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IoT e sustentabilidade: inovação de mãos dadas com o meio ambiente

IoT e sustentabilidade: inovação de mãos dadas com o meio ambiente

IoT e sustentabilidade estão mais próximas do que nunca. Com metas globais cada vez mais exigentes em relação ao meio ambiente e uma sociedade de consumo consciente e engajada, as empresas encontram na inovação uma forte aliada para unir desenvolvimento e responsabilidade socioambiental.

Nos últimos anos, muitas corporações estabeleceram como meta o fomento a iniciativas que reduzam o uso indiscriminado de recursos naturais, com vistas a diminuir a chamada pegada ambiental. Atualmente, considera-se como sustentável aquela empresa que não produz resíduos desnecessários e que consome menos recursos do que é capaz de gerar.

Para cumprir essas metas, um olhar mais atento às novas tecnologias disponíveis no mercado possibilitou resolver impasses que, até pouco, eram tidos como insolúveis ou incompatíveis com os negócios.

Como a IoT pode tornar uma empresa sustentável?

A Internet das Coisas (IoT) oferece uma série de possibilidades para que as empresas ajustem seus processos aos mais modernos padrões de sustentabilidade.

Em 2018, o Fórum Econômico Mundial publicou um documento (Internet of Things Guidelines for Sustainability) no qual 643 aplicações de IoT foram analisadas. Ao menos 84% delas estariam em concordância com os objetivos da ONU ligados ao desenvolvimento sustentável.

IoT-sustentabilidade
Fonte: Future of Digital Economy and Society System Initiative

Esse documento corroborou a ideia de que a inovação, mais do que necessária, é imprescindível para que as metas globais em prol do meio ambiente sejam atingidas. E, para tanto, será fundamental a adesão e o engajamento das empresas, cujos investimentos poderão finalmente aproximar IoT e sustentabilidade na prática.

Até 2050, a população deve crescer em 3 bilhões

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD) publicou um estudo falando sobre as megatendências dos próximos 50 anos, em relação a questões políticas, ambientais, sociais e econômicas. As previsões, infelizmente, não parecem muito animadoras, sobretudo se uma rápida mudança na conduta ambiental não estiver no radar dos governos e empresas.

Segundo a OECD, em 2050, o mundo contará com mais 3 bilhões de pessoas, o equivalente a adicionar mais quase metade da população atual. Por conta disso, não é surpresa que o meio ambiente será sobrecarregado a níveis quase insustentáveis.

Se nada for feito a tempo, a ascensão do consumo de água e combustíveis, das zonas de plantação e pecuária, da poluição do ar e de uma série de outras questões deve ocasionar prejuízos irreversíveis à natureza e às sociedades. Somente em relação à demanda por água, o estudo indica aumento de 50% para uso social e 400% para o manufatureiro, tomando-se como base os dados do ano 2000. No que tange ao consumo de eletricidade, esperam-se 140% de aumento na demanda.

Esses breves dados já estimulam muitos centros de pesquisa, governos e empresas mais engajadas a entenderem na IoT não apenas uma maneira de elevar a produção e otimizar processos — tornando-os financeiramente mais atrativos —, mas sobretudo uma enorme oportunidade de agregar valor à causa ambiental. As tecnologias limpas (CleanTech) são a grande tendência para os próximos anos e, embora 2050 ainda pareça distante, os efeitos danosos ao meio ambiente são cumulativos e sua recuperação ocorre de maneira muito mais lenta que seu prejuízo.

Agricultura: responsável por 70% do consumo de água mundial

A agricultura é certamente um dos setores em que IoT e sustentabilidade têm maior potencial de sinergia. Dados da ONG World Wide Fund for Nature mostram que 70% de toda a água consumida no mundo provém da agropecuária, mais que o dobro necessário para as atividades manufatureiras e civis.

Muitas áreas de cultivo ainda não contam com sistemas inteligentes de irrigação, nem são capazes de identificar vazamentos de água. E, nesse sentido, as soluções de IoT já se provaram fortes aliadas para a resolução desses problemas. A tecnologia permite integrar sensores de umidade que avaliam o exato momento para que todo o sistema de irrigação seja acionado. Além disso, ela permite averiguar em tempo real o consumo de água nas lavouras, detectando qualquer vazamento ou fraude que sobrecarregue o abastecimento.

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O armazenamento e o transporte dos alimentos também estão intimamente ligados a um dos grandes problemas da atualidade: o aquecimento global. Pesquisas da ONU indicam que ao menos 1/3 da produção agrícola mundial é danificada ou estragada antes de chegar ao consumidor final. Por essa razão, todos os dias, toneladas de alimentos são depositados em lixões, emitindo enormes quantidades de metano ao meio ambiente. Nos Estados Unidos, por exemplo, 25% das emissões do gás devem-se à decomposição de insumos alimentícios que vão aos lixões.

Novamente, a tecnologia pode ser aplicada nesse contexto para mitigar a pegada ambiental, com impacto positivo direto ao ar atmosférico e às sociedades, em especial as que ainda sofrem com a fome. O monitoramento e o controle da temperatura dos caminhões de transporte pode facilmente ajustar as melhores condições para a conservação dos alimentos. Além disso, o acompanhamento em tempo real das cargas permite rastreá-las e detectar com agilidade qualquer acidente ou roubo que, porventura, aconteça.

IoT e sustentabilidade: um mercado trilionário

É importante destacar ainda que a aplicação sustentável da tecnologia não apenas traz os resultados ambientais e sociais acima mencionados, mas também impacta financeiramente a economia global. Afinal, desenvolvimento sustentável não se refere à uma trade-off entre lucros e meio ambiente, muito pelo contrário.

A Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, por exemplo, já afirmou que, até 2030, mais de 26 trilhões de dólares serão gerados globalmente, apenas em razão dos investimentos em tecnologias sustentáveis. A McKinsey, por sua vez, acredita que o impacto da IoT no mundo, até 2025, gerará 11 trilhões de dólares.

Em vista disso, fica claro que o engajamento das empresas com a inovação, associando-a às causas socioambientais, fará com que IoT e sustentabilidade, cada vez mais, saim do papel e transformem-se em realidade prática.

Quer saber como os sistemas de IoT “Inspired by Nature”
da V2COM estão revolucionando a realidade digital
das empresas?

