smart farm

Smart farms tomam conta do campo com as novas tecnologias de IoT

Smart farms tomam conta campo com as novas tecnologias de IoT

Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações – hoje Ministério da Ciência e Tecnologia – o uso de soluções de IoT no agro movimentará entre US$ 5 bilhões e US$ 21 bilhões, até 2025. Como resultado, as chamadas smart farms alcançarão aumento de até 25% na produção e redução de até 20% no uso de insumos. Foi isso o que apontou pesquisa da McKinsey encomendada pelo BNDS.

O agronegócio está visivelmente entre os setores com maior potencial de se transformar com a incorporação das novas tecnologias de IoT. Responsável por mais de 23% do PIB brasileiro, de acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), as propriedades agrícolas somam uma área que ultrapassa mil campos de futebol. Por essa razão, o campo precisa cada vez mais de processos e operações integradas e eficientes para elevar a produtividade sem o aumento de despesas. E, nesse caminho, a tecnologia surge como a grande ferramenta para finalmente viabilizar a transformação digital das smart farms.

A escolha do parceiro certo é fundamental para o sucesso das smart farms

A grande questão hoje é escolher o melhor parceiro para garantir a solução mais adequada, que produza continuamente informações inteligentes a partir da combinação de diversos dados coletados ao longo dos processos agrícolas. São essas informações que vão orientar em bases sólidas a tomada de decisão dos gestores.

O agricultor demanda mais informações em tempo real e a indústria de máquinas está cada vez mais preparada para atender as novas necessidades do campo. A melhoria da infraestrutura tecnológica do Brasil, como conectividade, penetração móvel, imagens de satélite e alfabetização digital, tem sido fundamental para o desenvolvimento do ecossistema agtech do país, permitindo que as empresas tragam novos produtos e soluções para os agricultores brasileiros de maneira econômica. Prova disso são os dados da SP Ventures que indicaram um aumento no uso de smartphones de 16% para mais de 70%, entre 2012 e 2017.

Veja também:

A tecnologia de IoT ainda ajuda no monitoramento de frotas, na segurança das smart farms e na reconfiguração de toda a logística, desde a produção até a entrega dos produtos nos centros distribuidores. Sensores cada vez mais robustos permitem coletar dados em tempo real. Eles podem, por exemplo, disparar alarmes evitando roubo de cabeças de gado. O monitoramento de tanques de combustível permite informar aos gestores o exato momento do reabastecimento, evitando paradas inesperadas dos tratores que comprometem a eficiência dos processos. Além disso, o monitoramento de frota permite acompanhar para onde está sendo levada a produção, de tal forma que qualquer alteração de rota é imediatamente avisada por meio de sistemas inteligentes.

Toda essas benfeitorias, entretanto, requerem esforço por parte dos produtores e cooperativas agrícolas, que precisam estar abertas a mudanças estruturais em seu ecossistema de trabalho. Não basta apenas incorporar tecnologias de forma desordenada e pontual. A verdadeira transformação digital no campo requer estratégia, olhar macro e bastante comprometimento das equipes envolvidas.

Mas o que falta?

O grande desafio, entretanto, ainda parece ser a conectividade no campo. Todas as modernas tecnologias têm como premissa básica a possibilidade de máquinas, sensores e sistemas se comunicarem de forma independente. E isso, sem uma boa cobertura de internet, é praticamente impossível, afinal os dados precisam circular e criar uma conexão contínua, produzir informações, que se transformem em auxílio pleno para a tomada de decisão.

Felizmente, o Brasil tem apontado para a resolução rápida dessas questões. Vários projetos e investimentos em infraestrutura estão sendo mapeados para de fato levar a digitalização às terras mais distantes.

As smart farms, que já são uma realidade de nosso país, certamente alcançarão um enorme potencial de expansão neste ano e nos próximos.

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Indústria 4.0

Indústria 4.0: dados atualizados sobre o cenário brasileiro

Indústria 4.0: dados atualizados sobre o cenário brasileiro

 

Alguns chamam de Quarta Revolução Industrial. Outros preferem Indústria 4.0. Há os que defendem que não se trata de uma revolução propriamente dita, mas sim de uma reestruturação radical de processos que, digitalizados, tornam-se mais rápidos e eficientes.

