Irrigação inteligente: mercado bilionário impulsionado pela IoT

Irrigação inteligente: mercado bilionário impulsionado pela IoT

O mercado de irrigação inteligente foi avaliado em US $ 0,83 bilhão, em 2018, e deve chegar a US $ 1,76 bilhão até 2023, a um CAGR de 16,30%, de acordo com a empresa de pesquisa MarketsandMarkets.

Os principais fatores que contribuem para o crescimento do mercado de irrigação inteligente incluem iniciativas tomadas por vários governos para promover o uso racional de água, a adoção de novas tecnologias para controle de irrigação e a necessidade de aumentar a produtividade e os lucros agrícolas.

IoT no campo viabiliza esse mercado bilionário

Sistemas avançados de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) para tomada de decisão, juntamente com dados em tempo real, podem fornecer informações abrangendo todos os aspectos da agricultura com profundidade de detalhes, o que, até pouco tempo atrás, não era possível. Com a ajuda de sensores inteligentes, os agricultores podem garantir o fornecimento da quantidade mais adequada de água à lavoura no momento certo, evitando tanto a escassez quanto o desperdício.

A irrigação inteligente compreende dispositivos de hardware especializados, software e serviços ​​para obtenção de dados em tempo real. A combinação das tecnologias de Internet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial (AI), como Machine Learning, visão computacional e análise preditiva, permite que os agricultores analisem grande volume de dados, como os relacionados a condições climáticas, temperatura, umidade do solo, entre muitos outros.

Leia também:
O que falta para a agricultura deslanchar? 

A pesquisa ainda aponta que o continente americano é protagonista em em irrigação inteligente. Em 2018, conquistou quase 50% do mercado global, com destaque para os Estados Unidos e Canadá. Até 2023, a região deve manter essa importante fatia de mercado.

Entre os maiores desafios para acelerar ainda mais a expansão desse mercado está a dificuldade de implementação das tecnologias inteligentes de irrigação em terras fragmentadas e a carência de conscientização generalizada entre os agricultores para esse tipo de demanda.

Quer saber mais detalhes das soluções V2COM para Smart Farms?
Preencha o formulário abaixo:

 


A próxima Revolução Industrial virá da Biotransformação

A próxima Revolução Industrial virá da Biotransformação

Sob o tema "Nature-Inspired Technology and the Future of Manufacturing", a segunda edição do Global Manufacturing and Industrialization Summit (GMIS) reuniu, na semana passada, líderes globais de vários países, industriais e membros da academia em Yekaterinburg, na Rússia, para debaterem os próximos passos da Quarta Revolução Industrial. O evento é uma iniciativa do Ministério de Energia e Indústria dos Emirados Árabes Unidos e da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), da qual o Brasil é membro desde 1985.

Entre os principais temas abordados, o GMIS 2019 destacou algumas das maiores inovações em Biomimética e o modo como as manufaturas podem se inspirar em sistemas da Natureza para resolver problemas humanos complexos. A iniciativa vai ao encontro da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e fomentou uma série de debates sobre economia circular, segurança alimentar, cidades futuras, segurança cibernética, evolução da impressão 3D, futuro do trabalho, entre outros aspectos fundamentais para o desenvolvimento industrial das próximas décadas.

Créditos: wam.ae

Entre os participantes de maior destaque esteve o presidente da Rússia Vladimir Putin que ressaltou a necessidade de as indústrias serem menos focadas no uso intensivo de recursos naturais e mais eco-friendly:

Estou convencido de que garantir ar limpo, água, comida, qualidade e expectativa de vida para bilhões de pessoas exige tecnologias e dispositivos técnicos drasticamente novos, que consomem menos recursos e sejam muito mais ecológicos. Essas soluções de engenharia científica, que são extremamente eficientes, nos permitirão encontrar um equilíbrio adequado entre as esferas bio e techno. Isso inclui as chamadas tecnologias inspiradas na natureza. Elas imitam processos e sistemas naturais. Elas seguem as leis da natureza.