 

 

 

 

 

 

 


Aranhas são inspiração para um novo padrão de sensores biomiméticos

Aranhas são inspiração para um novo padrão de sensores biomiméticos

Mesmo que a tecnologia dos sensores esteja cada vez mais avançada, ela ainda não consegue processar dados tão rapidamente quanto a Natureza. Por esse motivo, cientistas e engenheiros focados no desenvolvimento de drones e carros autônomos têm buscado entender melhor o padrão de resposta que alguns animais acionam na presença de obstáculos. O objetivo é alcançar máquinas que sobrevoem espaços repletos de obstáculos sem se chocar e veículos praticamente à prova de acidentes.

A Natureza, ao longo dos milênios, desenvolveu um refinado mecanismo de filtragem de dados. Ela "entendeu" que não é preciso coletar e processar todos eles, mas apenas os que, de alguma forma, sejam úteis e necessários para uma ação em específico. Os cílios, penas e pelos de alguns animais, por exemplo, funcionam como sensores mecânicos ultrassensíveis que processam apenas as informações essenciais à sobrevivência.

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Os atuais sistemas inteligentes, amplamente utilizados em diversos segmentos do mercado, no entanto, ainda não conseguem filtrar com tamanha perfeição apenas os dados que sejam realmente úteis para uma determinada tomada de decisão. Por isso, acabam sobrecarregados com informações que, muitas vezes, são plenamente descartáveis ou que poderiam ser processadas em uma outra circunstância.

Aranhas: um padrão de resposta altamente eficiente

O pesquisador e professor de Engenharia Mecânica da Purdue University, Andres Arrieta, foca seu trabalho em estudos biomiméticos com aplicação direta no design de estruturas que vão de robôs a asas de aviões.

BiomiméticaEm entrevista concedida ao site da universidade, Andres explica que as aranhas são um dos exemplos mais avançados de sensoriamento otimizado. Elas desenvolveram um mecanismo de sensibilização que oscila em uma determinada faixa de estímulo. Assim, quando uma presa, algum possível parceiro ou mesmo um predador tocam a teia, ela imediatamente tem seus sensores mecânicos ativados e responde ao estímulo, seja para se defender, acasalar ou se alimentar.

O grande diferencial desse padrão de resposta, no entanto, não está na ação tomada propriamente dita, mas nos inúmeros estímulos que intencionalmente não são captados pelos microssensores mecânicos das aranhas, tais como a movimentação da teia pelo vento ou as pequenas partículas de poeira que a atingem constantemente. Esses animais entenderam com a evolução que não é necessário sobrecarregar-se de processamentos inúteis a estímulos que não trariam nenhuma vantagem à sobrevivência da espécie. E, assim, aprenderam a poupar esforços e focar nos "dados" que realmente interessam.

Biomimética: inspiração para um novo padrão de sensores

Com vistas a esse mecanismo, o laboratório de Andres está criando novos sensores para máquinas autônomas (como drones e carros), que sejam também capazes de ignorar o desnecessário e focar na alta performance de respostas imediatas. A ideia é programá-los para detectar forças predeterminadas, ou seja, tudo aquilo que uma máquina autônoma precisa evitar (objetos, pessoas, prédios, árvores...) para não gerar acidentes e, assim, responder instantaneamente com comandos de frenagem ou desvio, quando na presença deles.

sensores biomiméticos
Foto ampliada de pelos de aranhas que compõem o sensoriamento mecânico

Mais do que isso, esses sensores não seriam responsáveis por apenas captar e filtrar os estímulos, mas também processá-los sem a necessidade de mais recursos ou fontes de energia. A ideia parte do pressuposto que na Natureza não há distinção entre Software e Hardware e, assim, um sensor deve ser capaz de coletar, filtrar e processar os dados para garantir a máxima eficiência de funcionamento.

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Para tanto, os pesquisadores projetaram padrões de resposta a estímulos específicos, desconsiderando aqueles que não afetem a operação das máquinas (tal como as aranhas). Em detalhes, na presença da ativação, o material que compõe os sensores muda rapidamente de forma, de tal modo que aproxima as partículas condutoras de impulsos elétricos. Assim, os sinais passam a fluir e o processamento de dados desencadeia uma resposta instantânea.

Arrieta conclui a entrevista informando que os sensores ficarão cada vez mais rápidos conforme aprendam novas respostas, a partir de algoritmos e Machine Learning. Com isso, consumirão ainda menos energia para gerar o mesmo padrão de respostas. O grande desafio, entretanto, reside na infinidade de formas e tamanhos que eles precisarão comportar para se adequarem aos mais diferentes usos e realidades.

Para ler com ainda mais detalhes os estudos por trás da criação desses sensores biomiméticos, clique aqui.


PwC revela hábitos de sucesso para gerenciar riscos na transformação digital

PwC revela hábitos de sucesso para gerenciar riscos na transformação digital

A PwC publicou recentemente um estudo (leia na íntegra) revelando seis comportamentos que podem ajudar a Transformação Digital dentro das empresas, no que se refere especificamente às chamadas funções de risco. Elas são fundamentais em uma realidade corporativa composta por um número crescente de dados, mais automação, ataques cibernéticos ultrapotentes e uma jornada de consumo integrada e bastante exigente.

Embora seja imprescindível para garantir o sucesso futuro das empresas, a transformação digital está cada vez mais complexa e desafiadora, de tal modo que os altos executivos precisam se sentir seguros de que todos os riscos envolvidos estão sendo eficientemente mapeados e geridos.

Com vistas nesse assunto, a PwC criou três agrupamentos de empresas, conforme a capacidade atual de gerenciar riscos na escalada da jornada digital. O primeiro, chamado de dinâmico, representa aquelas de maior sucesso e capacidade de mapear e se antecipar a problemas e ameaças vindas da digitalização. O segundo, denominado ativos, compõe as empresas que, embora não estejam maduras nessa tarefa, já tomam providências para se tornarem "dinâmicas". Por fim, o terceiro grupo, os iniciantes, não está plenamente engajado com esse tipo de mudança e ainda assume uma posição não muito bem planejada para viabilizar a transformação digital e mitigar os riscos inerentes a ela.

No estudo, a consultoria entrevistou 2.000 pessoas, entre CEO's, membros de conselho, executivos seniores, profissionais de compliance e auditoria. Um quarto deles considerou-se "dinâmico", ou seja, reconhecidos por reformularem suas próprias funções e se capacitarem continuamente com foco em dados, sempre buscando insights em tempo real e agindo em conjunto com parceiros que demonstram a mesma visão a respeito do que é risco.

