Agricultura - Dados

O que falta para a Agricultura deslanchar? Dados!​

O que falta para a Agricultura deslanchar? Dados!​

Segundo Ranveer Chandra, cientista-chefe global da Azure, a agricultura ainda é a área que mais resiste na aplicação de algumas tecnologias, como Big Data, Internet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial.

“Um estudo mostra que, entre 23 setores, a agricultura está na última posição em termos de transformação digital. Conexão é o maior desafio do agronegócio. Precisamos desses dados para fazer uso das tecnologias disponíveis" disse à Época Negócios.

Chandra ainda comentou sobre as dificuldades de aplicar novas tecnologias no campo, e sobre como os dados devem mudar a agricultura do futuro. Para ele, a alimentação é um dos grandes problemas da humanidade e precisa ser pensado desde já:

"Até 2050, a produção precisa aumentar em 70%, para sermos capazes de alimentar a população mundial. Não só precisamos ser mais produtivos, mas também criar alimentos mais nutritivos e sustentáveis. O único caminho que vejo é por meio dos dados. Muito do trabalho feito na agricultura hoje toma como base apenas a experiência dos agricultores. Se combinarmos esse conhecimento com dados, poderemos desenvolver algoritmos de IA que tornem o agronegócio mais produtivo. Um campo mais conectado não só fornece dados para o agora, mas ajuda a criar previsões mais efetivas para o futuro"

A tecnologia é também fundamental quando o assunto é sustentabilidade, pois uma agricultura mais precisa evita desperdícios. Por exemplo, ao mapear uma fazenda, é possível mensurar a umidade, PH, temperatura e nutrientes do solo, de tal forma que o agricultor passa a aplicar a quantidade exata de água, fertilizantes e pesticidas necessários para cada região da fazenda. Com isso, aumenta-se o rendimento e se reduzem o impacto ambiental e o custo.

Leia também:
Agricultura 4.0 cria novos modelos de negócios

Na entrevista, Chandra ainda deu sua opinião sobre o quadro da agricultura no Brasil. Ele afirma que, como o restante do mundo, o país precisa se transformar para alcançar o próximo estágio.

"O movimento tem sido lento. Muitos países estão usando satélites para recolher dados sobre o agronegócio. Mas essa opção não é acessível e por isso não pode ser aplicada em larga escala. Os governos precisam subsidiar a tecnologia, da mesma forma que fazem com fertilizantes e agricultura. Os órgãos públicos já entendem que esses produtos são necessários para a produtividade do agricultor, mas não perceberam que os dados precisam ser colocados no mesmo pacote"

Por fim, ele ainda diz que para as novas tecnologias serem efetivamente escaladas, independente das diferenças entre as fazendas e suas regiões, é imprescindível que se estruturem mais parcerias. É importante unir aqueles que detenham a tecnologia às empresas que já tenham relacionamento com os agricultores.

Leia a reportagem na íntegra clicando aqui

Biomimética: as fábricas do século XXI serão como as florestas

Biomimética: as fábricas do século XXI serão como as florestas

Janine Benyus, co-fundadora da Biomimicry 3.8, já disse que "quando a floresta e a cidade são funcionalmente indistinguíveis, sabemos que alcançamos a sustentabilidade".

Num primeiro momento, a frase pode parecer muito otimista em um mundo marcado pela emissão excessiva de poluentes e resíduos na natureza e, sobretudo, pelo movimento que grandes nações, como os Estados Unidos e China, têm tomado na contramão de leis e acordos pró meio-ambiente.

No entanto, é expressivo o número de empresas que estão colocando a sustentabilidade em sua missão, de tal forma que um negócio não é mais considerado "bem-sucedido" se não atingir todas as métricas estabelecidas para diminuir a pegada ambiental. E isso, claro, vem acompanhado de um movimento civil mundial em que os indivíduos e suas comunidades, cada vez mais, valorizam iniciativas ditas "verdes".

Mas na prática, é possível implementar a ideia defendida por Benyus e derrubar as seculares barreiras entre cidades e florestas? Ao que tudo indica, SIM.

