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Gateways IoT: a ponte para a conectividade celular

O ecossistema da Internet das Coisas (IoT) tem sido cada vez mais explorado por diferentes verticais de mercado com o intuito de extrair o máximo proveito dos dados gerados durante o processo produtivo.

Ao interligar uma série de tecnologias, como as de Cloud, Edge, Big Data e Inteligência Artificial, a IoT viabiliza a comunicação entre diferentes equipamentos, máquinas, controladores, sensores e outros dispositivos, de tal modo a construir um fluxo inteligente de informações, de ponta a ponta.

Nesse trajeto, os gateways IoT são responsáveis por viabilizarem a comunicação entre os sensores e a nuvem, atuando como o iniciador da cadeia de comunicação em Internet das Coisas.

Ainda, realizam o processamento inicial de dados, otimizando toda a cadeia de comunicação subsequente, até os sistemas de gestão integrada (SGI).Mais do que isso, com um ambiente de conectividade cada vez mais complexo, marcado por diferentes protocolos e uma vasta gama de sensores, atuadores, transmissores, etc, os gateways reduzem complexidades, permitindo uma comunicação harmônica e eficaz entre os dispositivos conectados.

Em outras palavras, os gateways são os tradutores universais da cadeia de IoT, sintonizando diferentes redes e equipamentos, independentemente do protocolo, arquitetura e ambiente que os regule.

Gateways IoT X Tecnologia Celular X Redes capilarizadas de energia elétrica

As redes celulares têm sido amplamente utilizadas para viabilizar as smart grids. Dada sua grande cobertura geográfica, elevada confiabilidade, segurança e disponibilidade, a tecnologia é ideal para aplicações que não podem falhar, como o processo de distribuição de energia.

Com o incremento e crescente incorporação das vertentes LTE específicas para soluções distribuídas e escaláveis (NB-IoT e Cat-M), foi possível incorporar milhões de dispositivos ao ecossistema das redes inteligentes, o que é fundamental para elevar o controle e gerenciamento digital dos sistemas.

Essas novas tecnologias, além de viabilizarem o adensamento das redes, ainda permitiram elevar o tempo de vida útil das baterias dos dispositivos, sobretudo nas chamadas aplicações de última milha, mais próximas do consumidor final. Por sinal, a crescente incorporação das redes LTE-LPWA (low power wide area) tem acelerado o processo de redução de custos associados à aplicação da tecnologia celular, de tal modo que sua incorporação, especialmente na interface com o consumidor final, é uma tendência com forte crescimento para os próximos anos.

Em cenários capilarizados, onde a rede celular ainda não é aplicável ponta a ponta, a incorporação de gateways IoT é essencial como uma solução de agregação das mais diferentes tecnologias de conectividade. Isso porque os gateways permitem a reutilização de funções e ativos celulares (com todos os requisitos de segurança e capacidade de gerenciamento em escala de dispositivos) sem exigir que cada elemento da rede seja efetivamente habilitado para celular.

Como exemplo, temos uma situação em que um medidor inteligente numa residência pode se comunicar via Bluetooth com um gateway principal e, a partir dele, conectar-se com o servidor de uma aplicação via rede LTE-LPWA.

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Além disso, por serem extremamente versáteis, os gateways IoT podem ser utilizados tanto em aplicações simples, quanto em ecossistemas bastante complexos, conectando não apenas os equipamentos entre si, mas redes inteiras umas com as outras.

Nesse último cenário, falamos de milhares de dados gerados a cada segundo, o que exige um processamento extremamente robusto. Além disso, com a capacidade de filtragem inteligente, os gateways IoT (de borda) atuam como um importante otimizador de dados, enviando para a nuvem apenas aquilo que seja de fato relevante para a tomada de decisão. Com isso, diminui-se o volume de dados processados e, por extensão, otimiza-se a largura de banda necessária nas operações.


[Descarbonização]: 38% da energia elétrica produzida em 2021 foram de fontes limpas

A onda de descarbonização da energia elétrica segue em ritmo acelerado. Prova disso são os dados recém-divulgados na última edição do Global Electricity Review, em que foram analisados 209 países, entre os anos de 2000 e 2021. Em conjunto, esse grupo corresponde a 93% da demanda energética do planeta.

Em um cenário global de crescente demanda por energia, é fundamental garantir meios de se viabilizar o crescimento sustentável das economias e sociedades sem grande comprometimento do meio ambiente.

