maquinário 4.0

Maquinário 4.0: mercado global para agricultura deve dobrar até 2027

Maquinário 4.0: mercado global para agricultura deve dobrar até 2027

A Internet das Coisas (IoT) é um dos pilares da Agricultura 4.0. Ao viabilizar a incorporação de diferentes tecnologias no campo, a IoT não apenas garante aumento de produtividade, mas também redução de custos e do desperdício. O maquinário 4.0 está diretamente relacionado com o aumento da eficiência nas fazendas, uma vez que elas passam a operar com muito mais autonomia e inteligência.

De acordo com a Grand View Research, o mercado global de maquinário de precisão especificamente para a fase de colheita chegará a US$ 22,9 bilhões, em 2027, contra os US$ 11,6 bilhões auferidos em 2019, o que representa um crescimento de 8,6% ao ano. A McKinsey, por sua vez, apresenta dados um pouco mais conservadores: fala em US$ 12,8 bilhões, até 2025.

Entre as razões que prometem impulsionar o setor, destacam-se:

  • aumento na demanda mundial por alimentos
  • maior adoção de colheitadeiras autônomas e robôs para o agronegócio
  • aumento no custo da mão-de-obra devido à escassez de profissionais qualificados

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O relatório da Grand View também lembra que, nas próximas três décadas, as exigências em prol da sustentabilidade devem provocar mudanças importantes nos métodos tradicionais de cultivo, forçando as fazendas a adotarem ferramentas mais modernas.

Hardware e Software em expansão no Agro 4.0

O maquinário 4.0 responde pela maior participação no mercado de tecnologias para colheita de precisão devido à alta adoção de dispositivos para controle e automação, como sistemas de orientação e direção, Sistema de Posicionamento Global (GPS), sensores e monitores de rendimento.

https://www.youtube.com/watch?v=KB6cvA83u3I

No relatório, esse mercado foi dividido entre hardware, software e serviços. Em 2019, foi o segmento de hardware que liderou em termos de receita, posição que, segundo as previsões, deve ser mantida nos próximos anos. Essa categoria inclui maquinários, sistemas de automação e controle, sensores, gateways, entre outros.

Quanto aos softwares, o segmento deve crescer acima de 11% ao ano, até 2027. Nessa categoria estão tecnologias como IoT, Inteligência Artificial, Machine Learning e Big Data.


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smart city

Como a Internet das Coisas viabiliza as Smart Cities?

De acordo com dados da Zion Market Research, o mercado de Internet das Coisas (IoT) para Smart Cities deve atingir aproximadamente 330,1 bilhões de dólares, até 2025.

A KPMG também destaca o protagonismo das Cidades Inteligentes no ecossistema da IoT. O segmento foi colocado em primeiro lugar quando analisadas as tendências de investimento em soluções de Internet das Coisas.

Fonte: KPMG

As áreas urbanas, hoje, abrigam mais da metade da população mundial e, até 2050, contarão com mais 2.5 bilhões de novos residentes, conforme projeções da McKinsey. Toda essa movimentação pressupõe maior atenção às questões ambientais, bem como ao desenvolvimento de novas infraestruturas que possibilitem acolher um gigantesco número de pessoas de forma sustentável e eficiente.

Fonte: UNPD

O conceito de Cidade Inteligente está diretamente relacionado às iniciativas que priorizam garantir (e aumentar) a qualidade de vida das pessoas. Segundo definição do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID):

“Uma Cidade Inteligente é aquela que coloca as pessoas no centro do desenvolvimento, incorpora tecnologias da informação e comunicação na gestão urbana e utiliza esses elementos como ferramentas que estimulam a formação de um governo eficiente, que engloba o planejamento colaborativo e a participação cidadã. Smart Cities favorecem o desenvolvimento integrado e sustentável tornando-se mais inovadoras, competitivas, atrativas e resilientes, melhorando vidas.”

Ao menos 7 aspectos dos espaços urbanos estão diretamente relacionados ao bem-estar populacional, são eles:

  • Segurança
  • Tempo
  • Custo de Vida
  • Saúde
  • Meio Ambiente
  • Conectividade
  • Mercado de Trabalho

A Internet das Coisas atua diretamente sobre todos esses aspectos, criando maneiras para as pessoas se relacionarem entre si e com o ambiente urbano. Ela é capaz de organizar a dinâmica socioambiental e evitar que o boom populacional se transforme numa completa desordem. Não à toa, a tecnologia está cada vez mais presente em soluções para Smart Cities ao redor do mundo, atuando diretamente em frentes como eficiência energética, gestão de tráfego urbano, iluminação pública, sensoriamento de bueiros, e muitas outras.