Essa categoria de profissionais consegue operar suas atividades de modo bastante seguro, apoiando-se na digitalização para tomar decisões reais, práticas e objetivas.

Riscos transformação digital
Fonte: PwC

No entanto, essa realidade ainda não é predominante entre a alta liderança corporativa. Dados da 22ª Pesquisa Anual Global de CEO's, também da PwC, apontam que apenas 22% dos executivos-chefes sentem-se confortáveis em tomar decisões com base nos dados de risco que recebem, um número que, infelizmente, mantém-se constante (e baixo) há pelo menos 10 anos.

Seis hábitos de sucesso para gerenciar riscos na jornada digital

A transformação digital para operar riscos é tão valiosa, sobretudo por conseguir unir dados que, tradicionalmente, sempre mantiveram-se isolados. As correlações em alta velocidade que ela é capaz de trazer à mesa de decisões está gerando uma nova maneira de fazer negócios, hoje muito mais preditivos, responsivos e dinâmicos.

Segundo a classificação da PwC, o grupo dos dinâmicos consegue uma progressão mais rápida nessa jornada digital, além de projetar retornos maiores dos investimentos digitais, esperar uma jornada de consumo mais atrativa aos clientes e tomar decisões de forma mais assertiva.

Para tanto, os dinâmicos costumam adotar seis hábitos, os quais seguem detalhados a seguir:

Planejamento embrionário

As estratégias digitais de sucesso são aquelas cuja jornada está bem desenhada, com metas precisas e resultados claros, sempre alinhados com o cenário macro da organização. Ela abrange desde as fases mais iniciais de protótipos e design de produtos e serviços até a fase final de escalabilidade dos resultados.

Além disso, o planejamento digital de sucesso é também aquele que consegue estipular embrionariamente todo o padrão de governança a ser seguido, atribuindo a pessoas e setores específicos as devidas responsabilidades e funções que serão desempenhadas.

No que se refere especificamente às funções de gerenciamento de risco, caso estejam alinhadas às estratégias digitais da empresa, elas podem assumir uma postura preditiva, fundamental para garantir a estabilidade e eficiência dos processos. Entretanto, a pesquisa da PwC mostrou que essa não é a realidade mais comum vivenciada pelo mercado. Apenas 53% dos entrevistados gerencia riscos cibernéticos e de proteção de dados desde as fases iniciais dos projetos digitais.

Mesmo assim, o estudo evidenciou uma realidade certa: quando as funções de risco são envolvidas precocemente na estratégia digital, inovar com segurança é tarefa claramente possível.

Upskilling

A transformação digital traz novos riscos e, como era de se esperar, impõe ao mercado uma demanda por profissionais cujas habilidades sejam específicas e preparadas para esse ineditismo. Desenvolver modelos analíticos, programar processos robóticos e entender como são feitas as codificações são hoje apenas alguns exemplos de tarefas fundamentais para lidar com o padrão digital.

Além disso, é preciso que as empresas expandam a cultura de dados para áreas até então pouco impactadas pelas novas tecnologias. Isso porque o cenário digital impõe a integração holística de todos os processos, até mesmo aqueles mais simples, de tal modo que os gestores e seus liderados deverão estar habituados a um novo modo de desempenhar suas atividades e até mesmo a assumir outras responsabilidades menos mecânicas e mais analíticas.

Por fim, urge intensificar os treinamentos aos profissionais que lidam com a Inteligência Artificial (IA), não importando se estejam diretamente ligados às questões mais técnicas da tecnologia ou às tarefas gerais de gerenciamento de dados e tomada de decisão. Todos, de alguma forma, são (ou serão) impactados pela jornada digital.

Aplicação de novas tecnologias

Não é novidade que a automação eleva a produtividade e permite direcionar os colaboradores para tarefas mais complexas e menos repetitivas.

Atualmente, ao menos um terço do grupo classificado como dinâmico pela PwC utiliza novas tecnologias para incrementar e transformar seus processos, seja através de Internet das Coisas (IoT) com o objetivo de avaliar e responder a riscos em processos críticos, seja aplicando IA em testes, monitoramento e processamento de dados.

Transformação Digital Riscos
Fonte: PwC

No que tange ao gerenciamento de riscos, muitas empresas estão automatizando suas rotinas de auditoria com a ajuda de softwares inteligentes e IA. Desse modo, elevou-se o padrão de segurança dos processos, sobretudo aqueles ligados à proteção de dados, um dos temas mais importantes atualmente quando falamos em transformação digital.

Atuação em tempo real

Líderes investidos em iniciativas digitais buscam mais insights em tempo real para informar decisões. Eles almejam um novo padrão de gerenciamento, com base em avaliações objetivas, extremamente seguras e sempre atualizadas, as quais reduzem os riscos críticos a praticamente zero.

Com insights em tempo real, as operações passaram a contar com ciclos de correção muito mais curtos e com um constante estado de evolução que impacta diretamente a qualidade e a segurança dos serviços prestados. Os riscos podem ser categorizados com mais precisão, importante para estruturar uma linha de reparação de danos altamente eficiente.

Isso tudo, em conjunto, eleva a percepção da empresa por parte dos clientes, que ficam mais seguros e confortáveis em manterem uma relação comercial de longo prazo.

Engajamento de tomadores de decisão

A PwC evidenciou que o sucesso na gestão de riscos digitais está intrinsecamente ligado ao grau de comunicação e engajamento entre as equipes de gestão de risco e as digitais e dessas com os executivos C-level.

Cada vez mais, é fundamental simplificar a informação para otimizar o trabalho dos tomadores de decisão, categorizando-a da melhor maneira e tornando-a o mais visualmente atrativa. Percepções visuais, segundo o estudo, aceleram o entendimento, estimulam debates e, assim, movimentam as rotinas gerenciais e diretivas com muito mais agilidade.

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Como fica a Lei Geral de Proteção de Dados após a aprovação da MP 869/18?

Além disso, especificamente no que se refere aos dados de riscos digitais, a PwC recomenda definir, ainda na fase de planejamento, os KRIs (KPIS para riscos). Esses indicadores ajudam a padronizar linguagens, em todos os níveis corporativos, de tal modo que as métricas mantenham-se constantes e consistentes.

