Brasil telecomunicações IoT 2019

2019: um ano decisivo para o setor de telecomunicações e IoT no Brasil

2019: um ano decisivo para o setor de telecomunicações e IoT no Brasil

Espera-se que 2019 seja um ano de bastante importância para o setor de telecomunicações brasileiro. Muitas das questões colocadas em pauta em 2018, e que ainda não tiveram um desfecho definitivo, prometem acontecer nestes próximos meses.

Especialmente no que se refere ao setor de Internet das Coisas (IoT), o foco maior está nas iniciativas concretas para a redução da carga tributária com vistas a viabilizar a expansão dos negócios do segmento. Sem elas, dificilmente o Brasil conseguirá se consolidar como ator de destaque global, visto que muitos projetos ficarão inviáveis em termos financeiros.

Além disso, a expectativa acerca dos investimentos em conectividade e inovação continuam em alta. A aprovação do PLC 79/2016, que visa alterar o marco regulatório das telecomunicações, também é outro ponto de destaque que certamente impactará toda a cadeia de negócios ligada ao setor.

Em 2019 também espera-se uma atuação mais expressiva da ANATEL, sobretudo através de estudos e revisão de regulamentação para elevar a disponibilidade de espectro tanto para banda móvel quanto para IoT. O Plano Nacional de IoT, cujo decreto que estabelece sua criação não foi assinado na gestão Temer, também deve criar incentivos para a utilização massiva de Internet das Coisas em diferentes setores produtivos, entre os quais agricultura, saúde, indústria e cidades.

O que aconteceu em 2018?

Embora muitas das iniciativas que poderão escalar o setor de IoT no Brasil não tenham apresentado um desfecho conclusivo em 2018, é possível apontar importantes avanços no ano passado que certamente impactarão o ritmo dos negócios em 2019.

Abaixo, segue uma listagem com os principais feitos nos setores de telecomunicações que, obviamente, afetam diretamente o desempenho das soluções de IoT:

  • Edição do novo decreto de políticas públicas de telecomunicações (decreto 9.612/18) que visa a ampliação do acesso à banda larga fixa e móvel, com velocidade adequada, inclusive em áreas urbanas desatendidas, rurais e remotas. Esse decreto consolida o Plano Nacional de Conectividade, definindo novas políticas de desenvolvimento tecnológico, inclusão digital e implementação das Smart Cities.
  • Realização de Consulta Pública sobre o Plano Estrutural de Redes de Telecomunicações, com destaque para as deficiências estruturais nas redes de transporte e de acesso que suportam a oferta de acesso à internet em banda larga e para os projetos que podem suprir as deficiências identificadas.
  • Elaboração de proposta de alteração legislativa com foco em permitir o financiamento de projetos selecionados no Pert (Plano Estrutural de Redes de Telecomunicações) com uso de recursos do FUST.
  • Volta da discussão no Senado Federal sobre o projeto de lei complementar (PLC 79/2016) que altera a Lei Geral de Telecomunicações, já em seu terceiro ano de tramitação sem definições concretas.
  • Realização de consultas públicas pela ANATEL a respeito de propostas de revisão da regulamentação de qualidade dos serviços (RQUAL), do compartilhamento de postes de energia elétrica por prestadoras de serviços de telecomunicações e do modelo de outorga e licenciamento de estações, além de consulta pública sobre possíveis modelos regulatórios e adaptação da regulamentação para prestação de serviços de Internet das Coisas (IoT).
  • Conclusão da limpeza da faixa de 700 MHz nas localidades em que o desligamento do sinal analógico está previsto para ocorrer até o fim do ano, incluindo as capitais de estados.

O que esperar para 2019?

Este ano promete ser um divisor de águas para o setor de IoT brasileiro e, consequentemente, para todos os outros que, de alguma forma, impactam-se positivamente com as novas tecnologias.

As medidas que estão para ser aprovadas farão do país um celeiro de projetos extremamente relevantes na área, o que garantirá nossa competitividade em escala global.

