Inteligência Artificial das Coisas

Vamos falar sobre Inteligência Artificial das Coisas (AIoT)?

A Inteligência Artificial das Coisas (AIoT) está em plena ascensão no mundo das tecnologias 4.0. O termo remete à Inteligência Artificial inserida no ecossistema da Internet das Coisas, com foco no desenvolvimento das operações de IoT, das interações entre humanos e máquinas, além do fortalecimento da gestão de dados e da análise preditiva.

O potencial de transformação dessa nova dinâmica é tão grande que até mesmo os analistas mais experientes afirmam ser praticamente impossível prever o mundo nos próximos dez anos. A AIoT ampliará drasticamente o espectro de atuação das tecnologias digitais, integrando diferentes verticais da economia de uma forma jamais vista.

Como funciona a Inteligência Artificial das Coisas?

Em linhas gerais, o mecanismo de funcionamento da Inteligência Artificial parte de algoritmos utilizados para análise de dados e outros recursos como aprendizado de máquinas. Ao ser incorporada pela Internet das Coisas, a IA expande seu potencial por contar com um aparato completo de conectividade.

A união entre Inteligência e Conectividade vai simplificar ainda mais a tomada de decisão ao "filtrar" as informações que efetivamente precisam ser analisadas. Essa dinâmica visa identificar padrões de desempenho e lacunas que dificultam o processo de automação.

Os sistemas geridos por AIoT objetivam a autossuficiência e, como consequência, reduzem custos processuais, além de acelerarem a escalabilidade dos projetos e o Retorno Sobre o Investimento (ROI).

Conera: IoT simples e Segura

Conera™ é a plataforma da V2COM para aplicações em Internet das Coisas. A tecnologia foi desenvolvida para atender à totalidade dos fatores que impactam diretamente no sucesso das soluções de IoT.

Ao se comunicar com os sistemas operacionais mais utilizados no Ecossistema de Internet das Coisas, o Conera™ elimina as complexidades das variáveis de Hardware, gestão e comunicação de dados, o que expande suas possibilidades de aplicação, de forma flexível e segura.

Seu grande pacote provê soluções para diferentes necessidades, como:

  • um software embarcado flexível, robusto e seguro.
  • uma comunicação confidencial, autenticada e disponível.
  • um serviço cloud para coletar os dados, controlar os equipamentos e disponibilizar estes dados para os usuários.

Os protocolos do Conera™ permitem o máximo aproveitamento de cada tecnologia de comunicação wireless, explorando o melhor das características de consumo de energia da NB IoT ou a baixa latência do 5G.


Saiba Mais


    Indústria 4.0

    Indústria de Petróleo e Gás: 3 aplicações da IoT

    Indústria de Petróleo e Gás: 3 aplicações da IoT

    A indústria de petróleo e gás tem enfrentado importantes desafios nos últimos anos. A queda do preço do barril provocada por mudanças nos padrões de demanda, a maior complexidade para explorar novos campos e o crescimento exponencial do volume de dados envolvido nas atividades impulsionaram uma mudança no olhar estratégico e operacional do setor.

    Nesse redesenho, as soluções digitais tornaram-se fundamentais para aumentar a competitividade das empresas, sem perder de vista a segurança dos trabalhadores envolvidos nas operações, o maior cuidado para mapear, evitar e combater danos ambientais e ainda criar novos modelos de negócios que atendam a constante flutuação de demanda e preços.

    IoT: peça-chave para a indústria de petróleo e gás

    A Research and Markets defende que a Internet das Coisas (IoT) é uma das mais potentes aliadas do setor de petróleo e gás. Ao integrar softwares robustos para análise de dados a dispositivos equipados com sensores, a IoT é capaz de gerar um novo horizonte de insights que, em tempo real, permitem automatizar processos, supervisionar à distância diferentes etapas da linha de produção e, claro, elevar a segurança do setor, desde a extração até a distribuição. Não à toa, o mercado global de Internet das Coisas voltado à indústria de petróleo e gás promete mobilizar, até 2023, mais de 39,4 bilhões de dólares.

