Biomimética

Biomimética: a nova geração de tecnologias “inspired by nature”

Biomimética: a nova geração de tecnologias “inspired by nature”

Muitos não se deram conta, mas a Natureza é o laboratório de testes mais eficiente até hoje já criado. E dessa percepção surgiu uma nova ciência, que até mesmo a Forbes citou como a próxima grande tendência tecnológica.

São ao menos 3.8 bilhões de anos desde que os primeiros seres vivos começaram a ser selecionados de acordo com a adaptabilidade de suas estruturas ao meio ambiente, numa perfeita e duradoura relação de simbiose.

Nesse intervalo, a natureza foi a grande protagonista de um número incontável de amostras, erros, acertos e inovações, que juntos criaram cases e mais cases de sucesso espalhados por todos os lados. De células a indivíduos complexos, de folhas a florestas com dimensões continentais, todas as estruturas vivas mantêm-se de maneira sustentável e equilibrada, comprovando diariamente a imensa capacidade evolutiva e adaptativa da natureza.

A perfeição morfológica dos seres vivos, a complexidade eficiente das reações químicas que os mantêm, além da mecânica mais adequada aos diferentes tipos de intempéries são algumas das dinâmicas que garantem a perpetuidade das espécies.

E é justamente do olhar refinado à essa constante prova de resistência e sucesso que se desenvolveu uma área de estudo capaz de revolucionar os padrões tecnológicos atuais: a Biomimética (do inglês, Biomimicry).

Biomimética observa formas, processos e sistemas naturais

Numa primeira tentativa de tradução, poderíamos considerar a Biomimética como o resultado da fusão entre bio (vida) e mimética (imitação). Assim, estaríamos falando de algo próximo à “imitação da vida”. Ou seja, tomar como referência o sucesso já extensivamente provado de tudo aquilo que é natural para, então, desenvolver novas tecnologias com aplicabilidade humana.

Mas por trás dessa aparente simplicidade semântica, borbulha uma vasta área de estudo cujo objetivo suplanta, em muito, a simples imitação. Na verdade, o que se pretende é emular uma sucessão de complexas relações intra e intervivos que, juntas, servem de base para o desenvolvimento prático de tecnologias e novos negócios.

Para tanto, a Biomimética parte, sobretudo, de três grandes níveis de observação. O primeiro é o olhar sobre a forma natural. As estruturas que mais funcionam e que são mais resistentes. O segundo refere-se ao processo natural. Aqui, entendemos a forma dentro de um contexto, ou seja, a forma como uma função de algo maior e não um fim em si mesmo. Por fim, o terceiro nível de observação coloca esse processo dentro de um sistema organizado. Ele seria o grande responsável por fazer funcionar a roda da vida, permitindo interações constantes que, juntas, mantêm o equilíbrio.

O inteligente é o novo automático 4.0

O princípio básico da Biomimética é progredir “com” a natureza e não “sobre” a natureza. E é justamente isso que os centros de estudo mais avançados do mundo, bem como as empresas líderes em inovação, têm colocado em prática.

Ao estruturarem o olhar transdisciplinar, que conecta a natureza e tecnologia a uma vasta gama de ciências (engenharia, medicina, biologia, design, etc), essas empresas estão oferecendo ao mercado uma nova forma de se relacionar com os clientes e, claro, com o meio ambiente.

O automático deu lugar ao inteligente. A ideia é impulsionar o desenvolvimento com soluções capazes de entender e responder ao meio ambiente como um organismo vivo faz. Por exemplo, um sistema simplesmente automático de irrigação de lavouras entra e sai de funcionamento de acordo com os padrões estabelecidos pelo agricultor. Por outro lado, um sistema inteligente de irrigação vai muito além. Ele não só atende aos comandos automáticos, mas também entende o ambiente à sua volta, atuando ativamente na tomada de decisão com base no sistema que o envolve. Dessa forma, é capaz de interromper o próprio funcionamento em dias chuvosos ou, ao contrário, intensificá-lo quando perceber a umidade da terra abaixo do normal.

Com isso, criam-se oportunidades não só mais eficientes em termos financeiros e produtivos, mas também com um real impacto positivo sobre o meio ambiente, e claro, sobre as populações que, direta ou indiretamente, vivem dele. No exemplo em questão, se apenas focarmos na economia de recursos hídricos os ganhos já seriam bastante expressivos.

Soluções inteligentes criam resultados escaláveis e sustentáveis

A Biomimética está diretamente ligada ao conceito de economia circular, ou seja, de que tudo começa e termina no mesmo ponto. Por esse raciocínio, uma simples etapa de um processo deve ser entendida como parte de um ecossistema econômico, ambiental e social em constante mudança, tal como a natureza.