Segundo a pesquisa, apenas 27% dos entrevistados estão confortáveis com seu grau de assimilação, no que se refere às métricas de gerenciamento de riscos cibernéticos e de privacidade de dados nos relatórios de conselho.

Colaboração

Ao trabalhar a partir de uma fonte única de dados, em uma plataforma comum e com tecnologias unificadas, as funções de gerenciamento de risco certamente trarão à liderança uma visão ampla e consolidada.

Um dinâmica de trabalho colaborativa e agregada evita visões distorcidas dentro da empresa e garante que a objetividade das decisões caminhe linearmente por todas as instâncias de decisão.


Lei Geral de Proteção de Dados

Como fica a Lei Geral de Proteção de Dados após a aprovação da MP 869/18?

Como fica a Lei Geral de Proteção de Dados após a aprovação da MP 869/18?

Após votação na Câmara dos Deputados, foi aprovada também no Senado a Medida Provisória 869/18 que altera a Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018, para dispor sobre a proteção de dados pessoais e para criar a Autoridade Nacional de Proteção de Dados, além de outras providências. O texto final da MP segue agora para aprovação do Presidente da República.

Lei Geral de Proteção de Dados
Fonte: Portal da Privacidade

O vice-presidente da Associação Brasileira de Proteção de Dados, Rony Vainzof, explicou ao Portal da Privacidade como fica a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), comparando-a ao que era anteriormente às aprovações.

Para lembrar: um resumo do processo legislativo da LGPD

  • 2010: consulta pública sobre o tema pelo Ministério da Justiça (cerca de 2.500 contribuições);
  • 13.05.16: consulta pública do MJ resulta no PL 5.276/16, de autoria do Poder Executivo;
  • 17.03.18: caso Cambridge Analytica/Facebook;
  • 25.05.18: eficácia plena do GDPR;
  • 29.05.18: PL 5.276/2016 e 4.060/12 declarados prejudicados em face de Subemenda Substitutiva de Plenário (PLC 53/2018 – Orlando Silva). Texto aprovado na Câmara;
  • 10.07.18: PLC 53/18 aprovado no Senado, nos termos do parecer do CAE, restando prejudicado o PLS 330/13;
  • Sanção: 14/08/2018, com veto à criação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), sob a alegação de um possível vício de iniciativa (Projeto de lei de iniciativa parlamentar que cria órgão ou entidade da Administração Pública atingiria o desenho de competências legislativas. Haveria, pois, inconstitucionalidade insuperável e insanável, a justificar o veto). Porém, os mais de 40 artigos que se referem diretamente a ANPD não foram vetados, felizmente;
  • Publicação no Diário Oficial da União: 15/08/2018 (inicialmente com 18 meses de prazo para sua eficácia plena – vacacio legis);
  • MP 869/18: 28/12/2018 (entre outras questões cria a ANPD e acrescenta mais seis meses de vacacio legis);
  • Eficácia plena da LGPD: 16.08.20.

COMO ERA A MP 869/18, DE 28/12/18 

Criação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados

Quatro meses após ter sua criação vetada pela Presidência da República quando da promulgação da LGPD, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) é constituída:

  • Sem aumento de despesa;
  • Como órgão da administração pública federal, integrante da Presidência da República;
  • Assegurando a sua autonomia técnica;
  • Com um Conselho Diretor da ANPD composto por cinco diretores, incluído o Diretor-Presidente:
  1. Nomeados pelo Presidente da República;
  2. Ocupando cargo em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superior – DAS de nível 5;
  3. Escolhidos dentre brasileiros, de reputação ilibada, com nível superior de educação e elevado conceito no campo de especialidade dos cargos para os quais serão nomeados;
  4. Com mandato dos membros de quatro anos, sendo os mandatos dos primeiros de dois, de três, de quatro, de cinco e de seis anos, conforme estabelecido no ato de nomeação.
  • Os membros do Conselho Diretor somente perderão seus cargos em virtude de renúncia, condenação judicial transitada em julgado ou pena de demissão decorrente de processo administrativo disciplinar, cabendo ao Ministro Chefe da Casa Civil da Presidência da República instaurar o processo administrativo disciplinar e competindo ao Presidente da República determinar o afastamento preventivo, caso necessário, e proferir o julgamento.
  • Com previsão de ato do Presidente da República para dispor sobre a sua estrutura regimental. Enquanto isso, recebendo apoio técnico e administrativo da Casa Civil para o exercício de suas atividades.
  • Com cargos em comissão e funções de confiança remanejados de outros órgãos e entidades do Poder Executivo federal, mediante indicação do Conselho Diretor e nomeados ou designados pelo Diretor-Presidente.
  • Competindo a ela, entre outras funções:
  1. Zelar pela proteção dos dados pessoais;
  2. Editar normas e procedimentos sobre a proteção de dados pessoais;
  3. Deliberar, na esfera administrativa, sobre a interpretação da LGPD;
  4. Requisitar informações aos controladores e operadores de dados pessoais;
  5. Implementar mecanismos para o registro de reclamações;
  6. Fiscalizar e aplicar sanções na hipótese de tratamento de dados realizado em descumprimento à legislação;
  7. Difundir na sociedade o conhecimento sobre as normas e as políticas públicas de proteção de dados pessoais e sobre as medidas de segurança;
  8. Estimular a adoção de padrões para serviços e produtos que facilitem o exercício de controle e proteção dos titulares sobre seus dados pessoais, consideradas as especificidades das atividades e o porte dos controladores;
  9. Elaborar estudos sobre as práticas nacionais e internacionais de proteção de dados pessoais e privacidade;
  10. Realizar consultas públicas para colher sugestões sobre temas de relevante interesse público na área de atuação da ANPD;
  11. Realizar, previamente à edição de resoluções, a oitiva de entidades ou órgãos da administração pública que sejam responsáveis pela regulação de setores específicos da atividade econômica;
  • Devendo, na edição de suas normas, observar a exigência de mínima intervenção;
  • Coordenando suas atividades com os órgãos e entidades públicas responsáveis pela regulação de setores específicos da atividade econômica e governamental, nas correspondentes esferas de atuação, com vistas a assegurar o cumprimento de suas atribuições com a maior eficiência e promover o adequado funcionamento dos setores regulados, conforme legislação específica;
  • Zelando pela preservação do segredo empresarial e do sigilo das informações;
  • Com competência exclusiva para aplicar as sanções previstas na LGPD, articulando sua atuação com o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça e com outros órgãos e entidades com competências sancionatórias e normativas afetas ao tema de proteção de dados pessoais, sendo o órgão central de interpretação da LGPD e do estabelecimento de normas e diretrizes para a sua implementação.

