benefícios da IoT

Benefícios da IoT: escalabilidade X consumo de energia

Benefícios da IoT: escalabilidade X consumo de energia

Um dos maiores benefícios da IoT é sua capacidade de alcançar lugares remotos via sensores inteligentes. Por outro lado, a dificuldade de acessar esses locais e cumprir a rotina de manutenção pressupõe superar o desafio de garantir o fornecimento de energia constante para os dispositivos.

Substituir baterias de milhares de devices é uma tarefa bastante custosa, que pode inclusive inviabilizar muitos projetos de Internet das Coisas. A situação torna-se ainda mais crítica quando falamos de aplicações em locais de difícil acesso, como alguns cenários rurais, plataformas petrolíferas e fazendas eólicas.

Atualmente, já estão disponíveis no mercado diversas tecnologias que buscam elevar a autonomia dos sistemas de IoT. Entretanto, com a ascensão exponencial do número de dispositivos, o gerenciamento e o fornecimento de energia ainda representam um grande desafio a ser superado.

Internet das Coisas: maior ou menor consumo de energia?

Uma das mais importantes finalidades da Internet das Coisas é elevar a eficiência energética de equipamentos e indústrias através do monitoramento inteligente, diminuindo os custos de operação e a pegada ambiental. Por outro lado, o crescente número de dispositivos projetado para os próximos anos (mais de 50 bilhões, até 2020, segundo o Grupo de Internet das Coisas da Cisco) representa uma elevação importante no consumo de energia.

Segundo um recente estudo comandado por Anders S.G. Andrae, da Huawei, se não houver avanços significativos em eficiência energética, as indústrias de Tecnologia da Informação & Comunicação (TIC) poderiam consumir 20% de toda a eletricidade do mundo, até 2025, e serem responsáveis por até 5,5% das emissões de carbono.

benefícios da IoT
Fonte: "Total Consumer Power Consumption Forecast", Anders S.G. Andrae

Para superar essa aparente trade-off entre o aumento no número de dispositivos de IoT e a necessidade (social e ambiental) de diminuir o consumo de energia, as Smart Grids já são capazes de gerenciar sistemas de geração e distribuição bastante inteligentes. Elas contam com tecnologias de balanceamento e queda de tensão, corte de picos e armazenamento de energia, que ajudam a equilibrar a intermitência da geração renovável com as demandas que os consumidores colocam sobre as redes.

Design Inteligente de Hardware: garantia de menor consumo de energia

A dissipação de energia durante o trabalho dos microprocessadores dos dispositivos de IoT é um outro fator que diretamente impacta a eficiência energética.

Por essa razão, o design de hardware está diretamente ligado à capacidade de ampliar os benefícios da Internet das Coisas, sobretudo no que se refere ao desafio de implementar um sistema integrado com um maior número de transistores, sem perder de vista a relação sustentável do consumo de energia.

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O crescimento na quantidade de transistores está diretamente ligado à expansão dos dispositivos conectados de IoT, e seu custo de fabricação é cada vez menor. Há alguns anos, a The Economist apresentou uma comparação pela qual seria possível produzir até 125.000 transistores com o preço de um único grão de arroz. Se atualizarmos essa proporção a valor presente, certamente o número será ainda mais impressionante.

Produção Global de Transistores
Fonte: Semiconductor Industry Association

Em razão dessa elevada demanda e do baixo custo de produção, a necessidade de otimizar a quantidade de transistores incorporados a um projeto de IoT não era considerada um grande problema. Entretanto, o crescimento exponencial dos dispositivos nos últimos anos fez com que o consumo de energia dos sistemas passasse a ser considerado com muito mais atenção. Por sinal, quanto maior o consumo, menor tende a ser a vida útil das soluções.

Como consequência, o planejamento dos projetos de Internet das Coisas atuais atenta-se fortemente aos fatores que podem elevar a dissipação de energia. O design de hardware e o número de transistores incorporados aos sistemas são apenas um dos aspectos analisados para otimizar a performance global dos sistemas.

