IoT: uma nova significação aos sensores inteligentes

IoT: uma nova significação aos sensores inteligentes

O uso de sensores é uma prática comum nas indústrias e empresas há bastante tempo. Entretanto, com o advento da Internet das Coisas, o papel que eles desempenham nos projetos alcançou um novo patamar.

Pode-se dizer que os sensores representam o início da cadeia de coleta de dados que, ao serem processados pelas plataformas de IoT, geram insights essenciais para a tomada de decisão de forma assertiva e até mesmo para o desenvolvimento de novas frentes de negócio.

Em geral, um sensor inteligente tem três componentes principais: um sensor que captura os dados do ambiente ou equipamento; um microprocessador, que calcula a saída do sensor via programação; e recursos de comunicação que informam à saída do microprocessador a ação a ser tomada.

Um sensor inteligente pode ser composto por vários outros sensores, bem como transdutores, transceptores, amplificadores, filtros analógicos e fonte de alimentação, entre outros componentes.

Para ser mais eficaz, os sensores de IoT devem incluir padrão de comunicação wireless, além de serem suficientemente robustos para computar os dados de forma remota, e programáveis para acomodar novos recursos conforme necessário.

Sensores Inteligentes para IoT

O aumento da visibilidade que os sensores inteligentes de IoT oferecem aos fluxos de trabalho e processos existentes permite que as empresas vejam onde estão as "coisas" graças aos dados em tempo real. E conforme os dados começam a ser extraídos, os tomadores de decisão passam a ter a capacidade de prever o que virá a seguir (análise preditiva).

Nas manufaturas, por exemplo, isso é essencial para garantir o desempenho máximo das linhas de produção. Os sensores inteligentes podem coletar dados históricos das máquinas e construir modelos para prever quando os componentes do equipamento podem falhar, antecipando-se a paradas indevidas.

Entre os principais sensores que podem compor as soluções de IoT, destacamos a seguir quatro deles.

Sensores de detecção de movimento

São dispositivos eletrônicos usados para detectar o movimento físico de objetos e pessoas em uma determinada área, transformando-o em um sinal elétrico.

A detecção de movimento desempenha um papel importante no setor de segurança. Esses sensores têm sido usados em soluções voltadas ao combate a furtos de energia elétrica, por exemplo, detectando e disparando alarmes que avisam o controle central sobre uma possível invasão. Também são bastante eficientes contra tentativas de furto de tanques de armazenagem (como os presentes em plantas de gás) e até mesmo para evitar roubo de gado, um problema extremamente danoso para a agropecuária brasileira.

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Entre os principais tipos de sensores de movimento estão:

  • Infravermelho Passivo (PIR): muito usado para segurança doméstica, ele detecta o calor do corpo (energia infravermelha);
  • Ultrassônico: envia pulsos de ondas ultrassônicas e mede o reflexo de um objeto em movimento, rastreando a velocidade das ondas sonoras.
  • Microondas: envia pulsos de ondas de rádio e mede o reflexo de um objeto em movimento. Eles cobrem uma área maior que os sensores infravermelhos e ultrassônicos, mas são vulneráveis ​​à interferência elétrica.

Sensor de proximidade

Trata-se de um dispositivo que detecta a presença ou ausência de um objeto próximo e o converte em sinal que pode ser facilmente lido pelo usuário ou por um simples instrumento eletrônico.

Os sensores de proximidade são amplamente usados ​​no setor de varejo, pois detectam movimento e a correlação entre o cliente e o produto em que podem estar interessados. Com isso, um usuário é imediatamente notificado sobre descontos e ofertas especiais dos produtos que estejam nas proximidades.

Eles também são usados ​​para disponibilidade de estacionamento em locais como shoppings, estádios e aeroportos, o que compõe uma pequena parcela do grande poder transformador que as Smart Cities representarão num futuro não tão distante.