Independentemente da nomenclatura, está claro que indústrias de diferentes segmentos vêm sofrendo  o impacto da transformação digital em todo o mundo. E com ela surgiram novas demandas que, muitas vezes, desafiam a estabilidade corporativa, exigindo decisões rápidas e de forte impacto.

O Brasil, claro, não está fora dessa nova realidade. Entretanto, o país ainda percorre passos curtos quando o assunto é a consolidação de sua Indústria 4.0.

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Indústria 4.0 – resultado de uma sucessão de momentos de alavancagem produtiva

 

O processo produtivo das indústrias está em constante transformação, desde a chamada Primeira Revolução Industrial. Década após década, novas tecnologias emergem e desaparecem, alterando a rotina fabril.

Em alguns momentos dessa trajetória, a inovação é tão poderosa a ponto de gerar mudanças radicais na eficiência da linha de produção, elevando-a a níveis bastante expressivos. Esses verdadeiros pontos de inflexão são denominados de alavancagem produtiva.

Nessas situações, torna-se mandatória a rearticulação da cadeia produtiva, em seus mais variados aspectos. E isso, claro, ocorre a partir da iniciativa da alta liderança das indústrias que, ao adaptar sua estratégia à nova realidade tecnológica, precisa atentar-se aos possíveis impactos e também a formas de mitigar riscos. Inovações disruptivas alteram o status quo, forçando a revisão de parâmetros que antes garantiam vantagem competitiva.

O quadro abaixo detalha alguns desses momentos:

Indústria 4.0 - alavancagem tecnológica
FONTE: Economist; Ivey Business Journal; MIT; Wilson Center.

 

Nasce uma indústria de dados

A atual fase de alavancagem por que passa a indústria está fortemente associada aos conceitos de Internet das Coisas (IoT), automação de processos, Big Data e Inteligência Artificial. Todos eles integrados proporcionaram um crescimento produtivo em escala exponencial, algo talvez nunca antes verificado na história.

Pela primeira vez, os mundos físico, digital e biológico uniram-se, gerando impactos radicais em diversos setores da economia.

Especificamente na indústria, a transformação digital incrementou profundamente o potencial produtivo. Mais do que isso, criou uma nova dinâmica entre máquinas e humanos que passaram a trabalhar de forma integrada e, por que não, interdependente.

Dessa articulação, surgem quantidades enormes de dados que, a cada segundo, são captados por hardwares e organizados por softwares inteligentes, gerando análises de elevada complexidade. Esse mecanismo garante a tomada de decisão em tempo real, otimizando os ciclos de identificação e correção de erros processuais. Como consequência, notam-se uma importante elevação da capacidade produtiva, a redução de custos e, claro, o melhor posicionamento competitivo.

Esse panorama é o que hoje se denomina Indústria 4.0. Se por um lado é certa a sua expansão em escala global, por outro ainda se verifica um desnível importante entre diferentes países e segmentos industriais quanto ao grau de maturidade da digitalização produtiva.

 

Panorama geral da Indústria Brasileira

 

Um recente estudo realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontou que dos 24 setores industriais do Brasil, 14 estão atrasados na adoção de tecnologias digitais. O mais interessante é que esse grupo é responsável por cerca de 40% de toda produção industrial do país, segundo o IBGE. Assim, quase metade de tudo o que a indústria brasileira produz ainda não é resultado de uma realidade digital plenamente automatizada.

A participação da indústria de transformação - aquela que transforma matéria-prima em um produto final ou intermediário - no PIB brasileiro vem apresentando quedas sucessivas. Dados de 2016/2017 demonstram o menor valor, em décadas de estatísticas (veja gráfico abaixo). Especialistas acreditam que o Brasil não chegou ao seu máximo de potencialidade industrial para que essas quedas sucessivas fossem justificadas. Ao contrário, defendem um importante potencial de expansão, muitas vezes abafado por particularidades de nossa economia e infraestrutura deficitária.

