Desafio da Transformação Digital

Os quatro grandes desafios da transformação digital

Os quatro grandes desafios da transformação digital

A consolidação da estratégia digital depende de uma série de iniciativas e mudanças estruturais. Para tanto, os líderes do ambiente empresarial devem estar preparados a enfrentar decisões de peso que necessitam de muito planejamento e, principalmente, coragem.

Em recente artigo do McKinsey Quarterly, foram apontados quatro dos aspectos principais que precisam ser combatidos para tornar a realidade digital uma transformação verdadeiramente escalável.

1.Combatendo o Desconhecimento Digital

Muitos líderes e gestores ainda não se dizem plenamente confiantes quando o termo "digital" aparece na conversa. E isso impacta diretamente as possibilidades de expansão de novos negócios, especialmente por duas razões.

Em primeiro lugar, a falta de intimidade com o termo pode levar a decisões precipitadas. A falta de critério na hora de avaliar qual a melhor solução tecnológica para aquele momento específico que a empresa vive acarreta em desperdício de recursos. O foco não deve estar naquela inovação que parece "legal" ou que ressoe como disruptiva para o mercado, mas sobretudo naquelas que realmente se adequem aos objetivos estratégicos futuros determinados pela empresa.

O segundo ponto refere-se ao modo como a maioria dos projetos digitais são conduzidos, muitas vezes sem uma diretriz bem definida. É bastante comum que os investimentos sejam pensados em etapas isoladas, de forma incremental. Essa não é, entretanto, a maneira mais eficiente de alcançar a escalabilidade que a transformação digital possibilita.

Isso deve-se especialmente ao fato de a economia digital ser muito rápida e dinâmica. Acompanhá-la requer implantações velozes bem como uma visão consolidada de que todas as etapas processuais, mesmo que indiretamente, estão interligadas. Assim, isolar o impacto de uma nova tecnologia, sem posicioná-lo no cenário maior da empresa, certamente impossibilita resultados verdadeiramente transformadores e que levam ao pioneirismo digital.

Além disso, a forma como grande parte das decisões financeiras estão sendo conduzidas dentro das empresas deve ser constantemente revisada. A economia digital mudou as regras e o ritmo do mercado, trazendo novas formas de ganhar e de perder dinheiro. Portanto, negligenciar esse movimento, prendendo-se a práticas tradicionais de gerenciamento financeiro, sem olhar para a realidade atual, pode ser extremamente arriscado.

2. Lutando Contra os Medos

Como dito anteriormente, o pioneirismo digital é uma conquista-chave para a garantir a ascensão de negócios futuros. Mesmo assim, muitos executivos ainda temem dar grandes passos nessa direção, talvez pela dificuldade em projetar os impactos e mensurar retornos.

Vencer essa inércia é fundamental e começa do entendimento de que a transformação digital é um movimento de dentro para fora. Em outras palavras, não se trata de uma incorporação passiva, mas sim de um esforço ativo que parte, sobretudo, das altas lideranças. Elas devem estar absolutamente atentas aos novos produtos e soluções tecnológicas que surgem, sabendo garimpar as que de fato trazem retornos escaláveis.

Os projetos digitais, portanto, requerem uma condução bastante organizada e programada. Mais do que isso, é preciso criar (ou consolidar) na cultura empresarial a ideia de que as mudanças não devem apenas ser seguidas, mas sobretudo impulsionadas. A transformação digital acontece para quem está disposto a se adiantar. É um processo complexo, conduzido por diversas mãos (empresas, fornecedores, governos, entre muitos outros) e que requer uma orquestração bastante corajosa.

Uma das maneiras mais eficientes de se vencer o medo da mudança é criar esforços que impulsionem os executivos à essa nova realidade. É preciso sair da empresa, olhar para fora. Para isso, treinamentos, benchmarks e a participação ativa em redes e comunidades de apoio são ações simples com resultados bastante interessantes. Afinal, com mais informação disponível à mesa, fica muito mais fácil tomar as decisões certas.

3. Combatendo a Adivinhação

A implementação da estratégia digital significa quase sempre caminhar por realidades nunca antes experimentadas. Cedo ou tarde, o grupo diretivo e gerencial das empresas estará diante de decisões que poderão mudar completamente o curso de grandes unidades de negócios e, por que não, do negócio como um todo. E isso tudo, claro, precisa ser acompanhado por respostas rápidas e bem embasadas, um grande desafio que a economia digital traz às empresas.

Dentro desse cenário, é muito comum um clima generalizado de ansiedade e incertezas. Qualquer passo pode representar milhões em ganhos ou em perdas. Por essa razão, é preciso blindar qualquer decisão de pensamentos adivinhatórios, frutos de uma construção estratégica em que faltam dados e um olhar crítico para a realidade.

Uma das maneiras de contornar esses ímpetos é criar mecanismos que embasem as decisões estratégicas associando-os aos resultados de negócios esperados com os investimentos digitais. Dessa forma, é possível avaliar com bastante clareza (afastando adivinhações desordenadas) qual o potencial que realmente existe por trás daquela nova tecnologia ofertada e quanto se deve investir (em dinheiro e tempo) nessa direção.

