fraude de energia

Tecnologia digital para corte e religa de energia: mais segurança e eficiência

Por estarem imersas em um ambiente de forte regulação, as empresas do setor de energia são fortemente impactadas pelo grande desafio de gerar receita sem o aumento desenfreado das tarifas pela prestação dos serviços.

Além disso, a legislação aplicável ao setor impõe uma série de diretrizes com vistas a garantir a prestação de um serviço de qualidade, capaz de atender à demanda de energia com o máximo de efetividade possível.

Por essa razão, as concessionárias de energia estão em busca constante por novas tecnologias capazes de garantir a eficiência do serviço prestado com o mínimo possível de custos operacionais. Entre as principais inovações, destacam-se as soluções para telegestão, telemedição, corte e religa remoto de energia.

Esses avanços estão diretamente ligados ao desenvolvimento das redes celulares (com ampla cobertura nacional e internacional) nos últimos anos, que permitiu a escalabilidade de aplicações robustas e seguras, capazes de trazer para o ambiente digital rotinas, e até mesmo processos inteiros, antes oneradas pelas limitações custosas do mundo físico.

Digitalização do Corte e Religa de Energia

No caso específico do corte e religa de energia, a necessidade de deslocamento das equipes técnicas para o local do serviço acarreta diretamente custos operacionais mais elevados e, claro, mais tempo demandado para a execução da tarefa.

Além disso, a presença física dos trabalhadores para o corte de energia os torna muito mais vulneráveis, sobretudo em cenários de inadimplência recorrente. Não são raras as vezes em que as equipes técnicas são recebidas com bastante violência quando tentam interromper o serviço de distribuição de energia.

Em vista de todas essas complexidades, é possível hoje combater a inadimplência com tecnologia de ponta. Com comunicação celular (e bluetooth em algumas situações) os profissionais técnicos das companhias de energia podem realizar as ações de corte e religa à distância. Não é mais necessário ingressar nas instalações e propriedades dos clientes para a efetivação das tarefas.

O serviço remoto, além de acelerar toda essa dinâmica, permitindo que uma mesma equipe consiga operar vários pontos com muito mais efetividade e agilidade, ainda garante a segurança dos trabalhadores, que não ficam mais expostos aos riscos de sofrerem qualquer tipo de ameaça ou violência física por parte dos clientes inadimplentes.

Além disso, a tecnologia remota acelera o ciclo entre o vencimento da fatura e o efetivo encerramento dos contratos de prestação de serviço, o que garante importante redução de custos operacionais, sem a necessidade de deslocamentos constantes.

Os dispositivos que efetivam o corte e religa da energia podem ser instalados tanto no nível dos medidores de energia, quanto no ramal que efetiva a comunicação entre os postes da distribuidora e os clientes finais.

Veja também:
Como a tecnologia viabiliza os prosumidores nas Smart Grids?

Importante destacar que, no caso da instalação em âmbito do ramal, toda a operação se dá fora da propriedade do cliente, garantindo mais segurança e agilidade. Ainda mais, como a tecnologia é ajustada de forma individualizada, não há mais necessidade de desligamentos que possam acometer uma rede inteira de distribuição.

Além disso, mais do que os ganhos operacionais experimentados pela concessionária e a segurança das equipes técnicas, não se pode esquecer dos ganhos que a comunidade, como um todo, usufrui com a incorporação das tecnologias remotas.

Uma vez que os problemas são combatidos com mais celeridade, diminui-se o repasse da inadimplência para os clientes que assumem o compromisso de pagamento em dia, mantendo-se o valor das tarifas de energia.

MTE N1 e MTR N1: segurança e eficiência operacional

Solução completa para leitura remota do consumo de energia e corte remoto do serviço de fornecimento via tecnologia celular de baixo custo NB-IoT.

Com o MTE N1 é possível efetuar a leitura remota do medidor via comunicação PIMA, com o corte remoto do fornecimento de energia efetuado diretamente no disjuntor do medidor. Com isso, é possível reduzir importantes custos operacionais, diminuindo o deslocamento de profissionais para a execução das tarefas.

