Agricultura 4.0 cria novos modelos de negócios

Agricultura 4.0 cria novos modelos de negócios

A inovação tecnológica no campo em ritmo acelerado tem garantido a redução tanto do tamanho quanto do preço dos novos dispositivos. A chamada Agricultura 4.0 está cada vez mais acessível aos pequenos e médios agricultores, sobretudo de países menos desenvolvidos, justamente aqueles cujas economias são mais dependentes do setor agrícola e ao mesmo tempo mais carecem de inovação para elevar a produtividade.

O acesso mais democrático à transformação digital do campo não só está impactando a eficiência das lavouras em larga escala, mas também criando novos modelos de negócios. O pequeno/médio agricultor hoje tem mais recursos para tomar decisões, administrar a fazenda e automatizar atividades com o uso de robôs e outros maquinários. Além disso, a cadeia de suprimento (da terra ao prato) torna-se progressivamente mais coesa, distribuindo informação em tempo real para produtores, distribuidores, varejistas, consumidores e todas as indústrias que orbitam em torno desse sistema.

Para tanto, a parceria com fornecedores e desenvolvedores de tecnologia tornou-se imprescindível para viabilizar todos esses benefícios, garantindo elevação contínua de produtividade, diminuição de custos operacionais e, não menos importante, estruturação de processos sustentáveis e com baixa pegada ambiental.

Agricultura 4.0: Cadeia de Suprimento "On Demand"

A Agricultura Digital não só impacta os tradicionais modelos de negócios existentes, mas sobretudo cria novas oportunidades dentro e fora do campo.

Para tanto, as novas tecnologias têm focado sobretudo no usuário final, através do desenvolvimento de soluções com elevado padrão de usabilidade e customização. Desse modo, é possível que o administrador agrícola e sua equipe usufruam de todas as funcionalidades dos sistemas de modo muito mais simples.

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Hoje, o pequeno/médio agricultor pode alcançar o que há de mais avançado, sem a necessidade de investir pesadamente na expansão de equipes técnicas in-loco ou mesmo dispender muito tempo e esforço para o aprendizado das novas soluções. Boa parte das tarefas foram delegadas às plataformas de Internet das Coisas (IoT) que tomam decisão com alta velocidade e assertividade.

Mas a Agricultura 4.0 não produz efeitos apenas no interior das lavouras. Toda a cadeia produtiva conectada ao campo está se beneficiando com a inovação cada vez mais democrática. E isso tem acontecido de três maneiras principais:

  • Closed-Loop Process

A transformação digital no campo garante processos mais inteligentes e articulados sob demanda. Com isso é possível reduzir o uso de químicos na produção, diminuir os resíduos e aproveitá-los de maneira inteligente, conectando-os a outros processos adjacentes, capazes de aliviar a pegada ambiental da cadeia produtiva.

Além disso, os ciclos fechados, sobretudo na Cadeia de Suprimentos, sintonizam perfeitamente o consumo com a produção, evitando o desperdício ou a falta de alimentos, ambos prejudiciais para a administração financeira das fazendas.

  • Serviços e Produtos Personalizados

As novas tecnologias hoje podem ser desenhadas "on demand". Isso significa que o agricultor construirá junto ao seu parceiro fornecedor a solução que se encaixe perfeitamente à realidade atual de sua produção.

Mais do que isso, todos os serviços em torno da solução arquitetada (como suporte de atendimento, manutenção, chamados, alertas, alarmes, etc) podem ser configurados para atender com alta especificidade as mais diversas demandas do dia a dia.

  • Ecossistema Colaborativo

Cadeias de Suprimento interligadas e conectadas em tempo real permitem trocas de informação e dados fundamentais para o sucesso de todos os players envolvidos nos sistemas agrícolas.

De produtores ao consumidor final, todos se beneficiam com a transformação digital do campo, uma vez que cultivos mais inteligentes garantem produtos de melhor qualidade e mais baratos.

V2COM: presença no campo do começo ao fim

Embora a revolução digital esteja em clara expansão no campo, ainda são poucos os parceiros tecnológicos capazes de oferecer soluções 360°, que atendam as necessidades do agricultor do começo ao fim.

A V2COM, há mais de 17 anos no ercado de IoT, oferece a seus clientes e parceiros o grande diferencial de desenvolver tanto Hardware quanto Software, arquitetando soluções com elevado grau de customização e adaptabilidade aos mais diversos locais e demandas.

