Agricultura 4.0: integração completa da cadeia produtiva

Agricultura 4.0: integração completa da cadeia produtiva

A Agricultura 4.0 está cada vez mais acessível aos pequenos e médios agricultores, sobretudo de países menos desenvolvidos, justamente aqueles cujas economias são mais dependentes do setor agrícola e, ao mesmo tempo, mais carecem de inovação para elevar a produtividade.

No Brasil, a transformação digital do campo caminha a todo vapor e tem impactado não só a eficiência produtiva das lavouras, mas também levado ao surgimento de novos modelos de negócios. O pequeno/médio agricultor conta hoje com diversas tecnologias financeiramente acessíveis que o ajudam a tomar decisões mais assertivas, administrar a fazenda e automatizar uma série de atividades do dia a dia.

A cadeia de suprimento também se favorece da inovação, tornando-se progressivamente mais coesa e eficiente. Com dados disponibilizados em tempo real e novas tecnologias de conectividade, produtores, distribuidores e varejistas podem desenhar suas atividades e processos de maneira 100% compatível com as oscilações de demanda, evitando desperdícios e custos desnecessários.

Cadeia de Suprimento "On Demand" na Agricultura 4.0

A Agricultura Digital não só impacta os tradicionais modelos de negócios existentes, mas sobretudo cria oportunidades dentro e fora do campo.

As novas tecnologias têm focado sobretudo no usuário final, através do desenvolvimento de soluções com elevado padrão de usabilidade e customização. Desse modo, é possível que o administrador agrícola e sua equipe usufruam de todas as funcionalidades dos sistemas de modo muito mais simples e intuitivo.

https://www.youtube.com/watch?v=rRup4LgcNBk

Hoje, o pequeno/médio agricultor pode alcançar o que há de mais avançado, sem a necessidade de investir pesadamente na expansão de equipes técnicas in-loco, ou mesmo dispender muito tempo e esforço para o aprendizado das novas soluções. Boa parte das tarefas foi delegada às plataformas de Internet das Coisas (IoT), que ajudam na tomada de decisão com base num grande volume de dados obtidos em tempo real.

Ao contrário do que se pode imaginar, a Agricultura 4.0 não produz efeitos apenas no interior das lavouras. Toda a cadeia produtiva conectada ao campo está se beneficiando com a inovação cada vez mais democrática. E isso tem acontecido de três maneiras principais:

Consumo e Produção Sintonizados

A transformação digital no campo garante processos mais inteligentes e articulados sob demanda. A tecnologia permite reduzir o uso de químicos na produção, diminuir os resíduos e aproveitá-los de maneira inteligente, conectando-os a outros processos adjacentes.

Além disso, os ciclos fechados (Closed-Loop), sobretudo na Cadeia de Suprimentos, sintonizam perfeitamente o consumo com a produção, evitando o desperdício ou a falta de alimentos, ambos prejudiciais para a administração financeira das fazendas.

Serviços e Produtos Customizados

Hoje, é plenamente possível que as soluções tecnológicas sejam desenvolvidas "on demand". Isso significa que o agricultor construirá junto ao seu parceiro fornecedor a solução que se encaixe perfeitamente à realidade de sua área de produção.

Mais do que isso, todos os serviços em torno da solução arquitetada (como suporte de atendimento, manutenção, chamados, alertas, alarmes, etc) podem ser configurados para atender com alta especificidade às mais diversas demandas do dia a dia das fazendas.

Troca de Informações ao Longo da Cadeia Produtiva

Cadeias de Suprimento interligadas e conectadas em tempo real permitem trocas de informação e dados fundamentais para o sucesso de todos os players envolvidos nos sistemas agrícolas.

De produtores ao consumidor final, todos se beneficiam com a transformação digital do campo, uma vez que cultivos mais inteligentes garantem produtos de melhor qualidade e mais baratos.

V2COM no Agro

Embora a revolução digital esteja em clara expansão no campo, ainda são poucos os parceiros tecnológicos que oferecem ferramentas com aplicabilidade 360°, capazes de atender as necessidades do agricultor do começo ao fim.

Desde 2002, a V2COM desenvolve soluções de Internet das Coisas, prezando pelo elevado grau de customização e pela adaptabilidade das tecnologias às mais diversas demandas e locais de aplicação. As soluções são completas, unindo Software, Hardware e Serviços.