Sistemas de IoT autossuficientes: uma realidade cada vez mais próxima

Um sistema de IoT ideal é aquele capaz de manter a própria autonomia energética. Embora ainda não seja uma realidade prática no mercado, estamos cada vez mais próximos de atingir esse cenário, haja visto uma série de inovações que estão surgindo nos últimos anos.

Segundo Andy Stanford-Clark, CTO da IBM na Irlanda e Reino Unido, devemos esperar cada vez mais dispositivos que consigam se alimentar com a energia do ambiente, tal como ondas de rádio, vibrações de máquinas, veículos, calor e energia solar.

Espera-se com isso que a demanda de energia para manter os dispositivos funcionando caia ao longo do tempo e a troca de baterias seja cada vez mais espaçada (hoje já são comuns baterias com duração de 10 anos).

Além disso, a expansão no uso de sistemas de comunicação de baixa potência, como BLE (Bluetooth Low Energy) e LoRa, também têm contribuído para desafogar o consumo de energia sem comprometer a performance.

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A implantação de sensores inteligentes também está diretamente ligada ao aumento de performance operacional. São inúmeros os casos práticos que comprovam sua capacidade de reduzir o desperdício de energia, sobretudo em ambientes industriais, através da otimização de processos.

Os sensores podem ser acoplados a ativos de chão de fábrica, por exemplo, e permitem que a empresa colete dados em tempo real, comunicando todos os equipamentos que ela deseja integrar ao sistema de IoT. Com isso, cria-se uma imagem tridimensional da instalação operacional, tornando muito mais fácil o controle de atividades e a correção de desvios.

Os sensores inteligentes estão diretamente ligados à maximização dos benefícios da IoT. Eles monitoram uma variedade de funções, como o uso de iluminação, temperatura, umidade e níveis de atividade das máquinas. Quando integrados a um sistema finamente desenhado para otimizar a eficiência energética, eles potencializam resultados não apenas em termos de redução de custos, mas também de geração de receita e, claro, sustentabilidade.

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tecnologias na agricultura

Tecnologias na Agricultura ajudam setor a crescer apesar da pandemia de covid-19

Tecnologias na Agricultura ajudam setor a crescer apesar da pandemia de covid-19

A agricultura brasileira tem apresentado bom desempenho mesmo diante da pandemia de covid-19. Projeções indicam que o setor deve crescer até 3% em 2020. Oportunidades no mercado internacional e a aplicação sistemática de tecnologias na agricultura explicam a boa performance.

Um dos maiores destaques são os números da safra deste ano. Devemos alcançar 250 milhões de toneladas de grãos, um recorde histórico. Essa produção não apenas supre o mercado nacional (bastante aquecido devido ao maior fluxo de compras durante o isolamento social), mas também garante aumento nas exportações. Muitos mercados estrangeiros têm enfrentado problemas de produção e desabastecimento interno em razão da pandemia.

https://www.youtube.com/watch?v=rRup4LgcNBk

O Brasil é um dos principais produtores de alimentos do mundo. E isso não se deve apenas à extensão territorial, solos férteis e climas amenos: o investimento pesado em tecnologias na agricultura nos últimos anos tem sido fundamental para tamanho sucesso.

Com inovação, vencemos pouco a pouco uma série de desafios logísticos que marcam o trajeto entre o campo e a cidades. Além disso, a transformação digital das operações e da gestão das fazendas garante aumento de eficiência, redução de custos, uso mais sustentável de insumos, além de novas oportunidades de negócios.

Tecnologias na Agricultura 4.0

A chamada Agricultura 4.0 é o resultado da aplicação conjunta e sistemática de uma série de soluções digitais, entre elas o uso de aplicativos, robótica, Internet das Coisas, imagens de satélite, sensores e drones.

Segundo o Ministério da Ciência e Tecnologia, o uso de soluções de IoT no agro brasileiro movimentará entre US$ 5 bilhões e US$ 21 bilhões, até 2025. Além disso, as chamadas smart farms alcançarão aumento de até 25% na produtividade e redução de 20% no uso de insumos, segundo pesquisa da McKinsey encomendada pelo BNDES.

