expandir soluções de IoT

Do piloto à escala: os desafios para expandir soluções de IoT

Do piloto à escala: os desafios para expandir soluções de IoT

O mercado experimentou, nos últimos anos, uma série de tecnologias desenvolvidas a partir da Internet das Coisas. É natural que, no próximo momento, as empresas invistam em esforços de escalabilidade. Com isso, os projetos começam a ficar cada vez mais complexos e a envolver um número crescente de pessoas e departamentos dentro das organizações.

Para entender melhor esses desafios, uma pesquisa encomendada à Informa Engage entrevistou 160 executivos de diferentes partes do mundo. Os achados são importantes, pois ajudam a guiar esforços na hora de expandir soluções de IoT, sem perder de vista o retorno financeiro esperado com a iniciativa.

Segurança: o aspecto mais importante para os entrevistados

Há alguns anos, critérios como segurança e privacidade não eram tidos como prioridade na maioria dos projetos de tecnologia. Entretanto, com o crescimento jamais visto do número de dados coletados e processados, inúmeros incidentes, muitos deles criminosos, começaram a ser reportados em todo o mundo.

A partir disso, protocolos de segurança cada vez mais robustos passaram a ser desenvolvidos e o assunto hoje é o principal desafio quando falamos de soluções de IoT. Veja o gráfico abaixo:

 desafios para expandir soluções de IoT

Atualmente, os sistemas e dispositivos interconectados são desenvolvidos de forma a garantir a segurança, privacidade e integridade dos dados. Com isso, as soluções desempenham, ao mesmo tempo, um papel preventivo, proativo e, quando necessário, corretivo diante de qualquer invasão que porventura aconteça.

Para tanto, uma série de ações precisa ser levada em conta para maximizar tanto a efetividade quanto a confiabilidade das novas tecnologias. Entre elas, destacam-se:

  • Desenvolver projetos seguros, em nível de hardware, software e hospedagem em nuvem;
  • Melhorar o controle de governança de TI;
  • Estabelecer padrões de segurança elevados;
  • Implementar sistemas de controle de qualidade;
  • Realizar análises de vulnerabilidade do dispositivo;
  • Utilizar protocolos seguros de atualizações e correções;
  • Desenvolver sistemas com criptografia para proteção de dados;
  • Realizar testes de segurança;
  • Desenvolver plano de contingência contra possíveis ameaças futuras;
  • Monitorar constantemente o sistema para detectar possíveis ameaças cibernéticas;

Metade dos custos de implantação deve-se às integrações

A implantação da arquitetura é o segundo desafio mais apontado pelos entrevistados, sobretudo no momento de escalar resultados. Os líderes e gestores envolvidos passam a trabalhar diante de um novo cenário de maior complexidade, tendo que integrar diferentes tipos de sistemas operacionais, protocolos e requisitos de comunicação. Há mais elementos em campo (dispositivos, redes, plataformas e aplicações) e equipes maiores para gerir.

Esse contexto costuma demandar o desenvolvimento de integrações mais robustas, um desafio que, além de complexo, pode ser custoso se não bem planejado. Segundo uma pesquisa da Gartner, metade dos custos de implantação dos projetos de IoT devem-se apenas às integrações.

Para facilitar a execução dessas demandas, a palavra-chave é orquestração. Com um planejamento bem controlado e com a expertise de empresas parceiras, a escalabilidade das soluções de IoT pode, sim, acontecer sem grandes entraves, de forma rápida, segura e com ROI verdadeiramente interessante.

Leia mais:

Elektro reduz 60% do custo de leitura com solução V2COM
Distribuidora de energia evita milhões em perdas com IoT

A convergência dos departamentos de Tecnologia da Informação e de Tecnologia Operacional na rede compartilhada é outro ponto citado pelos entrevistados como um grande desafio à escalabilidade dos projetos de IoT. Essa convergência IT/OT é algo que se estruturou com o tempo e permitiu uma visão mais ampla e global das informações que correm pela empresa, com respectivo aumento da eficiência operacional.

