IoT fraude água

IoT no combate à fraude: 38,3% da água consumida no Brasil não é faturada

IoT no combate à fraude: 38,3% da água consumida no Brasil não é faturada

O acelerado processo de urbanização brasileiro impactou diretamente a demanda por recursos hídricos, tornando-os progressivamente mais escassos no país.

O último índice de perdas na distribuição de água no Brasil, elaborado pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, indicou que 38,3% do volume disponibilizado no país não foi contabilizado como montante consumido, seja por vazamentos, falhas nos sistemas de medição ou ligações clandestinas. Apenas para comparar, na Alemanha, Austrália, Nova Zelândia e Japão, esse valor chega a ser inferior a 10%.

Ciente dessa realidade, nos últimos anos a Sabesp vem implementando uma série de iniciativas com foco em incentivar o uso racional da água. Através de sistemas de monitoramento, a empresa conseguiu controlar de forma rápida e eficiente uma série de problemas relativos às redes de distribuição, sobretudo a detecção de fraudes e falhas na medição.

A V2COM fez parte dessa história ao desenvolver tecnologias de telemetria que atuaram diretamente no combate às denominadas perdas aparentes.

Também chamadas de não físicas ou comerciais, esse padrão de perda está relacionado ao volume de água que foi efetivamente consumido pelo usuário, mas que, por algum motivo, não foi medido ou contabilizado.

São falhas decorrentes de erros de medição (hidrômetros inoperantes, com  submedição, erros de leitura, fraudes, equívocos na calibração dos hidrômetros), ligações clandestinas, by pass irregulares nos ramais das ligações (conhecidos como gatos), falhas no cadastro comercial e outras situações. Nesse caso, então, a água é efetivamente consumida, mas não é faturada pelo prestador de serviços.

Com o desenvolvimento e implantação de sensores de ponta à ponta, ligados a sistemas robustos de processamento de dados, a tecnologia de IoT garantiu que as perdas aparentes da companhia fossem detectadas com muito mais facilidade e, assim, combatidas ao longo de todos os canais de distribuição. Veja abaixo o histórico de perdas da Sabesp:

telemetria perdas água

Especificamente em clientes de grande consumo, como escolas, prédios comerciais e indústrias, os sistemas de telemedição da V2COM permitem que os hidrômetros enviem informações sobre os padrões de consumo de água em intervalos regulares de tempo. Com isso, foi possível identificar vazamentos de maneira muito mais rápida, evitando o desperdício e custos desnecessários nas contas dos clientes.

Esse mesmo padrão de tecnologia também tem sido amplamente utilizado pela V2COM — não só no Brasil mas em outros países — para auxiliar as distribuidoras de energia elétrica a reduzirem perdas comerciais. Dessa maneira, é possível refinar o monitoramento do consumo em tempo real, o gerenciamento automático das operações e a tomada de decisão remota com elevada assertividade.

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Há quase duas décadas, a V2COM desenvolve soluções inteligentes que combinam a captação e processamento de dados para minimizar riscos e melhorar as cadeias de produção e de entrega de serviços.

Para saber mais detalhes sobre nossa premiada plataforma de IoT e suas incontáveis possibilidades de uso e customizações, entre em contato através do formulário abaixo:

 

 


Biomimética: uma nova geração de baterias, sensores e fotocatálise

Biomimética: uma nova geração de baterias, sensores e fotocatálise

Um olhar atento sobre a Natureza pode surpreender até mesmo os cientistas e engenheiros envolvidos em grandes projetos de inovação. Isso porque dela parte a inspiração para uma infinita gama de invenções que, na verdade, nada mais são do que reformatações de materiais, processos e sistemas amplamente testados e aprovados pelos ciclos naturais, por bilhões de anos.

Espiráculos
Espiráculos: pequenos poros na estrutura dos insetos que permitem trocas gasosas

Exemplo disso foi o recente desenvolvimento de um material sintético — idealizado pelo professor-doutor Bao-Lian Su e sua equipe internacional de cientistas — que emula a porosidade dos tecidos presentes nas folhas das plantas e nos espiráculos dos insetos (estruturas responsáveis pelas trocas gasosas).

De acordo com a linha de pesquisa, essa inovação poderia fomentar o desenvolvimento de materiais e sistemas 20 vezes mais eficientes no que se refere a aplicações que envolvem baterias recarregáveis, fotocatálise e sensores para gases.