Para tanto, a IoT apoia-se em um ciclo processual que, de forma simplificada, pode ser descrito em quatro grandes etapas: a Coleta de Dados, a Transmissão de Dados, a Análise de Dados e, por fim, a Tomada de Decisão Inteligente.

Cada vez que esse ciclo é fechado, ações corretivas e preditivas são propostas, de tal modo que o ciclo subsequente sempre será mais bem articulado.

Smart Cities: descarbonização das redes de energia

Existe um consenso na comunidade internacional de que as metas do Acordo Climático de Paris (2015) jamais serão alcançadas sem que ações sejam tomadas no âmbito das cidades. Afinal, é nelas onde habita a maioria da população global e, por consequência, onde se concentram enormes quantidades de resíduos, emissões de gases poluentes, desperdício de água e eletricidade.

Na luta para diminuir a pegada ambiental das Smart Cities, a tecnologia é, certamente, uma das principais aliadas. A descarbonização das redes elétricas, por exemplo, tornou-se um dos objetivos mais importantes dentro das iniciativas para modernização das redes de geração e distribuição de energia elétrica. Hoje, as empresas do setor empenham-se para reestruturar seus processos, com vistas a viabilizar a geração distribuída. Assim, é possível agregar fontes renováveis (como a solar e a eólica), com zero emissão de CO2.

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Para integrar os recursos energéticos distribuídos, essas redes precisam de medidores inteligentes, capazes de reagir a problemas de intermitência, através do isolamento de certos pontos da linha de transmissão, por exemplo. Com isso, as distribuidoras devem não apenas levar em consideração a carga de seus consumidores, mas também contar com um sistema estruturado para receber as injeções de potência realizadas pelos empreendimentos de micro e mini geração distribuída, conectados à rede.

A McKinsey defende que, até 2030, as Smart Cities poderão alcançar uma formatação de grids composta por 50 a 70% de fontes renováveis de energia. Nesse cenário, teríamos algo entre 35% e 45% menos emissões de CO2, a um custo tão baixo quanto $40 a $80 por megawatt / hora. (Os dados referem-se ao relatório "Focused acceleration: a strategic approach to climate action in cities to 2030")

Iluminação Pública Inteligente: garantia de eficiência energética

Estima-se que, no Brasil, existam ao menos 16 milhões de pontos de iluminação, concentrados especialmente nos espaços urbanos. Nos últimos anos, grande esforço tem sido desempenhado no sentido de substituir as lâmpadas tradicionais por LED, entre 45% e 60% mais eficientes. Mas a inovação promete não parar por aí.

A implantação de sistemas inteligentes de telegestão de iluminação pública é considerada, hoje, uma das portas para o mundo das Smart Cities. Essa revolução está se espalhando rapidamente pelo Brasil e, através do que há de mais avançado em IoT, sensoriamento e análise de dados, promete reestruturar os espaços urbanos, tornando-os mais sustentáveis e seguros.

Embora as tecnologias 4.0 estejam amplamente disponíveis no mercado, muitas prefeituras ( a quem cabe a gestão da iluminação pública no Brasil) não têm recursos suficientes para incorporá-las por conta própria. Por essa razão, têm sido cada vez mais comuns as chamadas Parcerias Público-Privadas (PPP), pelas quais a iniciativa privada pode contribuir com sua grande capacidade de investimentos de curto prazo e, sobretudo, com o fomento à inovação para atender inúmeras demandas de cunho social, econômico e ambiental.

Apenas para citar alguns exemplos, as novas tecnologias para iluminação pública proporcionam os seguintes benefícios:

  • economia de energia e de recursos financeiros;
  • acionamento e desligamento das redes de iluminação à distância;
  • mensuração de performance e gasto energético;
  • atendimentos aos requisitos da Norma NBR 5101/2018;
  • diminuição dos gastos com manutenção (manutenção preditiva);
  • menor impacto ao meio ambiente;
  • menor poluição luminosa;
  • melhoria na reprodução de cor nos pontos iluminados por meio da tecnologia LED;
  • aperfeiçoamento do uso do espaço público (praças, avenidas, prédios históricos, etc.), através de pontos mais bem iluminados.

