Cultura Organizacional inspired by Nature

Como criar uma cultura organizacional inspired by Nature?

Como criar uma cultura organizacional inspired by Nature?

Na Natureza é regra: quanto maior o número de indivíduos que cooperam para a manutenção do coletivo, maior a chance de sucesso. Exemplo clássico são os formigueiros que chegam a contar com milhões de indivíduos, todos trabalhando de forma organizada e sustentável em busca de objetivos comuns. Mas quando observamos as empresas muitas vezes a realidade experimentada é bastante diferente. E nesse sentido cabe perguntar por quê?

Estudos organizacionais indicam que a produtividade per capita dos colaboradores e a capacidade de aplicar a inovação no dia a dia diminuem à medida que uma empresa cresce. Por outro lado, os custos com o gerenciamento e a manutenção dos processos só aumentam. Assim, estruturas maiores tendem a investir mais e a obter resultados proporcionalmente menores, justamente o oposto do que qualquer gestor poderia almejar.

Esse paradoxo é explicado pelo fato de a maioria das empresas ainda se comportar de forma estática, presa a padrões e procedimentos, categorizações, descrições de cargos fixos, práticas estanques e administração em silos. E, isso, claro vai contra à concepção de que uma corporação é, antes de tudo, um organismo vivo, dinâmico e em constante interação com o ambiente (mercado).

Formigas: exemplo de simplicidade, coletivismo e resultados

A Biomimética (saiba mais do assunto) foi recentemente apontada pela Fortune como a tendência número 1 para os negócios. Nos últimos anos, as aplicações dessa ciência têm sido direcionadas sobretudo para a criação de novos materiais, tecnologias e produtos, bem como para o desenvolvimento de sistemas computacionais, sensores e serviços.

Mais recentemente, verificou-se que a Biomimética também poderia servir de inspiração para remodelar padrões de gerenciamento institucional o que envolve, claro, as relações entre os colaboradores e desses com os cargos hierarquicamente superiores. Mais do que isso, ela ajudou a construir um novo entendimento sobre o modo como as empresas interagem com o mercado que, pouco a pouco, deixou de ser apenas uma fonte de números e estatísticas complexas para se transformar em um potente impulsionador de mudanças fundamentais à garantia da sobrevivência.

Cultura Organizacional inspired by Nature

Na Natureza, muitas das espécies que vivem em sociedade fazem bom uso daquilo que parece ser o maior desafio das empresas do século XXI: a simplicidade. Voltando às formigas, elas são um clássico exemplo de sucesso evolutivo alcançado a partir de rotinas e práticas curiosamente simples. Através de um mecanismo de comunicação periferia-centro, elas conseguem tomar decisões quase em tempo real com elevada assertividade. E note que para isso não são necessárias reuniões, fluxogramas estáticos, metas, incentivos anuais, nem qualquer outro tipo de prática amplamente difundida por nós, seres humanos, mundo à fora. O segredo está na comunicação descentralizada, não hierárquica e, sobretudo, no sentimento de coletivismo, esse último certamente ainda muito enfraquecido dentro das empresas.

Esse coletivismo normalmente é mais evidente em companhias enxutas, em que quase todos os colaboradores, gerentes e diretores conseguem manter proximidade no dia a dia de trabalho. Mas conforme a estrutura organizacional aumenta, surge a necessidade de subcategorizar quase tudo — de pessoas a departamentos, de processos a sistemas — com vistas a ampliar o controle, melhorar o gerenciamento e identificar falhas com mais agilidade.

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O grande problema é que ao reduzir a importância das partes, acaba-se por diminuir a importância do todo. Os colaboradores deixam de se ver como protagonistas e voltam-se apenas às atividades específicas de sua função, sem se importar com as demandas que o organismo maior apresenta. As metas tornam-se limitadas — e muitas vezes conflitivas —, os gestores passam a brigar por orçamento departamental, sem entender que em uma empresa existe (ou deveria existir) apenas um único grande orçamento e que de nada adianta tirar de um lado para colocar no outro se isso não for feito de forma articulada, visando um objetivo comum.

Todo esse cenário vai na contramão do que a Biologia e seus milhões de anos de evolução têm nos ensinado. As espécies e sociedades que mais evoluíram são justamente aquelas que conseguiram diminuir necessidades individuais em prol do coletivo: afinal se o todo deixar de existir de nada adiantam as aspirações particulares. Com as empresas (deveria acontecer) o mesmo: de que adianta uma equipe ou um departamento eficiente se a máquina como um todo está prestes a ruir?

