Três armadilhas contra a transformação digital das Utilities

Três armadilhas contra a transformação digital das Utilities

De acordo com a McKinsey, a transformação digital das Utilities pode levar à redução de até 25% em despesas operacionais e ganhos entre 20 e 40% em áreas como segurança, confiabilidade, satisfação do usuário e compliance.

transformação digital utilities
Fonte: McKinsey

No entanto, para que as Utilities potencializem esses feitos é preciso desempenhar um esforço estratégico contínuo em relação à aplicação de recursos (financeiros, tempo, mão de obra, etc) e, sobretudo, dar especial atenção às potenciais falhas que enfraquecem as iniciativas de transformação digital.

James McClelland, Diretor Global de Marketing na vertical de Utilities e Energia da SAP, falou em entrevista à Utility Dive, quais são as três principais armadilhas que podem atrapalhar o desempenho dessa jornada.

Armadilha 1: Não alcançar o devido suporte dos executivos C-level

Seja apenas um esforço isolado ou um projeto estruturante de transformação digital, é sempre necessário que o corpo diretivo das Utilities esteja devidamente engajado com a mudança e, sobretudo, seja capaz de envolver todos os profissionais necessários para que ela aconteça na prática.

Isso porque iniciativas dessa natureza certamente impactarão outras frentes de negócios, até mesmo aquelas de menor alcance. Sem o devido gerenciamento e a comunicação efetiva dos executivos C-level, provavelmente ocorrerão ruídos ao longo das fases de implementação das mudanças que, se não resolvidos a tempo, podem minar todas as expectativas advindas dos esforços digitais.

A liderança estratégica, nesse sentido, tem um papel crucial como catalisadora da mudança de maneira ampla e irrestrita. É ela que possui a visão global sobre os resultados esperados e os esforços necessários e, portanto, é a mais gabaritada para engajar todo o time que está sob sua liderança. Sem ela, o impacto positivo, quando acontece, é de pequena extensão e dificilmente escalável.

Armadilha 2: Focar apenas em modelos de ROI de curto prazo

Está claro que a transformação digital pressupõe investimentos e, como tal, espera retornos financeiros. Embora seja claramente possível auferir ganhos em curto espaço de tempo com a implementação correta e estrutural de novas tecnologias, é importante que todo o esforço seja entendido de modo contínuo e estratégico. Afinal, o impacto (inclusive financeiro) mais relevante vem no médio e longo prazos.

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Embora varie conforme a gestão, é comum encontrarmos no mercado empresas com foco em KPI's financeiros de curto prazo, constantemente revistos em intervalos de três ou seis meses. Se por um lado eles são importantes por uma série de razões que indicam o sucesso da tomada de decisão passada, por outro podem limitar e subestimar o enorme potencial por trás das iniciativas digitais das Utilities.

Assim, é preciso que a gestão dos projetos leve em conta outras métricas, sobretudo digitais, que, somadas aos KPI's de curto prazo, levem a um entendimento mais amplo sobre o que é considerado sucesso (ou não) e qual o tempo necessário para chegar a esse tipo de conclusão.

Entre os possíveis indicadores que podem ser incluídos na análise digital estão a extensão de uso das novas tecnologias disponibilizadas aos colaboradores e consumidores, o tempo necessário para o desenvolvimento de novos produtos, serviços e soluções a partir das inovações em infraestrutura implementadas e a percepção sobre o grau de satisfação dos clientes (seja na esfera B2C, seja na B2B). O custo ou taxa de aquisição do cliente, assim como a produtividade ou receita por funcionário também são parâmetros sólidos para a transformação digital.

Armadilha 3: não se desapegar dos modelos tradicionais de negócios

Cada vez mais, independente do segmento de mercado, os consumidores desejam desfrutar de uma experiência de consumo em que haja possibilidade de escolha e responsabilidade socioambiental. A tendência é que as Utilities afastem-se do papel de meras fornecedoras de commodities e assumam uma posição fundamental para o desenvolvimento sustentável nas próximas décadas.

As novas soluções tecnológicas que estão sendo incorporadas por essas empresas deu-lhes a oportunidade de desvendarem um novo mundo de negócios, com infinitas possibilidades, inclusive unindo a oferta de energia proveniente de fontes renováveis e não-renováveis.