Em especial nos setores com elevado volume de ativos (manufatura, energia, transporte), os dois departamentos tradicionalmente operam com bastante independência, cada qual a partir de requisitos e prioridades de redes próprios.

 desafios para expandir soluções de IoT

O advento e a implementação das tecnologias de Internet das Coisas aceleraram a dinâmica IT/OT e, como consequência, aumentou-se a dificuldade de sintonizar as prioridades de ambas as áreas. Não raras vezes, essas prioridades podem, inclusive, "brigar" entre si. Como exemplo, enquanto para TI o foco pode ser a segurança de dados, para OT a atenção pode estar na sua disponibilidade.

Orquestrar essa convergência é fundamental para que não se perca tempo, dinheiro e esforço de mão-de-obra qualificada.

Desafios são vencidos através de parcerias

Talvez o maior valor comercial das soluções de IoT esteja na geração de insights a partir do processamento e análise de um grande volume de dados. Mas para que isso aconteça, é importante identificar e superar muitos dos desafios apontados na pesquisa, especialmente aqueles que, de alguma maneira, barrem a escalabilidade dos projetos.

Cientes disso, mais de 75% dos entrevistados acreditam que obter resultados realmente impactantes é importante se conectar a empresas especializadas em serviços profissionais de IoT.

Essas parcerias são fundamentais na medida que ajudam a alocar esforços e recursos de modo sempre eficiente, além de viabilizarem uma importante troca de experiências e conhecimento entre profissionais de diferentes áreas. As empresas parceiras garantem implantações rápidas e seguras e já amplamente testadas ao longo dos anos de experiência.

A V2COM, através de sua premiada plataforma, equipe técnica altamente capacitada e metodologia exclusiva de PoV tem levado a tansformação digital a diversas empresas, alcançando em escala global mais de um milhão de dispositivos conectados de forma inteligente.

Quer conhecer de perto nossa metodologia de trabalho?
Preencha o formulário e retornaremos em breve

 

 

 


desperdício de energia

Brasil perde mais de R$ 60 bilhões com desperdício de energia

Brasil perde mais de R$ 60 bilhões com desperdício de energia

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) entrevistou 318 grandes empresas, entre abril e junho deste ano, para entender como caminham os investimentos em transformação digital no Brasil. Dos participantes, 54,5% pretendem ampliar suas iniciativas de inovação nos próximos três anos e 37,3% manterão os investimentos no mesmo padrão atual.

O levantamento, denominado "Transformação Digital", põe em debate o novo acordo entre Mercosul e União Europeia, já que o mercado brasileiro será impactado com um grande volume de produtos europeus altamente competitivos. Nesse contexto, a indústria nacional terá de investir pesadamente em inovação, produtividade e tecnologia, não apenas para salvaguardar uma fatia importante do próprio mercado, mas também para usufruir do enorme potencial que os dois blocos juntos, com mais de 750 milhões de consumidores, representará.

Desperdício de energia: o grande vilão da indústria brasileira

A geração e o consumo de energia elétrica estão entre os maiores entraves contra a alavancagem produtiva da indústria brasileira. Um recente estudo elaborado pelo American Council for an Energy-Efficient Economy colocou o Brasil entre os últimos cinco colocados de uma lista com 25 países, no que se refere às políticas públicas e práticas empresariais para a gestão eficiente de energia.

Entre as principais razões que explicam esse baixo desempenho estão os investimentos insuficientes. Apenas para comparar, enquanto direcionamos cerca de 191 milhões de dólares por ano para projetos de eficiência energética, a Alemanha já ultrapassou o montante de 2,5 bilhões de dólares, ou seja, cerca de 13 vezes mais.