Diante de uma verdadeira metodologia de negócios digitais, as chances de se obter sucesso na implementação dos projetos aumenta drasticamente, especialmente porque é a partir da projeção fina dos resultados que se pode acompanhar o desempenho daquilo que foi planejado. Sem isso, tudo vira um grande jogo de sorte e azar.

Nesse sentido, as fases de testes (pilotos) que antecedem as implementações representam uma etapa crucial. Elas devem ser conduzidas com a máxima responsabilidade e com real engajamento por parte das equipes envolvidas.

Nessa trajetória, as tecnologias de IoT comportam-se como importantes aliadas. Por revolucionarem a forma de obtenção de dados (agora em tempo real), foi possível garantir um controle muito mais eficiente dos processos e, por consequência, a tomada de decisão com elevado grau de confiabilidade.

A adivinhação na era digital é facilmente vencida quando a estratégia de negócios une a prática tradicional e consolidada de negócios aos novos critérios e mecanismos que surgem. Dessa forma é possível avaliar com muito mais assertividade o real impacto das tecnologias e sua possibilidade de expansão dentro da empresa.

4. Combatendo a Difusão

A alta velocidade imposta pela economia digital e o elevado grau de incerteza experimentado por muitas empresas em torno da adoção de novas tecnologias dificultam, muitas vezes, o foco no trabalho de implementação.

Na tentativa de não perder o ritmo, as empresas viram verdadeiros palcos de testes desordenados cuja falta de mensuração leva a interrupções de projetos seguidas de muita frustração.

Uma das importantes saídas apontadas pela McKinsey parte da fixação de um portfólio de iniciativas, categorizando as diferentes fases de maturação dos projetos que nascem na empresa. Para tanto, é muito importante saber direcionar as perguntas certas: quais produtos e serviços digitais emergentes faltam em meu portfólio? Quais ofertas de produtos e elementos do modelo operacional existente devem ser digitalizados ou totalmente recriados digitalmente para melhorar a jornada do cliente? Quais áreas devem ser abandonadas?

Outra saída apresentada envolve a redefinição dos patamares de riscos que uma empresa está acostumada a aceitar. É preciso abraçar a ideia de que o sucesso do futuro será realidade para aqueles que tenham abraçado grandes mudanças a partir de hoje. Nesse sentido, realocar grandes volumes de recursos, reordenar processos de forma radical e repensar os investimentos na adoção de novas tecnologias são apenas alguns dos movimentos possíveis para gerar mudanças efetivas.

As estratégias de sucesso, nessa nova fase da economia digital, costumam repousar em grandes movimentos. Isso, claro, parte de um corpo diretivo potente capaz de expandir com clareza a necessidade de transformação para todo o restante da empresa. Núcleos de negócios digitais devem ser criados com vistas a manter um canal de comunicação direto com a cúpula diretiva, informando-a constantemente dos desafios enfrentados. Dessa forma, cria-se uma dinâmica gerencial verdadeiramente disruptiva e que transforma digitalmente a realidade das empresas.

 

*Este artigo tomou como base a publicação do McKinsey Quarterly: "Digital strategy: The four fights you have to win".  Todos os créditos são reservados aos autores Tanguy Catlin, Laura LaBerge, and Shannon Varney.

 

 


5G: uma realidade que pode alavancar novos negócios

5G: uma realidade que pode alavancar novos negócios

Entre os dias 22 e 24 de outubro, a V2COM esteve no Qualcomm 4G/5G Summit, em Hong Kong. O evento, que contou com a participação de mais de 2.500 pessoas de 70 países, mostrou os recentes avanços da tecnologia 5G, uma realidade cada vez mais próxima, mas que ainda conta com muito trabalho pela frente.

Cristiano Amon, Presidente da Qualcomm.
Cristiano Amon, Presidente da Qualcomm

A infraestrutura 5G representa a próxima evolução de conectividade sem fio, expandindo as possibilidades de negócios para patamares nunca antes alcançados.

Segundo o último relatório da MarketsandMarkets, lançado em outubro, o mercado de infraestrutura para 5G valerá quase 3 bilhões de dólares em 2020, podendo alcançar mais de 33 bilhões de dólares, até 2026.

A razão desse rápido crescimento deve-se, sobretudo, à demanda ascendente por serviços de dados móveis, comunicação M2M (machine-to-machine) e pela necessidade de maior cobertura e velocidade de conexão.

Segundo o relatório, nos próximos oito anos, a automação industrial e os eletrônicos de consumo serão os setores que mais absorverão a infraestrutura de tecnologia 5G, alcançando 20,5% e 18,4% desse mercado, respectivamente. O setor energético e de Utilities também será positivamente impactado. É previsto que ele represente 11,8% do total.

Fonte: MarketsandMarkets. Porcentagem do mercado de infraestrutura para 5G por vertical da economia, até 2026.