Entre as principais categorias de sensores de proximidade temos:

  • Sensores Indutivos: usados ​​para detecção sem contato para descobrir a presença de objetos metálicos através de um campo eletromagnético ou um feixe de radiação eletromagnética;
  • Sensores Capacitivos: usados para detectar tanto alvos metálicos quanto não metálicos. São normalmente aplicados em soluções de alta complexidade;
  • Sensores Fotoelétricos: compostos por partes sensíveis à luz responsáveis por detectar a presença ou a ausência de um objeto. É uma alternativa ideal para os sensores indutivos. Podem também ser usados para detecção de longa distância;
  • Sensores Ultrassônicos: usados ​​para detectar a presença ou medir a distância de alvos, de forma semelhante ao radar ou ao sonar. São especialmente usados em condições adversas.

Sensor de gás

Os sensores de gás são usados ​​especificamente para monitorar mudanças na qualidade do ar e detectar a presença de vários gases. Assim como os sensores químicos, eles estão presentes ​​em inúmeras indústrias para detectar a presença de gases tóxicos ou combustíveis, bem como gases de minas de carvão, da indústria petroquímica e de alguns tipos de manufatura, como a de borracha, tintas, plástico e farmacêutica.

Entre os sensores de gases mais comuns destacam-se: sensor de dióxido de carbono, gás metano, monóxido de carbono, óxido de nitrogênio, oxigênio e ozônio.

Sensores de nível

São os sensores usados para determinar o nível ou a quantidade de fluidos, líquidos ou outras substâncias que fluem em um sistema aberto ou fechado.

Eles estão presentes em uma ampla variedade de indústrias e são especialmente conhecidos por medir os níveis de combustível. Em alguns cenários de agronegócio são importantes para mensurar o tempo de funcionamento de tratores e outras máquinas agrícolas, avisando no momento certo quando precisam ser reabastecidos. Isso, claro, garante que os processos de trabalho sejam sempre contínuos, evitando paradas desnecessárias.

Na indústria de reciclagem, assim como na indústria de suco e álcool, os sensores de nível são utilizados para auferir  a quantidade de componentes líquidos em estoque. Eles ainda são aplicados na medição de combustível e outros líquidos em containers abertos ou fechados, monitoramento de marés e reservatórios de água.

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Através deles é possível obter dados que, postos em análise por softwares inteligentes, permitem uma elevada assertividade na tomada de decisão de gestores que podem, por exemplo, dar comandos para elevar a fabricação de um ativo ou auferir com alta precisão quanto de determinado líquido está pronto para distribuição.

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Computação neuromórfica: o processamento inteligente de dados

Computação neuromórfica: o processamento inteligente de dados

A definição original de computação neuromórfica foi cunhada por Carver Mead do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), no final da década de 1980, e pode ser ilustrativamente resumida como a ideia de desenvolver computadores que se comportem de forma semelhante ao cérebro.

A ideia parte da tentativa de emular o funcionamento das sinapses neurais biológicas. Os processadores não seriam mais pré-programados, mas funcionariam a partir de conexões entre os circuitos que se estabelecem através do aprendizado constante vindo do tráfego de dados pelo chip dos computadores.

Essa nova dinâmica gera sinais que viajam para outros componentes do sistema computacional, mudando a rede "neural" de comunicação de forma semelhante ao que ocorre com os seres humanos. Em resumo: as ações se alteram em função da informação recebida, com alto dinamismo.

Como alcançar alto desempenho e baixo consumo de energia?

Nos últimos anos, as pesquisas em computação inspirada pela Natureza (bio-inspired computing) têm focado sobretudo num atributo bastante especial e singular do cérebro humano: sua elevada capacidade de desempenho e processamento com baixo gasto energético. É essa a grande diretriz que tem alavancado linhas de pesquisa mundo afora quando se fala em computação neuromórfica.

