Agricultura 4.0 cria novos modelos de negócios

Agricultura 4.0 cria novos modelos de negócios

A inovação tecnológica no campo em ritmo acelerado tem garantido a redução tanto do tamanho quanto do preço dos novos dispositivos. A chamada Agricultura 4.0 está cada vez mais acessível aos pequenos e médios agricultores, sobretudo de países menos desenvolvidos, justamente aqueles cujas economias são mais dependentes do setor agrícola e ao mesmo tempo mais carecem de inovação para elevar a produtividade.

O acesso mais democrático à transformação digital do campo não só está impactando a eficiência das lavouras em larga escala, mas também criando novos modelos de negócios. O pequeno/médio agricultor hoje tem mais recursos para tomar decisões, administrar a fazenda e automatizar atividades com o uso de robôs e outros maquinários. Além disso, a cadeia de suprimento (da terra ao prato) torna-se progressivamente mais coesa, distribuindo informação em tempo real para produtores, distribuidores, varejistas, consumidores e todas as indústrias que orbitam em torno desse sistema.

Para tanto, a parceria com fornecedores e desenvolvedores de tecnologia tornou-se imprescindível para viabilizar todos esses benefícios, garantindo elevação contínua de produtividade, diminuição de custos operacionais e, não menos importante, estruturação de processos sustentáveis e com baixa pegada ambiental.

Agricultura 4.0: Cadeia de Suprimento "On Demand"

A Agricultura Digital não só impacta os tradicionais modelos de negócios existentes, mas sobretudo cria novas oportunidades dentro e fora do campo.

Para tanto, as novas tecnologias têm focado sobretudo no usuário final, através do desenvolvimento de soluções com elevado padrão de usabilidade e customização. Desse modo, é possível que o administrador agrícola e sua equipe usufruam de todas as funcionalidades dos sistemas de modo muito mais simples.

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Hoje, o pequeno/médio agricultor pode alcançar o que há de mais avançado, sem a necessidade de investir pesadamente na expansão de equipes técnicas in-loco ou mesmo dispender muito tempo e esforço para o aprendizado das novas soluções. Boa parte das tarefas foram delegadas às plataformas de Internet das Coisas (IoT) que tomam decisão com alta velocidade e assertividade.

Mas a Agricultura 4.0 não produz efeitos apenas no interior das lavouras. Toda a cadeia produtiva conectada ao campo está se beneficiando com a inovação cada vez mais democrática. E isso tem acontecido de três maneiras principais:

  • Closed-Loop Process

A transformação digital no campo garante processos mais inteligentes e articulados sob demanda. Com isso é possível reduzir o uso de químicos na produção, diminuir os resíduos e aproveitá-los de maneira inteligente, conectando-os a outros processos adjacentes, capazes de aliviar a pegada ambiental da cadeia produtiva.

Além disso, os ciclos fechados, sobretudo na Cadeia de Suprimentos, sintonizam perfeitamente o consumo com a produção, evitando o desperdício ou a falta de alimentos, ambos prejudiciais para a administração financeira das fazendas.

  • Serviços e Produtos Personalizados

As novas tecnologias hoje podem ser desenhadas "on demand". Isso significa que o agricultor construirá junto ao seu parceiro fornecedor a solução que se encaixe perfeitamente à realidade atual de sua produção.

Mais do que isso, todos os serviços em torno da solução arquitetada (como suporte de atendimento, manutenção, chamados, alertas, alarmes, etc) podem ser configurados para atender com alta especificidade as mais diversas demandas do dia a dia.

  • Ecossistema Colaborativo

Cadeias de Suprimento interligadas e conectadas em tempo real permitem trocas de informação e dados fundamentais para o sucesso de todos os players envolvidos nos sistemas agrícolas.

De produtores ao consumidor final, todos se beneficiam com a transformação digital do campo, uma vez que cultivos mais inteligentes garantem produtos de melhor qualidade e mais baratos.

V2COM: presença no campo do começo ao fim

Embora a revolução digital esteja em clara expansão no campo, ainda são poucos os parceiros tecnológicos capazes de oferecer soluções 360°, que atendam as necessidades do agricultor do começo ao fim.

