Inteligência Artificial

Saiba porque a Inteligência Artificial tem atraído os maiores CFOs

Saiba porque a Inteligência Artificial tem atraído os maiores CFOs

 

De acordo com recente estudo do McKinsey Global Institute, as companhias que incorporarem novas ferramentas de Inteligência Artificial nos próximos 5 a 7 anos têm potencial de duplicar o fluxo de caixa, até 2030.

Ao mesmo tempo, as empresas que não adentrarem essa nova realidade, ou o fizerem de modo parcial e desajustado, poderão experimentar até 20% de decréscimo no fluxo de caixa, nesse mesmo período.

Adaptado McKinsey Global Institute: Diferentes panoramas de fluxo de caixa em razão da adoção adiantada ou tardia de Inteligência Artificial
Adaptado McKinsey Global Institute

Assim, está mais do que claro: a Inteligência Artificial está diretamente ligada ao potencial financeiro de uma empresa.

É por essa razão que um número crescente de CFOs tem procurado se informar mais sobre esse novo paradigma tecnológico, buscando mapear os processos nos quais, de fato, é possível incorporar a Inteligência Artificial.

 

Inteligência Artificial apresenta grande potencial de impacto positivo sobre KPIs financeiros

A McKinsey entende a Inteligência Artificial como um conjunto de cinco grandes tecnologias:

  • Visão Computacional
  • Processamento de Linguagem Natural - que seria a habilidade de máquinas e robôs compreenderem e interpretarem a linguagem (escrita e falada) natural dos humanos. A Siri da Apple é um exemplo.
  • Processos de Automação - relacionado diretamente ao campo de expansão da IoT
  • Machine Learning
  • Assistentes Virtuais Inteligentes - trata-se de softwares com a função de assessorar agendas, tarefas e rotinas dos usuários.

O Google Assistant é um bom exemplo disso. Veja no vídeo:

 

https://www.youtube.com/watch?v=FPfQMVf4vwQ

A pesquisa demonstra que 70% das companhias no mundo irão agregar ao menos uma dessas cinco tecnologias à sua realidade, até 2030.

Mais do que isso, especialmente entre as maiores empresas, uma parcela significativa delas fará uso integral de todas essas "subdivisões" da Inteligência Artificial.

International Data Corporation (IDC) também prevê vultosos investimentos em tecnologia. Os dados apontam para um crescimento de 69,8% no CAGR (Compound Annual Growth Rate) de 5 anos na Ásia Pacífico, excluindo-se o Japão.

 

Engajamento do C-level a novas tecnologias ainda está em fase experimental

Mesmo diante de expectativas tão promissoras quanto essas, o olhar do C-level de muitas empresas ainda não está plenamente voltado a investimentos em Inteligência Artificial.

Prova disso é a falta de KPI's claros sobre a temática e uma grande dificuldade em se mensurar os ganhos de negócio advindos dessa nova realidade.

Um recente achado da Ernest & Young corrobora esse cenário. Após consultar 122 líderes de negócios na última EmTech Digital Conference, descobriu-se que 52% deles não sabem definir propriamente um KPI relacionado à Inteligência Artificial.

 

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Nota-se, portanto, que grande parte do C-level ainda está aprendendo mais sobre essa nova realidade e fazendo testes. Ou seja, essas inovações tecnológicas ainda não compõem claramente a estratégia de negócio de muitas empresas, de um modo prático e, sobretudo, mensurável.

Os dados da EY ainda mostram que apenas 21% dos grande dirigentes estão de fato criando esforços e planejamentos com base na Inteligência Artificial, apoiados em uma estratégia clara. Desse modo, há um grande espaço a ser percorrido rumo a uma transformação digital efetiva.

Prova disso é que simulações do McKinsey Global Institute esperam mais de 13 trilhões de dólares incrementais no PIB global até 2030, apenas no que se refere ao potencial específico da Inteligência Artificial e sua aplicação vasta e dinâmica em diferentes áreas e setores da economia.

 

Investimentos estruturantes em tecnologia são fundamentais para garantir o otimismo

Todos esses dados, entretanto, dependem de um cenário estruturante maior. Os benefícios financeiros advindos da Inteligência Artificial estão intimamente relacionados ao grau de investimento em pesquisa e desenvolvimento de empresas desenvolvedoras dessas tecnologias. Afinal, somente a partir disso é possível expandir as aplicações a empresas de outros segmentos.