Em entrevista à Nature Communications, Dmitri Strukov, engenheiro elétrico e pesquisador da Universidade da Califórnia, afirma que:

"Alguns resultados existentes, embora realizem tarefas (cerebrais) simples como a classificação de imagens, têm mostrado uma enorme melhoria no uso da energia e da velocidade em comparação com a computação puramente digital, e alguns deles podem até superar o desempenho do cérebro humano"

Julie Grollier, física do Unite Mixte de Physique CNRS, acredita que a computação neuromórfica vai ainda mais além do processamento e dos algoritmos. Ela diz que a Inteligência Artificial (IA) precisa de um novo padrão de Hardware, que atenda à demanda infinitamente crescente de dados a serem armazenados e classificados.

computação neuromórfica: neurônios como inpiração de processamento
Computação Neuromórfica: neurônios como inspiração de processamento

Julie explica que, pelo fato de as unidades de processamento e memória estarem separadas nos computadores, há um grande consumo de energia proveniente do aumento expressivo no tráfego de dados entre um e outro. Esse dilema, entretanto, está sendo resolvido com o advento da nanotecnologia, pela qual é possível aproximar uma grande quantidade da memória ao processamento, e até mesmo integrá-los.

Essa integração está intimamente inspirada na dinâmica de trabalho do cérebro humano, em que as sinapses nervosas conseguem fornecer acesso direto à memória dos neurônios que processam a informação. Essa é, por sinal, uma das grandes razões que explica a elevada capacidade do cérebro biológico em unir potência e velocidade "computacionais" com baixo consumo de energia.

Ao imitar essa arquitetura, a computação neuromórfica fornece um caminho para a construção de chips inteligentes que consomem muito pouca energia e, enquanto isso, computam rápido, diz Julie Grollier.

A ideia é "copiar" o cérebro humano para fins computacionais?

A computação neuromórfica pode ser considerada um dos braços de uma ciência ainda maior: a Biomimética.

A Biomimética propõe-se a analisar estruturas, processos e sistemas bem-sucedidos da Natureza de tal modo que sirvam de inspiração para o desenvolvimento de tecnologias capazes de resolver as mais diversas demandas intrinsecamente humanas.

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É importante destacar que, embora a Biomimética fixe na observação profunda da Natureza seu referencial de análise, ela não prega que o desenvolvimento científico deva "imitar" o natural. Afinal, estaríamos apenas copiando o que já está pronto, engessando todo o vasto potencial tecnológico humano, capaz de ir muito além.

É por essa razão que várias linhas de pesquisa em computação neuromórfica não almejam reproduzir cegamente um cérebro artificial, mas adaptar as características do órgão a um objetivo de engenharia específico.

Dmitri Strukov explica que, ao longo da evolução, o cérebro humano sempre se desenvolveu a partir de biomateriais, mas que nos últimos anos uma enorme gama de novos materiais foram disponibilizados pela engenharia. Muitos deles, inclusive, são melhores condutores de eletricidade que os tecidos cerebrais biológicos, o que levaria à confecção de uma estrutura sintética análoga ainda mais eficiente. Esse é apenas um dos inúmeros exemplos em que podemos usar aquilo que a Natureza já certificou como funcional, ao longo dos 3.8 bilhões de anos de evolução, para tentarmos ir ainda mais longe.

Ainda nesse sentido, Julie Grollier aponta uma série de outras diferenças entre o biológico e o artificial, que certamente precisam ser melhor estudadas para elevar a computação neuromórfica a novos patamares. Entre elas, destacam-se:

  • O cérebro humano é constituído por sinapses e neurônios ,e não por blocos de memória e transistores;
  • Ele armazena informações de forma analógica e não em bits;
  • É extremamente "plástico", não se limitando à reconfigurabilidade;
  • Opera com base em complexos princípios bioquímicos, diferentemente dos processadores de computador que seguem a física de semicondutores e as leis da eletricidade.

A Computação Neuromórfica irá substituir a Digital?

Os pesquisadores acreditam que, em breve, a tecnologia neuromórfica estará inserida em sensores inteligentes de baixa potência, que extraem informações dos sinais analógicos para medir e tomar decisões simples sem se conectar à nuvem. Isso, claro, terá um grande impacto em várias outras tecnologias, como a Internet das Coisas (IoT).

E esse deve ser só o começo de uma série de inovações biomiméticas em computação que alcançará o mercado, com propostas muito eficientes, sobretudo em termos energéticos.