Sua exclusiva metodologia de PoV garante que o Custo da Solução seja sempre menor que o Custo do Problema, escalando resultados em curto intervalo de tempo. Com isso, garante a eficiência financeira, sem deixar para trás a fundamental necessidade de promover o desenvolvimento sustentável.

Dessa maneira, a V2COM fomenta a Agricultura 4.0, em nível nacional e internacional, impactando positivamente a vida de milhões de pessoas com segurança e responsabilidade ambiental.

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Biomimética: o mais eficiente "benchmarking" para a inovação

Biomimética: o mais eficiente "benchmarking" para a inovação

Ao longo dos últimos 3.8 bilhões de anos, a Natureza tem se mostrado bastante rígida quando o assunto é controle de qualidade. Prova disso é que apenas um décimo (1/10) de 1% das espécies que já estiveram na Terra sobreviveram até os dias atuais.

Por essa razão, cada vez mais estudiosos, empresas, universidades e centros de pesquisa do mundo todo estão se debruçando sobre as 30 milhões de espécies vitoriosas para entender melhor suas estruturas fisiológicas, morfológicas e bioquímicas, além do modo como interagem com o meio ambiente.

A Biomimética acredita que o sucesso desse pequeno grupo remanescente deve-se à elevada capacidade com que atendeu o que se denomina “Princípios da Vida”. São eles os grandes responsáveis por permitir o sucesso evolutivo das espécies mais resistentes e adaptáveis.

Fonte: Biomimicry
Fonte: Biomimicry 3.8

Cada vez mais, esses princípios desempenham também um importante papel no desenvolvimento de novas tecnologias e modelos de negócios. Eles funcionam como “benchmarking” para que as empresas superem o desafio de prosperar de maneira sustentável, por sinal, uma das demandas mais importantes do século XXI.

A seguir, detalharemos três desses “Princípios da Vida”, cuja aplicabilidade prática na esfera dos negócios garantiu não só a sobrevivência de algumas empresas, mas sobretudo a sua compatibilidade com a nova realidade do mercado.

Evoluir para sobreviver: integrando o inesperado

O que é a evolução senão uma combinação aleatória de genes que se adapta melhor ao meio ambiente?

Ao longo dos milênios, grande parte das inesperadas mutações genéticas não levaram a resultados bem-sucedidos, que fossem compatíveis com a vida. Entretanto, algumas vezes, esses “erros” não só se mostraram viáveis, como também responsáveis por originar indivíduos mais bem adaptados e resistentes.

Dobras na pele do elefante: uma mutação que deu certo

Exemplo disso é o tamanho atual dos elefantes, o maior mamífero terrestre. Cientistas afirmam que uma mutação espontânea afetou a textura da pele do animal, deixando-a repleta de rugas. O que poderia ser apenas algo indiferente ou até mesmo prejudicial facilitou a sobrevivência. Com o aumento da superfície de contato pelas dobras, o organismo dos elefantes permitiu maior troca de calor com o ambiente, de tal forma que os corpos puderam aumentar de tamanho, sem o risco de superaquecimento.

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Traçando-se um paralelo com o mundo dos negócios, algumas empresas também tiveram suas histórias marcadas por “erros” inesperados que impactaram positivamente os resultados. Foi o que aconteceu com a empresa 3M, um excelente exemplo de integração do inesperado. Anos atrás, enquanto tentava desenvolver uma nova cola, a 3M não alcançou o esperado, chegando apenas à uma versão inicialmente considerada como falha. Mas após o olhar visionário dos cientistas envolvidos no projeto, percebeu-se uma importante vantagem daquela mistura: a capacidade de ser reutilizada. Desde então, os Post-its tornaram-se um imenso sucesso e até hoje ocupam grande fatia da receita da empresa.

Adaptar-se às novas condições: respondendo aos contextos dinâmicos

Adaptar-se é uma das necessidades mais básicas e ao mesmo tempo mais desafiadoras para qualquer negócio. Diariamente, novas tecnologias surgem, impondo uma nova dinâmica ao mercado. As empresas que se mantêm saudáveis e competitivas por mais tempo são justamente aquelas capazes de se adaptar (e até mesmo se adiantar) a essas mudanças.