Já é bastante sabido que essas tecnologias são um divisor de águas quando o assunto é eficiência produtiva. Mas suas possibilidades de aplicação crescem a cada dia, sobretudo com o incremento da conectividade nas regiões rurais mais afastadas.

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Para citar apenas alguns dos usos, a Agricultura 4.0 permite executar com máxima acuracidade o planejamento da produção, a gestão inteligente da propriedade, o monitoramento em tempo real das tarefas, as certificações de origem, a irrigação inteligente, a segurança sanitária e a rastreabilidade da frota e dos alimentos.

A inovação digital é também peça chave quando o assunto é sustentabilidade, pois uma agricultura mais precisa evita desperdícios. Ao mapear uma fazenda, é possível mensurar a umidade, PH, temperatura e nutrientes do solo, de tal forma que o agricultor passa a aplicar a quantidade exata de água, fertilizantes e pesticidas necessários para cada região da produção. Com isso, aumenta-se o rendimento ao mesmo tempo em que se reduzem o impacto ambiental e os custos com a manutenção de ativos.


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projetos de Smart Grid

América do Sul foca em projetos de Smart Grid para diminuir perda de energia

América do Sul foca em projetos de Smart Grid para diminuir perda de energia

A América do Sul é região de destaque, entre os mercados emergentes, no desenvolvimento de projetos de Smart Grid para os próximos anos.

As distribuidoras e concessionárias sul-americanas já têm obtido grandes resultados com medição inteligente e, agora, partem para uma nova fase de implementações ainda maiores. Enel, Celesc, Neoenergia, são apenas algumas das empresas do setor que têm investido pesadamente nessas novas tecnologias.

Em oito dos doze países sul-americanos, os projetos de Smart Grid já são realidade e cinco deles possuem metas regulatórias para medição inteligente no futuro. O Brasil continua sendo o líder da região, com implementações contínuas e um mercado de IoT bastante aquecido e estruturado.

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Celesc usa IoT e reduz perdas milionárias com fraude

Chile, Colômbia e Uruguai também caminham a passos largos nessa jornada, já tendo lançado planos de implementação em escala e metas regulatórias desde o final de 2017. Os países ainda estruturaram importantes planos para o desenvolvimento e a incorporação das tecnologias de Smart Grids, com vultosos investimentos já mapeados.

Projetos de Smart Grid visam reduzir perdas não técnicas

Segundo Ben Gardner, presidente do Northeast Group — empresa norte-americana de inteligência de mercado voltada à infraestrutura —, entre os principais motivadores que alavancam o potencial de novos projetos, destaca-se o grande esforço em diminuir as perdas não técnicas. A taxa de perda regional de transmissão e distribuição (T&D) atinge quase 15% e está entre as mais altas do mundo.

Grandes economias em curto e médio prazo são verificadas pelas empresas que já adotam as tecnologias de medição inteligente, o que acaba por estimular outras do setor a seguirem o mesmo caminho. Com isso, otimizam-se importantes somas em recursos (financeiros e ambientais), que podem inclusive reverberar aos consumidores finais na forma de tarifas mais baixas.

Projeções recentes indicam que o mercado total de infraestrutura e projetos de Smart Grid na América do Sul alcançará o valor acumulado de US$ 20,1 bilhões, até 2027*. Desse total, mais de US$ 10,2 bilhões serão obtidos apenas com os projetos de medição inteligente.

Menos despesas e mais eficiência operacional

Embora aconteça em ritmos diferentes a depender do setor, a transformação digital é uma realidade unânime entre as utilities de todo o mundo. Ganhos como o aumento de eficiência operacional, melhoria na experiência do consumidor e agilidade na inovação (e consequente ganho em competitividade) são apenas alguns dos fatores que têm transformado esse mercado.

Dados do McKinsey Global Institute apontam que a transformação digital cria importante valor para as utilities. Entre eles, destacam-se:

  • redução de até 25% em despesas operacionais;
  • aumento de performance entre 20% e 40%, especialmente em áreas como segurança e satisfação do consumidor;
  • aumento no lucro.