Os dados da McKinsey indicam que economias mais desenvolvidas estariam um passo à frente e poderiam auferir ganhos adicionais de 20 a 25% em relação às nações em desenvolvimento, ainda dependentes de tecnologia vinda de fora. Isso, obviamente, realça a importância de investimentos, parcerias e incentivos às empresas nacionais que desenvolvem tecnologia de ponta.

 

China ou Estados Unidos: quem toma a liderança?

Nessa corrida pela liderança na Inteligência Artificial, China e Estados Unidos competem pelo primeiro lugar. Não é à toa que o atual governo norte-americano de Trump tem imposto uma série de sobretaxas a produtos chineses com intuito de mitigar a competitividade da potência asiática.

Mesmo assim, a China tem um plano de ação para os próximos três anos voltado exclusivamente à alavancagem da Inteligência Artificial. Entre as principais áreas abrangidas estão: veículos inteligentes, robôs, drones, diagnóstico médico por imagem, sistemas de identificação de imagem e vídeos, sistemas de interação por voz, Smart Houses, sensores inteligentes, entre muitos outros.

Espera-se gerar com isso um mercado local robusto de mais de 150 bilhões de dólares até 2020. A liderança competitiva, por sua vez, seria plenamente angariada pelos chineses apenas em 2030.

 

CONCLUSÃO

Como se nota, a adoção de tecnologias de Inteligência Artificial por empresas de diferentes segmentos ainda não é uma realidade ampla e sólida. Mesmo assim, há um forte olhar nessa direção, sobretudo por CFOs mais progressistas que entendem na transformação digital uma maneira de alavancar a saúde financeira das corporações o que, obviamente, consolida a vantagem competitiva.

 

Há mais de 16 anos, a V2COM é referência nacional e internacional no conceito de Intelligence Ware.

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Sprint Agile Scrum

Sprints de 1 semana: entenda essa realidade na V2COM

Todo mês, os líderes da V2COM aprofundam temas importantes de suas áreas de atuação.

No artigo de hoje, Philip Breuer – nosso PMO – comenta sobre as novas metodologias usadas no desenvolvimento de produtos de IoT e, especialmente, sobre o impacto que sprints mais curtos têm trazido à toda a empresa.

Boa leitura!

*A versão original do artigo em inglês escrita pelo Philip é encontrada no final da página.

 

Sprints de 1 semana: entenda essa realidade na V2COM

 

Que momento estamos vivendo aqui na V2COM!

Passamos a usar Scrum e Agile para desenvolver novos produtos de IoT. Nosso lema é "making IoT happen" – e, todo dia, fazemos disso uma realidade na empresa.

Optamos pelas sprints de 1 semana. Insano, não?

Talvez um pouco... especialmente para os que preferem ciclos maiores, de pelo menos duas semanas. O argumento comum é que sprints de uma semana poderiam gerar sobrecarga na equipe.

Entretanto, os resultados que temos alcançado nesses últimos tempos é de muita produtividade e, sobretudo, entregas efetivas e constantes. Acredito que isso se deve ao fato de ciclos menores garantirem mais iterações.

Aqui na V2COM, criamos uma rotina de dois planejamentos de sprint para cada ciclo de duas semanas, ou seja, um para cada uma delas. Com isso, somos mais ágeis.

Um dos grandes aprendizados com essa nova rotina é sobre nossa capacidade de planejamento que está cada vez melhor. É preciso sempre manter a velocidade para que os trabalhos sucessivos realmente acontecem de forma integrada. E isso, claro, só é possível a partir do planejamento adequado das sprints.