Leia em detalhes

Elektro reduz 60% do custo de leitura com tecnologia V2COM

O desperdício de energia é também um outro importante ponto de atenção. Dados recentes divulgados pela ABESCO (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia) mostram que, entre 2014 e 2016, o Brasil desperdiçou o equivalente a 140% do montante anual gerado pela usina de Itaipu. Ou seja, mais de 60 bilhões de reais poderiam ter sido salvos caso tivéssemos combatido essas perdas.

A indústria é uma das maiores responsáveis por esse quadro, visto que consome ao menos 40% de toda a energia produzida no país. Maquinário obsoleto, motores com problemas de manutenção e a ainda insuficiente integração dos processos produtivos às últimas inovações tecnológicas são os grandes responsáveis por tamanho desperdício.

Transformação Digital: saída inteligente para aumentar a produtividade

Para contornar o desperdício de energia, a indústria brasileira precisa investir pesadamente em transformação digital. As novidades em Internet das Coisas (IoT) e os sistemas inteligentes cada vez mais precisos e integráveis garantem processos produtivos muito mais eficientes e sustentáveis. A McKinsey já afirmou que as fábricas inteligentes podem economizar até 20% no consumo de energia e elevar em 25% a produtividade do trabalho.

Desde 2002, a V2COM é referência em projetos nacionais e internacionais voltados à expansão da indústria 4.0. Com metodologia exclusiva de trabalho e milhões investidos em P&D, a tecnologia V2COM garante resultados altamente eficientes, retornos financeiros em tempo recorde e elevado potencial de escalabilidade para as mais diferentes realidades de negócios.

Quer conhecer mais detalhes de nossa frente 4.0?
Entre em contato pelo formulário abaixo

 

 

.


Corujas: inspiração para dispositivos biomiméticos de navegação direcional

Corujas: inspiração para dispositivos biomiméticos de navegação direcional

Engenheiros da Penn State University acabam de divulgar um estudo biomimético no qual analisam o modo como o cérebro das Corujas de Celeiro utiliza o som para localizar suas presas. A ideia é reproduzir o funcionamento para construir um novo padrão de dispositivos eletrônicos de navegação direcional.

A iniciativa veio após a equipe se deparar com o modelo de localização sonora criado por Lyoyd Jeffress. Desenvolvido em 1948, esse conceito explica como os sistemas auditivos biológicos registram e analisam pequenas diferenças no tempo de chegada do som para os ouvidos. Assim, conseguem localizar a fonte emissora.

Distância entre os ouvidos: chave para a localização

"As corujas podem descobrir de qual direção o som está vindo com uma precisão na ordem de 1 a 2 graus", explica o professor assistente envolvido na pesquisa, Saptarshi Das, em matéria publicada no portal da universidade. "Já os humanos, não são tão precisos. As corujas usam essa habilidade para caçar, especialmente porque o fazem à noite e sua visão não é tão boa assim."

A capacidade de usar o som para localização está associada à distância entre as orelhas. No caso das Corujas de Celeiro, cujo espaço é bastante pequeno, o cérebro adaptou-se para discriminar com a maior precisão possível a direção de onde vêm os estímulos sonoros. Assim, se o animal estiver diretamente voltado para a origem da fonte, as duas orelhas receberão o som ao mesmo tempo. Por outro lado, se a fonte estiver mais à direita, então o ouvido do mesmo lado receberá o estímulo um pouco antes que o esquerdo.

A partir do momento em que o som é captado - e tendo-se em vista que sua velocidade é maior que a de transmissão do estímulo pelos nervos da coruja - o cérebro do animal o converte em impulso nervoso e, imediatamente, desacelera-o para garantir o devido processamento. Com isso, redes nervosas de diferentes comprimentos e com entrada nas duas extremidades são utilizadas para determinar a exata distância onde os sinais (vindos de cada ouvido) coincidem. Assim, é possível estabelecer a direção da fonte sonora.

