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Em evento da Nokia sobre 5G, Guilherme Spina fala do mercado brasileiro

A tecnologia 5G pode gerar valor de até 3.3 trilhões de dólares em crescimento econômico e social e incrementar a produtividade em cerca de 9 trilhões de dólares na região da América Latina até 2035. A informação consta em um relatório elaborado pela Nokia que, esta semana, promoveu um evento online ("The rise of digitalization in the Americas") debatendo a evolução da tecnologia no continente americano no cenário pós-covid.

Evento Nokia sobre 5G nas Américas

Grandes lideranças executivas envolvidas com a tecnologia 5G participaram do painel:

  • Debika Bhattacharya, Senior Vice President, 5G & Enterprise Solutions (Verizon Business Group)
  • Don Duval, CEO (Norcat​)
  • ​Fuad Siddiqui, Senior Partner, Bell Labs Consulting (Nokia)
  • Guilherme Spina, CEO (V2COM)
  • Joanne Moretti, Chief Marketing Officer (DecisionLink)
  • Leonardo Capdeville, CTIO (TIM Brasil)
  • Nishant Batra, Chief Strategy and Technology Officer (Nokia)

Entre os aspectos mais importantes da discussão, destacou-se que os setores de mídia online, serviços financeiros e comércio eletrônico avançaram a passos mais rápidos durante a pandemia, justamente por estarem mais consolidados no processo de transformação digital quando comparados a outras indústrias, como mineração, agricultura, transporte e logística.

Por essa razão, esses segmentos, ainda muito centrados em processos físicos, devem acelerar a adoção de um pacote de tecnologias que a Nokia denomina por 5G+, ou seja, a rede de quinta geração acompanhada de Cloud Computing, Inteligência Artificial, Machine Learning, redes privativas, Internet das Coisas e robótica.

Esse novo ecossistema vai ser fundamental para a alavancagem de uma série de novos modelos de negócios, bem como de um novo perfil de indústria, muito mais seguro e eficiente. Com o 5G, a decisão passa a ser tomada em tempo real, salvaguardando uma quantidade imensurável de ativos e recursos ao longo do processo produtivo.

Para Guilherme Spina:

O pacote de tecnologias 5G vai ajudar os gestores a tomarem decisões em tempo mais assertivo. Com as estruturas físicas conectadas, é possível corrigir falhas antes que perdas custosas de fato ocorram.

Spina ainda comentou sobre como anda o progresso de incorporação das tecnologias digitais na região latino-americana, destacando que a participação da indústria no PIB brasileiro hoje está equiparada ao período pós-Segunda Guerra Mundial, atingindo pouco mais de 11%. Os dados mostram que, comparado a décadas passadas, houve um processo de desindustrialização no país (e também na América Latina como um todo).

Mas, com o expressivo número de pessoas na região (cerca de 430 milhões), está claro que a indústria será alavancada novamente. Guilherme traçou um paralelo com o mercado de telefonia celular no Brasil, que começou tímido com as tecnologias analógicas de primeira geração, crescendo substancialmente conforme o lançamento das evoluções subsequentes.

O fenômeno deixa claro que o mercado consumidor do país (tanto B2C quanto B2B) é muito orientado para o  valor da aquisição. Desse modo, processo semelhante acontecerá com a adesão às novas tecnologias 5G+, que certamente contarão com uma penetração muito maior (e mais rápida) do que suas versões anteriores.

No fechamento do painel, Guilherme Spina destacou que, quando falamos em Internet das Coisas, é importante analisar caso a caso. Isso porque o ecossistema de IoT parte de um alicerce comum de tecnologias 4.0, mas com aplicações extremamente especializadas, que necessitam ser atendidas sob demanda.


Global Partnership

Conectividade avançada é tema de nova pesquisa da Deloitte

Recente estudo global publicado pela Deloitte aponta rápido crescimento na adoção de tecnologias de conectividade sem fio pelas empresas. Os dados mostram que a transição para o 5G e Wi-Fi 6 está ainda mais acelerada do que previram os executivos em relatórios liberados no ano passado.