Objetivo claro: a chave para uma cultura organizacional inspired by Nature

O que diferencia uma formiga-rainha das outras é a sua capacidade de reunir a diversidade genética em si mesma sem a qual todo o formigueiro morreria em pouco tempo. E é justamente aí que as empresas de maior sucesso têm se inspirado para repensar sua cultura organizacional.

Sociedades diversas costumam gerar mais ideias e, por consequência, inovar mais. Mas quando falamos de uma empresa, com espaço e recursos limitados, é importante que essa diversidade trabalhe em prol de um objetivo único — caso contrário os esforços tornam-se pouco eficazes.

Como dito anteriormente, a maioria das corporações não consegue crescer ao mesmo tempo em que mantém a eficiência e motivação dos colaboradores. A razão para isso certamente está na falta de um objetivo comum e bastante claro, capaz de impulsionar um verdadeiro sentimento de coletividade. Isso não significa dizer que as empresas não tenham bem definido aonde pretendem chegar, mas sim a inabilidade de passarem essa mensagem de forma empática e precisa. Como consequência, as pessoas não criam compromisso com o todo, não dividem propósitos e, por consequência, não movimentam a estrutura no ritmo que poderiam.

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Um outro grande exercício a ser desempenhado pelos líderes é tirar a mudança do âmbito do discurso e colocá-la em prática. Inovar não pode mais ser visto como algo necessário, mas sobretudo como algo almejado. E é importante destacar que entre essas duas palavras existe um imponente abismo conceitual, que pode representar a sobrevivência ou a falência de muitas iniciativas futuras.

Se a Biomimética tem sido uma promissora ferramenta para alavancar a inovação tecnológica, por que não utilizá-la para repensar os processos que envolvem a interação entre pessoas? Desde a origem, todas as espécies tem interagido com vistas a perpetuar o sucesso. Antes, porém, é importante deixar claro os objetivos comuns capazes de impulsionar cada indivíduo a lutar pela sobrevivência do todo.

 


O que os sistemas de IoT aprenderam com as plantas?

O que os sistemas de IoT aprenderam com as plantas?

As soluções de Internet das Coisas (IoT) são, na essência, uma poderosa ferramenta sensorial. É através dela que dados de diferentes naturezas são coletados e processados para gerar respostas inteligentes aos processos.

Quando se fala em resposta sensorial, talvez as plantas sejam o grupo de seres vivos mais adaptado e preparado a tomar decisão com base nas informações que captam do meio ambiente. Estudos recentes mostram que as espécies mais evoluídas do reino vegetal chegam a contar com até 20 diferentes tipos de sentidos que, em conjunto, garantem a sobrevivência e a perpetuação do reino com grande eficiência.

Esse sucesso evolutivo tem sido estudado pela Biomimética com vistas a entender o modo como as respostas sensoriais das plantas poderiam ser usadas por engenheiros e designers para desenvolver sistemas de IoT ainda mais avançados.

Entradas sensoriais geram respostas descentralizadas nas plantas

Da raiz às folhas, as plantas possuem uma enorme diversidade de entradas sensoriais capazes de coletar informações — como umidade, insolação, gravidade e até mesmo presença de campos eletromagnéticos — que servem de base para a geração de respostas às mais diferentes barreiras ambientais. Esse mecanismo tem sido considerado um dos mais bem-sucedidos da natureza, visto que o reino vegetal compõe 99,5% de toda a biomassa do planeta e está presente na Terra muito antes do surgimento do primeiro exemplar animal.

Por muito tempo, considerou-se que os sistemas de sobrevivência dos vegetais fossem bastante simples. Não é à toa que expressões como "estado vegetativo" referem-se a situações de total inércia e falta de atividade. Entretanto, estudos recentes da Neurobotânica provam que essa visão reducionista está bastante longe da realidade. Concluiu-se que as plantas estão aptas a gerar respostas bastante complexas e até mesmo a se comunicarem umas com as outras. Plantações de milho e feijão, por exemplo, na presença de predadores (como a taturana), emitem substâncias para atrair as vespas (acima das taturanas na cadeia alimentar). Com isso, de forma natural, elas conseguem se defender e perpetuar as espécies.

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Ainda nessa direção, Stefano Mancuso, um dos grandes expoentes da Neurobotânica, defende que o conceito vigente de inteligência, vista apenas como um produto do cérebro, está ultrapassado. Isso porque sem o restante de todas as estruturas do organismo, o cérebro é incapaz de executar qualquer ação, mesmo as mais simples. As plantas ao contrário, ao desempenharem um padrão de resposta descentralizado e independente, garantem muito mais chances de sucesso no meio ambiente, mesmo sem nenhuma estrutura que se aproxime de um cérebro.