A Natureza é fonte extensiva de mecanismos de adaptação que garantem a sobrevivência das espécies. A camuflagem do polvo é certamente um dos exemplos mais interessantes. O animal é capaz de mudar a cor do corpo de acordo com a superfície em que se apoia. Para tanto, faz uso dos cromatóforos, pequenas células epiteliais ativadas por contração muscular. Com a camuflagem, os polvos conseguem se proteger dos predadores e caçar com mais eficiência, ao mesmo tempo em que se deslocam para diferentes ambientes com bastante segurança.

Polvo camuflagem
Camuflagem do Polvo: um exemplo de adaptabilidade aos contextos adversos

No mundo empresarial, são diversas as situações em que uma companhia precisa responder rapidamente às mudanças contextuais. Um bom exemplo disso é a nova relação do mercado com os dados.

Anos atrás, eram poucas as empresas que tomavam decisões com base na análise inteligente de dados. Por essa razão, a resposta aos problemas costumava ser muito mais lenta, comprometendo a eficiência dos processos e os retornos financeiros dos projetos.

Com o advento de novas infraestruturas de rede e de tecnologias de Internet das Coisas (IoT), as fábricas sofreram grandes mudanças. Sensores passaram a coletar uma enorme quantidade de dados e transmiti-los para softwares inteligentes em tempo real. Surgia a Indústria 4.0 e toda sua capacidade inédita de elevar a eficiência e a segurança dos processos fabris e reduzir drasticamente os custos operacionais, por meio de manutenção preditiva e melhor gerenciamento de fluxos.

Nesse contexto, as empresas que não se adaptaram com rapidez às novas tecnologias certamente sentem muito mais dificuldade para se manter competitivas atualmente.

Ser eficiente no uso de recursos: diminuindo o consumo de energia nos processos

Obter energia custa energia. Essa é a máxima que perfaz a Natureza desde o princípio e, a cada dia, torna-se mais crítica para uma sociedade ainda muito dependente de recursos escassos.

Não é à toa, portanto, que a energia é um dos grandes temas do século XXI. Nunca foram desenvolvidas tantas tecnologias com foco na redução do consumo, no combate à fraude e no uso de fontes mais limpas.

Um exemplo são as Smart Grids. Graças ao alto nível de tecnologia agregado, elas conseguem responder a várias demandas da sociedade moderna, tanto no que se refere às necessidades energéticas, quanto em relação ao desenvolvimento sustentável. A maior eficiência e controle do fluxo de energia proporcionam um conjunto variado e abrangente de benefícios para consumidores, concessionárias de energia e para o próprio sistema elétrico como um todo.

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Os medidores inteligentes são o cerne desse sistema. Eles são versões mais modernas dos medidores convencionais e disponibilizam uma série de funcionalidades inovadoras, como o envio de eventos e alarmes, além da possibilidade de medição remota. Com isso, milhões de megawatts são economizados todos os anos, o que leva à redução na tarifa para os consumidores finais.

Na natureza, a hibernação é um dos mais eficientes mecanismos de proteção de energia utilizados por animais homeotérmicos, aqueles com temperatura corpórea constante. Durante o inverno, algumas espécies entram em estado de latência, reduzindo a frequência cardiorrespiratória e a temperatura corporal, que pode chegar a apenas 5° C. Com isso, elas conseguem se manter vivas, mesmo ficando quase quatro meses sem se alimentar.

Como se nota, as correlações entre o ambiente de negócios e a Natureza acontecem a toda hora, muitas vezes sem que sequer tenhamos ciência disso. Ao seguir os "Princípios da Vida", inúmeras espécies ao longo dos últimos milênios têm desenvolvido mecanismos eficientes de sobrevivência que garantiram a sua perpetuidade na Terra. Muitas vezes, a inovação já está posta à mesa: cabe a nós desenvolver a capacidade de observá-la com mais atenção.

 


Eficiência das usinas eólicas

Como a IoT aumenta a eficiência das usinas eólicas?

Como a IoT aumenta a eficiência das usinas eólicas?

A energia dos ventos já abastece cerca de 22 milhões de residências por mês no Brasil, com aproximadamente 14,5 GW de capacidade instalada (em 2011, eram menos de 1 GW). São mais de 7.000 aerogeradores e 565 parques eólicos no país, 85% deles na região nordeste. Ao que tudo indica, nos próximos, anos esses números devem ficar ainda maiores com a progressiva elevação na eficiência das usinas eólicas.