No início de 2020, a consultoria publicou uma pesquisa pela qual as lideranças empresariais baseadas nos Estados Unidos viam no 4G/LTE uma das tecnologias críticas para a expansão dos negócios em curto prazo. O 5G, já então unanimidade como ferramenta revolucionária, seria uma realidade de aplicação prática apenas dentro de alguns anos.

Mas poucos meses depois, um novo estudo da Deloitte revelaria um cenário diferente, em que a rede de quinta geração já é entendida pela maioria dos players como fundamental no curto prazo. Além disso, 80% dos executivos veem as tecnologias avançadas de conectividade sem fio como muito ou criticamente importantes para os negócios - e o mesmo número é esperado nos próximos três anos.

Redes sem fio
Fonte: Deloitte 2021

Essa movimentação acompanha o crescimento no número de dispositivos conectados à rede que, segundo previsões da Cisco, devem somar 29.3 bilhões até 2023. As novas tecnologias oferecem uma possibilidade de desempenho muito mais interessante, como alta velocidade, baixa latência e maior capacidade de armazenamento de dados, algo fundamental para atender realidades cada vez mais tecnológicas.

Fatores para expansão das novas tecnologias de conectividade sem fio

Não apenas a pandemia de COVID-19 é apontada pelo estudo como um dos fatores que aceleraram a transformação digital das empresas nos últimos meses, mas também a demanda crescente por novas maneiras de conferir mais inteligência às máquinas e processos.

As lideranças corporativas consideram as tecnologias wireless avançadas como peças fundamentais em seus esforços de transformação digital. Isso inclui soluções de Big Data, Inteligência Artificial, Internet das Coisas, Cloud e Edge Computing.

Além disso, o incremento na complexidade do ambiente de negócios, com um número crescente de players especializados, torna ainda mais necessárias possibilidades inéditas de conectividade, capazes de orquestrar com eficiência essa nova dinâmica interativa.

Segundo o relatório:

Dois terços dos clientes preferem comprar componentes de melhor qualidade, e muitos procuram ajuda para a integração. Com sete em cada 10 deles indicando estar abertos a novas possibilidades de parcerias, é cada vez mais importante para os fornecedores solidificarem seu papel no mercado.

Conectividade sem fio avançada é uma forma de inovar os negócios

As tecnologias de conectividade avançadas estão sendo incluídas massivamente na estratégia de alavancagem empresarial. Elas oferecem uma série de novas possibilidades para revolucionar as operações e o processo de desenvolvimento de produtos, criar novos modelos de negócios e ainda relacionar-se com a cadeia produtiva.

O estudo da Deloitte aponta que 3 em 5 tomadores de decisão das empresas acreditam que a conectividade wireless avançada é um importante gerador de vantagem competitiva e 80% defendem que ela será crítica para melhorar a interação com o mercado consumidor em até três anos.

Além disso, 56% dos entrevistados afirmam que a infraestrutura atual de conectividade de suas empresas barra progressos mais inovadores e que isso, por si só, já um grande incentivo para a incorporação das tecnologias de última geração. Especificamente no Brasil, a pesquisa revela que o principal motivador para investimentos em conectividade avançada é a redução dos custos.

Deloitte resultado por país 2
Fonte: Deloitte 2021

Um dado relevante mostra que 99% dos entrevistados irão adotar as tecnologias de Internet das Coisas, Inteligência Artificial, Big Data, Cloud e Edge Computing ainda no próximo ano. A elevada porcentagem aponta que as lideranças já não mais entendem cada uma dessas tecnologias de forma isolada e, por conta disso, investir em conectividade tornou-se tão fundamental.

Importância das novas tecnologias Deloitte
Fonte: Deloitte 2021

Conheça o Open Lab WEG/V2COM 5G

As atividades do Open Lab WEG / V2COM acontecem em Jaraguá do Sul (SC), numa das fábricas mais automatizadas e com monitoramento do chão de fábrica do Grupo WEG. O projeto é realizado em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para acelerar o desenvolvimento de soluções economicamente eficazes para a indústria utilizando a tecnologia 5G.

Com base na realização de testes reais, o Open Lab avalia a aplicação de dispositivos e antenas com tecnologia 5G para coletar informações sobre faixas de frequência, período de execução, potência e outros recursos necessários para as aplicações.

“ Estamos disponibilizando nossa equipe de alto nível para a realização dos testes, que tem como foco gerar dados consistentes sobre a viabilidade econômica e ponto de equilíbrio na transição para a tecnologia 5G, além de permitir que a WEG teste e valide o desempenho dos produtos e software nesta nova plataforma de conectividade. Embora o projeto seja realizado em uma área de planta fabril, os benefícios gerados não se limitam ao nível específico da indústria, pois tais aplicações são amplamente utilizadas em diversos ambientes ”, afirma Carlos Bastos Grillo, Diretor de Negócios Digitais da WEG.

Conforme afirma Guilherme Spina, Diretor da V2COM, empresa do Grupo WEG, existe a possibilidade de testar na prática mais de uma rede 5G no mesmo local, inicialmente com uma rede privada via operadora e outra com infraestrutura local. “ Teremos implementações de arquiteturas de rede diferentes, uma convencional e outra virtual. Também testaremos antenas e dispositivos 5G usando ondas milimétricas e também sub 6 GHz. Esses testes fornecerão dados e informações à Anatel para apoiar o processo de definição de requisitos e condições de uso de bandas de freqüência, para a regulamentação e autorização de redes privadas para uso industrial ”, explica Guilherme Spina.


O potencial da IoT na Logística 4.0

O setor de logística tem sido amplamente impactado pelas novas aplicações de Internet das Coisas (IoT). E isso é especialmente importante para o Brasil, onde ainda existem diversos desafios a serem trabalhados em prol da eficiência.

Números levantados pela Cisco e pela grande referência da área, a DHL, comprovam o otimismo em torno do potencial da Internet das Coisas na chamada Logística 4.0. Mostrou-se que, nos próximos dez anos, as novas tecnologias poderão agregar até US$ 1,9 trilhão em investimentos.

Todo esse enorme potencial está diretamente relacionado ao fato de o setor logístico não estar limitado a si mesmo. Muito pelo contrário: ele impacta direta ou indiretamente todos os outros setores da economia. Inclusive, em muitos casos, é ele o fator preponderante para garantir a vantagem competitiva de alguns negócios.

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Seja através da capacidade de impor mais eficiência na gestão da cadeia de suprimentos, controlar melhor os centros de distribuição e até mesmo acompanhar em tempo real suas frotas, as novas tecnologias prometem não apenas o aumento da eficiência logística, mas também uma redução bastante considerável dos custos. Em países como o Brasil, cujas dimensões são continentais, esse impacto é ainda mais importante, dado que grande parte da cadeia de valor das empresas depende da inteligência operacional aplicada no setor.

Logística 4.0: controle de frotas eleva segurança e aumenta eficiência

O monitoramento e o rastreamento das cargas têm contado com uma gama cada vez maior de soluções. E a IoT é certamente um dos grandes expoentes para garantir a eficiência necessária a esses serviços.

Há vários exemplos de aplicabilidade: o controle de rotas — inclusive com sugestão dos melhores caminhos —, o agendamento automático para busca de materiais e até mesmo a verificação do grau de cansaço dos motoristas, seguida por alertas sobre a necessidade de descanso imediato.

O rastreio em tempo real é particularmente útil para artigos de alto valor e mercadorias sensíveis à temperatura. Cada etapa da cadeia de custódia de uma remessa pode ser mapeada e verificada através de sistemas inteligentes de Big Data. Como exemplo, os dispositivos de IoT podem sinalizar quando uma entrega deixa uma zona de temperatura segura, ajudando na conservação das mercadorias e proteção do mercado consumidor.

A tecnologia ainda possibilita elevar os padrões de segurança dos operadores e alertar sobre manutenção preditiva e prazos para o vencimento de licenças específicas. Para essas (e outras funcionalidades) o trabalho dos sensores inteligentes é fundamental. É a partir deles que uma série de dados é levantada, não só em relação aos veículos em específico, mas de forma global, avaliando toda a operação.

Ao serem processados pelas plataformas de IoT, esses dados geram insights em tempo real, que permitem a tomada de decisão mais efetiva, correções menos bruscas e, claro, ganhos em eficiência que implicam em menores custos.

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A Logística 4.0 ganhou também o apoio das etiquetas RFID, e outros leitores de códigos de barras, para simplificar a gestão do estoque e a movimentação de produtos e equipamentos. Grandes empresas, como a Gerdau,  já têm seus sistemas baseados em RFID, e passaram a executar a gestão do estoque com muito mais agilidade e inteligência. Hoje, os motoristas dos caminhões conseguem saber os horários disponíveis para buscar novas mercadorias sem ter que passar por longas filas de espera, por exemplo.

Para tanto, é fundamental articular as soluções com base nas melhores opções de conectividade disponíveis para as diversas realidades logísticas (mar, céu, agricultura, indústrias, cidades). Isso é ainda mais sensível para o monitoramento de frotas nas estradas, um dos segmentos com maior número de projetos na área de IoT, no Brasil. Nessa realidade em particular, a Internet das Coisas tem garantido a segurança dos motoristas, da frota e dos ativos transportados.

Controle de estoque com soluções de IoT

Controle de estoque é uma parte crítica em qualquer operação de Supply Chain, que pode ser diretamente impactada pelas soluções digitais. Sensores avançados conseguem rastrear e analisar automaticamente diferentes posições do inventário e gerenciar em tempo real com 100% de precisão o estoque de mercadorias.

Além de evitarem as tradicionais conferências manuais (e bastante trabalhosas), os sistemas de IoT ainda ajudam a redesenhar novos processos, ao identificarem pontos de estrangulamento na cadeia responsáveis por elevarem custos e atrasarem entregas. A proposição de novas rotas é um mecanismo inteligente e dinâmico, justamente porque os dados podem ser trabalhados minuto a minuto.

Soluções de IoT devem ser versáteis e individualizadas

A Logística 4.0 é extremamente complexa e conta com uma série de processos que podem ser melhorados com o uso da IoT. Para desenvolver soluções que sejam financeiramente viáveis e 100% eficazes, é fundamental que os projetos sejam bastante individualizados e atendam a realidade particular de cada demanda.

Você sabia?
Open Lab WEG/V2COM conta com parcerias de peso para testar o 5G

Em seus quase 20 anos de história, a V2COM firmou-se, nacional e internacionalmente, por sua excelência ao desenvolver projetos com elevada customização, a partir de tecnologias e protocolos exclusivos, desenvolvidos por uma equipe altamente capacitada de engenheiros.

Desse modo, garante a versatilidade dos projetos, sem perder de vista os mais rígidos padrões de segurança e a agilidade na implantação.


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Como as redes privativas podem ser aplicadas na Indústria 4.0?

Relatório da consultoria britânica Rethink Research estima que 11% (1,56 milhão) das estações de quinta geração instaladas no mundo até 2027 serão utilizadas por redes privativas. Atualmente, apenas 1.945 cumprem essa função, num total de 1,18 milhão de antenas 5G já instaladas.

As redes celulares privativas têm expandido sua aplicação em diferentes verticais da economia com projetos de Internet das Coisas. Dedicadas a casos de uso específicos, elas podem ser projetadas e otimizadas de acordo com padrões de área de cobertura, capacidade de rede e volume de dados trafegados.

Além disso, por não ser acessível ao uso público, esse tipo de rede incrementa os requisitos de segurança, além de não ser afetada por alterações repentinas no número de usuários.

