sensores inteligentes

V2COM participa do 5º Congresso Brasileiro e Latino-Americano de IoT

Nesta próxima quarta-feira (21/10), às nove horas da manhã (horário de Brasília), Frederico Silva, líder de Desenvolvimento Tecnológico da V2COM WEG Group, participará de um painel da quinta edição do Congresso Brasileiro e Latino-Americano de IoT.

Frederico Silva - Líder de Desenvolvimento Tecnológico da V2COM WEG Group
Frederico Silva - Líder de Desenvolvimento Tecnológico da V2COM WEG Group

Frederico vai debater sobre a importância do 5G como tecnologia catalisadora da Internet das Coisas, ao lado de Gustavo Correa Lima, do CPQD, Sergio Sevileanu, da Siemens, e José Palazzi, da Qualcomm.

Com o tema "IoT se tornando real: oportunidades e desafios", o congresso é uma realização do Fórum Brasileiro de IoT, que completa dez anos de existência. Este ano, devido à grande quantidade de assuntos debatidos, o evento contará com um dia a mais: inicia-se na terça-feira (20/10) e se encerra na sexta (23/10).

Com duas sessões diárias (pela manhã, das 09 horas às 11 horas, e pela tarde, das 17 às 19 horas), o congresso será 100% via WEB e gratuito.

Para conferir mais informações e efetivar sua inscrição, clique aqui.

 


Internet das Coisas

Como custos mais baixos podem escalar (ainda mais) a Internet das Coisas?

Segundo a consultoria americana, Bain & Company, os gastos globais com Internet das Coisas devem alcançar US$ 520 bilhões, até 2021. A McKinsey, por sua vez, está ainda mais entusiasmada: acredita num impacto econômico de até US$ 11,1 trilhões por ano, até 2025. Os números são bastante expressivos e provam, mais uma vez, que a Internet das Coisas é muito mais que uma tendência: é realidade imprescindível para o sucesso dos negócios.

Entre as diversas razões que impactam positivamente a escalabilidade dos projetos de IoT, a redução nos custos para o desenvolvimento e a implementação das tecnologias certamente ganham destaque ano após ano. Um dos grandes nomes da ciência da computação, o cientista John McCallum, analisou dados históricos para entender como tem sido o ritmo dessa queda, e os achados foram publicados pela revista The Economist:

IoT The Economist

Pelo gráfico, é possível perceber que, em 1956, 1 megabyte de armazenamento custaria cerca de US$ 9.200 (o equivalente a US$ 85.000, em valor presente), montante que inviabilizaria praticamente qualquer projeto de tecnologia. O grande destaque, entretanto, está na rapidez com que os preços declinaram ao longo das décadas, chegando a apenas US$ 0,00002, em 2019.

Mas não apenas o custo por MB caiu ao longo do tempo: os custos operacionais também vêm apresentando uma importante redução. Segundo dados publicados por Jonathan Koomey, da Universidade de Stanford, a quantidade de dados que pode ser processada com o gasto de apenas 1 kWh cresceu cerca de 100 bilhões de vezes, entre 1950 e 2010. Isso significa dizer que até mesmo o mais simples e barato dos chips atuais consegue desempenhar muito melhor que o mais avançado dos computadores da década de 70.

Um outro importante dado que favorece diretamente a escalabilidade dos projetos de IoT refere-se ao preço dos sensores. Dados do banco Goldman Sachs, por exemplo, mostram que o custo médio caiu de US$ 1,30 para US$ 0,60, entre 2004 e 2014, tendência que se verificou nos últimos 5 anos.

Leia Também:

Como a IoT está mudando a indústria de petróleo e gás?

Em relação aos custos de telecomunicação, percebemos uma redução muito menos acelerada. Mesmo assim, eles são bem inferiores ao que era praticado há algumas décadas. Hoje, as velocidades de conexão de dezenas de megabits por segundo podem ser obtidas por apenas algumas dezenas de dólares ao mês.