Gestão de eficiência energética ainda precisa melhorar no Brasil

A geração e o consumo de energia elétrica estão entre os maiores entraves contra a alavancagem produtiva da indústria brasileira. Um recente estudo elaborado pelo American Council for an Energy-Efficient Economy colocou o Brasil entre os últimos cinco colocados de uma lista com 25 países, no que se refere às políticas públicas e práticas empresariais para a gestão eficiente de energia.

Entre as principais razões que explicam o baixo desempenho brasileiro destaca-se o investimento insuficiente em inovação. Apenas para comparar, enquanto direcionamos cerca de 191 milhões de dólares por ano para projetos de eficiência energética, a Alemanha já ultrapassou o montante de 2,5 bilhões de dólares, ou seja, cerca de 13 vezes mais.

Case de Sucesso:
Elektro reduz 60% no custo de leitura com solução V2COM

O desperdício de energia é também um outro importante ponto de atenção. Dados recentes divulgados pela ABESCO (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia) mostram que, entre 2014 e 2016, o Brasil desperdiçou o equivalente a 140% do montante anual gerado pela usina de Itaipu. São mais de 60 bilhões de reais que poderiam ter sido salvos caso tivéssemos investido mais pesadamente em tecnologia.


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*Os dados podem sofrer alterações em razão da pandemia do novo coronavírus


indústria de petróleo e gás

Indústria de Petróleo e Gás: 3 aplicações da IoT

Indústria de Petróleo e Gás: 3 aplicações da IoT

A indústria de petróleo e gás tem enfrentado importantes desafios nos últimos anos. A queda do preço do barril provocada por mudanças nos padrões de demanda, a maior complexidade para explorar novos campos e o crescimento exponencial do volume de dados envolvido nas atividades impulsionaram uma mudança no olhar estratégico e operacional do setor.

Nesse redesenho, as soluções digitais tornaram-se fundamentais para aumentar a competitividade das empresas, sem perder de vista a segurança dos trabalhadores envolvidos nas operações, o maior cuidado para mapear, evitar e combater danos ambientais e ainda criar novos modelos de negócios que atendam a constante flutuação de demanda e preços.

IoT: peça-chave para a indústria de petróleo e gás

A Research and Markets defende que a Internet das Coisas (IoT) é uma das mais potentes aliadas do setor de petróleo e gás. Ao integrar softwares robustos para análise de dados a dispositivos equipados com sensores, a IoT é capaz de gerar um novo horizonte de insights que, em tempo real, permitem automatizar processos, antes manuais, supervisionar à distância diferentes etapas da linha de produção e, claro, elevar a segurança do setor, desde a extração até a distribuição. Não à toa, o mercado global de Internet das Coisas voltado à indústria de petróleo e gás promete mobilizar, até 2023, mais de 39,4 bilhões de dólares.

Entre as principais demandas que podem ser atendidas por essa tecnologia estão a manutenção preventiva, que evita paralisações inesperadas, o monitoramento das instalações, sobretudo em regiões de difícil acesso, e a segurança dos processos, resguardando os trabalhadores de riscos e exposições inerentes à atividade.

https://www.youtube.com/watch?v=9mH0MYOHF2A

Ainda, a IoT garante o gerenciamento das frotas e dos demais ativos envolvidos em toda a cadeia produtiva, o monitoramento das tubulações, o mapeamento de zonas mais suscetíveis a danos ambientais e o alerta e correção imediatos de intercorrências das mais diversas naturezas que porventura ocorram.

1. Monitoramento remoto e rastreamento

Números da Research and Markets apontam que, por ano, o setor de petróleo e gás perde até 8 bilhões de dólares em tempo não produtivo, já que os engenheiros passam ao menos 70% de seu tempo procurando dados e trabalhando em sua manipulação.

Com a conexão em rede de vários sistemas e o envio programado de informações a partir de um número ilimitado de dispositivos, é possível extrair e processar dados em tempo real que serão base para a tomada de decisão automática e inteligente das plataformas de IoT conectadas às operações.