Com sprints de uma semana é muito importante não haver desperdício de tempo. Por essa razão, formatamos nossas Stand-Up Meetings de forma que elas sejam bastante produtivas e garantam aprendizado a todos. Detalhe importante é sempre manter a diversão! stand-up meetings

Por conta disso, temos notado dois importantes aspectos nessas reuniões:

  • O primeiro é um esforço visível de todos da equipe em fazerem da reunião algo rápido sem deixar de ser produtiva. Sempre há apresentações para clientes, semana após semana. Desse modo, não há tempo a perder!
  • Além disso, em outros tipos de reuniões de equipe, costumamos alinhar esforços para realocar recursos e dividir problemas. Assim, sempre é possível atender aos objetivos do CLIENTE e, sobretudo, MOSTRAR de maneira prática tudo aquilo que construímos.

Todo esse cenário de agilidade, engajamento e comprometimento da equipe faz com que eu perceba um grande diferencial de trabalho aqui na V2COM. Acredito que muito disso se deve aos sprints mais curtos, uma vez que o senso de compromisso é maior. Conseguimos estar em contato constante com as coisas que construímos e, ao mesmo tempo, identificar com agilidade aquilo que faltou executar com perfeição. Afinal, os ciclos de correção são mais curtos.

 

E quanto ao desenvolvimento incremental?

Bom, de acordo com a minha visão particular, o desenvolvimento incremental é uma escolha. É importante decidir se estamos dispostos a investir ou não. Mais do que isso, é importante pensar de um jeito diferente e realmente inovador.

Temos que nos debruçar sobre o que precisa ser feito, sempre com antecedência, claro! Isso, entretanto, não significa que estaremos blindados de falhas. Falhar faz parte dos processos. Mas é importante falhar rápido e aprender com os erros, não importa se em projetos grandes, ou mesmo projetos de hardware.

Tudo isso, combinado às demonstrações constantes aos clientes, permite uma correção de curso sempre bastante assertiva. Aprimoram-se habilidades e processos e, assim, a equipe como um todo sai ganhando.

Falando um pouco mais profundamente das demonstrações aos clientes, é preciso salientar que elas são fundamentais para o nosso aprendizado. Sempre tiramos muito proveito delas. Primeiramente porque buscamos uma comunicação orientada para resultados e, ao mesmo tempo, específica para cada tipo de pessoa com idiomas e culturas diferentes – essa é uma realidade aqui na V2COM.

Por sinal, acredito que esse seja um grande trunfo para a empresa. Estilos diferentes e formas diversas de pensar levam ao crescimento e ao sucesso da organização como um todo. Aqui buscamos nos afastar das queixas “tradicionais” sobre a falta de informação, muito presentes em diversas empresas.

Além disso, não vemos uma incompatibilidade entre a tecnologia e as rotinas de negócios da empresa, muito pelo contrário! Quebramos esse tipo de barreira sendo específicos e ampliando o alcance das soluções desenvolvidas para nossos clientes, sem perder de vista o controle de custos.

 

A metodologia Agile funciona sempre em qualquer lugar?

Em alguns ambientes, há trabalhos documentados mostrando que a metodologia Agile pode não funcionar. Entretanto, o que percebo ao longo da minha experiência profissional é que não se deve buscar um ajuste perfeito. O foco está, sobretudo, nos resultados e essa metodologia nos dá uma estrutura – e um sistema de crenças – que nos leva até lá.

Os aspectos de gerenciamento – planejamento, orçamentos, controle - que alguns descrevem como contrários ao que a Agile propõe são executados através de nossa estrutura de negócios. Assim, a equipe fica plenamente concentrada na inovação.

 

Os integrantes da equipe também conseguem sentir os avanços?

Após meses vivendo essa mudança, notamos que a equipe, como um todo, sentiu uma grande melhora na entrega. Os resultados são obtidos de forma mais rápida e com mais efetividade. A operação e a comunicação dentro da equipe também apresentaram importantes melhoras. Hoje, todos sabem o que cada um está fazendo e, assim, é muito mais fácil pedir ajuda e também ser proativo resolvendo problemas.

E, em meio a tantos progressos, poderíamos nos perguntar: o que vem a seguir?

Um problema comum de equipes de alta performance é que elas se tornam “vítimas do próprio sucesso”. Isso porque à medida que as entregas melhoram, as expectativas sobem, bem como as demandas e a carga de trabalho (backlog). Embora seja um problema ótimo para se ter numa empresa é importante buscar por soluções que criem um ambiente sempre sustentável para todos.