Em recente publicação, a Forbes analisou como estão os custos com internet ao redor do mundo. A gigante Índia aparece como o país mais barato para uso de um gigabyte, com valor médio de apenas US$ 0,26. O Quirguistão ficou em 2o lugar, com US$ 0,27, enquanto o Cazaquistão completou o Top 3 com US$ 0,49.

No Brasil, este valor sobe para US$ 3,50 (quase 14 vezes mais caro que na Índia) e no Zimbábue, último da lista, o custo de um gigabyte chega a alcançar inacreditáveis US$75,20!

Especialistas acreditam que, conforme o acesso à Internet se expandir pelo mundo, esses valores deverão ser cada vez menores. Dados da International Telecommunications, por exemplo, mostram que, em 2018, 51,2% da população mundial esteve conectada à rede, frente à apenas 23,1% em 2008.

Cenário brasileiro: impacto da desoneração da IoT

A desoneração da IoT é essencial para garantir a viabilidade e a escalabilidade de inúmeros projetos de Transformação Digital, que ainda sofrem com a complexa legislação tributária brasileira. Esse desajuste eleva o custo final das soluções, mesmo diante do natural barateamento de algumas tecnologias, advindo do incremento progressivo das inovações.

Essa oneração, de natureza meramente tributária, faz com que as conexões de pontos e o processo de digitalização como um todo não compensem, muitas vezes, o custo alternativo dos problemas para os quais as soluções de IoT são desenvolvidas.

Segundo o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal — SindiTelebrasil —, a receita anual estimada por dispositivo de IoT é equivalente a R$12,00. Após a incidência de todos os tributos — encargos setoriais somados ao ICMS e outros impostos porventura devidos — calcula-se que a Receita Líquida por dispositivo é de R$ 2,29 negativos no primeiro ano de operações. Nos anos subsequentes, esse valor sobe para R$1,51, montante insuficiente para os investimentos necessários.

A desoneração da Internet das Coisas pode comprometer a arrecadação? 

Uma desoneração dessa dimensão seria plenamente compensada — e provavelmente superada — pelo incremento da arrecadação de outros tributos já vigentes, em razão da ampliação do volume de negócios que a iniciativa gerará. Isso porque com um maior número de terminais M2M, em razão de novos projetos criados frente à realidade fiscal proposta, certamente ocorrerá a alavancagem de toda a cadeia produtiva que envolve a Internet das Coisas.

Além disso, a expansão da Internet das Coisas não apenas trará um ganho fiscal ao Estado, mas especialmente o endereçamento mais assertivo de políticas públicas. Ao coletarem dados e analisá-los de forma inteligente, as soluções de IoT servirão como importantes diretrizes para que os governos, em suas mais diversas esferas, possam canalizar esforços aos setores que necessitem de ações mais urgentes.

Isso, claro, traz importantes impactos sociais, inclusive alavancando possibilidades em outras áreas que não apenas relacionadas à tecnologia.


Assine nossa Newsletter


Radar Conecte-se ao Novo 2020 destaca impacto da estratégia Multicloud no Brasil

Radar Conecte-se ao Novo 2020 destaca impacto da estratégia Multicloud no Brasil

O CPQD, um dos maiores centros de pesquisa e desenvolvimento da América Latina, acaba de publicar o relatório Radar Conecte-se ao Novo 2020, que analisa a maturidade, o potencial de impacto e a perspectiva de adoção de 28 tecnologias selecionadas como relevantes para a cadeia de valor do Brasil.

Para a publicação, as tecnologias foram divididas em seis grandes grupos:

  • Rede e Conectividade
  • Inteligência Artificial
  • Confiança, Privacidade e Segurança
  • Computação Avançada
  • Mobilidade e Veículos Autônomos
  • IoT e Dispositivos Inteligentes

A pesquisa objetiva consolidar os entendimentos de como os profissionais e seus respectivos setores econômicos entendem as novas tecnologias e como elas impactarão as suas atividades e em qual prazo isto poderá acontecer.