Entre os principais acontecimentos esperados para o ano estão:

  • Aprovação do PLC 79/16. Através dele será possível adaptar as concessões em autorizações e liberar recursos para investimentos em banda larga.
  • Intensificação de discussões para expandir investimentos em infraestrutura de banda larga, sobretudo em áreas rurais, em concordância com as diretrizes do novo decreto de políticas públicas e possível uso do FUST e de negociação de novos TACs
  • Lançamento do tão esperado Plano Nacional de IoT, seguido da redução de carga tributária e desburocratização de procedimentos, que juntos podem potencializar enormemente os projetos de Internet das Coisas do país.
  • Realização de leilões de radiofrequência, com destaque para faixas de 2,3 GHz e 3,5 GHz, que viabilizarão oferta de serviços 5G. A faixa 3,5 é destaque, sobretudo para as aplicações de IoT.
  • Finalização da nova regulamentação de qualidade dos serviços de telecomunicações, com foco na percepção dos usuários.
  • A entrada em operação no Brasil das primeiras redes de NB-IoT (Narrow Band IoT) e o avanço da Sigfox prometem impulsionar ainda mais as aplicações de IoT.
  • Discussões sobre a integração de atividades de telecomunicações e audiovisual e também sobre a lei do SeAC (Serviço de Acesso Condicionado) que, com o crescimento de ofertas OTT, precisará passar por revisões.

Desse modo, como se nota, 2019 representará o desfecho de uma série de iniciativas dos últimos anos que precisam ser definidas para garantir a alavancagem dos negócios de IoT no Brasil e, assim, a vantagem competitiva do país em escala mundial.


Agronegócio - Plano Nacional de IoT

Plano Nacional de IoT - expectativa para o agronegócio brasileiro

Plano Nacional de IoT - expectativa para o agronegócio brasileiro

O Plano Nacional de IoT (Internet das Coisas) do Brasil não foi assinado em 2018, pelo então presidente da República Michel Temer. Neste ano, a expectativa é grande para que o documento finalmente vire realidade. Isso feito, o Ministério da Ciência e Tecnologia junto a outras áreas do governo e a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) definirão o cronograma de implementação.

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Investimentos em IoT crescem no Brasil

A expectativa em torno do Plano Nacional de IoT é bastante alta, especialmente devido ao interesse das empresas brasileiras em investirem mais em IoT. Dados publicados pelo relatório IoT Barometer, da Vodafone, apontam que 95% dos entrevistados brasileiros direcionaram mais esforços financeiros a esse tipo de tecnologia quando comparados aos 12 meses anteriores à pesquisa. Isso representa 14 pontos percentuais a mais do que a média mundial.

Espera-se que até 2025, a Internet das Coisas acrescente de 34 a 132 bilhões de dólares à nossa economia. Segundo o BNDES, quatro principais áreas serão responsáveis por ativar esses investimentos: cidades, indústria, saúde e agricultura.

Especialmente no que se refere ao agronegócio, as estatísticas são bastante promissoras. Entretanto, ainda persistem importantes desafios que podem barrar o quadro otimista para os próximos anos.

Brasil: o país do Agro

É inegável a importância do agronegócio para a economia brasileira. Somos o segundo maior exportador de alimentos do mundo (atrás apenas dos Estados Unidos). Em 2017 (balanço oficial de 2018 ainda não disponível), auferimos mais de 90 bilhões de dólares em exportações. Isso representa 44,1% de todas as vendas brasileiras do período.

Diante da importância desse setor - um dos únicos capazes de enfrentar a grave crise brasileira -  as possibilidades de aplicação de IoT no campo são infinitas. O acompanhamento de condições climáticas, aumento na eficiência de maquinário, rastreamento logístico e otimização no uso de insumos são apenas algumas delas.

Plano Nacional IoT - Agro
Possibilidades de IoT no Agro (Fonte: consórcio McKinsey/Fundação CPqD/ Pereira Neto Macedo)

A tecnologia no ambiente rural está diretamente ligada à redução de custos e aumento de competitividade dos produtos brasileiros frente ao mercado internacional. Um recente estudo do McKinsey Global Institute apontou um potencial positivo de até 21.1 bilhões de dólares apenas no campo brasileiro, até 2025.