A V2COM, há mais de 17 anos no ercado de IoT, oferece a seus clientes e parceiros o grande diferencial de desenvolver tanto Hardware quanto Software, arquitetando soluções com elevado grau de customização e adaptabilidade aos mais diversos locais e demandas.

Sua exclusiva metodologia de PoV garante que o Custo da Solução seja sempre menor que o Custo do Problema, escalando resultados em curto intervalo de tempo. Com isso, garante a eficiência financeira, sem deixar para trás a fundamental necessidade de promover o desenvolvimento sustentável.

Dessa maneira, a V2COM fomenta a Agricultura 4.0, em nível nacional e internacional, impactando positivamente a vida de milhões de pessoas com segurança e responsabilidade ambiental.

Conheça os Projetos Agro da V2COM

 

 

 


Aumenta confiança do mercado em IoT, aponta Vodafone IoT Barometer 2019

Aumenta confiança do mercado em IoT, aponta Vodafone IoT Barometer 2019

A edição de 2019 do Vodafone IoT Barometer acaba de ser lançada. O estudo deixou claro que a adoção da Internet das Coisas (IoT) vem aumentando ano a ano, em escala global. É crescente o número de empresas que passou a buscar parceiros externos com expertise comprovada, deixando de lado as iniciativas custosas para desenvolver as tecnologias internamente.

Para a pesquisa, a Vodafone entrevistou 1.758 empresas em todo o mundo. Mais de um terço delas (34%) já adotam alguma tecnologia de IoT e 84% afirmam estar mais confiantes hoje com as soluções do que há 12 meses. Ainda, os entrevistados têm se mostrado cada vez mais dependentes da IoT para a execução de seus negócios.

Ao menos 76% deles admitem que a Internet das Coisas já é crítica para o cumprimento da missão corporativa e 8% concluem que as atividades empresariais dependem dessas tecnologias na totalidade para existir.

Ainda nesse sentido, 72% dos participantes veem a Internet das Coisas como viabilizadora da transformação digital. Para eles, sem a devida implementação dessas tecnologias, é impossível que as empresas se transformem digitalmente de maneira efetiva.

A edição deste ano ainda destaca que para 74% das empresas é imprescindível a incorporação da IoT nos processos, com vistas à manutenção da vantagem competitiva. Aquelas que não implementarem as soluções no intervalo dos próximos cinco anos ficarão para trás na liderança de seus segmentos.

A pesquisa apontou que 70% das empresas já concluíram ao menos uma fase de piloto de projetos de IoT e que 95% delas relatam auferir benefícios claros e mensuráveis a partir do investimento inicial. Além disso, 83% dos entrevistados irão ampliar as implantações nos próximos anos. Isso deixa claro que as empresas primeiramente precisaram elevar o grau de confiança diante dos resultados conquistados com as aplicações iniciais das tecnologias para somente então aumentar os investimentos e se debruçarem em soluções mais complexas e escaláveis.

Os dados da pesquisa mostram que esses benefícios podem ser percebidos de diversas maneiras, incluindo:

  • Redução de custos operacionais (53%);
  • Refinamento na obtenção de dados (48%);
  • Elevação da receita a partir dos processos já existentes (42%).

Parceiros externos fornecedores de IoT são peças-chaves

Os entrevistados afirmaram que, para viabilizar esses resultados positivos, eles contam com plataformas de IoT robustas e inteligentes, fornecidas por parceiros externos capazes de implementar os projetos de maneira fácil e ágil. Com isso, as empresas serão capazes de aumentar o número de projetos em andamento, o que significa retornos (ROI) mais rápidos e maiores.

Prova disso é que entre os entrevistados que se classificaram como "avançados" em IoT — aqueles capazes de expandir a tecnologia com agilidade, experimentando diversos cases ao mesmo tempo — 87% relataram maior ROI quando comparados aos 17% das empresas que ainda estão no "nível iniciante". Assim, o estudo corrobora mais uma vez a correlação direta entre o número de projetos simultâneos em andamento e o retorno auferido a partir deles.