Como surgiu a ideia?

O ponto de partida para o desenvolvimento do material sintético de Bao e sua equipe foi a Lei de Murray. É ela que descreve o modo como a Natureza distribui fluidos (líquidos e gases) do modo mais eficiente possível. Não importa se estamos falando das raízes e caules das plantas, dos pulmões dos mamíferos ou mesmo dos espiráculos dos insetos, a lei sempre é válida quando se pretende transportar fluidos com a menor resistência possível e, portanto, garantindo o menor "custo" aos sistemas.

No entanto, o grande desafio para seguir as diretrizes de Murray sempre residiu na dificuldade em construir um sistema poroso sintético que se aproximasse da extrema (e perfeita) complexidade das formatações biológicas encontradas na Natureza. E foi justamente isso que o time de Bao conseguiu superar.

A equipe desenvolveu um esquema multinível de estruturas, com base em nanopartículas de óxido de zinco (ZnO) que, em conjunto, compuseram blocos tridimensionais e organizados compostos por nano, meso e macroporos. A formatação da rede seguiu um ordenamento com base no diâmetro desses poros, algo fundamental para garantir a fluidez dos materiais transportados com a menor resistência possível, tal como acontece nas plantas e em outras estruturas vivas.

Segundo Bao, esse novo padrão de rede pode ser aplicado à uma série de funcionalidades que utiliza estruturas porosas, sobretudo em materiais cerâmicos e nanometais.

Baterias de Lítio: vida útil estendida com Biomimética

A extensão da vida útil de baterias recarregáveis de Lítio está entre as conquistas mais importantes que esse novo material pode trazer à indústria, com amplo espectro de utilização.

O apelidado ZOMM (ZnO Murray Materials) — e sua estrutura multinível — apresentou um ciclo de vida útil na ordem dos 5.000, com uma capacidade de reversibilidade até 40 vezes maior que os materiais de ZnO macroporoso e 25 vezes maior que os de grafite mais modernos disponíveis no mercado. Esses números representam uma verdadeira revolução, até mesmo para aquilo que hoje se considera como mais avançado em termos de tecnologia e eficiência.

Além disso, quando se usou o ZOMM como ânodo, alcançou-se uma formatação de bateria com capacidade ultraelevada e ciclos de longa duração muito mais estáveis do que os padrões atualmente utilizados. Isso, claro, é um grande passo para resolver os inúmeros desafios acerca do crescimento exponencial no uso de energia em todo o mundo e especialmente para diminuir a pegada ambiental, através de processos cíclicos mais duradouros e sustentáveis.

Fotocatálise 17 vezes mais eficiente

A fotocatálise é um processo amplamente utilizado na indústria que utiliza a luz para acelerar reações químicas baseadas na ação de nano-semicondutores dispersos. Ela tem sido fundamental para a degradação orgânica de poluentes prejudiciais ao meio ambiente.

Bao e sua equipe perceberam que a estrutura 3D bioinsipirada na Lei de Murray poderia ter uma importante aplicação na fotocatálise. Isso porque a capacidade fotocatalítica do ZOMM é ao menos 17 vezes maior que a dos nanomateriais de ZnO dispersos, comumente usados nesse tipo de processo.

Além disso, o filme composto pela tecnologia ZOMM pode ser utilizado por diversos ciclos de catálise, sem alterar sua estrutura e funcionalidade. Isso torna o processo menos custoso e mais sustentável.

Sensoriamento de gases 20 vezes mais sensível

Sensores de gás são amplamente utilizados em diversos tipos de indústria, especialmente para fortalecer os padrões de segurança dos processos produtivos.

A estrutura vascularizada e porosa do ZOMM provou ser altamente eficiente para aumentar a superfície de absorção do oxigênio (tal como no sistema respiratório dos seres vivos) e ainda capaz de acelerar a difusão de outras moléculas gasosas.

Quando foram realizados testes específicos com o vapor de etanol, o ZOMM alcançou um padrão de sensibilidade na ordem dos 457, uma valor nunca reportado por nenhum experimento até então. Esse número é, no mínimo, 20 vezes maior que os sensores mais modernos já disponíveis no mercado.