Nesse sentido, as empresas desenvolvedoras de tecnologia de ponta, capazes de customizar soluções em conformidade com a realidade rural brasileira –bastante distinta do restante do mundo - certamente estão um passo à frente nesse processo de transformação.

Transformação digital no campo é democrática

O grande potencial agrícola brasileiro parte, sobretudo, de esforços de pequenos e médios produtores. Eles representam cerca de 78,1% do total de agropecuaristas brasileiros, de acordo com pesquisa do IBGE.

Diante disso, as cooperativas agrícolas desempenham um papel fundamental. Por concentrarem tecnologia de ponta, elas fomentam o desenvolvimento no campo transbordando-o aos cooperados com bastante agilidade e eficiência. Desse modo, pequenos agricultores que teriam problemas em assimilar novos investimentos tecnológicos conseguem acessá-los com muito mais facilidade.

Um recente estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) verificou que o impacto de novas tecnologias de IoT em propriedades familiares eleva consideravelmente a produtividade. A automatização de processos e a mecanização de rotinas agrícolas são as grandes responsáveis por esses ganhos.

Esse estudo ainda apontou que as propriedades mais tecnificadas alcançam o dobro de desempenho comparadas àquelas com baixa adoção tecnológica (em um cenário de renda positiva, ou seja, quando a renda é maior que os custos). Em realidades de renda negativa, por sua vez, essa diferença chega a atingir 400% de ganhos por hectare.

Isso prova, portanto, que a transformação digital no campo é democrática, impactando positivamente grandes e pequenos produtores.

Plano Nacional de IoT: barreiras estruturais do campo

Como se nota, o panorama do agronegócio mostra-se bastante promissor. Entretanto, a realidade brasileira ainda é marcada por complexos desafios estruturais.

Em comparação a outras realidades do mundo, muitas vezes os números brasileiros indicam um baixo desempenho, com produção muito custosa e retornos não tão elevados. Estamos, por exemplo, em quarto lugar no ranking mundial de maiores consumidores de defensivos agrícolas por hectare - utilizamos o dobro da quantidade dos canadenses. Além disso, apenas no mercado lácteo, temos uma eficiência 2,5 vezes menor que a norte-americana e 6 vezes menor que a de Israel, um país cercado por desertos e condições adversas.

Justamente para combater essa discrepância e melhor aproveitar as características positivas do território brasileiro, as novas tecnologias de IoT mostram-se fundamentais. Ao serem bem orquestradas junto à iniciativa público-privada, será possível remodelar aspectos estruturais danosos, corrigindo desvios históricos que comprometem nossa eficiência produtiva.

Principais desafios do agronegócio brasileiro

Estudos prévios ao Plano Nacional de IoT mapearam os principais entraves ao agronegócio brasileiro. Entre eles, destacam-se:

  • Logística e armazenamento ineficientes
  • Baixa profissionalização do trabalhador rural
  • Infraestrutura deficitária de conectividade

No Brasil, quase metade dos gastos com alimentos vêm dos custos de transporte. Dados do US Department of Agriculture (USDA) mostram que esse valor é muito menor nos Estados Unidos - apenas 11%. Isso se deve às péssimas condições de nossas rodovias e, sobretudo, ao modelo desenvolvimentista que não fomentou outros meios alternativos, como as ferrovias.

A baixa qualificação profissional na área rural é um outro importante problema. Dados do IPEA apontam que a maioria dos trabalhadores do campo têm apenas quatro anos de formação escolar. Diante desse panorama, a entrada de novas tecnologias torna-se mais difícil, em razão da necessidade de profissionais mais gabaritados para manipulá-las.

Analistas apontam que, entre essas questões, a baixa infraestrutura de conectividade é o principal aspecto a ser vencido. Isso porque ela impacta negativamente o desempenho de novas tecnologias de IoT, como a agricultura de precisão e a telemetria. Atualmente apenas 1/3 dos agricultores brasileiros beneficiam-se do acesso à internet.

Ciente dessa demanda, a V2COM conta com um braço de inovação técnica plenamente voltado ao desenvolvimento de soluções de Conexão Inteligente compatíveis com o advento das novas tecnologias de IoT. Desse modo, possibilita a coleta, armazenamento e análise de dados que, trabalhados em tempo real através de interfaces dinâmicas, permitem a tomada de decisão de forma inteligente.