 

Indústria de Transformação no PIB brasileiro (%)

Indústria no PIB brasileiro (%)
Fonte: Confederação Nacional da Indústria (CNI)

 

Ainda nesse sentindo, o Índice Global de Inovação de 2018  colocou o Brasil em 64º lugar entre 126 países analisados. Dentro da região latino-americana, o país ficou na 6ª colocação. Embora tenhamos subido 5 posições em relação a 2017, ainda não firmamos uma posição de destaque na escala global. Há, portanto, um grande espaço de oportunidades a ser percorrido.

Esse índice - publicado anualmente pela Universidade Cornell, pelo INSEAD e pela OMPI – leva em consideração dados como investimento em P&D, níveis de educação, incremento de produtividade e exportação de produtos de alta tecnologia.

 

Índice Global de Inovação (2018)

Índice Global de Inovação 2018
Fonte: Universidade Cornell, INSEAD, OMPI (2018)

 

Os índices de melhor desempenho do país relacionam-se aos investimentos em educação, em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e absorção de conhecimentos. Em potencial de escala de negócios nos destacamos na oitava posição o que, certamente, corrobora o potencial de crescimento do país.

Os pontos de atenção, por sua vez, envolvem as instituições, o ambiente de negócios, o crédito e o número de graduados em engenharia e ciências. Um aspecto bastante preocupante apontado pelo ranking é a facilidade de abertura de negócios, no Brasil. Nesse quesito, estamos entre os últimos da lista, na 123º posição.

A importância de estatísticas como essas está justamente em comparar o desempenho do Brasil com o restante do mundo e, principalmente, fornecer diretrizes para políticas desenvolvimentistas e áreas que necessitem de maiores investimentos.

 

IoT: incorporação gradual com impactos escaláveis

 

Está claro que a incorporação de novas tecnologias no ambiente industrial brasileiro não é um processo simples. Entre as principais razões para isso estão:

  • Limitações orçamentárias
  • Mudança de cultura frente à incorporação de novas tecnologias
  • Incertezas quanto aos impactos causados pela inovação
  • Mão-de-obra pouco qualificada
  • Baixa infraestrutura de conectividade

Mesmo diante desses desafios, a reestruturação que a Indústria 4.0 demanda é muito menos radical do que momentos de alavancagem passados.

Antes, era mandatória a substituição física do maquinário para a adequada incorporação das novas tecnologias que surgiam. Hoje, ao contrário, a integração entre hardwares e softwares inteligentes permite um elevado grau de adaptabilidade a diversos ambientes, sem a necessidade imediata de substituição do parque industrial.

Isso acontece pelo fato de a Internet das Coisas permitir a incorporação de sensores e sistemas legados com bastante facilidade, mesmo diante de equipamentos que já estejam em operação. As indústrias, então, conseguem usufruir da transformação digital de modo progressivo, sem uma quebra radical de processos e rotinas fabris.

A nova Revolução Industrial é, portanto, tão característica justamente por unir a escalabilidade produtiva em níveis nunca antes atingidos a um processo de transformação digital bastante flexível e adaptável.

Em mais de 15 anos de história como provedora de soluções de IoT, a V2COM desempenha um papel fundamental no processo de alavancagem da Indústria 4.0 no Brasil. Reconhecida por sua grande capacidade de se ajustar a diferentes realidades, a empresa impulsiona tecnologias que conversam facilmente com diferentes equipamentos e sistemas, de forma inteligente.

Desse modo, tem proporcionado retornos financeiros em um curto intervalo de tempo a seus clientes. Ademais, permite que as novas soluções incorporadas sejam perenes e compatíveis com os avanços tecnológicos futuros.

 

CONCLUSÃO

 

A incorporação da Internet das Coisas (IoT) pela Indústria 4.0 permite que as empresas usufruam de novas tecnologias sem a necessidade de substituição em massa do parque industrial. O foco está, sobretudo, na digitalização de processos já em funcionamento. Assim, a reconfiguração física do espaço fabril é apenas uma consequência gradual desse avanço o que, certamente, mitiga riscos e custos, elevando os ganhos econômicos.

O Brasil, nesse sentido, apresenta um grande potencial a ser explorado no processo de digitalização de seu parque industrial. Para tornar realidade a versão 4.0 de sua indústria, é preciso que as empresas brasileiras invistam com maior peso na aquisição e desenvolvimento de novas tecnologias. Além disso, urge um remodelamento em nossas políticas de fomento à indústria, bem como ações imediatas na melhoria de infraestrutura básica.