E é justamente a partir desses conceitos e observações biomiméticas que alguns engenheiros de software e sistemas de IoT estão desenvolvendo soluções mais adaptáveis e, portanto, menos suscetíveis a falhas.

Redes de IoT também funcionam a partir dos nós sensoriais

Muitos dos mecanismos de IoT que nos cercam seguem um padrão de resposta semelhante ao das plantas. Assim como um girassol, que movimenta seu caule conforme as células são estimuladas pela sensibilização da luz, os edifícios também podem ser programados a reduzir a intensidade das lâmpadas diante do aumento da claridade natural. Ainda, um prédio que acelera o fluxo de ar limpo para seu interior quando mensura a necessidade de renová-lo, segue um padrão muito parecido com o das raízes que se tornam mais ou menos permeáveis a depender da oferta de água à qual estão expostas.

Heliotropismo +: caule cresce em direção à luz

Respostas descentralizadas provenientes da conexão entre nós sensoriais das plantas permitem alcançar um padrão de comunicação muito mais rápido e eficiente. E isso, claro, em muito se assemelha aos modernos sistemas de Internet das Coisas que, antes de tudo, estruturam-se como uma gigantesca rede de nós conectados capazes de gerar comandos automáticos e inteligentes.

Estamos cercados por tecnologias humanas que se aproximam do funcionamento das plantas, mesmo que muitas vezes não consigamos correlacioná-las com os padrões de resposta encontrados no meio ambiente. A nossa maior dificuldade está em reconhecer que a inteligência das plantas se manifesta de forma diferente da nossa. Temos a tendência de querer extrapolar nossas características nas outras espécies e tentar reconhecer comportamentos parecidos. A Biomimética surge justamente para quebrar essas barreiras e, com isso, permitir que novas versões de sistemas muito mais simples no funcionamento sejam desenvolvidas, mesmo que complexas e rebuscadas no plano conceitual.

Plantas evoluem de forma autossustentável: próximo passo para a IoT?

A grande vantagem dos sistemas sensoriais humanos alimentados pela IoT em relação às plantas reside na sua capacidade de evoluir com muito mais rapidez. Na Natureza, qualquer  mudança microscópica pode levar centenas de milênios para gerar resultados favoráveis, diferente do processo de inovação atual baseado em ciclos de acertos e erros muito mais curtos.

Por outro lado, evoluções mais rápidas demandam muito mais energia. Os animais, por exemplo, desempenham grande esforço para se alimentar e sobreviver. Para isso, aperfeiçoaram técnicas de locomoção para a caça que demandam muita energia dos músculos, cérebro e outras estruturas. As plantas, por sua vez, não dependem de nada disso. Inclusive, são autossustentáveis, produzindo o próprio alimento a partir da luz.

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Além disso, em vez de desenvolverem órgãos para realizar funções específicas, os vegetais funcionam como organismos modulares. Cada módulo é capaz de realizar muitas das funções vitais para a sobrevivência do todo. E, se observarmos o funcionamento da internet e dos sistemas que dependem dela, mais uma vez perceberemos uma configuração muito semelhante a das plantas. A internet foi criada com essa mesma lógica modular, de tal modo que até a perda da maioria dos centros de comando não impede por completo a transmissão dos dados  — uma característica por sinal muito importante aos sistemas de IoT que nunca podem parar. No caso dos vegetais, por exemplo, eles são capazes de se refazer por inteiro mesmo que 99% de sua estrutura tenha sido eliminada.

Assim, ao estudar as plantas com mais detalhes, a Biomimética tem permitido a aplicação de aprendizados que certamente ajudarão no desenvolvimento de sistemas de IoT ainda mais poderosos, funcionais e ricos em simplicidade. Se a estrutura modular e a capacidade de comunicação avançada das plantas já são uma realidade visível nas tecnologias atuais, talvez o próximo grande passo seja gerar sistemas inteiros que consigam produzir a própria energia a partir de poucos recursos, tal como ocorre com a fotossíntese dos vegetais. Dessa forma, chegaremos a soluções plenamente autossustentáveis e ainda mais eficientes.