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WEG se torna sócia majoritária da V2COM

Ao garantir que o Custo da Solução seja sempre menor que o Custo do Problema, a empresa escala resultados em tempo recorde, assegurando que os ganhos financeiros não estejam descolados da inovação.

No campo, a V2COM oferece soluções exclusivas para vencer as barreiras de conectividade, possibilitando que fazendas pouco automatizadas experimentem uma nova realidade produtiva, muito mais eficiente, segura e menos custosa.


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iluminação pública inteligente

Iluminação Pública Inteligente: IoT pela eficiência energética

Iluminação Pública Inteligente: IoT pela eficiência energética

Quando falamos em eficiência energética, ainda há muito espaço para investirmos no Brasil. Apenas para dar um exemplo, em 2016, o Conselho Americano para uma Economia Energeticamente Eficiente (ACEEE) realizou uma análise de políticas e do desempenho de 23 países com maior consumo de energia global.  O resultado? O Brasil ficou na 22º posição, à frente apenas da Arábia Saudita.

Fonte: ACEEE

Dentro do contexto da eficiência energética, a iluminação pública está entre as áreas em que as tecnologias 4.0 desempenham maior impacto, ajudando os sistemas a ficarem mais eficientes, sustentáveis e menos custosos.

Estima-se que, no Brasil, existam ao menos 16 milhões de pontos de iluminação, concentrados especialmente nos espaços urbanos. Nos últimos anos, grande esforço tem sido desempenhado no sentido de substituir as lâmpadas tradicionais por LED, entre 45 e 60% mais eficientes. Mas a inovação promete não parar por aí.

A implantação de sistemas inteligentes de telegestão de iluminação pública é considerada, hoje, uma das portas para o mundo das Smart Cities. Essa revolução está se espalhando rapidamente pelo Brasil e, através do que há de mais avançado em IoT, sensoriamento e análise de dados, promete reestruturar os espaços urbanos, tornando-os mais sustentáveis e seguros.

Vantagens da Iluminação Pública Inteligente

Embora as tecnologias 4.0 estejam amplamente disponíveis no mercado, muitas prefeituras (a quem cabe a gestão da iluminação pública no Brasil) não têm recursos suficientes para incorporá-las por conta própria. Por essa razão, têm sido cada vez mais comuns as chamadas Parcerias Público-Privadas (PPP), pelas quais a iniciativa privada pode contribuir com sua grande capacidade de investimentos de curto prazo e, sobretudo, com o fomento à inovação para atender inúmeras demandas de cunho social, econômico e ambiental.

Apenas para citar alguns exemplos, as novas tecnologias para iluminação pública proporcionam os seguintes benefícios:

  • economia de energia e de recursos financeiros;
  • acionamento e desligamento das redes de iluminação à distância;
  • mensuração de performance e gasto energético;
  • atendimentos aos requisitos da Norma NBR 5101/2018;
  • diminuição dos gastos com manutenção (manutenção preditiva);
  • menor impacto ao meio ambiente;
  • menor poluição luminosa;
  • melhoria na reprodução de cor nos pontos iluminados por meio da tecnologia LED;
  • aperfeiçoamento do uso do espaço público (praças, avenidas, prédios históricos, etc.), através de pontos mais bem iluminados.

V2COM: tecnologia de ponta para Smart Cities

Com o avanço das redes de comunicação no Brasil, cada vez mais estáveis e menos custosas, o processo de modernização da iluminação pública está indo além — muito além — da substituição das lâmpadas tradicionais por tecnologia LED. O grande potencial — na direção do conceito de Smart Cities — reside na inteligência dos sistemas de telegestão que estão sendo construídos, a partir desse contexto mais favorável.

https://www.youtube.com/watch?v=8ud2M_kfzMk

Líder em soluções de IoT e Smart Systems há mais de 18 anos, a V2COM disponibiliza aplicações exclusivas para iluminação pública. O desenvolvimento tanto do hardware de comunicação quanto dos sistemas de telegestão viabiliza a execução de comandos inteligentes à distância, reduzindo consideravelmente o consumo de energia.

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Como exemplo, através da automação de dimmers é possível variar a intensidade da luminosidade de acordo com o anoitecer, inclusive criando-se regras específicas para as diferentes estações do ano.