Dados recentes da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) indicam que, em 2019, a energia produzida a partir da força dos ventos deve alcançar a segunda posição entre as fontes brasileiras, ficando atrás somente da hidrelétrica. Ela deve superar, inclusive, a produção conjunta das termelétricas e usinas de biomassa.

ANEEL: eficiência de usinas eólicas
                                                                                                                           Fonte: ANEEL

Os parques eólicos são um excelente exemplo de máquinas conectadas que podem operar de forma independente, ao menos até que algo de errado interrompa o andamento dos processos. E é justamente aí que entra a Internet das Coisas. Os sistemas mais avançados de IoT permitem o aumento contínuo da eficiência das usinas eólicas, ao mesmo tempo em que preveem com elevada acuracidade o melhor momento para a manutenção dos ativos, evitando custos desnecessários.

Manutenção Preditiva Inteligente diminui custos

Ao redor do mundo, as fazendas eólicas estão travando importantes batalhas para manter a eficiência dos sistemas. Intempéries climáticas — como chuvas excessivas, tempestades de areia, fortes vendavais, oscilações térmicas e movimento das marés — diminuem o intervalo de tempo necessário entre as manutenções, aumentando os custos.

A região do Mar do Norte — conhecida pela agressividade dos ventos — recentemente sofreu importantes perdas devido a problemas com o mapeamento de manutenção. Engenheiros tiveram que examinar e reformar 206 torres, após danos não previstos. Na Alemanha, uma outra fazenda eólica sofreu com o colapso de vários aerogeradores muito antes do esperado. Acreditava-se que os ativos trabalhariam sem problemas por pelo menos 15 meses quando, na verdade, eles aguentaram apenas 15 semanas de funcionamento.

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Diante disso, as engenharias de projetos passaram a se apoiar nas novas tecnologias de IoT para garantir a total eficiência das usinas. Fez-se necessário o acompanhamento automático e em tempo real dos parques para evitar o colapso dos sistemas e os altos custos com reparos e substituição de peças.

Essas tecnologias tornam-se ainda mais necessárias toda vez que uma fazenda decide adicionar megawatts ao esquema geral do sistema, o que eleva a importância fundamental da manutenção preditiva. Sensores de alta capacidade associados a plataformas de IoT robustas e inteligentes permitem mapear e monitorar, em detalhes, o cisalhamento e a velocidade do vento, a temperatura atmosférica e do mar, o torque, a vibração dos sistemas, entre muitas outras variáveis. Todas elas, juntas, fornecem informações que levam à tomada de decisão.

 

Uma turbina pode ter mais de 150 sensores acoplados
                                            Uma turbina pode ter mais de 150 sensores acoplados

A partir dessa coleta de dados, as plataformas de Internet das Coisas geram respostas instantâneas a todo e qualquer problema que possa aparecer, corrigindo-os no menor intervalo de tempo possível. Mais do que isso, a inteligência dos softwares garante que a operação se antecipe às falhas, disparando avisos que permitem alterações processuais, antes mesmo que o dano torne-se realidade. Tudo isso, claro, diminui os custos operacionais.

Plataformas de IoT elevam a eficiência das usinas eólicas

Redes industriais conectadas a estruturas remotas, como as fazendas eólicas, precisam de sistemas redundantes. Os projetos de turbinas devem ser compostos por alertas ativos e antecipados, além de respostas automáticas de segurança (shutout / shutoff). Desse modo, é possível se adiantar na resolução de problemas, sem interrupções desnecessárias que geram perdas financeiras.

As plataformas de IoT são peça-fundamental nesse processo. Com capacidade de trabalhar uma quantidade enorme de dados por segundo, elas diminuem o tempo de resposta dos sistemas, enquanto elevam a inteligência do mecanismo como um todo: quanto mais dados e respostas automáticas, mais a plataforma adquire capacidade preditiva com elevada acuracidade.

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Esse padrão de rede para ambientes externos funciona em sentido duplo. De um lado vai o dado transmitido do sensor até a placa de emergência; do outro volta o comando para a ação a ser tomada, através da mesma rede ou de outras. Como exemplo, quando se recebe o dado de superaquecimento, tem-se como resposta imediata o desligamento dos equipamentos.