 

 

 

 


A antifragilidade das Smart Grids inspired by nature

A antifragilidade das Smart Grids inspired by nature

Foi o pesquisador libanês Nassim Nicolas Taleb quem criou o conceito de “antifragilidade”. Segundo ele, o antifrágil é aquele que não só se opõe à ideia de fragilidade, mas sobretudo ultrapassa os conceitos de resiliência e robustez, muito difundidos atualmente no mercado. Isso porque o resiliente é aquele que tem apenas a capacidade de resistir aos choques, sempre mantendo o status quo. Por outro lado, o antifrágil é aquele que utiliza a dificuldade para ficar ainda mais forte.

Ao longo dos últimos milhões de anos, a Natureza tem se mostrado um dos exemplos mais perfeitos de antifragilidade. As espécies, processos e sistemas de sucesso não foram aquelas que apenas sobreviveram à seleção natural, mas sim as que se adaptaram frente aos desafios, criando base para evolução constante.

E com o desenvolvimento tecnológico não tem sido diferente. O mercado anseia por inovações inteligentes que não apenas corrijam problemas, mas sobretudo aprendam com eles. Os erros (tão subvalorizados tempos atrás) tornaram-se um instrumento poderoso de aprendizado e fundamental para garantir a antifragilidade dos processos.

Árvore: exemplo de sistema bottom-up autogerenciado

Já está mais do que claro que, nos últimos anos, a Natureza tem funcionado como uma importante fonte de inspiração para uma série de novos métodos de geração e distribuição de energia sustentáveis. A grande demanda atual, entretanto, inclina-se para o esforço de analisar os diferentes sistemas de comunicação do meio ambiente e, assim, assegurar que não haja desperdício e sobrecarga na utilização de recursos. Nessa jornada, a Biomimética - e seu propósito único de esmiuçar formas, processos e sistemas biológicos com vistas a aplicações humanas – tem sido uma aliada fundamental.

Janine Benyus – o grande nome quando falamos dessa ciência – defende que a maioria dos sistemas biológicos possui alta capacidade de comunicação a qual desempenharia o papel de um sistema de controle. Para ela, os casos de arquitetura processual mais avançados na Natureza não são aqueles que transmitem a informação top-down, mas justamente o inverso: os capazes de obter e dissipar comandos bottom-up, com vistas ao gerenciamento eficiente das demandas e ao combate e até mesmo punição dos desperdícios.

Como exemplo, Janine relembra a arquitetura das árvores. Nesses organismos, as folhas caem quando não são mais úteis ao sistema, antes mesmo de sobrecarregá-lo com sua perda de função. Mais do que isso, ao pousarem no solo, elas funcionam como adubo que auxilia na manutenção e no crescimento de todo o conjunto. Assim, a árvore funciona como um sistema que se autodefende, capaz até mesmo de tirar proveito de estruturas periféricas inoperantes. O conjunto só entra em colapso quando um problema realmente grande acomete a raiz, seu verdadeiro núcleo de operação. Benyus acredita que esse é um dos inúmeros exemplos que provam a antifragilidade* dos sistemas biológicos. De um problema nasce não só uma solução, mas uma oportunidade.

Smart Grids: antifragilidade inspired by nature

Algo semelhante acontece com as atuais Smart Grids que, cada vez mais, caminham para atingir a antifragilidade nos processos de distribuição e gerenciamento de energia elétrica.

A grande razão por trás desse progresso está especialmente na Inteligência Artificial e na Internet das Coisas (IoT). Quando postos em conjunto e processados por softwares de alta performance, os dados obtidos das mais diversas etapas dos processos produtivos garantem que a tomada de decisão parta de uma estrutura pulverizada bottom-up (tal como as árvores). A retroalimentação de dados e comandos garante correções constantes, sem que o sistema como um todo tenha que ser envolvido em um problema pontual e simples. Mais do que isso, esses desvios - inevitáveis a qualquer processo - servem de substrato para o cerne desses sistemas, os quais tornam-se ainda mais inteligentes e adaptáveis a mudanças. Com isso, eles passam a tomar conta de si próprios com baixíssima intervenção humana (novamente, tal como uma árvore que se autorregula).

Antes do advento da IoT e de toda a infraestrutura de conectividade esse tipo de mecanismo não era possível. Os sistemas eram apenas complexos, mas não adaptáveis, ou seja, não havia comunicação e inteligência suficientes para que reagissem (como um ser vivo) e superassem os desafios de forma descentralizada.

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Biomimética: o mais eficiente benchmarking para a inovação

Hoje, a situação é bastante diferente. As Smart Grids avançam em direção à antifragilidade. Elas se estruturam a partir de diferentes eixos de comunicação que interagem entre si, enquanto conseguem se adaptar, evoluir e se organizar a partir de regras simples. Além disso, se uma parte desse conjunto é modificada ou substituída (por exemplo, em razão de algum avanço tecnológico), todo o sistema é capaz de novamente se adaptar, elevando a qualidade de seu funcionamento. Assim, as Smart Grids se mantêm vivas, operantes e autorreguláveis.