Transistores biomiméticos: emulando redes de nervos cerebrais

Corujas de Celeiro: inspiração para transistores biomiméticos

Na pesquisa de Saptarshi Das e sua equipe, foi criado um circuito eletrônico biomimético capaz de desacelerar os sinais de entrada e determinar o ponto de coincidência, imitando o funcionamento do cérebro da Coruja de Celeiro. Eles desenvolveram uma série de transistores de sulfeto de molibdênio para imitar a rede de nervos do cérebro da coruja que só transmite corrente quando as duas portas coincidirem, a partir da sintonização em um comprimento específico que registrará o som.

No entanto, apenas a direção não fornece a localização exata da fonte sonora. Para uma maior precisão, o dispositivo também precisa saber a altura em que ela se encontra. E esse é justamente o próximo desafio que a equipe está tentando superar.

Para esse primeiro protótipo de circuito, os pesquisadores utilizaram substratos-padrão, mas acreditam que, em uma próxima etapa, materiais bidimensionais (2D) poderão ser muito mais precisos e eficientes em termos energéticos. A redução no consumo de energia seria especialmente interessante para os dispositivos que trabalham sob baixa potência.

Leia também:

Biomimética: uma nova geração de baterias, sensores e fotocatálise

Biomimética: como o cérebro humano pode superar os desafios do Edge Processing?

"Milhões de anos de evolução no reino animal garantiram que apenas os materiais e estruturas mais eficientes sobrevivessem", diz Sarbashis Das, outro pesquisador envolvido no estudo. "Com efeito, a natureza fez a maior parte do trabalho para nós. Tudo o que temos a fazer agora é adaptar essas arquiteturas neurobiológicas aos nossos dispositivos semicondutores."

A equipe está agora analisando outros animais e outros circuitos sensoriais para pesquisas futuras. O grande diferencial do estudo está em replicar os supersensores do reino animal que, muitas vezes, superam a capacidade de processamento visual, auditivo e olfativo dos seres humanos.

Para ler mais detalhes, acesse o portal da Penn State University

Smart Farms: potencial bilionário brota do campo brasileiro

Smart Farms: potencial bilionário brota do campo brasileiro

Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações — hoje Ministério da Ciência e Tecnologia —, o uso de soluções de IoT no agro brasileiro movimentará entre US$ 5 bilhões e US$ 21 bilhões, até 2025. Como consequência, as chamadas smart farms alcançarão aumento de até 25% na produtividade e redução de 20% no uso de insumos. Foram essas as projeções apontadas por uma recente pesquisa da McKinsey encomendada pelo BNDES.

smart farm

O agronegócio está entre os setores com maior potencial de se transformar a partir da incorporação das novas tecnologias de IoT. Responsável por mais de 23% do PIB brasileiro, de acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), as propriedades agrícolas do Brasil somam hoje uma área que ultrapassa mil campos de futebol.

No entanto, essa revolução só acontecerá na prática caso as operações e atividades do campo passem a operar de forma integrada e inteligente. Nesse cenário, é possível aumentar a produtividade sem perder de vista os mais altos referenciais de eficiência. Os custos tornam-se mais controlados e os insumos das lavouras, como a água para irrigação, usados com menos desperdício.

Isso tudo, claro, só se tornou realidade graças ao desenvolvimento de novas tecnologias que viabilizaram a transformação digital das smart farms ao redor do país.

Parceiro tecnológico: a escolha fundamental para o sucesso

Cada vez mais, o agricultor e o pecuarista demandam informações em tempo real que os auxiliem na tomada de decisão com elevada assertividade. A melhoria da infraestrutura tecnológica do Brasil — como conectividade, penetração móvel, imagens de satélite e alfabetização digital da mão de obra — tem cooperado estruturalmente para que o ecossistema agtech do país seja uma realidade prática. E nesse contexto, um número crescente de empresas tem desenvolvido novas soluções específicas para resolver as demandas que nascem do campo brasileiro.

Mas diante de tantas opções disponíveis no mercado, como o gestor agrícola pode efetivamente avaliar e escolher o melhor parceiro para alavancar a produtividade com tecnologia de ponta?