A rede 5G é capaz de absorver conexões simultâneas de forma bastante eficiente, consumindo muito menos energia, o que impulsiona a escalabilidade dos projetos. Além disso, por ser programável, ela é capaz de se desconectar automaticamente quando não estiver em funcionamento.

Por essas razões, a nova infraestrutura é essencial para a futura geração de soluções desenvolvidas a partir de tecnologia de IoT. Isso em razão, sobretudo, do elevado número de dispositivos inteligentes interconectados que são esperados nos próximos anos. Só até 2020, o mundo contará com mais de 20 bilhões deles. Fica claro, portanto, a necessidade de uma composição de rede muito mais robusta.

A elevada velocidade é outro requisito fundamental para suportar o tráfego cada vez mais carregado de dados que partirão desses dispositivos. Ademais, a demanda por interações praticamente instantâneas com tempo de resposta tendendo a zero, faz da tecnologia 5G um requisito imprescindível para a efetividade das futuras soluções de IoT. Com ela, espera-se alcançar latência de no máximo 1 milissegundo, dez vezes menor do que os padrões atuais.

5G supera entraves atuais à Internet das Coisas

Existem quatro categorias de uso do 5G:

  •  Rede de Banda Larga Móvel (eMBB)
  •  Comunicação de Grande Confiabilidade e Baixa Latência (uRLLC)
  •  Conectividade Massiva Máquina à Máquina (mMTC)
  • Acesso Sem Fio Fixo (FWA)

Cada serviço apresenta requisitos exclusivos para seus aplicativos. Por exemplo, o eMBB requer banda de elevada largura e latência relaxada. O mMTC, por sua vez, requer baixa largura de banda e escala de conexão massiva.

Já o uRLLC demanda alta largura de banda, ultra confiabilidade e baixíssima latência. Isso permite que os dispositivos respondam aos comandos de forma quase imediata. Para um carro autônomo, por exemplo, esse avanço tem importância crítica, uma vez que os freios devem responder de forma instantânea. Com os padrões tecnológicos atuais (4G), a distância de frenagem ultrapassa os 3 metros, suficiente para ocasionar acidentes. Sistemas de segurança e vigilância inteligentes também precisam desse acionamento rápido para garantia de sua efetividade.

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Oportunidades

A tecnologia 5G promete resolver importantes problemas que dificultam o progresso da Internet das Coisas. Entre os mais importantes, destacam-se: questões de conectividade, segurança de dados e automação de processos.

No que se refere especialmente ao Setor Energético e Utilities, os principais entraves a serem superados com a nova tecnologia são:

  •  Integração das inovações com a infraestrutura atual
  •  Redução do consumo energético
  •  Manutenção de grande volume de dados
  •  Automação ao longo dos processos que envolvem a distribuição de energia.

Já para as Manufaturas 4.0, o 5G vem para resolver as seguintes demandas principais:

  • Problemas de conectividade, baixa velocidade e alto tempo de resposta
  • Resistência de incorporação da inovação por parte da cultura corporativa tradicional
  • Promoção de uma comunicação M2M em tempo real
  • Sustentabilidade a longo prazo

Para a V2COM 5G já é realidade

A expansão de serviços habilitados para esse novo padrão de rede, nas mais diversas verticais dos setores da economia, exigirá que os fornecedores e desenvolvedores de soluções tecnológicas estejam aptos a garantir uma infraestrutura plenamente compatível com os requisitos 5G.

A V2COM vem trabalhando fortemente nesse sentido para garantir o incremento de novas oportunidades de negócios, bem como manter seu posicionamento consolidado como parceira estratégica no desenvolvimento de soluções de alta complexidade tecnológica.


81% dos executivos consideram IoT fundamental para os próximos 5 anos

Recente avaliação da Logicalis em parceria com a Stratica entrevistou 272 executivos de grandes empresas brasileiras e latino-americanas, especialmente da Argentina, Chile, Colômbia e México, entre julho e agosto de 2018. O estudo (leia na íntegra) busca analisar o grau de maturidade do mercado perante à Internet das Coisas.

Diferente das edições anteriores em que majoritariamente o Setor de Inovação responsabilizava-se pelas iniciativas de IoT, este ano os dados apontam que 68% dos projetos estão nas mãos da área de TI.

No que se refere ao nível de adoção dessas soluções na América Latina, 32% das empresas afirmam já ter adotado (ou estarem em vias de adotar) tecnologias de IoT. Nos próximos doze meses, 18% já possuem iniciativas de mapeamento para início de implementação de projetos.

 

O nível de adoção das tecnologias está em ascensão

Atualmente, 17% dos brasileiros já adotam a tecnologia, e 38% estão em processo de adoção. O resultado é similar à edição anterior, que registrou 18% e 40%, respectivamente. A situação nos demais países da América Latina também é semelhante: 16% já têm projetos de IoT e 34% planejam ter uma solução em operação no próximo ano. O destaque é o Chile, onde 27% dos respondentes já possuem iniciativas e outros 23% devem lançar novos projetos até o final de 2019.