Em colaboração com o Instituto Kurchatov, a Fundação Skolkovo e o Ministério da Indústria e Comércio da Rússia, o GMIS 2019 também anunciou sua segunda iniciativa para impulsionar a pesquisa e a implantação de tecnologias inovadoras, que levem à transformação tangível das indústrias. Com abrangência global, esse movimento visa ajudar as manufaturas a se transformarem sem agravar os desafios ecológicos, como o esgotamento de recursos e as mudanças climáticas. A iniciativa contará com trabalhos de pesquisa através de uma rede acadêmica, com foco em Biomimética e tecnologias industriais sustentáveis ​​inspiradas na natureza.

O Processo de Biotransformação das empresas

Um recente estudo científico conduzido em empresas alemãs demonstrou como funciona o processo de Biotransformação das empresas. Os resultados foram apresentados em um workshop da ManuFUTURE , em Bruxelas, pelos professores  Bauernhansl e pelo doutor Wolperdinger.

Segundo os achados, a Biotransformação segue três estágios: a bioinspiração, a biointegração e a biointeligência.

  • Os chamados produtos bioinspirados ocupam a fase inicial da Biotransformação. Eles já são amplamente encontrados nos mais diversos setores da economia, sobretudo nas indústrias. Tomam forma como braços e garras robóticos, por exemplo, que lembram a tromba de elefantes ou câmeras de vigilância inspiradas na visão dos insetos. A bioinspiração é também comumente chamada de biônica e, basicamente, busca nas estruturas vivas a inspiração para o desenvolvimento de aplicações industriais e científicas.
  • No segundo momento, o que funcionava apenas como inspiração começa a integrar o processo de inovação propriamente dito. Os produtos passam a conter em sua formulação ou em seu design o aspecto biológico inicialmente analisado. Como exemplo, podemos destacar os materiais de autocura, hoje presentes em alguns tratamentos utilizados pela Medicina.
  • "Enxame de Drones" - inteligência biointegrada

    Por fim, como fase final do processo de Biotransformação, alcança-se a inteligência. É nesse momento que ocorre, de fato, a fusão entre a Biologia, a Tecnologia da Informação e a Engenharia. Essa etapa ainda não está amplamente difundida na indústria, mas os primeiros sinais podem ser vistos em sistemas computacionais biomiméticos que utilizam a sinapse nervosa humana como referencial de processamento ou em tecnologias de Machine Learning e Sistemas Autônomos Cooperativos (também conhecidos por robótica de enxame).

Como se nota, seja na Rússia, na Bélgica ou no Brasil, os debates sobre as novas tecnologias bio-inspiradas, cada vez mais, tomam conta do cenário manufatureiro global. Através delas será possível conciliar as metas de sustentabilidade propostas por acordos internacionais, como o Acordo de Paris, e, ao mesmo tempo, fomentar o crescimento das economias e a geração de empregos.

Leia também:
Tecnologia Inspirada na Natureza contra o Desperdício de Água

Nessa tarefa, a Biomimética impõe-se como uma ciência fundamental para efetivar o processo de Biotransformação dos processos produtivos, inserindo-os no conceito de economia circular em que a salvaguarda de recursos naturais e o reaproveitamento de resíduos biológicos diminuem a pegada ambiental das indústrias e estimulam o nascimento da chamada bioeconomia.


O Desenvolvimento de Software ideal

O Desenvolvimento de Software ideal

Por Leonardo Müller

Tenho publicado uma série de artigos sobre como vejo o funcionamento de uma empresa de software ideal, basicamente funcionando em um fluxo de comercial -> desenvolvimento-> implantação -> sustentação. A visão macro dessa ideia pode ser vista neste artigo.

Já falei sobre minha experiência e como eu vejo o funcionamento de uma área comercial ideal, baseada em metas compartilhadas, com adoção de kanban e uma verdadeira cultura ágil. O objetivo de hoje é começar a falar um pouco sobre gestão ágil de equipe de desenvolvimento de software na prática.