O primeiro passo é analisar de forma criteriosa as propostas aparentemente simples, que prometam resolver todos os problemas de uma fazenda com apenas um clique.

Isso porque, no geral, essas ferramentas são desenvolvidas com o intuito de atenderem demandas de forma monolítica, ou seja, que possam ser usadas por um grande número de fazendas ao mesmo tempo, sem considerar as inevitáveis particularidades que cada cenário apresenta. Por essa razão, elas não costumam oferecer possibilidades de ajustes e customizações relevantes e, muitas vezes, não chegam a resolver as grandes "dores" que motivam os gestores agrícolas a procurar na tecnologia uma saída inteligente.

É fundamental que os gestores avaliem quais das soluções disponíveis no mercado são realmente construídas atendendo padrões de flexibilidade, ao ponto de se adequarem perfeitamente às demandas específicas, e não o contrário. Para tanto, o foco deve estar nos parceiros estratégicos que apresentem capacidade técnica e expertise suficientes para desenvolver sob demanda uma série de funcionalidades, além daquelas comumente oferecidas pelo mercado.

Além disso, é preciso levar em conta o quão integráveis e adaptáveis esses sistemas são, de tal modo que possam "conversar" com o maquinário e sistemas já em uso, sem a necessidade de substituições muito onerosas.

Como a tecnologia pode ajudar as smart farms na prática?

A tecnologia de IoT possui infinitas aplicações no ambiente rural. O monitoramento das frotas, a segurança das smart farms e a reconfiguração/integração de toda a cadeia logística, desde a produção até a entrega dos produtos nos centros distribuidores, são apenas alguns dos exemplos de uso possíveis.

Além disso, com o desenvolvimento de sensores cada vez mais avançados, ficou simples coletar e processar um enorme número de dados em tempo real com elevada precisão. Eles podem, por exemplo, disparar alarmes evitando roubo de cabeças de gado à noite e monitorar tanques de combustível para indicar o exato momento para o reabastecimento de tratores e outras máquinas, evitando paradas inesperadas e custosas. Ainda, quando integrado a sistemas inteligentes, esses dispositivos permitem monitorar a frota e acompanhar remotamente para onde está sendo transportada a produção, de tal forma que qualquer desvio é imediatamente identificado.

Veja também:

Todas essas benfeitorias, entretanto, requerem esforço por parte dos produtores e das cooperativas agrícolas, que precisam estar abertas a mudanças estruturais em seu ecossistema de trabalho. Afinal, não basta incorporar a inovação de forma desordenada e pontual. A verdadeira transformação digital no campo requer estratégia, olhar estratégico e bastante comprometimento das equipes envolvidas.

V2COM: a solução mais inteligente em IoT

Com mais de 17 anos de história, a V2COM consolidou-se no mercado nacional e internacional por ser um dos poucos fornecedores de soluções de IoT ponta à ponta. Com isso, é capaz de atender às mais diversas especificidades que cada projeto demanda.

Por desenvolver integralmente tanto hardware quanto software, a V2COM alcançou um padrão de tecnologia plenamente compatível com as inovações, integrando-se perfeitamente a diferentes realidades de forma bastante ágil e comprovadamente viável em termos financeiros.

Na frente de smart farms, a V2COM destaca-se, entre outras razões, por vencer de forma inteligente as barreiras de conectividade que ainda comprometem a eficiência no campo, garantindo aos gestores agrícolas soluções de alta performance, elevada rentabilidade e precisão na análise de dados.

 Conheça os projetos Agro da V2COM

 


Biomimética

Biomimética: a nova geração de tecnologias “inspired by nature”

Biomimética: a nova geração de tecnologias “inspired by nature”

Muitos não se deram conta, mas a Natureza é o laboratório de testes mais eficiente até hoje já criado. E dessa percepção surgiu uma nova ciência, que a Forbes chamou de "próxima grande tendência tecnológica"

São ao menos 3.8 bilhões de anos desde que os primeiros seres vivos começaram a ser selecionados de acordo com a adaptabilidade de suas estruturas ao meio ambiente, numa perfeita e duradoura relação de simbiose.