A eficiência operacional (18%) continua sendo o principal benefício buscado pelas empresas do Brasil, seguida por aumento de produtividade e agilidade (17%) e inovação (16%). A melhoria na experiência do cliente é mais entendida como consequência dos projetos (14%)

Na América Latina, por sua vez, a realidade é um pouco diferente. A maioria dos projetos tem como principal benefício a inovação (20%), seguida por melhoria da experiência do cliente (15%).

 

“Há três anos, os executivos conheciam muito pouco sobre IoT. Passada a curiosidade e a euforia iniciais, projetos interessantes começam a ser implementados em diversos segmentos de negócio com a seriedade e robustez que o tema demanda..."  disse Yassuki Takano, diretor de consultoria da Logicalis.

 

Para os respondentes brasileiros, 42% defendem que a tecnologia já é importante ou muito importante para os negócios. Isso representa uma elevação em relação às pesquisas anteriores, 34% (2017) e 32% (2016).

Entre os executivos que julgam ser fundamentais as soluções de IoT para os negócios nos próximos 3 a 5 anos, percebeu-se uma elevação percentual de 19 pontos em comparação ao ano de 2016. Hoje, 81% deles defendem que a Internet das Coisas e a saúde empresarial são temas indissociáveis.

Os países latino-americanos parecem um pouco mais conservadores: 37% dos participantes ainda veem essas tecnologias como pouco relevantes para suas empresas, embora 57% acreditem que elas terão importância alta ou muito alta em um horizonte de 3 a 5 anos.

Ao avaliar os benefícios da IoT por setor, a pesquisa mostra claramente que os investimentos partem, sobretudo, da tentativa de resolver questões estratégicas e ligadas ao core business das empresas.

Na manufatura, por exemplo, a eficiência operacional é a grande preocupação, alcançando 21% dos respondentes. Para o agronegócio, por sua vez, a agilidade e a produtividade aparecem para 21% deles. No comércio, o foco está na experiência do cliente (22%).

Fonte: IoT Snapshot 2018

 

Desafios precisam ser vencidos

A questão orçamentária é ponto de destaque no estudo. Grande parte das empresas entrevistadas preferiu não abordar o tema com profundidade, talvez por questões estratégicas.

Entre a parcela que aceitou responder abertamente sobre questões dessa natureza, percebeu-se grande otimismo.

Dos 45% entrevistados brasileiros que falaram abertamente dos orçamentos, 52% comentam que estruturaram uma cota específica para o tema pela primeira vez este ano e 22% informam uma elevação do orçamento para IoT.

Entre os latino-americanos, apenas 56 empresas revelaram a tendência de crescimento nos orçamentos para IoT (mesmo que algumas não tenham revelado valores), sendo que 52% delas têm um budget maior este ano.

A questão financeiro-orçamentária ainda se mostrou mais complexa quando perguntado sobre quais seriam os principais entraves para a decolagem dos projetos de IoT. 26% apontou a restrição financeira, seguido de questões de cultura organizacional (12%), carência de conhecimento na área (9%) , infraestrutura de telecomunicações (5%), baixa qualificação das áreas de TI (4%) e falta de mão de obra capacitada (3%).

É claro, assim, que o olhar do mercado está na direção da incorporação de um número cada vez maior de soluções de Internet das Coisas para os próximos anos. Entretanto, muitas iniciativas deverão ser estruturadas para derrubar as barreiras que ainda atrapalham a inovação tecnológica.

 


expandir a transformação digital

Como expandir a transformação digital dentro da minha empresa?

Como expandir a transformação digital dentro da minha empresa?

A última publicação do McKinsey Quarterly de outubro (leia o texto na íntegra) analisa os principais entraves que as empresas (sobretudo as de grande porte) enfrentam na hora de incorporar e expandir a transformação digital em seus processos.

É clara a noção entre os grandes líderes de que a incorporação de novas tecnologias é mandatória e fundamental para a saúde das empresas. Entretanto, ainda é pouco expressivo o número de situações em que a transformação digital realmente foi aplicada de forma transversal.

Dessa forma, não são raros os projetos que param na fase piloto, sem uma efetiva expansão e integração das tecnologias testadas. Por essa razão, cada vez mais será necessária a iniciativa de líderes seniores para fazer da inovação uma realidade prática dentro das empresas.

“As empresas que conquistam a vantagem competitiva da tecnologia são as que fazem da transformação digital uma tarefa constante de negócios”

(McKinsey Quartely, 10/2018)

Para tanto, algumas etapas devem ser seguidas. Entre elas, destaca-se a criação de um planejamento tecnológico, detalhando passo a passo a estratégia para o uso eficiente dos recursos disponíveis e necessários ao incremento tecnológico. Além disso, especial atenção deve ser dada à formação especializada e treinamento de gerentes, ao tratamento de dados em toda a empresa e também ao compromisso de se reformular o modelo operacional vigente, visando à captura de valor ao longo de toda a cadeia produtiva/de serviços.