A fluidez e a interdependência dessas etapas – que funcionam como agentes ao mesmo tempo passivos e ativos dentro dos processos - permitem impulsionar o uso inteligente das tecnologias que, inegavelmente, vão muito além de algoritmos fechados em si mesmos.

E ainda que isso pareça distante, a verdade é que muitas realidades já estão sendo impactadas por essa nova forma de construir e aplicar a inovação. Sistemas inteligentes de IoT são desenhados como organismos vivos, programados para reagirem e resistirem ao meio ambiente e, mais, capazes de transformá-lo.

As novas relações cooperativas passam, cada vez mais, a atender uma crescente demanda global por negócios ao mesmo tempo escaláveis e sustentáveis. A Biomimética surge para desafiar o tradicional pensamento de que progresso e natureza constituem uma trade-off. Ela prova que é possível, a partir da aparente simplicidade do “natural”, construir e modificar realidades complexas que impactam diretamente vidas humanas e o todo o ecossistema que as mantém.

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Digital Transformation Index divulga dados globais de 2018

A segunda edição do Digital Transformation Index (DTI) foi recentemente liberada, com os achados referentes ao ano de 2018. O índice foi criado em 2016 e busca mensurar o grau de maturidade da transformação digital em escala global.

A pesquisa — que entrevistou 4.600 líderes executivos de mais de 40 países — é uma iniciativa da Dell, Intel e Vanson Bourne. Os entrevistados ocupam cargos que variam da Diretoria ao C-level de empresas de médio a grande porte, em 12 diferentes segmentos da economia.

78%

dos líderes acreditam que a transformação digital deveria ser mais difundida em suas organizações

51%

acreditam enfrentar dificuldades diante das novas demandas de consumo, nos próximos 5 anos

1 em 3

dos entrevistados temem perder a vantagem competitiva em seus segmentos

As empresas foram categorizadas em 5 grupos, de acordo com o grau de maturidade de seus planos de desenvolvimento digital. A partir da análise global dos dados chegou-se à seguinte distribuição:

Transformação Digital
                                                                                                Fonte: Digital Transformation Index 2018

Em relação à primeira edição do índice, notou-se em 2018 um aumento no número de empresas que compõem a categoria "Digital Adopters" — eram 14%, em 2016.  Os "Digital Laggards", por sua vez, representavam 15% dos entrevistados, em 2016. Hoje, são apenas 9%.

No caso particular do Brasil, o estudo chegou à seguinte distribuição entre as empresas:

Dados Brasil. Transformação Digital
                                                                           Fonte: Digital Transformation Index 2018

Mas o maior foco da análise foi dado ao último grupo, os "Digital Leaders", aqueles que conseguiram implementar a inovação digital no DNA da empresa. Entre eles, não foi notada nenhuma mudança nos últimos dois anos: continuam abrangendo apenas 5% dos entrevistados.

Disso foi possível extrair a grande primeira conclusão do estudo: a maioria das empresas não conseguiu dar passos realmente grandes em direção ao inevitável mundo da transformação digital. Quase 40% delas ainda se encontram nas fases mais iniciais, o que significa não terem intenção futura de investir em novas tecnologias ou estarem apenas executando testes das novas soluções, sem um olhar global estratégico da aplicabilidade das mesmas na empresa como um todo.

Países Emergentes desempenharam melhor que as nações desenvolvidas

Um achado interessante apontado pela pesquisa compara a maturidade dos projetos digitais nas empresas dos países chamados emergentes e dos considerados desenvolvidos. Há mais "Leaders" (27%) e "Adopters" (6%) no primeiro grupo quando comparado ao segundo — 20% e 4%, respectivamente.

Por região, as Américas configuram-se como as mais maduras (51%), seguida pela APJC (47%) e pela EMEA (45%).

Em relação aos segmentos, a liderança na transformação digital é dividida entre Telecom e Tecnologia, ambos com 50%, seguidos pelo setor Financeiro (48%).

Gás e Petróleo aparecem com 46% e as Manufaturas com 45%.

91% dos negócios enfrentam barreiras à transformação digital

Perguntados sobre as principais barreiras ao progresso da transformação digital dentro das empresas, os dados globais elencam as questões a serem solucionadas, em ordem de importância:

Transformação Digital. Problemas
                                                                                                    Fonte: Digital Transformation Index 2018

Em relação a 2016, a principal mudança foi em torno da Segurança e Privacidade. Na primeira edição do estudo, elas apareciam em 4° lugar. Agora, em 2018, estão no topo da lista. Questões regulatórias também subiram posições: em 2016 estavam em 9° e agora aparecem na 4° posição.