Já com o MTR N1, o corte é efetuado no nível do ramal com blindagem total à rede de energia. Há também a possibilidade de comunicação Bluetooth para corte do tipo walking-by. Desse modo, as equipes técnicas não precisam adentrar a propriedade dos clientes para interromper o fornecimento do serviço, o que lhes garante muito mais segurança.

MTE N1 e MTR N1 estão disponíveis em duas versões, monofásica e trifásica.

 

 


Guilherme Spina - Webinars 2020

5G é mais que conectividade: traz ganhos reais em produtividade

A Amcham Campinas promoveu hoje (06/05) um debate sobre a tecnologia 5G guiado pelo CEO da V2COM WEG Group, Guilherme Spina, e pelo diretor da Embratel (Claro) para mercados empresariais, Adriano Pires. O evento contou com a participação de importantes agentes do mercado e membros da câmara.

Em sua apresentação, Guilherme Spina destacou os avanços das fases de testes conduzidas no Open Lab 5G WEG/V2COM, em um ambiente real de fábrica, em Jaraguá do Sul (SC). Tomando o 5G como um grande vetor de aceleração da digitalização de ativos reais, Spina explicou sobre a importância do projeto para a criação de ofertas ao mercado que, de fato, sejam moldadas para as mais diferentes demandas e realidades empresariais e produtivas.

Os testes ajudam a estabelecer e melhor segmentar os casos de uso do 5G de acordo com cenários diversos. Entre eles, podemos destacar:

  • os que se orientam para geração de receita ou economia de custos;
  • modelos de negócios a partir de redes 100% privativas ou com utilização de faixas de frequência licenciadas pelas operadoras de telecom;
  • diferentes aplicações do 5G de acordo com o porte, modelo operacional e segmento das empresas;
  • particularidades dos ambientes que acomodam as aplicações, sejam elas indoor ou outdoor.

https://www.youtube.com/watch?v=bTwsl2A-y48

Ainda apresentando os resultados experimentados no Open Lab, Spina ressaltou a importância do 5G para aplicações que demandam mobilidade, como os robôs autoguiados.

Esse avanço está diretamente relacionado às características que a nova tecnologia prometeu oferecer desde o lançamento do release 15 do 3GPP, de fato comprovadas na prática. Falamos especialmente da baixíssima latência, alta velocidade, densificação e confiabilidade inerentes à rede de quinta geração. Por estarem em constante movimento, esses robôs (e, por extensão, outros veículos autônomos) precisam de resposta imediata e ausência de interferências para operarem perfeitamente.

Já em sua apresentação, Adriano Pires, diretor da Embratel, destacou a importância do Open Lab 5G como um ambiente de testes contínuo, que há mais de um ano vem comprovando com dados reais o grande potencial da nova rede no contexto das tecnologias da indústria 4.0.

Adriano destacou que na fase atual do projeto, composta por um cenário em que toda a arquitetura de rede e o core estão em 5G, abre-se grande espaço para avanços robustos em computação de borda (Edge Computing), trazendo para a ponta da operação uma capacidade de processamento de dados jamais vista.

Saiba mais sobre o Open Lab 5G

No final das apresentações, após uma série de perguntas e debates sobre a aplicação prática do 5G, ficou claro que, mais do que conectividade pura e simplesmente, a nova tecnologia está sendo efetivamente aplicada para casos de uso reais que trazem ganhos importantes em produtividade e eficiência.


Gateway Industrial

Gateways Industriais: comunicação ponta a ponta otimizada

O ecossistema da Internet das Coisas (IoT) tem sido cada vez mais explorado por diferentes verticais de mercado com o intuito de extrair o máximo proveito dos dados gerados durante o processo produtivo.

Ao interligar uma série de tecnologias, como as de Cloud, Edge, Big Data e Inteligência Artificial, a IoT viabiliza a comunicação entre diferentes equipamentos, máquinas, controladores, sensores e outros dispositivos, de tal modo a construir um fluxo inteligente de informações, de ponta a ponta.

Nesse trajeto, os gateways são responsáveis por viabilizarem a comunicação entre os sensores e a nuvem, atuando como o iniciador da cadeia de comunicação em IoT.

NG 41
       NG 41: Comunicação Wireless Inteligente

Mais do que isso, com um ambiente de conectividade cada vez mais complexo, marcado por diferentes protocolos e uma vasta gama de sensores, atuadores, transmissores, etc, os gateways reduzem complexidades, permitindo uma comunicação harmônica e eficaz entre os dispositivos conectados.