Factory as a Forest: as fábricas circulares do século XXI

O conceito "Factory as a Forest" (Fábricas como Florestas) foi introduzido no SB 18 Vancouver e, desde lá, tem despertado bastante curiosidade em manufaturas que desejam transformar os processos produtivos, tornando-os autossustentáveis, equilibrados e circulares como os ecossistemas da natureza.

A ideia partiu de um estudo biomimético que esmiuçou o mecanismo de funcionamento das florestas as quais, ao longo dos últimos bilhões de anos, têm se mostrado ótimas mantenedoras do status quo, sem perder a elevada capacidade de adaptação e regeneração.

O estudo serviu de base para que os processos produtivos (no caso, da empresa Interface em parceria com a Biomimicry 3.8) fossem analisados com o objetivo de encontrar meios de torná-los ainda mais eficientes, com instalações de pegada ambiental zero e elevado desempenho, tal como todos os ecossistemas globais.

Percebeu-se que, para tanto, era fundamental transformar os processos ligados à economia linear, transmutando-os para uma realidade dita circular. Sem isso, é impossível emular a natureza com perfeição, já que nela reina uma exata proporção entre o que é criado e o que é consumido (e vice-versa), num ciclo plenamente autossustentável.

Leia também:
Biomimética: uma nova geração de baterias, sensores e fotocatálise

Para isso, é importante desenvolver produtos que, ao longo da cadeia produtiva, sequestrem carbono, usar materiais sustentáveis e recicláveis, optar por fornecedores com visão pró meio-ambiente e, claro, engajar a empresa como um todo para que o objetivo fique claro e atingível.

Com vistas a tornar esse conceito uma realidade prática, o estudo indicou quatro passos aparentemente simples que podem guiar qualquer organização rumo ao status "Factory as a Forest". Veja-os a seguir:

Passo 1: Identificar ecossistema de referência LOCAL

O conceito "Factory as a Forest" foi concebido para complementar a estratégia já existente das empresas e, assim, fazê-las mais verdes. A ideia não valoriza rupturas drásticas, nem mudanças em grande escala de uma única só vez. Muito pelo contrário: os esforços devem começar pequenos e crescerem à medida em que se tornem plenamente mensuráveis.

Factory as a Forest
Factory as a Forest: Penang, Malásia

Como se sabe, os ecossistemas são muito variáveis de região para região, embora todos funcionem com o objetivo final de manter o equilíbrio entre a produção e o consumo de recursos. Por essa razão, é importante descobrir, localmente, à qual região ecológica uma instalação pertence e, a partir disso, emular o ecossistema mais próximo que a abrange. Como dito anteriormente, a ideia é começar de forma setorizada.

Uma das maneiras de descobrir a ecorregião e o ecossistema em que uma empresa está inserida é acessar o mapa interativo EcoRegions. Nele, é possível navegar por todo o globo e estabelecer diferentes critérios de visualização e análise.

Com isso definido, parte-se para questões mais profundas de análise — como determinar as taxas de sequestro de carbono, de filtragem de ar, de armazenamento de nutrientes e água, suporte à biodiversidade, reciclagem de recursos — sobre o ecossistema definido. A Biomimicry 3.8 também recomenda o Ecology Pocket Guide para ajudar não-biólogos com essas definições.

Além disso, ela defende que uma imersão in loco é sempre a maneira mais eficiente de sentir-se parte da natureza e realizar uma experiência biomimética integral. Com isso, fica mais fácil fundamentar os aprendizados com o ecossistema e aplicar os conhecimentos na prática.

Passo 2: Mensurar o desempenho da instalação a ser transformada

Nesta etapa é preciso estabelecer métricas que servirão de referência para definir sucesso.

O importante neste momento é entender o padrão de desempenho do ecossistema local e, a partir disso, colocá-lo como meta a ser atingida. Para tanto, é preciso estipular padrões e benchmarks de desempenho para as instalações que serão transformadas. Como exemplo, podem ser analisados a capacidade de armazenamento e purificação de água, reciclagem de resíduos, conservação do solo e lençóis freáticos, manutenção da biodiversidade polinizadora, produção de biodegradáveis, consumo de energia limpa, entre outros.