Elas são capazes de otimizar o tempo de trabalho dos profissionais técnicos e auxiliá-los no gerenciamento de crises, especialmente diante do mau funcionamento de equipamentos ou de qualquer tipo de problema que necessite de reparação quase imediata.

Esse aumento de eficiência operacional não apenas é importante para aumentar a segurança dos processos, mas também diminui custos que, ainda no curto prazo, são fundamentais para elevar a competitividade das empresas.

2. Verificação de equipamentos e manutenção preventiva

Todos os anos, vultosos investimentos são direcionados à aquisição de ativos altamente específicos para suprir as necessidades operacionais da indústria de petróleo e gás. Muitas vezes, a compra de equipamentos novos deve-se a erros progressivos de manutenção que acabam sobrecarregando seu funcionamento e diminuindo a performance.

Uma simples falha em uma bomba de extração, por exemplo, pode custar até 300 mil dólares por dia. Já as pausas não programadas das refinarias por motivos técnicos chegam a comprometer 20 bilhões de dólares da indústria todos os anos, algo estimado em 5% do custo de produção.

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Esse expressivo comprometimento de receita, entretanto, tem sido aliviado pela manutenção preventiva propiciada pela IoT. A análise inteligente de dados e o rastreamento em tempo real das falhas operacionais são um dos grandes benefícios reportados pelas empresas do setor após redesenharem o esquema de manutenção de seus ativos.

As plataformas de IoT são programadas para enviar alertas sempre que um equipamento esteja com necessidade de manutenção. Essa programação toma como base o cruzamento de uma série de dados históricos que, cruzados de forma inteligente, permitem prever falhas antes mesmo que aconteçam. Com isso, evitam-se paradas repentinas e extremamente custosas.

Os sinais de alerta, customizáveis para cada etapa da linha produtiva, melhoram a eficiência dos equipamentos que passam a contar com um tempo de vida útil maior. Desse modo, diminuem-se os investimentos necessários para novas aquisições.

3. Ambiente Sustentável

Acidentes ambientais, como explosões das plataformas de petróleo e vazamentos de resíduos nos oceanos, podem ser evitados, ou ao menos rastreados com máxima celeridade, através das tecnologias de IoT. Ao identificar danos ambientais com mais agilidade e programar respostas automáticas durante as crises, controla-se com muito mais eficiência o impacto negativo sobre o meio ambiente.

A segurança proporcionada pelas tecnologias digitais não apenas resguarda os recursos naturais e as comunidades próximas às zonas de exploração, mas também os trabalhadores envolvidos nas atividades de exploração. E isso, em termos financeiros, representa um enorme volume de dinheiro salvo pelas companhias que seria direcionado para reparar os danos ambientais e para as indenizações trabalhistas.

O que esperar da IoT no setor de petróleo e gás por região do globo?

A Research and Markets aponta que, em termos tecnológicos, as indústrias de petróleo e gás da América do Norte estão na vanguarda em comparação a outras regiões do planeta. Em 2017 e 2018, foi especialmente nos Estados Unidos e no México onde ocorreram os principais investimentos em Internet das Coisas.

O mercado europeu, por sua vez, que já aplica essas tecnologias de forma bastante sólida há anos, espera contar com ainda mais investimentos em IoT, sobretudo nos países da Europa Central. A região é marcada pelo apoio positivo dos governos a esse tipo de inovação que, em parceria com a iniciativa privada, busca atender uma nova dinâmica de mercado imposta nos últimos anos.

Mas é na Ásia, sobretudo na linha do Pacífico, que se espera o crescimento mais acelerado da Internet das Coisas, nos próximos anos. O mercado asiático para a indústria de petróleo e gás está bastante aquecido, especialmente pelo desenvolvimento de economias importantes da região, como Cingapura, Índia e Malásia.

Esses locais, sem deixar de lado a grande China, são vistos como pólos estratégicos para investimentos em IoT, sobretudo devido ao amadurecimento de um gigantesco mercado consumidor que elevará o consumo de energia a padrões jamais vistos.