O estudo contou com uma amostra de mais de 250 participantes de 7 setores da economia: Tecnologia da Informação, Telecomunicações, Indústria, Agronegócio, Energia e Utilities, Governo e Financeiro.

Fonte: Radar Conecte-se ao Novo 2020
Fonte: Radar Conecte-se ao Novo 2020

O Radar Conecte-se ao Novo 2020, com foco 100% na realidade nacional, consolida-se como uma importante referência para a adoção de novas tecnologias e um impulsionador do ecossistema de inovação brasileiro.

Multicloud fomenta o dinamismo da IoT

Dentro da categoria “Rede e Conectividade”, o estudo destaca a importância do modelo Multicloud como ferramenta estratégica aplicável na operação de diferentes frentes de negócio.

Definido como “uma abordagem composta por mais de um serviço e de um fornecedor de nuvem, pública ou privada”, esse formato heterogêneo e flexível reduz o risco de aprisionamento tecnológico, fornecendo oportunidades de migração, além de fomentar agilidade e escalabilidade.

Essas características são especialmente importantes para o dinamismo do ecossistema de Internet das Coisas (IoT) que, além de lidar com o armazenamento e processamento de um grande volume de dados, ainda manifesta requisitos bastante rígidos de segurança, análise e controle.

Na pesquisa, fica claro que a adoção do modelo Multicloud já é visto como uma realidade de curto prazo para a maioria dos participantes. Pelo menos 59% deles afirmam já terem avaliado a estratégia em seus negócios, manifestando pretensão de adotá-la em até dois anos.

O Radar Conecte-se ao Novo 2020 ainda revela que para 59% dos entrevistados, a Multicloud apresenta uma perspectiva de impacto nos negócios de alta a disruptiva.

Confira a seguir a distribuição da análise conforme o segmento de atuação:

Fonte: Radar Conecte-se ao Novo 2020
Fonte: Radar Conecte-se ao Novo 2020

Plataforma Conera™: APIs de aplicações em nuvem para conectividade segura

Todas as soluções de IoT precisam lidar com alguns desafios para atingirem o desempenho máximo esperado. Determinar o melhor protocolo para garantir segurança e eficiência no envio de dados para a nuvem (ou as nuvens) é um dos mais importantes.

Escolhas ou abordagens erradas podem custar caro para o desenvolvimento dos projetos, sobretudo se os problemas forem percebidos em fases mais avançadas de roll-out.

Para mitigar essa e outras complexidades, a V2COM desenvolveu patentes capazes de simplificar o ecossistema de IoT, sem perder de vista os mais rigorosos padrões de segurança.

A plataforma Conera™ fornece segurança e confiabilidade para aplicações altamente específicas, além de APIs de aplicações em nuvem que permitem conectividade segura, confiável e econômica para dispositivos em campo, independentemente da tecnologia de comunicação e do sistema de operação de hardware.

Saiba mais sobre a Plataforma Conera™

Baseada em um conjunto de patentes (US 10.063.658, US 10.476.985 e US 2018/0262589), a tecnologia funciona como uma camada de abstração para todas as funcionalidades de hardware, gestão e comunicação de dados, permitindo que o desenvolvimento da solução esteja 100% focado na lógica de aplicação empresarial.

Ao reduzir a complexidade da implementação dos projetos de IoT, a plataforma Conera™ garante retornos muito mais rápidos e ainda auxilia as empresas e indústrias a focarem em sua principal expertise de negócio.

Confira a seguir como está estruturada a plataforma:

Plataforma Conera™ da V2COM

Conera ™ é Future Proof, ao ser plenamente adaptável a tecnologias que surjam no futuro, tais como novos padrões de rede (5G) e requisitos mais robustos de processamento, como arquiteturas de Fog Computing sobre as quais a V2COM também possui soluções patenteadas (US 10.761.900 e US 10.476.985).