Brasil telecomunicações IoT 2019

2019: um ano decisivo para o setor de telecomunicações e IoT no Brasil

2019: um ano decisivo para o setor de telecomunicações e IoT no Brasil

Espera-se que 2019 seja um ano de bastante importância para o setor de telecomunicações brasileiro. Muitas das questões colocadas em pauta em 2018, e que ainda não tiveram um desfecho definitivo, prometem acontecer nestes próximos meses.

Especialmente no que se refere ao setor de Internet das Coisas (IoT), o foco maior está nas iniciativas concretas para a redução da carga tributária com vistas a viabilizar a expansão dos negócios do segmento. Sem elas, dificilmente o Brasil conseguirá se consolidar como ator de destaque global, visto que muitos projetos ficarão inviáveis em termos financeiros.

Além disso, a expectativa acerca dos investimentos em conectividade e inovação continuam em alta. A aprovação do PLC 79/2016, que visa alterar o marco regulatório das telecomunicações, também é outro ponto de destaque que certamente impactará toda a cadeia de negócios ligada ao setor.

Em 2019 também espera-se uma atuação mais expressiva da ANATEL, sobretudo através de estudos e revisão de regulamentação para elevar a disponibilidade de espectro tanto para banda móvel quanto para IoT. O Plano Nacional de IoT, cujo decreto que estabelece sua criação não foi assinado na gestão Temer, também deve criar incentivos para a utilização massiva de Internet das Coisas em diferentes setores produtivos, entre os quais agricultura, saúde, indústria e cidades.

O que aconteceu em 2018?

Embora muitas das iniciativas que poderão escalar o setor de IoT no Brasil não tenham apresentado um desfecho conclusivo em 2018, é possível apontar importantes avanços no ano passado que certamente impactarão o ritmo dos negócios em 2019.

Abaixo, segue uma listagem com os principais feitos nos setores de telecomunicações que, obviamente, afetam diretamente o desempenho das soluções de IoT:

  • Edição do novo decreto de políticas públicas de telecomunicações (decreto 9.612/18) que visa a ampliação do acesso à banda larga fixa e móvel, com velocidade adequada, inclusive em áreas urbanas desatendidas, rurais e remotas. Esse decreto consolida o Plano Nacional de Conectividade, definindo novas políticas de desenvolvimento tecnológico, inclusão digital e implementação das Smart Cities.
  • Realização de Consulta Pública sobre o Plano Estrutural de Redes de Telecomunicações, com destaque para as deficiências estruturais nas redes de transporte e de acesso que suportam a oferta de acesso à internet em banda larga e para os projetos que podem suprir as deficiências identificadas.
  • Elaboração de proposta de alteração legislativa com foco em permitir o financiamento de projetos selecionados no Pert (Plano Estrutural de Redes de Telecomunicações) com uso de recursos do FUST.
  • Volta da discussão no Senado Federal sobre o projeto de lei complementar (PLC 79/2016) que altera a Lei Geral de Telecomunicações, já em seu terceiro ano de tramitação sem definições concretas.
  • Realização de consultas públicas pela ANATEL a respeito de propostas de revisão da regulamentação de qualidade dos serviços (RQUAL), do compartilhamento de postes de energia elétrica por prestadoras de serviços de telecomunicações e do modelo de outorga e licenciamento de estações, além de consulta pública sobre possíveis modelos regulatórios e adaptação da regulamentação para prestação de serviços de Internet das Coisas (IoT).
  • Conclusão da limpeza da faixa de 700 MHz nas localidades em que o desligamento do sinal analógico está previsto para ocorrer até o fim do ano, incluindo as capitais de estados.

O que esperar para 2019?

Este ano promete ser um divisor de águas para o setor de IoT brasileiro e, consequentemente, para todos os outros que, de alguma forma, impactam-se positivamente com as novas tecnologias.

As medidas que estão para ser aprovadas farão do país um celeiro de projetos extremamente relevantes na área, o que garantirá nossa competitividade em escala global.