Conclusão

O agronegócio é peça fundamental para o desenvolvimento da economia brasileira. Somos reconhecidos como ator estratégico no fornecimento de alimentos em escala global. Mesmo assim, ainda enfrentamos importantes problemas estruturais que comprometem nossa eficiência produtiva.

O Plano Nacional de IoT, nesse sentido, é fundamental para mapear, organizar e, por fim, estimular o desenvolvimento tecnológico no campo. Sua principal meta, dentro da vertical agrícola, é alavancar a produtividade brasileira, associando-a à elevação de qualidade e, sobretudo, ao desenvolvimento sustentável.

Prestes a iniciar uma importante trajetória rumo à ativação da Agricultura 4.0, o Brasil prepara-se para uma nova revolução agrícola em que decisões serão tomadas com base em dados em tempo real e inteligência preditiva. Isso, em conjunto, elevará nossa produtividade a patamares nunca antes alcançados.

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Smart Agro

 


Utilities: caminhos para a transformação digital

Utilities: caminhos para a transformação digital

Uma recente publicação da McKinsey (clique aqui para ver na íntegra), analisa a jornada digital das utilities.

Ciente de que esse é um caminho sem volta, o artigo busca entender os principais desafios para a instalação da cultura digital, bem como propõe maneiras práticas de superá-los.

Há quase 20 anos no mercado de IoT, a V2COM vem arquitetando soluções tecnológicas para as maiores utilities do Brasil e América Latina. Durante essa trajetória, encontramos muitos momentos de identificação com os aspectos levantados pela McKinsey.

Por conta disso, compilamos os principais dados do artigo, com intuito de fomentar a reflexão sobre o assunto.

Boa leitura!

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Digitalização das utilities: uma jornada sem volta

Embora aconteça em ritmos diferentes a depender do setor, a digitalização de processos é uma realidade unânime entre as utilities de todo o mundo. Ganhos como o aumento de eficiência operacional, melhoria na experiência do consumidor e agilidade na inovação - e consequente ganho em competitividade - são apenas alguns dos fatores que têm transformado esse mercado.

Dados recentes de pesquisas do McKinsey Global Institute apontam que a transformação digital cria importante valor para as utilities. Entre eles, destacam-se:

  • redução de até 25% em despesas operacionais;
  • aumento de performance entre 20% e 40%, especialmente em áreas como segurança e satisfação do consumidor;
  • aumento no lucro.

Mesmo diante desses ganhos, as pesquisas indicam que a maioria das empresas tem um desempenho de baixo a moderado nos processos digitais.

Isso demonstra, portanto, que há um grande espaço para avanços e investimentos nessa área.

A robustez organizacional dificulta, mas não impede a transformação digital

Uma das principais razões que podem “afastar” as utilities dos avanços digitais é a própria estrutura organizacional, direcionada para minimizar riscos e garantir a segurança e a longevidade dos ativos.

As utilities são tradicionalmente conhecidas por sua estabilidade e confiabilidade. Isso certamente se impõe como um importante obstáculo diante de uma nova realidade digital, marcada pela constante experimentação e processos ágeis.

Estruturas corporativas mais rígidas e robustas tendem a seguir processos bem definidos e necessitam de validações interdepartamentais para a incorporação de novas tecnologias. Nessa realidade, o caminhar decisório é, muitas vezes, mais lento que a evolução digital.

Diante disso, surge um impasse: a necessidade de inovar, dentro de um cenário que exige estabilidade e segurança.

Outro importante aspecto que dificulta os processos de transformação digital é o legado operacional complexo e o ambiente de tecnologia de informação robusto. Muitas vezes, uma simples alteração pode movimentar toda a engrenagem empresarial já estabelecida, devido à justaposição de diferentes processos maiores.

Mesmo cientes dessas dificuldades, utilities de diferentes segmentos têm desempenhado esforços importantes em direção à digitalização de seus processos. Consolidou-se, enfim, a percepção de que é necessário aumentar a agilidade na tomada de decisão, fomentando mudanças de modo mais dinâmico.