Um importante desafio nesse sentido é o aumento de pedidos informais. Isso, claro, gera uma pressão em todo o time que pode desfocar das prioridades de entrega, justamente para evitar que esses pedidos menores sejam perdidos ou esquecidos.

A solução para isso é criar uma operação, um processo, explicitando como as solicitações devem ser feitas e documentadas. Com isso, nota-se uma instantânea melhora no planejamento e na priorização de demandas (ou seja, preparação de backlog). A estruturação das sprints é facilitada e, assim, garantimos aumento de eficiência e o ciclo de melhoria contínua.

Esquema de Scrum - sprint de uma semana

Uma outra questão importante é que os próprios clientes percebem quando estão diante de uma equipe de alta performance e bastante capacitada. E, claro, usam de seu direito de exigirem sempre o melhor.

Com isso, muitas vezes, as próprias pessoas do time acabam se tornando ansiosas por projetos cada vez maiores e mais desafiadores. Se dosado na medida certa, isso pode ser muito interessante. Diante de um time mais confiante, temos pessoas cada vez mais participativas. As reuniões e conversas sempre geram debates muito produtivos dos quais resultam diversos caminhos para resolver um único problema.

Como consequência, articulamos uma equipe cada vez mais proativa. Ela mesma cria demandas, resolve problemas e não fica presa apenas às orientações pré-estabelecidas.

 

Mesmo diante do sucesso, teria feito algo diferente?

Se me perguntassem o que eu poderia ter feito diferente, diria que teria começado tudo isso mais cedo. Houve um período de aprendizado de toda a equipe antes que de fato a metodologia Agile Scrum pudesse ser aplicada.

Acredito que quanto antes iniciamos algo, mais cedo aprendemos e mais rápido chegamos a um ciclo de melhoria contínua. Entretanto, meu foco não tem sido no passado, mas sobretudo nas oportunidades infinitas que temos para melhorar. E, por melhorar, falo da equipe, dos processos e da realidade de nossos clientes através das entregas.

Afinal, trabalhamos em soluções que ajudam a tornar o mundo um lugar melhor!

 

Confira o artigo original em inglês, CLICANDO AQUI.

 

 

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Campus Inmetro, em Xerém. Demonstração para Cidades Inteligentes

Anatel abre Tomada de Subsídio para diminuir barreiras regulatórias à IoT

Anatel abre Tomada de Subsídio para diminuir barreiras regulatórias à IoT

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) abriu a Tomada de Subsídio - Reavaliação da regulamentação visando diminuir barreiras regulatórias à expansão das aplicações de Internet das Coisas (IoT) e comunicações Máquina-a-Máquina (M2M).

As contribuições serão recebidas até o dia 12 de outubro e devem ser encaminhadas através do Portal da Agência, para a Consulta Pública nº 31/2018. Agentes do setor e a população em geral podem contribuir para a mudança.

A Tomada de Subsídio servirá como material para embasar futuras alterações na regulamentação sobre a Internet das Coisas, previstas de serem publicadas em 2019. Espera-se diminuir os entraves que atrapalham a viabilidade de projetos de IoT.

Casos de uso de IoT - Tomada de Subsidio Anatel
Casos de uso de IoT (Fonte: Anatel)

 

"A ideia é criar um sistema de IoT no Brasil"

Em recente workshop da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), no Connected Smart Cities 2018, João Zanon (Coordenador de Regulamentação da Anatel) afirmou que em reuniões da Câmara de IoT muitos pontos já foram levantados para futuras melhorias.

Segundo ele, será produzido um documento apontando os impactos positivos e também os negativos dessa mudança. "A ideia é criar um sistema de IoT no Brasil" - disse Zanon.

A Tomada de Subsídio é importante, justamente por corroborar esses apontamentos.

Foram ainda explicitados, durante o evento, outros aspectos que podem comprometer a alavancagem da Internet das Coisas no país.

O Secretário de Telecomunicações do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação - Américo Bernardes - lembrou da importância fundamental da criação de uma rede potente de telecomunicações como base para as Smart Cities.

 

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Nesse processo, os postes de iluminação pública são fundamentais. É a partir dessa rede inteligente que se pode gerar um tráfego robusto de dados através de sensores espalhados pelas cidades. A ideia é que todos os dispositivos conectados enviem sinais por meio desses postes de eletricidade os quais servirão como condutores de informações até as centrais.