Os sistemas ainda permitem identificar e antecipar a substituição de lâmpadas, acionar alarmes de segurança, mensurar o consumo de energia, executar acionamento remoto, entre uma série de outras funcionalidades.


Conheça as soluções para Smart Cities da V2COM


maquinário 4.0

Maquinário 4.0: mercado global para agricultura deve dobrar até 2027

Maquinário 4.0: mercado global para agricultura deve dobrar até 2027

A Internet das Coisas (IoT) é um dos pilares da Agricultura 4.0. Ao viabilizar a incorporação de diferentes tecnologias no campo, a IoT não apenas garante aumento de produtividade, mas também redução de custos e do desperdício. O maquinário 4.0 está diretamente relacionado com o aumento da eficiência nas fazendas, uma vez que elas passam a operar com muito mais autonomia e inteligência.

De acordo com a Grand View Research, o mercado global de maquinário de precisão especificamente para a fase de colheita chegará a US$ 22,9 bilhões, em 2027, contra os US$ 11,6 bilhões auferidos em 2019, o que representa um crescimento de 8,6% ao ano. A McKinsey, por sua vez, apresenta dados um pouco mais conservadores: fala em US$ 12,8 bilhões, até 2025.

Entre as razões que prometem impulsionar o setor, destacam-se:

  • aumento na demanda mundial por alimentos
  • maior adoção de colheitadeiras autônomas e robôs para o agronegócio
  • aumento no custo da mão-de-obra devido à escassez de profissionais qualificados

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Irrigação inteligente: precisão no consumo de água pela Agricultura 4.0

O relatório da Grand View também lembra que, nas próximas três décadas, as exigências em prol da sustentabilidade devem provocar mudanças importantes nos métodos tradicionais de cultivo, forçando as fazendas a adotarem ferramentas mais modernas.

Hardware e Software em expansão no Agro 4.0

O maquinário 4.0 responde pela maior participação no mercado de tecnologias para colheita de precisão devido à alta adoção de dispositivos para controle e automação, como sistemas de orientação e direção, Sistema de Posicionamento Global (GPS), sensores e monitores de rendimento.

https://www.youtube.com/watch?v=KB6cvA83u3I

No relatório, esse mercado foi dividido entre hardware, software e serviços. Em 2019, foi o segmento de hardware que liderou em termos de receita, posição que, segundo as previsões, deve ser mantida nos próximos anos. Essa categoria inclui maquinários, sistemas de automação e controle, sensores, gateways, entre outros.

Quanto aos softwares, o segmento deve crescer acima de 11% ao ano, até 2027. Nessa categoria estão tecnologias como IoT, Inteligência Artificial, Machine Learning e Big Data.


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smart city

Como a Internet das Coisas viabiliza as Smart Cities?

Como a Internet das Coisas viabiliza as Smart Cities?

De acordo com recente relatório da Zion Market Research, o mercado de Internet das Coisas (IoT) para Smart Cities foi avaliado em cerca de 79,3 bilhões de dólares, em 2018, e espera-se que atinja aproximadamente 330,1 bilhões de dólares, até 2025.

Fonte: KPMG

As áreas urbanas, hoje, abrigam mais da metade da população mundial. Até 2050, as cidades contarão com mais 2.5 bilhões de novos residentes, conforme projeções da McKinsey.

Fonte: UNPD

Toda essa movimentação pressupõe maior atenção às questões ambientais, bem como ao desenvolvimento de novas infraestruturas que possibilitem acolher um gigantesco número de pessoas de forma sustentável e equilibrada. Para tanto, a Internet das Coisas (IoT) tem se mostrado uma das ferramentas mais poderosas para consolidar e viabilizar as chamadas Smart Cities.

Segundo o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID):

“Uma Cidade Inteligente é aquela que coloca as pessoas no centro do desenvolvimento, incorpora tecnologias da informação e comunicação na gestão urbana e utiliza esses elementos como ferramentas que estimulam a formação de um governo eficiente, que engloba o planejamento colaborativo e a participação cidadã. Smart Cities favorecem o desenvolvimento integrado e sustentável tornando-se mais inovadoras, competitivas, atrativas e resilientes, melhorando vidas.”