    Entre as principais demandas que podem ser atendidas por essa tecnologia estão a manutenção preventiva, que evita paralisações inesperadas, o monitoramento das instalações, sobretudo em regiões de difícil acesso, e a segurança dos processos, resguardando os trabalhadores de riscos e exposições inerentes à atividade.

    https://www.youtube.com/watch?v=9mH0MYOHF2A

    Ainda, a IoT garante o gerenciamento das frotas e dos demais ativos envolvidos em toda a cadeia produtiva, o monitoramento das tubulações, o mapeamento de zonas mais suscetíveis a danos ambientais e o alerta e correção imediatos de intercorrências das mais diversas naturezas que porventura ocorram.

    1. Segurança e Sustentabilidade

    Acidentes ambientais, como explosões das plataformas de petróleo e vazamentos de resíduos nos oceanos, podem ser evitados, ou ao menos rastreados com máxima celeridade, através das tecnologias de IoT. Ao identificar danos ambientais com mais agilidade e programar respostas automáticas durante as crises, controla-se com muito mais eficiência o impacto negativo sobre o meio ambiente.

    A segurança proporcionada pelas tecnologias digitais não apenas resguarda os recursos naturais e as comunidades próximas às zonas de exploração, mas também os trabalhadores envolvidos nas atividades de exploração. E isso, em termos financeiros, representa um enorme volume de dinheiro salvo pelas companhias que seria direcionado para reparar os danos ambientais e as comunidades afetadas.

    2. Eficiência Operacional

    Números da Research and Markets apontam que, por ano, o setor de petróleo e gás perde até 8 bilhões de dólares em tempo não produtivo, já que os engenheiros passam ao menos 70% de seu tempo procurando dados e trabalhando em sua manipulação.

    Com a conexão em rede de vários sistemas e o envio programado de informações a partir de um número ilimitado de dispositivos, é possível extrair e processar dados em tempo real que serão base para a tomada de decisão automática e inteligente das plataformas de IoT conectadas às operações.

    Elas são capazes de otimizar o tempo de trabalho dos profissionais técnicos e auxiliá-los no gerenciamento de crises, especialmente diante do mau funcionamento de equipamentos ou de qualquer tipo de problema que necessite de reparação quase imediata.

    Esse aumento de eficiência operacional não apenas é importante para aumentar a segurança dos processos, mas também diminui custos que, ainda no curto prazo, são fundamentais para elevar a competitividade das empresas.

    3: Gestão de Equipamentos e Manutenção Preditiva

    Todos os anos, vultosos investimentos são direcionados à aquisição de ativos altamente específicos para suprir as necessidades operacionais da indústria de petróleo e gás. Muitas vezes, a compra de equipamentos novos deve-se a erros progressivos de manutenção que acabam sobrecarregando seu funcionamento e diminuindo a performance.

    Uma simples falha em uma bomba de extração, por exemplo, pode custar até 300 mil dólares por dia. Já as pausas não programadas das refinarias por motivos técnicos chegam a comprometer 20 bilhões de dólares da indústria todos os anos, algo estimado em 5% do custo de produção.

    Esse expressivo comprometimento de receita, entretanto, tem sido aliviado pela manutenção preventiva propiciada pela IoT. A análise inteligente de dados e o rastreamento em tempo real das falhas operacionais são um dos grandes benefícios reportados pelas empresas do setor após redesenharem o esquema de manutenção de seus ativos.

    As plataformas de IoT são programadas para enviar alertas sempre que um equipamento esteja com necessidade de manutenção. Essa programação toma como base o cruzamento de uma série de dados históricos que, cruzados de forma inteligente, permitem prever falhas antes mesmo que aconteçam. Com isso, evitam-se paradas repentinas e extremamente custosas.

    Os sinais de alerta, customizáveis para cada etapa da linha produtiva, melhoram a eficiência dos equipamentos que passam a contar com um tempo de vida útil maior. Desse modo, diminuem-se os investimentos necessários para novas aquisições.

    Medição Inteligente do Consumo de Gás

    A medição remota do consumo de gás é uma revolução para o setor. Além de elevar a segurança da operação, a telemetria garante redução de custos operacionais, já que não é necessário o deslocamento de equipes técnicas até os medidores.

    A implantação dos sistemas é bastante simples. Seu funcionamento parte de sensores que enviam dados de consumo em tempo real à plataforma de IoT. É nela que ocorre o processamento inteligente das informações, disponibilizadas na forma de relatórios dinâmicos e 100% customizáveis.