A atuação dos governos é fundamental para viabilizar as Smart Cities

A revolução digital das cidades requer não apenas investimentos em inovação, mas também o suporte político-administrativo dos governos. Eles são importantes para fomentar as melhorias necessárias em infraestrutura (como conectividade) e também para redesenhar regulamentações mais modernas e compatíveis com a inovação, sobretudo no que se refere a questões fiscais e de acesso à informação.

No Brasil, a consolidação desse novo conceito de gestão pública é coordenado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), que  lidera a Câmara Nacional de Cidades Inteligentes. Essa, por sua vez, será responsável por reunir e congregar os interesses dos demais ministérios e setores representativos (incluindo a sociedade civil e o setor privado) no que tange o desenvolvimento das Smart Cities.

Em 2019, a quinta edição do Ranking Connected Smart Cities colocou Campinas em primeiro lugar nacional, como a cidade mais inteligente. Nos anos anteriores a liderança ficou com Rio de Janeiro, em 2015, com São Paulo, em 2016 e 2017 e com Curitiba, em 2018.

Campinas, referência em universidades de ponta, apresenta quase 25% dos empregos formais ocupados por profissionais com ensino superior, sendo 5,2% das vagas inseridas no setor de Tecnologia da Informação.


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desperdício de energia

Eficiência Energética: Brasil ainda perde bilhões com desperdício de energia

Segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), 54,4% das grandes empresas brasileiras devem ampliar suas iniciativas em inovação nos próximos três anos e 37,3% manterão os investimentos nos padrões atuais.

Grande parte dos investimentos deve ser direcionada para a transformação digital do setor industrial, com vistas a aumentar a eficiência energética dos processos fabris, tornando-os menos custosos e mais sustentáveis.

Esse movimento é de fundamental importância visto que a geração e o consumo de energia elétrica ainda persistem entre os maiores entraves contra a alavancagem produtiva da indústria brasileira. O último ranking global elaborado pelo American Council for an Energy-Efficient Economy colocou o Brasil entre os últimos cinco colocados de uma lista com 25 países, no que se refere às políticas públicas e práticas empresariais para a gestão da eficiência energética.

International_Energy_Efficiency_Scorecard

Entre as principais razões que explicam esse baixo desempenho destaca-se o investimento insuficiente em inovação. Apenas para comparar, enquanto direcionamos cerca de 191 milhões de dólares por ano para projetos de eficiência energética, a Alemanha já ultrapassou o montante de 2,5 bilhões de dólares, ou seja, cerca de 13 vezes mais.

O desperdício de energia é também um outro importante ponto de atenção. Dados recentes divulgados pela ABESCO (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia) mostram que, entre 2014 e 2016, o Brasil desperdiçou o equivalente a 140% do montante anual gerado pela usina de Itaipu. São mais de 60 bilhões de reais que poderiam ter sido salvos caso tivéssemos investido mais pesadamente em tecnologia.

A indústria é uma das maiores responsáveis por esse quadro, visto que consome ao menos 40% de toda a energia produzida no país. Maquinário obsoleto, motores com problemas de manutenção e a ainda insuficiente integração dos processos produtivos às últimas inovações tecnológicas são os grandes responsáveis por tamanho desperdício.

Eficiência Energética: saída inteligente para aumentar a produtividade

Para contornar o desperdício de energia, a indústria brasileira precisa investir pesadamente em transformação digital. As soluções de Internet das Coisas (IoT) e os sistemas inteligentes cada vez mais precisos e integráveis garantem processos produtivos muito mais eficientes e sustentáveis. A McKinsey já afirmou que as fábricas inteligentes podem economizar até 20% no consumo de energia e elevar em 25% a produtividade do trabalho.

Mais do que a simples automação dos processos, a IoT é a responsável por trazer inteligência ao ecossistema fabril. Para tanto, uma série de tecnologias trabalha pesadamente na coleta, transmissão e processamento de um grande volume de dados que podem ser analisados em tempo real através de relatórios personalizados.

Além disso, tecnologias mais avançadas e modulares permitem a rápida integração da inovação aos sistemas e equipamentos legados do ambiente fabril. Além de simplificar os projetos de modernização da indústria, a compatibilidade com o legado diminui pesadamente os custos do processo, não sendo necessária a substituição de grande parte dos ativos.