Entre os principais acontecimentos esperados para o ano estão:

  • Aprovação do PLC 79/16. Através dele será possível adaptar as concessões em autorizações e liberar recursos para investimentos em banda larga.
  • Intensificação de discussões para expandir investimentos em infraestrutura de banda larga, sobretudo em áreas rurais, em concordância com as diretrizes do novo decreto de políticas públicas e possível uso do FUST e de negociação de novos TACs
  • Lançamento do tão esperado Plano Nacional de IoT, seguido da redução de carga tributária e desburocratização de procedimentos, que juntos podem potencializar enormemente os projetos de Internet das Coisas do país.
  • Realização de leilões de radiofrequência, com destaque para faixas de 2,3 GHz e 3,5 GHz, que viabilizarão oferta de serviços 5G. A faixa 3,5 é destaque, sobretudo para as aplicações de IoT.
  • Finalização da nova regulamentação de qualidade dos serviços de telecomunicações, com foco na percepção dos usuários.
  • A entrada em operação no Brasil das primeiras redes de NB-IoT (Narrow Band IoT) e o avanço da Sigfox prometem impulsionar ainda mais as aplicações de IoT.
  • Discussões sobre a integração de atividades de telecomunicações e audiovisual e também sobre a lei do SeAC (Serviço de Acesso Condicionado) que, com o crescimento de ofertas OTT, precisará passar por revisões.

Desse modo, como se nota, 2019 representará o desfecho de uma série de iniciativas dos últimos anos que precisam ser definidas para garantir a alavancagem dos negócios de IoT no Brasil e, assim, a vantagem competitiva do país em escala mundial.


Agronegócio - Plano Nacional de IoT

Plano Nacional de IoT - expectativa para o agronegócio brasileiro

Plano Nacional de IoT - expectativa para o agronegócio brasileiro

O Plano Nacional de IoT (Internet das Coisas) do Brasil não foi assinado em 2018, pelo então presidente da República Michel Temer. Neste ano, a expectativa é grande para que o documento finalmente vire realidade. Isso feito, o Ministério da Ciência e Tecnologia junto a outras áreas do governo e a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) definirão o cronograma de implementação.

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Investimentos em IoT crescem no Brasil

A expectativa em torno do Plano Nacional de IoT é bastante alta, especialmente devido ao interesse das empresas brasileiras em investirem mais em IoT. Dados publicados pelo relatório IoT Barometer, da Vodafone, apontam que 95% dos entrevistados brasileiros direcionaram mais esforços financeiros a esse tipo de tecnologia quando comparados aos 12 meses anteriores à pesquisa. Isso representa 14 pontos percentuais a mais do que a média mundial.

Espera-se que até 2025, a Internet das Coisas acrescente de 34 a 132 bilhões de dólares à nossa economia. Segundo o BNDES, quatro principais áreas serão responsáveis por ativar esses investimentos: cidades, indústria, saúde e agricultura.

Especialmente no que se refere ao agronegócio, as estatísticas são bastante promissoras. Entretanto, ainda persistem importantes desafios que podem barrar o quadro otimista para os próximos anos.

Brasil: o país do Agro

É inegável a importância do agronegócio para a economia brasileira. Somos o segundo maior exportador de alimentos do mundo (atrás apenas dos Estados Unidos). Em 2017 (balanço oficial de 2018 ainda não disponível), auferimos mais de 90 bilhões de dólares em exportações. Isso representa 44,1% de todas as vendas brasileiras do período.

Diante da importância desse setor - um dos únicos capazes de enfrentar a grave crise brasileira -  as possibilidades de aplicação de IoT no campo são infinitas. O acompanhamento de condições climáticas, aumento na eficiência de maquinário, rastreamento logístico e otimização no uso de insumos são apenas algumas delas.

Plano Nacional IoT - Agro
Possibilidades de IoT no Agro (Fonte: consórcio McKinsey/Fundação CPqD/ Pereira Neto Macedo)

A tecnologia no ambiente rural está diretamente ligada à redução de custos e aumento de competitividade dos produtos brasileiros frente ao mercado internacional. Um recente estudo do McKinsey Global Institute apontou um potencial positivo de até 21.1 bilhões de dólares apenas no campo brasileiro, até 2025.