As empresas mais ágeis na adoção dessas mudanças incrementais garantirão a capacidade de expandir a transformação digital efetivamente. Somente uma parcela conseguirá angariar vantagem competitiva através da incorporação de tecnologias que integrem a dinâmica operacional/administrativa ao objetivo fim dos negócios.

 

Qual é o maior desafio para as empresas do século XXI?

Certamente gerar real valor de negócios através do uso de tecnologias avançadas.

E, com o passar do tempo, essa tarefa torna-se ainda mais complexa, visto que a implementação insuficiente da inovação poderá comprometer com grande severidade a manutenção de uma empresa frente aos concorrentes.

Ao longo de 2018, executivos da McKinsey questionaram mais de 500 CEOs de diferentes segmentos sobre o quão cientes eles estariam acerca da importância desse desafio.

A maioria deles respondeu positivamente. Inclusive, muitos expressaram concordância quanto à capacidade de a tecnologia  elevar o valor de mercado e lucros das empresas em parcelas significativas (entre 30 e 50%).

 

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Mesmo assim, os inúmeros estudos da McKinsey, baseados em metodologias consolidadas, provam que essa noção não está necessariamente posta em prática, visto o grande número de empresas que estão atrasadas no processo de incorporação da transformação digital.

Não devemos limitar, entretanto, a ideia de “incorporação da transformação digital” apenas a iniciativas de projetos pilotos ou à incorporação de tecnologias de modo isolado (como a adoção de um novo sistema de ERP, por exemplo), sem um posicionamento claro perante o contexto maior da empresa.

A transformação digital requer um remodelamento estratégico e o mapeamento de novas oportunidades de negócios, bem como a otimização de processos de forma transversal.

A grande dificuldade em efetivar esse processo de mudança está na falta de clareza sobre como associar os objetivos de negócios vigentes com as estratégias digitais disponíveis.

 

Manual estratégico: como construir as bases para expandir a transformação digital?

São dois os principais desafios para as empresas que procuram usar a tecnologia em escala transformadora:

  • Grande número de soluções tecnológicas necessárias para elevar uma empresa à versão 4.0, bem como a amplitude de aplicação transversal dessa inovação. Isso em razão de os projetos envolverem diversos setores e pessoas, orçamentos variados e uma série de decisões estratégicas complexas;
  • "Desafio de última milha” que se refere à dificuldade em redesenhar processos visando à incorporação tecnológica, sem perder de vista a necessidade de captura de valor de forma coerente com os objetivos de negócios centrais.

A superação desses dois grandes blocos de desafios passou a compor a agenda da alta liderança de muitas empresas.

Por conta disso, o artigo da McKinsey propõe um conjunto de boas práticas que serve de plataforma para a construção de estratégias digitais verdadeiramente holísticas.

Na sequência, apresentaremos alguns dos principais pontos abordados:

  1. É fundamental estruturar um roteiro de implementação tecnológica

Essa é uma das etapas mais importantes e também uma das mais desafiadoras. É fundamental não perder de vista o porquê da incorporação das novas tecnologias, sempre levando em consideração o olhar estratégico da companhia. Ao mesmo tempo, é preciso reconhecer novas possibilidades de negócios digitais que surgem com a reconfiguração processual da empresa.

Além disso, esse roteiro deve ser dinâmico e contínuo. Dificilmente a incorporação de uma ou várias tecnologias se comportará como um projeto com começo, meio e fim. As possibilidades de integração e remodelação de negócios são voláteis e, como tal, devem pousar sobre uma visão receptiva a essa característica.

A vantagem competitiva só é conquistada de fato quando os esforços para expandir a transformação digital são assumidos como parte da rotina estratégica das corporações, visto o dinamismo do mercado.

É crucial que os líderes empresariais dirijam pessoalmente a criação desses roteiros tecnológicos para suas unidades e não os especialistas em tecnologia. Isso porque são os primeiros os mais bem posicionados para conhecer as necessidades não atendidas dos clientes e as fontes de desperdício em suas operações. Ademais, são eles os verdadeiros responsáveis pelo ritmo da inovação diante dos processos sob seu controle.

  1. Treinamento de gerentes para reconhecimento de novas oportunidades

O grande valor das novas tecnologias está na alavancagem de ganhos não apenas na unidade em que são inicialmente aplicadas, mas também naquelas que se favorecem da reverberação dessas mudanças. Processos costumam estar interligados entre si, de tal modo que a reestruturação de um costuma afetar todos os outros com que interage.

Detectar oportunidades em processos paralelos é, portanto, fundamental. E isso só acontecerá caso as lideranças sejam treinadas a desenvolver sua visão de negócios, sobretudo de forma generalista.

Assim, o lançamento de uma nova solução tecnológica não deve ser entendido como o ato final de um projeto, mas sim como o ponto de virada para a configuração de novas fases de mudanças operacionais em grande escala.