Esse vaivém de dados e respostas eleva o refinamento do sistema, de tal forma que as escolhas ficam ainda mais eficientes. Quando os aspectos de aprendizagem das redes combinam-se com sistemas redundantes e mais robustos, eles passam a trabalhar juntos, tornando o aprendizado ainda mais rápido, num ciclo virtuoso. No exemplo anterior, em vez de uma resposta para desligar por completo o sistema, poderia ocorrer apenas a ordem de desaceleração ou mesmo o desligamento de apenas uma única turbina.

V2COM: aliada estratégica do mercado de energia 

A V2COM consolidou-se no mercado nacional e internacional por ser um dos poucos fornecedores de soluções de IoT ponta à ponta. Com isso, garante um elevado grau de customização dos projetos que se adequam perfeitamente às mais diferentes necessidades dos clientes.

Por desenvolver integralmente tanto hardware quanto software, a V2COM alcançou um padrão de tecnologia plenamente compatível com as inovações, integrando-se perfeitamente a diferentes realidades de forma bastante ágil. As histórias de sucesso de centenas de clientes sempre resultaram em impacto financeiro positivo associado à escalabilidade dos projetos em tempo recorde.

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Internet das Coisas "Inspired by Nature": algoritmos, redes e segurança de sistemas

Internet das Coisas "Inspired by Nature": algoritmos, redes e segurança de sistemas

Por muito tempo, a história foi palco de estudiosos que usavam a natureza como fonte de inspiração para suas atividades, fosse na literatura, artes plásticas, arquitetura ou engenharia. Entre os vários expoentes, Leonardo da Vinci destaca-se pela vasta obra de invenções e desenhados modelados a partir do que observava na natureza e no corpo humano.

Biomimética. Inspired by Nature
Leonardo da Vinci - Estudo sobre as asas de pássaro

Com o advento da linha de produção e do capitalismo em escala, aos poucos esse exercício de observação foi deixado para trás. Surgia uma nova geração de negócios baseada, sobretudo, na velocidade de execução e na inovação a partir do zero. O meio ambiente deixou de ser fonte de inspiração e tornou-se apenas mais um instrumento para o avanço; um grande ser passivo e constantemente modificado.

Se por um lado as inovações vindas desse movimento foram fundamentais para a articulação do sistema capitalista moderno, por outro é inegável que o olhar acelerado dos novos negócios subestimou a fundamental importância de unir a tecnologia à sustentabilidade. Não é à toa que um dos maiores desafios do século XXI seja justamente corrigir esses desvios, interrompendo os danos ambientais e sociais já feitos e, a partir disso, aplicar a inovação de forma sustentável.

Em um mundo marcado por amplo dinamismo,
a incerteza não pode ser desculpa para a inércia
ou viés para o status quo

Nesse sentido, as empresas têm direcionado vultosos investimentos com intuito de redesenhar ou melhorar os modelos de negócios vigentes. Nessa tarefa, o olhar sobre o meio ambiente como fonte de inspiração voltou a conquistar a posição de destaque da época de da Vinci. Cada vez mais produtos, sistemas e serviços estão usando a Biologia como alicerce criativo e funcional. A partir dela, são produzidos materiais de última geração e articulados processos muito mais eficientes, sem perder de vista a necessidade urgente de articular o progresso financeiro à manutenção das comunidades locais e do meio ambiente.

Apenas para citar um dos incontáveis exemplos que hoje percorrem o mercado, a fundadora da consultoria Biomimicry 3.8, Janine Benyus, analisou a digestão de carrapatos e mosquitos para encontrar maneiras de remover manchas de sangue em lavanderias hospitalares com menos cloro. Com isso, ela conseguiu ao mesmo tempo reduzir os custos com insumos e a pegada ambiental do processo de higienização.

Internet das Coisas (IoT) Inspired by Nature

A Internet das Coisas (IoT) é uma das ferramentas mais poderosas e compatíveis com essa nova demanda por tecnologias que já estão revolucionando o mercado. Os bilhões de dispositivos conectados ao redor do mundo funcionam como um grande ecossistema em rede e devem ser altamente adaptáveis às necessidades e ameaças crescentes, de forma a se auto-organizar independentemente da variedade de dispositivos de comunicação sob sua influência, assim como outros sistemas e aplicações. Além disso, tal como os seres vivos, eles precisam ser resistentes às imprevisíveis mudanças e permitir a escalabilidade.