Bernardes ressaltou ainda que essa discussão deve envolver todos os municípios do Brasil, uma vez que, de uma forma ou de outra, estão interligados.

 

Redes rurais são o grande desafio

Em relação à infraestrutura de telecomunicações e insumos, a Anatel reitera a existência de lacunas de atendimento que podem dificultar a expansão dos serviços conectados, especialmente nas redes rurais.

É preciso considerar as ações necessárias para garantir que infraestrutura de banda larga de qualidade chegue às localidades mais remotas a preços justos. Desse modo, será possível ofertar os serviços de IoT de maneira efetiva.

A agência também inclina-se a dar maior transparência em negociações de acordo de roaming nacional. Além disso, pretende ampliar as redes de telecomunicações, garantindo melhor disponibilidade e preços mais interessantes de postes de distribuição de energia.

Como forma de tornar tangível essas mudanças e a importância da construção das Cidades Inteligentes, a Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial está criando um ambiente de demonstrações no campus do Inmetro, em Xerém, Rio de Janeiro.

Campus Inmetro, em Xerém. Demonstração para Cidades Inteligentes

Campus Inmetro, em Xerém. Demonstração para Cidades InteligentesO ambiente deve iniciar os testes com as novas tecnologias no próximo ano (2019). A ideia é atrair lideranças políticas e investidores para que possam ver de perto as benesses oriundas da Internet das Coisas em prol das cidades.

 


hardware

Por que o hardware é peça-chave na transformação digital?

Por que o hardware é peça-chave na transformação digital?

 

No mundo da IoT (Internet of Things), está mais do que clara a notoriedade de softwares robustos e cada vez mais inteligentes. É comum que o tema seja tratado “na nuvem” e boa parte da atenção direcionada, sobretudo, para a esfera digital dos processos.

Entretanto, em sua essência, IoT significa colocar em comunicação os mais variados dispositivos, sejam eles eletrodomésticos, medidores de energia, maquinários pesados de indústria ou mesmo tratores agrícolas. Assim, em outros termos, Internet das Coisas é a união do mundo tangível ao digital.

Nesse sentido, em meio ao reinado dos softwares, não se pode esquecer que o início de todo o processo de inteligência parte da obtenção de dados. E são os hardwares - "coisas" - os grandes responsáveis por essa tarefa.

Hardwares são, portanto, os propulsores do processo de transformação digital no mundo da Internet das Coisas e, assim, cabe dar-lhes o devido espaço de atenção.

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Hardware e Software: uma relação de simbiose

 

Falar de IoT é remeter-se a processos inteligentes, sensores de alta tecnologia, comunicação M2M (machine-to-machine) e, claro, análise de dados seguida por Machine Learning.

Mais do que isso, é fundamental entender que todos esses termos funcionam (ou devem funcionar) em perfeita harmonia, seguindo um  fluxo de coleta, envio, armazenamento e inteligência de dados. Tudo isso com foco na tomada de decisão de maneira mais eficiente possível.

A Internet das Coisas permitiu aos gestores a visão holística dos processos. Hoje, é possível analisar, com elevado grau de precisão, o quanto uma simples atividade pode afetar o todo. Com isso, além de se otimizarem recursos das mais diversas naturezas, afinaram-se os níveis de controle que passaram a propor correções com base em análise de tendências.

Esse verdadeiro ciclo que se retroalimenta pode ser mais ou menos complexo, a depender das diferentes realidades a que está submetido. Entretanto, em todos eles, o trabalho conjunto de softwares e hardwares é mandatório.

 

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Dentro dessa dinâmica, é comum que os olhares estejam bastante voltados ao desempenho dos softwares. Cada vez mais versáteis, eles permitem possibilidades infinitas e, assim, verdadeiras transformações em processos que antes contavam apenas com a atuação humana.

Entretanto, cabe destacar que no mundo da Internet das Coisas hardware e software possuem um peso muito semelhante como mantenedores do processo de digitalização. Isso porque o trabalho de um está fortemente ligado ao do outro, criando uma cadeia de comunicação de devices que passa a operar de forma inteligente e autônoma.