De 2020 para 2021, o mundo consumiu 5,4% mais energia (o que equivale a 1,414 TWh). O número, que a primeira vista pode não ser tão expressivo, é a maior taxa verificada desde 2010. Ele representa, nada mais, nada menos, que toda a eletricidade consumida pela Índia e seus mais de 1.3 bilhão de habitantes. A China, sozinha, demandou 13% mais energia, se compararmos com os índices apontados em 2019.

O mundo a caminho da descarbonização

Em 2021, o mundo alcançou 38% de toda a energia elétrica produzida provenientes de fontes limpas, sendo as fontes eólica e solar responsáveis por 10% do montante. A marca é inédita e supera em mais de 100% os valores mensurados seis anos antes, quando da ocorrência da assinatura do Acordo de Paris.

Por sinal, para que seja possível manter a meta de aquecimento global em apenas 1.5 graus Celsius, até 2030, a energia solar e a eólica deverão manter a mesma taxa de crescimento apresentada na última década, ou seja, 20% ao ano. Um desafio nada fácil.

Descarbonização

O Brasil é um dos grandes destaques do relatório, com 13,3% da matriz energética vindos das fontes eólica (11,3%) e solar (2%). A principal fonte segue sendo a das hidrelétricas, com 58,1% de participação, seguida pelo gás natural (12,2%). O país está inserido no grupo de outras 49 nações que já conseguem gerar mais de 10% da eletricidade a partir das fontes eólica e solar.

Aspectos não positivos apresentados no relatório

Entre os dados não tão positivos apontados pelo relatório, dois chamam a atenção.

O primeiro refere-se ao expressivo aumento de 9% na produção de energia a partir de carvão, apenas em 2021. A taxa é a maior desde 1985 e está 2% acima do último recorde, registrado em 2018. Com esses novos números, 36% de toda a eletricidade gerada no mundo vem de uma fonte nada sustentável, uma realidade que pode se agravar ainda mais com a escalada dos preços do gás em razão do conflito entre Rússia e Ucrânia.

O segundo dado preocupante abrange especificamente o setor elétrico, que cresceu em 7% a taxa de emissão de CO2, no ano passado. Foram mais 778 milhões de toneladas do gás emitidos à atmosfera, dificultando o atingimento das metas de sustentabilidade estipuladas pelo acordo de Paris.

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Smart Grids pela descarbonização e combate a perdas de energia

Justamente para reverter esse quadro, as Smart Grids impõem-se como a solução mais avançada para a descarbonização das redes de energia elétrica, com vistas a fomentar a produção de energia limpa.

GT 41: medição e distribuição inteligente de energia elétrica

Projetado para atender às necessidades das empresas do setor elétrico, o GT 41 é o controlador programável multiprotocolo ideal para soluções de gestão automatizada da medição e telecontrole de redes de transmissão e distribuição.

Utilizado para fazer interface com elementos em campo, permitindo sua supervisão, controle e visualização, através da recepção e transmissão de dados sem fio via redes celulares, o GT 41 possibilita a digitalização de medidores, transformadores, religadores, inversores, painéis elétricos, controladores e demais elementos do setor de utilidades e diversos outros segmentos de negócios.

Com grande capacidade de processamento e memória, o GT 41 pode ser integrado a qualquer dispositivo eletrônico através de diferentes protocolos. Seu software embarcado pode ser substituído remotamente, possibilitando constante upgrade de suas aplicações.

Sua elevada autonomia de funcionamento, comunicação garantida por bateria incorporada, além dos sensores de presença de tensão constituem um grande diferencial para a detecção de perdas comerciais e para a gestão da qualidade do fornecimento de energia.

 


Benefícios da IoT

Como superar o dilema escalabilidade X consumo de energia?

Um dos maiores benefícios da IoT é sua capacidade de alcançar lugares cada vez mais remotos via dispositivos inteligentes e edge computing. Por outro lado, a dificuldade de acessar esses locais e cumprir a rotina de manutenção pressupõe superar o desafio de garantir o fornecimento de energia constante para os dispositivos.

Substituir baterias de milhares de devices é uma tarefa bastante custosa, que pode inclusive inviabilizar muitos projetos de Internet das Coisas. A situação torna-se ainda mais crítica quando falamos de aplicações em locais de difícil acesso, como alguns cenários rurais, plataformas petrolíferas, fazendas eólicas ou mesmo linhas de transmissão de energia em áreas remotas.