  1. Reformulação da estratégia de governança de dados, com vistas a torná-los mais acessíveis e confiáveis.

É mais do que sabido que a habilidade de coletar e analisar dados para embasar a tomada de decisão é um grande diferencial competitivo.

Entretanto, na prática, ainda são poucas as companhias que de fato adequam seus negócios, capitalizando-os em função de dados. No geral, a realidade de muitas empresas ainda é marcada por um número excessivo de dados que são manipulados sem uma regra clara. Ainda, muitas vezes, os dados de diversos processos nem chegam a ser mensurados.

Isso tudo dificulta a expansão de novas tecnologias que, por vezes, acabam estacionadas na fase de testes ou pilotos. Sem dados estruturados e uma mensuração objetiva fica muito difícil entender o impacto que as soluções podem trazer às unidades de negócio e, sobretudo, à empresa como um todo.

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com solução de IoT da V2COM 

Oportunidades

Uma das maneiras mais eficientes de contornar esse problema é, ainda na fase inicial de mapeamento, definir os padrões de mensuração e quais dados são importantes de serem coletados para a demanda em questão.

Mais do que isso é fundamental categorizar os dados, priorizando a busca de informações que sejam mais necessárias em cada etapa de expansão. Com isso feito, é possível focar nas estratégias de coleta, algo que pode partir de sistemas legados ou mesmo de fontes de dados externos.

Sem essa ordenação clara e coerente com o objetivo estratégico desenhado, é extremamente difícil conseguir a velocidade necessária para escalar a transformação digital e, sobretudo, entender o impacto que ela representa para o negócio vigente e para os que surgirão das novas tecnologias.

 

CONCLUSÃO

Não há mais dúvidas sobre a importância estratégica da transformação digital para as empresas. Entretanto, quando vista na prática, notam-se poucos casos em que a inovação é aplicada de forma verdadeiramente transversal. Em geral, os esforços são paralisados ainda na fase de testes e pilotos, em razão da falta de um olhar capaz de unir o potencial tecnológico aos negócios da empresa.

Para contornar essa situação, é preciso seguir alguns passos estruturantes e, sobretudo, implementar a mudança com a agilidade que ela demanda. Mapear roteiros de incorporação tecnológica, fomentar o olhar digital de gerentes e reestruturar a governança e segurança de dados são pilares mandatórios para toda empresa que de fato queira expandir a transformação digital, consolidando sua versão 4.0.


KPI's da transformação digital

Como definir KPI's da transformação digital?

Como definir KPI's da transformação digital?

 

É imprescindível que, como qualquer outra iniciativa empresarial, a transformação digital seja balizada por ferramentas de mensuração. Sem isso, não é possível verificar se realmente caminhamos na direção dos objetivos inicialmente estipulados.

Desse modo, os KPI's da transformação digital permitem avaliar o impacto de novas tecnologias nos negócios, bem como recalibrar e ajustar os modelos aplicados.

A realidade de mercado, entretanto, mostra que não é muito frequente encontrar empresas aplicando métricas de forma realmente eficiente. E isso, claro, é um ponto de extrema atenção e urgência visto que, cada vez mais, as decisões futuras são baseadas em iniciativas digitais de hoje.

 

"É impossível mensurar aquilo que não foi efetivamente definido"

Peter Sondergaard, chefe global do Gartner, defende que indicadores de desempenho são fundamentais para marcar o valor da transformação digital. Entretanto, ele indica que é impossível mensurar aquilo que ainda não foi efetivamente definido.

Na mesma direção, Paul Proctor, analista também do Gartner, afirma que a grande limitação dos KPI's da transformação digital está na falta de uma estratégia global realmente definida, ou mesmo de uma movimentação verdadeiramente impactante por parte do C-level com vistas a incorporar as novas tecnologias em seus negócios.

Diante disso, uma pergunta torna-se fundamental: o que de fato é um KPI digital?

A resposta é simples: antes de tudo, um KPI digital é um KPI. E, por mais simplório que isso pareça, não são raras as vezes em que a esfera digital dos negócios seja olhada de modo extremamente complexo, ao ponto de os KPI's, no lugar de ajudarem, tornarem as decisões ainda mais difíceis.

Dados demais atrapalham tanto quanto a falta deles.

Como se sabe, KPI's devem ser mensuráveis, claros e levarem à uma tomada de decisão. A grande dificuldade em lidar com a vertente digital dessas métricas está no fato de esse ambiente gerar um grande fluxo de dados que, muitas vezes, confundem as lideranças.

Por conta disso, mais importante do que definir o que mensurar é preciso ter claro aquilo que não requer tanta atenção, visto o momento da empresa ou o seu direcionamento estratégico. Dados demais atrapalham tanto quanto a falta deles.

Uma outra importante razão para essa aparente dificuldade das lideranças em operarem os KPI's da transformação digital está justamente na grande variedade de formas que eles assumem, a depender do negócio a que servem. Um e-commerce, por exemplo, enxerga os parâmetros digitais de forma totalmente diferente do que uma empresa de distribuição de energia. Diante disso, definir qual o papel do digital para o negócio central de uma corporação é o primeiro, e talvez o mais importante passo, rumo à transformação digital.