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Na Austrália e em alguns países da Europa, por exemplo, empresas de gás já permitem que os usuários acumulem pontos, apenas por pagarem suas contas em dia, e os utilizem para adquirir outros produtos e serviços. Outras companhias, por sua vez, optaram por informar o consumidor final, deixando-lhe plenamente ciente de todas as etapas que compõem a cadeia de geração, armazenamento e distribuição, seja de água, gás ou energia. Desse modo, as pessoas sentem-se incluídas às iniciativas digitais e passam a adotar padrões de consumo ainda mais alinhados com seu grau de engajamento e responsabilidade com as questões socioambientais.

Isso tudo, claro, só é possível porque, atrás de toda a complexa operação das Utilities, existe o protagonismo de tecnologias de alta performance, que geram insights a partir de dados até pouco utilizados na tomada de decisão. Foi dessa análise e da automação dos processos que surgiu a inteligência necessária para uma nova formatação de modelos de negócios que estão impactando as empresas, seus consumidores e o meio ambiente.

 

 

 


Plano Nacional de Internet das Coisas

Decreto institui o Plano Nacional de Internet das Coisas. Como fica o Fistel?

Decreto institui o Plano Nacional de Internet das Coisas. Como fica o Fistel?

Nesta quarta-feira (26), foi instituído o Plano Nacional de Internet das Coisas e criada a Câmara de Gestão e Acompanhamento do Desenvolvimento de Sistemas de Comunicação Máquina à Maquina e Internet das Coisas (Câmara IoT), através do decreto presidencial 9.854/2019.

O decreto define a IoT como uma "infraestrutura que integra a prestação de serviços de valor adicionado com capacidades de conexão física ou virtual de coisas com dispositivos baseados em tecnologia da informação e comunicações existentes e nas suas evoluções, com interoperabilidade".

De acordo com o texto, o Plano tem como finalidade implementar e desenvolver a Internet das Coisas no Brasil, “com base na livre concorrência e na livre circulação de dados, observadas as diretrizes de segurança da informação e de proteção de dados pessoais”.

Fica a cargo do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) a coordenação dos projetos cujo objetivo seja facilitar a implementação do Plano. Ainda, caberá à Anatel a fiscalização dos sistemas de telecomunicações, considerando as normas do MCTIC , além da definição de questões tributárias ligadas à IoT.

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O Plano Nacional de Internet das Coisas  lista como objetivos a melhoria da qualidade de vida; promoção de ganhos de eficiência e geração de empregos; aumento de produtividade e fomento à competitividade das empresas brasileiras e a busca por mais parcerias entre o setor público e o privado.

Áreas priorizadas pelo Plano Nacional de Internet das Coisas

O Plano Nacional de IoT prioriza as áreas da saúde, cidades, indústrias e rural. A indicação dos temas está por conta de um ato do MCTIC e sua respectiva priorização seguirá critérios de oferta, demanda e capacidade de desenvolvimento local.

Além disso, o plano de ação para identificar soluções e viabilizar os objetivos listados deverá estar alinhado com a Estratégia Brasileira de Transformação Digital, disposta no decreto 9.319/2018. Os temas abordados estão ligados à:

  • Ciência, tecnologia e inovação;
  • Inserção internacional;
  • Educação e capacitação profissional;
  • Infraestrutura de conectividade e interoperabilidade;
  • Regulação, segurança e privacidade;
  • Viabilidade econômica.

Câmara IoT

A Câmara de Gestão e Acompanhamento do Desenvolvimento de Sistemas de Comunicação Máquina a Máquina e Internet das Coisas, que resumidamente pode ser chamada apenas de Câmara IoT, será responsável por monitorar e assessorar a implementação do Plano Nacional de IoT.

Compete à Câmara as seguintes funções:

  • Monitorar e avaliar as iniciativas de implementação do Plano;
  • Promover e fomentar parcerias entre entidades públicas e privadas;
  • Discutir os temas do plano com órgãos e entidades públicas;
  • Apoiar e propor projetos mobilizadores;
  • Atuar com órgãos e entidades públicas para estimular o uso e o desenvolvimento de soluções de IoT.

Como colegiado não deliberativo, as reuniões e votação de matérias da pauta dispensam o quórum mínimo. A Câmara IoT será presidida pelo MCTIC e terá a participação dos ministérios da Economia, Agricultura, Saúde e Desenvolvimento Regional.