Ainda, realizam o processamento inicial de dados, otimizando toda a cadeia de comunicação subsequente, até os sistemas de gestão integrada (SGI).

Em outras palavras, os gateways são os tradutores universais da cadeia de IoT, sintonizando diferentes redes e equipamentos, independentemente do protocolo, arquitetura e ambiente que os regule.

Gateways Industriais: uma realidade em rápida expansão

A aplicação de gateways no ambiente industrial representou um importante salto no processo de digitalização, trazendo para a realidade as chamadas fábricas inteligentes, onde a coleta e o compartilhamento de dados integram o ecossistema de comunicação entre máquinas, dispositivos e sistemas de controle.

Neste ambiente, é possível articular uma arquitetura de comunicação de tal modo que todos os dados trafegados nos processos industriais até a nuvem passem pelos gateways. Para tanto, utiliza-se um Controlador Lógico Programável, que justamente atua como um gateway, efetivando a conexão entre a nuvem e os CLPs da rede de controle e os demais dispositivos presentes no ambiente.

Veja também:
Redes privadas acomodam versatilidade das aplicações indoor de IoT

Os gateways industriais também são marcados por grande versatilidade, podendo ser utilizados tanto em aplicações simples, de pequenas manufaturas, até mesmo em ecossistemas bastante complexos, conectando não apenas os equipamentos entre si, mas também grandes complexos industriais.

Nesse último cenário, falamos de milhares de dados gerados a cada segundo, o que exige uma capacidade de processamento extremamente robusta. Além disso, com a capacidade de filtragem inteligente, os gateways atuam como um importante otimizador de dados, enviando para a nuvem apenas aquilo que seja de fato relevante para a tomada de decisão. Com isso, diminui-se o volume de dados processados e, por extensão, otimiza-se a largura de banda necessária nas operações.


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    future proof

    Redes privadas acomodam versatilidade das aplicações indoor de IoT

    Com o incremento na complexidade dos negócios, empresas de diferentes segmentos estão empenhadas em viabilizar a integração de seus equipamentos e customizar aplicações através de redes privadas.

    Em operações em que há grande circulação de dados, esse tipo de rede mostra-se uma opção interessante, sobretudo em razão dos incrementos em segurança e maior proteção às informações. Nessa arquitetura, é preciso ter acesso ao firewall da empresa para obter os dados, o que, por si só, já minimiza ataques de terceiros mal-intencionados.

    Além disso, as redes privadas asseguram uma conectividade mais estável, com menos interferências e maior controle. Essas características são especialmente importantes em operações críticas, com grande volume de dados em circulação e necessidade de baixíssima latência.

    Algumas verticais do mercado, como indústria 4.0, mineração, logística, energia e gás, são potencialmente mais inclinadas para implantações de redes privadas. As aplicações costumam ser vantajosas por permitirem maior flexibilidade no atendimento a demandas específicas de cada empresa. Desse modo, a arquitetura de rede pode ser pensada de acordo com a operação ponta a ponta, o que traz muito mais eficiência em cada etapa da produção.

    Redes Celular: flexibilidade para diferentes demandas

    As tecnologias de conectividade celular já são bastante utilizadas em ambiente outdoor, sobretudo em razão de seu longo alcance, que ultrapassa dezenas de quilômetros.

    No ambiente indoor, onde a distância não é um fator relevante de performance, é possível implantar células compactas que garantem cobertura de alta qualidade. Os dispositivos, sobretudo os compatíveis com tecnologia 4G (LTE) e 5G, beneficiam-se de protocolos de sinais com altos níveis de sensibilidade, capazes de transmitir dados às antenas locais com baixo consumo de energia, o que eleva a durabilidade das baterias e reduz custos.

    Um outro aspecto fundamental no ambiente indoor, especialmente em aplicações críticas, é a garantia que a conectividade wireless oferece em relação à baixíssima latência. Isso porque os comandos de controle precisam ser extremamente precisos, com a certeza de que o tempo de resposta será quase imediato. Esses requisitos estão, muitas vezes, associados à segurança de trabalho, especialmente quando a interação homem-máquina não pode comportar erros.