Por fim, o excesso de informações e dados também se destacou como uma importante mudança entre as duas edições do estudo. No primeiro ano, ocupava o último lugar entre as principais barreiras ao progresso dos projetos de transformação digital. Neste ano, está em 7° lugar.

O investimento em Internet das Coisas está na prioridade dos executivos

O estudo ilustra com a expressão "transformar ou morrer" a única opção possível para as empresas, frente à digitalização dos processos que se intensificará ainda mais nos próximos anos.

Por conta disso, os líderes entrevistados afirmam estar trabalhando na viabilização de planejamentos que consigam superar essas barreiras.

Para o curto intervalo dos próximos 1 a 3 anos, entre as dez mais importantes tecnologias — que estão no foco estratégico das diretrizes empresariais — a Internet das Coisas (IoT) aparece em 2° lugar.

A empresa de pesquisa IDC divulgou recentemente que os investimentos em IoT ultrapassarão o montante de US$ 1 trilhão até 2022. Só em 2019, são esperados mais de 15,4% de aumento nesses investimentos, alcançando o montante de US$ 745 bilhões em comparação aos US$ 646 bilhões do ano passado.

Entretanto, no topo da lista, a Cybersegurança posiciona-se como o principal foco para a maioria das empresas, justamente por impactar diretamente o sucesso de uma série de outras soluções que compõem a transformação digital como um todo.

Líderes acreditam que a transformação digital trará ganhos importantes

A implantação de estratégias digitais eficientes pode resultar em mudanças significativas para os negócios dos próximos 5 anos.

Perguntados sobre quais seriam esses principais benefícios, os líderes das empresas elencaram a seguinte lista:

1° - Taxas de Produtividade

2° - Lucratividade

3° - Crescimento de receita

4° - Retenção de clientes

5° - Retornos financeiros com os investimentos em TI

A próxima edição do Digital Transformation Index está prevista para 2020. O estudo completo pode ser consultado aqui.

 

 


2019: ano de consolidar tendências em Internet das Coisas

2019: ano de consolidar tendências em Internet das Coisas

Se em 2018 a Internet das Coisas esteve no foco estratégico das empresas como uma grande oportunidade de alavancar os negócios com tecnologia, em 2019 – e nos anos subsequentes – a expectativa é que esse cenário se consolide cada vez mais.

Até agora, grande parte das iniciativas em IoT se deu por meio de projetos pontuais e pilotos. A ideia foi verificar num ambiente controlado o que de fato essas tecnologias poderiam trazer em termos de eficiência produtiva, redução de custos, aumento na segurança dos processos, rastreabilidade, salvaguarda de recursos naturais, além do redesenho e até mesmo da criação de novas oportunidades de negócios.

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E conforme os projetos foram avaliados, foi possível comprovar o importante impacto que as soluções trazem à realidade das empresas. Ao mesmo tempo, ficou claro que, para alcançar resultados ainda mais expressivos, com potencial de crescimento exponencial, é preciso escalar os projetos para o cenário maior das organizações.

Por essa razão, os executivos e líderes de IoT passaram a construir um olhar panorâmico sobre essa realidade, vendo a aplicação das soluções na empresa como um todo. E é justamente isso que promete se consolidar nos próximos anos.

A McKinsey divulgou essa semana um material sobre as principais tendências da IoT, em 2019. Para tanto, tomou como base centenas de cases e clientes que vêm passando pela transformação digital nesses últimos anos.

IoT como oportunidade de negócio e não como desafio tecnológico

Cada vez mais, a Internet das Coisas entra no mundo dos negócios, deixando para trás a ideia de que seria apenas mais um desafio técnico para o departamento de TI.

Aos poucos, as empresas entenderam que o valor obtido com a geração em tempo real de dados é maior (e mais complexo) do que apenas o desafio de fazer os dispositivos funcionarem adequadamente e se comunicarem à distância.

Afinal, é a partir desses insights que toda a cadeia de produção se remodela, permitindo uma novo redesenho de processos e, até mesmo, a criação de novas unidades de negócios.

Vários cases paralelos aceleram os retornos

Nos últimos anos, ficou claro que as empresas que conseguem implantar vários projetos de IoT de forma simultânea, conectando os achados e, claro, integrando-os a partir de um planejamento estratégico bem estruturado conquistaram mais sucesso em suas iniciativas.