E, afinal, o que acontecerá com o Fistel?

O Fistel é uma das questões centrais quando o assunto é a viabilidade da tecnologia no Brasil. Entretanto, essa questão ainda não está clara no decreto. Decisões e definições futuras ainda serão necessárias para que, enfim, cheguemos a uma decisão definitiva sobre sua incidência.

Do jeito como a IoT está definida no documento — uma infraestrutura pela qual são disponibilizados serviços de valor adicionado (SVA) — ainda permanece a dúvida se o sistema inteiro e suas variadas aplicações seriam impactadas por uma abordagem tributária única. Por essa razão, nenhuma definição foi firmada a respeito do Fistel e das dúvidas entre a incidência de ICMS ou ISS.

Mesmo assim, é importante destacar que continua em tramitação o PL 7.656/2017. Ele reduz a zero o valor da Taxa de Fiscalização de Instalação (TFI), da Taxa de Fiscalização de Funcionamento (TFF), da Contribuição para o Fomento da Radiodifusão Pública (CFRP) e da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica (Condecine) para a IoT. A proposta já foi aprovada na Comissão de Finanças e Tributação e na de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara e aguarda apreciação na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, desde maio.

Acompanhe o caso do PL 7.656/2017

Uma outra questão tributária que permanece nebulosa refere-se à Taxa de Fiscalização de Instalação. O art. 8º do decreto cita o art. 38º da Lei 12.715/2012, que dispõe sobre o valor dessa taxa para sistemas de comunicação M2M. Pela referida lei, o valor fixado está em R$ 5,68.

Esse artigo é regulamentado pelo Decreto 8.234/2014, que definiu os sistemas M2M como dispositivos sem intervenção humana (chamado de M2M Especial). Entretanto, este último decreto 8.234 foi revogado no Art. 10º do novo decreto que institui o Plano Nacional de IoT. Pelo novo texto, como dito, cabe à Anatal regulamentar e fiscalizar os sistemas de Internet das Coisas, seguindo as normas do MCTIC.

Assim, ainda ficou aberta a possibilidade do ministério dispor sobre regras complementares para implantar o Plano. Analistas tributários acreditam que será necessária uma nova regulamentação sobre tributos para a área, dadas as indefinições presentes no decreto.

Para ler o documento na íntegra, clique aqui.


Agricultura - Dados

O que falta para a Agricultura deslanchar? Dados!​

O que falta para a Agricultura deslanchar? Dados!​

Segundo Ranveer Chandra, cientista-chefe global da Azure, a agricultura ainda é a área que mais resiste na aplicação de algumas tecnologias, como Big Data, Internet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial.

“Um estudo mostra que, entre 23 setores, a agricultura está na última posição em termos de transformação digital. Conexão é o maior desafio do agronegócio. Precisamos desses dados para fazer uso das tecnologias disponíveis" disse à Época Negócios.

Chandra ainda comentou sobre as dificuldades de aplicar novas tecnologias no campo, e sobre como os dados devem mudar a agricultura do futuro. Para ele, a alimentação é um dos grandes problemas da humanidade e precisa ser pensado desde já:

"Até 2050, a produção precisa aumentar em 70%, para sermos capazes de alimentar a população mundial. Não só precisamos ser mais produtivos, mas também criar alimentos mais nutritivos e sustentáveis. O único caminho que vejo é por meio dos dados. Muito do trabalho feito na agricultura hoje toma como base apenas a experiência dos agricultores. Se combinarmos esse conhecimento com dados, poderemos desenvolver algoritmos de IA que tornem o agronegócio mais produtivo. Um campo mais conectado não só fornece dados para o agora, mas ajuda a criar previsões mais efetivas para o futuro"

A tecnologia é também fundamental quando o assunto é sustentabilidade, pois uma agricultura mais precisa evita desperdícios. Por exemplo, ao mapear uma fazenda, é possível mensurar a umidade, PH, temperatura e nutrientes do solo, de tal forma que o agricultor passa a aplicar a quantidade exata de água, fertilizantes e pesticidas necessários para cada região da fazenda. Com isso, aumenta-se o rendimento e se reduzem o impacto ambiental e o custo.