    O sensoriamento está diretamente ligado à segurança da operação, na medida em que emite alertas toda vez que alguma anormalidade no consumo é detectada. Isso pode ocorrer em decorrência de vazamentos ou até mesmo devido a fraudes.

    Os dispositivos de medição inteligente contam com baterias de longa vida (capazes de ultrapassar dez anos de funcionamento), podendo operar sem falhas inclusive quando há interrupção no fornecimento de energia.


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    maquinário 4.0

    Maquinário 4.0: mercado global para agricultura deve dobrar até 2027

    Maquinário 4.0: mercado global para agricultura deve dobrar até 2027

    A Internet das Coisas (IoT) é um dos pilares da Agricultura 4.0. Ao viabilizar a incorporação de diferentes tecnologias no campo, a IoT não apenas garante aumento de produtividade, mas também redução de custos e do desperdício. O maquinário 4.0 está diretamente relacionado com o aumento da eficiência nas fazendas, uma vez que elas passam a operar com muito mais autonomia e inteligência.

    De acordo com a Grand View Research, o mercado global de maquinário de precisão especificamente para a fase de colheita chegará a US$ 22,9 bilhões, em 2027, contra os US$ 11,6 bilhões auferidos em 2019, o que representa um crescimento de 8,6% ao ano. A McKinsey, por sua vez, apresenta dados um pouco mais conservadores: fala em US$ 12,8 bilhões, até 2025.

    Entre as razões que prometem impulsionar o setor, destacam-se:

    • aumento na demanda mundial por alimentos
    • maior adoção de colheitadeiras autônomas e robôs para o agronegócio
    • aumento no custo da mão-de-obra devido à escassez de profissionais qualificados

    Leia também:
    Irrigação inteligente: precisão no consumo de água pela Agricultura 4.0

    O relatório da Grand View também lembra que, nas próximas três décadas, as exigências em prol da sustentabilidade devem provocar mudanças importantes nos métodos tradicionais de cultivo, forçando as fazendas a adotarem ferramentas mais modernas.

    Hardware e Software em expansão no Agro 4.0

    O maquinário 4.0 responde pela maior participação no mercado de tecnologias para colheita de precisão devido à alta adoção de dispositivos para controle e automação, como sistemas de orientação e direção, Sistema de Posicionamento Global (GPS), sensores e monitores de rendimento.

    https://www.youtube.com/watch?v=KB6cvA83u3I

    No relatório, esse mercado foi dividido entre hardware, software e serviços. Em 2019, foi o segmento de hardware que liderou em termos de receita, posição que, segundo as previsões, deve ser mantida nos próximos anos. Essa categoria inclui maquinários, sistemas de automação e controle, sensores, gateways, entre outros.

    Quanto aos softwares, o segmento deve crescer acima de 11% ao ano, até 2027. Nessa categoria estão tecnologias como IoT, Inteligência Artificial, Machine Learning e Big Data.


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    smart city

    Como a Internet das Coisas viabiliza as Smart Cities?

    De acordo com dados da Zion Market Research, o mercado de Internet das Coisas (IoT) para Smart Cities deve atingir aproximadamente 330,1 bilhões de dólares, até 2025.

    A KPMG também destaca o protagonismo das Cidades Inteligentes no ecossistema da IoT. O segmento foi colocado em primeiro lugar quando analisadas as tendências de investimento em soluções de Internet das Coisas.

    Fonte: KPMG

    As áreas urbanas, hoje, abrigam mais da metade da população mundial e, até 2050, contarão com mais 2.5 bilhões de novos residentes, conforme projeções da McKinsey. Toda essa movimentação pressupõe maior atenção às questões ambientais, bem como ao desenvolvimento de novas infraestruturas que possibilitem acolher um gigantesco número de pessoas de forma sustentável e eficiente.

    Fonte: UNPD

    O conceito de Cidade Inteligente está diretamente relacionado às iniciativas que priorizam garantir (e aumentar) a qualidade de vida das pessoas. Segundo definição do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID):

    “Uma Cidade Inteligente é aquela que coloca as pessoas no centro do desenvolvimento, incorpora tecnologias da informação e comunicação na gestão urbana e utiliza esses elementos como ferramentas que estimulam a formação de um governo eficiente, que engloba o planejamento colaborativo e a participação cidadã. Smart Cities favorecem o desenvolvimento integrado e sustentável tornando-se mais inovadoras, competitivas, atrativas e resilientes, melhorando vidas.”