Saiba mais sobre a Conera™ 

 


água IoT

Água perdida em vazamentos poderia abastecer 30% da população brasileira por ano

Água perdida em vazamentos poderia abastecer 30% da população brasileira por ano

A maturidade das soluções orientadas a dados e a rápida evolução das tecnologias e redes de telecomunicações permitem aumentar a instrumentação e a telemetria das redes de água, especialmente de sistemas de distribuição, permitindo que a concessionária de água introduza agora dispositivos inteligentes, como bombas, tubulações, sensores e válvulas em sua rede.

O acelerado processo de urbanização brasileiro impactou diretamente a demanda por recursos hídricos, tornando-os progressivamente mais escassos no país.

O último índice de perdas na distribuição de água no Brasil, elaborado pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, indicou que 38,3% do volume disponibilizado no país não foi contabilizado como montante consumido, seja por vazamentos, falhas nos sistemas de medição ou ligações clandestinas. Em relação ao índice de perdas de faturamento totais, esse número é ainda maior, alcançando 39,21%, o que equivale a mais de R$ 11,3 bilhões não contabilizados.

Para efeito de comparação, esse montante equivale a perda de 6,5 bilhões de m³, ou mais de 7 mil piscinas olímpicas por dia. Só as perdas físicas (aquelas referentes a vazamentos) alcançam 3,5 bilhões de m3, volume suficiente para abastecer aproximadamente 30% da população brasileira por um ano.

O volume de perdas de um sistema de abastecimento de água é um fator chave na avaliação da eficiência das atividades comerciais e de distribuição de um operador de saneamento. Ciente dessa realidade, nos últimos anos a Sabesp vem implementando uma série de iniciativas com foco em incentivar o uso racional da água.

Através de sistemas de monitoramento, a empresa conseguiu controlar de forma rápida e eficiente uma série de problemas relativos às redes de distribuição, sobretudo a detecção de fraudes e falhas na medição. A V2COM faz parte dessa história ao desenvolver tecnologias de telemetria que atuaram diretamente no combate às denominadas perdas aparentes.

Também chamadas de não físicas ou comerciais, esse padrão de perda está relacionado ao volume de água que foi efetivamente consumido pelo usuário, mas que, por algum motivo, não foi medido ou contabilizado. São falhas decorrentes de erros de medição (hidrômetros inoperantes, com  submedição, erros de leitura, fraudes, equívocos na calibração dos hidrômetros), ligações clandestinas, by pass irregulares nos ramais das ligações (conhecidos como gatos), falhas no cadastro comercial e outras situações. Nesse caso, então, a água é efetivamente consumida, mas não é faturada pelo prestador de serviços.

Com o desenvolvimento e implantação de sensores de ponta à ponta, ligados a sistemas robustos de processamento de dados, a tecnologia de IoT garantiu que as perdas aparentes da companhia fossem detectadas com muito mais facilidade e, assim, combatidas ao longo de todos os canais de distribuição. Veja abaixo o histórico de perdas da Sabesp:

telemetria perdas água

Especificamente em clientes de grande consumo, como escolas, prédios comerciais e indústrias, os sistemas de telemedição da V2COM permitem que os hidrômetros enviem informações sobre os padrões de consumo de água em intervalos regulares de tempo. Com isso, é possível identificar vazamentos de maneira muito mais rápida, evitando o desperdício e custos desnecessários nas contas dos clientes.

Esse mesmo padrão de tecnologia também tem sido amplamente utilizado pela V2COM para auxiliar as distribuidoras de energia elétrica a reduzirem perdas comerciais. Dessa maneira, é possível refinar o monitoramento do consumo em tempo real, o gerenciamento automático das operações e a tomada de decisão remota com elevada assertividade.

Leia também:
Histórias de Sucesso V2COM: Celesc reduz perdas milionárias com tecnologia de IoT

Há quase duas décadas, a V2COM desenvolve soluções inteligentes que combinam a captação e o processamento de dados para minimizar riscos e melhorar as cadeias de produção e de entrega de serviços.