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Na entrevista, Chandra ainda deu sua opinião sobre o quadro da agricultura no Brasil. Ele afirma que, como o restante do mundo, o país precisa se transformar para alcançar o próximo estágio.

"O movimento tem sido lento. Muitos países estão usando satélites para recolher dados sobre o agronegócio. Mas essa opção não é acessível e por isso não pode ser aplicada em larga escala. Os governos precisam subsidiar a tecnologia, da mesma forma que fazem com fertilizantes e agricultura. Os órgãos públicos já entendem que esses produtos são necessários para a produtividade do agricultor, mas não perceberam que os dados precisam ser colocados no mesmo pacote"

Por fim, ele ainda diz que para as novas tecnologias serem efetivamente escaladas, independente das diferenças entre as fazendas e suas regiões, é imprescindível que se estruturem mais parcerias. É importante unir aqueles que detenham a tecnologia às empresas que já tenham relacionamento com os agricultores.

Leia a reportagem na íntegra clicando aqui

hardware

Hardware: um protagonista de peso na transformação digital

Hardware: um protagonista de peso na transformação digital

Quando falamos em Internet das Coisas (IoT), é muito comum tratarmos o tema na "nuvem", com foco especial nas tecnologias digitais e no desenvolvimento de softwares e plataformas. Entretanto, em sua essência, IoT significa conectar os mais variados padrões de dispositivos e, a partir dos dados coletados, transformar a dinâmica tradicional de tomada de decisão. A inteligência parte das "coisas", dos hardwares, sem os quais a tecnologia simplesmente deixa de existir.

Hardwares são, portanto, os propulsores do processo de transformação digital no mundo da Internet das Coisas e, assim, cabe dar-lhes o devido espaço de importância.

Hardware e Software: uma relação de simbiose

Falar de IoT é remeter-se a processos inteligentes, sensores de alta tecnologia, Big Data, Analytics e Machine Learning. É o somatório dessas diferentes tecnologias e, claro, a sua aplicação estratégica, o grande responsável pela Transformação Digital de sucesso.

Nessa jornada, é fundamental que seja estruturada uma linha de comunicação e conectividade eficiente, que parte da coleta de dados, passando pela transmissão, armazenamento e, enfim, processamento. Após isso, chegamos no mundo físico, o mundo das "coisas", onde de fato ocorre a tomada de decisão. É nesse momento que o digital gera impacto na prática, seja pela otimização de recursos, manutenção preditiva, redesenho processual e ganhos financeiros.

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A Internet das Coisas permite aos gestores uma visão completa de todos os processos que estão sob sua diretriz, do início ao fim da cadeia. Mais do que isso, viabiliza correlações e inferências inéditas, a partir dos dados coletados, que, inclusive, têm estimulado o surgimento de novas ideias de negócios.

E para que tudo isso seja possível, softwares e hardwares trabalham em conjunto, de forma ininterrupta, numa verdadeira relação de simbiose em que um alimenta o outro, num ciclo plenamente virtuoso.

Indústria 4.0 – um case de sucesso dos hardwares

A chamada Indústria 4.0 é um dos ambientes em que a Internet das Coisas tem sua maior capacidade de expansão e escalabilidade. Não é à toa, portanto, que nesse ecossistema, IoT não se chama apenas IoT, mas IIoT (Industrial Internet of Things).

Hardware
Tecnologia V2COM - NG2 (GPS) - Gateway multi rede

Em resposta a ciclos de consumo cada vez mais curtos, oscilações constantes de demanda e à maior necessidade de customizar e personalizar a produção, as Smart Factories, ou Fábricas 4.0, encontraram na tecnologia uma possibilidade inédita de alavancar o uso dos equipamentos e maquinários, articulando-os em uma linha de produção mais eficiente e harmônica.

Dessas novas necessidades, incrementou-se a integração entre diferentes ambientes fabris que, graças à disponibilidade de dados em tempo real, puderam articular-se em perfeita sincronia, evitando momentos de ociosidade ou de superprodução. Esse fenômeno também impactou positivamente toda a cadeia logística de distribuição e transporte dos produtos, escalonando resultados em níveis jamais vistos.

Hardwares: flexíveis a diferentes cenários

As etapas de implementação dos projetos de IoT devem seguir os chamados requisitos de hardware. É claro que, a depender do contexto, da finalidade e do ambiente ao qual será aplicada a solução, eles podem apresentar variações e ajustes.