Criação o Conselho Nacional de Proteção de Dados e da Privacidade (CNPDP)

  •  Composto por vinte e três representantes, titulares suplentes, dos seguintes órgãos:
  1. Seis do Poder Executivo federal;
  2. Um do Senado Federal;
  3. Um da Câmara dos Deputados;
  4. Um do Conselho Nacional de Justiça;
  5. Um do Conselho Nacional do Ministério Público;
  6. Um do Comitê Gestor da Internet no Brasil;
  7. Quatro de entidades da sociedade civil com atuação comprovada em proteção de dados pessoais;
  8. Quatro de instituições científicas, tecnológicas e de inovação; e
  9. Quatro de entidades representativas do setor empresarial relacionado à área de tratamento de dados pessoais.
  • Representantes designados pelo Presidente da República e seus suplentes indicados pelos titulares dos respectivos órgãos e entidades da administração pública;
  • Mandato de dois anos, permitida uma recondução;
  • Participação no CNPDP é considerada prestação de serviço público relevante, não remunerada;
  • Competência, entre outras, de:
  1. Propor diretrizes estratégicas e fornecer subsídios para a elaboração da Política Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade e para a atuação da ANPD;
  2. Sugerir ações a serem realizadas pela ANPD;
  3. Elaborar estudos e realizar debates e audiências públicas sobre a proteção de dados pessoais e da privacidade; e
  4. Disseminar o conhecimento sobre a proteção de dados pessoais e da privacidade à população em geral.

Alteração da data de vigência

  • Além de imediatamente criar a ANPD, a MP nº 869/18 também adia a vigência da LGPD para agosto de 2020, antes determinada para fevereiro de 2020. A alteração adiciona seis meses ao prazo de vacatio legis e, consequentemente, de adequação à lei – uma das maiores preocupações de empresas e entidades que se encontram no processo de adequação às novas regras de proteção de dados.

Demais alterações à Lei

Além do destacado acima, a MP nº 869/18 fez outras pontuais alterações ao texto da LGPD. Abaixo destacamos as mais relevantes modificações:

  • DPO: Não existe mais a restrição a que o Encarregado seja pessoa física;
  • Tratamento para fins acadêmicos: Não se exige mais base legal para tratamento de dados pessoais para fins acadêmicos, sendo adicionada exceção expressa à aplicação da lei;
  • Tratamento de dados para investigações pelo setor privado: o tratamento de dados pessoais realizados exclusivamente para fins de segurança pública, defesa nacional, segurança do Estado ou atividades de investigação e repressão de infrações penais pode ser realizado também por pessoas de direito privado, desde que controladas pelo Poder Público e não necessita ser especificamente informado à Autoridade Nacional;
  • Compartilhamento de dados sensíveis da área da saúde: é possível a comunicação ou o uso compartilhado entre controladores de dados pessoais sensíveis referentes à saúde com objetivo de obter vantagem econômica (além dos casos de portabilidade quando consentido pelo titular), se a comunicação é necessária para a adequada prestação de serviços de saúde suplementar;
  • Decisões automatizadas: a revisão das decisões tomadas unicamente com base em tratamento automatizado de dados pessoais não precisa mais ser feita por pessoa natural;
  • Poder público: foram alargadas as possibilidades de transferências a entidades privadas de dados pessoais constantes de bases de dados do Poder Público; e a comunicação ou uso compartilhado de dados pessoais de pessoa jurídica de direito público a pessoa jurídica de direito privado não precisa mais ser informada à Autoridade Nacional.

COMO FICA A LGPD (MP 869/18 E PLV 7/19)? 

Conforme redação final da Medida Provisória nº 869/18, e do Projeto de Lei de Conversão nº 7 de 2019, que alteram a Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018, para dispor sobre a proteção de dados pessoais e para criar a Autoridade Nacional de Proteção de Dados; e dá outras providências. O restante permanece igual, conforme redação original da MP 869/18.

Setor da saúde

  • Na base legal de tutela de saúde, exclusivamente, em procedimento realizado por profissionais de saúde ou autoridade sanitária, acrescenta-se também os profissionais de serviços de saúde;
  • Na vedação já existente da comunicação ou o uso compartilhado entre controladores de dados pessoais sensíveis referentes à saúde com objetivo de obter vantagem econômica, há exceção para hipóteses relativas a prestação de serviços de saúde, de assistência farmacêutica e de assistência à saúde, desde que observado o disposto abaixo, incluídos os serviços auxiliares de diagnose e terapia, em benefício dos interesses dos titulares de dados, e para permitir: a portabilidade de dados quando solicitada pelo titular; ou as transações financeiras e administrativas resultantes do uso e da prestação dos serviços;
  • Veda-se às operadoras de planos privados de assistência à saúde o tratamento de dados de saúde para a prática de seleção de riscos na contratação de qualquer modalidade, assim como na contratação e exclusão de beneficiários.

Tratamento de dados pessoais cujo acesso é público ou tornados manifestamente públicos pelo titular

  • Poderá ser realizado para novas finalidades, desde que observados os propósitos legítimos e específicos para o novo tratamento e a preservação dos direitos do titular, assim como os fundamentos e os princípios previstos na Lei.

Decisões automatizadas

  • A revisão de decisões tomadas unicamente com base em tratamento automatizado de dados pessoais que afetem seus interesses, incluídas as decisões destinadas a definir o seu perfil pessoal, profissional, de consumo e de crédito ou os aspectos de sua personalidade, deverá ser realizada por pessoa natural.

Requerentes de acesso à informação

  • No âmbito da Lei nº 12.527/11, passam a ter proteção e preservação de seus dados pessoais, vedado seu compartilhamento na esfera do poder público e com pessoas jurídicas de direito privado.

Encarregado (DPO)

  • Deverá ser detentor de conhecimento jurídico-regulatório e ser apto a prestar serviços especializados em proteção de dados;
  • A ANPD também regulamentará: os casos em que o operador deverá indicar encarregado; a indicação de um único encarregado, desde que facilitado o seu acesso, por empresas ou entidades de um mesmo grupo econômico; a garantia da autonomia técnica e profissional no exercício do cargo.