Engajamento de líderes: peça fundamental do processo

A transformação digital traz consigo ganhos reais. Não se trata apenas de uma simples tendência efêmera, mas sobretudo de uma jornada sem volta que envolve empresas de todos os setores, em nível global.

A  história da V2COM junto às utilities tem sido marcada por importantes iniciativas tecnológicas com intuito de otimizar recursos. Através de softwares e hardwares inteligentes, com estrutura plenamente digital, conseguimos evitar fraudes e furtos de energia, bem como garantir o uso eficiente de recursos naturais, humanos e financeiros.

Utilities

A viabilização desses trabalhos em muito se deveu ao contato direto com líderes de diferentes empresas cujo poder decisório esteve em perfeita sintonia com a necessidade de transformação digital. Somente a partir disso foram criados os movimentos necessários para envolver toda a estrutura corporativa e, assim, viabilizar os projetos.

Entretanto, esse envolvimento está longe de ser simples. Muitos desses líderes construíram sua trajetória cientes da necessidade de garantir a previsibilidade e a segurança tão características das utilities. E, por isso, é preciso que uma mudança de mindset ocorra, ao ponto de permitir novas possibilidades no cenário estratégico das corporações.

Soluções devem se adequar às empresas; não o contrário

A pesquisa conduzida pela McKinsey trouxe ainda outros interessantes achados.

Verificou-se que as utilities pioneiras na condução de transformações digitais experimentam maior valor quando comparadas às empresas que se movem com mais lentidão. Além disso, a busca pela liderança digital, especialmente entre as concessionárias de energia, costuma acontecer de maneira ainda mais rápida quando a alta direção conclui que o risco potencial em investir pouco nas tecnologias digitais é maior do que o risco de investir pesadamente e não obter um retorno tão interessante.

Se por um lado isso deixa cada vez mais clara a necessidade de mudanças em ritmo acelerado, por outro ainda persiste uma certa incerteza quanto ao melhor formato de se iniciar a transformação digital.

Uma das alternativas apontadas pelo estudo parte da necessidade de reavaliar e modernizar a arquitetura e ambiente de TI. As utilities estão há bastante tempo acostumadas com a utilização de pacotes de software bastante robustos, em razão da tradicional necessidade de garantir a máxima estabilidade de processos.

Esse padrão de arquitetura de software pode ser bastante eficiente para processos já consolidados e que necessitam de apenas alguns ajustes eventuais. Entretanto, em uma realidade digital bastante dinâmica - com o advento quase diário de novas tecnologias - é fundamental garantir o funcionamento mais flexível de sistemas de informação, capazes de se integrarem a mudanças com bastante agilidade e sem grandes rupturas processuais. A ideia é que as soluções se adequem à realidade das empresas e não o contrário.

Utilities que passaram por processos de aquisição de outras companhias apresentam ainda maiores desafios nesse sentido. Isso porque geralmente mantém-se o legado, de tal modo que, em uma mesma empresa, passam a existir diversos sistemas de naturezas semelhantes correndo em paralelo. Com isso, a estrutura de informação torna-se robusta e descentralizada, comprometendo a tomada de decisão.

Esse formato vai na contramão de companhias digitais que operam suas decisões em tempo real, usando softwares inteligentes, dinâmicos e versáteis. Nessa realidade, é fundamental que os sistemas suportem desenvolvimentos constantes – muitas vezes diários – mediante investimentos não tão elevados quanto os exigidos pelos tradicionais softwares monolíticos que ainda compõem a estrutura de muitas utilities.

Conclusão

Diante desse aparente conflito entre a rigidez das utilities e a fluidez da transformação digital, é preciso ter em mente que grandes mudanças começam a partir de pequenos passos. Antes de tudo, é importante que processos mais simples sirvam de experimentações para que, somente então, expanda-se a digitalização para a totalidade da empresa.

Desse modo, é possível incorporar a inovação sem gerar rupturas drásticas que poderiam comprometer o funcionamento já consolidado das utilities dos mais diversos segmentos.

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Este artigo tomou como referência dados da publicação realizada pela McKinsey, “Accelerating digital transformations: a playbook for utilities”, autoria de Adrian Booth, Eelco de Jong e Peter Peters.