Entre os principais requisitos de hardware praticados, destacam-se:

  • Requisitos de custo
  • Requisitos de segurança
  • Facilidade de desenvolvimento
  • Requisitos de aquisição, processamento e armazenamento de dados
  • Projeto do dispositivo físico
  • Requisitos de conectividade

Além deles, a durabilidade é um outro aspecto central dos hardwares. Eles precisam acompanhar o ciclo de vida dos equipamentos aos quais estão conectados e, além disso, acompanhar perfeitamente o incessante processo de inovação tecnológico. Caso contrário, os ativos teriam que ser frequentemente substituídos, o que inviabilizaria a escalabilidade da maioria dos projetos de IoT.

Segurança: um requisito de fundamental importância

De acordo com previsões da McKinsey e Gartner, até 2020, haverá entre 20 e 50 bilhões de dispositivos conectados à Internet. Por essa razão, é central que as empresas desenvolvedoras de hardwares atentem-se para possíveis ataques.

Número de dispositivos conectados ao longo do tempo

Em 2015, ocorreu o primeiro ciberataque à uma rede de energia na Ucrânia. Na situação, mais de 200 mil pessoas tiveram o fornecimento de energia cortado. Tudo foi feito de forma remota, através de invasões à conectividade dos sistemas de IoT que compunham a rede.

Esse exemplo evidencia uma questão central por trás da segurança em IoT: o fato de raramente haver alguma pessoa interagindo em tempo real com esses sistemas. Assim, os tradicionais protocolos de segurança envolvendo senhas, por exemplo, não funcionam perfeitamente nesse contexto e novos mecanismos de proteção precisam ser criados e evoluídos.

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Entre eles, a segurança focada nos hardwares tem se mostrado bastante eficaz, uma vez que, ao comporem sistemas operacionais de alta especificidade em ambientes restritos, esses equipamentos ficam blindados dos ataques em massa.

Ainda, empresas desenvolvedoras de soluções de IoT end-to-end estão um passo à frente quando o assunto é segurança. Por atuarem desde a prototipagem até o amadurecimento do produto final, elas garantem e centralizam um rígido padrão de controle, com protocolos de segurança específicos e amplamente testados, inclusive plenamente ajustáveis às mais diferentes demandas que partem dos próprios clientes.

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Com quase duas décadas de expertise em Internet das Coisas, a V2COM é reconhecida, nacional e internacionalmente, por sua elevada capacidade técnica, agilidade de implementação e adaptabilidade aos mais diversos segmentos de mercado. Preencha o formulário abaixo e tenha mais informações sobre nossas soluções de IoT:

 


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Tecnologia inspirada na Natureza contra o desperdício de água

Tecnologia inspirada na Natureza contra o desperdício água

Todos os dias, o mundo perde aproximadamente 20% de água limpa devido a vazamentos de tubulação. No Brasil, em particular, o último índice elaborado pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento indicou que 38,3% do volume de água disponibilizado no país não foi contabilizado como montante consumido, seja por vazamentos, falhas nos sistemas de medição ou ligações clandestinas. A boa notícia é que grande parte desse problema pode ser resolvido com tecnologia inspirada na Natureza.

Os atuais sistemas de IoT (Internet das Coisas), que comunicam sensores à uma central de inteligência, identificam com bastante agilidade até mesmo pequenos vazamentos. Eles ainda permitem o acionamento remoto e automático de ações corretivas, capazes de interromper o fluxo de água no local do problema, até que as equipes técnicas cheguem para a manutenção.

Uma outra grande vantagem trazida por esses sistemas automatizados (e inteligentes) relaciona-se à manutenção preditiva das instalações. Com tecnologia avançada de análise de dados, os softwares de controle indicam o momento exato em que alguma válvula ou encanamento precisa ser revisto, antes mesmo de acontecer qualquer possível vazamento. Ao se adiantarem aos problemas, os sistemas de IoT economizam importantes quantidades de água, todos os dias.

Biomimética: tecnologia inspirada na Natureza

Na incessante busca por soluções cada vez mais avançadas e eficientes, empresas do mundo inteiro passaram a desenvolver uma olhar mais atento ao meio ambiente, criando tecnologia inspirada na Natureza.