    A variedade de possibilidades que o ambiente indoor oferece, seja em chão de fábrica ou grandes armazéns e centros de distribuição, faz surgir a demanda por diferentes requisitos de largura de banda. Cada grupo de aplicações vai demandar uma especificidade diferente: algumas transmitem apenas alguns bytes de dados a cada segundo; já outras multiplicam esse volume milhares de vezes. Toda essa diversidade de banda deve ser facilmente suportada pela rede de comunicação celular para downlink e uplink.

    Veja também:
    [Descarbonização]: 38% da energia elétrica produzida em 2021 foram de fontes limpas

    A conectividade celular é também essencial para garantir a eficiência dos chamados veículos autoguiados (AGV). Como as redes móveis são fundamentalmente projetadas para atender operações em que há deslocamento dos dispositivos, elas garantem uma operação muito mais confiável e sem interrupções o que, por extensão, incrementa a segurança do ambiente e dos operadores.


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      sensores de IoT

      Como funcionam os sensores inteligentes em soluções de IoT?

      O uso de sensores inteligentes é uma prática comum nas indústrias e empresas há bastante tempo. Entretanto, com o advento da Internet das Coisas, o papel que eles desempenham nos projetos alcançou um novo patamar.

      Pode-se dizer que os sensores representam o início da cadeia de coleta de dados que, ao serem processados pelas plataformas de IoT, geram insights essenciais para a tomada de decisão de forma assertiva e até mesmo para o desenvolvimento de novas frentes de negócio.

      Em geral, um sensor inteligente tem três componentes principais: um sensor que captura os dados do ambiente ou equipamento; um microprocessador, que calcula a saída do sensor via programação; e recursos de comunicação que informam à saída do microprocessador a ação a ser tomada.

      Um sensor inteligente pode ser composto por vários outros sensores, bem como transdutores, transceptores, amplificadores, filtros analógicos e fonte de alimentação, entre outros componentes.

      Para ser mais eficaz, os sensores de IoT devem incluir padrão de comunicação wireless, além de serem suficientemente robustos para computar os dados de forma remota, e programáveis para acomodar novos recursos conforme necessário.

      Sensores Inteligentes para IoT

      O aumento da visibilidade que os sensores inteligentes de IoT oferecem aos fluxos de trabalho e processos existentes permite que as empresas vejam onde estão as "coisas" graças aos dados em tempo real. E conforme os dados começam a ser extraídos, os tomadores de decisão passam a ter a capacidade de prever o que virá a seguir (análise preditiva).

      Nas manufaturas, por exemplo, isso é essencial para garantir o desempenho máximo das linhas de produção. Os sensores inteligentes podem coletar dados históricos das máquinas e construir modelos para prever quando os componentes do equipamento podem falhar, antecipando-se a paradas indevidas.

      Entre os principais sensores que podem compor as soluções de IoT, destacamos a seguir quatro deles.

      Sensores inteligentes de detecção de movimento

      São dispositivos eletrônicos usados para detectar o movimento físico de objetos e pessoas em uma determinada área, transformando-o em um sinal elétrico.

      A detecção de movimento desempenha um papel importante no setor de segurança. Esses sensores têm sido usados em soluções voltadas ao combate a furtos de energia elétrica, por exemplo, detectando e disparando alarmes que avisam o controle central sobre uma possível invasão. Também são bastante eficientes contra tentativas de furto de tanques de armazenagem (como os presentes em plantas de gás) e até mesmo para evitar roubo de gado, um problema extremamente danoso para a agropecuária brasileira.

      Entre os principais tipos de sensores de movimento estão:

      • Infravermelho Passivo (PIR): muito usado para segurança doméstica, ele detecta o calor do corpo (energia infravermelha);
      • Ultrassônico: envia pulsos de ondas ultrassônicas e mede o reflexo de um objeto em movimento, rastreando a velocidade das ondas sonoras.
      • Microondas: envia pulsos de ondas de rádio e mede o reflexo de um objeto em movimento. Eles cobrem uma área maior que os sensores infravermelhos e ultrassônicos, mas são vulneráveis ​​à interferência elétrica.

      Sensor de proximidade

      Trata-se de um dispositivo que detecta a presença ou ausência de um objeto próximo e o converte em sinal que pode ser facilmente lido pelo usuário ou por um simples instrumento eletrônico.