Como se nota, o conceito de Cidade Inteligente está diretamente relacionado às iniciativas que priorizam garantir (e aumentar) a qualidade de vida das pessoas. Ao menos 7 aspectos dos espaços urbanos estão diretamente relacionados ao bem-estar populacional:

  • Segurança
  • Tempo
  • Custo de Vida
  • Saúde
  • Meio Ambiente
  • Conectividade
  • Mercado de Trabalho

A Internet das Coisas atua diretamente sobre todos esses aspectos, criando maneiras para as pessoas se relacionarem entre si e com o ambiente urbano. Ela é capaz de organizar a dinâmica socioambiental e evitar que o boom populacional se transforme numa completa desordem.

Para tanto, a IoT se apóia em um ciclo processual que, de forma simplificada, pode ser descrito em quatro grandes etapas: a Coleta de Dados, a Transmissão de Dados, a Análise de Dados e, por fim, a Tomada de Decisão Inteligente.

Cada vez que esse ciclo é fechado, ações corretivas e preditivas são propostas, de tal modo que o ciclo subsequente sempre será mais bem articulado.

Smart Cities: descarbonização das redes de energia

Existe um consenso na comunidade internacional de que as metas do Acordo Climático de Paris (2015) jamais serão alcançadas sem que ações sejam tomadas no âmbito das cidades. Como visto, é nelas que está a maioria da população global e, por consequência, onde se concentram enormes quantidades de resíduos, emissões de gases poluentes, desperdício de água e eletricidade.

Na luta para diminuir a pegada ambiental das Smart Cities, a tecnologia é uma das principais aliadas. A descarbonização das redes elétricas, por exemplo, tornou-se um dos objetivos mais importantes dentro das iniciativas para modernização das redes de geração e distribuição de energia elétrica. Hoje, as empresas do setor empenham-se para reestruturar suas redes, com vistas a viabilizar a geração distribuída, de tal forma que permitam agregar fontes renováveis (como a solar e a eólica), com zero emissão de CO2.

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Para integrar os recursos energéticos distribuídos, essas redes precisam de medidores inteligentes, capazes de reagir a problemas de intermitência, através do isolamento de certos pontos da linha de transmissão, por exemplo. Com isso, as distribuidoras devem não apenas levar em consideração a carga de seus consumidores, mas também contar com um sistema estruturado para receber as injeções de potência realizadas pelos empreendimentos de micro e mini geração distribuída, conectados à rede.

A McKinsey defende que, até 2030, as Smart Cities poderão alcançar uma formatação de grids composta por 50 a 70% de fontes renováveis de energia. Nesse cenário, teríamos algo entre 35% e 45% menos emissões de CO2, a um custo tão baixo quanto $40 a $80 por megawatt / hora. (Os dados referem-se ao relatório "Focused acceleration: a strategic approach to climate action in cities to 2030")

Iluminação Pública Inteligente: garantia de eficiência energética

Estima-se que, no Brasil, existam ao menos 16 milhões de pontos de iluminação, concentrados especialmente nos espaços urbanos. Nos últimos anos, grande esforço tem sido desempenhado no sentido de substituir as lâmpadas tradicionais por LED, entre 45% e 60% mais eficientes. Mas a inovação promete não parar por aí.

A implantação de sistemas inteligentes de telegestão de iluminação pública é considerada, hoje, uma das portas para o mundo das Smart Cities. Essa revolução está se espalhando rapidamente pelo Brasil e, através do que há de mais avançado em IoT, sensoriamento e análise de dados, promete reestruturar os espaços urbanos, tornando-os mais sustentáveis e seguros.

https://www.youtube.com/watch?v=8ud2M_kfzMk

Embora as tecnologias 4.0 estejam amplamente disponíveis no mercado, muitas prefeituras ( a quem cabe a gestão da iluminação pública no Brasil) não têm recursos suficientes para incorporá-las por conta própria. Por essa razão, têm sido cada vez mais comuns as chamadas Parcerias Público-Privadas (PPP), pelas quais a iniciativa privada pode contribuir com sua grande capacidade de investimentos de curto prazo e, sobretudo, com o fomento à inovação para atender inúmeras demandas de cunho social, econômico e ambiental.

Apenas para citar alguns exemplos, as novas tecnologias para iluminação pública proporcionam os seguintes benefícios:

  • economia de energia e de recursos financeiros;
  • acionamento e desligamento das redes de iluminação à distância;
  • mensuração de performance e gasto energético;
  • atendimentos aos requisitos da Norma NBR 5101/2018;
  • diminuição dos gastos com manutenção (manutenção preditiva);
  • menor impacto ao meio ambiente;
  • menor poluição luminosa;
  • melhoria na reprodução de cor nos pontos iluminados por meio da tecnologia LED;
  • aperfeiçoamento do uso do espaço público (praças, avenidas, prédios históricos, etc.), através de pontos mais bem iluminados.