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Desde 2002, a V2COM é referência em projetos nacionais e internacionais voltados à eficiência energética e expansão da indústria 4.0. Com metodologia exclusiva de trabalho e milhões investidos em P&D, a tecnologia V2COM garante resultados altamente eficientes, retornos financeiros em tempo recorde e elevado potencial de escalabilidade para as mais diferentes realidades de negócios.

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Estudo global do IEEE destaca importância da IoT em 2021

Inteligência Artificial e Machine Learning (32%), 5G (20%) e Internet das Coisas (14%) são os destaques para as inovações de 2021, segundo recém-publicado estudo global do IEEE (Instituto de Engenheiros Eletrônicos e Eletricistas), a maior organização técnica e profissional do mundo. A pesquisa foi realizada com cerca de 350 CIOs e CTOs no Brasil, EUA, Reino Unido, China e Índia.

O estudo revela que o desenvolvimento e a implantação dessas tecnologias devem seguir em ritmo acelerado este ano, dando continuidade ao cenário já verificado em 2020. Em razão do novo coronavírus, os executivos afirmam terem trabalhado com mais intensidade na adoção de Cloud Computing (55%), 5G (52%) e IA (51%) para contornar uma série de restrições impostas pela pandemia.

A Internet das Coisas (42%) também esteve no centro da estratégia de negócios de diversas empresas, justamente por trazer alternativas inteligentes e compatíveis com as novas regras de distanciamento social. Além disso, a IoT tem sido fundamental para garantir o rastreamento e o controle remoto de uma série de processos, pessoas, serviços e produtos, especialmente em tarefas industriais e de logística.

“Com a digitalização de processos e a aplicação de tecnologias, teremos um campo enorme de inovação em 2021. Quando foi introduzido o 4G, muitos novos aplicativos e serviços foram criados, e agora poderemos extrapolar isso com o 5G, que disponibiliza maior velocidade de conexão, maior quantidade de dispositivos conectados e mais dispositivos conectados por área geográfica”, destaca Wilson Cardoso, membro do Instituto dos Engenheiros Eletrônicos e Eletricistas (IEEE).

Estudo revela projeções específicas para o Brasil

Os dados do IEEE apontam um cenário bastante estimulante para o desenvolvimento tecnológico do Brasil em 2021. Entre os principais destaques da pesquisa, estão:

  • 66% dos CTOs e CIOs acreditam que a Internet das Coisas (IoT) será uma das tecnologias mais importantes em 2021;
  • 40% afirmam que a adoção (ou expectativa de) do 5G acelerou devido à pandemia e, para 26%, será uma das principais tecnologias em 2021;
  • 86% dos executivos afirmam estarem dispostos a trabalhar lado a lado de um robô, sendo 38% a favor deles para a exploração científica e 16% para uso específico em cuidados hospitalares.

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No final de 2020, avanços tributários importantes foram sancionados no Brasil, com impacto direto na redução dos custos das soluções de Internet das Coisas. As medidas prometem romper algumas barreiras que há anos inviabilizavam a escalabilidade de uma série de projetos de IoT, acelerando a transformação digital do país.


Confira 6 vezes em que a Internet das Coisas foi destaque em 2020

1) Senado Federal aprovou a desoneração da IoT

O projeto de lei (PL 6.549/2019), que isenta de taxas e contribuições os dispositivos de IoT e M2M (máquina a máquina), foi aprovado em novembro pelo Senado Federal brasileiro, via plenário virtual. A matéria, que vinha em tramitação nos últimos dois anos, espera agora pela sanção presidencial.

O superávit arrecadatório foi a justificativa usada para defender a medida. Nos últimos anos, apenas 10% da arrecadação das taxas de fiscalização das telecomunicações tem sido efetivamente aplicada em sua finalidade específica. Ao menos 90% do restante são direcionados para pagamento do serviço da dívida ou para outras aplicações.

Em relação ao impacto tributário que a transformação ocasionaria aos cofres brasileiros, uma recente pesquisa encomendada pela Conexis Brasil Digital (antigo SINDITELEBRASIL) mostrou que a medida compensaria (e muito) a desoneração. O estudo revela que, em três anos, a renúncia fiscal estaria na ordem de R$ 1,8 bilhão, enquanto que o crescimento do mercado e da competitividade, e o consequente impacto positivo no PIB do Brasil, aumentaria a arrecadação em R$ 17,1 bilhões.