Atualmente, já estão disponíveis no mercado diversas tecnologias que buscam elevar a autonomia dos sistemas de IoT. Entretanto, com a ascensão exponencial do número de dispositivos, o gerenciamento e o fornecimento de energia ainda representam um grande desafio a ser superado.

Internet das Coisas: maior ou menor consumo de energia?

Uma das mais importantes finalidades da Internet das Coisas é elevar a eficiência energética de equipamentos e processos inteiros através do monitoramento inteligente, diminuindo os custos de operação e a pegada ambiental. Por outro lado, o crescente número de dispositivos projetado para os próximos anos (mais de 50 bilhões nos próximos anos, segundo o Grupo de Internet das Coisas da Cisco) representa uma elevação importante no consumo de energia.

Segundo um estudo comandado por Anders S.G. Andrae, da Huawei, se não houver avanços significativos em eficiência energética, as indústrias de Tecnologia da Informação & Comunicação (TIC) poderiam consumir 20% de toda a eletricidade do mundo, até 2025, e serem responsáveis por até 5,5% das emissões de carbono.

benefícios da IoT
Fonte: "Total Consumer Power Consumption Forecast", Anders S.G. Andrae

Para superar essa aparente trade-off entre o aumento no número de dispositivos de IoT e a necessidade (social e ambiental) de diminuir o consumo de energia, as Smart Grids, por exemplo, já são capazes de gerenciar sistemas de geração e distribuição bastante inteligentes. Elas contam com tecnologias de balanceamento e queda de tensão, corte de picos e armazenamento de energia, que ajudam a equilibrar a intermitência da geração renovável com as demandas que os consumidores colocam sobre as redes.

Design Inteligente de Hardware: garantia de menor consumo de energia

A dissipação de energia durante o trabalho dos microprocessadores dos dispositivos de IoT é um outro fator que diretamente impacta a eficiência energética.

Por essa razão, o design de hardware está diretamente ligado à capacidade de ampliar os benefícios da Internet das Coisas, sobretudo no que se refere ao desafio de implementar um sistema integrado com um maior número de transistores, sem perder de vista a relação sustentável do consumo de energia.

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O crescimento na quantidade de transistores está diretamente ligado à expansão dos dispositivos conectados de IoT, e seu custo de fabricação é cada vez menor. A The Economist apresentou uma comparação pela qual seria possível produzir até 125.000 transistores com o preço de um único grão de arroz. Se atualizarmos essa proporção a valor presente, certamente o número será ainda mais impressionante.

Vendas de transistores (escala mundial)

transistores
Fonte: Statista 2021

Em razão dessa elevada demanda e do baixo custo de produção, a necessidade de otimizar a quantidade de transistores incorporados a um projeto de IoT não era considerada um grande problema. Entretanto, o crescimento exponencial dos dispositivos nos últimos anos fez com que o consumo de energia dos sistemas passasse a ser considerado com muito mais atenção. Por sinal, quanto maior o consumo, menor tende a ser a vida útil das soluções.

Como consequência, o planejamento dos projetos de Internet das Coisas atuais atenta-se fortemente aos fatores que podem elevar a dissipação de energia. O design de hardware e o número de transistores incorporados aos sistemas são apenas um dos aspectos analisados para otimizar a performance global dos sistemas.

Sistemas de IoT autossuficientes: uma realidade cada vez mais próxima

Um sistema de IoT ideal é aquele capaz de manter a própria autonomia energética. Embora ainda não seja uma realidade prática no mercado, estamos cada vez mais próximos de atingir esse cenário, haja vista uma série de inovações que estão surgindo nos últimos anos.

Segundo Andy Stanford-Clark, CTO da IBM na Irlanda e Reino Unido, devemos esperar cada vez mais dispositivos que consigam se alimentar com a energia do ambiente, tal como ondas de rádio, vibrações de máquinas, veículos, calor e energia solar.

Espera-se com isso que a demanda de energia para manter os dispositivos funcionando caia ao longo do tempo e a troca de baterias seja cada vez mais espaçada (hoje já são comuns baterias com duração superior a 10 anos).

Além disso, a expansão no uso de sistemas de comunicação de baixa potência, como redes celular LTE NB-IoT e Cat-M também têm contribuído para desafogar o consumo de energia sem comprometer a performance.