A Biomimética — ciência que, de forma resumida, pode ser entendida como a grande treinadora desse olhar refinado — está no foco de profissionais de diversas áreas que tentam emular o modo como a evolução tem resolvido problemas similares ao que os humanos, hoje, estão enfrentando nas sociedades industriais.

Quer se aprofundar em Biomimética? Então você vai gostar dos artigos abaixo:

A empresa WatchTower Robotics Co. é um exemplo prático desse exercício biomimético. Ela desenvolve robôs e ferramentas automatizadas para combater vazamentos nos sistemas de saneamento. Recentemente, apresentou uma nova solução para acelerar a identificação e correção desses problemas, cuja ideia partiu de um mecanismo de defesa presente nas lulas e nas lagartixas.

Esses animais, quando sob ameaça, deixam para trás parte de seus corpos (como a cauda nas lagartixas, ou os tentáculos nas lulas). O robô criado pela WatchTower faz algo semelhante: ao percorrer os tubos de distribuição de água, ele "deixa para trás" parte de sua estrutura quando encontra qualquer foco de vazamento. Essa peça fica grudada no local, facilitando o posterior trabalho das equipes de manutenção que, com scanners sem fio, conseguem rastrear esses vestígios do robô sem a necessidade de nenhuma escavação, o que torna o trabalho muito mais otimizado e eficiente.

Os desenvolvedores da tecnologia também se inspiraram no mecanismo tátil dos seres humanos para alcançar a formatação perfeita dos mecanoreceptores que compõem a solução. Eles ainda se debruçaram sobre a estrutura e morfologia dos polvos para criar um padrão de robô flexível e maleável que não ficasse preso às partes mais estreitas da tubulação. O corpo da máquina consegue se dobrar de várias maneiras e encolher até 50% de seu tamanho original. Além disso, as ventosas dispostas em sua estrutura permitem que ele se fixe e deslise pelos tubos com muito mais precisão e segurança.

tecnologia-inspirada-na-NaturezaNão bastasse tudo isso, as equipes desenvolvedoras ainda olharam para as águas vivas e seu mecanismo de natação altamente eficiente. Esses animais deslocam-se pela água articulando uma cúpula em forma de guarda-chuva, que se abre e se fecha conforme empurram o volume, impulsionando-os para a frente. Além disso, o próprio movimento de propulsão gera um vórtice de corrente que carrega o animal até 80% mais longe, sem nenhum gasto de energia.

De modo semelhante, o robô foi criado para nadar ao longo de todo o sistema de distribuição de água, sem gastar energia, de tal modo que pode trabalhar 24/7 de forma 100% sustentável.

No próximo artigo sobre Biomimética, abordaremos uma nova tecnologia inspirada na Natureza que, a partir do mecanismo de digestão das vacas, está revolucionando o sistema de tratamento de esgoto na Índia.

Quer saber mais sobre Biomimética?
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nas tecnologias Inspired by Nature 


Eastgate Centre — prédio sustentável a partir dos cupins

Eastgate Centre — prédio sustentável a partir dos cupins

 

                                                                                  Fonte: www.biomimicry.net

Se toda a história do planeta — desde seu surgimento até este exato momento — coubesse nos 12 meses do calendário (365 dias), 1 segundo equivaleria a 144 anos. Por essa perspectiva, a vida biológica apareceria apenas no dia 25 de fevereiro (3.8 bilhões de anos atrás) e a sociedade industrial, tal como conhecemos hoje, apenas nos últimos 2 segundos antes do ano terminar.

Ao longo da evolução, acredita-se que 99,9% das espécies que já passaram pela Terra foram extintas, razão mais que o suficiente para provar a incrível capacidade de sobrevivência do 0,1% que resistiu. Essa pequena parcela conseguiu vencer todos os desafios que, diariamente, a Natureza impôs e provou ser suficientemente adaptada para propagar seus genes com sucesso.

Há aproximadamente 20 anos, a palavra Biomimética começou a se expandir no meio científico, como uma nova ciência que entende a Natureza (e sua incomparável capacidade de resistir) como uma fonte incontável de estruturas, processos e sistemas bem sucedidos que, se analisados e aplicados à realidade humana, podem resultar em um processo de inovação contínua.