2) Conexões IoT ultrapassaram pela primeira vez as dos dispositivos não IoT

Até o final do ano, dos 21,7 bilhões de dispositivos conectados ao redor do mundo, cerca de 11,7 bilhões (ou 54%) usarão a Internet das Coisas.

Pela primeira vez, teremos mais conexões IoT do que aquelas representadas pelos smartphones, computadores e outros devices portáteis, como os tablets. As projeções partem de estudos da IoT Analytics.

número de conexões IoT
Fonte: Cellular IoT connectivity & LPWA Market Tracker 2010-2025 (Q4/2020 update).

3) Painel TeleBrasil 2020 colocou a IoT e o 5G no centro do debate

No Painel TeleBrasil 2020, Guilherme Spina, CEO da V2COM WEG Group, destacou o alinhamento de estratégias entre a V2COM e a WEG em relação a duas grandes tendências que se consolidam no século XXI. A primeira delas refere-se à descarbonização das fontes para conversão em energia elétrica; a segunda, à eletrização da mobilidade.

Atualmente, a WEG produz o incrível montante de 70.000 mil motores por dia, que são utilizados nos bens de capital das empresas, como componentes de máquinas, equipamentos, instalações industriais, minas, poços de extração de petróleo, entre outros. E, ao longo do ciclo de vida desses bens, é para o consumo de energia que é direcionada a maior parte dos recursos das empresas.

Por essa razão, é tão importante implementar mecanismos que gerenciem o desempenho energético desses bens, visto que impactam diretamente nos custos de produção e na sustentabilidade dos processos. Nesse sentido, a Internet das Coisas, sobretudo no contexto do 5G, consolida-se como uma ferramenta fundamental para esse novo padrão de produtividade.

“O 5G é um alavancador de macrotendências… Ele gera ganho de escala para a indústria efetivamente conectar todos os pontos. Muito em breve, os motores da WEG já sairão inteligentes e conectados de fábrica”, comentou Guilherme Spina.

Diante desse contexto, as mais diferentes verticais de negócio poderão usufruir de uma tomada de decisão mais rápida e segura, além da capacidade de gerenciarem os recursos (entre eles a energia) com muito mais flexibilidade. Tudo isso, claro, aumenta em nível exponencial a eficiência de toda a cadeia produtiva.

4) Industrial Internet Consortium atualizou vocabulário com termos sobre IoT

O Industrial Internet Consortium® (IIC™) anunciou a versão V2.3 do Industrial Internet Vocabulary Technical Report. O relatório, atualizado anualmente, garante a comunicação eficaz dentro do ecossistema industrial da Internet, especificando um vocabulário com termos e definições comumente usados nesse ambiente. Além dele, a organização ainda conta com outros cinco relatórios técnicos que incluem assuntos ligados à arquitetura, segurança, conectividade, análises e estratégia empresarial.

Segundo Erin Bournival, co-presidente do Grupo de Tarefas de Vocabulário do IIC:

“A Internet das Coisas está evoluindo, bem como a nossa compreensão sobre os conceitos da IoT… Estamos entusiasmados por fornecer novas definições para estes termos fundamentais a fim de aumentar a clareza para todos os stakeholders”

Para conferir o relatório na íntegra, clique aqui.

5) Pandemia acelerou IoT e IA, segundo a KPMG

KPMG realizou uma pesquisa com líderes globais da indústria de semicondutores e concluiu que tecnologias como Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial (IA) e 5G foram aceleradas em razão dos impactos que a pandemia de Covid-19 gerou no mercado e na sociedade.

O estudo revela que 59% dos entrevistados priorizaram projetos nessas áreas, destinando ainda mais esforços de investimentos e implementação. Segundo Felipe Catharino, sócio-líder de tecnologia da KPMG no Brasil:

“A covid-19 mobilizou os líderes de semicondutores para rapidamente tomarem decisões no curto prazo, e com implicações de longo prazo talvez ainda não totalmente compreendidas. Conforme as cadeias de suprimentos globais e o funcionamento das empresas no dia a dia são afetadas, muitos executivos da indústria estão se concentrando em medidas de resiliência para garantir que os riscos para funcionários e clientes sejam antecipados e gerenciados”

Quanto à receita da indústria, 59% dos executivos esperam queda entre 1 a 10% em relação ao mesmo período de 2019. Por outro lado, 23% acreditam na direção oposta: esperam aumento de 1 a 10%. Já para 18% o setor não deve apresentar impacto nem positivo nem negativo frente à pandemia.