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Biomimética: como o cérebro humano pode superar os desafios do Edge Processing
Biomimética: o mais eficiente benchmarking para a inovação

As pesquisas com os materiais inspirados na Lei de Murray indicam uma série de outras funcionalidades para indústrias dos mais diversos segmentos. A formatação porosa, tridimensional e ordenada provou garantir um elevado grau de reatividade e uma baixa resistência no transporte molecular, características importantes para aumentar exponencialmente a eficiência de diversos processos e sistemas atualmente em uso.

Novamente, os mecanismos evolutivos biológicos provaram ser fonte de inspiração para novas tecnologias cuja aplicação tem levado a resultados verdadeiramente impactantes. Cabe às empresas e centros de pesquisa de todo o mundo continuarem investindo nesse olhar refinado sobre a Natureza a fim de que possamos extrair toda a sabedoria necessária para revolucionar as próximas gerações de forma sustentável.


smart farm

Smart Farms: a transformação digital bilionária do campo brasileiro

Smart Farms: a transformação digital bilionária do campo brasileiro

Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações — hoje Ministério da Ciência e Tecnologia — o uso de soluções de IoT no agro movimentará entre US$ 5 bilhões e US$ 21 bilhões, até 2025. Como resultado, as chamadas smart farms alcançarão aumento em torno de 25% na produção e redução de até 20% no uso de insumos. Foi isso o que apontou uma recente pesquisa da McKinsey encomendada pelo BNDES.

O agronegócio está visivelmente entre os setores com maior potencial de se transformar a partir da incorporação das novas tecnologias de IoT. Responsável por mais de 23% do PIB brasileiro, de acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), as propriedades agrícolas do Brasil somam uma área que ultrapassa mil campos de futebol. Por essa razão, o campo precisa cada vez mais de processos e operações integradas e eficientes para elevar a produtividade sem o aumento exacerbado dos custos de produção.

E, nesse caminho, a tecnologia surge como uma grande aliada para finalmente viabilizar e escalar a transformação digital das smart farms ao redor do país.

A escolha do parceiro certo é fundamental para o sucesso das smart farms

Cada vez mais, o agricultor e o pecuarista demandam informações em tempo real que os auxiliem na tomada de decisão com elevada assertividade. A melhoria da infraestrutura tecnológica do Brasil — como conectividade, penetração móvel, imagens de satélite e alfabetização digital da mão de obra — tem cooperado estruturalmente para que o ecossistema agtech do país seja uma realidade prática. E nesse contexto, um número crescente de empresas tem desenvolvido novas soluções específicas para resolver as demandas que vêm do campo brasileiro.

Mas diante dessa elevada oferta de opções, surgiu um novo desafio ao agropecuarista: como avaliar de fato qual o melhor parceiro para alavancar a produtividade com tecnologia?

O mercado de hoje está repleto de empresas que oferecem soluções prontas e aparentemente "simples". Mas o grande problema é que, na prática, a maioria delas são monolíticas e com baixíssima possibilidade de customização. Desse modo, acabam por não se adequar às inevitáveis particularidades que cada realidade produtiva apresenta, de tal maneira que não são raras as frustrações quando aquela plataforma "simples e bonita" mostra-se insuficiente no momento da implantação.

Por essa razão, é fundamental que os gestores do campo avaliem quais soluções, entre as inúmeras ofertadas, realmente são desenvolvidas com flexibilidade, ao ponto de se adequarem perfeitamente às suas especificidades (e não o contrário). Para tanto, o foco deve estar nos parceiros estratégicos que apresentem capacidade técnica e expertise suficientes para desenvolver sob demanda uma série de funcionalidades, além daquelas comumente oferecidas pelo mercado. Além disso, é preciso levar em conta o quão integráveis e adaptáveis esses sistemas são, de tal modo que possam "conversar" com o maquinário e sistemas já em uso, sem a necessidade de substituições muito onerosas.

Como a tecnologia pode ajudar as fazendas na prática?

A tecnologia de IoT possui infinitas aplicações no ambiente rural. O monitoramento das frotas, a segurança das smart farms e a reconfiguração de toda a logística, desde a produção até a entrega dos produtos nos centros distribuidores, são apenas alguns dos exemplos de uso possíveis.