Como se percebe, a Natureza surgiu do caos e fez dele o grande suprimento para pontapés evolutivos constantes. E tal como ela, a arquitetura, gerenciamento e desenvolvimento das Smart Grids parecem caminhar na mesma direção. Esses sistemas passaram a nutrir sua inteligência a partir de mudanças e problemas inesperados que, progressivamente, deixam de ser entendidos apenas como um empecilho. Desse modo, garante-se o autogerenciamento adaptativo de processos vivos e dinâmicos, fundamentais à antifragilidade.

 

* Importante deixar claro que Janine não usa explicitamente o termo antifragilidade, mas seu raciocínio permite perfeitamente a correlação.

Agricultura 4.0 cria novos modelos de negócios

Agricultura 4.0 cria novos modelos de negócios

A inovação tecnológica no campo em ritmo acelerado tem garantido a redução tanto do tamanho quanto do preço dos novos dispositivos. A chamada Agricultura 4.0 está cada vez mais acessível aos pequenos e médios agricultores, sobretudo de países menos desenvolvidos, justamente aqueles cujas economias são mais dependentes do setor agrícola e ao mesmo tempo mais carecem de inovação para elevar a produtividade.

O acesso mais democrático à transformação digital do campo não só está impactando a eficiência das lavouras em larga escala, mas também criando novos modelos de negócios. O pequeno/médio agricultor hoje tem mais recursos para tomar decisões, administrar a fazenda e automatizar atividades com o uso de robôs e outros maquinários. Além disso, a cadeia de suprimento (da terra ao prato) torna-se progressivamente mais coesa, distribuindo informação em tempo real para produtores, distribuidores, varejistas, consumidores e todas as indústrias que orbitam em torno desse sistema.

Para tanto, a parceria com fornecedores e desenvolvedores de tecnologia tornou-se imprescindível para viabilizar todos esses benefícios, garantindo elevação contínua de produtividade, diminuição de custos operacionais e, não menos importante, estruturação de processos sustentáveis e com baixa pegada ambiental.

Agricultura 4.0: Cadeia de Suprimento "On Demand"

A Agricultura Digital não só impacta os tradicionais modelos de negócios existentes, mas sobretudo cria novas oportunidades dentro e fora do campo.

Para tanto, as novas tecnologias têm focado sobretudo no usuário final, através do desenvolvimento de soluções com elevado padrão de usabilidade e customização. Desse modo, é possível que o administrador agrícola e sua equipe usufruam de todas as funcionalidades dos sistemas de modo muito mais simples.

Saiba mais:

Hoje, o pequeno/médio agricultor pode alcançar o que há de mais avançado, sem a necessidade de investir pesadamente na expansão de equipes técnicas in-loco ou mesmo dispender muito tempo e esforço para o aprendizado das novas soluções. Boa parte das tarefas foram delegadas às plataformas de Internet das Coisas (IoT) que tomam decisão com alta velocidade e assertividade.

Mas a Agricultura 4.0 não produz efeitos apenas no interior das lavouras. Toda a cadeia produtiva conectada ao campo está se beneficiando com a inovação cada vez mais democrática. E isso tem acontecido de três maneiras principais:

  • Closed-Loop Process

A transformação digital no campo garante processos mais inteligentes e articulados sob demanda. Com isso é possível reduzir o uso de químicos na produção, diminuir os resíduos e aproveitá-los de maneira inteligente, conectando-os a outros processos adjacentes, capazes de aliviar a pegada ambiental da cadeia produtiva.

Além disso, os ciclos fechados, sobretudo na Cadeia de Suprimentos, sintonizam perfeitamente o consumo com a produção, evitando o desperdício ou a falta de alimentos, ambos prejudiciais para a administração financeira das fazendas.

  • Serviços e Produtos Personalizados

As novas tecnologias hoje podem ser desenhadas "on demand". Isso significa que o agricultor construirá junto ao seu parceiro fornecedor a solução que se encaixe perfeitamente à realidade atual de sua produção.

Mais do que isso, todos os serviços em torno da solução arquitetada (como suporte de atendimento, manutenção, chamados, alertas, alarmes, etc) podem ser configurados para atender com alta especificidade as mais diversas demandas do dia a dia.