6) Pesquisa Gartner: 47% das organizações devem aumentar investimento em IoT

A mais recente pesquisa do Gartner aponta que 47% das empresas devem aumentar investimentos em IoT, mesmo diante dos impactos causados pela pandemia de Covid-19. Entre os maiores ganhos esperados com a tecnologia destacam-se a busca por ROI mais rápidos, aumento na eficiência operacional e redução de custos.

Segundo Benoit Lheureux, vice-presidente de investigação do Gartner, o uso de KPIs para acompanhar os resultados advindos da Internet das Coisas permite determinar de forma mais assertiva o retorno financeiro com a tecnologia que, no geral, costuma ocorrer em até 3 anos. Essa maior previsibilidade tem se mostrado fundamental em um momento de tantas incertezas econômicas.

Gartner - Impacto da Covid-19 nos planos de investimento em IoT para redução de custos
Fonte: Gartner

Além disso, como ainda há bastante campo de expansão para novas implementações de IoT, as empresas podem usufruir de iniciativas relativamente simples e com retornos quase imediatos. Um exemplo, são os ganhos obtidos com manutenção preditiva e otimização de processos, tanto comerciais quanto industriais.


Conectividade em IoT

Confira resultados parciais do IoT Deployment Tracker de 2020

Por meio do IoT Deployment Tracker, a Global Data vem rastreando dados sobre as implementações de Internet das Coisas (IoT) em diferentes regiões do mundo nos últimos anos. Os resultados de 2020 (embora ainda não completamente fechados) foram liberados recentemente mostrando que, mesmo diante dos desafios impostos pela pandemia do novo coronavírus, a IoT segue avançando em diferentes segmentos.

Em relação a 2019, este ano obtivemos um crescimento de 30% no número total de implantações registradas. Esse montante não se refere à quantidade de dispositivos conectados via IoT, mas ao volume de projetos efetivados.

A Europa segue na liderança das implantações de IoT, com 34% (ante 32%, em 2019). Ásia e Pacífico alcançaram 15% (ante 8%, em 2019), enquanto a América Latina e Caribe saíram de 3% para 7% este ano.

Global Data
Fonte: Global Data

A região da América do Norte foi a única que apresentou queda percentual: saiu de 28%, em 2019, para 24%, em 2020. Mas essa redução não significa que o número de projetos de IoT diminuiu por lá; ela apenas mostra que o crescimento nos EUA e Canadá foi proporcionalmente menor que nas outras regiões rastreadas.

Os projetos multirregionais também mostraram percentuais menores de implantações (de 26% para 17%) em razão da pandemia, que bloqueou fronteiras e ações internacionais.

Benefícios pretendidos com a IoT

A busca por melhorias na eficiência operacional foi o grande motivador das implantações de Internet das Coisas este ano, presente em 86% dos projetos.

O aprimoramento da tomada de decisão com base na tecnologia também foi destaque. Esse objetivo foi reportado por 59% dos gestores dos projetos de IoT (ante 49%, em 2019). Já a redução de custos está presente como meta em 34% das iniciativas.

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Expansão da IoT consolida mercado para Smart Cities em nível global

Importante destacar que a metodologia do estudo da Global Data permite que mais de um objetivo seja citado ao mesmo tempo.

Iniciativas por Setor

A grande responsável pelo crescimento geral no número de implantações de IoT em 2020 foi a manufatura. A vertical contabilizou mais de 25% de todas as iniciativas e projetos.

Como era de se esperar em um ano de pandemia, o setor da saúde também apresentou grande aumento, ao passo que no varejo os projetos mostraram ritmo mais lento, conforme o gráfico abaixo:

Global Data
Fonte: Global Data

Os setores de logística e construção / engenharia expõem aumentos notáveis nas implantações. Por compartilharem uma necessidade comum de rastreamento de ativos, diante da pandemia, as empresas de logística e construção passaram a exigir com mais brevidade soluções capazes de monitorar pessoas e processos.

No início do próximo ano, a Global Data terá o cenário completo de 2020 e lançará relatório definitivo sobre o ritmo das implantações da IoT ao redor do globo.

Para conferir na íntegra os resultados parciais, clique aqui.