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Mas, diferentemente do que se pode imaginar, a computação neuromórfica não objetiva substituir a computação digital, altamente precisa e utilizada. A ideia é trazer uma nova ferramenta, com novas funcionalidades e mecanismos, que trabalhando em conjunto garantam o desenvolvimento de processadores ainda mais potentes que os atuais.

Quer saber mais sobre Biomimética?

O presente conteúdo usou trechos do artigo de Dmitri Strukov, Julie Grollier, Giacomo Indiveri e Stefano Fusi, licenciado segundo a Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Biomimética: vídeo mostra como funciona a "Internet das Plantas"

Biomimética: vídeo mostra como funciona a "Internet das Plantas"

A Internet das Coisas (IoT) é, na essência, uma poderosa ferramenta sensorial. Através dela um número incontável de dados é coletado e processado para gerar respostas inteligentes e instantâneas, que orientam os mais diferentes processos, de indústrias à agricultura; de cidades inteligentes a distribuidoras de energia.

Quando se fala em resposta sensorial, as plantas estão entre os seres vivos mais adaptados e preparados para tomar decisões com base nas informações que captam do meio ambiente. Estudos recentes mostram que as espécies mais evoluídas do reino vegetal chegam a contar com até 20 diferentes tipos de sentidos que, em conjunto, garantem a sobrevivência e a perpetuação do reino com grande eficiência.

Esse sucesso evolutivo tem sido amplamente estudado pela Biomimética com vistas a entender o modo como as respostas sensoriais das plantas poderiam ser usadas por engenheiros e designers para desenvolver sistemas de IoT ainda mais avançados

Internet das Plantas: um sistema subterrâneo multissensorial

O engenheiro florestal alemão, Peter Wohlleben, em seu livro "A vida secreta das árvores: o que elas sentem e como se comunicam" fala sobre como as árvores são "sujeitos sociais" altamente adaptáveis e inteligentes.

Com base em pesquisas científicas e em suas observações profissionais de décadas, o autor faz questão de usar uma linguagem bastante "humana" (e até mesmo simples), com vistas a atrair o leitor para um tema até então não muito comentado.

Através de uma animação ilustrativa, a BBC Brasil resume alguns dos principais pontos abordados no livro, deixando evidente a poderosa comunicação sensorial subterrânea que as plantas utilizam para sobreviverem de forma inteligente.

Assista a seguir:

https://www.youtube.com/watch?v=UirW2aBP-PY

Na direção do que defende Peter Wohlleben, um dos grandes expoentes da Neurobotânica, Stefano Mancuso, mostra que o conceito vigente de inteligência, vista apenas como um produto do cérebro, está ultrapassado. Isso porque sem o restante de todas as estruturas do organismo, o cérebro é incapaz de executar qualquer ação, mesmo as mais simples. As plantas ao contrário, ao desempenharem um padrão de resposta descentralizado e independente, garantem muito mais chances de sucesso no meio ambiente, mesmo sem nenhuma estrutura que se aproxime de um cérebro.

Internet das Plantas
Peter Wohlleben. Fonte: nytimes.com

E é justamente a partir desses conceitos e observações biomiméticas que alguns engenheiros de sistemas de IoT estão desenvolvendo soluções mais adaptáveis e, portanto, menos suscetíveis a falhas. O próprio mecanismo de processamento da Edge Computing em muito se aproxima desse formato de tomada de decisão mais veloz e descentralizada.

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Por muito tempo, considerou-se que os sistemas de sobrevivência das plantas fossem bastante simples. Não é à toa que expressões como “estado vegetativo” referem-se a situações de total inércia e falta de atividade. Mas, como se nota, essa visão reducionista está bastante afastada da realidade.

Caberá à Biomimética desvendar cada vez mais os segredos subterrâneos que fazem da "Internet das Plantas" um sistema de comunicação inteligente, sustentável e de baixo consumo energético.

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EDP e V2COM juntas na expansão das Smart Grids 4.0

EDP e V2COM juntas na expansão das Smart Grids 4.0

O sistema Vision da V2COM ajudará o grupo EDP Brasil em sua missão de expandir o conceito de Smart Grid 4.0 também para os clientes de Baixa Tensão.