Sanções

  • Acrescenta-se a possibilidade de suspensão parcial do funcionamento do banco de dados a que se refere a infração pelo período máximo de seis meses, prorrogável por igual período, até a regularização da atividade de tratamento pelo controlador; de suspensão do exercício da atividade de tratamento dos dados pessoais a que se refere a infração pelo período máximo de 6 (seis) meses, prorrogável por igual período; de proibição parcial ou total do exercício de atividades relacionadas a tratamento de dados.
  • As novas sanções previstas, dispostas acima, serão aplicadas somente após já ter sido imposta ao menos uma das sanções já anteriormente previstas na Lei, como advertência, publicização da infração, bloqueio ou eliminação de dados pessoais, para o mesmo caso concreto; e em caso de controladores submetidos a outros órgãos e entidades com competências sancionatórias, ouvidos esses órgãos.
  • O produto da arrecadação das multas aplicadas pela ANPD, inscritas ou não em dívida ativa, será destinado ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos.
  • Vazamentos individuais ou os acessos não autorizados poderão ser objeto de conciliação direta entre controlador e titular e, caso não haja acordo, o controlador estará sujeito à aplicação das penalidades.

Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD)

  • A natureza jurídica da ANPD é transitória e poderá ser transformada pelo Poder Executivo em entidade da administração pública federal indireta, submetida a regime autárquico especial e vinculada à Presidência da República.
  • A avaliação quanto à referida transformação deverá ocorrer em até dois anos da data da entrada em vigor da estrutura regimental da ANPD.
  • O provimento dos cargos e das funções necessários à criação e à atuação da ANPD está condicionado à expressa autorização física e financeira na lei orçamentária anual e à permissão na lei de diretrizes orçamentárias.
  • Além da autonomia técnica, agora também está assegurada a autonomia decisória à ANPD.
  • Os membros do Conselho Diretor da ANPD serão escolhidos pelo Presidente da República e por ele nomeados, mas agora após aprovação pelo Senado Federal, nos termos da alínea f do inciso III do art. 52 da Constituição Federal.
  • Ainda é de competência do Presidente da República determinar o afastamento preventivo dos membros do Conselho Diretor, mas agora somente quando assim recomendado pela comissão especial.
  • O Conselho Diretor disporá sobre o regimento interno da ANPD.
  • Competência da ANPD, com os seguintes acréscimos ou alterações:
  1. Zelar pela observância dos segredos comercial e industrial, observada a proteção de dados pessoais e do sigilo das informações quando protegido por lei ou quando a quebra do sigilo violar os fundamentos;
  2. Elaborar diretrizes para a Política Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade;
  3. Apreciar petições de titular contra controlador após comprovada pelo titular a apresentação de reclamação ao controlador não solucionada no prazo estabelecido em regulamentação;
  4. Dispor sobre as formas de publicidade das operações de tratamento de dados pessoais, respeitados os segredos comercial e industrial;
  5. Solicitar, a qualquer momento, às entidades do poder público que realizem operações de tratamento de dados pessoais informe específico sobre o âmbito, a natureza dos dados e os demais detalhes do tratamento realizado, com a possibilidade de emitir parecer técnico complementar para garantir o cumprimento desta Lei;
  6. Além de editar regulamentos e procedimentos sobre proteção de dados pessoais e privacidade, também sobre relatórios de impacto à proteção de dados pessoais para os casos em que o tratamento representar alto risco à garantia dos princípios gerais de proteção de dados pessoais previstos nesta Lei;
  7. Ouvir os agentes de tratamento e a sociedade em matérias de interesse relevante e prestar contas sobre suas atividades e planejamento;
  8. Arrecadar e aplicar suas receitas e publicar, em relatório de gestão, o detalhamento de suas receitas e despesas;
  9. Realizar auditorias, ou determinar sua realização, no âmbito da atividade de fiscalização, sobre o tratamento de dados pessoais efetuado pelos agentes de tratamento, incluído o poder público;
  10. Celebrar, a qualquer momento, compromisso com agentes de tratamento para eliminar irregularidade, incerteza jurídica ou situação contenciosa no âmbito de processos administrativos;
  11. Editar normas, orientações e procedimentos simplificados e diferenciados, inclusive quanto aos prazos, para que microempresas e empresas de pequeno porte, bem como iniciativas empresariais de caráter incremental ou disruptivo que se autodeclarem startups ou empresas de inovação, possam adequar-se a esta Lei;
  12. Garantir que o tratamento de dados de idosos seja efetuado de maneira simples, clara, acessível e adequada ao seu entendimento;
  13. Deliberar, na esfera administrativa, em caráter terminativo, sobre a interpretação desta Lei, as suas competências e os casos omissos;
  • Os regulamentos e as normas editados pela ANPD deverão ser precedidos de consulta e audiência públicas, bem como de análises de impacto regulatório.
  • Agora há previsão expressa sobre a forma de receita da ANPD:
  1. As dotações, consignadas no orçamento geral da União, os créditos especiais, os créditos adicionais, as transferências e os repasses que lhe forem conferidos;
  2. As doações, os legados, as subvenções e outros recursos que lhe forem destinados;
  3. Os valores apurados na venda ou aluguel de bens móveis e imóveis de sua propriedade;
  4. Os valores apurados em aplicações no mercado financeiro das receitas;
  5. O produto da cobrança de emolumentos por serviços prestados;
  6. Os recursos provenientes de acordos, convênios ou contratos celebrados com entidades, organismos ou empresas, públicos ou privados, nacionais ou internacionais;
  7. O produto da venda de publicações, material técnico, dados e informações, inclusive para fins de licitação pública.
O texto acima é de autoria de Rony Vainzof e foi publicado originalmente no Portal da Privacidade

Segurança em IoT separa fornecedores de parceiros estratégicos

Segurança em IoT separa fornecedores de parceiros estratégicos

A segurança em IoT é um dos assuntos mais importantes dos últimos anos quando o assunto é tecnologia. Diversas pesquisas na área já apontaram que, entre as principais preocupações dos gestores, ao iniciarem ou expandirem projetos envolvendo Internet das Coisas, está justamente o risco potencial de ataques contra os dispositivos e as redes.