    Ao menos 7 aspectos dos espaços urbanos estão diretamente relacionados ao bem-estar populacional, são eles:

    • Segurança
    • Tempo
    • Custo de Vida
    • Saúde
    • Meio Ambiente
    • Conectividade
    • Mercado de Trabalho

    A Internet das Coisas atua diretamente sobre todos esses aspectos, criando maneiras para as pessoas se relacionarem entre si e com o ambiente urbano. Ela é capaz de organizar a dinâmica socioambiental e evitar que o boom populacional se transforme numa completa desordem. Não à toa, a tecnologia está cada vez mais presente em soluções para Smart Cities ao redor do mundo, atuando diretamente em frentes como eficiência energética, gestão de tráfego urbano, iluminação pública, sensoriamento de bueiros, e muitas outras.

    Para tanto, a IoT apoia-se em um ciclo processual que, de forma simplificada, pode ser descrito em quatro grandes etapas: a Coleta de Dados, a Transmissão de Dados, a Análise de Dados e, por fim, a Tomada de Decisão Inteligente.

    Cada vez que esse ciclo é fechado, ações corretivas e preditivas são propostas, de tal modo que o ciclo subsequente sempre será mais bem articulado.

    Smart Cities: descarbonização das redes de energia

    Existe um consenso na comunidade internacional de que as metas do Acordo Climático de Paris (2015) jamais serão alcançadas sem que ações sejam tomadas no âmbito das cidades. Afinal, é nelas onde habita a maioria da população global e, por consequência, onde se concentram enormes quantidades de resíduos, emissões de gases poluentes, desperdício de água e eletricidade.

    Na luta para diminuir a pegada ambiental das Smart Cities, a tecnologia é, certamente, uma das principais aliadas. A descarbonização das redes elétricas, por exemplo, tornou-se um dos objetivos mais importantes dentro das iniciativas para modernização das redes de geração e distribuição de energia elétrica. Hoje, as empresas do setor empenham-se para reestruturar seus processos, com vistas a viabilizar a geração distribuída. Assim, é possível agregar fontes renováveis (como a solar e a eólica), com zero emissão de CO2.

    Leia também:
    América do Sul é destaque entre mercados emergentes para projetos de Smart Grid

    Para integrar os recursos energéticos distribuídos, essas redes precisam de medidores inteligentes, capazes de reagir a problemas de intermitência, através do isolamento de certos pontos da linha de transmissão, por exemplo. Com isso, as distribuidoras devem não apenas levar em consideração a carga de seus consumidores, mas também contar com um sistema estruturado para receber as injeções de potência realizadas pelos empreendimentos de micro e mini geração distribuída, conectados à rede.

    A McKinsey defende que, até 2030, as Smart Cities poderão alcançar uma formatação de grids composta por 50 a 70% de fontes renováveis de energia. Nesse cenário, teríamos algo entre 35% e 45% menos emissões de CO2, a um custo tão baixo quanto $40 a $80 por megawatt / hora. (Os dados referem-se ao relatório "Focused acceleration: a strategic approach to climate action in cities to 2030")

    Iluminação Pública Inteligente: garantia de eficiência energética

    Estima-se que, no Brasil, existam ao menos 16 milhões de pontos de iluminação, concentrados especialmente nos espaços urbanos. Nos últimos anos, grande esforço tem sido desempenhado no sentido de substituir as lâmpadas tradicionais por LED, entre 45% e 60% mais eficientes. Mas a inovação promete não parar por aí.

    A implantação de sistemas inteligentes de telegestão de iluminação pública é considerada, hoje, uma das portas para o mundo das Smart Cities. Essa revolução está se espalhando rapidamente pelo Brasil e, através do que há de mais avançado em IoT, sensoriamento e análise de dados, promete reestruturar os espaços urbanos, tornando-os mais sustentáveis e seguros.

    Embora as tecnologias 4.0 estejam amplamente disponíveis no mercado, muitas prefeituras ( a quem cabe a gestão da iluminação pública no Brasil) não têm recursos suficientes para incorporá-las por conta própria. Por essa razão, têm sido cada vez mais comuns as chamadas Parcerias Público-Privadas (PPP), pelas quais a iniciativa privada pode contribuir com sua grande capacidade de investimentos de curto prazo e, sobretudo, com o fomento à inovação para atender inúmeras demandas de cunho social, econômico e ambiental.

