uma gama de opções mais flexível. Entre elas destacam-se a infraestrutura 5G, a próxima geração de satélites de baixa órbita e as redes de retroespalhamento.

Segundo uma recente pesquisa da MarketsandMarkets, o mercado de infraestrutura para a rede 5G valerá quase 3 bilhões de dólares em 2020, podendo alcançar mais de 33 bilhões de dólares, até 2026.

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Nos próximos oito anos, a automação industrial e os eletrônicos de consumo serão os setores que mais absorverão a infraestrutura de tecnologia 5G, alcançando 20,5% e 18,4% do mercado, respectivamente. O setor energético e de Utilities também será bastante impactado. É previsto que ele represente 11,8% do total.

Como se nota, as tendências para a Internet das Coisas nos próximos três anos prometem impor um novo ritmo aos negócios digitais. Mesmo diante de cenários cada vez mais complexos e de um volume de dados jamais visto, a disrupção trazida pela IoT é um potente diferencial competitivo, capaz de alavancar a eficiência dos processos no curto prazo.

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