 

Indústria 4.0 – um case de sucesso dos hardwares

 

A chamada Indústria 4.0 ou Indústria Inteligente é um ambiente em que a aplicação da Internet das Coisas (IoT) pode ser analisada em sua máxima eficiência. Inclusive, ela assume uma nomenclatura própria nesse ecossistema: IIot (Industrial Internet of Things).

Hardware
Tecnologia V2COM - NG2 (GPS) - Gateway multi rede

Especialmente no que se refere ao papel fundamental dos hardwares, as fábricas inteligentes ilustram perfeitamente a sua função de comunicador entre os sistemas de produção físicos e o mundo virtual.

Em resposta a ciclos de vida de produtos cada vez mais curtos, oscilações constantes de demanda e ao crescimento na necessidade de personalização, as fábricas 4.0 encontraram na tecnologia uma possibilidade de alavancar o uso de equipamentos e maquinários, articulando-os em uma linha de produção mais eficiente.

Houve também um importante movimento no sentido de integrar, inclusive, diferentes ambientes fabris, escalonando ainda mais os impactos em toda a cadeia produtiva e logística.

E são os hardwares os grandes promotores dessa integração. Módulos de comunicação M2M, impressoras 3D, sensores inteligentes, sistemas embarcados e qualquer outro tipo de equipamento de rede permitem um funcionamento quase perfeito das diferentes etapas do processo fabril. Ao unir flexibilidade, assertividade e incremento de segurança, o hardware alterou toda a dinâmica produtiva, inclusive criando uma nova relação entre humanos e máquinas.

 

Hardwares: flexíveis a diferentes cenários

 

Em meio a novas necessidades e ao incremento de seu papel estratégico na transformação digital das empresas, os hardwares exigem um elevado grau de precisão e detalhamento para seu desenvolvimento.

Toda implementação de projetos de IoT deve seguir os chamados requisitos de hardware. É claro que, a depender do contexto, da finalidade e do ambiente em que será implementada a solução, eles podem apresentar algumas variações.

Entre esses requisitos, destacam-se:

  • Requisitos de custo
  • Requisitos de segurança
  • Facilidade de desenvolvimento
  • Requisitos de aquisição, processamento e armazenamento de dados
  • Projeto do dispositivo físico
  • Requisitos de conectividade

Além deles, a durabilidade é um outro aspecto central aos hardwares. Eles precisam acompanhar o ciclo de vida dos equipamentos aos quais estão ligados e, mais do que isso, adaptar-se ao desenvolvimento tecnológico que nunca para. Caso contrário, uma simples inovação poderia inutiliza-los completamente, exigindo sua substituição completa. Isso, colocado em escala, tornaria inviável a maioria dos projetos de IoT.

 

Segurança: um requisito de fundamental importância

 

De acordo com previsões da McKinsey e Gartner, até 2020 haverá entre 20 e 50 bilhões de dispositivos conectados à Internet. Isso, claro, evidencia a importância de elevar os padrões de segurança frente a um número infinito de dados que estarão em trânsito.

Número de dispositivos conectados ao longo do tempo
Número de dispositivos conectados ao longo do tempo

Em 2015, ocorreu o primeiro ciberataque à uma rede de energia na Ucrânia. Na situação, mais de 200 mil pessoas tiveram o fornecimento de energia cortado. Isso tudo ocorreu de maneira remota, através de invasões à conectividade dos sistemas de IoT que compunham a rede.

A partir de então, ficou ainda mais claro o quão importante é manter a segurança desses sistemas: uma simples invasão pode gerar um grande impacto negativo a diversas pessoas e prejuízos incontáveis às empresas.

A questão central por trás da segurança em IoT está no fato de raramente haver alguma pessoa interagindo com esses sistemas. Assim, os tradicionais protocolos de segurança envolvendo senhas, por exemplo, não funcionam para essa nova realidade.

Por essa razão, novos mecanismos de segurança baseados em hardwares mostram-se bastante eficientes. Ao comporem sistemas operacionais de alta especificidade, em ambientes restritos, esses equipamentos blindam-se de ataques em massa.