Para saber mais detalhes sobre nossa premiada plataforma de IoT e suas incontáveis possibilidades de uso e customizações, entre em contato através do formulário abaixo:


Assine nosso conteúdo

 

 


sensoriamento de IoT

Sensoriamento de IoT: fazendas mais eficientes e sustentáveis

Sensoriamento de IoT: fazendas mais eficientes e sustentáveis

Nos próximos 30 anos, a população mundial deverá crescer em 2.2 bilhões de habitantes. Ao todo, seremos 9.8 bilhões de pessoas dividindo necessidades básicas como habitação, energia e, principalmente, alimentação.

Para suprir esse impactante acréscimo de demanda, e tendo-se em conta a intensificação dos movimentos globais em prol da sustentabilidade, a agropecuária precisará produzir mais com menos: menos terras cultiváveis, menos fertilizantes, menos consumo de água e menos emissão de gases do efeito estufa.

Anos atrás, esse desafio parecia intransponível. Mas hoje, com o rápido desenvolvimento de novas tecnologias, como o sensoriamento de IoT e sua vasta aplicação no campo, é plenamente factível projetarmos um mundo onde a oferta de alimentos seja suficiente para suprir as necessidades de quase 10 bilhões de pessoas, sem a sobrecarga do meio ambiente e de seus recursos finitos.

Sensoriamento de IoT em vacas leiteiras

Ao redor do mundo, diversas linhas de pesquisa unem o conhecimento científico da academia e a experiência tecnológica e de mercado das empresas para desenvolver soluções capazes de tornar a rotina agropecuária cada vez mais inteligente, sustentável e eficiente.

Na Europa, por exemplo, o projeto Internet of Food and Farm 2020 tem divulgado resultados bastante interessantes a partir do sensoriamento do gado de leite.

Em um experimento que envolve quatro países europeus - Dinamarca, Letônia, Lituânia e Alemanha -, cerca de 2.200 vacas leiteiras estão sendo monitoradas com tecnologia de IoT, a partir de dados provenientes de rastreadores auriculares com identificação por radiofrequência sem fio.

Com o auxílio de alimentadores robóticos, a tecnologia permite identificar a rotina de alimentação de cada uma das vacas, avaliando, inclusive, a quantidade exata de suplementação de minerais que os animais ingerem diariamente. Essa suplementação impacta diretamente a saúde do gado, sua capacidade de procriação e, claro, a qualidade do leite produzido.

Resultados preliminares da pesquisa apontam que os esforços tecnológicos têm sido acompanhados por importantes progressos. A produção de leite nos rebanhos rastreados aumentou em 1% e a qualidade subiu em 20%. Ao mesmo tempo, o número de animais doentes diminuiu 6 % e o abate de vacas doentes reduziu em quase 25%.

Irrigação inteligente reduz o desperdício de água no campo

De acordo com a FAO e a ONU, a agricultura é o setor responsável por consumir a maior quantidade de água no mundo, utilizando uma média de 70% de todo o recurso. Em paralelo, o setor é o que ainda mais desperdiça água: quase 50% são perdidos no processo produtivo.

De acordo com o Censo Agropecuário de 2017 do IBGE, cerca de sete milhões de hectares são irrigados no Brasil, o que representa um aumento de mais de 50% em comparação com os dados de 2006. Estima-se que sejam necessários aproximadamente 1000-3000 m³ de água para cada tonelada de grãos colhidos, ou ainda, 1285 litros para cada quilo de soja produzido.

Sensoriamento de IoT: consumo de água por setor

O sensoriamento de IoT é uma tecnologia fundamental para tornar a produção agrícola mais sustentável. Ela é um dos eixos centrais da irrigação de precisão, que se diferencia do método tradicional por trabalhar com a variação espacial e temporal da lâmina de água, ao invés de uma lâmina uniforme para toda a área.