A grande razão para isso está na curva de aprendizagem. Múltiplos projetos permitem análises integradas de forma mais rápida, acelerando a curva. E isso está diretamente ligado a um maior impacto financeiro. Dados da McKinsey provam que as empresas mais bem sucedidas em IoT têm em média 80% mais projetos que os cases com menor sucesso financeiro auferido.

Fonte: McKinsey

Industrial Internet of Things (IIoT) continua protagonista em 2019

Utilities, gás e petróleo, mineração, agricultura, setor automobilístico e de maquinário pesado: são essas as grandes tendências de mais sucesso na aplicação de IoT neste ano.

O potencial da transformação digital nesses setores tem superado todas as expectativas. A construção de uma nova cadeia de valor, a otimização máxima da linha de produção e a manutenção preditiva são apenas alguns dos exemplos que levaram essas empresas a experimentar um grande impacto financeiro positivo, associado ao desenvolvimento sustentável e à elevação da produtividade.

Seja pela complexidade tradicional dos processos ou pelo elevado custo operacional dessas indústrias, os resultados advindos da aplicação dessas tecnologias nas linhas de produção ficam ainda mais evidentes para a alta liderança. Isso, claro, a depender de uma série de fatores que efetivamente impulsionem os projetos de IoT, como a readequação da cultura corporativa, o estabelecimento de estratégias de longo prazo e o investimento em formação constante e mão-de-obra qualificada.

Ataques cibernéticos aumentam preocupação, mas não barram progresso de IoT

Os mais diversos centros de pesquisa globais têm liberado estudos sobre a importância da segurança dentro das empresas que passam pela transformação digital. E ela é, sem dúvida, o assunto mais "quente" no alto escalão diretivo.

De acordo com os últimos dados liberados pela McKinsey, quase 50% dos executivos C-level admitem já ter sofrido algum tipo de ataque dessa natureza, dentro dos quais 25% julgam que os resultados adversos foram de alto ou severo impacto.

Por essa razão, cada vez mais os desenvolvedores de soluções de IoT estão focados em estratégias que mitiguem qualquer possibilidade de vazamento de dados ou invasões.

Mesmo diante das ameaças, os estudos indicam que em nenhum caso a liderança das empresas considera retroceder. A Internet das Coisas já foi assumida como estratégia de negócios e todo o esforço, a partir de agora, está nas maneiras de tornar as tecnologias cada vez mais seguras. Para tanto, muitos investimentos têm sido direcionados para essa área, ao mesmo tempo que uma série de políticas e procedimentos internos às companhias estão passando por revisões e melhorias.

Fornecedores de IoT tornam-se parceiros estratégicos

Um recente estudo da McKinsey deixou claro que as empresas no topo da pirâmide de sucesso são aquelas que confiam em parceiros externos para o desenvolvimento e aplicação das novas soluções. Elas não costumam gastar esforços e dinheiro para criar tecnologias avançadas se puderem obtê-las de forma mais fácil e menos custosa através de parceiros externos, com expertise comprovada.

Os líderes dos projetos de IoT das empresas preferem atrair recursos de um ecossistema de parceiros de tecnologia, em vez de confiar nos recursos internos. E isso inclui, sobretudo, a escolha das plataformas de IoT que mais se adequem às novas exigências de negócios.

Um outro dado interessante é que, embora 90% de todos os usuários de IoT em escala digam que estão usando as plataformas de terceiros, as empresas com mais resultados na área têm 40% menos probabilidade de exigir que sua plataforma de IoT seja executada no local e não na nuvem.

No Brasil, a grande expectativa está nos marcos regulatórios

Espera-se que 2019 seja um ano de bastante importância para o setor de telecomunicações brasileiro. Muitas das questões colocadas em pauta em 2018, e que ainda não tiveram um desfecho definitivo, prometem acontecer nestes próximos meses.

A expectativa acerca dos investimentos em conectividade e inovação continuam em alta. A aprovação do PLC 79/2016, que visa alterar o marco regulatório das telecomunicações, é ponto de destaque que certamente impactará toda a cadeia de negócios ligada ao setor.

Em 2019 também espera-se uma atuação mais expressiva da ANATEL, sobretudo através de estudos e revisão de regulamentação para elevar a disponibilidade de espectro tanto para banda móvel quanto para IoT. O Plano Nacional de IoT, cujo decreto que estabelece sua criação não foi assinado na gestão Temer, também deve criar incentivos para a utilização massiva de Internet das Coisas em diferentes setores produtivos, entre os quais agricultura, saúde, indústria e cidades.