Nesse sentido, as empresas desenvolvedoras de tecnologia de ponta, capazes de customizar soluções em conformidade com a realidade rural brasileira –bastante distinta do restante do mundo - certamente estão um passo à frente nesse processo de transformação.

Transformação digital no campo é democrática

O grande potencial agrícola brasileiro parte, sobretudo, de esforços de pequenos e médios produtores. Eles representam cerca de 78,1% do total de agropecuaristas brasileiros, de acordo com pesquisa do IBGE.

Diante disso, as cooperativas agrícolas desempenham um papel fundamental. Por concentrarem tecnologia de ponta, elas fomentam o desenvolvimento no campo transbordando-o aos cooperados com bastante agilidade e eficiência. Desse modo, pequenos agricultores que teriam problemas em assimilar novos investimentos tecnológicos conseguem acessá-los com muito mais facilidade.

Um recente estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) verificou que o impacto de novas tecnologias de IoT em propriedades familiares eleva consideravelmente a produtividade. A automatização de processos e a mecanização de rotinas agrícolas são as grandes responsáveis por esses ganhos.

Esse estudo ainda apontou que as propriedades mais tecnificadas alcançam o dobro de desempenho comparadas àquelas com baixa adoção tecnológica (em um cenário de renda positiva, ou seja, quando a renda é maior que os custos). Em realidades de renda negativa, por sua vez, essa diferença chega a atingir 400% de ganhos por hectare.

Isso prova, portanto, que a transformação digital no campo é democrática, impactando positivamente grandes e pequenos produtores.

Plano Nacional de IoT: barreiras estruturais do campo

Como se nota, o panorama do agronegócio mostra-se bastante promissor. Entretanto, a realidade brasileira ainda é marcada por complexos desafios estruturais.

Em comparação a outras realidades do mundo, muitas vezes os números brasileiros indicam um baixo desempenho, com produção muito custosa e retornos não tão elevados. Estamos, por exemplo, em quarto lugar no ranking mundial de maiores consumidores de defensivos agrícolas por hectare - utilizamos o dobro da quantidade dos canadenses. Além disso, apenas no mercado lácteo, temos uma eficiência 2,5 vezes menor que a norte-americana e 6 vezes menor que a de Israel, um país cercado por desertos e condições adversas.

Justamente para combater essa discrepância e melhor aproveitar as características positivas do território brasileiro, as novas tecnologias de IoT mostram-se fundamentais. Ao serem bem orquestradas junto à iniciativa público-privada, será possível remodelar aspectos estruturais danosos, corrigindo desvios históricos que comprometem nossa eficiência produtiva.

Principais desafios do agronegócio brasileiro

Estudos prévios ao Plano Nacional de IoT mapearam os principais entraves ao agronegócio brasileiro. Entre eles, destacam-se:

  • Logística e armazenamento ineficientes
  • Baixa profissionalização do trabalhador rural
  • Infraestrutura deficitária de conectividade

No Brasil, quase metade dos gastos com alimentos vêm dos custos de transporte. Dados do US Department of Agriculture (USDA) mostram que esse valor é muito menor nos Estados Unidos - apenas 11%. Isso se deve às péssimas condições de nossas rodovias e, sobretudo, ao modelo desenvolvimentista que não fomentou outros meios alternativos, como as ferrovias.

A baixa qualificação profissional na área rural é um outro importante problema. Dados do IPEA apontam que a maioria dos trabalhadores do campo têm apenas quatro anos de formação escolar. Diante desse panorama, a entrada de novas tecnologias torna-se mais difícil, em razão da necessidade de profissionais mais gabaritados para manipulá-las.

Analistas apontam que, entre essas questões, a baixa infraestrutura de conectividade é o principal aspecto a ser vencido. Isso porque ela impacta negativamente o desempenho de novas tecnologias de IoT, como a agricultura de precisão e a telemetria. Atualmente apenas 1/3 dos agricultores brasileiros beneficiam-se do acesso à internet.

Ciente dessa demanda, a V2COM conta com um braço de inovação técnica plenamente voltado ao desenvolvimento de soluções de Conexão Inteligente compatíveis com o advento das novas tecnologias de IoT. Desse modo, possibilita a coleta, armazenamento e análise de dados que, trabalhados em tempo real através de interfaces dinâmicas, permitem a tomada de decisão de forma inteligente.