Não é minha intenção fazer um tratado sobre cultura ágil, mas preciso me apoiar no ponto principal que deve guiar todas as decisões e a cultura do desenvolvimento: o (já velho e bom) manifesto ágil, que lista os itens da esquerda como prioritários, embora reconheça que os itens da direita também têm seu valor:

  • Os indivíduos e as interações entre eles mais que os processos e as ferramentas;
  • O software funcionando mais do que uma documentação completa e abrangente;
  • A colaboração com e dos clientes mais do que as negociações de contratos e;
  • Respostas a mudanças mais do que seguir o plano inicial.

A página Metodologia Ágil ainda traz de forma bem didática um resumo dos processos, ferramentas e princípios usados para colocar o manifesto ágil em prática:

  1. Equipes Auto Gerenciáveis: É importante que a equipe atue em conjunto para tomar as melhores decisões, ao invés de haver um gerente que dita o caminho, há um líder que atua como facilitador;
  2. Comunicação: É essencial a constante comunicação entre a equipe de desenvolvimento e a área de negócio;
  3. Preferência por Equipes Pequenas: É consenso que equipes pequenas são mais produtivas, evitam conflitos e falhas de comunicação;
  4. Uso de TDD: É uma técnica que permite a realização de testes contínuos e não apenas na conclusão do sistema;
  5. Planejamento Incremental: Ao invés de planejar o software como um todo, o planejamento é feito de forma sistêmica. O todo é determinado, mas o planejamento é feito por etapas;
  6. Entregas menores: Uso de incrementos pequenos de software, entregando novas funcionalidades em meses ou semanas, ao invés de anos;
  7. Uso de Refatoração: Melhoria constante do código, tornando-o mais fácil de manter;
  8. Integração sistêmica contínua: Sempre que um incremento está pronto, ele é integrado ao sistema como um todo.

Eu ainda adiciono a esses 8 itens mais 3 itens de experiências minhas:

9. Busca por melhoria contínua: Buscar continuamente aperfeiçoamento individual e da equipe.

10. Qualidade medida através de dados e revisões qualitativas: Uso de ferramentas que analisam qualidade de código, como o SonarQube e revisões qualitativas pelos pares antes de integrar código novo ao sistema.

11. Visão de longo prazo: Parece um contrassenso, já que o ágil busca entregar valor mais rápido ao cliente, mas o uso de TDD, a refatoração e a exigência por código de qualidade  — além da ajuda óbvia na satisfação do cliente com um sistema com menos erros  — prejudicam as entregas de curto prazo para colher frutos com a redução de custo de manutenção e evolução mais pra frente.

O fato é que estes 11 itens enfrentam uma tremenda resistência dentro da maioria das empresas. Não é surpresa que, ao olhar com uma lupa, a maioria das empresas tenha seu quadro scrum ou kanban para listar suas atividades e isso basta para pregarem adotar o pensamento ágil (esses quadros aliás nem aparecem nos 11 itens).

Nos próximos artigos vou escrever um pouco sobre cada um destes 11 itens e sobre como implementei com as equipes que liderei ou vi outras equipes implementarem cada um deles. Semana que vem falarei sobre equipes auto gerenciáveis (e o chefe, fica onde?), comunicação (principal problema em qualquer empresa de qualquer tamanho), equipes pequenas e TDD (do ponto de vista de gestão).

Até lá!


IoT reina mais uma vez entre tecnologias mais disruptivas

IoT reina mais uma vez entre tecnologias mais disruptivas 

A KPMG lançou há poucos dias o estudo "Inovação na indústria de tecnologia 2019" (Technology Industry Innovation Survey). O levantamento entrevistou 740 líderes do setor de tecnologia e analisou as dez ferramentas que irão mudar as empresas no curto prazo. Em 1° lugar entre as tecnologias mais disruptivas ficou a Internet das Coisas (IoT), considerada a ferramenta com maior potencial de modernizar os negócios nos próximos três anos.

De acordo com Felipe Catharino, sócio-diretor da KPMG no Brasil, a IoT tem grande capacidade de adoção em empresas porque "pode ser aplicada tanto em avançados sistemas de robótica quanto em pequenos gadgets, como relógios inteligentes e eletrodomésticos".