Aprofunde-se no tema:

Para gerir esses desafios de modo inteligente, seguro, automático e com pouca interferência humana, players do mercado despontam na vanguarda da aplicação da Biomimética através de soluções bio-inspiradas ("Inspired by Nature"). O intuito principal é buscar maneiras de amenizar os problemas que surgem com o tamanho e dinamismo das redes de IoT. Além disso, eles tem desenvolvido os chamados algoritmos bio-inspirados para economizar energia consumida por sensores e para roteamento e sincronização de nós.

Baleias e vaga-lumes, por exemplo, servem de base para o desenvolvimento de sistemas de antenas inteligentes, capazes de utilizar eficientemente o espectro de radiofrequência. A partir disso, é possível atender com melhor performance os sistemas sem fio e, ao mesmo tempo, obter transmissões confiáveis e robustas de alta velocidade de dados, fundamentais às soluções de IoT.

A segurança de dados é um outro importante campo de estudo que tem usado a Biomimética como fonte de inspiração para desenvolver sistemas cada vez mais inteligentes e eficazes. Para tanto, as chamadas redes bio-inspiradas partem da análise dos sistemas imunológicos dos animais, especialmente dos mamíferos.

Formada por milhões de células de defesa, naturalmente adaptáveis, auto-organizáveis e com memória de aprendizado, a cadeia imunológica em camadas dos mamíferos apresenta o funcionamento perfeito para escalar resultados de maneira segura, garantindo a manutenção das espécies. A partir da análise detalhada desse funcionamento, sistemas artificiais de segurança em rede poderão ser melhorados, garantindo alta adaptabilidade e evolução, sem perder de vista a necessidade de respostas de neutralização cada vez mais rápidas, eficientes e sem intervenção humana.Biomimicry_Inspired by Nature

A Biomimética ainda possui outras infinitas aplicações, tão vastas quanto as possibilidades biológicas que compõem a vida. Embora relativamente nova no mercado, essa área da ciência está em amplo desenvolvimento e promete revolucionar o modo como as empresas atuam e gerem o processo de inovação. A Forbes, inclusive, chegou a citá-la como a próxima grande tendência tecnológica.

Em um mundo marcado cada vez mais por negócios dinâmicos e voláteis, a incerteza não pode ser desculpa para a inércia ou viés para o status quo. Muito pelo contrário, as empresas globais devem se portar como protagonistas perante esses avanços, sempre em busca da máxima eficiência de modo sustentável. Nessa jornada, as lideranças corporativas inclinam-se a ficar progressivamente mais inspiradas pela Biologia, que passa a funcionar como importante referência para a otimização e criação de soluções adaptáveis e resilientes.

A V2COM posiciona-se na vanguarda dos estudos e das aplicações da Biomimética no Brasil, desenvolvendo soluções “Inspired by Nature”, altamente adaptáveis e escaláveis, sem perder de vista a segurança e a simplicidade de aplicação.

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Aumenta confiança do mercado em IoT, aponta Vodafone IoT Barometer 2019

Aumenta confiança do mercado em IoT, aponta Vodafone IoT Barometer 2019

A edição de 2019 do Vodafone IoT Barometer acaba de ser lançada. O estudo deixou claro que a adoção da Internet das Coisas (IoT) vem aumentando ano a ano, em escala global. É crescente o número de empresas que passou a buscar parceiros externos com expertise comprovada, deixando de lado as iniciativas custosas para desenvolver as tecnologias internamente.

Para a pesquisa, a Vodafone entrevistou 1.758 empresas em todo o mundo. Mais de um terço delas (34%) já adotam alguma tecnologia de IoT e 84% afirmam estar mais confiantes hoje com as soluções do que há 12 meses. Ainda, os entrevistados têm se mostrado cada vez mais dependentes da IoT para a execução de seus negócios.

Ao menos 76% deles admitem que a Internet das Coisas já é crítica para o cumprimento da missão corporativa e 8% concluem que as atividades empresariais dependem dessas tecnologias na totalidade para existir.

Ainda nesse sentido, 72% dos participantes veem a Internet das Coisas como viabilizadora da transformação digital. Para eles, sem a devida implementação dessas tecnologias, é impossível que as empresas se transformem digitalmente de maneira efetiva.