Empresas end-to-end auferem vantagem nesse sentido. Por desenvolverem soluções de forma completa - desde sua prototipagem até o amadurecimento do produto final - elas garantem um controle mais rígido dos protocolos de segurança, inclusive ajustando-os às demandas específicas dos clientes.

Mais do que isso, soluções completas que envolvem a composição total de plataformas de IoT, permitem uma customização maior tanto do hardware quanto do software. Diante disso, é possível reduzir custos de desenvolvimento e, sobretudo, elevar o grau de adequação às necessidades específicas dos clientes.

 

Conclusão

 

O desenvolvimento de hardwares é fundamental para atingir a efetividade a que se propõem as plataformas de IoT. Em contato com softwares inteligentes, esses dispositivos garantem um elevado grau de adaptabilidade a diferentes realidades.

Empresas desenvolvedoras de soluções end-to-end ( hardware + software = plataforma de IoT) comportam-se como players centrais no impulsionamento da transformação digital. Ao criarem soluções com alta adaptabilidade e segurança, eles proporcionam aumento de eficiência nos processos de seus clientes e, sobretudo, a economia de recursos.

 

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Setor Energético

O setor energético encontra na IoT a solução para seu grande dilema

O setor energético encontra na IoT a solução para seu grande dilema

Embora seja uma realidade mais acelerada nos países industrializados, é tendência global a queda de receita oriunda do consumo de energia. E isso está revolucionando o setor energético...

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Ameaça ou grande oportunidade?

Dados da Energy Information Administration (EAI) mostram que as taxas de crescimento em consumo de energia nos Estados Unidos oscilaram pouco abaixo de 1%, nos últimos anos. Em algumas situações, inclusive, houve decréscimo de demanda, como pode ser visto na tabela abaixo.

 

Consumo energético por setor - Estados Unidos
Fonte: U.S Energy Information Administration. Consumo energético por setor

 

As razões para essa tendência são várias: substituição de equipamentos antigos por maquinário com maior eficiência, alterações no padrão de consumo e, muitas vezes, o incremento de novas indústrias com menor demanda de energia para o funcionamento.

Há quem entenda esses dados como uma ameaça ao setor energético. Entretanto, a existência de uma grande demanda reprimida por novas ofertas de energia e serviços públicos nos quais a inovação tecnológica é mandatória representa, inegavelmente, uma grande fonte de oportunidades.

Novas formas de distribuição de energia elétrica, modelos avançados de baterias e a integração de dispositivos móveis de armazenamento são apenas algumas das possibilidades já mapeadas e que, certamente, encontrarão bastante receptividade no mercado consumidor.

Esse panorama corrobora a importância dos investimentos em inovação. Diante da tendência de baixa de consumo energético, apenas as Indústrias e Utilities (leia mais)  que se adiantarem ao fenômeno estarão na vanguarda para atender um novo padrão de consumo.

Grandes corporações movimentam-se em direção à eficiência energética

A transformação digital é fundamental nesse sentido. Ao garantir a análise de consumo em tempo real, ela permite um maior controle no uso de energia. Empresas, pessoas e governos, cada vez mais, necessitam de soluções cuja inteligência garanta redução de custos e aumento de eficiência produtiva.

Algumas das maiores corporações do mundo já apontam uma diretriz estratégica nessa direção. A Procter & Gamble (P&G), por exemplo, assume para 2020 a sua “energização 100% renovável”. Walmart, por sua vez, é outra grande que busca essa otimização: quer reduzir seu consumo energético a 20% dos padrões de 2010.

Seja por razões meramente financeiras (com foco em elevar a competitividade pela redução de custos), seja por assumir uma postura sustentável, essas e outras empresas mostram-se cada vez mais preparadas para uma realidade de mensuração eficiente, acompanhada da análise preditiva de consumo energético.

 

Investimentos em IoT elevam o valor agregado das soluções

As tecnologias de IoT -  especialmente no que se refere à incorporação de sensores altamente adaptáveis a diferentes linhas processuais - são as grandes aliadas desse movimento. Ao captarem dados em tempo real, esses sensores comunicam-se com sistemas inteligentes de análise que geram insights poderosos aos tomadores de decisão. Permitem, por exemplo, baseados em dados históricos, predizer o consumo energético dos próximos meses. Podem também apontar distorções de consumo em algumas etapas de processos fabris. Isso tudo, claro, acelera o ciclo de correção de erros.