Dados recentes de outra consultoria, a norte-americana Frost & Sullivan, vão na mesma direção e confirmam o potencial disruptivo da tecnologia, ainda no curto prazo. Nos próximos três anos, os investimentos em IoT no Brasil devem ultrapassar US$ 3,29 bilhões e o acesso às soluções promete se espalhar para diversas regiões do país com o incremento da infraestrutura e o planejamento estratégico recém instituído.

Leia também:
Decreto institui o Plano Nacional de IoT

Entre os principais desafios a serem superados, os entrevistados apontam questões envolvendo segurança e agilidade na implantação dos projetos.

Quais são as outras tecnologias mais disruptivas?

Em segundo lugar como tecnologia mais disruptiva, a KPMG aponta a inteligência artificial e robótica. A chamada RPA (Robotic Process Automation) foi uma das tecnologias com maior aumento de performance em relação à ultima edição do estudo, em 2018. Saiu do nono lugar para o segundo.

tecnologias mais disruptivas

De acordo com os entrevistados, a robótica está mais associada a ganhos de eficiência e lucratividade e, na sequência, ao aumento da fatia de mercado. Mas o grande desafio ainda reside na dificuldade de adoção dessa ferramenta e na complexidade da implantação. 

Em terceiro lugar, estão Inteligência Artificial (IA) e Machine Learning. Em relação ao ano passado, perderam uma posição. A grande dificuldade para a adoção dessas tecnologias, segundo os entrevistados, está na viabilidade econômica (que carece de mais provas), em questões de cunho regulatório e na alta complexidade.

Alguns desafios ainda precisam ser vencidos

A pesquisa também revelou que o aumento dos custos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) é o maior problema enfrentado pela indústria, apesar desta área ter sido apontada também como uma das principais prioridades estratégicas. Os entrevistados apontaram também para o desafio de encontrar talentos no setor de tecnologia, o que dificulta o crescimento, sobretudo diante de cadeias de suprimentos mais complexas e demandas ainda mais específicas dos clientes.

Leia também:
Como funciona a metodologia PoV V2COM?

“As empresas líderes aproveitarão as oportunidades e criarão estratégias para garantir fluxos de receita futuros. Os desafios apresentados por aplicações emergentes podem ser resolvidos com o investimento em soluções inovadoras com benefícios a longo prazo, como, por exemplo a incorporação de análise de dados no gerenciamento do portfólio de produtos, a introdução de blockchain na cadeia de suprimentos e a expansão de serviços direcionados para produtos essenciais”, afirma Felipe Catharino, sócio-diretor de Tecnologia da KPMG no Brasil.

A pesquisa destacou ainda que as empresas menores são cada vez mais a fonte de desenvolvimentos promissores na indústria e estão empenhadas em capitalizar tecnologias mais disruptivas para novas aplicações.

V2COM: referência em IoT e Smart Systems

A V2COM consolidou-se no mercado nacional e internacional por ser um dos poucos fornecedores de soluções de IoT ponta à ponta. Por isso, tem garantido um elevado grau de customização dos projetos que se adequam com bastante profundidade às mais diferentes necessidades dos clientes, não importando o segmento de atuação, nem a localização geográfica da implantação.

Por desenvolver integralmente tanto hardware quanto software, a V2COM alcançou um padrão de tecnologia plenamente compatível com as inovações, integrando-se perfeitamente a diferentes realidades de forma bastante ágil. Por consequência, os clientes auferem elevado impacto financeiro e escalabilidade em curto intervalo de tempo.

Quer saber mais?
Entre em contato com a gente!

 

 


Princípios da Vida: benchmarking para a inovação

Princípios da Vida: benchmarking para a inovação

Ao longo dos últimos 3.8 bilhões de anos, a Natureza tem se mostrado bastante rígida quando o assunto é controle de qualidade. Prova disso é que apenas um décimo (1/10) de 1% das espécies que já estiveram na Terra sobrevivem até os dias atuais.