Conclusão

O agronegócio é peça fundamental para o desenvolvimento da economia brasileira. Somos reconhecidos como ator estratégico no fornecimento de alimentos em escala global. Mesmo assim, ainda enfrentamos importantes problemas estruturais que comprometem nossa eficiência produtiva.

O Plano Nacional de IoT, nesse sentido, é fundamental para mapear, organizar e, por fim, estimular o desenvolvimento tecnológico no campo. Sua principal meta, dentro da vertical agrícola, é alavancar a produtividade brasileira, associando-a à elevação de qualidade e, sobretudo, ao desenvolvimento sustentável.

Prestes a iniciar uma importante trajetória rumo à ativação da Agricultura 4.0, o Brasil prepara-se para uma nova revolução agrícola em que decisões serão tomadas com base em dados em tempo real e inteligência preditiva. Isso, em conjunto, elevará nossa produtividade a patamares nunca antes alcançados.

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Utilities: caminhos para a transformação digital

Utilities: caminhos para a transformação digital

Uma recente publicação da McKinsey (clique aqui para ver na íntegra), analisa a jornada digital das utilities.

Ciente de que esse é um caminho sem volta, o artigo busca entender os principais desafios para a instalação da cultura digital, bem como propõe maneiras práticas de superá-los.

Há quase 20 anos no mercado de IoT, a V2COM vem arquitetando soluções tecnológicas para as maiores utilities do Brasil e América Latina. Durante essa trajetória, encontramos muitos momentos de identificação com os aspectos levantados pela McKinsey.

Por conta disso, compilamos os principais dados do artigo, com intuito de fomentar a reflexão sobre o assunto.

Boa leitura!

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Digitalização das utilities: uma jornada sem volta

Embora aconteça em ritmos diferentes a depender do setor, a digitalização de processos é uma realidade unânime entre as utilities de todo o mundo. Ganhos como o aumento de eficiência operacional, melhoria na experiência do consumidor e agilidade na inovação - e consequente ganho em competitividade - são apenas alguns dos fatores que têm transformado esse mercado.

Dados recentes de pesquisas do McKinsey Global Institute apontam que a transformação digital cria importante valor para as utilities. Entre eles, destacam-se:

  • redução de até 25% em despesas operacionais;
  • aumento de performance entre 20% e 40%, especialmente em áreas como segurança e satisfação do consumidor;
  • aumento no lucro.

Mesmo diante desses ganhos, as pesquisas indicam que a maioria das empresas tem um desempenho de baixo a moderado nos processos digitais.

Isso demonstra, portanto, que há um grande espaço para avanços e investimentos nessa área.

A robustez organizacional dificulta, mas não impede a transformação digital

Uma das principais razões que podem “afastar” as utilities dos avanços digitais é a própria estrutura organizacional, direcionada para minimizar riscos e garantir a segurança e a longevidade dos ativos.

As utilities são tradicionalmente conhecidas por sua estabilidade e confiabilidade. Isso certamente se impõe como um importante obstáculo diante de uma nova realidade digital, marcada pela constante experimentação e processos ágeis.

Estruturas corporativas mais rígidas e robustas tendem a seguir processos bem definidos e necessitam de validações interdepartamentais para a incorporação de novas tecnologias. Nessa realidade, o caminhar decisório é, muitas vezes, mais lento que a evolução digital.

Diante disso, surge um impasse: a necessidade de inovar, dentro de um cenário que exige estabilidade e segurança.

Outro importante aspecto que dificulta os processos de transformação digital é o legado operacional complexo e o ambiente de tecnologia de informação robusto. Muitas vezes, uma simples alteração pode movimentar toda a engrenagem empresarial já estabelecida, devido à justaposição de diferentes processos maiores.

Mesmo cientes dessas dificuldades, utilities de diferentes segmentos têm desempenhado esforços importantes em direção à digitalização de seus processos. Consolidou-se, enfim, a percepção de que é necessário aumentar a agilidade na tomada de decisão, fomentando mudanças de modo mais dinâmico.