A maior dificuldade, no entanto, é escolher os elementos certos e que conversem perfeitamente com os aspectos locais da instalação em análise. Novamente, é preciso começar de forma localmente isolada. Isso porque, quando restringimos o foco ao que é gerenciável e ao que se encaixa nas operações e na estratégia de uma empresa específica, fica muito mais simples a posterior implementação dos passos definidos como necessários.

Passo 3: Planejar os passos de implementação de melhorias

Se no Passo 2 nós conseguimos estabelecer métricas e metas de sucesso, no Passo 3 a ideia é planejar como executá-las.

Aqui, mais uma vez, é importante se apegar aos detalhes exclusivos da ecorregião e do ecossistema que a envolve. Isso, em outras palavras, significa que as definições para a unidade de uma empresa localizada em São Paulo, por exemplo, não serão válidas (ou apenas parcialmente) para uma outra unidade em Buenos Aires. Esses dois locais estão envolvidos por processos ecológicos muito distintos e cada um deles, de forma isolada, deve servir de base de emulação para as estruturas produtivas das filiais.

Um outro aspecto muito importante a ser mencionado nesta etapa é a não necessidade de se mapear tudo o que deverá ser feito. Primeiramente, porque isso é quase impossível. Depois, porque é importante deixar algumas lacunas em aberto para que o conhecimento não se limite e possa ser moldado conforme novas descobertas ocorrerem mais à frente, no momento da execução propriamente dita.

Passo 4: Implementar

A implementação requer engajar todas as pessoas e empresas parceiras que, direta ou indiretamente, estarão envolvidas nesse processo de mudança. Afinal, são elas que estarão no dia a dia das decisões e execuções e que, portanto, irão implementar todas as definições dos passos anteriores.

As implementações devem ser de curto, médio e longo prazo, sempre mensuráveis e corrigidas em ciclos. São elas também que completarão as lacunas da etapa de planejamento, trazendo à realidade os desafios que ficaram escondidos quando tudo ainda era só uma ideia.

Veja mais:
Biomimética: a nova geração de tecnologias "inspired by nature"

O Passo 4, conforme indicam as empresas que já chegaram lá, torna-se progressivamente mais complexo conforme é escalado. Muito em razão da estratégia "Factory as a Forest" ser pensada a partir de uma realidade local, que respeita as individualidades dos ecossistemas e ecorregiões. Também pelo fato de, ao aumentar o número de atores envolvidos na mudança, ficar mais difícil o estabelecimento de padrões comuns de rigor e engajamento, ao longo da cadeia produtiva.

Mesmo assim, como defende a Biomimicry 3.8, esses desafios tornam-se pequenos conforme aumente o engajamento das empresas com a sustentabilidade e o senso de compromisso e responsabilidade ambiental sejam uma prioridade estruturada. Nesse sentido, tudo leva a crer que, em alguns anos, a estratégia localizada fará cada vez mais sentido, já que diversos núcleos de mudança ao redor do mundo surgirão e, assim, somarão esforços com resultados em grande escala.

Assine nosso Conteúdo sobre Biomimética

 


IoT fraude água

IoT no combate à fraude: 38,3% da água consumida no Brasil não é faturada

IoT no combate à fraude: 38,3% da água consumida no Brasil não é faturada

O acelerado processo de urbanização brasileiro impactou diretamente a demanda por recursos hídricos, tornando-os progressivamente mais escassos no país.

O último índice de perdas na distribuição de água no Brasil, elaborado pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, indicou que 38,3% do volume disponibilizado no país não foi contabilizado como montante consumido, seja por vazamentos, falhas nos sistemas de medição ou ligações clandestinas. Apenas para comparar, na Alemanha, Austrália, Nova Zelândia e Japão, esse valor chega a ser inferior a 10%.

Ciente dessa realidade, nos últimos anos a Sabesp vem implementando uma série de iniciativas com foco em incentivar o uso racional da água. Através de sistemas de monitoramento, a empresa conseguiu controlar de forma rápida e eficiente uma série de problemas relativos às redes de distribuição, sobretudo a detecção de fraudes e falhas na medição.

A V2COM fez parte dessa história ao desenvolver tecnologias de telemetria que atuaram diretamente no combate às denominadas perdas aparentes.