A atuação dos governos é fundamental para viabilizar as Smart Cities

A revolução digital das cidades requer não apenas investimentos em inovação, mas também o suporte político-administrativo dos governos. Eles são importantes para fomentar as melhorias necessárias em infraestrutura (como conectividade) e também para redesenhar regulamentações mais modernas e compatíveis com a inovação, sobretudo no que se refere a questões fiscais e de acesso à informação.

No Brasil, a consolidação desse novo conceito de gestão pública é coordenado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), que  lidera a Câmara Nacional de Cidades Inteligentes. Essa, por sua vez, será responsável por reunir e congregar os interesses dos demais ministérios e setores representativos (incluindo a sociedade civil e o setor privado) no que tange o desenvolvimento das Smart Cities.

Em 2019, a quinta edição do Ranking Connected Smart Cities colocou Campinas em primeiro lugar nacional, como a cidade mais inteligente. Nos anos anteriores a liderança ficou com Rio de Janeiro, em 2015, com São Paulo, em 2016 e 2017 e com Curitiba, em 2018.

Campinas, referência em universidades de ponta, apresenta quase 25% dos empregos formais ocupados por profissionais com ensino superior, sendo 5,2% das vagas inseridas no setor de Tecnologia da Informação.


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IIoT-e-sustentabilidade

IoT e sustentabilidade: inovação de mãos dadas com o meio ambiente

IoT e sustentabilidade: inovação de mãos dadas com o meio ambiente

IoT e sustentabilidade estão mais próximas do que nunca. Com metas globais cada vez mais exigentes em relação ao meio ambiente e uma sociedade de consumo consciente e engajada, as empresas encontram na inovação uma forte aliada para unir desenvolvimento e responsabilidade socioambiental.

Nos últimos anos, muitas corporações estabeleceram como meta o fomento a iniciativas que reduzam o uso indiscriminado de recursos naturais, com vistas a diminuir a chamada pegada ambiental. Atualmente, considera-se como sustentável aquela empresa que não produz resíduos desnecessários e que consome menos recursos do que é capaz de gerar.

Para cumprir essas metas, um olhar mais atento às novas tecnologias disponíveis no mercado possibilitou resolver impasses que, até pouco, eram tidos como insolúveis ou incompatíveis com os negócios.

Como a IoT pode tornar uma empresa sustentável?

A Internet das Coisas (IoT) oferece uma série de possibilidades para que as empresas ajustem seus processos aos mais modernos padrões de sustentabilidade.

Em 2018, o Fórum Econômico Mundial publicou um documento (Internet of Things Guidelines for Sustainability) no qual 643 aplicações de IoT foram analisadas. Ao menos 84% delas estariam em concordância com os objetivos da ONU ligados ao desenvolvimento sustentável.

Fonte: Future of Digital Economy and Society System Initiative
Fonte: Future of Digital Economy and Society System Initiative

Esse documento corroborou a ideia de que a inovação, mais do que necessária, é imprescindível para que as metas globais em prol do meio ambiente sejam atingidas. E, para tanto, será fundamental a adesão e o engajamento das empresas, cujos investimentos poderão finalmente aproximar IoT e sustentabilidade na prática.

Até 2050, a população deve crescer em 3 bilhões

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD) publicou um estudo falando sobre as megatendências dos próximos 50 anos, em relação a questões políticas, ambientais, sociais e econômicas. As previsões, infelizmente, não parecem muito animadoras, sobretudo se uma rápida mudança na conduta ambiental não estiver no radar dos governos e empresas.

Segundo a OECD, em 2050, o mundo contará com mais 3 bilhões de pessoas. Por conta disso, não é surpresa que o meio ambiente será sobrecarregado a níveis quase insustentáveis.

https://www.youtube.com/watch?v=Ehhi2i1Ib20

Se nada for feito a tempo, a ascensão do consumo de água e combustíveis, das zonas de plantação e pecuária, da poluição do ar e de uma série de outras questões deve ocasionar prejuízos irreversíveis à natureza e às sociedades. Somente em relação à demanda por água, o estudo indica aumento de 50% para uso social e 400% para o manufatureiro, tomando-se como base os dados do ano 2000. No que tange ao consumo de eletricidade, esperam-se 140% de aumento na demanda.