Engajamento de líderes: peça fundamental do processo

A transformação digital traz consigo ganhos reais. Não se trata apenas de uma simples tendência efêmera, mas sobretudo de uma jornada sem volta que envolve empresas de todos os setores, em nível global.

A  história da V2COM junto às utilities tem sido marcada por importantes iniciativas tecnológicas com intuito de otimizar recursos. Através de softwares e hardwares inteligentes, com estrutura plenamente digital, conseguimos evitar fraudes e furtos de energia, bem como garantir o uso eficiente de recursos naturais, humanos e financeiros.

Utilities

A viabilização desses trabalhos em muito se deveu ao contato direto com líderes de diferentes empresas cujo poder decisório esteve em perfeita sintonia com a necessidade de transformação digital. Somente a partir disso foram criados os movimentos necessários para envolver toda a estrutura corporativa e, assim, viabilizar os projetos.

Entretanto, esse envolvimento está longe de ser simples. Muitos desses líderes construíram sua trajetória cientes da necessidade de garantir a previsibilidade e a segurança tão características das utilities. E, por isso, é preciso que uma mudança de mindset ocorra, ao ponto de permitir novas possibilidades no cenário estratégico das corporações.

Soluções devem se adequar às empresas; não o contrário

A pesquisa conduzida pela McKinsey trouxe ainda outros interessantes achados.

Verificou-se que as utilities pioneiras na condução de transformações digitais experimentam maior valor quando comparadas às empresas que se movem com mais lentidão. Além disso, a busca pela liderança digital, especialmente entre as concessionárias de energia, costuma acontecer de maneira ainda mais rápida quando a alta direção conclui que o risco potencial em investir pouco nas tecnologias digitais é maior do que o risco de investir pesadamente e não obter um retorno tão interessante.

Se por um lado isso deixa cada vez mais clara a necessidade de mudanças em ritmo acelerado, por outro ainda persiste uma certa incerteza quanto ao melhor formato de se iniciar a transformação digital.

Uma das alternativas apontadas pelo estudo parte da necessidade de reavaliar e modernizar a arquitetura e ambiente de TI. As utilities estão há bastante tempo acostumadas com a utilização de pacotes de software bastante robustos, em razão da tradicional necessidade de garantir a máxima estabilidade de processos.

Esse padrão de arquitetura de software pode ser bastante eficiente para processos já consolidados e que necessitam de apenas alguns ajustes eventuais. Entretanto, em uma realidade digital bastante dinâmica - com o advento quase diário de novas tecnologias - é fundamental garantir o funcionamento mais flexível de sistemas de informação, capazes de se integrarem a mudanças com bastante agilidade e sem grandes rupturas processuais. A ideia é que as soluções se adequem à realidade das empresas e não o contrário.

Utilities que passaram por processos de aquisição de outras companhias apresentam ainda maiores desafios nesse sentido. Isso porque geralmente mantém-se o legado, de tal modo que, em uma mesma empresa, passam a existir diversos sistemas de naturezas semelhantes correndo em paralelo. Com isso, a estrutura de informação torna-se robusta e descentralizada, comprometendo a tomada de decisão.

Esse formato vai na contramão de companhias digitais que operam suas decisões em tempo real, usando softwares inteligentes, dinâmicos e versáteis. Nessa realidade, é fundamental que os sistemas suportem desenvolvimentos constantes – muitas vezes diários – mediante investimentos não tão elevados quanto os exigidos pelos tradicionais softwares monolíticos que ainda compõem a estrutura de muitas utilities.

Conclusão

Diante desse aparente conflito entre a rigidez das utilities e a fluidez da transformação digital, é preciso ter em mente que grandes mudanças começam a partir de pequenos passos. Antes de tudo, é importante que processos mais simples sirvam de experimentações para que, somente então, expanda-se a digitalização para a totalidade da empresa.

Desse modo, é possível incorporar a inovação sem gerar rupturas drásticas que poderiam comprometer o funcionamento já consolidado das utilities dos mais diversos segmentos.

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Este artigo tomou como referência dados da publicação realizada pela McKinsey, “Accelerating digital transformations: a playbook for utilities”, autoria de Adrian Booth, Eelco de Jong e Peter Peters.