Por essa razão, a Biomimética é hoje tão promissora, tanto no ambiente acadêmico quanto no empresarial, sendo considerada uma das ciências com maior potencial de progresso nos próximos anos, junto claro à Ciência de Dados, Machine Learning, Inteligência Artificial, Blockchain e Internet das Coisas (IoT).

Inovação humana integrada ao meio ambiente

O olhar biomimético, sobretudo voltado à inovação, busca na Natureza respostas para dilemas humanos que precisam ser vencidos. A ideia é observar estruturas de diferentes espécies, processos metabólicos e químicos e até mesmo o funcionamento de grandes ecossistemas para embasar o desenvolvimento de novas tecnologias.

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Além de impulsionar a inovação, a Biomimética funciona como um valioso benchmark às empresas que desejam diminuir os impactos danosos ao meio ambiente. A Natureza é certamente o maior exemplo de autossustentabilidade, onde não há faltas, nem excessos. Ela é capaz de produzir e consumir recursos em um perfeito equilíbrio cíclico e dinâmico, essencial à manutenção das espécies. Ao fomentarem a Biomimética em seus negócios, as empresas automaticamente se aproximam da sustentabilidade na prática e cumprem seu papel socioambiental com responsabilidade.

Eastgate — 35% menos energia a partir dos cupins

O Eastgate Centre é um grande prédio comercial, no Zimbábue, que usou a Biomimética para resolver um dos maiores problemas daquela região: a oscilação térmica.

Na cidade de Harare (onde está o Eastgate), as temperaturas podem ultrapassar 40°C durante o dia e baixar para menos de 10°C à noite. Por essa razão, os sistemas de ar condicionado costumam ser bastante sobrecarregados e consumir muita energia.

Na fase de projeto do edifício, engenheiros e arquitetos usaram a Biomimética para viabilizar a construção sem gastos milionários com refrigeração. E a solução desse impasse veio de dentro dos cupinzeiros.

https://www.youtube.com/watch?v=620omdSZzBs

Os cupinzeiros são grandes colônias capazes de manter a temperatura, a umidade e a ventilação sempre constantes em seu interior. Isso em razão dos inúmeros pequenos buracos que cobrem toda a sua estrutura, permitindo a livre circulação do ar e a troca de temperatura.

No Eastgate, essa mesma dinâmica de ventilação foi aplicada. A alta massa térmica das paredes revestidas por tijolos e das lajes de concreto utilizadas permitiu absorver o calor sem a forte elevação da temperatura interna. Além disso, o prédio foi construído com um sistema de circulação que, conforme o passar do dia, expulsa o ar quente para fora, mantendo o interior sempre mais fresco. Como resultado, o Eastgate é 35% mais eficiente em regulação térmica e no consumo de energia, comparado a outros prédios da região.

Soluções inteligentes criam resultados escaláveis e sustentáveis

A Biomimética está diretamente ligada ao conceito de economia circular. Por esse raciocínio, cada simples etapa de um processo é protagonista dentro de um complexo ecossistema econômico, ambiental e social, em que todos os recursos são reaproveitados ao longo da cadeia produtiva.

A fluidez e a interdependência dessas etapas — que funcionam como agentes ao mesmo tempo passivos e ativos — impulsionaram o desenvolvimento de tecnologias inteligentes que, inegavelmente, vão muito além de algoritmos fechados em si mesmos. Os sistemas de IoT (Internet das Coisas) supriram a necessidade de integrar um número crescente de dispositivos e equipamentos, de tal forma a permitir o controle automático do fluxo produtivo.

Mais recentemente, esses sistemas também passaram a seguir os ensinamentos da Biomimética. Seus idealizadores entenderam a profunda relação entre eles e as premissas que regem o dinamismo dos seres vivos, o que inclui a necessidade de reagir ao meio ambiente de forma inteligente e sempre otimizada (dado a escassez dos recursos). Com isso, os processos tornaram-se menos custosos e um novo mundo de oportunidades de negócios se abriu a partir da análise inteligente dos dados coletados.

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O que os sistemas de IoT aprenderam com as plantas?

Desse modo, a Biomimética surge para desafiar o tradicional pensamento de que progresso e Natureza constituem uma trade-off. Ela prova que é possível, a partir da aparente simplicidade do “natural”, construir e modificar realidades complexas que impactam diretamente vidas humanas e o todo o ecossistema que as mantém.