Nesse intervalo, a natureza foi a grande protagonista de um número incontável de amostras, erros, acertos e inovações, que juntos criaram cases e mais cases de sucesso espalhados por todos os lados. De células a indivíduos complexos, de folhas a florestas com dimensões continentais, todas as estruturas vivas mantêm-se de maneira sustentável e equilibrada, comprovando diariamente a imensa capacidade evolutiva e adaptativa da natureza.

A perfeição morfológica dos seres vivos, a complexidade eficiente das reações químicas que os mantêm, além da mecânica mais adequada aos diferentes tipos de intempéries são algumas das dinâmicas que garantem a perpetuidade das espécies.

E é justamente do olhar refinado à essa constante prova de resistência e sucesso que se desenvolveu uma área de estudo capaz de revolucionar os padrões tecnológicos atuais: a Biomimética (do inglês, Biomimicry).

Biomimética observa formas, processos e sistemas naturais

Numa primeira tentativa de tradução, poderíamos considerar a Biomimética como o resultado da fusão entre bio (vida) e mimética (imitação). Assim, estaríamos falando de algo próximo à “imitação da vida”. Ou seja, tomar como referência o sucesso já extensivamente provado de tudo aquilo que é natural para, então, desenvolver novas tecnologias com aplicabilidade humana.

Mas por trás dessa aparente simplicidade semântica, borbulha uma vasta área de estudo cujo objetivo suplanta, em muito, a simples imitação. Na verdade, o que se pretende é emular uma sucessão de complexas relações intra e intervivos que, juntas, servem de base para o desenvolvimento prático de tecnologias e novos negócios.

Para tanto, a Biomimética parte, sobretudo, de três grandes níveis de observação. O primeiro é o olhar sobre a forma natural. As estruturas que mais funcionam e que são mais resistentes. O segundo refere-se ao processo. Aqui, entendemos a forma dentro de um contexto, ou seja, a forma como uma função de algo maior e não um fim em si mesmo. Por fim, o terceiro nível de observação coloca esse processo dentro de um sistema organizado. Ele seria o grande responsável por fazer funcionar a roda da vida, permitindo interações constantes que, juntas, mantêm o equilíbrio.

O inteligente é o novo automático 4.0

O princípio básico da Biomimética é progredir “com” a natureza e não “sobre” a natureza. E é justamente isso que os centros de estudo mais avançados do mundo, bem como as empresas líderes em inovação, têm colocado em prática.

Ao estruturarem o olhar transdisciplinar, que conecta a natureza e tecnologia a uma vasta gama de ciências (engenharia, medicina, biologia, design, etc), essas empresas estão oferecendo ao mercado uma nova forma de se relacionar com os clientes e, claro, com o meio ambiente.

O automático deu lugar ao inteligente. A ideia é impulsionar o desenvolvimento com soluções capazes de entender e responder ao meio ambiente como um organismo vivo faz. Por exemplo, um sistema simplesmente automático de irrigação de lavouras entra e sai de funcionamento de acordo com os padrões estabelecidos pelo agricultor. Por outro lado, um sistema inteligente de irrigação vai muito além. Ele não só atende aos comandos automáticos, mas também entende o ambiente à sua volta, atuando ativamente na tomada de decisão com base no sistema que o envolve. Dessa forma, é capaz de interromper o próprio funcionamento em dias chuvosos ou, ao contrário, intensificá-lo quando perceber a umidade da terra abaixo do normal.

Com isso, criam-se oportunidades não só mais eficientes em termos financeiros e produtivos, mas também com um real impacto positivo sobre o meio ambiente, e claro, sobre as populações que, direta ou indiretamente, vivem dele. No exemplo em questão, se apenas focarmos na economia de recursos hídricos os ganhos já seriam bastante expressivos.