  • Ecossistema Colaborativo

Cadeias de Suprimento interligadas e conectadas em tempo real permitem trocas de informação e dados fundamentais para o sucesso de todos os players envolvidos nos sistemas agrícolas.

De produtores ao consumidor final, todos se beneficiam com a transformação digital do campo, uma vez que cultivos mais inteligentes garantem produtos de melhor qualidade e mais baratos.

V2COM: presença no campo do começo ao fim

Embora a revolução digital esteja em clara expansão no campo, ainda são poucos os parceiros tecnológicos capazes de oferecer soluções 360°, que atendam as necessidades do agricultor do começo ao fim.

A V2COM, há mais de 17 anos no ercado de IoT, oferece a seus clientes e parceiros o grande diferencial de desenvolver tanto Hardware quanto Software, arquitetando soluções com elevado grau de customização e adaptabilidade aos mais diversos locais e demandas.

Sua exclusiva metodologia de PoV garante que o Custo da Solução seja sempre menor que o Custo do Problema, escalando resultados em curto intervalo de tempo. Com isso, garante a eficiência financeira, sem deixar para trás a fundamental necessidade de promover o desenvolvimento sustentável.

Dessa maneira, a V2COM fomenta a Agricultura 4.0, em nível nacional e internacional, impactando positivamente a vida de milhões de pessoas com segurança e responsabilidade ambiental.

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Eficiência das usinas eólicas

Como a IoT aumenta a eficiência das usinas eólicas?

Como a IoT aumenta a eficiência das usinas eólicas?

A energia dos ventos já abastece cerca de 22 milhões de residências por mês no Brasil, com aproximadamente 14,5 GW de capacidade instalada (em 2011, eram menos de 1 GW). São mais de 7.000 aerogeradores e 565 parques eólicos no país, 85% deles na região nordeste. Ao que tudo indica, nos próximos, anos esses números devem ficar ainda maiores com a progressiva elevação na eficiência das usinas eólicas.

Dados recentes da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) indicam que, em 2019, a energia produzida a partir da força dos ventos deve alcançar a segunda posição entre as fontes brasileiras, ficando atrás somente da hidrelétrica. Ela deve superar, inclusive, a produção conjunta das termelétricas e usinas de biomassa.

ANEEL: eficiência de usinas eólicas
                                                                                                                           Fonte: ANEEL

Os parques eólicos são um excelente exemplo de máquinas conectadas que podem operar de forma independente, ao menos até que algo de errado interrompa o andamento dos processos. E é justamente aí que entra a Internet das Coisas. Os sistemas mais avançados de IoT permitem o aumento contínuo da eficiência das usinas eólicas, ao mesmo tempo em que preveem com elevada acuracidade o melhor momento para a manutenção dos ativos, evitando custos desnecessários.

Manutenção Preditiva Inteligente diminui custos

Ao redor do mundo, as fazendas eólicas estão travando importantes batalhas para manter a eficiência dos sistemas. Intempéries climáticas — como chuvas excessivas, tempestades de areia, fortes vendavais, oscilações térmicas e movimento das marés — diminuem o intervalo de tempo necessário entre as manutenções, aumentando os custos.

A região do Mar do Norte — conhecida pela agressividade dos ventos — recentemente sofreu importantes perdas devido a problemas com o mapeamento de manutenção. Engenheiros tiveram que examinar e reformar 206 torres, após danos não previstos. Na Alemanha, uma outra fazenda eólica sofreu com o colapso de vários aerogeradores muito antes do esperado. Acreditava-se que os ativos trabalhariam sem problemas por pelo menos 15 meses quando, na verdade, eles aguentaram apenas 15 semanas de funcionamento.

Saiba Mais:
IoT: uma nova significação aos sensores inteligentes

Diante disso, as engenharias de projetos passaram a se apoiar nas novas tecnologias de IoT para garantir a total eficiência das usinas. Fez-se necessário o acompanhamento automático e em tempo real dos parques para evitar o colapso dos sistemas e os altos custos com reparos e substituição de peças.

Essas tecnologias tornam-se ainda mais necessárias toda vez que uma fazenda decide adicionar megawatts ao esquema geral do sistema, o que eleva a importância fundamental da manutenção preditiva. Sensores de alta capacidade associados a plataformas de IoT robustas e inteligentes permitem mapear e monitorar, em detalhes, o cisalhamento e a velocidade do vento, a temperatura atmosférica e do mar, o torque, a vibração dos sistemas, entre muitas outras variáveis. Todas elas, juntas, fornecem informações que levam à tomada de decisão.