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A implantação de dispositivos inteligentes é outro fator que está diretamente ligado ao aumento de performance operacional. São inúmeros os casos práticos que comprovam sua capacidade de reduzir o desperdício de energia, sobretudo em ambientes industriais, através da otimização de processos.

Esses equipamentos podem ser acoplados a ativos de chão de fábrica, por exemplo, e permitem que a empresa colete dados em tempo real, interconectando toda a cadeia produtiva a sistemas inteligentes de IoT. Com isso, cria-se uma imagem tridimensional da instalação operacional, tornando muito mais fácil o controle de atividades e a correção de desvios.

Os dispositivos inteligentes, via sensores incorporados, estão diretamente ligados à maximização dos benefícios da Internet das Coisas. Eles monitoram uma variedade de funções, como o uso de iluminação, temperatura, umidade e níveis de atividade das máquinas. Quando integrados a um sistema finamente desenhado para otimizar a eficiência energética, eles potencializam resultados não apenas em termos de redução de custos, mas também de geração de receita e, claro, sustentabilidade.

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software hardware

Middleware de IoT: a ponte para a digitalização

Um middleware de IoT pode ser definido como um (pacote de) software que atua na interface entre os componentes do ecossistema de Internet das Coisas, viabilizando a comunicação entre esses elementos, com o objetivo de integrar sistemas heterogêneos e intermediar as aplicações e o sistema operacional.

Como os cenários de IoT são sempre bastante complexos, envolvendo diferentes protocolos de comunicação e aplicações das mais diversas, o middleware de IoT realiza uma ponte entre diferentes hardwares e softwares, atuando como uma camada oculta de tradução que abstrai as heterogeneidades existentes na comunicação distribuída.

Essa abstração é essencialmente necessária quando pensamos em uma solução holística de IoT, que precisa "conversar" da maneira mais simples possível com diversos tipos de sistemas pertencentes a variadas companhias, inclusive lidando com cenários de obsolescência.

Middleware de IoT Conera™

Análoga à ideia da ponte, os middlewares também costumam ser chamados de "encanamentos ou túneis". Eles conectam as aplicações, viabilizando o transporte e o gerenciamento dos dados para os ativos remotos que compõem as soluções de Internet das Coisas.

Uma outra característica fundamental do middleware de IoT relaciona-se à sua capacidade de escalabilidade, algo fundamental em um cenário de rápida ascensão no número de aplicações, dispositivos em campo e, por consequência, dados em circulação.

Estamos falando de soluções que devem suportar milhões de ativos comunicando-se ao mesmo tempo, para as quais o uso otimizado e inteligente do plano de dados implica diretamente a viabilização de soluções com custos mais baixos e, portanto, verdadeiramente escaláveis.

Qual o papel do middleware de IoT nas utilities de energia?

O processo de digitalização das utilities de energia está longe de ser simples. Com um ecossistema bastante difuso e distribuído, o caminho entre a produção e a distribuição e o consumo de energia envolve um número bastante expressivo de dispositivos espalhados em campo e uma série de sistemas que gerenciam esses dispositivos.

Muitas vezes, cada um desses sistemas opera em um cenário com requisitos de comunicação e protocolos de conectividade bastante específicos, isso sem contar o desafio de integrar toda essa cadeia de modo a construir um processo de coleta, transmissão e processamento de dados verdadeiramente eficiente.

Justamente para lidar com esse vasto cenário de complexidades, a atuação do middleware de IoT é fundamental para reduzir o tempo de integração e manutenção de todos os sistemas envolvidos nas operações.

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Mais do que isso, um middleware future-proof é capaz de garantir que os produtos e serviços que uma concessionária de energia venha a desenvolver no futuro sejam totalmente compatíveis com os sistemas e dispositivos atuais.

lsso é fundamental para viabilizar a escalabilidade das soluções, não apenas em termos técnicos, mas também financeiros, já que seria inviável substituir milhões de dispositivos espalhados em campo toda vez que uma evolução tecnológica fosse incorporada.

Conera™: Middleware de IoT da V2COM

 

 

Baseado em um conjunto de patentes, o pacote de software foi desenvolvido para atender à totalidade dos fatores que impactam diretamente no sucesso das soluções de IoT.

Ao se comunicar com os sistemas operacionais mais utilizados no Ecossistema de Internet das Coisas, o Conera™ elimina as complexidades das variáveis de Hardware, gestão e comunicação de dados, o que expande suas possibilidades de aplicação, de forma flexível e segura.