    Apenas para citar alguns exemplos, as novas tecnologias para iluminação pública proporcionam os seguintes benefícios:

    • economia de energia e de recursos financeiros;
    • acionamento e desligamento das redes de iluminação à distância;
    • mensuração de performance e gasto energético;
    • atendimentos aos requisitos da Norma NBR 5101/2018;
    • diminuição dos gastos com manutenção (manutenção preditiva);
    • menor impacto ao meio ambiente;
    • menor poluição luminosa;
    • melhoria na reprodução de cor nos pontos iluminados por meio da tecnologia LED;
    • aperfeiçoamento do uso do espaço público (praças, avenidas, prédios históricos, etc.), através de pontos mais bem iluminados.

    A atuação dos governos é fundamental para viabilizar as Smart Cities

    A revolução digital das cidades requer não apenas investimentos em inovação, mas também o suporte político-administrativo dos governos. Eles são importantes para fomentar as melhorias necessárias em infraestrutura (como conectividade) e também para redesenhar regulamentações mais modernas e compatíveis com a inovação, sobretudo no que se refere a questões fiscais e de acesso à informação.

    No Brasil, a consolidação desse novo conceito de gestão pública é coordenado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), que  lidera a Câmara Nacional de Cidades Inteligentes. Essa, por sua vez, será responsável por reunir e congregar os interesses dos demais ministérios e setores representativos (incluindo a sociedade civil e o setor privado) no que tange o desenvolvimento das Smart Cities.

    Em 2019, a quinta edição do Ranking Connected Smart Cities colocou Campinas em primeiro lugar nacional, como a cidade mais inteligente. Nos anos anteriores a liderança ficou com Rio de Janeiro, em 2015, com São Paulo, em 2016 e 2017 e com Curitiba, em 2018.

    Campinas, referência em universidades de ponta, apresenta quase 25% dos empregos formais ocupados por profissionais com ensino superior, sendo 5,2% das vagas inseridas no setor de Tecnologia da Informação.


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    desperdício de energia

    Eficiência Energética: Brasil ainda perde bilhões com desperdício de energia

    Segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), 54,4% das grandes empresas brasileiras devem ampliar suas iniciativas em inovação nos próximos três anos e 37,3% manterão os investimentos nos padrões atuais.

    Grande parte dos investimentos deve ser direcionada para a transformação digital do setor industrial, com vistas a aumentar a eficiência energética dos processos fabris, tornando-os menos custosos e mais sustentáveis.

    Esse movimento é de fundamental importância visto que a geração e o consumo de energia elétrica ainda persistem entre os maiores entraves contra a alavancagem produtiva da indústria brasileira. O último ranking global elaborado pelo American Council for an Energy-Efficient Economy colocou o Brasil entre os últimos cinco colocados de uma lista com 25 países, no que se refere às políticas públicas e práticas empresariais para a gestão da eficiência energética.

    International_Energy_Efficiency_Scorecard

    Entre as principais razões que explicam esse baixo desempenho destaca-se o investimento insuficiente em inovação. Apenas para comparar, enquanto direcionamos cerca de 191 milhões de dólares por ano para projetos de eficiência energética, a Alemanha já ultrapassou o montante de 2,5 bilhões de dólares, ou seja, cerca de 13 vezes mais.

    O desperdício de energia é também um outro importante ponto de atenção. Dados recentes divulgados pela ABESCO (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia) mostram que, entre 2014 e 2016, o Brasil desperdiçou o equivalente a 140% do montante anual gerado pela usina de Itaipu. São mais de 60 bilhões de reais que poderiam ter sido salvos caso tivéssemos investido mais pesadamente em tecnologia.

    A indústria é uma das maiores responsáveis por esse quadro, visto que consome ao menos 40% de toda a energia produzida no país. Maquinário obsoleto, motores com problemas de manutenção e a ainda insuficiente integração dos processos produtivos às últimas inovações tecnológicas são os grandes responsáveis por tamanho desperdício.