 

 

 

 

 


plataforma IoT

Por que minha empresa precisa de uma plataforma de IoT?

Por que minha empresa precisa de uma plataforma de IoT?

Com o processo de digitalização de processos cada vez mais consolidado e a transformação digital se tornando uma realidade para negócios dos mais diversos setores, as tecnologias de Internet das Coisas (IoT) tornam-se cada vez mais estratégicas dentro do ambiente organizacional. Por essa razão, a escolha dos parceiros e fornecedores certos está entre os pontos de maior relevância, uma vez que eles formam um dos pilares estruturais que viabilizam a implementação das soluções de IoT dentro das diferentes realidades de negócio que compõem o mercado.

As plataformas de IoT são atores fundamentais na transformação digital. Existe uma oferta relativamente abundante de opções o que, muitas vezes, pode dificultar a escolha dos tomadores de decisão das empresas.

No artigo de hoje, deixaremos um pouco mais claros os meios pelos quais é possível analisar a oferta de plataformas de IoT de modo a selecionar aquela que contenha as especificidades que melhor conversem com seus objetivos de negócio futuros. Para tanto, utilizaremos alguns dados e questionamentos publicados por recente estudo da McKinsey.

Plataforma de IoT deve se adaptar ao volume crescente de dados

As plataformas, no geral, são desenvolvidas para suportar uma vasta gama de programas e funcionalidades menores que conversam diretamente com as demandas de negócios ou resolvem problemas e ineficiências de processos. Através da interação entre softwares e hardwares, elas incluem ambientes operacionais, armazenamento, ferramentas de desenvolvimento e diversas outras funções. As questões de segurança também estão entre as pautas de maior atenção dentro das companhias que, diante de um número cada vez maior de dados, buscam se proteger de invasões e vazamentos.

O grande diferencial das plataformas é a capacidade de abstraírem funções comuns da lógica de aplicativos específicos. No geral, esses últimos só se concentram em atender problemas pontuais, ao contrário das primeiras que adicionam inteligência a uma gama de funcionalidades. Ao interagirem entre si, elas permitem a otimização dos resultados e a redução drástica no custo de desenvolvimento.

No caso específico das plataformas de IoT, elas estão adaptadas para monitorar, gerenciar e controlar aplicativos que se conectam a um número potencialmente vasto de terminais de coleta de dados, muitas vezes instalados em locais com algumas inconveniências estruturais, como conectividade irregular. Mais do que isso, o grande diferencial de algumas dessas plataformas é a capacidade de se adaptarem ao rápido crescimento no volume de dados trabalhados que, em pouco tempo, ascendem exponencialmente.

Custo da solução deve ser menor que o do problema

Um dos grandes problemas relatados por empresas que iniciam investimentos em tecnologias de IoT é uma aparente desconexão entre o que se propõe a inovação e o valor comercial percebido. A razão para isso é o fato de que a plataforma, isoladamente, não é suficiente para trazer o retorno esperado.

Na verdade, é fundamental que haja um mapeamento prévio das necessidades dos clientes e sobretudo o estudo da viabilidade econômica do projeto. Somente a partir disso, é possível configurar e adaptar as funcionalidades da plataforma de IoT para que ela possa atender de forma holística e estratégia a realidade específica daquela empresa.

A V2COM alcançou posição de destaque no mercado, justamente por sua elevada capacidade de adaptabilidade e por sua metodologia de PoV. Através dela, "o custo da solução deve ser sempre inferior ao custo do problema resolvido". Esses dois pilares vem elevando significativamente a taxa de sucesso dos projetos e a segurança dos clientes que passaram a escalar as soluções num curto intervalo de tempo.

Então, como escolher uma plataforma de IoT?

A escolha deve partir do entendimento consolidado acerca da importância da estratégia de IoT dentro da realidade da própria empresa. Os líderes precisam estar seguros das demandas internas da organização e ter ao menos os principais problemas mapeados. Além disso, é fundamental que a cultura corporativa esteja disposta a passar pelas mudanças que certamente acontecem a partir do momento em que as implantações começam. