Edge Processing e Cérebro Humano

Edge Processing e a evolução do cérebro humano: eficiência sem limites

A Natureza está repleta de mecanismos evolutivos inteligentes que têm sido fonte de inspiração para o desenvolvimento de uma série de novas tecnologias. Certamente, um dos exemplos de maior sucesso é o sistema nervoso humano o qual, ao longo dos milênios, conseguiu se desenvolver e sobreviver mesmo diante dos inúmeros obstáculos que se impuseram aos Homo sapiens.

A plasticidade cerebral do homem e sua capacidade inigualável de desenvolver sinapses neurais com baixo gasto energético são importantes fontes de inspiração para a ciência, em busca do contínuo processo de inovação.

Hoje, os sistemas de informação estão cada vez mais complexos e distribuídos (edge processing) e, por conta disso, demandam uma quantidade crescente de energia. E, nesse sentido, entender a evolução do sistema nervoso humano, mesmo diante de recursos escassos, é fundamental para consolidar uma nova geração de tecnologias que vem tomando conta do mundo.

Edge Processing: desafio para sistemas de IoT em ambientes remotos

O processamento de borda (edge processing) é fundamental quando pensamos na aplicação de Internet das Coisas (IoT), sobretudo em ambientes remotos, com carência de infraestrutura e conectividade.

Pelo mecanismo do edge processing, todo o processamento de dados acontece na borda, isto é, dentro dos dispositivos espalhados em campo. Essa descentralização permite resolver uma série de desafios, como a latência ou a banda, por exemplo. A primeira, em especial, é fundamental para garantir as aplicações de Internet das Coisas (IoT), sobretudo as de operação crítica, que demandam resposta quase instantânea.

Com a tecnologia de borda, as operações vencem o longo caminho entre o processamento de dados e o usuário, diminuindo custos importantes de implantação, além de facilitar as rotinas de manutenção e atualização que, muitas vezes, dão-se de forma 100% remota.

Veja também:
Como superar o dilema escalabilidade X consumo de energia?

Mas quando o processamento de borda está longe das fontes de energia que o mantêm atuante, qualquer eventual intercorrência que afete o fornecimento pode gerar grandes problemas para toda a operação. E é justamente por esse motivo que os sistemas inteligentes precisam estar baseados na autossuficiência.

Em razão disso, é crescente a busca pelo desenvolvimento de mecanismos autorreguláveis e de baixo consumo energético capazes de levar a Internet das Coisas para lugares cada vez mais distantes.

Cérebro humano: um exemplo evolutivo de eficiência energética

O sistema nervoso humano por inteiro evoluiu, fisiológica e anatomicamente, com vistas a manter um alto desempenho e transferir as informações processadas, sempre com o mínimo de energia dispendida. Para tanto, utiliza mecanismos de codificação e decodificação extremamente complexos, canais iônicos distribuídos e receptores diversos, em uma arquitetura semelhante a fios e nós interconectados.

Dentro desse sistema, o cérebro humano é um dos principais atores, capaz de desempenhar uma série de funções ao mesmo tempo e processar informações com altíssima velocidade, de tal forma que garante a tomada de decisão com lapso temporal na grandeza de milissegundos.

Fonte: Fonseca, 2014

Com base em um mecanismo de Estímulo – Processamento – Resposta, o órgão realiza diariamente uma espécie de “limpeza de dados”, arquivando em diferentes blocos aqueles de uso constante e aqueles que podem ser deixadas de lado, sem processamento frequente. Por sinal, essa é uma das características que mais se aproximam do mecanismo chamado Fog Computing.

O cérebro humano é ainda um caso de sucesso máximo quando pensamos em eficiência energética. O órgão é capaz de se manter atuante em tempo integral, com o consumo de apenas 20 watts de energia, segundo apontam pesquisas. Esse montante, responsável por coordenar todas as atividades de nosso dia a dia, é o equivalente ao utilizado no funcionamento de uma pequena lâmpada, como aquelas presentes na parte interna dos refrigeradores.

Com todas essas características, a capacidade de raciocínio lógico dos seres humanos e sobretudo a inigualável facilidade de aprendizado chegaram a um grau bastante avançado de performance, o que garantiu nosso sucesso ao longo do processo evolutivo.

Não à toa, engenheiros especializados em sistemas inteligentes de alta performance, como os de Internet das Coisas (IoT), têm se debruçado nessa sistemática evolutiva para garantir o desenvolvimento de tecnologias ainda mais eficientes.

Conera™: processamento inteligente com baixo consumo de dados

Conera™ é o exclusivo middleware V2COM desenvolvido para aplicações em Internet das Coisas. Baseado em um conjunto de patentes, o pacote de software foi desenvolvido para atender à totalidade dos fatores que impactam diretamente o sucesso das soluções de IoT.

 

Middleware de IoT Conera™ edge processing

Ao se comunicar com os sistemas operacionais mais utilizados no Ecossistema de Internet das Coisas, o Conera™ elimina as complexidades das variáveis de Hardware, gestão e comunicação, o que expande suas possibilidades de aplicação, de forma flexível e segura, além de garantir muito mais eficiência e uso otimizado do pacote de dados.

Quero saber mais sobre o Conera™

 


Benefícios da IoT

Como superar o dilema escalabilidade X consumo de energia?

Um dos maiores benefícios da IoT é sua capacidade de alcançar lugares cada vez mais remotos via dispositivos inteligentes e edge computing. Por outro lado, a dificuldade de acessar esses locais e cumprir a rotina de manutenção pressupõe superar o desafio de garantir o fornecimento de energia constante para os dispositivos.

Substituir baterias de milhares de devices é uma tarefa bastante custosa, que pode inclusive inviabilizar muitos projetos de Internet das Coisas. A situação torna-se ainda mais crítica quando falamos de aplicações em locais de difícil acesso, como alguns cenários rurais, plataformas petrolíferas e fazendas eólicas.

Atualmente, já estão disponíveis no mercado diversas tecnologias que buscam elevar a autonomia dos sistemas de IoT. Entretanto, com a ascensão exponencial do número de dispositivos, o gerenciamento e o fornecimento de energia ainda representam um grande desafio a ser superado.

Internet das Coisas: maior ou menor consumo de energia?

Uma das mais importantes finalidades da Internet das Coisas é elevar a eficiência energética de equipamentos e processos industriais através do monitoramento inteligente, diminuindo os custos de operação e a pegada ambiental. Por outro lado, o crescente número de dispositivos projetado para os próximos anos (mais de 50 bilhões nos próximos anos, segundo o Grupo de Internet das Coisas da Cisco) representa uma elevação importante no consumo de energia.

Segundo um estudo comandado por Anders S.G. Andrae, da Huawei, se não houver avanços significativos em eficiência energética, as indústrias de Tecnologia da Informação & Comunicação (TIC) poderiam consumir 20% de toda a eletricidade do mundo, até 2025, e serem responsáveis por até 5,5% das emissões de carbono.

benefícios da IoT
Fonte: "Total Consumer Power Consumption Forecast", Anders S.G. Andrae

Para superar essa aparente trade-off entre o aumento no número de dispositivos de IoT e a necessidade (social e ambiental) de diminuir o consumo de energia, as Smart Grids, por exemplo, já são capazes de gerenciar sistemas de geração e distribuição bastante inteligentes. Elas contam com tecnologias de balanceamento e queda de tensão, corte de picos e armazenamento de energia, que ajudam a equilibrar a intermitência da geração renovável com as demandas que os consumidores colocam sobre as redes.

Design Inteligente de Hardware: garantia de menor consumo de energia

A dissipação de energia durante o trabalho dos microprocessadores dos dispositivos de IoT é um outro fator que diretamente impacta a eficiência energética.

Por essa razão, o design de hardware está diretamente ligado à capacidade de ampliar os benefícios da Internet das Coisas, sobretudo no que se refere ao desafio de implementar um sistema integrado com um maior número de transistores, sem perder de vista a relação sustentável do consumo de energia.

Veja também:
Empresas investem cada vez mais em IoT e Edge Computing

O crescimento na quantidade de transistores está diretamente ligado à expansão dos dispositivos conectados de IoT, e seu custo de fabricação é cada vez menor. A The Economist apresentou uma comparação pela qual seria possível produzir até 125.000 transistores com o preço de um único grão de arroz. Se atualizarmos essa proporção a valor presente, certamente o número será ainda mais impressionante.

Vendas de transistores (escala mundial)

transistores
Fonte: Statista 2021

Em razão dessa elevada demanda e do baixo custo de produção, a necessidade de otimizar a quantidade de transistores incorporados a um projeto de IoT não era considerada um grande problema. Entretanto, o crescimento exponencial dos dispositivos nos últimos anos fez com que o consumo de energia dos sistemas passasse a ser considerado com muito mais atenção. Por sinal, quanto maior o consumo, menor tende a ser a vida útil das soluções.

Como consequência, o planejamento dos projetos de Internet das Coisas atuais atenta-se fortemente aos fatores que podem elevar a dissipação de energia. O design de hardware e o número de transistores incorporados aos sistemas são apenas um dos aspectos analisados para otimizar a performance global dos sistemas.

Sistemas de IoT autossuficientes: uma realidade cada vez mais próxima

Um sistema de IoT ideal é aquele capaz de manter a própria autonomia energética. Embora ainda não seja uma realidade prática no mercado, estamos cada vez mais próximos de atingir esse cenário, haja vista uma série de inovações que estão surgindo nos últimos anos.

Segundo Andy Stanford-Clark, CTO da IBM na Irlanda e Reino Unido, devemos esperar cada vez mais dispositivos que consigam se alimentar com a energia do ambiente, tal como ondas de rádio, vibrações de máquinas, veículos, calor e energia solar.

Espera-se com isso que a demanda de energia para manter os dispositivos funcionando caia ao longo do tempo e a troca de baterias seja cada vez mais espaçada (hoje já são comuns baterias com duração superior a 10 anos).

Além disso, a expansão no uso de sistemas de comunicação de baixa potência, como redes celular LTE NB-IoT e Cat-M também têm contribuído para desafogar o consumo de energia sem comprometer a performance.

Veja também:
Eficiência Energética 4.0 garante uma indústria mais produtiva e sustentável

A implantação de dispositivos inteligentes é outro fator que está diretamente ligado ao aumento de performance operacional. São inúmeros os casos práticos que comprovam sua capacidade de reduzir o desperdício de energia, sobretudo em ambientes industriais, através da otimização de processos.

Esses equipamentos podem ser acoplados a ativos de chão de fábrica, por exemplo, e permitem que a empresa colete dados em tempo real, interconectando toda a cadeia produtiva a sistemas inteligentes de IoT. Com isso, cria-se uma imagem tridimensional da instalação operacional, tornando muito mais fácil o controle de atividades e a correção de desvios.

Os dispositivos inteligentes, via sensores incorporados, estão diretamente ligados à maximização dos benefícios da Internet das Coisas. Eles monitoram uma variedade de funções, como o uso de iluminação, temperatura, umidade e níveis de atividade das máquinas. Quando integrados a um sistema finamente desenhado para otimizar a eficiência energética, eles potencializam resultados não apenas em termos de redução de custos, mas também de geração de receita e, claro, sustentabilidade.

Acompanhe nosso conteúdo!

 

 

 


Iot e Edge Computing

Empresas investem cada vez mais em IoT e Edge Computing

Os investimentos em Internet das Coisas (IoT) e Edge Computing seguem em ritmo acelerado. Mais do que nunca, as empresas têm buscado soluções inovadoras para digitalizar e integrar processos, visando não apenas ao aumento de eficiência operacional, mas também à oferta de uma melhor experiência aos clientes.

Especialmente no que se refere aos serviços gerenciados de Edge Computing, uma recente pesquisa divulgada pela International Data Corporation (IDC) mostra que o crescimento desse mercado na última década deve dar um salto ainda mais importante nos próximos cinco anos.

Segundo o estudo, os serviços gerenciados de borda vão alcançar US$ 445.3 milhões até o final deste ano (um aumento de 43.5% em relação a 2020), com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 55.1%. Essa aceleração está diretamente ligada ao maior número de dispositivos remotos em campo, que passaram a demandar mais velocidade e capacidade de processamento de dados, com baixíssimo tempo de resposta (latência).

A pesquisa ainda mostra que os serviços de edge on-premise apresentarão um crescimento ainda mais acelerado, com CAGR de 74.5%, seguidos pelos fornecedores de serviços de borda, com 59.2%.

Mercado consolida visão estratégica sobre IoT e Edge Computing

Na mesma direção da IDC, a "IoT and Edge Commercial Adoption Survey - 2021" da Eclipse Foundation também revela o grande empenho do mercado em efetivar novos investimentos em tecnologias digitais. Para a pesquisa, foram entrevistados mais de 300 profissionais da área de IoT e computação de borda de diferentes indústrias.

O estudo revelou que 47% das empresas aplicam a Internet das Coisas em seus negócios, enquanto outras 39% planejam investimentos na área dentro de dois anos. Com relação à tecnologia de edge computing, 54% já utilizam (ou esperam utilizar) a tecnologia até o final de 2021 e outras 30% planejam a adoção em até dois anos.

Para as companhias está cada vez mais claro o papel estratégico que a IoT e a computação de borda desempenham nos negócios. Hoje, ao menos 35% dos investimentos nessas tecnologias são conduzidos pelo nível executivo da empresa (um crescimento de quase 100% em relação aos dados obtidos no estudo de 2019).

Quanto aos investimentos, 30% dos entrevistados revelam aplicar entre 100 mil a 1 milhão de dólares nas iniciativas de digitalização, enquanto 16% devem investir mais que US$ 1 milhão.

Já em relação à estratégia multi-cloud, 44% dos participantes afirmam utilizar arquitetura híbrida de nuvem em suas aplicações de IoT, o que representa um crescimento de 200% em relação à pesquisa de 2019. Esse formato heterogêneo e flexível reduz o risco de aprisionamento tecnológico, fornecendo oportunidades de migração, além de fomentar agilidade e escalabilidade.

Leia também:
Como funcionam os sensores inteligentes em soluções de IoT?

Essas características são especialmente importantes para o dinamismo do ecossistema de Internet das Coisas (IoT) que, além de lidar com o armazenamento e processamento de um grande volume de dados, ainda manifesta requisitos bastante rígidos de segurança, análise e controle


Assine nosso Conteúdo

 


Sensores de IoT

Como funcionam os sensores inteligentes em soluções de IoT?

Como funcionam os sensores inteligentes em soluções de IoT?

O uso de sensores inteligentes é uma prática comum nas indústrias e empresas há bastante tempo. Entretanto, com o advento da Internet das Coisas, o papel que eles desempenham nos projetos alcançou um novo patamar.

Pode-se dizer que os sensores representam o início da cadeia de coleta de dados que, ao serem processados pelas plataformas de IoT, geram insights essenciais para a tomada de decisão de forma assertiva e até mesmo para o desenvolvimento de novas frentes de negócio.

Em geral, um sensor inteligente tem três componentes principais: um sensor que captura os dados do ambiente ou equipamento; um microprocessador, que calcula a saída do sensor via programação; e recursos de comunicação que informam à saída do microprocessador a ação a ser tomada.

Um sensor inteligente pode ser composto por vários outros sensores, bem como transdutores, transceptores, amplificadores, filtros analógicos e fonte de alimentação, entre outros componentes.

Para ser mais eficaz, os sensores de IoT devem incluir padrão de comunicação wireless, além de serem suficientemente robustos para computar os dados de forma remota, e programáveis para acomodar novos recursos conforme necessário.

Sensores Inteligentes para IoT

O aumento da visibilidade que os sensores inteligentes de IoT oferecem aos fluxos de trabalho e processos existentes permite que as empresas vejam onde estão as "coisas" graças aos dados em tempo real. E conforme os dados começam a ser extraídos, os tomadores de decisão passam a ter a capacidade de prever o que virá a seguir (análise preditiva).

Nas manufaturas, por exemplo, isso é essencial para garantir o desempenho máximo das linhas de produção. Os sensores inteligentes podem coletar dados históricos das máquinas e construir modelos para prever quando os componentes do equipamento podem falhar, antecipando-se a paradas indevidas.

Entre os principais sensores que podem compor as soluções de IoT, destacamos a seguir quatro deles.

Sensores inteligentes de detecção de movimento

São dispositivos eletrônicos usados para detectar o movimento físico de objetos e pessoas em uma determinada área, transformando-o em um sinal elétrico.

A detecção de movimento desempenha um papel importante no setor de segurança. Esses sensores têm sido usados em soluções voltadas ao combate a furtos de energia elétrica, por exemplo, detectando e disparando alarmes que avisam o controle central sobre uma possível invasão. Também são bastante eficientes contra tentativas de furto de tanques de armazenagem (como os presentes em plantas de gás) e até mesmo para evitar roubo de gado, um problema extremamente danoso para a agropecuária brasileira.

Entre os principais tipos de sensores de movimento estão:

  • Infravermelho Passivo (PIR): muito usado para segurança doméstica, ele detecta o calor do corpo (energia infravermelha);
  • Ultrassônico: envia pulsos de ondas ultrassônicas e mede o reflexo de um objeto em movimento, rastreando a velocidade das ondas sonoras.
  • Microondas: envia pulsos de ondas de rádio e mede o reflexo de um objeto em movimento. Eles cobrem uma área maior que os sensores infravermelhos e ultrassônicos, mas são vulneráveis ​​à interferência elétrica.

Sensor de proximidade

Trata-se de um dispositivo que detecta a presença ou ausência de um objeto próximo e o converte em sinal que pode ser facilmente lido pelo usuário ou por um simples instrumento eletrônico.

Os sensores de proximidade são amplamente usados ​​no setor de varejo, pois detectam movimento e a correlação entre o cliente e o produto em que podem estar interessados. Com isso, um usuário é imediatamente notificado sobre descontos e ofertas especiais dos produtos que estejam nas proximidades.

Eles também são usados ​​para disponibilidade de estacionamento em locais como shoppings, estádios e aeroportos, o que compõe uma pequena parcela do grande poder transformador que as Smart Cities representarão num futuro não tão distante.

Entre as principais categorias de sensores de proximidade temos:

  • Sensores Indutivos: usados ​​para detecção sem contato para descobrir a presença de objetos metálicos através de um campo eletromagnético ou um feixe de radiação eletromagnética;
  • Sensores Capacitivos: usados para detectar tanto alvos metálicos quanto não metálicos. São normalmente aplicados em soluções de alta complexidade;
  • Sensores Fotoelétricos: compostos por partes sensíveis à luz responsáveis por detectar a presença ou a ausência de um objeto. É uma alternativa ideal para os sensores indutivos. Podem também ser usados para detecção de longa distância;
  • Sensores Ultrassônicos: usados ​​para detectar a presença ou medir a distância de alvos, de forma semelhante ao radar ou ao sonar. São especialmente usados em condições adversas.

Sensor de gás

Os sensores de gás são usados ​​especificamente para monitorar mudanças na qualidade do ar e detectar a presença de vários gases. Assim como os sensores químicos, eles estão presentes ​​em inúmeras indústrias para detectar a presença de gases tóxicos ou combustíveis, bem como gases de minas de carvão, da indústria petroquímica e de alguns tipos de manufatura, como a de borracha, tintas, plástico e farmacêutica.

Entre os sensores de gases mais comuns destacam-se: sensor de dióxido de carbono, gás metano, monóxido de carbono, óxido de nitrogênio, oxigênio e ozônio.

Sensores de nível

São os sensores usados para determinar o nível ou a quantidade de fluidos, líquidos ou outras substâncias que fluem em um sistema aberto ou fechado.

Eles estão presentes em uma ampla variedade de indústrias e são especialmente conhecidos por medir os níveis de combustível. Em alguns cenários de agronegócio são importantes para mensurar o tempo de funcionamento de tratores e outras máquinas agrícolas, avisando no momento certo quando precisam ser reabastecidos. Isso, claro, garante que os processos de trabalho sejam sempre contínuos, evitando paradas desnecessárias.

Na indústria de reciclagem, assim como na indústria de suco e álcool, os sensores de nível são utilizados para auferir  a quantidade de componentes líquidos em estoque. Eles ainda são aplicados na medição de combustível e outros líquidos em contêineres abertos ou fechados, monitoramento de marés e reservatórios de água.

Leia também:
Como funciona a metodologia de PoV V2COM?

Através deles é possível obter dados que, postos em análise por softwares inteligentes, permitem uma elevada assertividade na tomada de decisão de gestores que podem, por exemplo, dar comandos para elevar a fabricação de um ativo ou auferir com alta precisão quanto de determinado líquido está pronto para distribuição.


Assine nosso conteúdo

 

 

 


5G

Edital do Leilão 5G deve ser publicado às 14 de hoje pela Anatel

A publicação do texto completo do edital do leilão do 5G deve sair logo mais, às 14 horas de hoje (27/09), na página oficial da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). 

Na última sexta-feira (24), o Conselho Diretor da agência aprovou a versão final do edital e marcou o leilão das faixas de frequência para 4 de novembro. A previsão é que o 5G comece a ser ofertado até julho de 2022, inicialmente nas capitais dos estados.

O cronograma segue com as cidades com mais de 500 mil habitantes (até julho de 2025); mais de 200 mil habitantes (até julho de 2026); mais de 100 mil habitantes (até julho de 2027), e nas cidades com mais de 30 mil habitantes (até julho de 2028).

Veja também:
Robô autônomo caminha em evento sobre 5G. Confira destaques

O leilão, de caráter não arrecadatório, deve movimentar mais de R$ 49,7 bilhões, valor 13% maior em relação ao total estimado na minuta do edital finalizada pela Anatel em fevereiro. Desse montante, cerca de 21% serão direcionados para pagamento das outorgas (direito de exploração comercial da rede). Os outros R$ 39,1 bilhões terão de ser investidos pelas empresas vencedoras para cumprir contrapartidas previstas no edital, até 2029.

O certame é considerado pela Anatel o maior de radiofrequência da história do país e vai atrair mais de R$ 160 bilhões em investimentos de rede nas próximas duas décadas. Na licitação, serão ofertadas quatro faixas de radiofrequências: 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz.

Maiores Leilões do Brasil

leilao 5G

A Anatel dividiu as frequências em lotes nacionais e regionais e irá autorizar o uso das faixas, mediante cumprimento de determinadas obrigações, que incluem os investimentos em infraestrutura para ampliação da cobertura de sinal no país.


future proof

Back to Basics: como construir soluções future-proof?

As tecnologias wireless seguem em constante evolução. Ano após ano, as evoluções em conectividade estão acelerando o processo de transformação digital das empresas, impondo uma nova dinâmica de possibilidades que parece não ter limites. Garantir que as soluções incorporadas aos negócios sejam future-proof, ou seja, compatíveis com esse ritmo acelerado de inovações, é fundamental para manter a competitividade no mercado.