No âmbito da Indústria 4.0 —  onde a IoT recebe a denominação IIoT (Industrial Internet of Things) —, as redes privativas 5G têm sido aplicadas para diferentes finalidades, entre as quais destacamos:

  • Escalar aplicações mMTC (Massive Machine Type Communication), em que há a análise de um grande volume de dados oriundos de milhares de dispositivos de fábrica
  • Diminuir a latência de aplicações críticas, que exigem baixíssimo tempo de resposta
  • Gerenciar a movimentação de robôs autônomos dentro e fora da fábrica, onde inclusive pode ocorrer a utilização híbrida de rede celular privada e pública
  • Aumentar a proteção de dispositivos e dados trafegados, inserindo-os nas instalações que abrigam a rede privada

Todas essas possibilidades devem aumentar com bastante velocidade o volume de dados em trânsito nas redes privativas 5G nos próximos anos. Em escala global, a Rethink Research projeta que passaremos do volume atual de 51,1 exabytes ao mês para 77,4 milhões de exabytes, até 2027.

redes privativas 5G
Fonte: Qualcomm

No Brasil, o projeto Open Lab WEG/V2COM analisa, sob os aspectos técnico e econômico, a viabilidade de uso de redes privativas 5G no ambiente industrial. Segundo Guilherme Spina, CEO da V2COM:

Teremos implementações de arquitetura de redes diferentes, uma convencional e outra virtualizada, e também vamos testar antenas e dispositivos 5G por ondas milimétricas, bem como sub 6 GHz. Esses testes fornecerão dados e informações à Anatel para apoiar o processo de definição dos requisitos e condições de uso de faixas de frequência, para a regulação e outorga das redes privadas para uso industrial

Uma das grandes novidades da nova rede 5G está na desagregação de sua infraestrutura (semelhante ao que ocorre no mercado de cloud), o que vai possibilitar uma nova dinâmica de negócios a serem implementados. As indústrias, por exemplo, poderão escolher entre ser dona da infraestrutura, ou usar aquela oferecida por uma operadora.

As redes privativas 5G podem ainda se integrar a redes públicas. Nos cenários híbridos, por exemplo, dispositivos móveis têm a possibilidade de transitar para a rede pública, caso saiam da cobertura da arquitetura privativa. Esse modelo abre porta para um novo padrão de desempenho para as fábricas, com ganhos em eficiência, autonomia e integração da cadeia produtiva.

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    5G

    Fornecedores de IoT garantem ainda mais segurança no 5G

    Segurança da Informação é um desafio global quando falamos em transformação digital. As aplicações devem ser desenvolvidas com o objetivo de reduzir qualquer fragilidade e ponto de invasões, seja no momento da captação dos dados via sensores, seja no processamento e análise.

    Com a chegada do 5G, a questão fica ainda mais sensível, visto que a nova rede fornece um padrão inédito de infraestrutura, capaz de revolucionar as aplicações de Internet das Coisas (IoT) nas mais diferentes verticais, como Indústria 4.0, Cidades Inteligentes, Agricultura 4.0, e muitas outras.

    O 5G é um caminho sem volta, garantia de vantagem competitiva, redução de custos e níveis de eficiência jamais vistos. Ao mesmo tempo, reforça a importância de padrões de segurança ainda mais rigorosos, sobretudo se considerarmos o potencial de escalabilidade que essa nova realidade oferece.

    Segurança no 5G: olhar caso a caso

    Diferente do 4G (e das versões anteriores), cuja arquitetura segue uma abordagem ponto a ponto, a rede 5G tem inspiração nos atuais data centers, com arquitetura baseada em serviços.

    Esse modelo fornece um quadro modular, com a possibilidade de serem utilizados componentes das mais diferentes fontes e fornecedores, ao mesmo tempo.

    Por sinal, essa é uma das razões por não fazer tanto sentido pensarmos em um padrão único de segurança no âmbito do 5G, que seja válido para todo o ecossistema das soluções.

    Leia também:
    Conheça o Open Lab WEG/V2COM 5G

    Isso porque o grande diferencial reside justamente nas particularidades de cada aplicação, nos diferentes níveis de complexidade e arquiteturas envolvidas no projeto. Somente a partir desse entendimento, caso a caso, é que se pode protocolar o melhor esquema de segurança.

    O papel dos fornecedores de IoT na segurança do 5G

    Num ambiente cada vez mais dinâmico, com soluções customizadas e aplicações variadas, os fornecedores de IoT assumem um papel de grande importância no desenvolvimento de projetos seguros abrangidos pelo 5G.