 

 


Indústria 4.0

Apenas 1,6% das empresas brasileiras são 4.0, aponta Projeto Indústria 2027

Apenas 1,6% das empresas brasileiras são 4.0, aponta Projeto Indústria 2027

A transformação digital em curso no setor industrial brasileiro percorre jornadas diferentes a depender do segmento de produção analisado. Foi isso que mostrou a reportagem da Folha de São Paulo, do dia 02 de fevereiro.

Apesar de o setor como um todo reconhecer a importância de investir na chamada Indústria 4.0, estudos da CNI (Confederação Nacional da Indústria) mostram que ainda é baixo o percentual de empresas que já adotam sistemas de conexão de dispositivos que se comunicam entre si (IoT), associados à análise, ao processamento de dados e à inteligência artificial.

Segundo dados do projeto Indústria 2027, realizado pela confederação em parceria com universidades e pesquisadores, apenas 1,6% das 759 empresas brasileiras consultadas informou ter sistemas integrados, fábricas conectadas e processos inteligentes para subsidiar a tomada de decisão dos gestores.

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Indústria 4.0: dados atualizados sobre o cenário brasileiro

O projeto ainda destacou que dos 24 segmentos da indústria brasileira, pelo menos 14 precisam implementar com urgência estratégias de digitalização para se tornarem competitivos internacionalmente. Para tanto, foram consideradas variáveis como produtividade, exportação e taxa de inovação dos segmentos, comparando-as às das maiores economias do mundo.

O grau de inovação é bastante heterogêneo no setor. A estratégia de investimento das empresas, inclusive das grandes do modelo 4.0, ainda é gradual e por etapas”, afirma João Emílio Gonçalves, gerente-executivo de política industrial da CNI, à Folha.

Em outras palavras, grande parte das empresas brasileiras olham projeto a projeto para determinar os investimentos. Se for percebida a possibilidade de aumento de eficiência ou a redução de custos, por exemplo, então nesse caso são avaliadas as melhores tecnologias disponíveis. Isso mostra que uma estratégia global, de longo prazo, ainda não faz parte do planejamento da maioria das indústrias brasileiras, segundo os estudos.

Entre os segmentos analisados, bens de capital (máquinas e equipamentos), agroindústria e automotivo são aqueles que lideram a corrida tecnológica para ampliar a competitividade dos negócios até 2027.

Empresas de grande porte vivem outra realidade

Um outro estudo da CNI, realizado com 632 indústrias em junho de 2018, mostrou que a realidade das grandes empresas é bem mais animadora. A maioria (73%) já se encontra na configuração Indústria 4.0, ainda que em estágio inicial de implantação das tecnologias.

Entre elas, destaca-se a automação digital com sensores para controle de processos. Atualmente, essa tecnologia é a mais utilizada pelas empresas que participaram do levantamento, com foco na produção, no desenvolvimento de produtos e em novos modelos de negócio.

O uso das tecnologias digitais é decisivo para a competitividade das empresas, com redução de custos e ganhos de eficiência, além de maior acesso ao mercado externo e integração do Brasil às cadeias globais de valor”, diz o gerente-executivo da CNI.

Indústria 4.0 brasileira levará a cortes bilionários nos custos

Outros números que também chamam a atenção na reportagem foram divulgados pela ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial). Segundo a agência, o programa Indústria 4.0 no Brasil poderá levar a um corte de custos de ao menos R$ 73 bilhões por ano — sendo R$ 35 bilhões vindos de ganho em eficiência, R$ 31 bilhões através da redução de gastos com manutenção de máquinas e R$ 7 bilhões de economia no consumo de energia.

Um outro aspecto importante a ser destacado é que esse avanço está diretamente ligado às questões regulatórias no setor de telecomunicações brasileiro que, muitas vezes, foca no cumprimento de obrigações defasadas em detrimento do aumento da eficiência.

Um exemplo é a obrigatoriedade de investir e cumprir metas relacionadas à telefonia fixa, em um momento em que o país tem mais celulares do que habitantes, segundo a Anatel.

Nesse sentido, Werter Padilha, representante na Câmara de IoT do MCTIC (Ministério da Ciência Tecnologia), destacou as ações do Plano Nacional de IoT para incrementar a inovação no Brasil e permitir que o avanço chegue também às empresas de menor porte.

A implementação de IoT na indústria demanda uma mudança não só nos processos, mas também na cultura das organizações [que ainda concentram processos internos de inovação]”, diz o especialista para a reportagem.

Reportagem de Claudia Rolli para a Folha de São Paulo

Saindo da fase de pilotos com IoT

Afinal, o que esperar da IoT após a fase de pilotos?