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A edição de 2019 evidenciou uma tendência já notada pelo mercado nos últimos anos. Cada vez mais, as empresas têm buscado soluções de IoT, cientes de que os resultados são comprovadamente efetivos. Os executivos responsáveis pelos projetos da área elevaram seu grau de confiança em parceiros externos que tornam-se peça-chave na consolidação das estratégias de transformação digital. O mercado, como um todo, também entende com mais nitidez que inserir-se nesse processo de inovação deixou de ser uma escolha. As empresas que hoje não estejam atuando pesadamente nessa direção, certamente encontrarão problemas no prazo máximo de cinco anos, ficando para trás na liderança competitiva.


2019: ano de consolidar tendências em Internet das Coisas

2019: ano de consolidar tendências em Internet das Coisas

Se em 2018 a Internet das Coisas esteve no foco estratégico das empresas como uma grande oportunidade de alavancar os negócios com tecnologia, em 2019 – e nos anos subsequentes – a expectativa é que esse cenário se consolide cada vez mais.

Até agora, grande parte das iniciativas em IoT se deu por meio de projetos pontuais e pilotos. A ideia foi verificar num ambiente controlado o que de fato essas tecnologias poderiam trazer em termos de eficiência produtiva, redução de custos, aumento na segurança dos processos, rastreabilidade, salvaguarda de recursos naturais, além do redesenho e até mesmo da criação de novas oportunidades de negócios.

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E conforme os projetos foram avaliados, foi possível comprovar o importante impacto que as soluções trazem à realidade das empresas. Ao mesmo tempo, ficou claro que, para alcançar resultados ainda mais expressivos, com potencial de crescimento exponencial, é preciso escalar os projetos para o cenário maior das organizações.

Por essa razão, os executivos e líderes de IoT passaram a construir um olhar panorâmico sobre essa realidade, vendo a aplicação das soluções na empresa como um todo. E é justamente isso que promete se consolidar nos próximos anos.

A McKinsey divulgou essa semana um material sobre as principais tendências da IoT, em 2019. Para tanto, tomou como base centenas de cases e clientes que vêm passando pela transformação digital nesses últimos anos.

IoT como oportunidade de negócio e não como desafio tecnológico

Cada vez mais, a Internet das Coisas entra no mundo dos negócios, deixando para trás a ideia de que seria apenas mais um desafio técnico para o departamento de TI.

Aos poucos, as empresas entenderam que o valor obtido com a geração em tempo real de dados é maior (e mais complexo) do que apenas o desafio de fazer os dispositivos funcionarem adequadamente e se comunicarem à distância.

Afinal, é a partir desses insights que toda a cadeia de produção se remodela, permitindo uma novo redesenho de processos e, até mesmo, a criação de novas unidades de negócios.

Vários cases paralelos aceleram os retornos

Nos últimos anos, ficou claro que as empresas que conseguem implantar vários projetos de IoT de forma simultânea, conectando os achados e, claro, integrando-os a partir de um planejamento estratégico bem estruturado conquistaram mais sucesso em suas iniciativas.

A grande razão para isso está na curva de aprendizagem. Múltiplos projetos permitem análises integradas de forma mais rápida, acelerando a curva. E isso está diretamente ligado a um maior impacto financeiro. Dados da McKinsey provam que as empresas mais bem sucedidas em IoT têm em média 80% mais projetos que os cases com menor sucesso financeiro auferido.

Fonte: McKinsey

Industrial Internet of Things (IIoT) continua protagonista em 2019

Utilities, gás e petróleo, mineração, agricultura, setor automobilístico e de maquinário pesado: são essas as grandes tendências de mais sucesso na aplicação de IoT neste ano.

O potencial da transformação digital nesses setores tem superado todas as expectativas. A construção de uma nova cadeia de valor, a otimização máxima da linha de produção e a manutenção preditiva são apenas alguns dos exemplos que levaram essas empresas a experimentar um grande impacto financeiro positivo, associado ao desenvolvimento sustentável e à elevação da produtividade.

Seja pela complexidade tradicional dos processos ou pelo elevado custo operacional dessas indústrias, os resultados advindos da aplicação dessas tecnologias nas linhas de produção ficam ainda mais evidentes para a alta liderança. Isso, claro, a depender de uma série de fatores que efetivamente impulsionem os projetos de IoT, como a readequação da cultura corporativa, o estabelecimento de estratégias de longo prazo e o investimento em formação constante e mão-de-obra qualificada.