Esses breves dados já estimulam muitos centros de pesquisa, governos e empresas mais engajadas a entenderem na IoT não apenas uma maneira de elevar a produção e otimizar processos — tornando-os financeiramente mais atrativos —, mas sobretudo uma enorme oportunidade de agregar valor à causa ambiental.

As tecnologias limpas (CleanTech) são a grande tendência para os próximos anos e, embora 2050 ainda pareça distante, os efeitos danosos ao meio ambiente são cumulativos e sua recuperação ocorre de maneira muito mais lenta que seu prejuízo.

Agricultura: responsável por 70% do consumo de água mundial

A agricultura é certamente um dos setores em que IoT e sustentabilidade têm maior potencial de sinergia. Dados da ONG World WildLife Fund (WWF) mostram que 70% de toda a água consumida no mundo provêm da agropecuária, mais que o dobro necessário para as atividades manufatureiras e civis. Muitas áreas de cultivo ainda não contam com sistemas inteligentes de irrigação, nem são capazes de identificar vazamentos de água.

As soluções de IoT já se provaram fortes aliadas para a resolução desses problemas. A tecnologia permite integrar, entre outros, sensores de umidade que avaliam o exato momento para que todo o sistema de irrigação seja acionado. Além disso, ela permite averiguar em tempo real o consumo de água nas lavouras, detectando qualquer vazamento ou fraude que sobrecarregue o abastecimento.

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O armazenamento e o transporte dos alimentos também estão intimamente ligados a um dos grandes problemas da atualidade: o aquecimento global. Pesquisas da ONU indicam que ao menos 1/3 da produção agrícola mundial é danificada ou estragada antes de chegar ao consumidor final. Por essa razão, todos os dias, toneladas de alimentos são depositadas em lixões, emitindo enormes quantidades metano ao meio ambiente. Nos Estados Unidos, por exemplo, 25% das emissões do gás devem-se à decomposição de insumos alimentícios que são descartados.

Novamente, a tecnologia pode ser aplicada nesse contexto para mitigar a pegada ambiental, com impacto positivo direto no ar atmosférico e nas sociedades, sobretudo aquelas que ainda sofrem com a fome em massa. O monitoramento e o controle da temperatura dos caminhões de transporte podem facilmente ajustar as melhores condições para a conservação dos alimentos. Além disso, o acompanhamento em tempo real das cargas permite rastreá-las e detectar com agilidade qualquer acidente ou roubo que, porventura, aconteça.

IoT e sustentabilidade: um mercado de trilhões

É importante destacar ainda que a aplicação sustentável da tecnologia não apenas traz os resultados ambientais e sociais acima mencionados, mas também impacta financeiramente a economia global. Afinal, desenvolvimento sustentável não se refere à uma trade-off entre lucros e meio ambiente, muito pelo contrário.

A Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento afirmou que, até 2030, mais de 26 trilhões de dólares serão gerados globalmente, apenas em razão dos investimentos em tecnologias sustentáveis. A McKinsey, por sua vez, acredita que o impacto da IoT no mundo, até 2025, gerará 11 trilhões de dólares.

Fica claro, assim, que o engajamento das empresas e governos com a inovação, associando-a às causas socioambientais, consolidará ainda mais a sinergia entre IoT e sustentabilidade, gerando renda e desenvolvimento, enquanto reduz a pegada ambiental.


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smart farm

Smart Farms: como a IoT potencializa o setor que nunca para?

Smart Farms: como a IoT potencializa o setor que nunca para?

Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações — hoje Ministério da Ciência e Tecnologia —, o uso de soluções de IoT no agro brasileiro movimentará entre US$ 5 bilhões e US$ 21 bilhões, até 2025. As chamadas smart farms alcançarão aumento de até 25% na produtividade e redução de 20% no uso de insumos. Foram essas as projeções apontadas por uma recente pesquisa da McKinsey encomendada pelo BNDES.

O agronegócio está entre os setores com maior potencial de se transformar a partir da incorporação das novas tecnologias de IoT. Responsável por mais de 23% do PIB brasileiro, de acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), as propriedades agrícolas do Brasil somam hoje uma área que ultrapassa mil campos de futebol.