Tendo como base tecnológica a plataforma Oracle, a solução alcançará inicialmente 60 mil medidores em Vila Velha (ES), com potencial de escalabilidade para atender mais de 5 milhões de pontos.

Entre os principais diferenciais do sistema Vision, destacam-se as diferentes camadas que garantem a interoperabilidade com os mais diversos padrões de medidores, redes e protocolos. Sua exclusiva arquitetura de gestão de conectividade (MDC) filtra e isola complexidades com elevada velocidade e segurança, permitindo que a camada MDM do sistema trabalhe com muito mais inteligência. Dessa forma, garante máxima eficiência, dinamismo e confiabilidade nos processos, através de críticas automáticas de dados e possibilidade de análises ativas de forma remota por parte dos operadores.

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Parceira oficial da Oracle na América Latina na área de implantação de MDM, a V2COM possui vasta experiência no rollout de projetos dessa magnitude, sempre comprometida em garantir a agilidade na implantação e nos preparativos para o deployment.

Essa nova iniciativa junto ao Grupo EDP — amplamente reconhecido pelos investimentos em tecnologia de ponta — promete ser mais um grande passo rumo à transformação operacional da empresa e, claro, ao uso ainda mais eficiente da energia elétrica.

A V2COM:

Pertencente ao Grupo WEG, a V2COM é líder em Soluções de IoT e Sistemas Inteligentes com mais de 1 milhão de dispositivos conectados em todo o mundo.

Desde 2002, desenvolvendo tanto tecnologia de Hardware quanto Software com arquitetura aberta e modular, a V2COM fornece soluções integráveis a diferentes equipamentos e sistemas legados, o que permite uma fácil incorporação aos avanços tecnológicos futuros.

Sua premiada plataforma acelera a implantação de projetos e impulsiona o Retorno sobre o Investimento (ROI) para empresas com processos complexos de diferentes setores, como Utilities, Indústria 4.0, Agronegócio, Smart Cities.

A EDP:

Ao longo de 40 anos de história, o Grupo EDP cimentou presença relevante no panorama energético mundial, atuando em 16 países, de 4 continentes.

Utility multinacional verticalmente integrada, a EDP conta com mais de 11.500 colaboradores e atua em toda a cadeia de valor da eletricidade e na atividade de comercialização de gás. É a quarta produtora de energia eólica do mundo e quase 70% da energia produzida é renovável.

A EDP integra o Índice de Sustentabilidade Dow Jones (World), o ranking mais exigente do mundo que distingue as empresas com melhor performance em transparência, sustentabilidade e excelência em gestão econômica, ambiental e social.

 


Plataforma de IoT

Internet das Coisas: o cérebro da Transformação Digital

Internet das Coisas: o cérebro da Transformação Digital

Companhias da indústria de máquinas e equipamentos estão na corrida da Transformação Digital. É o que aponta a pesquisa Periscope Machinery and Industrial Automation da McKinsey, pela qual 25% dos entrevistados informam já terem digitalizado seus negócios de insumos, peças de reposição e outros serviços, enquanto 66% deles afirmam estar em vias de fazê-lo.

O estudo mostra que as iniciativas digitais estão diretamente relacionadas ao sucesso dos negócios, através de dois principais indicadores: Retorno Total para o Acionista (Total Return to Shareholders - TRS) e Crescimento de Receita.

Empresas maduras no processo de Transformação Digital chegam a alcançar TRS, a três anos, quase 300% maior e CAGR, a cinco anos, 400% maior em relação às companhias mais atrasadas na digitalização.

Internet das Coisas
Fonte: McKinsey

Esses dados ajudam a explicar o porquê de as tecnologias digitais estarem se espalhando com grande velocidade nos mais diversos segmentos. A Internet das Coisas (IoT), por exemplo, já é utilizada hoje por 25% das empresas (em 2014, eram apenas 13%). Em relação ao número de dispositivos conectados pela tecnologia, deve saltar de aproximadamente 15 bilhões, em 2018, para 43 bilhões, em 2023.