Para tanto, a tecnologia leva em consideração a umidade do solo, as condições climáticas e as exigências de cada tipo de plantio. Assim, apenas as regiões mais secas da fazenda terão os sistemas de irrigação acionados, o que representa uma economia imensa de recursos hídricos.

Veja também:
Com o Plano Nacional de IoT instituído, qual a expectativa para o agronegócio?

Segundo a empresa de pesquisa MarketsandMarkets,  o mercado global de irrigação inteligente foi avaliado em US$ 0,83 bilhão, em 2018, e deve chegar a US$ 1,76 bilhão até 2023, a um CAGR de 16,30%. O continente americano é protagonista nesse tipo de solução, com quase 50% do mercado global, concentrados sobretudo nos Estados Unidos, Canadá e Brasil.


Assine nosso Conteúdo

 

 


IoT Spotlight 2020

"IoT é vital para os negócios", afirmam 84% dos participantes do IoT Spotlight 2020

"IoT é vital para os negócios", afirmam 84% dos participantes do IoT Spotlight 2020

A Vodafone acaba de lançar o relatório IoT Spotlight de 2020, cujo foco é entender o impacto da Internet das Coisas sob o contexto da pandemia da COVID-19, período em que as rotinas digitais das empresas estão a todo vapor.

Para a pesquisa, foram entrevistadas 1.639 companhias em nível mundial. Os participantes revelaram como estão aplicando a IoT em seus processos e o que pensam sobre as projeções da tecnologia no futuro.

Confira os principais destaques:

Efeito COVID-19

A pandemia do novo coronavírus acelerou o processo de digitalização das empresas. Ao menos 77% dos participantes elevaram o ritmo dos projetos de IoT durante os últimos meses.

Eles ainda destacam que a Internet das Coisas é vital para manter a saúde dos negócios: 84% das empresas dizem que a tecnologia tem sido fundamental nessa nova realidade, de tal forma que tornou-se prioridade integrar os dispositivos de IoT à rotina de trabalho dos colaboradores.

Além disso, 73% dos respondentes concordam que a COVID-19 irá acelerar a implantação e escalabilidade dos projetos já em andamento.

IoT aumenta o desempenho das empresas 

Um outro dado importante do IoT Spotlight 2020 vai na direção de outras pesquisas já lançadas, que apontam para a fundamental importância da IoT quando o assunto é incrementar o desempenho dos processos empresariais.

Os participantes são claros ao defenderem que a Internet das Coisas agrega valor e aumenta o ROI dos projetos. Além disso, 87% afirmam terem experimentado uma melhoria na estratégia comercial central da empresa com a adoção da tecnologia.

Ainda, 95% das companhias revelam já terem alcançado o ROI com os investimentos em IoT e 55% delas presenciaram a redução de custos operacionais numa média de 21%. A implantação dos projetos também gera como benefícios o aumento da produtividade dos colaborares (49%) e uma melhor experiência do cliente (59%).

Novas possibilidades de negócios

Um dos achados mais surpreendentes do IoT Spotlight 2020 mostra que, graças à adoção da IoT, 84% das empresas podem agora executar e criar coisas que antes imaginavam não ser possíveis.

Além disso, a tecnologia também tem sido importante para 84% dos participantes quando o assunto é atingir as metas de sustentabilidade. Ainda, 73% afirmam que as organizações quem não implantarem a Internet das Coisas em seus negócios ficarão ultrapassadas dentro de cinco anos.

Leia também:
Tecnologias na Agricultura ajudam setor a crescer apesar da pandemia de covid-19

Segundo Erik Brenneis, Diretor de IoT da Vodafone, "a IoT não se trata apenas de aumentar ROI ou reduzir custos. Ela representa uma verdadeira mudança na forma como as empresas operam".

Erik ainda afirma que os desafios de implementação da tecnologia existem, mas são muito menores que as infinitas oportunidades que a Internet das Coisas já provou trazer.


Assine nosso Conteúdo