O mercado está cada vez mais perto de experimentar o enorme potencial da IoT para os negócios. Já existem vários cases de sucesso espalhados nos mais diversos setores que reportaram ganhos impactantes em produtividade, segurança e eficiência, após a consolidação da transformação digital em suas operações. Entretanto, a maioria das organizações ainda está saindo da fase de pilotos e iniciando a aplicação em escala das soluções de IoT.

E, como era de se esperar, isso traz à tona uma série de desafios que até agora estiveram escondidos na microesfera das Provas de Conceito.

Um recente estudo da empresa de consultoria Bain & Company de 2018 buscou justamente analisar quais os atuais desafios enfrentados por 600 executivos de tecnologia, como estão sendo administradas as expectativas do mercado em torno do potencial da Internet das Coisas e como os parceiros externos desenvolvedores dessas soluções estão atuando para transformar a realidade prática dos clientes.

Saindo da fase de pilotos, o mercado está otimista com a IoT no longo prazo

Os executivos entrevistados no recente estudo divulgado pela Bain deixaram claro a elevada expectativa de longo prazo em torno dos retornos esperados com a Internet das Coisas. Entretanto, quando se analisa um panorama de curto prazo, parece que os novos desafios precisam ser abordados com ainda mais atenção.

A fase de pilotos dos últimos anos deixou claro, especialmente para o setor industrial, que o aproveitamento pleno da IoT é um pouco mais desafiador do que o esperado. Até 2016, as empresas imaginavam auferir ganhos com mais facilidade. Mas devido à complexidade dos processos e especialmente da análise dos incontáveis dados extraídos da cadeia produtiva, ficou claro, em 2018, que é preciso ainda muito mais expertise para lidar com as novas tecnologias.

As chamadas Provas de Conceito têm se mostrado mais desafiadoras e, nesse sentido, a atuação dos fornecedores externos tornou-se ainda mais importante. Afinal, é a partir da expertise comprovada deles que é possível tirar o máximo proveito das soluções desenvolvidas.

No gráfico abaixo, é possível analisar o progresso dessas expectativas ao longo dos últimos anos:

Fonte: Bain IoT Customer Survey 2016 e 2018

Como se nota, se no curto prazo o mercado viu as implantações como um desafio mais trabalhoso, é com vistas nas expectativas de longo prazo que esse esforço será compensado. O progresso na tecnologia de sensores, a conectividade 5G, o desenvolvimento em edge computing e, sobretudo, os mais de 20 bilhões de dispositivos esperados até 2020 deixam certo que a IoT é plataforma certa para gerenciar todo esse avanços.

Parceiros externos são a saída mais eficaz para consolidar a IoT

A pesquisa aponta que, para vencer esses desafios e consolidar as expectativas de longo prazo, as empresas devem confiar na capacidade técnica e inovadora dos desenvolvedores de IoT. Cada vez mais eles se comportam de forma ativa no processo de transformação digital, mergulhando na realidade de cada cliente com soluções que sejam comprovadamente eficazes, eficientes e capazes de gerar a mudança esperada.

Presentes tanto no planejamento estratégico quanto nas operações dos clientes, os fornecedores são peça-chave para mitigar as maiores preocupações dos executivos que estão lidando com as implantações. Entre elas, destacam-se a integração (em especial o conhecimento técnico necessário, a portabilidade de dados e os riscos de transição) e a segurança dos dispositivos. A pesquisa também descobriu que, à medida que uma organização se torna mais madura tecnologicamente, as preocupações com a segurança aumentam, de modo que o desafio continua a crescer progressivamente.

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As questões acerca do ROI (Return on Investment) ficaram para trás, sobretudo após a consolidação da fase de pilotos dentro das organizações. Menos clientes estão preocupados com o aspecto financeiro dos projetos, justamente porque já está claro, com as implementações iniciais, que os retornos existem na prática e serão escalonados à medida que as soluções se expandam dentro das empresas.

Afinal, onde está sendo aplicada a IoT?

O gráfico abaixo, formulado a partir da pesquisa feita pela Bain em 2018, cruza as expectativas de fornecedores e clientes em relação às aplicações de IoT no mercado. Quanto mais para a direita e para cima, maior a compatibilidade entre eles:

Fonte: Bain

As soluções de gerenciamento de energia são um ponto interessante no gráfico. O mercado mostra-se bastante atraído por tecnologias dessa natureza, mas não encontram uma grande oferta de fornecedores especializados. Nessas situações, é ainda mais central a escolha do parceiro certo, visto que poucos deles estarão de fato aptos a suprir as necessidades de negócios.