Por essa razão, cada vez mais estudiosos, empresas, universidades e centros de pesquisa do mundo todo estão se debruçando sobre as 30 milhões de espécies vitoriosas para entender melhor suas estruturas fisiológicas, morfológicas e bioquímicas, além do modo como interagem com o meio ambiente.

A Biomimética acredita que o sucesso desse pequeno grupo remanescente deve-se à elevada capacidade com que atendeu o que se denomina “Princípios da Vida”. São eles os grandes responsáveis por permitir o sucesso evolutivo das espécies mais resistentes e adaptáveis.

Fonte: Biomimicry Princípios da Vida
Fonte: Biomimicry 3.8

Cada vez mais, esses princípios desempenham também um importante eixo inspirador para o desenvolvimento de novas tecnologias e modelos de negócios. Eles funcionam como “benchmarking” para que as empresas superem o desafio de prosperar de maneira sustentável, por sinal, uma das demandas mais importantes do século XXI.

A seguir, detalharemos três desses “Princípios da Vida”, cuja aplicabilidade prática na esfera dos negócios garantiu não só a sobrevivência de algumas empresas, mas sobretudo a sua compatibilidade com a nova realidade do mercado.

Evoluir para sobreviver: integração do inesperado

O que é a evolução senão uma combinação aleatória de genes que resistiu ao meio ambiente?

Ao longo dos milênios, grande parte das inesperadas mutações genéticas e dos cruzamentos não levou a resultados bem-sucedidos, que fossem compatíveis com a vida. Entretanto, nas raras vezes em que funcionaram, esses “erros” não só se mostraram viáveis, como também responsáveis por originar indivíduos mais bem adaptados e resistentes.

Dobras na pele do elefante: uma mutação que deu certo

Exemplo disso é o tamanho atual dos elefantes, o maior mamífero terrestre. Cientistas afirmam que uma mutação espontânea afetou a textura da pele do animal, deixando-a repleta de rugas. E o que poderia ser apenas algo indiferente ou até mesmo prejudicial facilitou sua sobrevivência. Com o aumento da superfície de contato pelas dobras, o organismo dos elefantes conseguiu efetivar trocas mais importantes de calor com o ambiente, de tal forma que os corpos puderam aumentar de tamanho, sem o risco do superaquecimento.

Leia também:
Biomimética: a nova geração de tecnologias "inspired by nature"

Traçando-se um paralelo com o mundo dos negócios, algumas empresas também tiveram suas histórias marcadas por “erros” inesperados que mudaram definitivamente sua trajetória. Foi o que aconteceu com a empresa 3M, um excelente exemplo de integração do inesperado. Anos atrás, enquanto tentava desenvolver uma nova cola, a 3M não alcançou o esperado, chegando apenas à uma versão inicialmente considerada como falha. Mas após o olhar visionário dos cientistas envolvidos no projeto, percebeu-se uma importante vantagem daquela nova mistura: a capacidade de ser reutilizada. Desde então, os Post-its tornaram-se um imenso sucesso e até hoje ocupam grande fatia da receita da empresa.

Adaptar-se às novas condições: contextos dinâmicos exigem respostas rápidas

Adaptar-se é uma das necessidades mais básicas e ao mesmo tempo mais desafiadoras para qualquer negócio. E um dos Princípios da Vida que a Biomimética explora com bastante profundidade.

Diariamente, o surgimento de novas tecnologias dão um novo ritmo à dinâmica de mercado. As empresas que se mantêm saudáveis e competitivas por mais tempo são justamente aquelas capazes de se adaptar (e até mesmo se adiantar) a essas mudanças.

A Natureza é fonte extensiva de mecanismos de adaptação que garantem a sobrevivência das espécies. A camuflagem do polvo é certamente um dos exemplos mais interessantes. O animal é capaz de mudar a cor do corpo de acordo com a superfície em que se apoia. Para tanto, faz uso dos cromatóforos, pequenas células epiteliais ativadas por contração muscular. Com a camuflagem, os polvos conseguem se proteger dos predadores e caçar com mais eficiência, ao mesmo tempo em que se deslocam para diferentes ambientes com bastante segurança.