De acordo com os últimos levantamentos liberados pela McKinsey, quase 50% dos executivos C-level admitem já ter sofrido algum tipo de ataque dessa natureza, dentro dos quais 25% julgam que os resultados adversos foram de alto ou severo impacto.

Em 2018, foram detectados só pela Kaspersky Lab, mais de 30 mil dispositivos IoT infectados na América Latina, sendo 72% deles no Brasil, 13% no México e 4% na Argentina. O Brasil recebe, ao todo, 23% dos ataques globais destinados à Internet das Coisas e, em todos os casos, faz-se o abuso de um recurso óbvio: o acesso remoto.

segurança em IoT

Surpreendentemente, porém, mesmo diante desse cenário, o nível de esforço em segurança por parte das empresas está caindo. E isso, claro, tende a elevar as fragilidades, a não ser que medidas práticas sejam tomadas no curto prazo, de tal modo que um esquema de barreiras sistematizado e escalável possa proteger os devices.

Para tanto, o primeiro passo parte dos fornecedores e desenvolvedores das soluções de IoT. Afinal, o ideal é que a segurança componha o design das soluções desde o início, e não apenas após sua implementação nas empresas usuárias.

E esse é justamente um dos principais pontos que dividem fornecedores de IoT de empresas parceiras cujo olhar estratégico enxerga as soluções de forma integral, desde a fase mais embrionária de desenvolvimentos até o momento de máximo potencial de escalabilidade.

Falta de segurança diminui a expansão da IoT

Corporações de diversos segmentos que passam pela transformação digital estão preocupadas com o potencial crescente de ataques cibernéticos às redes de IoT. Eles representam um risco seríssimo não apenas em razão da proteção de dados, mas também devido aos importantes prejuízos financeiros que acarretam com a reparação dos danos.

Atualmente, ataques relativamente simples podem desencadear grandes estragos, sobretudo em devices com pouco ou até mesmo nenhum padrão de segurança. E, por mais que pareça improvável haver soluções de IoT que ainda não se ajustaram aos padrões de segurança mais robustos, elas continuam a circular pelo mercado, repletas de vulnerabilidades.

Para as empresas desenvolvedoras de soluções de IoT com visão estratégica, a segurança é um eixo central para a continuidade do negócio, visto que está diretamente ligada à sua reputação no mercado. São elas as grandes responsáveis por sempre estarem um passo à frente das ameaças, agindo proativamente aos danos e não apenas reagindo a eles. Nessas empresas, a segurança está no DNA corporativo e todos os projetos são pensados e desenvolvidos com vistas a mitigar qualquer risco de falha e fragilidade.

Veja com detalhes:
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Enel: um case de sucesso com tecnologia V2COM

Diante do que foi exposto até o momento, uma pergunta bastante pertinente pode vir à tona: se a segurança, como dito, é um ponto central para o sucesso de uma empresa fornecedora de IoT, por que então ainda existem várias delas que não focam nessa área?

A resposta está no time-to-market. Em muitas empresas, a estratégia de negócios foca na agilidade e na conquista de share de mercado. Somente depois disso é que se olha para as particularidades de cada cliente e para as melhorias necessárias no que se refere aos padrões de segurança.

Além disso, devices e sistemas seguros obviamente possuem maior valor agregado o que é incompatível para desenvolvedores que optam pela estratégia de baixo custo. E se por um lado isso é extremamente interessante em termos financeiros para alguns fornecedores, por outro representa um enorme risco à toda operação dos clientes, que ficam muito mais suscetíveis a invasões e vazamento de dados.

Por esse motivo, é fundamental a escolha de um parceiro estratégico para compor a estruturação das soluções de IoT e não apenas um fornecedor com foco na venda. As relações nessa área devem ser perenes, seguras e escaláveis desde o início. Acordos comerciais pontuais, sem visão de longo prazo, certamente não gerarão todo o impacto positivo que a Internet das Coisas guarda consigo.

Segurança automatizada garante escalabilidade

A segurança em soluções de IoT garante transparência enquanto enfraquece as possibilidades de ataques. Mas, em se tratando dos devices conectados e sua infinita variabilidade, como é possível escalar protocolos seguros sem desconsiderar essas particularidades?

A resposta está na automação. Com base na análise de milhões de devices por Machine Learning, é possível definir rapidamente as personalizações de segurança específicas de cada dispositivo, de tal modo que os sistemas tornam-se mais seguros desde as fases prematuras de design. 

Com isso, é plenamente possível garantir que o produto final estará adequado aos mais modernos padrões de segurança existentes, mesmo antes das fases de testes. A simplicidade dessa dinâmica reduz o tempo e os recursos dispendidos para identificar portas de ataques, garantindo que as soluções sejam implementadas com muito mais eficiência e agilidade.

Leia também:
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Além disso, mesmo após os sistemas já estarem em pleno funcionamento, a análise inteligente de dados permite a adição constante de novas camadas de proteção, que são geradas com base em um cenário de ameaças específicas a um determinado dispositivo (ou conjunto deles). Essas camadas são desenhadas para consumirem o mínimo possível de recursos dos devices, o que garante a manutenção de sua eficiência.

Ademais, esse tipo de solução garante a proteção não apenas contra ameaças conhecidas, mas também desconhecidas, algo fundamental para um mundo em que os ataques tornam-se cada vez mais estruturados e complexos.

V2COM: uma história segura de quase 20 anos

A V2COM é conhecida nacional e internacionalmente como referência no desenvolvimento e fabricação de soluções de IoT ponta à ponta, compondo tanto o Hardware quanto Softwares.

Desde 2002 no mercado, a empresa orgulha-se em estar na vanguarda da inovação, sobretudo no que se refere aos mais altos padrões de segurança dos dispositivos de IoT. Com metodologias exclusivas de desenvolvimento, a V2COM garante a seus parceiros soluções simples e ao mesmo tempo extremamente robustas no que se refere à customização, integração, segurança e análise inteligente de dados.

O design dos produtos, desde a fase conceitual, é integralmente pensado de forma a garantir a escalabilidade de resultados de modo eficiente e seguro, sem perder de vista a atenção máxima às individualidades que cada cliente apresenta em sua estratégia e operações diárias.