Ataques cibernéticos aumentam preocupação, mas não barram progresso de IoT

Os mais diversos centros de pesquisa globais têm liberado estudos sobre a importância da segurança dentro das empresas que passam pela transformação digital. E ela é, sem dúvida, o assunto mais "quente" no alto escalão diretivo.

De acordo com os últimos dados liberados pela McKinsey, quase 50% dos executivos C-level admitem já ter sofrido algum tipo de ataque dessa natureza, dentro dos quais 25% julgam que os resultados adversos foram de alto ou severo impacto.

Por essa razão, cada vez mais os desenvolvedores de soluções de IoT estão focados em estratégias que mitiguem qualquer possibilidade de vazamento de dados ou invasões.

Mesmo diante das ameaças, os estudos indicam que em nenhum caso a liderança das empresas considera retroceder. A Internet das Coisas já foi assumida como estratégia de negócios e todo o esforço, a partir de agora, está nas maneiras de tornar as tecnologias cada vez mais seguras. Para tanto, muitos investimentos têm sido direcionados para essa área, ao mesmo tempo que uma série de políticas e procedimentos internos às companhias estão passando por revisões e melhorias.

Fornecedores de IoT tornam-se parceiros estratégicos

Um recente estudo da McKinsey deixou claro que as empresas no topo da pirâmide de sucesso são aquelas que confiam em parceiros externos para o desenvolvimento e aplicação das novas soluções. Elas não costumam gastar esforços e dinheiro para criar tecnologias avançadas se puderem obtê-las de forma mais fácil e menos custosa através de parceiros externos, com expertise comprovada.

Os líderes dos projetos de IoT das empresas preferem atrair recursos de um ecossistema de parceiros de tecnologia, em vez de confiar nos recursos internos. E isso inclui, sobretudo, a escolha das plataformas de IoT que mais se adequem às novas exigências de negócios.

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Um outro dado interessante é que, embora 90% de todos os usuários de IoT em escala digam que estão usando as plataformas de terceiros, as empresas com mais resultados na área têm 40% menos probabilidade de exigir que sua plataforma de IoT seja executada no local e não na nuvem.

No Brasil, a grande expectativa está nos marcos regulatórios

Espera-se que 2019 seja um ano de bastante importância para o setor de telecomunicações brasileiro. Muitas das questões colocadas em pauta em 2018, e que ainda não tiveram um desfecho definitivo, prometem acontecer nestes próximos meses.

A expectativa acerca dos investimentos em conectividade e inovação continuam em alta. A aprovação do PLC 79/2016, que visa alterar o marco regulatório das telecomunicações, é ponto de destaque que certamente impactará toda a cadeia de negócios ligada ao setor.

Em 2019 também espera-se uma atuação mais expressiva da ANATEL, sobretudo através de estudos e revisão de regulamentação para elevar a disponibilidade de espectro tanto para banda móvel quanto para IoT. O Plano Nacional de IoT, cujo decreto que estabelece sua criação não foi assinado na gestão Temer, também deve criar incentivos para a utilização massiva de Internet das Coisas em diferentes setores produtivos, entre os quais agricultura, saúde, indústria e cidades.

 

 


Indústria 4.0

Apenas 1,6% das empresas brasileiras são 4.0, aponta Projeto Indústria 2027

Apenas 1,6% das empresas brasileiras são 4.0, aponta Projeto Indústria 2027

A transformação digital em curso no setor industrial brasileiro percorre jornadas diferentes a depender do segmento de produção analisado. Foi isso que mostrou a reportagem da Folha de São Paulo, do dia 02 de fevereiro.

Apesar de o setor como um todo reconhecer a importância de investir na chamada Indústria 4.0, estudos da CNI (Confederação Nacional da Indústria) mostram que ainda é baixo o percentual de empresas que já adotam sistemas de conexão de dispositivos que se comunicam entre si (IoT), associados à análise, ao processamento de dados e à inteligência artificial.

Segundo dados do projeto Indústria 2027, realizado pela confederação em parceria com universidades e pesquisadores, apenas 1,6% das 759 empresas brasileiras consultadas informou ter sistemas integrados, fábricas conectadas e processos inteligentes para subsidiar a tomada de decisão dos gestores.

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O projeto ainda destacou que dos 24 segmentos da indústria brasileira, pelo menos 14 precisam implementar com urgência estratégias de digitalização para se tornarem competitivos internacionalmente. Para tanto, foram consideradas variáveis como produtividade, exportação e taxa de inovação dos segmentos, comparando-as às das maiores economias do mundo.

O grau de inovação é bastante heterogêneo no setor. A estratégia de investimento das empresas, inclusive das grandes do modelo 4.0, ainda é gradual e por etapas”, afirma João Emílio Gonçalves, gerente-executivo de política industrial da CNI, à Folha.

Em outras palavras, grande parte das empresas brasileiras olham projeto a projeto para determinar os investimentos. Se for percebida a possibilidade de aumento de eficiência ou a redução de custos, por exemplo, então nesse caso são avaliadas as melhores tecnologias disponíveis. Isso mostra que uma estratégia global, de longo prazo, ainda não faz parte do planejamento da maioria das indústrias brasileiras, segundo os estudos.

Entre os segmentos analisados, bens de capital (máquinas e equipamentos), agroindústria e automotivo são aqueles que lideram a corrida tecnológica para ampliar a competitividade dos negócios até 2027.

Empresas de grande porte vivem outra realidade

Um outro estudo da CNI, realizado com 632 indústrias em junho de 2018, mostrou que a realidade das grandes empresas é bem mais animadora. A maioria (73%) já se encontra na configuração Indústria 4.0, ainda que em estágio inicial de implantação das tecnologias.

Entre elas, destaca-se a automação digital com sensores para controle de processos. Atualmente, essa tecnologia é a mais utilizada pelas empresas que participaram do levantamento, com foco na produção, no desenvolvimento de produtos e em novos modelos de negócio.

O uso das tecnologias digitais é decisivo para a competitividade das empresas, com redução de custos e ganhos de eficiência, além de maior acesso ao mercado externo e integração do Brasil às cadeias globais de valor”, diz o gerente-executivo da CNI.

Indústria 4.0 brasileira levará a cortes bilionários nos custos

Outros números que também chamam a atenção na reportagem foram divulgados pela ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial). Segundo a agência, o programa Indústria 4.0 no Brasil poderá levar a um corte de custos de ao menos R$ 73 bilhões por ano — sendo R$ 35 bilhões vindos de ganho em eficiência, R$ 31 bilhões através da redução de gastos com manutenção de máquinas e R$ 7 bilhões de economia no consumo de energia.

Um outro aspecto importante a ser destacado é que esse avanço está diretamente ligado às questões regulatórias no setor de telecomunicações brasileiro que, muitas vezes, foca no cumprimento de obrigações defasadas em detrimento do aumento da eficiência.

Um exemplo é a obrigatoriedade de investir e cumprir metas relacionadas à telefonia fixa, em um momento em que o país tem mais celulares do que habitantes, segundo a Anatel.

Nesse sentido, Werter Padilha, representante na Câmara de IoT do MCTIC (Ministério da Ciência Tecnologia), destacou as ações do Plano Nacional de IoT para incrementar a inovação no Brasil e permitir que o avanço chegue também às empresas de menor porte.

A implementação de IoT na indústria demanda uma mudança não só nos processos, mas também na cultura das organizações [que ainda concentram processos internos de inovação]”, diz o especialista para a reportagem.

Reportagem de Claudia Rolli para a Folha de São Paulo

Saindo da fase de pilotos com IoT

Afinal, o que esperar da IoT após a fase de pilotos?

Afinal, o que esperar da IoT após a fase de pilotos?

O mercado está cada vez mais perto de experimentar o enorme potencial da IoT para os negócios. Já existem vários cases de sucesso espalhados nos mais diversos setores que reportaram ganhos impactantes em produtividade, segurança e eficiência, após a consolidação da transformação digital em suas operações. Entretanto, a maioria das organizações ainda está saindo da fase de pilotos e iniciando a aplicação em escala das soluções de IoT.

E, como era de se esperar, isso traz à tona uma série de desafios que até agora estiveram escondidos na microesfera das Provas de Conceito.

Um recente estudo da empresa de consultoria Bain & Company de 2018 buscou justamente analisar quais os atuais desafios enfrentados por 600 executivos de tecnologia, como estão sendo administradas as expectativas do mercado em torno do potencial da Internet das Coisas e como os parceiros externos desenvolvedores dessas soluções estão atuando para transformar a realidade prática dos clientes.