Mas para que essa revolução de fato aconteça, as operações e atividades do campo precisam a operar cada vez mais de forma integrada e inteligente. Nesse cenário, é possível aumentar a produtividade, reduzir os custos com insumos e diminuir o desperdício.

Parceiro tecnológico: a escolha fundamental para o sucesso

A melhoria da infraestrutura tecnológica do Brasil — como conectividade, penetração móvel, imagens de satélite e alfabetização digital da mão de obra — tem cooperado estruturalmente para que o ecossistema agtech do país seja uma realidade prática. Um número crescente de empresas tem desenvolvido novas soluções para resolver demandas específicas do campo brasileiro.

Mas diante de tantas opções disponíveis no mercado, como o gestor agrícola pode efetivamente avaliar e escolher o melhor parceiro para alavancar a produtividade com tecnologia de ponta?

O primeiro passo é analisar de forma criteriosa as propostas aparentemente simples, que prometam resolver todos os problemas da lavoura com apenas um clique.

Em geral, essas soluções são desenvolvidas de forma monolítica. Em outras palavras, elas buscam padronizar demandas e resolvê-las em massa, sem levar em consideração as inevitáveis particularidades de cada lavoura. Eventuais customizações costumam ser bastante custosas e muitas vezes não conseguem resolver problemas estruturais maiores.

Por essa razão, é imprescindível que os gestores agrícolas considerem o grau de flexibilidade que a solução ofertada apresenta. É ele que garantirá o encaixe perfeito entre a tecnologia e o problema a ser enfrentado.

O foco deve estar em parceiros estratégicos que apresentem capacidade técnica e expertise suficientes para desenvolver sob medida uma série de funcionalidades, além daquelas comumente oferecidas pelo mercado. Afinal, as demandas da fazenda não devem se adequar à solução, mas justamente o contrário

Além disso, é preciso levar em conta o quão integráveis e adaptáveis esses sistemas são, de tal modo que possam "conversar" com o maquinário e sistemas já em uso, sem a necessidade de substituições muito onerosas.

Como a tecnologia pode ajudar as smart farms na prática?

A tecnologia de IoT possui infinitas aplicações no ambiente rural. O monitoramento das frotas, a segurança das smart farms e a reconfiguração/integração de toda a cadeia logística, desde a produção até a entrega dos produtos nos centros distribuidores, são apenas alguns dos exemplos de uso possíveis.

Com o desenvolvimento de sensores cada vez mais avançados, ficou simples coletar e processar um enorme número de dados em tempo real com elevada precisão. Eles podem, por exemplo, disparar alarmes evitando roubo de cabeças de gado à noite e monitorar tanques de combustível para indicar o exato momento para o reabastecimento de tratores e outras máquinas, evitando paradas inesperadas e custosas.

Ainda, quando integrado a sistemas inteligentes, esses dispositivos permitem monitorar a frota e acompanhar remotamente para onde está sendo transportada a produção, de tal forma que qualquer desvio é imediatamente identificado.

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Irrigação inteligente: mercado bilionário impulsionado pela IoT

Todas essas aplicações requerem esforço por parte dos produtores e das cooperativas agrícolas, que precisam estar abertas a mudanças estruturais em seu ambiente de trabalho. Não basta incorporar a inovação de forma desordenada e pontual: a verdadeira transformação digital no campo requer estratégia, olhar global e bastante comprometimento das equipes envolvidas.

V2COM: a solução mais inteligente em IoT

Com mais de 18 anos de história, a V2COM consolidou-se no mercado nacional e internacional por ser um dos poucos fornecedores de soluções de IoT ponta à ponta. Com isso, é capaz de atender as mais diversas especificidades que cada projeto demanda.

Por desenvolver integralmente tanto hardware quanto software, a V2COM alcançou um padrão de tecnologia plenamente compatível com as inovações, integrando-se perfeitamente a diferentes realidades de forma bastante ágil e comprovadamente viável em termos financeiros.

Na frente de smart farms, a V2COM destaca-se, entre outras razões, por vencer de forma inteligente as barreiras de conectividade que ainda comprometem a eficiência das fazendas, garantindo aos gestores agrícolas soluções de alta performance, elevada rentabilidade e precisão na análise de dados.


 Conheça os projetos Agro da V2COM