Saiba mais sobre o Conera™, clicando aqui.


redes celulares privativas

Redes celulares privativas: incremento em segurança e controle

Quando falamos em conectividade, especialmente em aplicações sensíveis como as relacionadas às utilities de energia, gás, água ou mesmo à indústria 4.0, imediatamente pensamos nos desafios de segurança para proteger os dados em trânsito. À medida que o número de terminais de IoT cresce mundo afora e, por consequência, o volume de informações captadas, transmitidas e processadas, torna-se fundamental contar com tecnologias de conectividade que enderecem o máximo de segurança às aplicações.

Por essa e outras razões, as redes celulares privativas (sobretudo no contexto de expansão do 5G) oferecem uma arquitetura capaz de mitigar ataques maliciosos e salvaguardar com mais robustez processos inteiros e as operações críticas desempenhadas pelas empresas.

Comparada à tecnologia Wi-Fi, por exemplo, as redes celulares privativas viabilizam o gerenciamento centralizado dos dispositivos conectados, o que também garante mais segurança.

O padrão 5G, em especial, facilita a base de segurança dessa arquitetura. Uma das razões está no uso de dados criptografados e mecanismos adicionais de proteção que evitam vazamentos e diminuem interferências.

Ganhos com redes privativas: segurança, flexibilidade e controle

Em linhas gerais, uma rede integralmente privativa não interage com a internet pública, oferecendo um canal seguro de transmissão de dados de forma independente e isolada. Dispositivos não autorizados não podem acessar a rede privativa, de tal forma que as organizações conseguem otimizá-la de forma mais flexível, proteger dados com mais efetividade, executar melhor gerenciamento de custos e ainda cumprir SLAs acordados com clientes.

Dados recentes publicados pela GSMA mostram que cerca de 25% das empresas entrevistadas buscaram cobertura local customizada em 2020, sendo que 88% delas ou já investiram em arquiteturas privativas ou irão fazê-lo ainda no curto prazo.

Redes Privativas
Fonte: GSMA Enterprise

Voltando o olhar para as utilities, por exemplo, a construção de soluções confiáveis com base em tecnologias de comunicação estruturalmente seguras é algo que impacta diretamente a eficiência da operação, o monitoramento e o controle dos ativos em campo.

Especialmente no que tange a distribuição de energia, a viabilização das chamadas smart grids através das tecnologias digitais ganha ainda mais velocidade com redes celulares privativas. Na frente AMI (Advanced Monitoring Infrastructure), por exemplo, a leitura de consumo, geração e ingresso de energia de produção distribuída passa a ocorrer em tempo real. Já na frente, DA (Distributed Automation), a automação transforma as rotinas de ligação, desligamento e religação dos circuitos, tornando-as 100% remotas, mais seguras e velozes.

Com as faixas exclusivas para redes privativas, as utilities podem criar redes próprias, o que confere muito mais confiabilidade à transmissão, ajustes mais finos dos serviços contratados, além de ganhos bastante expressivos em eficiência operacional, controle de perdas e atuação proativa contra incidentes ao longo das redes.

No ambiente industrial, por sua vez, ganhos obtidos com o uso de redes celulares privativas permitem liberar o potencial represado da automação 4.0, garantindo melhor orquestração dos equipamentos e sistemas e, por consequência, crescimento mais acelerado dos negócios.

Com acesso restrito apenas a pessoas autorizadas que compõem a empresa detentora da rede, toda e qualquer informação vinculada ao negócio fica restrita ao ambiente limitado de operação.

Mais do que isso, esse maior controle e gerenciamento dos dados oferece ainda outras vantagens importantes, como a categorização de tráfego de acordo com a prioridade estabelecida pelas operações e um suporte muito mais ágil e efetivo.

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[Dados] Tecnologias digitais descomplicam gerenciamento de energia

Em termos práticos, isso significa que ao realizarem atividades relacionadas diretamente com a empresa, os colaboradores acessam diretamente o core da rede. Mas quando estiverem em ações paralelas, não ligadas ao trabalho, o fluxo dos dados vai para um outro caminho. Como consequência, temos a garantia de uso otimizado e seguro de dados, melhorando latência, capacidade e performance.

Por essa razão, a migração para redes celulares, especialmente diante da expansão do 5G, é um importante passo que as empresas estão tomando na tentativa de atender a todos esses requisitos, oferecendo serviços sempre disponíveis e confiáveis.