      Os sensores de proximidade são amplamente usados ​​no setor de varejo, pois detectam movimento e a correlação entre o cliente e o produto em que podem estar interessados. Com isso, um usuário é imediatamente notificado sobre descontos e ofertas especiais dos produtos que estejam nas proximidades.

      Eles também são usados ​​para disponibilidade de estacionamento em locais como shoppings, estádios e aeroportos, o que compõe uma pequena parcela do grande poder transformador que as Smart Cities representarão num futuro não tão distante.

      Entre as principais categorias de sensores de proximidade temos:

      • Sensores Indutivos: usados ​​para detecção sem contato para descobrir a presença de objetos metálicos através de um campo eletromagnético ou um feixe de radiação eletromagnética;
      • Sensores Capacitivos: usados para detectar tanto alvos metálicos quanto não metálicos. São normalmente aplicados em soluções de alta complexidade;
      • Sensores Fotoelétricos: compostos por partes sensíveis à luz responsáveis por detectar a presença ou a ausência de um objeto. É uma alternativa ideal para os sensores indutivos. Podem também ser usados para detecção de longa distância;
      • Sensores Ultrassônicos: usados ​​para detectar a presença ou medir a distância de alvos, de forma semelhante ao radar ou ao sonar. São especialmente usados em condições adversas.

      Sensor de gás

      Os sensores de gás são usados ​​especificamente para monitorar mudanças na qualidade do ar e detectar a presença de vários gases. Assim como os sensores químicos, eles estão presentes ​​em inúmeras indústrias para detectar a presença de gases tóxicos ou combustíveis, bem como gases de minas de carvão, da indústria petroquímica e de alguns tipos de manufatura, como a de borracha, tintas, plástico e farmacêutica.

      Entre os sensores de gases mais comuns destacam-se: sensor de dióxido de carbono, gás metano, monóxido de carbono, óxido de nitrogênio, oxigênio e ozônio.

      Sensores de nível

      São os sensores usados para determinar o nível ou a quantidade de fluidos, líquidos ou outras substâncias que fluem em um sistema aberto ou fechado.

      Eles estão presentes em uma ampla variedade de indústrias e são especialmente conhecidos por medir os níveis de combustível. Em alguns cenários de agronegócio são importantes para mensurar o tempo de funcionamento de tratores e outras máquinas agrícolas, avisando no momento certo quando precisam ser reabastecidos. Isso, claro, garante que os processos de trabalho sejam sempre contínuos, evitando paradas desnecessárias.

      Na indústria de reciclagem, assim como na indústria de suco e álcool, os sensores de nível são utilizados para auferir  a quantidade de componentes líquidos em estoque. Eles ainda são aplicados na medição de combustível e outros líquidos em contêineres abertos ou fechados, monitoramento de marés e reservatórios de água.

      Leia também:
      Inteligência Artificial e Edge Computing no ecossistema 4.0

      Através deles é possível obter dados que, postos em análise por softwares inteligentes, permitem uma elevada assertividade na tomada de decisão de gestores que podem, por exemplo, dar comandos para elevar a fabricação de um ativo ou auferir com alta precisão quanto de determinado líquido está pronto para distribuição.


      AIoT

      Inteligência Artificial e Edge Computing no ecossistema 4.0

      A Inteligência Artificial das Coisas (AIoT) está em plena ascensão no mundo das tecnologias 4.0. O termo remete à Inteligência Artificial inserida no ecossistema da Internet das Coisas, com foco no desenvolvimento das operações de IoT, das interações entre humanos e máquinas, além do fortalecimento da gestão remota de ativos, análise inteligente de dados e manutenção preditiva.

      O potencial de transformação dessa nova dinâmica é tão grande que até mesmo os analistas mais experientes afirmam ser praticamente impossível prever o mundo nos próximos dez anos.

      A AIoT amplia drasticamente o espectro de atuação das tecnologias digitais, integrando diferentes verticais da economia de uma forma jamais vista.

      Como funciona a Inteligência Artificial das Coisas?

      A Internet das Coisas é potencializada a partir da integração de três tecnologias emergentes: Inteligência Artificial, redes 5G e Big Data.