Hoje, o desenvolvimento de sensores cada vez mais robustos permite coletar dados em tempo real com elevada precisão. Eles podem, por exemplo, disparar alarmes evitando roubo de cabeças de gado e monitorar tanques de combustível para indicar o exato momento para o reabastecimento, evitando paradas inesperadas e custosas dos tratores e outras máquinas. Além disso, o sensoriamento integrado a sistemas inteligentes permite monitorar a frota e acompanhar em tempo real para onde está sendo levada a produção, de tal forma que qualquer desvio é imediatamente alertado por meio de alarmes, por exemplo.

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Todas essas benfeitorias, entretanto, requerem esforço por parte dos produtores e cooperativas agrícolas, que precisam estar abertas a mudanças estruturais em seu ecossistema de trabalho. Afinal, não basta apenas incorporar a inovação de forma desordenada e pontual. A verdadeira transformação digital no campo requer estratégia, olhar macro e bastante comprometimento das equipes envolvidas.

V2COM: a solução mais inteligente em IoT

V2COM consolidou-se no mercado nacional e internacional por ser um dos poucos fornecedores de soluções de IoT ponta à ponta. Através disso, garante um elevado grau de customização dos projetos que, assim, adequam-se com bastante profundidade às mais diferentes especificidades demandadas.

Por desenvolver integralmente tanto hardware quanto software, a V2COM alcançou um padrão de tecnologia plenamente compatível com as inovações, integrando-se perfeitamente a diferentes realidades de forma bastante ágil.

No campo, sua tecnologia exclusiva tem sido fundamental para vencer as barreiras da conectividade, garantindo projetos sempre viáveis em termos financeiros e, sobretudo, em precisão de resultados.

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edge processing IoT

Biomimética: como o cérebro humano pode superar os desafios do Edge Processing?

Biomimética: como o cérebro humano pode superar os desafios do Edge Processing?

A Natureza está repleta de mecanismos evolutivos inteligentes que têm sido fonte de inspiração para o desenvolvimento de uma série de novas tecnologias. Certamente, um dos exemplos de maior sucesso que podemos destacar é o sistema nervoso humano o qual, ao longo dos milênios, conseguiu se desenvolver e sobreviver mesmo diante dos inúmeros obstáculos que se impuseram aos Homo sapiens.

A plasticidade cerebral do homem e sua capacidade inigualável de desenvolver sinapses neurais com baixo gasto energético são importantes fontes de inspiração para os estudos da Biomimética.

Hoje, os sistemas de informação estão cada vez mais complexos e distribuídos e, por conta disso, demandam uma quantidade de energia crescente, o que pode inviabilizar os projetos por razões de infraestrutura e custos. Entender como o ser humano conseguiu evoluir seu sistema nervoso, mesmo diante de recursos escassos, é fundamental para a nova geração de tecnologias que vem tomando conta do mundo.

Edge Processing: desafio para sistemas de IoT em ambientes remotos

Quando falamos em sistemas inteligentes e distribuídos imediatamente pensamos em Internet das Coisas (IoT). Essas tecnologias utilizam processamento de borda (edge processing) para agilizar o tempo de resposta, fundamental ao objetivo final a que se propõem. Com isso, a latência diminui e o padrão de segurança dos sistemas aumenta.

Os grandes desafios, no entanto, aparecem quando tentamos expandir a IoT para ambientes remotos, nos quais o caminho entre o processamento dos dados e o usuário é muito longo. Como consequência, temos projetos muito mais custosos e de difícil controle e manutenção.

Muitas vezes, o processamento de borda está longe das fontes de energia que o mantém atuante e isso pode se tornar um grande problema caso qualquer pequena intercorrência apareça no meio do caminho. E é justamente por isso que os sistemas inteligentes precisam, cada vez mais, ser autossuficientes. Somente assim poderemos escalar a IoT para realidades muito além de nossos olhos.

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Na tentativa de superar desafios tão importantes, empresas na vanguarda do desenvolvimento dessas tecnologias estão olhando para a Natureza como fonte de inspiração. A ideia é buscar mecanismos autorreguláveis e de baixo consumo energético para efetivar o funcionamento de sistemas de IoT que se proponham a operar em ambientes remotos e com infraestrutura ainda deficitária.

E, nesse contexto, o sistema nervoso humano parece ser um dos exemplos de maior sucesso quando falamos em assertividade, eficiência e autogestão.