Saindo da fase de pilotos, o mercado está otimista com a IoT no longo prazo

Os executivos entrevistados no recente estudo divulgado pela Bain deixaram claro a elevada expectativa de longo prazo em torno dos retornos esperados com a Internet das Coisas. Entretanto, quando se analisa um panorama de curto prazo, parece que os novos desafios precisam ser abordados com ainda mais atenção.

A fase de pilotos dos últimos anos deixou claro, especialmente para o setor industrial, que o aproveitamento pleno da IoT é um pouco mais desafiador do que o esperado. Até 2016, as empresas imaginavam auferir ganhos com mais facilidade. Mas devido à complexidade dos processos e especialmente da análise dos incontáveis dados extraídos da cadeia produtiva, ficou claro, em 2018, que é preciso ainda muito mais expertise para lidar com as novas tecnologias.

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As chamadas Provas de Conceito têm se mostrado mais desafiadoras e, nesse sentido, a atuação dos fornecedores externos tornou-se ainda mais importante. Afinal, é a partir da expertise comprovada deles que é possível tirar o máximo proveito das soluções desenvolvidas.

No gráfico abaixo, é possível analisar o progresso dessas expectativas ao longo dos últimos anos:

Fonte: Bain IoT Customer Survey 2016 e 2018

Como se nota, se no curto prazo o mercado viu as implantações como um desafio mais trabalhoso, é com vistas nas expectativas de longo prazo que esse esforço será compensado. O progresso na tecnologia de sensores, a conectividade 5G, o desenvolvimento em edge computing e, sobretudo, os mais de 20 bilhões de dispositivos esperados até 2020 deixam certo que a IoT é plataforma certa para gerenciar todo esse avanços.

Parceiros externos são a saída mais eficaz para consolidar a IoT

A pesquisa aponta que, para vencer esses desafios e consolidar as expectativas de longo prazo, as empresas devem confiar na capacidade técnica e inovadora dos desenvolvedores de IoT. Cada vez mais eles se comportam de forma ativa no processo de transformação digital, mergulhando na realidade de cada cliente com soluções que sejam comprovadamente eficazes, eficientes e capazes de gerar a mudança esperada.

Presentes tanto no planejamento estratégico quanto nas operações dos clientes, os fornecedores são peça-chave para mitigar as maiores preocupações dos executivos que estão lidando com as implantações. Entre elas, destacam-se a integração (em especial o conhecimento técnico necessário, a portabilidade de dados e os riscos de transição) e a segurança dos dispositivos. A pesquisa também descobriu que, à medida que uma organização se torna mais madura tecnologicamente, as preocupações com a segurança aumentam, de modo que o desafio continua a crescer progressivamente.

As questões acerca do ROI (Return on Investment) ficaram para trás, sobretudo após a consolidação da fase de pilotos dentro das organizações. Menos clientes estão preocupados com o aspecto financeiro dos projetos, justamente porque já está claro, com as implementações iniciais, que os retornos existem na prática e serão escalonados à medida que as soluções se expandam dentro das empresas.

Afinal, onde está sendo aplicada a IoT?

O gráfico abaixo, formulado a partir da pesquisa feita pela Bain em 2018, cruza as expectativas de fornecedores e clientes em relação às aplicações de IoT no mercado. Quanto mais para a direita e para cima, maior a compatibilidade entre eles:

Fonte: Bain

As soluções de gerenciamento de energia são um ponto interessante no gráfico. O mercado mostra-se bastante atraído por tecnologias dessa natureza, mas não encontram uma grande oferta de fornecedores especializados. Nessas situações, é ainda mais central a escolha do parceiro certo, visto que poucos deles estarão de fato aptos a suprir as necessidades de negócios.

Um outro ponto de destaque são as Smart Cities. Embora muito difundidas pela mídia nesses últimos meses, elas ainda não contam com expressivo foco por parte do mercado e dos fornecedores. E isso sugere que aqueles que se adiantarem às demandas estarão um passo à frente, visto que a transformação digital das cidades é apenas uma questão de tempo.