Um outro ponto de destaque são as Smart Cities. Embora muito difundidas pela mídia nesses últimos meses, elas ainda não contam com expressivo foco por parte do mercado e dos fornecedores. E isso sugere que aqueles que se adiantarem às demandas estarão um passo à frente, visto que a transformação digital das cidades é apenas uma questão de tempo.

É unânime: o mercado de IoT está em plena ascensão

Apesar das barreiras e desafios apontados na fase de pilotos, a Internet das Coisas continua sendo a grande aposta. Os dados da Bain indicam que o desenvolvimento de soluções de software, hardware e sistemas, sobretudo nos setores de manufatura, infraestrutura, construção e Utilities, continua crescendo em ritmo acelerado e deve dobrar de tamanho, atingindo mais de US $ 200 bilhões até 2021. Dados semelhantes foram publicados por outros importantes centros de pesquisa e consultorias, como a Cisco, McKinsey, Gartner, Harbor Research e muitos outros.

Nessa jornada, um dos desafios mais centrais é encontrar empresas desenvolvedoras que consigam fornecer softwares cada vez mais robustos, sem perder de vista as necessidades particulares de cada setor e de cada organização.

Um outro grande diferencial são os parceiros que fornecem soluções ponta à ponta, integrando softwares e hardwares de tecnologia própria, sem perder de vista os protocolos mais avançados de segurança, um suporte técnico full-time extremamente eficiente e, claro, implantações rápidas, com baixo custo e coerentes com as necessidades de negócio dos clientes.

Sua empresa está pronta para a transformação digital?

Antes de tudo, entretanto, a Bain sugere algumas perguntas que os líderes de projetos de tecnologia devem se fazer para entender qual o grau de maturidade de sua empresa.

Então, vamos a elas:

  • Você está claro sobre o potencial que a IoT significa para sua empresa, em termos de receita, custo e qualidade?
  • Você tem um plano e os meios para vencer sua concorrência na IoT?
  • Você é capaz de dimensionar as Provas de Conceito da IoT em sua empresa?
  • Você tem um modelo operacional eficaz para apoiar a execução de seu plano?

V2COM: a solução mais inteligente em IoT

A V2COM consolidou-se no mercado nacional e internacional por ser um dos poucos fornecedores de soluções de IoT ponta à ponta. Através disso, garante um elevado grau de customização dos projetos que, assim, adequam-se com bastante profundidade às mais diferentes necessidades dos clientes.

Por desenvolver integralmente tanto hardware quanto software, a V2COM alcançou um padrão de tecnologia plenamente compatível com as inovações, integrando-se perfeitamente a diferentes realidades de forma bastante ágil.

Por consequência, os clientes passam pela fase de pilotos com bastante eficiência, alcançando a escalabilidade com segurança, em um curto intervalo de tempo.

Preencha o formulário e saiba mais como as soluções de IoT da V2COM já impactaram mais de 1 milhão de dispositivos inteligentes no Brasil e no mundo

Conteúdo baseado na publicação da Bain & Company. Autores: Michael Schallehn, Christopher Schorling e Peter Bowen, Oliver Straehle

 

 


Indústria de petróleo e gás

A indústria de petróleo e gás está sendo revolucionada pela IoT

A indústria de petróleo e gás tem enfrentado vários desafios nos últimos anos. A queda do preço do barril diminuiu o fluxo de caixa tornando necessário reavaliar toda a estratégia em torno da exploração e da produção.

Nesse redesenho, as soluções digitais posicionam-se como importantes ferramentas que vêm revolucionando o modo como essas empresas lidam com as flutuações de demanda e de preços. Está mais do que claro para os grandes CEOs da indústria de petróleo e gás que a transformação digital é fundamental para readequar modelos de negócio, processos e operações de TI.

Como a IoT impulsionou a indústria de petróleo e gás?

A Research and Markets acredita que a IoT é uma das mais potentes aliadas do setor e representa a necessária renovação estratégica para se alcançarem novos modelos de negócios. Mais do que isso, ela permitiu a tomada de decisão de forma muito mais rápida e assertiva, além de elevar a eficiência dos processos e o nível de segurança das operações. Não é surpresa, portanto, que até 2023, o mercado global de Internet das Coisas para a indústria de petróleo e gás deverá ultrapassar 39,4 bilhões de dólares.

O acesso à informação em tempo real em locais remotos, por exemplo, é só uma das principais demandas das empresas do segmento que a IoT conseguiu resolver com a ajuda de sensores e softwares inteligentes. O gerenciamento de frotas e ativos, a manutenção preventiva, o monitoramento de tubulações e o gerenciamento de segurança são outras aplicações estratégicas que já tomaram conta das indústrias de gás e petróleo em todo o mundo.