Polvo camuflagem: Princípios da Vida
Camuflagem do Polvo: um exemplo de adaptabilidade aos contextos adversos

No mundo empresarial, são diversas as situações em que uma companhia precisa responder rapidamente às mudanças contextuais. Um bom exemplo disso é a nova relação do mercado com os dados.

Anos atrás, eram poucas as empresas que tomavam decisões com base na análise inteligente de dados. As respostas costumavam ser lentas e, muitas vezes, embasadas em "achismos" ou feeling gerencial. Além disso, havia uma grande dificuldade em responder às novas demandas com agilidade e prever problemas antes mesmo que acontecessem. A tecnologia era sobretudo reativa e não preditiva.

Com o advento da Internet das Coisas (IoT) e a ampliação da infraestrutura de rede, um novo mundo se abriu para empresas dos mais diversos segmentos. Hoje, sensores coletam uma enorme quantidade de dados e os transmitem em tempo real para softwares inteligentes, que administram comandos de forma remota e com elevada efetividade. Nasceu, assim, a chamada Indústria 4.0 e toda sua capacidade inédita de elevar a eficiência e a segurança dos processos fabris e reduzir drasticamente os custos operacionais, por meio de manutenção preditiva, gestão de riscos e melhor gerenciamento logístico.

Ser eficiente no uso de recursos: consumo inteligente de energia

Obter energia custa energia. Essa é a máxima que perfaz um dos mais importantes Princípios da Vida e que, a cada dia, torna-se mais crítica para uma sociedade ainda muito dependente de recursos escassos.

Não é à toa, portanto, que a energia é um dos grandes temas do século XXI. Nunca foram desenvolvidas tantas tecnologias com foco na redução do desperdício, no combate à fraude e no uso de fontes mais limpas.

Um exemplo são as Smart Grids. Graças ao alto nível de tecnologia agregado, elas conseguem responder a várias demandas da sociedade moderna, tanto no que se refere às necessidades energéticas, quanto em relação ao desenvolvimento sustentável. A maior eficiência e o controle do fluxo de energia proporcionam um conjunto variado e abrangente de benefícios para os consumidores, concessionárias e distribuidoras, e para o próprio sistema elétrico como um todo.

Leia também:
Elektro reduz 60% no custo de leitura com tecnologia de IoT

Os medidores inteligentes são o cerne desse sistema. Eles são versões mais modernas dos medidores convencionais e disponibilizam uma série de funcionalidades inovadoras, como o envio de eventos e alarmes, além da possibilidade de medição remota. Com isso, milhões de megawatts são economizados todos os anos, o que leva à redução na tarifa para os consumidores finais.

Na natureza, a hibernação é um dos mais eficientes mecanismos de proteção de energia utilizados por animais homeotérmicos, aqueles com temperatura corpórea constante. Durante o inverno, algumas espécies entram em estado de latência, reduzindo a frequência cardiorrespiratória e a temperatura corporal, que pode chegar a apenas 5° C. Com isso, elas conseguem se manter vivas, mesmo ficando quase quatro meses sem se alimentar. O modo "stand by" dos aparelhos eletrodomésticos surgiu dessa observação.

Como se nota, as correlações entre o ambiente de negócios e a Natureza acontecem a toda momento, muitas vezes sem que sequer tenhamos ciência disso. Ao tomar os "Princípios da Vida" como benchmarking, inúmeras espécies ao longo dos últimos milênios têm desenvolvido mecanismos eficientes de sobrevivência que garantiram a sua perpetuidade na Terra. Muitas vezes, a inovação já está posta à mesa: cabe a nós desenvolvermos a capacidade de observá-la com mais atenção e replicá-la para as novas demandas que surgem no mercado.

 


Elektro reduz 60% do custo de leitura com tecnologia V2COM

Ficou interessado(a)?
Clique no botão abaixo e entenda o case com mais detalhes:

Case Completo