Cérebro humano: alta eficiência por apenas 20 watts

O cérebro humano é capaz de desempenhar uma série de funções ao mesmo tempo e processar informações com altíssima velocidade, de tal forma que garante a tomada de decisão com lapso temporal na grandeza de milissegundos. Paralelamente a isso, ele realiza diariamente uma espécie de “limpeza de dados”, arquivando em diferentes blocos aqueles de uso constante e aqueles que podem ser deixadas de lado, sem processamento frequente.

Mais do que isso, a capacidade de raciocínio lógico e sobretudo a inigualável facilidade de aprendizado são dois outros grandes diferenciais que fazem dos humanos um destaque na história evolutiva. E todas essas funcionalidades, em conjunto, formam um mecanismo perfeito de Estímulo – Processamento – Resposta que, há muito tempo, tem chamado a atenção de engenheiros especializados no desenvolvimento de sistemas inteligentes de alta performance, como os de Internet das Coisas (IoT).

A ideia é emular o funcionamento biológico, criando operações artificiais que partam dos mesmos princípios. Um deles envolve a eficiência energética do cérebro. Estudos indicam que órgão consegue se manter autossuficiente em ritmo 24/7, operando com apenas 20 watts de energia, algo semelhante àquela pequena lâmpada da parte interna dos refrigeradores. Tudo isso, claro, sem perder a capacidade de performance.

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O sistema nervoso humano por inteiro evoluiu, fisiológica e anatomicamente, com vistas a manter esse alto desempenho e transferir as informações processadas, sempre com o mínimo de energia dispendida. Para tanto, utiliza mecanismos de codificação e decodificação extremamente complexos, canais iônicos distribuídos e receptores diversos, em uma arquitetura semelhante a fios e nós interconectados.

O grande desafio das atuais soluções de IoT vão exatamente nesse sentido, especialmente aquelas que atendem regiões inóspitas, carentes de infraestrutura. Elas precisam garantir um elevado padrão de desempenho, conectando elementos diversos, sem perder de vista a viabilidade econômica dos projetos que, muitas vezes, é prejudicada pelos altos gastos com o consumo e distribuição de energia.

Justamente por essa razão, vultosos investimentos em pesquisa têm sido direcionados a formas eficientes de aplicar o conhecimento sobre o sistema nervoso humano no desenvolvimento de tecnologias de IoT ainda mais eficientes. A Biomimética, mais uma vez, parece ser a grande resposta quando queremos alcançar soluções autossustentáveis, menos custosas e de baixo consumo de energia. Ela parece ser a grande ponte que permitirá a expansão do edge processing da Internet das Coisas para realidade mais longínquas, quebrando as atuais barreiras da transformação digital.

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Legado

Legado: o maior dilema da Indústria 4.0 brasileira

Legado: o maior dilema da Indústria 4.0 brasileira

Quando falamos em Internet das Coisas (IoT) no Brasil, o grande desafio para as manufaturas parece ter um nome: LEGADO.

Integrar o maquinário antigo aos novos sistemas e tecnologias de rastreamento de dados lógicos é a grande barreira que precisa ser superada para de fato alavancar a jornada digital no país. Com isso, efetivaremos de vez uma revolução em nosso setor produtivo, movimentando até 2025 mais de US$ 45 bilhões na indústria, US$ 39 bilhões no setor de saúde, US$ 27 bilhões em cidades inteligentes e US$ 21 bilhões no agronegócio, segundo mostra um recente estudo do BNDES.

Os líderes de negócio brasileiros já estão cientes dessa necessidade. Uma pesquisa da Softex apontou que a adoção de tecnologias de IoT está no topo das prioridades de investimento, superando a cloud computing e blockchain. Mas ainda é comum entre os executivos de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) a ideia de que muitos dos esforços precisam sair do papel e efetivamente acontecerem na prática.

Tecnologias modulares são a solução para o dilema do legado brasileiro

Para resolver o problema dos sistemas legados, muitas empresas têm buscado a ajuda de fornecedores externos que desenvolvem soluções de IoT sob medida. Isso porque é fundamental que a tecnologia oferecida se adeque perfeitamente às diferentes demandas, respeitando as particularidades que cada projeto exige.