É unânime: o mercado de IoT está em plena ascensão

Apesar das barreiras e desafios apontados na fase de pilotos, a Internet das Coisas continua sendo a grande aposta. Os dados da Bain indicam que o desenvolvimento de soluções de software, hardware e sistemas, sobretudo nos setores de manufatura, infraestrutura, construção e Utilities, continua crescendo em ritmo acelerado e deve dobrar de tamanho, atingindo mais de US $ 200 bilhões até 2021. Dados semelhantes foram publicados por outros importantes centros de pesquisa e consultorias, como a Cisco, McKinsey, Gartner, Harbor Research e muitos outros.

Nessa jornada, um dos desafios mais centrais é encontrar empresas desenvolvedoras que consigam fornecer softwares cada vez mais robustos, sem perder de vista as necessidades particulares de cada setor e de cada organização.

Um outro grande diferencial são os parceiros que fornecem soluções ponta à ponta, integrando softwares e hardwares de tecnologia própria, sem perder de vista os protocolos mais avançados de segurança, um suporte técnico full-time extremamente eficiente e, claro, implantações rápidas, com baixo custo e coerentes com as necessidades de negócio dos clientes.

Sua empresa está pronta para a transformação digital?

Antes de tudo, entretanto, a Bain sugere algumas perguntas que os líderes de projetos de tecnologia devem se fazer para entender qual o grau de maturidade de sua empresa.

Então, vamos a elas:

  • Você está claro sobre o potencial que a IoT significa para sua empresa, em termos de receita, custo e qualidade?
  • Você tem um plano e os meios para vencer sua concorrência na IoT?
  • Você é capaz de dimensionar as Provas de Conceito da IoT em sua empresa?
  • Você tem um modelo operacional eficaz para apoiar a execução de seu plano?

V2COM: a solução mais inteligente em IoT

A V2COM consolidou-se no mercado nacional e internacional por ser um dos poucos fornecedores de soluções de IoT ponta à ponta. Através disso, garante um elevado grau de customização dos projetos que, assim, adequam-se com bastante profundidade às mais diferentes necessidades dos clientes.

Por desenvolver integralmente tanto hardware quanto software, a V2COM alcançou um padrão de tecnologia plenamente compatível com as inovações, integrando-se perfeitamente a diferentes realidades de forma bastante ágil.

Por consequência, os clientes passam pela fase de pilotos com bastante eficiência, alcançando a escalabilidade com segurança, em um curto intervalo de tempo.

A V2COM já conectou mais de 1.5 milhão
de dispositivos inteligentes
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Conteúdo baseado na publicação da Bain & Company. Autores: Michael Schallehn, Christopher Schorling e Peter Bowen, Oliver Straehle

 

 


IoT

McKinsey explica por que algumas empresas têm mais sucesso em IoT

McKinsey explica por que algumas empresas têm mais sucesso em IoT

Em recente relatório publicado pela McKinsey, foram apontadas as razões que fazem da Internet das Coisas (IoT) um case de enorme sucesso para algumas empresas. A pesquisa entrevistou 300 companhias com grandes projetos em andamento e que já passaram das fases de piloto.

De imediato, a consultoria classificou as organizações em três categorias:

  • 17% delas apontaram impacto financeiro (redução de custos e aumento de faturação) acima dos 15%;
  • 66% apresentaram taxas de impacto entre 5 e 15%;
  • 17% mantiveram-se abaixo dos 5%.

A pesquisa detalhou alguns dos principais aspectos que levam algumas dessas empresas a terem mais sucesso do que outras.

Empresas "agressivas" aprendem mais rápido

Um maior número de projetos de IoT em andamento acelera a curva de aprendizagem e traz retornos financeiros mais expressivos. E por projetos não se deve entender apenas os pilotos, mas sobretudo a fase posterior, em que as tecnologias são postas em contato com a realidade operacional da empresa como um todo.

Além disso, os líderes envolvidos nos projetos de sucesso constantemente fizeram esforços para mudar processos de negócios com o objetivo de capitalizar o potencial das novas aplicações de IoT.

Ficou claro pelos achados que iniciar esforços o quanto antes, dando-lhes a devida extensão necessária para surtir os efeitos esperados, é a maneira mais assertiva de obter sucesso.