A McKinsey defende que os investimentos em IoT crescerão 13,6% ao ano, até 2022. Isso, claro, a depender do progresso de tecnologias de suporte, como a rede 5G, que pode levar a um crescimento de 30% ao ano (até 2022) no número de dispositivos conectados em grandes áreas, com baixa transmissão de dados. Além disso, a evolução dos sensores, do processamento computacional e da conectividade móvel mais confiável também serão cruciais para o sucesso da Internet das Coisas.

Os novos sensores, ao se tornarem cada vez mais baratos e disponíveis, ampliarão em níveis jamais vistos suas possibilidades de aplicação. As tradicionais barreiras financeiras, que inviabilizaram muitos projetos de IoT, começam a dar espaço para um mundo de infinitas possibilidades em que simplesmente tudo (ou quase tudo) poderá ser mensurado, conectado, processado e analisado. Essa detecção em larga escala, claro, está diretamente vinculada à capacidade de computação que, só nos últimos 15 anos, aumentou mais de 100 vezes.

Plataforma de IoT: a escolha-chave da transformação digital

A plataforma de IoT é o "cérebro" da transformação digital por que passa uma empresa, e para que traga resultados práticos deve se adequar perfeitamente às necessidades particulares e estratégias que cada companhia delimita.

Por essa razão, é tão importante considerar a expertise técnica do parceiro tecnológico para a jornada de transformação digital. Empresas desenvolvedoras que garantem a escalabilidade e a interoperabilidade das soluções estão, certamente, um passo à frente. Isso porque esses são os principais atributos que os sistemas de IoT devem oferecer quando se pretende atingir implantações rápidas e, claro, um ROI atrativo para o projeto.

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Para tanto, é preciso levar em conta o quão "inteligente" é arquitetura das camadas que compõem a plataforma, pois é dela que virá toda a segurança, a eficiência e a compatibilidade com os mais diferentes padrões de rede, protocolos e dispositivos que existem no mercado.

A McKinsey sugere alguns requisitos que devem ser levados em conta, antes de se escolher uma plataforma de IoT. São eles:

plataforma de IoT

plataforma IoT
Fonte: McKinsey

Sem flexibilidade (e a facilidade de customização), as plataformas de Internet das Coisas perdem sua capacidade de garantir a escalabilidade dos resultados ao longo do tempo, uma vez que sempre serão necessários desenvolvimentos complexos e custosos, toda vez que um novo protocolo de comunicação for integrado à rede de dispositivos conectados.

 

 

 


5G é realidade em 2019, mas promete se expandir em 2020

5G é realidade em 2019, mas promete se expandir em 2020

A infraestrutura 5G representa a próxima evolução de conectividade sem fio, expandindo as possibilidades de negócios para patamares nunca antes alcançados. Segundo recente relatório da MarketsandMarkets, o mercado de infraestrutura para 5G valerá quase 3 bilhões de dólares em 2020, podendo alcançar mais de 33 bilhões de dólares, até 2026.

Fonte: MarketsandMarkets. Porcentagem do mercado de infraestrutura para 5G por vertical da economia, até 2026.
MarketsandMarkets. Porcentagem do mercado de infraestrutura para 5G por vertical da economia, até 2026.

A razão para esse rápido crescimento deve-se, sobretudo, à demanda ascendente por serviços de dados móveis, comunicação M2M (machine-to-machine) e pela necessidade de maior cobertura e velocidade de conexão.

Segundo o relatório, nos próximos oito anos, a automação industrial e os eletrônicos de consumo serão os setores que mais absorverão a infraestrutura de tecnologia 5G, alcançando 20,5% e 18,4% desse mercado, respectivamente. O setor energético e de Utilities também será positivamente impactado. É previsto que ele represente 11,8% do total.

A rede 5G é capaz de absorver conexões simultâneas de forma bastante eficiente (até 100 vezes mais dispositivos conectados por unidade de área, todos com a mesma velocidade e latência), consumindo muito menos energia. Projeta-se uma redução de 90% no consumo, o que se traduz em dispositivos de baixa potência em ambientes industriais e baterias com 10 anos de vida útil. Além disso, por ser programável, a 5G é capaz de se desconectar automaticamente quando não estiver em funcionamento.