      O 5G é o grande viabilizador da comunicação de dados, garantindo elevadíssima velocidade de conexão, alto throughput e baixíssima latência, o que permite o gerenciamento em tempo real dos dispositivos. Já com a tecnologia de Big Data, esses dados podem ser analisados em larga escala, o que permite escalar em níveis jamais vistos a potencialidade das soluções de IoT.

      Já no que se refere à Inteligência Artificial, temos algoritmos sendo utilizados para análise de dados e outros recursos como aprendizado de máquinas.  Ao ser incorporada pela Internet das Coisas, a IA expande seu potencial por contar com um aparato completo de conectividade, fazendo com que os dispositivos processem informações e aprendam a tomar decisões como seres humanos.

      Os sistemas geridos por AIoT objetivam a autossuficiência e, como consequência, reduzem custos processuais, além de acelerarem a escalabilidade dos projetos e o Retorno Sobre o Investimento (ROI).

      Saiba mais:
      Como o monitoramento e gerenciamento remoto reduz custos produtivos?

      A fusão das tecnologias permite superar o grande desafio atual de gerenciar, analisar e interpretar uma enorme quantidade de dados proveniente das aplicações de IoT, criando valor de fato para as empresas e pessoas. A ideia é simplificar a tomada de decisão, "filtrando" as informações que efetivamente precisam ser analisadas.

      Essa dinâmica visa identificar padrões de desempenho/comportamento e lacunas que dificultam o processo de automação. Mais ainda, ela adiciona um importante viés qualitativo à análise. Na logística, por exemplo, os sistemas de AIoT não apenas auxiliam na gestão do estoque, mas tomam decisões ordenando, por exemplo, a ordem de entrega de mercadorias, com base em diferentes critérios.

      Edge Computing e IA: combinação de tecnologias em números

      Segundo uma análise da Cisco, a implementação de Inteligência Artificial (IA) em diferentes negócios quase triplicou entre 2016 e 2020. Na mesma direção, projeções indicam que até o final deste ano, cerca de 30% dos investimentos em Tecnologia da Informação irão para a Edge Computing. Ambas as tecnologias, IA e Edge, trabalham em perfeita sintonia, como se uma impulsionasse o potencial da outra.

      Tradicionalmente, a inteligência das soluções estava diretamente associada à nuvem (cloud), com processamentos mais robustos de um grande volume de dados. Mas com a expansão da IoT e a necessidade de conectar dispositivos remotos, permitindo que os mesmos fossem capazes de tomar decisões no menor intervalo de tempo possível, a inteligência artificial passou a ser implementada na borda.

      Essa mudança de paradigma aliviou a largura de banda exigida e custos de backhaul. Como resultado, novas aplicações tornaram-se viáveis, agregando ainda mais valor para as operações que utilizam esse verdadeiro pacote de tecnologias de forma coordenada.

      Não à toa, diversos estudos demonstram o grande impacto desse novo ecossistema tecnológico na economia. A Cisco afirma que a taxa de crescimento anual ligada a essas tecnologias é de 25%, enquanto o Fórum Econômico Mundial projeta mais de US$ 3,5 trilhões em investimentos, criação de empregos e novos negócios dentro dos segmentos que compõem a Indústria 4.0.

      Conera: IoT simples e Segura

      Conera™ é o middleware V2COM para aplicações em Internet das Coisas. A tecnologia foi desenvolvida para atender à totalidade dos fatores que impactam diretamente no sucesso das soluções de IoT.

      Ao se comunicar com os sistemas operacionais mais utilizados no Ecossistema de Internet das Coisas, o Conera™ elimina as complexidades das variáveis de Hardware, gestão e comunicação de dados, o que expande suas possibilidades de aplicação, de forma flexível e segura.

      Seu grande pacote provê soluções para diferentes necessidades, como:

      • um software embarcado flexível, robusto e seguro.
      • uma comunicação confidencial, autenticada e disponível.
      • um serviço cloud para coletar os dados, controlar os equipamentos e disponibilizar estes dados para os usuários.

      Os protocolos do Conera™ permitem o máximo aproveitamento de cada tecnologia de comunicação wireless, explorando o melhor das características de consumo de energia da NB IoT ou a baixa latência do 5G.


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