1. Monitoramento remoto e gerenciamento de rastreamento

Como se sabe, a tecnologia de IoT permite a conexão de vários sistemas à rede e o envio das informações programadas de volta para um determinado dispositivo. Depois que todos esses dados são coletados de cada sistema é possível monitorar em tempo real o sistema geral, tudo isso através da análise inteligente feita nas plataformas de software.

A partir disso, alertas são enviados quando o sistema experimenta um mau funcionamento, situação de alta pressão ou qualquer outro problema perigoso que a companhia queira mapear.

Isso, obviamente, garante a otimização financeira dos processos. Números da Research and Markets apontam que, por ano, o setor perde até 8 bilhões de dólares em tempo não produtivo, já que os engenheiros passam ao menos 70% de seu tempo procurando dados e trabalhando em sua manipulação.

2. Sistema de gerenciamento de frota em tempo real

A Internet das Coisas permite rastrear, em tempo real, o local exato onde um equipamento está. Com isso, qualquer ocorrência de dano operacional ou ambiental fornece dados imediatos para que o sistema de geolocalização possa analisar e tomar ações de forma automática.

Dessa forma, garante-se muito mais rapidez no tempo de resposta aos eventuais problemas, permitindo o acionamento imediato de equipes técnicas que irão ao local com muito mais agilidade e segurança.

3. Verificação de equipamentos e manutenção preventiva

Uma enorme quantidade de capital é investida na aquisição de ativos altamente específicos para suprir as necessidades operacionais da indústria de petróleo e gás. Mais do que isso, a manutenção desses ativos compromete grande parte da receita das empresas.

Uma simples falha de funcionamento em uma bomba pode custar até 300 mil dólares por dia. Já as pausas não programadas das refinarias por motivos técnicos chega a comprometer 20 bilhões de dólares da indústria todos os anos, algo estimado em 5% do custo de produção.

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Por essa razão, a análise preditiva de dados e o rastreamento em tempo real de falhas de equipamentos são um dos grandes benefícios reportados por empresas do setor que passaram a adotar as novas tecnologias em sua operação.

As plataformas de IoT são programadas para enviar alertas sempre que um ativo esteja com necessidade de manutenção. Essa programação toma como base o cruzamento de uma série de dados que são coletados em tempo real nos locais de exploração e de produção. Assim, de forma inteligente e totalmente automática, evitam-se paradas repentinas e desnecessárias, sempre muito custosas.

Esses sinais de alerta reduzem os custos operacionais das companhias do setor, além de melhorarem a eficiência dos equipamentos que passam a ter um tempo de vida útil significativamente maior. Tudo isso, claro, faz com que o ROI dos projetos de IoT sejam sempre bastante expressivos.

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4. Ambiente Sustentável

Vários riscos ambientais, como resíduos e vazamentos, podem ser evitados, ou ao menos rastreados, com máxima celeridade através de tecnologia de IoT. Mais do que isso, a identificação mais rápida dos acidentes ou falhas pode gerar respostas automáticas previamente configuradas capazes de diminuir o impacto negativo sobre o meio ambiente.

Tudo isso garante a salvaguarda dos recursos naturais e das comunidades que vivem nas zonas de exploração, bem como evita que as empresas percam quantidades enormes de dinheiro para a recuperação dos danos causados pelos acidentes.

O que esperar da IoT no setor de petróleo e gás por região do globo?

A Research and Markets aponta que as indústrias de petróleo e gás da América do Norte estão na vanguarda em comparação a outras regiões do planeta. Em 2017 e 2018, foi especialmente nos Estados Unidos e México onde ocorreram os principais investimentos em Internet das Coisas no setor.

O mercado europeu, por sua vez, que já aplica essas tecnologias de forma bastante sólida, espera contar com vultosos investimentos em IoT, sobretudo nos países da Europa Central. A região é marcada pelo apoio positivo dos governos a esse tipo de inovação que, em parceria com a iniciativa privada, tem investido em novas formas para adaptar a indústria de petróleo e gás à nova dinâmica que o mercado impôs nos últimos anos.

Mas é na Ásia, sobretudo na linha do Pacífico, que se espera o crescimento mais acelerado dessas aplicações nos próximos anos. O mercado asiático da indústria de petróleo e gás está bastante aquecido, especialmente pelo desenvolvimento de economias importantes da região, como Cingapura, Índia e Malásia.

Esses locais, sem deixar de lado a grande China, são vistos como pólos estratégicos de investimentos em IoT, especialmente até 2025.