Além disso, é importante que a solução desenvolvida seja plenamente integrável a diferentes tipos de equipamentos e sistemas. Empresas desenvolvedoras que fornecem uma arquitetura aberta e modular estão um passo à frente na promoção da transformação digital, justamente por permitirem que as tecnologias de IoT incorporadas hoje consigam sempre se adequar aos futuros avanços que certamente virão, sem a necessidade de substituição parcial ou até mesmo total dos equipamentos e sistemas legados.

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Com isso, a indústria pode se adaptar à crescente expectativa dos clientes e ganhar mais velocidade de entrada no mercado. As soluções de IoT e Analytics possibilitam o uso de dados da cadeia produtiva em tempo real, bem como a colaboração entre diferentes equipes, parceiros e clientes. Dessa maneira, as manufaturas reduzem custos, desperdício de insumos e chegam até mesmo a diminuir os prazos de entrega de seus ciclos de desenvolvimento.

Força de trabalho e segurança da informação: um problema além da conectividade

Um outro desafio que a indústria brasileira certamente irá enfrentar ainda mais nos próximos anos relaciona-se à força de trabalho. Hoje, o conhecimento técnico para a resolução dos problemas do ambiente produtivo está concentrado especialmente no empregado chão de fábrica. Além disso, esse conhecimento não está bem estruturado e muitas vezes se comporta de forma apenas reativa.

As tecnologias de IoT vão justamente na contramão dessa tendência, oferecendo a grande possibilidade de se adiantar aos problemas, reduzindo custos de manutenção e tempo de parada. Elas viabilizam um modelo de gestão estruturada baseada em dados e tomada de decisão de forma automática, uma realidade ainda não devidamente incorporada pela maioria dos colaboradores.

Um outros importante aspecto que está no radar dos gestores a respeito da indústria 4.0 é o processamento dos dados e a segurança da informação. Mais do que nunca, uma arquitetura voltada para edge computing terá que integrar o planejamento de transformação digital e isso significa que aumento de poder de processamento e uma camada extra de segurança e governança de dados serão imprescindíveis. Não é à toa que todas as recentes pesquisas envolvendo a IoT colocam a segurança da informação como o principal desafio para os próximos anos.

V2COM: quase duas décadas de experiência com sistemas legados

Desde 2002, a V2COM é líder em soluções de Internet das Coisas (IoT) e Smart Systems, com mais de 1 milhão de dispositivos conectados no mundo. Um de seus grandes diferenciais é estar inserida no desenvolvimento ponta à ponta, produzindo tanto Hardware quanto Software, o que torna as soluções ainda mais eficientes e menos custosas para os clientes.

Sua premiada plataforma de IoT e a metodologia exclusiva de PoV (Proof of Value), testada e aprovada por centenas de clientes dos mais diversos segmentos, aceleram as implantações de projetos e impulsionam o retorno do investimento para empresas com processos complexos e ativos distribuídos.

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Transformação Digital: um assunto além da tecnologia

Transformação Digital: um assunto além da tecnologia

Uma recente pesquisa realizada com CEO's e executivos seniores mostrou que a Transformação Digital está na liderança das maiores preocupações para os negócios de 2019. Isso porque grande parte das empresas ainda não conseguiu efetivar na prática os incontáveis benefícios que a aplicação da tecnologia certa no momento certo pode trazer.

Para colocar em números, em 2018, dos mais de US$ 1.3 trilhão investidos em Transformação Digital, ao menos US$ 900 bilhões não alcançaram a expectativa almejada. Isso significa que cerca de 70% das iniciativas digitais ainda não prosperam conforme o imaginado.

Se é incontestável o elevado potencial transformador que as novas tecnologias podem trazer aos negócios, fica a pergunta sobre o porquê de ainda serem poucas as empresas que realmente deram um passo definitivo rumo ao futuro.

Tecnologia sem estratégia: a fórmula para o insucesso

Há alguns anos, era bastante razoável quando um gestor identificava uma necessidade ou oportunidade em seu departamento/empresa e, a partir disso, procurasse as soluções disponíveis no mercado capazes de satisfazê-las.

Hoje, ao contrário, esse tipo de ação normalmente leva ao insucesso. Primeiro porque entender a tecnologia como um "tapa buraco" ou uma ferramenta de alcance pontual certamente é um grande limitador do enorme potencial por trás da inovação. Segundo, pois é fundamental que as necessidades e as oportunidades sejam colocadas dentro de um espectro estratégico maior. Afinal, a Transformação Digital só se torna efetiva quando guiada por uma estratégia empresarial clara e objetiva.