    Eficiência Energética: saída inteligente para aumentar a produtividade

    Para contornar o desperdício de energia, a indústria brasileira precisa investir pesadamente em transformação digital. As soluções de Internet das Coisas (IoT) e os sistemas inteligentes cada vez mais precisos e integráveis garantem processos produtivos muito mais eficientes e sustentáveis. A McKinsey já afirmou que as fábricas inteligentes podem economizar até 20% no consumo de energia e elevar em 25% a produtividade do trabalho.

    Mais do que a simples automação dos processos, a IoT é a responsável por trazer inteligência ao ecossistema fabril. Para tanto, uma série de tecnologias trabalha pesadamente na coleta, transmissão e processamento de um grande volume de dados que podem ser analisados em tempo real através de relatórios personalizados.

    Além disso, tecnologias mais avançadas e modulares permitem a rápida integração da inovação aos sistemas e equipamentos legados do ambiente fabril. Além de simplificar os projetos de modernização da indústria, a compatibilidade com o legado diminui pesadamente os custos do processo, não sendo necessária a substituição de grande parte dos ativos.

    Veja também:
    Vamos entender melhor o Conera™?

    Desde 2002, a V2COM é referência em projetos nacionais e internacionais voltados à eficiência energética e expansão da indústria 4.0. Com metodologia exclusiva de trabalho e milhões investidos em P&D, a tecnologia V2COM garante resultados altamente eficientes, retornos financeiros em tempo recorde e elevado potencial de escalabilidade para as mais diferentes realidades de negócios.

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    Estudo global do IEEE destaca importância da IoT em 2021

    Inteligência Artificial e Machine Learning (32%), 5G (20%) e Internet das Coisas (14%) são os destaques para as inovações de 2021, segundo recém-publicado estudo global do IEEE (Instituto de Engenheiros Eletrônicos e Eletricistas), a maior organização técnica e profissional do mundo. A pesquisa foi realizada com cerca de 350 CIOs e CTOs no Brasil, EUA, Reino Unido, China e Índia.

    O estudo revela que o desenvolvimento e a implantação dessas tecnologias devem seguir em ritmo acelerado este ano, dando continuidade ao cenário já verificado em 2020. Em razão do novo coronavírus, os executivos afirmam terem trabalhado com mais intensidade na adoção de Cloud Computing (55%), 5G (52%) e IA (51%) para contornar uma série de restrições impostas pela pandemia.

    A Internet das Coisas (42%) também esteve no centro da estratégia de negócios de diversas empresas, justamente por trazer alternativas inteligentes e compatíveis com as novas regras de distanciamento social. Além disso, a IoT tem sido fundamental para garantir o rastreamento e o controle remoto de uma série de processos, pessoas, serviços e produtos, especialmente em tarefas industriais e de logística.

    “Com a digitalização de processos e a aplicação de tecnologias, teremos um campo enorme de inovação em 2021. Quando foi introduzido o 4G, muitos novos aplicativos e serviços foram criados, e agora poderemos extrapolar isso com o 5G, que disponibiliza maior velocidade de conexão, maior quantidade de dispositivos conectados e mais dispositivos conectados por área geográfica”, destaca Wilson Cardoso, membro do Instituto dos Engenheiros Eletrônicos e Eletricistas (IEEE).

    Estudo revela projeções específicas para o Brasil

    Os dados do IEEE apontam um cenário bastante estimulante para o desenvolvimento tecnológico do Brasil em 2021. Entre os principais destaques da pesquisa, estão:

    • 66% dos CTOs e CIOs acreditam que a Internet das Coisas (IoT) será uma das tecnologias mais importantes em 2021;
    • 40% afirmam que a adoção (ou expectativa de) do 5G acelerou devido à pandemia e, para 26%, será uma das principais tecnologias em 2021;
    • 86% dos executivos afirmam estarem dispostos a trabalhar lado a lado de um robô, sendo 38% a favor deles para a exploração científica e 16% para uso específico em cuidados hospitalares.

    Veja também:
    Confira 6 vezes em que a Internet das Coisas foi destaque em 2020

    No final de 2020, avanços tributários importantes foram sancionados no Brasil, com impacto direto na redução dos custos das soluções de Internet das Coisas. As medidas prometem romper algumas barreiras que há anos inviabilizavam a escalabilidade de uma série de projetos de IoT, acelerando a transformação digital do país.