 

Ilustração de sensor ultrassônico usado pela V2COM
Exemplo de sensor ultrassônico usado pela V2COM na arquitetura de solução para monitoramento de controle de diesel em caminhão comboio, usado no abastecimento de máquinas agrícolas.

 

No setor residencial, a inovação também avança, mas a ritmo mais lento. A adoção de tecnologias para a construção das chamadas “Smart Houses” ainda enfrenta algumas barreiras, especialmente relacionadas aos custos elevados.

 

 IoT- esquema de Smart House conectando dispositivos de forma inteligente
IoT- esquema de Smart House conectando dispositivos de forma inteligente - Fonte Adaptada: ITGS NEWS

 

Uma pesquisa de 2016 realizada pela PWC no Reino Unido mostrou essa ainda pequena inclinação à adoção da tecnologia no âmbito residencial. Segundo os estudos, 72% dos entrevistados afirmaram não pensarem nesse tipo de investimento, antes de 2020. Entretanto, o advento tecnológico em ciclos de inovação cada vez mais curtos (especialmente por conta da alavancagem das soluções de IoT) altera tendências como essa, de um ano para o outro.

Prova disso é que o mercado de sensores residenciais cresce a cada ano. Ao desligarem aparelhos de forma automática, esses sensores garantem uma importante economia de consumo energético. Isso acontece, por exemplo, com aquecedores que oscilam seu padrão de funcionamento de acordo com a variação de temperatura do ambiente.

 

O mercado B2B é o grande impulsionador dos investimentos em tecnologia

Como se percebe, o movimento pela otimização de consumo energético capilariza-se com mais intensidade sobretudo nas relações B2B (business-to-business). Nesse sentido, as concessionárias de energia que se adiantarem a esse novo padrão de demanda, certamente conquistarão vantagem competitiva em um curto intervalo de tempo.

O gerenciamento de consumo energético requer bastante expertise e tecnologia de ponta, justamente aquilo que uma concessionária - seja de energia elétrica, petróleo ou gás - pode oferecer. Novos serviços surgirão, com muito mais valor agregado. E isso, certamente, compensará a tendência de baixa de consumo que parte do mundo industrializado e se expande, pouco a pouco, para as economias menos desenvolvidas.

Para estruturar soluções que atendam essa complexa demanda, é fundamental que as concessionárias ofereçam novas formas de armazenamento de energia, bem como fontes alternativas de geração.

Ademais, a estruturação de soluções - partindo do desenvolvimento de hardwares precisos interligados à inteligência de softwares com altíssima capacidade de análise, gerenciamento e tomada de decisões - alterará a atual dinâmica de relacionamento com os clientes e, sobretudo, abrigará muito mais valor agregado aos serviços prestados.

É claro, porém, que a expansão desses avanços ocorre em velocidades diferentes a depender de alguns fatores internos a cada país. No Brasil, por exemplo, as questões regulatórias do setor energético muitas vezes mostram-se como um importante desafio à expansão da transformação digital.

Isso afeta, sobretudo, as empresas prestadoras de serviços públicos que ficarão sobrecarregadas com o desenvolvimento, manutenção e melhoria de soluções de elevada complexidade técnica. Por isso, mais do que nunca, é fundamental o fomento a parcerias com fornecedores estratégicos de soluções de IoT cuja elevada expertise técnica e capacidade produtiva poderá alavancar a transformação digital em nosso país.

 

Conclusão

Como se nota, é desafiador o dilema entre a maior necessidade de investimento tecnológico no setor energético frente à tendência de menor consumo.

A saída para esse impasse está no remodelamento estratégico, capaz de apostar na transformação digital como um potencial gigantesco para novas formas de negócios. O fornecimento energético - fundamental para a manutenção saudável das economias - será acompanhado por soluções que agregarão ainda mais valor aos serviços prestados.

Dados captados de forma eficiente, trabalhados por sistemas complexos e inteligentes criarão uma nova dinâmica para os consumidores, cada vez mais interessados na redução de custos e, claro, na sustentabilidade ambiental.

 

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