 

Afinal, como definir KPI's digitais?

Proctor, do Gartner, diz que os CIO's corporativos que buscam criar KPI's digitais devem começar olhando para duas categorias mais amplas.

O primeiro conjunto de KPI's, segundo ele, deve avaliar o progresso da empresa na digitalização de seu modelo de negócios atual, medindo metas em vendas, marketing, operações, cadeia de suprimentos, produtos/serviços e atendimento ao cliente.

Os CIO's devem avaliar essas operações digitais usando métricas que analisam as taxas de adoção e o impacto nos negócios em relação aos modos operacionais tradicionais.

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Um segundo conjunto de KPI's deve avaliar as novas fontes de receita geradas a partir de novos negócios digitais. Eles devem trazer as taxas de crescimento, receita, participação de mercado e métricas de margem e compará-las ao resultado final global da empresa.

Uma boa maneira de se provar a eficiência dos KPI's escolhidos é verificar o que eles trouxeram de melhorias processuais e ganhos de receita para empresa. Em caso de isso não ser visível, deve-se observar com critério se as novas tecnologias incorporadas não estão sendo subutilizadas, afinal a inovação não deve significar fazer as mesmas coisas. O nome já diz por si só: trata-se de uma transformação digital e, como tal, deve gerar mudanças realmente significativas.

 

Como medir o valor dos negócios digitais?

Segundo recente levantamento do Instituto Gartner, apenas metade dos CEO's utilizam KPI's para mensurar o sucesso digital, mesmo alegando que a empresa para a qual trabalham esteja em processo de transformação.

Diante disso, é importante adotar algumas práticas para que seja possível atingir os objetivos esperados com a incorporação de novas tecnologias.

Embora seja clara a expansão digital de forma generalizada para os próximos anos, é razoável assumir que cada área passará pelo processo em um tempo e intensidade diferentes. E isso é um importante aspecto a ser considerado quando da incorporação de uma nova tecnologia digital.

Líderes seniores de diferentes áreas devem trabalhar em conjunto com vistas a definir por onde começar. É importante desempenhar os esforços de maneira eficiente e isso só acontece quando o mapeamento prévio à transformação digital é bem feito. Um exemplo disso é entender o quanto das operações de manufatura de uma empresa devem ser digitalizados e em qual ritmo.

KPI's da transformação digital

 

A partir disso, estabelecem-se os KPI's para acompanhar o sucesso da iniciativa e, claro, programar a sua expansão. Deve-se ter em mente também que alguns desses KPI's serão "transitórios". Outros, por sua vez, servirão como métricas permanentes para o desempenho dos negócios à medida que a transformação digital é consolidada e novos padrões sejam definidos e mapeados.

Os KPI's da transformação digital também devem servir de importante suporte para resultados específicos. Em outras palavras, eles devem servir como "alarmes" que avisam quando de fato um objetivo foi atingido pela empresa. E, claro, isso deve ser acompanhado pela mensuração de impactos secundários. Um exemplo seria uma empresa estipular como meta a conclusão da digitalização do processo X até 2020 e, junto a isso, entender qual o impacto nas métricas financeiras e comerciais correlacionadas.

Por fim, não se deve superestimar a transformação digital. Isso significa que o processo de incorporação das novas tecnologias deve ser feito com razoabilidade. A transição deve ser acompanhada de um “ponto de equilíbrio”, a partir do qual alcança-se o ganho máximo da digitalização sem descaracterizar o negócio da empresa. Por essa razão, é importante mapear possíveis riscos e também quantificá-los de modo a acelerar o ciclo de controle de erros.


Tomada de Subsídio Anatel para diminuir barreiras à IoT no Brasil

V2COM contribui com Tomada de Subsídio da Anatel

V2COM contribui com Tomada de Subsídio da Anatel

Recentemente a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)  abriu a Tomada de Subsídio “Reavaliação da regulamentação visando diminuir barreiras regulatórias à expansão das aplicações de Internet das Coisas (IoT) e comunicações Máquina-a-Máquina (M2M)”.

As contribuições devem ser encaminhadas através do Portal da Agência, para a Consulta Pública nº 31/2018, até o dia 12 de outubro de 2018.

A proposta visa subsidiar a Análise de Impacto Regulatório (ARI) sobre a reavaliação da regulamentação de IoT e comunicações M2M em produção pela Agência reguladora.

Qual a importância de ações como essa?

A Tomada de Subsídio proposta pela Anatel é fundamental por estender um assunto de importância estratégica ao Brasil para todos os players do setor e demais interessados.

A Internet das Coisas (IoT) já é uma forte realidade em âmbito internacional. Diversas análises dos mais diferentes institutos de pesquisa de todo o mundo indicam o grande potencial desse setor para os próximos anos.