A McKinsey concluiu que, em média, os primeiros 15 projetos de IoT implantados costumam trazer um retorno financeiro não tão impactante quando comparado às empresas que implantaram em torno de 30 cases. Nesse último cenário, a curva de aprendizagem já foi inteiramente percorrida, de tal modo que o impacto na redução de custos e na elevação das receitas é surpreendentemente expressivo.

Observe esses dados no gráfico abaixo:

IoT
Fonte: McKinsey

A consultoria ainda concluiu com a pesquisa que as empresas que auferem mais de 15% em impacto financeiro possuem, em média, 80% mais projetos de IoT do que as empresas com menos sucesso. Além disso, elas chegarão a experimentar 13% de crescimento no lucro bruto até 2021, porcentagem três vezes maior do que as empresas mais lentas nas implantações.

Empresas líderes vêm IoT de forma pragmática

As empresas líderes em IoT costumam adotar uma abordagem bastante pragmática diante das novas tecnologias. Em vez de perseguir oportunidades inovadoras muito além de suas bases tradicionais de negócios, elas usam as soluções de IoT para aumentar as ofertas existentes, gerando ainda mais valor agregado perante os clientes.

De acordo com a pesquisa, os líderes de IoT têm três vezes mais probabilidade de afirmar que sua principal prioridade é adicionar recursos das novas tecnologias aos produtos existentes. Assim, as empresas de mais sucesso são pragmáticas nas implantações, desenvolvem as ofertas em torno de produtos e serviços que já fazem parte de seu portfólio.

IoT
Fonte: McKinsey

A pesquisa ainda provou que nos cases de maior sucesso, os executivos C-level estiveram diretamente envolvidos com os projetos. 72% das empresas que afirmam perceber retornos interessantes conseguem nomear claramente os executivos que estiveram atuantes nos esforços de transformação digital.

A forte participação de um CEO que defende os projetos de IoT está 2,4 vezes mais presente nas empresas de sucesso quando comparada às que ainda estão nas fases mais iniciais. A liderança engajada é ainda fundamental para elevar o comprometimento de todas as equipes envolvidas nos esforços de implantação, desde os níveis mais estratégicos até os operacionais. E essa atuação comprometida é apontada como um dos fatores cruciais para garantir o sucesso das iniciativas de Internet das Coisas dentro das organizações.

Empresas de sucesso confiam na expertise dos parceiros externos

O estudo ainda deixou claro que as empresas no topo da pirâmide de sucesso são aquelas que confiam em parceiros externos para o desenvolvimento e aplicação das novas soluções. Elas não costumam gastar esforços e dinheiro para criar tecnologias avançadas se puderem obtê-las de forma mais fácil e menos custosa através de parceiros externos, com expertise comprovada.

O relatório da McKinsey deixa evidente que os líderes dos projetos de IoT das empresas preferem atrair recursos de um ecossistema de parceiros de tecnologia, em vez de confiar nos recursos internos. E isso inclui, sobretudo, a escolha das plataformas de IoT que mais se adequem às novas exigências de negócios.

IoT
Fonte: McKinsey

Um outro dado interessante é que, embora 90% de todos os usuários de IoT em escala digam que estão usando as plataformas de terceiros, as empresas com mais resultados na área têm 40% menos probabilidade de exigir que sua plataforma de IoT seja executada no local e não na nuvem.

Plataforma de IoT V2COM: uma história de sucesso ponta à ponta

O mercado de plataformas de IoT tem experimentado um enorme crescimento nos últimos anos. Essas soluções estão ganhando cada vez mais espaço e importância em diversos setores. Ao escolher a plataforma certa, certamente garante-se a escalabilidade dos projetos com muito mais eficiência.

A V2COM consolidou-se no mercado nacional e internacional por ser um dos poucos fornecedores de soluções de IoT ponta à ponta. Através disso, garante um elevado grau de customização dos projetos que, assim, adequam-se com bastante profundidade às mais diferentes necessidades dos clientes.

Por desenvolver integralmente tanto hardware quanto software, a V2COM alcançou um padrão de tecnologia plenamente compatível com as inovações, integrando-se perfeitamente a diferentes realidades de forma bastante ágil. Por consequência, os clientes auferem elevado impacto financeiro e escalabilidade dos projetos em curto intervalo de tempo.

Saiba mais sobre a Plataforma de IoT V2COM