Conera™: a camada adicional de segurança em IoT da V2COM

O Conera™ é o middleware da V2COM para aplicações em Internet das Coisas plenamente compatível com o 5G

Baseada em um conjunto de patentes, o Conera™ foi desenvolvido para atender à totalidade dos fatores que impactam diretamente no sucesso das soluções de IoT.

Ao se comunicar com os sistemas operacionais mais utilizados no Ecossistema de Internet das Coisas, o Conera™ elimina as complexidades das variáveis de Hardware, gestão e comunicação de dados, o que expande suas possibilidades de aplicação, de forma flexível e segura.

O Conera™ se responsabiliza pelas particularidades de cada meio de comunicação e também por como fazê-las com as propriedades de segurança necessárias. Assim, para as aplicações, basta se preocupar em montar e processar os dados.

Saiba mais do Conera™, clicando aqui.


3 D's

Como a tecnologia viabiliza os 3 D's do setor elétrico?

A rápida transformação pela qual tem passado o sistema elétrico brasileiro nos últimos anos está diretamente ligada ao conceito dos 3 D's: descentralização, descarbonização e digitalização das redes.

Em linhas gerais, o movimento vai na direção de viabilizar novas frentes de geração e distribuição de energia (descentralização), associada à crescente incorporação de fontes mais limpas e renováveis (descarbonização), sem perder de vista a rápida incorporação de novas tecnologias digitais que revolucionam toda a dinâmica dos sistemas (digitalização).

Vamos entender melhor os 3 D's

Descentralização:

Para entender o conceito de descentralização é preciso dar um passo atrás e falar brevemente sobre as Smart Grids (Redes Inteligentes).

As Smart Grids são uma nova arquitetura de redes de energia elétrica, que integra e possibilita ações a todos os usuários a ela conectados. Elas fazem uso de tecnologia de ponta, como a Internet das Coisas (IoT), e permitem a transmissão e a distribuição de energia de forma descentralizada, com base em informações em tempo real ao longo de toda a cadeia.

Segundo a Abradee (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica), as redes elétricas inteligentes devem atender cerca de 74,4 milhões de usuários no Brasil, até 2030.

Esse novo conceito veio da necessidade de agregar mais valor a todo o processo de geração, distribuição e mensuração do consumo de energia. Por muito tempo, o fluxo caminhava em apenas uma direção, pela qual os consumidores assumiam uma posição passiva.

Atualmente, porém, a dinâmica de consumo e geração assumiu um fluxo bidirecional (ou até mesmo multidirecional), fazendo nascer o conceito do prosumidor, ou seja, o ator que consome também pode gerar energia.

A geração distribuída  permite que empresas e residências produzam sua própria eletricidade a partir de fontes renováveis (hidrelétrica, eólica e solar) ou cogeração qualificada (térmica).

O excedente de geração é injetado na rede da distribuidora local e se torna um crédito financeiro para o proprietário do sistema. Assim, se uma família fizer uso de painéis solares, por exemplo, e consumir menos energia do que produz, ela poderá armazenar (e até mesmo vender) o excedente por meio das Smart Grids conectadas à rede elétrica.

Este ano, o Brasil ultrapassou a marca de 9 GW de potência instalada em micro e minigeração distribuída de energia elétrica. Com mais de um milhão de conexões totais, a geração distribuída nacional tem a classe residencial responsável por 3,8 GW, seguida por estabelecimentos comerciais, com 3 GW, meio rural (1,2 GW) e a indústria (0,7 GW).

Entre as fontes dos sistemas de mini e microgeração de eletricidade, a energia solar é a mais presente, representando 97,7% do total, seguida por termoelétrica (1,2%), Central Geradora Hidrelétrica - CGH (0,87%) e eólica (0,18%). Os dados são da Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD)

Descarbonização:

No Brasil, a matriz energética é tradicionalmente limpa, em razão da grande importância que as usinas hidrelétricas desempenham em nosso país. Até a década de 70, elas foram responsáveis pela geração de quase 90% da energia consumida.

Embora ainda extremamente relevantes para o Brasil, as hidrelétricas somam hoje aproximadamente 65% do abastecimento nacional. Isso se deve ao crescimento de novas fontes renováveis alternativas, como a eólica e a solar, que ano a ano ganham cada vez mais espaço.