Apenas para trazer alguns dados, espera-se que até 2025 a Internet das Coisas acrescente de 34 a 132 bilhões de dólares à nossa economia. Poderemos ter até 50 bilhões de dispositivos conectados em todo o mundo, até 2020, segundo previsões do Instituto Gartner. Tudo isso deixa mais do que claro o quanto é importante estruturar e fomentar o setor de IoT no Brasil, com vistas a assegurar ao país uma posição de destaque internacional.

Nesse sentido, urge que alguns obstáculos da realidade brasileira sejam vencidos, sobretudo as limitações de natureza tributária, como forma de impulsionar as empresas ofertantes de soluções de IoT.

Carga tributária brasileira é incompatível com o desenvolvimento da IoT

É notório o descompasso entre a velocidade do progresso tecnológico e o ritmo de mudanças do Direito Tributário brasileiro e das regulamentações específicas ao assunto, que se mostram, por vezes, insuficientes frente às novas demandas surgidas da IoT.

Por haver sobreposição de atividades - importação de componentes, venda interna de dispositivos, utilização de serviços de telecomunicação, realização de SVA (Serviços de Valor Adicionado) e serviços de outra natureza (licenciamentos e desenvolvimento de software) – o ambiente de IoT é diretamente impactado pela complexidade do sistema tributário brasileiro.

Em meio a esse cenário, percebe-se a inviabilidade de muitos projetos que se tornam caros, mesmo diante da redução natural dos custos tecnológicos advindos do incremento de inovações.

O que se nota, nesse sentido, é que uma oneração de natureza meramente tributária encarece as conexões de pontos e o processo de digitalização como um todo, dificultando sua expansão.

A contribuição da V2COM

A V2COM acredita que taxas e contribuições fixas são prejudiciais aos projetos de IoT. Desse modo, propusemos na Tomada de Subsídio a redução das alíquotas do FISTEL e do FUST a zero.

O FUST (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecom), por exemplo, desde sua criação em 2000, já arrecadou um montante superior a 21 bilhões de reais, sendo que apenas 1% dele foi efetivamente utilizado para a sua finalidade, voltada a serviços de telefonia fixa, com progressiva e visível queda de demanda.

O FISTEL (Fundo de Fiscalização das Telecomunicações), por sua vez, já angariou mais de 65 bilhões de reais, mas também com um pequeno direcionamento do montante arrecadado para a sua real finalidade. Com mais de 2 bilhões de reais levantados em 2017, apenas 22% desse montante foram efetivamente usados dentro dos objetivos do fundo que, aliás, já foi considerado superavitário em recente decisão do Tribunal de Contas da União.

A desoneração proposta pela V2COM será plenamente compensada – e provavelmente superada -  pelo incremento da arrecadação de outros tributos já vigentes, em razão da ampliação do volume de negócios que essa ação gerará. Isso porque com um maior número de terminais M2M, em razão de novos projetos criados frente à realidade fiscal proposta, certamente ocorrerá a alavancagem de toda a cadeia produtiva que envolve a IoT.

Importante destacar também que a expansão da Internet das Coisas não apenas trará um ganho fiscal ao Estado, mas especialmente o endereçamento mais assertivo de políticas públicas. Ao coletarem dados e analisá-los de forma inteligente, as soluções de IoT servirão como importantes diretrizes para os governos, gerando impactos sociais de grande relevância.

SIMPLES IoT - proposta inovadora ao setor

Na direção de uma série de propostas para a reforma tributária que tramita em Brasília, a V2COM defendeu a instauração do SIMPLES - IoT, Imposto sobre Valor Agregado especialmente voltado à oferta de Internet das Coisas.

Nesse novo modelo, seria aplicado o já vigente mecanismo de compensação de créditos tributários às empresas ofertantes de soluções de IoT, obviamente mediante a aplicação de alíquotas com valor sustentável ao mercado.

Desse modo, poderia ser creditado o montante de todos os tributos (municipais, estaduais e federais) recolhido na cadeia de valor a qual inclui os desenvolvedores de hardware, software, empresas de importação, companhias de Telecom, entre outros.

Acreditamos que a heterogeneidade da natureza dos tributos e contribuições gera ineficiência econômica e redução de atividade produtiva. O SIMPLES – IoT garantiria que o custo tributário no elo final da cadeia ficasse limitado à alíquota determinada. Além disso, a iniciativa diminuiria as chamadas obrigações acessórias, ainda uma realidade extremamente danosa aos negócios brasileiros que, certamente, dificultam nossa competitividade em âmbito internacional.

CONCLUSÃO

A V2COM é forte aliada de iniciativas como a Tomada de Subsídio proposta pela Anatel. Acreditamos que, dando voz a diferentes atores, é possível a arquitetura de um planejamento muito mais saudável cuja concretização, de fato, ascenda o cenário de IoT no Brasil.

Assumimos, portanto, uma posição progressista sobre o papel do Direito Tributário diante das aplicações de IoT e comunicação máquina-a-máquina, confiantes de que remodelações e flexibilizações em um futuro próximo possam efetivamente garantir a alavancagem econômica, tecnológica e social do Brasil.

 

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