Soluções inteligentes criam resultados escaláveis e sustentáveis

A Biomimética está diretamente ligada ao conceito de economia circular, ou seja, de que tudo começa e termina no mesmo ponto. Por esse raciocínio, uma simples etapa de um processo deve ser entendida como parte de um ecossistema econômico, ambiental e social em constante mudança, tal como a natureza.

A fluidez e a interdependência dessas etapas – que funcionam como agentes ao mesmo tempo passivos e ativos dentro dos processos - permitem impulsionar o uso inteligente das tecnologias que, inegavelmente, vão muito além de algoritmos fechados em si mesmos.

E ainda que isso pareça distante, a verdade é que muitas realidades já estão sendo impactadas por essa nova forma de construir e aplicar a inovação. Sistemas inteligentes de IoT são desenhados como organismos vivos, programados para reagirem e resistirem ao meio ambiente e, mais, capazes de transformá-lo.

Saiba com mais detalhes:
Internet das Coisas “Inspired by Nature”: algoritmos, redes e segurança de sistemas

As novas relações cooperativas passam, cada vez mais, a atender uma crescente demanda global por negócios ao mesmo tempo escaláveis e sustentáveis. A Biomimética surge para desafiar o tradicional pensamento de que progresso e natureza constituem uma trade-off. Ela prova que é possível, a partir da aparente simplicidade do “natural”, construir e modificar realidades complexas que impactam diretamente vidas humanas e o todo o ecossistema que as mantém.


Fórum de Davos de Verão

Fórum de Davos de Verão: 5 razões para adiantar a Transformação Digital

Fórum de Davos de Verão: 5 razões para adiantar a Transformação Digital

Quase dois mil políticos, empresários, acadêmicos e representantes da mídia provenientes de 100 países reuniram-se em Dalian, na Província de Liaoning, nordeste da China, para o Fórum de Davos de Verão. Também conhecido como a 13ª Reunião Anual dos Novos Campeões, o encontro deste ano teve como tema "Liderança 4.0: Ter Sucesso em uma Nova Era de Globalização"

De acordo com uma pesquisa do Manufacturing Institute e da PwC, apenas cerca de metade das manufaturas está nos estágios iniciais da chamada Smart Factory e 20% “desejam adotar” o digital, embora relatem dificuldades. Muitas empresas ainda se posicionam como meras "observadoras" nessa jornada e continuam à espera para, de fato, iniciarem sua transição digital de forma escalável e efetiva.

Com base nesse panorama, o Fórum de Verão de Davos 2019 apresentou cinco principais razões pelas quais os líderes das manufaturas devem começar a implementar suas estratégias digitais o mais cedo possível:

1. Fábricas voltarão para casa


Quando as fábricas se mudaram para países em desenvolvimento, a ideia era reduzir, sobretudo, o custo da mão-de-obra. Mas ao longo do tempo, essa redução tem se mostrado cada vez menos representativa. Justin Rose e Martin Reeves, do Boston Consulting Group, corroboraram essa tendência em uma uma publicação da Harvard Business Review: “Em 2004, o custo de produção na costa leste da China foi aproximadamente 15 pontos percentuais mais barato, em média, do que nos Estados Unidos. Em 2016, essa diferença caiu para cerca de 1 ponto percentual ”.

Outra razão pela qual as fábricas permaneceram no exterior deve-se ao fato de que, à medida que os produtos se tornaram mais complexos, cadeias de fornecimento igualmente complexas se desenvolveram em torno dessas fábricas e mudá-las seria bastante custoso. Mas com as novas tecnologias, como a impressão 3D, uma outra realidade se impôs ao mercado. Muitas fábricas já estão livres para voltar para casa e estão menos limitadas às antigas cadeias de suprimento.