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low touch economy

Low Touch Economy: agricultura brasileira já está preparada, apontam analistas

Low Touch Economy: agricultura brasileira já está preparada, apontam analistas

A agricultura brasileira está preparada para a chamada Low Touch Economy. É essa a opinião de Guy de Capdeville, diretor de P&D da Embrapa, e de Nelson Ferreira, sócio-sênior da McKinsey, em debate promovido pelo programa AgEvolution do Canal Rural.

Low Touch Economy é o termo utilizado para o fluxo de capital que não depende de contato entre os agentes da cadeia produtiva e desses com os consumidores finais. Esse modelo de negócio, que já vinha se expandindo nos últimos anos, voltou a ser destaque em razão da pandemia do novo Coronavírus.

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Segundo Guy e Nelson, a agricultura brasileira é um dos setores que mais incorporaram a inovação nos últimos anos. Da colheita à distribuição, os processos estão cada vez mais automatizados e inteligentes, sobretudo com o advento de novas tecnologias de conectividade.

Na produção animal, esses avanços são ainda mais importantes, pois não apenas impactam positivamente a produtividade, mas também garantem níveis mais altos de segurança sanitária. A automação diminui a necessidade de contato físico entre seres humanos e animais, evitando a transmissão de uma série de doenças, muitas delas de rápida propagação, como as gripes suína e aviária.

Low Touch Economy: agricultura brasileira X norte-americana

Um recente estudo da McKinsey apontou que a agricultura brasileira é mais automatizada que a norte-americana. Foram entrevistados 750 agricultores de 11 estados brasileiros, durantes os meses de janeiro e fevereiro deste ano.

Segundo Nelson Ferreira, a pesquisa mostra que a digitalização do campo no Brasil é maior que a dos EUA e que os agricultores brasileiros são mais receptivos a novas tecnologias: 36% deles fazem uso de ferramentas digitais, enquanto entre os norte-americanos são apenas 24%.

Nelson explica que essa diferença pode ser justificada pelo perfil mais jovem entre os agricultores brasileiros. Em algumas culturas, como de algodão e grãos no Cerrado, 80% dos tomadores de decisão das fazendas estão abaixo dos 45 anos de idade.

https://www.youtube.com/watch?v=cp6-Hc-jqfc

Os analistas acreditam que diante da pandemia, esses números devem crescer ainda mais. O setor agropecuário mantém-se forte, mesmo diante dos desafios econômicos por que o Brasil passa. O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro cresceu 2,42% no acumulado de janeiro e fevereiro de 2020 em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Além disso, entre os agropecuaristas brasileiros há uma forte cultura de apoio à ciência e à inovação tecnológica. As fazendas são receptivas a novas possibilidades que agreguem valor e segurança à produção. Não à toa o Brasil é o terceiro maior exportador agrícola mundial, com crescimento consistente no mercado internacional ano após ano.


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14,7% da energia produzida no Brasil são perdidos na distribuição

14,7% da energia produzida no Brasil são perdidos na distribuição

A produção de energia limpa a partir da mesma matriz energética é um desafio comum à maioria dos países. Pesquisas indicam que ao menos 25% do total de gases do efeito estufa seriam resultado do processo de geração de energia com base não renovável.

No Brasil, embora a matriz elétrica seja aproximadamente 86% renovável, observa-se que grande parte do que é gerado e transmitido sofre com as chamadas perdas técnicas e não técnicas, antes de chegar ao destino final. De acordo com a IBM, 14,7% do total de energia produzida no país são dissipados no processo de distribuição. Em algumas regiões, esse montante pode alcançar 40%.