 

Uma turbina pode ter mais de 150 sensores acoplados
                                            Uma turbina pode ter mais de 150 sensores acoplados

A partir dessa coleta de dados, as plataformas de Internet das Coisas geram respostas instantâneas a todo e qualquer problema que possa aparecer, corrigindo-os no menor intervalo de tempo possível. Mais do que isso, a inteligência dos softwares garante que a operação se antecipe às falhas, disparando avisos que permitem alterações processuais, antes mesmo que o dano torne-se realidade. Tudo isso, claro, diminui os custos operacionais.

Plataformas de IoT elevam a eficiência das usinas eólicas

Redes industriais conectadas a estruturas remotas, como as fazendas eólicas, precisam de sistemas redundantes. Os projetos de turbinas devem ser compostos por alertas ativos e antecipados, além de respostas automáticas de segurança (shutout / shutoff). Desse modo, é possível se adiantar na resolução de problemas, sem interrupções desnecessárias que geram perdas financeiras.

As plataformas de IoT são peça-fundamental nesse processo. Com capacidade de trabalhar uma quantidade enorme de dados por segundo, elas diminuem o tempo de resposta dos sistemas, enquanto elevam a inteligência do mecanismo como um todo: quanto mais dados e respostas automáticas, mais a plataforma adquire capacidade preditiva com elevada acuracidade.

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Elektro reduz 60% dos custos de leitura com solução de IoT V2COM

Esse padrão de rede para ambientes externos funciona em sentido duplo. De um lado vai o dado transmitido do sensor até a placa de emergência; do outro volta o comando para a ação a ser tomada, através da mesma rede ou de outras. Como exemplo, quando se recebe o dado de superaquecimento, tem-se como resposta imediata o desligamento dos equipamentos.

Esse vaivém de dados e respostas eleva o refinamento do sistema, de tal forma que as escolhas ficam ainda mais eficientes. Quando os aspectos de aprendizagem das redes combinam-se com sistemas redundantes e mais robustos, eles passam a trabalhar juntos, tornando o aprendizado ainda mais rápido, num ciclo virtuoso. No exemplo anterior, em vez de uma resposta para desligar por completo o sistema, poderia ocorrer apenas a ordem de desaceleração ou mesmo o desligamento de apenas uma única turbina.

V2COM: aliada estratégica do mercado de energia 

A V2COM consolidou-se no mercado nacional e internacional por ser um dos poucos fornecedores de soluções de IoT ponta à ponta. Com isso, garante um elevado grau de customização dos projetos que se adequam perfeitamente às mais diferentes necessidades dos clientes.

Por desenvolver integralmente tanto hardware quanto software, a V2COM alcançou um padrão de tecnologia plenamente compatível com as inovações, integrando-se perfeitamente a diferentes realidades de forma bastante ágil. As histórias de sucesso de centenas de clientes sempre resultaram em impacto financeiro positivo associado à escalabilidade dos projetos em tempo recorde.

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Internet das Coisas "Inspired by Nature": algoritmos, redes e segurança de sistemas

Internet das Coisas "Inspired by Nature": algoritmos, redes e segurança de sistemas

Por muito tempo, a história foi palco de estudiosos que usavam a natureza como fonte de inspiração para suas atividades, fosse na literatura, artes plásticas, arquitetura ou engenharia. Entre os vários expoentes, Leonardo da Vinci destaca-se pela vasta obra de invenções e desenhados modelados a partir do que observava na natureza e no corpo humano.

Biomimética. Inspired by Nature
Leonardo da Vinci - Estudo sobre as asas de pássaro

Com o advento da linha de produção e do capitalismo em escala, aos poucos esse exercício de observação foi deixado para trás. Surgia uma nova geração de negócios baseada, sobretudo, na velocidade de execução e na inovação a partir do zero. O meio ambiente deixou de ser fonte de inspiração e tornou-se apenas mais um instrumento para o avanço; um grande ser passivo e constantemente modificado.

Se por um lado as inovações vindas desse movimento foram fundamentais para a articulação do sistema capitalista moderno, por outro é inegável que o olhar acelerado dos novos negócios subestimou a fundamental importância de unir a tecnologia à sustentabilidade. Não é à toa que um dos maiores desafios do século XXI seja justamente corrigir esses desvios, interrompendo os danos ambientais e sociais já feitos e, a partir disso, aplicar a inovação de forma sustentável.