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A grande dificuldade que perfaz esse delineamento estratégico deve-se ao fato de as novas soluções serem cada vez mais integradas (e integráveis). Com isso tornam-se muito mais desafiadoras a projeção e a mensuração dos impactos globais que uma simples implantação pode acarretar na realidade da empresa. Mesmo bastante complexo, esse caminho é fundamental ser percorrido, afinal só se pode classificar como um "sucesso" ou um "fracasso" aquilo que foi previamente estabelecido como tal.

Líderes precisam reconhecer que os colaborares temem ser substituídos

O assunto é bastante polêmico. Alguns estudiosos dizem que sim, as novas tecnologias estão "matando" empregos, enquanto outros defendem que o mundo apenas passa por mudanças (como sempre ocorreu) e que se antigas funções podem desaparecer com a Transformação Digital, outras certamente irão nascer dela.

Ao que tudo indica, a segunda visão parece ser mais coerente com a realidade histórica por que toda a humanidade passou desde a Primeira Revolução Industrial. Da mesma maneira em que hoje não são mais necessários operários para apertar parafusos em uma linha de produção, nunca antes o mercado demandou tantos desenvolvedores, uma profissão, por sinal, relativamente nova.

Mesmo assim, é preciso ser empático o suficiente para entender que alguns da equipe enxergarão a tecnologia como uma ameaça ao emprego. E, muitas vezes, esse pode ser um grande complicador para efetivamente alavancar a digitalização dentro de uma companhia.

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As empresas são levadas por pessoas, sem as quais qualquer iniciativa torna-se inviável. Engajá-las e inseri-las no processo de mudança, como atores protagonistas, é fundamental para que a configuração 4.0 dos negócios realmente saia do papel.

Ao longo de sua carreira, o professor de Stanford, Behnam Tabrizi, identificou esse temor em milhares de colaboradores. Nos últimos anos, ele tem efetivado um exercício de reflexão junto a eles, fazendo-os apontar as contribuições únicas que oferecem às empresas em que trabalham e como elas podem se conectar à Transformação Digital. Como resultado, os colaboradores sentiram-se no controle da mudança, inclusive esforçando-se ainda mais para executar suas tarefas de forma engajada e eficiente.

Empresas que não nasceram digitais precisam correr mais rápido

De maneira genérica, o mercado conta atualmente com dois grandes blocos de empresas: de um lado aquelas com anos de experiência e estrutura robusta e de outro as start-ups.

Para o primeiro grupo, certamente a Transformação Digital será um pouco mais desafiadora. Primeiramente porque em seu DNA não está inserida a necessidade constante de mudança exigida pelos atuais padrões de inovação que envolvem o mercado. Segundo, pois redefinir sistemas legados, movimentar cadeias complexas de gerenciamento processual e redesenhar padrões de tomada de decisão obviamente são tarefas muito mais difíceis de serem executadas em estruturas grandes, quando comparadas a empresas com apenas algumas dezenas de pessoas (quando não menos).

Assim, as grandes organizações precisam fazer bom uso de sua capacidade de investimento e alta expertise para redesenhar alguns parâmetros da cultura organizacional voltada à mudança, pessoas e processos, adequando-se a um ambiente (interno e externo) de transformação constante.

Parceiros estratégicos: transformação digital com expertise comprovada

Se por um lado é complicada a tarefa de encontrar um parceiro com expertise comprovada e que forneça soluções holísticas para efetivar a Transformação Digital, por outro os resultados certamente compensarão os esforços.

Ao longo de sua trajetória, a V2COM consolidou-se no cenário nacional e internacional por ser um dos poucos fornecedores de soluções de IoT ponta à ponta. Com isso, tem garantido um elevado grau de customização dos projetos que, assim, adequam-se com bastante profundidade às mais diferentes necessidades do mercado.

Por desenvolver integralmente tanto hardware quanto software, a V2COM alcançou um padrão de tecnologia plenamente compatível com a inovação, integrando-se perfeitamente a diferentes sistemas legados de forma simples e ágil. Por consequência, os clientes auferem elevado impacto financeiro e escalabilidade dos projetos em curto intervalo de tempo.

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