Como consequência, as manufaturas modernas devem estar preparadas para expandir as operações nos mercados domésticos. A visão detalhada do processo de como os produtos são fabricados no exterior deve ser minuciosamente estudada e os engenheiros industriais devem considerar como serão esses processos nas fábricas a serem repatriadas. Igualmente importante, a volta das manufaturas oferece uma enorme oportunidade para repensar a infraestrutura de tecnologia, incluindo sistemas de TI e OT.

2. Fábricas encolherão

As discussões no Fórum de Davos de Verão 2019 também concluíram que as fábricas tendem a diminuir sua estrutura no futuro. Farão parte de cadeias de suprimentos regionais e, com isso, serão capazes de atender as demandas numa fração de espaço muito menor. As manufaturas ficarão cada vez mais próximas dos centros urbanos e, por consequência, o custo imobiliário nas periferias e áreas mais afastadas tende a diminuir com o tempo.

Como consequência, será necessário visualizar como transportar as atuais operações focadas em grandes indústrias para realidades muito mais enxutas e tecnológicas, além de redefinir prioridades e linhas de trabalho. Isso, claro, requer testes e protótipos com antecedência, para que sejam ajustados todos os detalhes antes dessa nova formatação iniciar as tarefas.

3. SKU explosion

Não é surpresa que os consumidores exijam opções de escolha cada vez mais personalizadas. Os produtos tendem a diminuir de tamanho e a atender demandas de residências com um ou dois moradores (visto que as pessoas têm menos filhos). A chamada explosão de SKU será responsável por uma variação ainda maior de novos produtos e tecnologias que permitirão ao fabricante se relacionar diretamente com o usuário final, oferecendo-lhe um elevado grau de customização. Entretanto, para controlar os custos operacionais que isso implica, as manufaturas deverão não apenas crescer em flexibilidade, mas também em eficiência.

Como consequência, é importante que, desde já, as empresas mapeiem quais produtos serão personalizáveis e qual será a extensão dessas variações. Isso significa um contato ainda mais direto com os consumidores, entendendo suas "micro-necessidades". Além disso, o mapeamento deve considerar quais tecnologias serão imprescindíveis para atender esse novo padrão de demanda individualizada e quais máquinas e operações precisam ser revistos.

4. A escassez de mão-de-obra experiente deve crescer

Uma fábrica menor, infinitamente flexível, será significativamente mais automatizada e exigirá trabalhadores com um conjunto de habilidades muito diferente do que a maioria das fábricas tem agora. As atividades do futuro serão cada vez mais específicas e exigirão formação contínua de alto nível. Em um estudo de 2018, a Deloitte e o Manufacturing Institute previram que cerca de 2,4 milhões de posições permanecerão vazias entre 2018 e 2028, com um impacto econômico negativo de US $ 2,5 trilhões.

Como consequência, os salários deverão crescer com o tempo para atrair profissionais de outras áreas que estejam dispostos a se reciclarem e iniciarem um novo tipo de atividade. Além disso, mais do que nunca, é fundamental que as empresas olhem para dentro e mapeiem os talentos que precisam ser impulsionados e desenvolvidos para atenderem as novas demandas.

5. Os trabalhadores precisarão estar mais conectados

Na fábrica do futuro, cada trabalhador comandará um pequeno exército de máquinas. Eles precisarão se comunicar com elas e uns com os outros em tempo real. A precisão das operações e das linhas de operação devem ficar cada vez mais cirúrgicas e, por consequência, demandarão investimentos ainda mais importantes.

Como consequência, um plano operacional claro, instruções e um ciclo de feedback em tempo real entre o chão de fábrica e os gerentes precisam estar disponíveis para todos os funcionários sem interrupções. Atualmente, isso significa aproveitar as tecnologias nas quais os funcionários podem acessar as informações, o conhecimento e os insights de que precisam para realizar suas tarefas da maneira mais eficiente possível.

O texto toma como referência dados publicados pelo World Economic Forum