Por essas razões, a nova infraestrutura é essencial para a futura geração de soluções desenvolvidas a partir de tecnologia de IoT, sobretudo, em razão do elevado número de dispositivos inteligentes interconectados que são esperados nos próximos anos. Só até 2020, o mundo contará com mais de 20 bilhões deles, diz a Cisco.

Gemalto: 5G é 10 a 100 vezes mais rápida que 4G

A elevada velocidade é outro requisito fundamental para suportar o tráfego cada vez mais carregado de dados que partirão desses dispositivos. Ademais, a demanda por interações praticamente instantâneas com tempo de resposta tendendo a zero, faz da tecnologia 5G um requisito imprescindível para a efetividade das futuras soluções de IoT. Com ela, espera-se alcançar latência de no máximo 1 milissegundo, dez vezes menor do que os padrões atuais.

5G supera entraves atuais à Internet das Coisas

Existem quatro categorias de uso do 5G:

  •  Rede de Banda Larga Móvel (eMBB)
  •  Comunicação de Grande Confiabilidade e Baixa Latência (uRLLC)
  •  Conectividade Massiva Máquina à Máquina (mMTC)
  • Acesso Sem Fio Fixo (FWA)

Cada serviço apresenta requisitos exclusivos para seus aplicativos. Por exemplo, o eMBB requer banda de elevada largura e latência relaxada. O mMTC, por sua vez, requer baixa largura de banda e escala de conexão massiva.

Já o uRLLC demanda alta largura de banda, ultra confiabilidade e baixíssima latência. Isso permite que os dispositivos respondam aos comandos de forma quase imediata. Para um carro autônomo, por exemplo, esse avanço tem importância crítica, uma vez que os freios devem responder de forma instantânea. Com os padrões tecnológicos atuais (4G), a distância de frenagem ultrapassa os 3 metros, suficiente para ocasionar acidentes. Sistemas de segurança e vigilância inteligentes também precisam desse acionamento rápido para garantia de sua efetividade.

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A tecnologia 5G promete resolver importantes problemas que dificultam o progresso da Internet das Coisas. Entre os mais importantes, destacam-se: questões de conectividade, segurança de dados e automação de processos.

No que se refere especialmente ao Setor Energético e Utilities, os principais entraves a serem superados com a nova tecnologia são:

  •  Integração das inovações com a infraestrutura atual
  •  Redução do consumo energético
  •  Manutenção de grande volume de dados
  •  Automação ao longo dos processos que envolvem a distribuição de energia.

Já para as Manufaturas 4.0, o 5G vem para resolver as seguintes demandas principais:

  • Problemas de conectividade, baixa velocidade e alto tempo de resposta
  • Resistência de incorporação da inovação por parte da cultura corporativa tradicional
  • Promoção de uma comunicação M2M em tempo real
  • Sustentabilidade a longo prazo

Como está o avanço da 5G ao redor do mundo?

A Ericsson, prevê que, até 2024, as assinaturas 5G atingirão 1,9 bilhão, e que até 65% da população mundial estará coberta pela rede.

Entre os principais destaques estão:

  • Japão e Coréia do Sul começaram a trabalhar nos requisitos 5G em 2013
  • Suécia e Estônia disponibilizaram serviços comerciais em suas capitais em 2018
  • EUA e Canadá já disponibilizaram em algumas localidades, mas a tecnologia 5G não decolará antes de 2020
  • Na Alemanha (Berlim, Darmstadt, Munique, Bonn e Colônia) a 5G ficou disponível em setembro de 2019
  • No Reino Unido, algumas cidades já contam com a 5G, mas 2020 promete ser o ano de grande expansão
  • Índia está visando 2020 para a implantação da 5G
  • A meta do Japão é lançar oficialmente a 5G para as Olimpíadas de Verão de Tóquio 2020
  • China disponibilizou a tecnologia em alguns locais em 2019. Esperam-se mais de 460 milhões de conexões 5G no território até 2025
  • O diretor da Qualcomm, Helio Oyama, declarou que a 5G chegará com mais peso ao Brasil em 2020