A edição deste ano ainda destaca que para 74% das empresas é imprescindível a incorporação da IoT nos processos, com vistas à manutenção da vantagem competitiva. Aquelas que não implementarem as soluções no intervalo dos próximos cinco anos ficarão para trás na liderança de seus segmentos.

A pesquisa apontou que 70% das empresas já concluíram ao menos uma fase de piloto de projetos de IoT e que 95% delas relatam auferir benefícios claros e mensuráveis a partir do investimento inicial. Além disso, 83% dos entrevistados irão ampliar as implantações nos próximos anos. Isso deixa claro que as empresas primeiramente precisaram elevar o grau de confiança diante dos resultados conquistados com as aplicações iniciais das tecnologias para somente então aumentar os investimentos e se debruçarem em soluções mais complexas e escaláveis.

Os dados da pesquisa mostram que esses benefícios podem ser percebidos de diversas maneiras, incluindo:

  • Redução de custos operacionais (53%);
  • Refinamento na obtenção de dados (48%);
  • Elevação da receita a partir dos processos já existentes (42%).

Parceiros externos fornecedores de IoT são peças-chaves

Os entrevistados afirmaram que, para viabilizar esses resultados positivos, eles contam com plataformas de IoT robustas e inteligentes, fornecidas por parceiros externos capazes de implementar os projetos de maneira fácil e ágil. Com isso, as empresas serão capazes de aumentar o número de projetos em andamento, o que significa retornos (ROI) mais rápidos e maiores.

Prova disso é que entre os entrevistados que se classificaram como "avançados" em IoT — aqueles capazes de expandir a tecnologia com agilidade, experimentando diversos cases ao mesmo tempo — 87% relataram maior ROI quando comparados aos 17% das empresas que ainda estão no "nível iniciante". Assim, o estudo corrobora mais uma vez a correlação direta entre o número de projetos simultâneos em andamento e o retorno auferido a partir deles.

Leia Mais

A edição de 2019 evidenciou uma tendência já notada pelo mercado nos últimos anos. Cada vez mais, as empresas têm buscado soluções de IoT, cientes de que os resultados são comprovadamente efetivos. Os executivos responsáveis pelos projetos da área elevaram seu grau de confiança em parceiros externos que tornam-se peça-chave na consolidação das estratégias de transformação digital. O mercado, como um todo, também entende com mais nitidez que inserir-se nesse processo de inovação deixou de ser uma escolha. As empresas que hoje não estejam atuando pesadamente nessa direção, certamente encontrarão problemas no prazo máximo de cinco anos, ficando para trás na liderança competitiva.


Tecnologia 5G

McKinsey aponta olhar pragmático do mercado sobre tecnologia 5G

McKinsey aponta olhar pragmático do mercado sobre tecnologia 5G

Embora o assunto "5G" esteja entre as pautas mais comentadas dos últimos tempos, pouco se sabe o que as empresas de telecom pretendem fazer com essa tecnologia nos próximos anos.

Na busca por respostas, a McKinsey realizou uma pesquisa com 46 CTO's diretamente envolvidos em projetos de 5G ao redor do mundo. Em linhas gerais, os executivos negaram tanto o extremismo positivo quanto negativo em relação ao avanço. Para eles, a tecnologia continuará sua consolidação até 2022 e elevará a relação (CAPEX/Preço de Venda), mas não em níveis tão alarmantes quanto os analistas mais pessimistas defendem.

A seguir, detalhamos os principais achados da pesquisa.

Novos modelos de negócios são esperados 

Até o momento, nenhum operadora foi clara ao afirmar se pretende ou não trabalhar com outros provedores no compartilhamento de rede ou se usarão a infraestrutura 5G de terceiros (própria ou compartilhada).

Para o mercado, entretanto, a questão parece estar bem definida. 93% dos entrevistados esperam pelo compartilhamento de rede, especialmente em locais onde não faz sentido ter várias delas. Além disso, 90% deles pretendem que "hosts neutros" de terceiros forneçam parte da rede a ser executada por vários operadores.

Veja em detalhes:

A pesquisa ainda mostrou que embora haja um forte consenso em relação ao potencial transformador da nova tecnologia, ainda são pequenas as aplicações práticas do 5G. E, em razão disso, são necessários mais investimentos que comprovem a compatibilidade financeira entre a nova rede e os padrões de negócios que podem surgir dela. Até lá, as operadores deverão caminhar de forma mais conservadora, até notarem de fato a consolidação de estratégias mais definidas no mercado.