Também chamadas de não físicas ou comerciais, esse padrão de perda está relacionado ao volume de água que foi efetivamente consumido pelo usuário, mas que, por algum motivo, não foi medido ou contabilizado.

São falhas decorrentes de erros de medição (hidrômetros inoperantes, com  submedição, erros de leitura, fraudes, equívocos na calibração dos hidrômetros), ligações clandestinas, by pass irregulares nos ramais das ligações (conhecidos como gatos), falhas no cadastro comercial e outras situações. Nesse caso, então, a água é efetivamente consumida, mas não é faturada pelo prestador de serviços.

Com o desenvolvimento e implantação de sensores de ponta à ponta, ligados a sistemas robustos de processamento de dados, a tecnologia de IoT garantiu que as perdas aparentes da companhia fossem detectadas com muito mais facilidade e, assim, combatidas ao longo de todos os canais de distribuição. Veja abaixo o histórico de perdas da Sabesp:

telemetria perdas água

Especificamente em clientes de grande consumo, como escolas, prédios comerciais e indústrias, os sistemas de telemedição da V2COM permitem que os hidrômetros enviem informações sobre os padrões de consumo de água em intervalos regulares de tempo. Com isso, foi possível identificar vazamentos de maneira muito mais rápida, evitando o desperdício e custos desnecessários nas contas dos clientes.

Esse mesmo padrão de tecnologia também tem sido amplamente utilizado pela V2COM — não só no Brasil mas em outros países — para auxiliar as distribuidoras de energia elétrica a reduzirem perdas comerciais. Dessa maneira, é possível refinar o monitoramento do consumo em tempo real, o gerenciamento automático das operações e a tomada de decisão remota com elevada assertividade.

Leia também:
Histórias de Sucesso V2COM: Celesc reduz perdas milionárias com tecnologia de IoT

Há quase duas décadas, a V2COM desenvolve soluções inteligentes que combinam a captação e processamento de dados para minimizar riscos e melhorar as cadeias de produção e de entrega de serviços.

Para saber mais detalhes sobre nossa premiada plataforma de IoT e suas incontáveis possibilidades de uso e customizações, entre em contato através do formulário abaixo:

Assine nosso conteúdo

 

 


Transformação Digital: um assunto além da tecnologia

Transformação Digital: um assunto além da tecnologia

Uma recente pesquisa realizada com CEO's e executivos seniores mostrou que a Transformação Digital está na liderança das maiores preocupações para os negócios de 2019. Isso porque grande parte das empresas ainda não conseguiu efetivar na prática os incontáveis benefícios que a aplicação da tecnologia certa no momento certo pode trazer.

Para colocar em números, em 2018, dos mais de US$ 1.3 trilhão investidos em Transformação Digital, ao menos US$ 900 bilhões não alcançaram a expectativa almejada. Isso significa que cerca de 70% das iniciativas digitais ainda não prosperam conforme o imaginado.

Se é incontestável o elevado potencial transformador que as novas tecnologias podem trazer aos negócios, fica a pergunta sobre o porquê de ainda serem poucas as empresas que realmente deram um passo definitivo rumo ao futuro.

Tecnologia sem estratégia: a fórmula para o insucesso

Há alguns anos, era bastante razoável quando um gestor identificava uma necessidade ou oportunidade em seu departamento/empresa e, a partir disso, procurasse as soluções disponíveis no mercado capazes de satisfazê-las.

Hoje, ao contrário, esse tipo de ação normalmente leva ao insucesso. Primeiro porque entender a tecnologia como um "tapa buraco" ou uma ferramenta de alcance pontual certamente é um grande limitador do enorme potencial por trás da inovação. Segundo, pois é fundamental que as necessidades e as oportunidades sejam colocadas dentro de um espectro estratégico maior. Afinal, a Transformação Digital só se torna efetiva quando guiada por uma estratégia empresarial clara e objetiva.

Leia Mais:
Plataforma de IoT: a escolha-chave para a Transformação Digital

A grande dificuldade que perfaz esse delineamento estratégico deve-se ao fato de as novas soluções serem cada vez mais integradas (e integráveis). Com isso tornam-se muito mais desafiadoras a projeção e a mensuração dos impactos globais que uma simples implantação pode acarretar na realidade da empresa. Mesmo bastante complexo, esse caminho é fundamental ser percorrido, afinal só se pode classificar como um "sucesso" ou um "fracasso" aquilo que foi previamente estabelecido como tal.

Líderes precisam reconhecer que os colaborares temem ser substituídos

O assunto é bastante polêmico. Alguns estudiosos dizem que sim, as novas tecnologias estão "matando" empregos, enquanto outros defendem que o mundo apenas passa por mudanças (como sempre ocorreu) e que se antigas funções podem desaparecer com a Transformação Digital, outras certamente irão nascer dela.

Ao que tudo indica, a segunda visão parece ser mais coerente com a realidade histórica por que toda a humanidade passou desde a Primeira Revolução Industrial. Da mesma maneira em que hoje não são mais necessários operários para apertar parafusos em uma linha de produção, nunca antes o mercado demandou tantos desenvolvedores, uma profissão, por sinal, relativamente nova.

Mesmo assim, é preciso ser empático o suficiente para entender que alguns da equipe enxergarão a tecnologia como uma ameaça ao emprego. E, muitas vezes, esse pode ser um grande complicador para efetivamente alavancar a digitalização dentro de uma companhia.

Leia Mais:
Do piloto à escala: pesquisa aponta os desafios para expandir soluções de IoT

As empresas são levadas por pessoas, sem as quais qualquer iniciativa torna-se inviável. Engajá-las e inseri-las no processo de mudança, como atores protagonistas, é fundamental para que a configuração 4.0 dos negócios realmente saia do papel.

Ao longo de sua carreira, o professor de Stanford, Behnam Tabrizi, identificou esse temor em milhares de colaboradores. Nos últimos anos, ele tem efetivado um exercício de reflexão junto a eles, fazendo-os apontar as contribuições únicas que oferecem às empresas em que trabalham e como elas podem se conectar à Transformação Digital. Como resultado, os colaboradores sentiram-se no controle da mudança, inclusive esforçando-se ainda mais para executar suas tarefas de forma engajada e eficiente.

Empresas que não nasceram digitais precisam correr mais rápido

De maneira genérica, o mercado conta atualmente com dois grandes blocos de empresas: de um lado aquelas com anos de experiência e estrutura robusta e de outro as start-ups.

Para o primeiro grupo, certamente a Transformação Digital será um pouco mais desafiadora. Primeiramente porque em seu DNA não está inserida a necessidade constante de mudança exigida pelos atuais padrões de inovação que envolvem o mercado. Segundo, pois redefinir sistemas legados, movimentar cadeias complexas de gerenciamento processual e redesenhar padrões de tomada de decisão obviamente são tarefas muito mais difíceis de serem executadas em estruturas grandes, quando comparadas a empresas com apenas algumas dezenas de pessoas (quando não menos).

Assim, as grandes organizações precisam fazer bom uso de sua capacidade de investimento e alta expertise para redesenhar alguns parâmetros da cultura organizacional voltada à mudança, pessoas e processos, adequando-se a um ambiente (interno e externo) de transformação constante.

Parceiros estratégicos: transformação digital com expertise comprovada

Se por um lado é complicada a tarefa de encontrar um parceiro com expertise comprovada e que forneça soluções holísticas para efetivar a Transformação Digital, por outro os resultados certamente compensarão os esforços.

Ao longo de sua trajetória, a V2COM consolidou-se no cenário nacional e internacional por ser um dos poucos fornecedores de soluções de IoT ponta à ponta. Com isso, tem garantido um elevado grau de customização dos projetos que, assim, adequam-se com bastante profundidade às mais diferentes necessidades do mercado.

Por desenvolver integralmente tanto hardware quanto software, a V2COM alcançou um padrão de tecnologia plenamente compatível com a inovação, integrando-se perfeitamente a diferentes sistemas legados de forma simples e ágil. Por consequência, os clientes auferem elevado impacto financeiro e escalabilidade dos projetos em curto intervalo de tempo.

Entre em contato e inicie a jornada de Transformação Digital

 


Indústria 4.0

Apenas 1,6% das empresas brasileiras são 4.0, aponta Projeto Indústria 2027

Apenas 1,6% das empresas brasileiras são 4.0, aponta Projeto Indústria 2027

A transformação digital em curso no setor industrial brasileiro percorre jornadas diferentes a depender do segmento de produção analisado. Foi isso que mostrou a reportagem da Folha de São Paulo, do dia 02 de fevereiro.

Apesar de o setor como um todo reconhecer a importância de investir na chamada Indústria 4.0, estudos da CNI (Confederação Nacional da Indústria) mostram que ainda é baixo o percentual de empresas que já adotam sistemas de conexão de dispositivos que se comunicam entre si (IoT), associados à análise, ao processamento de dados e à inteligência artificial.

Segundo dados do projeto Indústria 2027, realizado pela confederação em parceria com universidades e pesquisadores, apenas 1,6% das 759 empresas brasileiras consultadas informou ter sistemas integrados, fábricas conectadas e processos inteligentes para subsidiar a tomada de decisão dos gestores.

Leia também:
Indústria 4.0: dados atualizados sobre o cenário brasileiro

O projeto ainda destacou que dos 24 segmentos da indústria brasileira, pelo menos 14 precisam implementar com urgência estratégias de digitalização para se tornarem competitivos internacionalmente. Para tanto, foram consideradas variáveis como produtividade, exportação e taxa de inovação dos segmentos, comparando-as às das maiores economias do mundo.

O grau de inovação é bastante heterogêneo no setor. A estratégia de investimento das empresas, inclusive das grandes do modelo 4.0, ainda é gradual e por etapas”, afirma João Emílio Gonçalves, gerente-executivo de política industrial da CNI, à Folha.

Em outras palavras, grande parte das empresas brasileiras olham projeto a projeto para determinar os investimentos. Se for percebida a possibilidade de aumento de eficiência ou a redução de custos, por exemplo, então nesse caso são avaliadas as melhores tecnologias disponíveis. Isso mostra que uma estratégia global, de longo prazo, ainda não faz parte do planejamento da maioria das indústrias brasileiras, segundo os estudos.

Entre os segmentos analisados, bens de capital (máquinas e equipamentos), agroindústria e automotivo são aqueles que lideram a corrida tecnológica para ampliar a competitividade dos negócios até 2027.

Empresas de grande porte vivem outra realidade

Um outro estudo da CNI, realizado com 632 indústrias em junho de 2018, mostrou que a realidade das grandes empresas é bem mais animadora. A maioria (73%) já se encontra na configuração Indústria 4.0, ainda que em estágio inicial de implantação das tecnologias.

Entre elas, destaca-se a automação digital com sensores para controle de processos. Atualmente, essa tecnologia é a mais utilizada pelas empresas que participaram do levantamento, com foco na produção, no desenvolvimento de produtos e em novos modelos de negócio.

O uso das tecnologias digitais é decisivo para a competitividade das empresas, com redução de custos e ganhos de eficiência, além de maior acesso ao mercado externo e integração do Brasil às cadeias globais de valor”, diz o gerente-executivo da CNI.

Indústria 4.0 brasileira levará a cortes bilionários nos custos

Outros números que também chamam a atenção na reportagem foram divulgados pela ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial). Segundo a agência, o programa Indústria 4.0 no Brasil poderá levar a um corte de custos de ao menos R$ 73 bilhões por ano — sendo R$ 35 bilhões vindos de ganho em eficiência, R$ 31 bilhões através da redução de gastos com manutenção de máquinas e R$ 7 bilhões de economia no consumo de energia.

Um outro aspecto importante a ser destacado é que esse avanço está diretamente ligado às questões regulatórias no setor de telecomunicações brasileiro que, muitas vezes, foca no cumprimento de obrigações defasadas em detrimento do aumento da eficiência.

Um exemplo é a obrigatoriedade de investir e cumprir metas relacionadas à telefonia fixa, em um momento em que o país tem mais celulares do que habitantes, segundo a Anatel.

Nesse sentido, Werter Padilha, representante na Câmara de IoT do MCTIC (Ministério da Ciência Tecnologia), destacou as ações do Plano Nacional de IoT para incrementar a inovação no Brasil e permitir que o avanço chegue também às empresas de menor porte.

A implementação de IoT na indústria demanda uma mudança não só nos processos, mas também na cultura das organizações [que ainda concentram processos internos de inovação]”, diz o especialista para a reportagem.

Reportagem de Claudia Rolli para a Folha de São Paulo

Saindo da fase de pilotos com IoT

Afinal, o que esperar da IoT após a fase de pilotos?

Afinal, o que esperar da IoT após a fase de pilotos?

O mercado está cada vez mais perto de experimentar o enorme potencial da IoT para os negócios. Já existem vários cases de sucesso espalhados nos mais diversos setores que reportaram ganhos impactantes em produtividade, segurança e eficiência, após a consolidação da transformação digital em suas operações. Entretanto, a maioria das organizações ainda está saindo da fase de pilotos e iniciando a aplicação em escala das soluções de IoT.

E, como era de se esperar, isso traz à tona uma série de desafios que até agora estiveram escondidos na microesfera das Provas de Conceito.

Um recente estudo da empresa de consultoria Bain & Company de 2018 buscou justamente analisar quais os atuais desafios enfrentados por 600 executivos de tecnologia, como estão sendo administradas as expectativas do mercado em torno do potencial da Internet das Coisas e como os parceiros externos desenvolvedores dessas soluções estão atuando para transformar a realidade prática dos clientes.

Saindo da fase de pilotos, o mercado está otimista com a IoT no longo prazo

Os executivos entrevistados no recente estudo divulgado pela Bain deixaram claro a elevada expectativa de longo prazo em torno dos retornos esperados com a Internet das Coisas. Entretanto, quando se analisa um panorama de curto prazo, parece que os novos desafios precisam ser abordados com ainda mais atenção.

A fase de pilotos dos últimos anos deixou claro, especialmente para o setor industrial, que o aproveitamento pleno da IoT é um pouco mais desafiador do que o esperado. Até 2016, as empresas imaginavam auferir ganhos com mais facilidade. Mas devido à complexidade dos processos e especialmente da análise dos incontáveis dados extraídos da cadeia produtiva, ficou claro, em 2018, que é preciso ainda muito mais expertise para lidar com as novas tecnologias.

Leia também:
Histórias de Sucesso: V2COM e ENEL

As chamadas Provas de Conceito têm se mostrado mais desafiadoras e, nesse sentido, a atuação dos fornecedores externos tornou-se ainda mais importante. Afinal, é a partir da expertise comprovada deles que é possível tirar o máximo proveito das soluções desenvolvidas.

No gráfico abaixo, é possível analisar o progresso dessas expectativas ao longo dos últimos anos:

Fonte: Bain IoT Customer Survey 2016 e 2018

Como se nota, se no curto prazo o mercado viu as implantações como um desafio mais trabalhoso, é com vistas nas expectativas de longo prazo que esse esforço será compensado. O progresso na tecnologia de sensores, a conectividade 5G, o desenvolvimento em edge computing e, sobretudo, os mais de 20 bilhões de dispositivos esperados até 2020 deixam certo que a IoT é plataforma certa para gerenciar todo esse avanços.

Parceiros externos são a saída mais eficaz para consolidar a IoT

A pesquisa aponta que, para vencer esses desafios e consolidar as expectativas de longo prazo, as empresas devem confiar na capacidade técnica e inovadora dos desenvolvedores de IoT. Cada vez mais eles se comportam de forma ativa no processo de transformação digital, mergulhando na realidade de cada cliente com soluções que sejam comprovadamente eficazes, eficientes e capazes de gerar a mudança esperada.

Presentes tanto no planejamento estratégico quanto nas operações dos clientes, os fornecedores são peça-chave para mitigar as maiores preocupações dos executivos que estão lidando com as implantações. Entre elas, destacam-se a integração (em especial o conhecimento técnico necessário, a portabilidade de dados e os riscos de transição) e a segurança dos dispositivos. A pesquisa também descobriu que, à medida que uma organização se torna mais madura tecnologicamente, as preocupações com a segurança aumentam, de modo que o desafio continua a crescer progressivamente.

As questões acerca do ROI (Return on Investment) ficaram para trás, sobretudo após a consolidação da fase de pilotos dentro das organizações. Menos clientes estão preocupados com o aspecto financeiro dos projetos, justamente porque já está claro, com as implementações iniciais, que os retornos existem na prática e serão escalonados à medida que as soluções se expandam dentro das empresas.

Afinal, onde está sendo aplicada a IoT?

O gráfico abaixo, formulado a partir da pesquisa feita pela Bain em 2018, cruza as expectativas de fornecedores e clientes em relação às aplicações de IoT no mercado. Quanto mais para a direita e para cima, maior a compatibilidade entre eles:

Fonte: Bain

As soluções de gerenciamento de energia são um ponto interessante no gráfico. O mercado mostra-se bastante atraído por tecnologias dessa natureza, mas não encontram uma grande oferta de fornecedores especializados. Nessas situações, é ainda mais central a escolha do parceiro certo, visto que poucos deles estarão de fato aptos a suprir as necessidades de negócios.

Um outro ponto de destaque são as Smart Cities. Embora muito difundidas pela mídia nesses últimos meses, elas ainda não contam com expressivo foco por parte do mercado e dos fornecedores. E isso sugere que aqueles que se adiantarem às demandas estarão um passo à frente, visto que a transformação digital das cidades é apenas uma questão de tempo.

É unânime: o mercado de IoT está em plena ascensão

Apesar das barreiras e desafios apontados na fase de pilotos, a Internet das Coisas continua sendo a grande aposta. Os dados da Bain indicam que o desenvolvimento de soluções de software, hardware e sistemas, sobretudo nos setores de manufatura, infraestrutura, construção e Utilities, continua crescendo em ritmo acelerado e deve dobrar de tamanho, atingindo mais de US $ 200 bilhões até 2021. Dados semelhantes foram publicados por outros importantes centros de pesquisa e consultorias, como a Cisco, McKinsey, Gartner, Harbor Research e muitos outros.

Nessa jornada, um dos desafios mais centrais é encontrar empresas desenvolvedoras que consigam fornecer softwares cada vez mais robustos, sem perder de vista as necessidades particulares de cada setor e de cada organização.

Um outro grande diferencial são os parceiros que fornecem soluções ponta à ponta, integrando softwares e hardwares de tecnologia própria, sem perder de vista os protocolos mais avançados de segurança, um suporte técnico full-time extremamente eficiente e, claro, implantações rápidas, com baixo custo e coerentes com as necessidades de negócio dos clientes.

Sua empresa está pronta para a transformação digital?

Antes de tudo, entretanto, a Bain sugere algumas perguntas que os líderes de projetos de tecnologia devem se fazer para entender qual o grau de maturidade de sua empresa.

Então, vamos a elas:

  • Você está claro sobre o potencial que a IoT significa para sua empresa, em termos de receita, custo e qualidade?
  • Você tem um plano e os meios para vencer sua concorrência na IoT?
  • Você é capaz de dimensionar as Provas de Conceito da IoT em sua empresa?
  • Você tem um modelo operacional eficaz para apoiar a execução de seu plano?

V2COM: a solução mais inteligente em IoT

A V2COM consolidou-se no mercado nacional e internacional por ser um dos poucos fornecedores de soluções de IoT ponta à ponta. Através disso, garante um elevado grau de customização dos projetos que, assim, adequam-se com bastante profundidade às mais diferentes necessidades dos clientes.

Por desenvolver integralmente tanto hardware quanto software, a V2COM alcançou um padrão de tecnologia plenamente compatível com as inovações, integrando-se perfeitamente a diferentes realidades de forma bastante ágil.

Por consequência, os clientes passam pela fase de pilotos com bastante eficiência, alcançando a escalabilidade com segurança, em um curto intervalo de tempo.

A V2COM já conectou mais de 1.5 milhão
de dispositivos inteligentes
Assine nosso conteúdo

 

Conteúdo baseado na publicação da Bain & Company. Autores: Michael Schallehn, Christopher Schorling e Peter Bowen, Oliver Straehle