Em um mundo marcado por amplo dinamismo,
a incerteza não pode ser desculpa para a inércia
ou viés para o status quo

Nesse sentido, as empresas têm direcionado vultosos investimentos com intuito de redesenhar ou melhorar os modelos de negócios vigentes. Nessa tarefa, o olhar sobre o meio ambiente como fonte de inspiração voltou a conquistar a posição de destaque da época de da Vinci. Cada vez mais produtos, sistemas e serviços estão usando a Biologia como alicerce criativo e funcional. A partir dela, são produzidos materiais de última geração e articulados processos muito mais eficientes, sem perder de vista a necessidade urgente de articular o progresso financeiro à manutenção das comunidades locais e do meio ambiente.

Apenas para citar um dos incontáveis exemplos que hoje percorrem o mercado, a fundadora da consultoria Biomimicry 3.8, Janine Benyus, analisou a digestão de carrapatos e mosquitos para encontrar maneiras de remover manchas de sangue em lavanderias hospitalares com menos cloro. Com isso, ela conseguiu ao mesmo tempo reduzir os custos com insumos e a pegada ambiental do processo de higienização.

Internet das Coisas (IoT) Inspired by Nature

A Internet das Coisas (IoT) é uma das ferramentas mais poderosas e compatíveis com essa nova demanda por tecnologias que já estão revolucionando o mercado. Os bilhões de dispositivos conectados ao redor do mundo funcionam como um grande ecossistema em rede e devem ser altamente adaptáveis às necessidades e ameaças crescentes, de forma a se auto-organizar independentemente da variedade de dispositivos de comunicação sob sua influência, assim como outros sistemas e aplicações. Além disso, tal como os seres vivos, eles precisam ser resistentes às imprevisíveis mudanças e permitir a escalabilidade.

Aprofunde-se no tema:

Para gerir esses desafios de modo inteligente, seguro, automático e com pouca interferência humana, players do mercado despontam na vanguarda da aplicação da Biomimética através de soluções bio-inspiradas ("Inspired by Nature"). O intuito principal é buscar maneiras de amenizar os problemas que surgem com o tamanho e dinamismo das redes de IoT. Além disso, eles tem desenvolvido os chamados algoritmos bio-inspirados para economizar energia consumida por sensores e para roteamento e sincronização de nós.

Baleias e vaga-lumes, por exemplo, servem de base para o desenvolvimento de sistemas de antenas inteligentes, capazes de utilizar eficientemente o espectro de radiofrequência. A partir disso, é possível atender com melhor performance os sistemas sem fio e, ao mesmo tempo, obter transmissões confiáveis e robustas de alta velocidade de dados, fundamentais às soluções de IoT.

A segurança de dados é um outro importante campo de estudo que tem usado a Biomimética como fonte de inspiração para desenvolver sistemas cada vez mais inteligentes e eficazes. Para tanto, as chamadas redes bio-inspiradas partem da análise dos sistemas imunológicos dos animais, especialmente dos mamíferos.

Formada por milhões de células de defesa, naturalmente adaptáveis, auto-organizáveis e com memória de aprendizado, a cadeia imunológica em camadas dos mamíferos apresenta o funcionamento perfeito para escalar resultados de maneira segura, garantindo a manutenção das espécies. A partir da análise detalhada desse funcionamento, sistemas artificiais de segurança em rede poderão ser melhorados, garantindo alta adaptabilidade e evolução, sem perder de vista a necessidade de respostas de neutralização cada vez mais rápidas, eficientes e sem intervenção humana.Biomimicry_Inspired by Nature

A Biomimética ainda possui outras infinitas aplicações, tão vastas quanto as possibilidades biológicas que compõem a vida. Embora relativamente nova no mercado, essa área da ciência está em amplo desenvolvimento e promete revolucionar o modo como as empresas atuam e gerem o processo de inovação. A Forbes, inclusive, chegou a citá-la como a próxima grande tendência tecnológica.

Em um mundo marcado cada vez mais por negócios dinâmicos e voláteis, a incerteza não pode ser desculpa para a inércia ou viés para o status quo. Muito pelo contrário, as empresas globais devem se portar como protagonistas perante esses avanços, sempre em busca da máxima eficiência de modo sustentável. Nessa jornada, as lideranças corporativas inclinam-se a ficar progressivamente mais inspiradas pela Biologia, que passa a funcionar como importante referência para a otimização e criação de soluções adaptáveis e resilientes.

A V2COM posiciona-se na vanguarda dos estudos e das aplicações da Biomimética no Brasil, desenvolvendo soluções “Inspired by Nature”, altamente adaptáveis e escaláveis, sem perder de vista a segurança e a simplicidade de aplicação.

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