Situação semelhante aconteceu no início dos anos 2000. Na época, a tecnologia 3G ainda era novidade e começou de forma tímida. Aos poucos, porém, conforme algumas empresas decidiram ampliar sua capacidade de uso com o lançamento de novos produtos e serviços, a tecnologia expandiu-se, atingindo os patamares já conhecidos.

5G é entendido como vantagem competitiva

Para 76% dos entrevistados, os investimentos na tecnologia 5G são vistos como uma maneira de garantir ou até mesmo reconquistar a liderança em seus segmentos de atuação. A tecnologia, nesse caso, funcionaria como estratégia de reposicionamento no mercado.

A experiência do consumidor surge em segundo lugar, mencionada por 54% dos executivos. Na sequência, é citada a capacidade de expansão, por 46% deles.

Curiosamente, a maioria dos operadores não vêem na IoT uma das principais razões para o fomento ao 5G. A McKinsey conclui, a partir do estudo e da experiência com o mercado, que isso se deve à demanda atual pelo uso da Internet das Coisas, ainda bem atendida pela estrutura de rede vigente.

Tecnologia 5G
Fonte: McKinsey

ROI esperado está diretamente ligado aos custos da nova rede

Os cases de negócios práticos e as estratégias bem desenhadas que envolvem as tecnologias 5G ainda não estão claros para a maioria dos executivos. Aproximadamente 66% sentem-se incertos quanto ao financiamento desses projetos e 60% enfrentam problemas na hora de transformar a tecnologia em negócios.

Essa realidade é diferente apenas na América do Norte, onde apenas 11% dos entrevistados afirmam enfrentar esse tipo de desafio. A Europa, por sua vez, aparece no outro extremo: 100% dos executivos que participaram da pesquisa afirmam estar diante de um aparente impasse entre o fomento a novos negócios e o uso da tecnologia 5G.

Dois terços dos entrevistados ainda acreditam que a evolução 5G trará custos adicionais aos negócios, tornando-os, inclusive, mais complexos. A relação entre despesas de capital e vendas deverá aumentar, isso em razão da densificação necessária em muitas das redes para alavancar as frequências mais altas, bem como das novas aquisições de espectro.

No mesmo sentido, espera-se que as despesas operacionais também cresçam, sobretudo para as indústrias. 60% esperam elevação nos custos dos locais onde estão instalados os ativos, 50% acreditam em manutenções mais caras e 40% preveem aumento nos custos de TI.

Em razão disso, praticamente todos os entrevistados acreditam que o compartilhamento de rede será mandatório, justamente por representar uma redução dos custos das operadoras, especialmente em áreas mais remotas, como as zonas rurais.

O mercado aposta nos "neutral hosts"

90% dos entrevistados esperam adotar novos modelos de negócios, como os "neutral hosts". Entretanto, ainda não se sabe ao certo quem serão os terceiros envolvidos.

Os "neutral hosts" são vistos como peças-chaves, pois assumem importantes papéis que poderão viabilizar e expandir o novo padrão de rede. Eles funcionariam como um importante suporte financeiro às novas demandas esperadas com o 5G. Além disso, eles viabilizam operações, sobretudo em locais com alta demanda por conectividade e limitado espaço, o que impede que várias operadoras de redes móveis instalem, ao mesmo tempo, seus equipamentos.

Por fim, os "neutral hosts" elevam a experiência dos consumidores, especialmente em locais lotados, onde a transmissão de dados é muito recorrente. Nessas situações, a infraestrutura compartilhada garante a capacidade para atender o alto tráfego.

A tecnologia 5G ainda é vista de forma pragmática

O estudo da McKinsey deixa claro que, em geral, o mercado ainda tem um olhar bastante pragmático para a nova tecnologia 5G. Embora seja inegável o poder de transformação que a rede promete aos consumidores e às empresas, ainda inexiste uma construção sólida de estratégias que permita viabilizar financeiramente essa inovação.

Até que isso aconteça, as operadores esperam intensificar os testes, enquanto os demais players do mercado devem se debruçar em planejamentos mais sólidos. Ao que tudo indica, apenas a partir de 2022 a tecnologia 5G estará madura o suficiente para ser escalada nos mesmos padrões que suas versões anteriores.