Atualmente, estão espalhados mundo afora uma enorme quantidade de dispositivos de IoT ainda baseados em 2G e 3G. Com a expansão do 4G (LTE) e das tecnologias LPWA (Low Power Wide Area) específicas para aplicações de Internet das Coisas (NB-IoT e Cat-M), e sobretudo com o desenvolvimento do 5G nesta próxima década, fica evidente que a iniciativa de migração para os padrões de conectividade mais atuais deve compor as prioridades de planejamento das empresas.

Nesse sentido, é importante haver um entendimento sólido sobre:

  • a forma como os dispositivos 2G e 3G em campo serão impactados nestes próximos anos
  • a capacidade de se compatibilizarem (ou não) às novas redes
  • os requisitos de negócios e tecnológicos demandados pelos atuais (e novos) cases de uso
  • a intensidade com que as inovações em conectividade podem impactar os resultados esperados

Esse mapeamento é de suma importância para garantir que o progresso tecnológico seja efetivado nas empresas ao longo desses próximos anos. É a partir dessa compreensão que os negócios conseguirão acompanhar a inovação, sem risco de ficarem para trás.

Basicamente, podemos dizer que soluções future-proof atendem a três requisitos gerais:

  • Escalabilidade

O número de dispositivos de IoT segue aumentando em ritmo acelerado. São bilhões de equipamentos em campo, trocando dados em tempo real. Redes de conectividade que garantem escalabilidade são fundamentais para empresas que queiram se preparar para o futuro.

  • Flexibilidade

Redes flexíveis são aquelas que não apenas fazem uso das frequências atuais, mas também sejam capazes de se adaptar a novas bandas que surgirão no futuro.

  • Atualizações remotas

Esse é um aspecto central para qualquer solução future proof. Dispositivos capazes de serem atualizados com rapidez e facilidade são mais seguros, escaláveis e econômicos.

Quais as vantagens das soluções future-proof?

Tudo parte da gestão de ciclo de vida dos dispositivos, o que inclui updates remotos de software e a instalação do FOTA (Firmware Over-the-Air) incremental, capaz de acompanhar as tecnologias de conectividade em constante evolução, como as redes celular.

O FOTA garante que os dispositivos em campo estejam sempre atualizados, sem a necessidade de deslocamento de equipes técnicas, o que garante não apenas maior tempo de uso dos equipamentos, mas também incrementos importantes em segurança e redução de custos.

Com updates remotos é também muito mais simples expandir as soluções para áreas de difícil acesso ou de risco para os trabalhadores. A expectativa é que esses lugares só sejam acessados quando de fato for necessária a substituição de um dispositivo, o que hoje pode acontecer com um intervalo de 10 anos, haja vista as baterias de alta duração.

Essa dinâmica é também de grande importância para as rotinas de manutenção dos dispositivos, já que a gestão à distância dos equipamentos pode ser via um acesso temporário apenas para as correções devidas, com a posterior renovação automática das credenciais de acesso.

Veja também:
Back to Basics: conectividade e segurança no 5G

Além disso, soluções future-proof garantem que alterações na nuvem de IoT sejam feitas com muito mais facilidade e segurança. Isso é especialmente importante para aumentar a flexibilidade das soluções e o poder de escolha das empresas que, por diferentes razões, podem optar por alterar os serviços de cloud ao longo do tempo, ou combinar vários deles (estratégia multicloud). Tudo isso se dá via plataforma, com operações de integração dos dispositivos à nova nuvem de forma 100% remota.

Por fim, especificamente no que tange a segurança, é importante que os equipamentos em campo possam ter suas credenciais de acesso atualizadas regularmente, assegurando um ecossistema mais estável e confiável. Para tanto, é necessário garantir que qualquer reação diante da hipótese de alguma violação seja muito rápida. E, mais uma vez, o acesso remoto aos dispositivos é a garantia desse mecanismo.