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Setor Energético

Setor de energia encontra na IoT solução para seu grande dilema

Setor de energia encontra na IoT solução para seu grande dilema

Dados da Energy Information Administration (EAI) mostram que as taxas de crescimento em consumo de energia nos Estados Unidos oscilaram pouco abaixo de 1%, nos últimos anos. Em algumas situações, inclusive, houve decréscimo de demanda, como pode ser visto na tabela abaixo.

 

Consumo energético por setor - Estados Unidos
Fonte: U.S Energy Information Administration. Consumo energético por setor

As razões para essa tendência são várias, desde a substituição de equipamentos antigos por maquinário mais eficiente e alterações no padrão de consumo, até o incremento de novas indústrias com menor demanda de energia para o funcionamento.

Por outro lado, a necessidade de serviços públicos cada vez mais complexos, as novas formas de distribuição de energia elétrica que chegam ao mercado, os modelos mais avançados de baterias que estão em desenvolvimento e a integração de um número cada vez maior de dispositivos ao redor do mundo são apenas algumas das muitas situações que prometem manter ou até mesmo elevar o consumo de energia para os próximos anos, conforme apontam algumas pesquisas.

E é justamente por esse motivo que investir em inovação tornou-se obrigatório para qualquer empresa que deseje se manter competitiva no futuro.

Grandes corporações movimentam-se em direção à eficiência 

Transformação Digital é a palavra do momento quando o assunto é atender um novo padrão de consumo que cresce mundo afora. Ao permitir a automatização de processos e a análise inteligente de dados (incluindo o consumo de energia em tempo real), a inovação digital garante às empresas não apenas o aumento da eficiência produtiva e, por consequência, dos lucros, mas também uma importante redução da pegada ambiental, através da otimização de recursos e da viabilização da chamada economia circular.

Indo nessa direção, algumas das maiores corporações do mundo já declararam um novo posicionamento estratégico muito mais conectado a esse novo modo de fazer negócios. A Procter & Gamble (P&G), por exemplo, assumiu para 2020 que a organização seja "100% renovável”. A Walmart, por sua vez, é outra gigante que tem procurado se adequar às demandas do século XXI: ela pretende reduzir seu consumo energético a 20% dos níveis computados em 2010.

Seja por razões meramente financeiras (com foco em custos menores), seja para assumir uma postura sustentável, essas e outras empresas mostram-se cada vez mais inclinadas a reavaliar antigas rotinas, substituindo-as ou incrementando-as com o auxílio de tecnologias que se adequam a um padrão moderno de demanda por energia.

Investimentos em IoT elevam o valor agregado das soluções

A Internet das Coisas (IoT) é uma das grandes aliadas quando o assunto é a otimização de linhas e processos industriais. Ao conectar sensores de ponta a sistemas inteligentes de gerenciamento remoto de dados, a IoT gera um poderoso arsenal de insights que auxiliam a rotina de tomada de decisão dos gestores.

Ilustração de sensor ultrassônico usado pela V2COM
Exemplo de sensor ultrassônico usado pela V2COM na arquitetura de solução para monitoramento de controle de diesel em caminhão comboio, usado no abastecimento de máquinas agrícolas.

No que se refere diretamente ao mercado de energia, as plataformas de IoT permitem predizer o consumo dos próximos meses com base em séries históricas, detectar em tempo real oscilações suspeitas de utilização, gerar comandos de ativação e desligamento sem intervenção humana, disparar alertas e alarmes de segurança e avaliar a necessidade de manutenção de equipamentos no momento exato, evitando paradas desnecessárias e custosas e também danos de maior importância.

No setor residencial, por sua vez, a inovação também avança a passos largos. A adoção de tecnologias para a construção das chamadas “Smart Houses” são a grande promessa para uma nova maneira de os humanos se relacionarem com suas habitações, não apenas garantindo mais conforto com a automação de tarefas, mas sobretudo elevando a segurança das casas e das famílias.

E, mais uma vez, os sensores e os softwares a eles conectados são os grandes viabilizadores dessas soluções. Ao desligarem eletrodomésticos e outros aparelhos de forma automática, por exemplo, os sistemas das "Smart Houses" garantem uma surpreendente economia de recursos energéticos. Câmeras sensíveis a movimento e dispositivos ativados por calor podem ainda alertar a aproximação de pessoas suspeitas e disparar alarmes conectados diretamente aos órgãos e empresas de segurança.

O mercado B2B é o grande impulsionador dos investimentos em tecnologia

A busca por consumo otimizado e inteligente de energia é, sem dúvidas, um dos grandes motivadores que impulsionam as empresas a investirem em tecnologia. O mercado B2B (business-to-business) para IoT cresce ano após ano e, nesse contexto, as concessionárias possuem um papel fundamental como propulsoras da inovação.

Um recente relatório (IoT Utilities Market Size, Growth - Industry Share Forecast Report 2024), publicado pelo Global Market Insights, justamente corrobora esse potencial de expansão. Os dados indicam que o setor de IoT voltado especificamente às Utilities promete crescer dois dígitos por ano, até 2024, quando valerá mais de US $ 15 bilhões.

E para atender essa nova dinâmica de mercado, as concessionárias e distribuidoras precisam oferecer possibilidades inéditas de armazenamento, distribuição e geração de energia. Por essa razão, as Smart Grids são tão importantes, sobretudo por aprimorarem toda a rede de distribuição e ainda elevarem a confiabilidade dela perante os consumidores. Elas ainda garantem a integração dos dispositivos interconectados com muito mais facilidade, criando um novo padrão de infraestrutura coerente com os atuais processos que perfazem as empresas e, por consequência, seus clientes.

Leia também:
Por que minha empresa precisa de uma plataforma de IoT?

É claro, porém, que esses avanços ocorrem em velocidades diferentes, a depender de alguns fatores inerentes a cada país. No Brasil, por exemplo, as questões regulatórias e tributárias do setor energético muitas vezes mostram-se como um importante desafio à expansão da transformação digital.

Felizmente, porém, uma série de movimentações legislativas promete fomentar o setor, isentando a IoT de alguns tributos que, muitas vezes, impedem a expansão das tecnologias, dado seu elevado custo final às operadoras. Além disso, o Plano Nacional de IoT, cujo texto integral está prestes a ser oficializado, promete sistematizar investimentos em infraestrutura, sobretudo de conexão, sem a qual a transformação digital dificilmente conseguiria escalar os resultados almejados.

A V2COM atende as principais Utilities do Brasil
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