Projeções indicam que, até 2050, a fonte eólica pode representar até 40% do total produzido de energia no Brasil, seguida pela solar fotovoltaica, com até 12%. Isso em um cenário de demanda por energia três vezes maior que o atual.

Por sinal, a fonte solar está particularmente relacionada ao incremento da energia distribuída no país. Por ser mais barata e demandar infraestrutura de geração não tão custosa como suas alternativas, a energia solar vem se capilarizando rapidamente Brasil afora, permitindo a descentralização do sistema, sobretudo nos cenários residenciais.

A grande questão acerca das novas fontes renováveis é o desafio em garantir seu armazenamento. Diferentemente do que acontece com as hidrelétricas, que comportam o represamento de água, as fontes eólicas e solares ainda trazem consigo a dificuldade de estocarem seu potencial de geração de energia.

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Quais os benefícios da tecnologia celular na telemedição de energia elétrica?

Um outro aspecto fundamental quando falamos em descarbonização está ligado à expansão das redes de distribuição e as tecnologias que garantam sua manutenção com mais celeridade. Isso porque a diminuição das perdas está diretamente ligada à redução de custos e ao uso mais eficiente das fontes de energia, com menos emissões.

Digitalização:

Para finalizar os 3 D's do setor elétrico, o movimento mais revolucionário vem da digitalização das redes que, direta ou indiretamente, acaba acelerando o processo de descentralização e descarbonização.

Redes inteligentes digitalizadas são telemonitoradas em tempo real. Fazem uso de um pacote extenso de tecnologias, como Internet das Coisas (IoT), Big Data, Data Analytics e Inteligência Artificial, capazes de coletar dados e viabilizar o controle e o gerenciamento de todo o sistema elétrico.

Diretamente ligadas ao aumento de eficiência operacional, redução de perdas e incorporação de rotinas de manutenção preditiva, as Smart Grids são compostas por um vasto conjunto de elementos interligados, entre os quais citamos os medidores inteligentes, sistemas de geração distribuída, sistemas de coleta, transmissão e processamento de dados, além de todos os dispositivos inteligentes que garantem e otimizam a conectividade, como gateways inteligentes.

A digitalização da rede elétrica  visa otimizar a gestão do fluxo e consumo de energia, o que leva a uma melhor compreensão da demanda e suas oscilações. Mais do que isso, o gerenciamento digital das linhas garante:

  • o combate eficiente a fraudes e furtos de energia
  • o aumento da segurança dos sistemas
  • o armazenamento de energia em horários de pouca de demanda
  • o aumento da vida útil dos equipamentos e componentes em campo
  • a implantação de rotinas de manutenção preditiva
  • a redução dos tempos de interrupção e falhas de fornecimento.

O processo de digitalização também agrega mais valor ao serviço prestado pelas distribuidoras que, em posse de uma quantidade infindável de dados, podem arquitetar novos modelos de negócios com impacto direto na relação com os consumidores e com o meio ambiente.

Tecnologias V2COM aceleram os 3 D's do setor elétrico

Com 20 anos de história, a V2COM consolidou-se no mercado de Utilities como desenvolvedora e integradora de soluções inteligentes de telemetria e telemedição de energia elétrica. A empresa monitora ativos que somam mais de 30GW de potência instalada e possui em campo quase 2 milhões de dispositivos de Internet das Coisas (IoT).

Com uma oferta baseada em equipamentos e sistemas inteligentes, a V2COM oferece soluções completas que promovem os 3 D's no setor elétrico brasileiro e latino-americano, abrangendo desde os dispositivos à nuvem, com foco em redução de perdas, automação do processo de medição e distribuição de energia e redução de DEC.

O middleware IntelligenceWare Suite IWS™ V2COM, por exemplo, otimiza processos de negócio através da comunicação de máquina a máquina (M2M) por redes sem fio. Foi projetado e desenvolvido para atender às necessidades de empresas que possuem processos distribuídos, como as Utilities de energia.

Já o GT 41, controlador programável multiprotocolo ideal para soluções de gestão automatizada da medição e telecontrole de redes de transmissão e distribuição, foi projetado para atender, entre outras, às necessidades das empresas do setor elétrico.

Utilizado para fazer interface com elementos em campo, permitindo sua supervisão, controle e visualização, através da recepção e transmissão de dados sem fio via redes celulares, o GT 41 possibilita a digitalização de medidores, transformadores, religadores, inversores, painéis elétricos, controladores e demais elementos do setor de utilidades e diversos outros segmentos de negócios.