    Além dos rigorosos padrões de segurança já presentes nas redes celular (os mesmos utilizados por bancos em transações eletrônicas extremamente sensíveis a ataques), os fornecedores podem adicionar outras camadas de proteção que mitigam de forma eficaz os riscos de invasões.

    Essas camadas são construídas a partir de um olhar holístico sobre todo o projeto, não focando apenas em um único software ou dispositivo isoladamente. A autenticação de usuários, encriptação de dados e resiliência da rede são alguns dos diversos aspectos que, ao serem considerados em conjunto, elevam a segurança das soluções ofertadas.

    Assim, enquanto as operadoras de telecomunicação trabalham na robustez e segurança da infraestrutura de rede e dos dados móveis, os fornecedores de IoT atuam sobre protocolos específicos para o desempenho seguro dos hardwares, softwares e serviços. Somados os esforços, as soluções usufruem de todo o potencial transformador do 5G, sem exposição às crescentes vulnerabilidades do mundo digital.

    Conera™: a camada adicional de segurança em IoT da V2COM

    O Conera™ é a plataforma da V2COM para aplicações em Internet das Coisas plenamente compatível com o 5G

    Baseada em um conjunto de patentes, a plataforma foi desenvolvida para atender à totalidade dos fatores que impactam diretamente no sucesso das soluções de IoT.

    Ao se comunicar com os sistemas operacionais mais utilizados no Ecossistema de Internet das Coisas, o Conera™ elimina as complexidades das variáveis de Hardware, gestão e comunicação de dados, o que expande suas possibilidades de aplicação, de forma flexível e segura.

    O Conera™ se responsabiliza pelas particularidades de cada meio de comunicação e também por como fazê-las com as propriedades de segurança necessárias. Assim, para as aplicações, basta se preocupar em montar e processar os dados.


    Indústria 4.0

    Indústria 4.0: dados atualizados sobre o cenário brasileiro

    A atual fase de alavancagem por que passa a Indústria 4.0 global está fortemente associada aos conceitos de Internet das Coisas (IoT), Big Data e Inteligência Artificial. Juntas, as tecnologias escalam o potencial produtivo das manufaturas em tempo recorde, criando uma realidade operacional jamais verificada na história.

    Indústria 4.0 - linha do tempo

    Especificamente no Brasil, a Indústria 4.0 tem apresentado importante expansão nos últimos anos. Novas tecnologias remodelaram a dinâmica de trabalho das linhas de operação, com efeito imediato sobre toda a cadeia produtiva. Mesmo assim, ainda nota-se que o grau de maturidade da digitalização produtiva é bastante variável no país, a depender do segmento industrial analisado.

    Panorama geral da Indústria Brasileira

    Um estudo realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontou que dos 24 setores industriais do Brasil, 14 estão atrasados na adoção de tecnologias digitais. Segundo o IBGE, esse grupo é responsável por cerca de 40% de toda produção industrial do país, ou seja, quase metade de tudo o que a indústria brasileira produz ainda não é impactada pelas tecnologias 4.0.

    O Brasil é marcado por um forte desequilíbrio quando analisado o nível de maturidade digital dentro do setor industrial. A indústria farmacêutica, automobilística e de alimentos e bebidas, por exemplo, estão entre as que tem absorvido mais inovação nos últimos anos. A desigualdade também se expande segundo outros critérios, como tamanho da empresa (as menores tendem a ser menos automatizadas) e distribuição regional.

    Mesmo assim, o setor, como um todo, representa 21,4% do PIB do Brasil, responde por 69,2% das exportações de bens e serviços, por 69,2% do investimento empresarial em pesquisa e desenvolvimento e por 33% dos tributos federais (exceto receitas previdenciárias), segundo dados da CNI. Para cada R$ 1,00 produzido na Indústria, são gerados R$ 2,40 na economia como um todo. Nos demais setores, o valor gerado é menor: R$ 1,66 na agricultura e R$ 1,49 no comércio e serviços.