Segundo a ANEEL:

  •  Perdas Técnicas são aquelas inerentes ao transporte da energia elétrica na rede, relacionadas à transformação de energia elétrica em energia térmica nos condutores (efeito joule), perdas nos núcleos dos transformadores, perdas dielétricas, etc. Podem ser entendidas como o consumo dos equipamentos responsáveis pela distribuição de energia.
  • Perdas Não Técnicas correspondem à diferença entre as perdas totais e as perdas técnicas, considerando, portanto, todas as demais perdas associadas à distribuição de energia elétrica, tais como furtos de energia, erros de medição, erros no processo de faturamento, unidades consumidoras sem equipamento de medição, etc. Esse tipo de perda está diretamente associado à gestão comercial das distribuidoras.
perdas de energia
Esquema de cálculo de perdas de Energia Elétrica (ANEEL)

Seja pela necessidade de implantar um modelo distribuído, com a inclusão de fontes mais limpas (como energia solar e eólica), seja para diminuir as perdas técnicas e não técnicas, as chamadas Smart Grids têm sido a grande aposta para conferir mais inteligência à produção, distribuição e consumo de energia.

Vantagens das Smart Grids para as concessionárias de energia

As Smart Grids são uma nova arquitetura de redes de energia elétrica, que integra e possibilita ações a todos os usuários a ela conectados. Elas fazem uso de tecnologia de ponta, como a Internet das Coisas (IoT), e permitem a transmissão e a distribuição de energia de forma descentralizada, com base em informações em tempo real ao longo de toda a cadeia.

Segundo a Abradee (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica), as redes elétricas inteligentes devem atender cerca de 74,4 milhões de usuários no Brasil, até 2030. E isso trará impacto positivo direto para as concessionárias de energia.

Com as Smart Grids, é possível identificar instantaneamente qualquer possível queda no fornecimento da rede e tomar as medidas necessárias de forma remota para restabelecer o fornecimento. Esse mecanismo não apenas diminui os custos com o deslocamento de equipes para o local da queda, mas também ajuda a prevenir fraudes e a controlar perdas de energia, bastante comuns no Brasil.

Case de Sucesso:
Elektro reduz 60% do custo de leitura com tecnologia V2COM

Atualmente, 15% de cada 100 quilowatts (kW) produzidos no país são perdidos entre a geração e o consumo, segundo dados do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Com a medição inteligente, aumenta-se a precisão para identificar esses pontos de escape, de tal forma que com o mesmo nível de produção atual seja possível atender ao número crescente de consumidores com o desenvolvimento dos centros urbanos.

Outra importante vantagem das redes inteligentes é a possibilidade que elas conferem às concessionárias de mapearem as características de consumo dos clientes, facilitando o planejamento do sistema como um todo. Para que isso seja possível, será necessário substituir os atuais medidores eletromecânicos por versões digitais, que transmitem os dados em tempo real por meio de cabos de fibra ótica ou redes sem fio, sem a necessidade de deslocar técnicos para a medição pessoal.

E quais são as vantagens para os consumidores?

O sistema de Smart Grids também confere inúmeras vantagens aos consumidores. Com os medidores inteligentes, os clientes poderão acompanhar de perto e em tempo real o consumo. Isso confere mais autonomia para ajustarem hábitos e até mesmo reduzir o valor das contas, o que é interessante em termos financeiros e ambientais.

Além disso, as redes inteligentes criam uma nova dinâmica de mão dupla, em que os consumidores atuam como receptores e pequenos produtores de energia. Se, por exemplo, uma residência fizer uso de painéis solares e consumir menos energia do que produz, ela poderá armazenar (e até mesmo vender) o excedente por meio das Smart Grids conectadas à rede elétrica.

https://www.youtube.com/watch?v=1T-CKJpoMD4

Outro avanço é que o estabelecimento de diferenças tarifárias ao longo do dia tornará possível escolher o melhor horário para utilização dos equipamentos elétricos que consomem mais energia, como chuveiros e ferros de passar, por exemplo. No Brasil, desde 1º de janeiro deste ano, a opção pela tarifa branca tornou-se disponível para todas as unidades consumidoras conectadas em baixa tensão (como residências e pequenos comércios).

Esse é um passo importante para estimular o consumo consciente, que certamente fará ainda mais sentido quando as Smart Grids alcançarem a população brasileira em larga escala.


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