    Portal da Indústria
    Fonte: CNI

    Ainda nesse sentindo, o Índice Global de Inovação de 2020  colocou o Brasil em 62º lugar entre 131 países analisados, subindo 4 posições em relação ao ano anterior. O estudo — publicado anualmente pela Universidade Cornell, pelo INSEAD e pela OMPI — leva em consideração dados como investimento em P&D, níveis de educação, incremento de produtividade e exportação de produtos de alta tecnologia.

    Dentro da região latino-americana, o país ficou na 4ª colocação, atrás do Chile (54º), México (55º) e Costa Rica (56º). Mas, embora a melhora do Brasil em relação a 2019 deva-se à evolução em alguns indicadores que compõem o ranking, é preciso considerar que outros países apresentaram queda no desempenho, dando espaço para uma classificação brasileira mais elevada.

    Um ponto de destaque quando falamos em inovação no Brasil está ligado ao desenvolvimento de patentes. O país ocupa a primeira posição na América Latina e, ao lado de Chile e Uruguai, segue produzindo altos níveis de artigos científicos e técnicos.

    Índice Global de Inovação
    Fonte: Portal da Indústria

    A importância de estatísticas como essas está justamente em comparar o desempenho do Brasil com o restante do mundo e, principalmente, fornecer diretrizes para políticas desenvolvimentistas e áreas que necessitem de maiores investimentos.

    IoT: incorporação gradual com impactos escaláveis

    A incorporação de novas tecnologias no ambiente industrial brasileiro não é um processo simples. Os desafios expandem-se em algumas frentes, como:

    • Limitações orçamentárias
    • Mudança de cultura frente à incorporação de novas tecnologias
    • Incertezas quanto aos impactos causados pela inovação
    • Mão-de-obra pouco qualificada
    • Baixa infraestrutura de conectividade

    Mesmo diante desses desafios, a reestruturação que a Indústria 4.0 demanda atualmente é muito menos radical do em momentos de alavancagem tecnológica por que já passamos.

    Nas décadas anteriores, por exemplo, foi mandatória a substituição física do maquinário legado para a adequada incorporação das novas tecnologias que surgiam. Hoje, ao contrário, a integração entre hardwares e softwares inteligentes permite um elevado grau de adaptabilidade a diversos ambientes, sem a necessidade imediata de substituição do parque industrial.

    Com a expansão da Internet das Coisas (IoT) é possível incorporar sensores e sistemas legados com bastante facilidade, mesmo diante de equipamentos que já estejam em operação.

    Por sinal, a queda no preço dos sensores de IoT, bem como o incremento na oferta de novas tecnologias de rede e conectividade, são dois fatores importantes para explicar o aumento dos projetos de Internet das Coisas entre as manufaturas. Ao buscarem ingressar no universo da Indústria 4.0, essas empresas estão descobrindo possibilidades ilimitadas para elevar a eficiência dos processos produtivos, além de uma formatação inédita ao longo de toda a cadeia de valor na qual estão inseridas.

     

    preço médio dos sensores de IoT
    Fonte: Microsoft

    Mais do que isso, o uso da IoT tem possibilitado até mesmo novos modelos de negócios. Um deles, o Product as a Service (PaaS), permite que as fábricas, no lugar de investirem pesadamente na aquisição de um equipamento caro, possam pagar apenas por um determinado número de vezes em que farão uso dele, algo semelhante a um contrato de leasing.

    Esse formato só é viável graças à aplicação dos sensores de IoT, que conseguem mensurar em tempo real o padrão de uso das máquinas, de tal forma a garantir a precificação exata. Essa nova dinâmica também tem sido cada vez mais empregada com os robôs, dando origem a expressão “Robotics as a Service” – RaaS.

    A comunicação entre fabricantes e fornecedores também está sendo incrementada com as novas tecnologias. Ao otimizar máquinas inteligentes com o uso de sensores de IoT, as manufaturas estão experimentando uma dinâmica de manutenção preditiva jamais vista.

    Leia também:
    Como a IoT pode ajudar na Eficiência Energética?

    Os fornecedores de peças de reposição podem acompanhar em tempo real o desempenho das máquinas e obter relatórios inteligentes de performance, que indicam o momento certo para que os ajustes sejam feitos antes de qualquer dano.


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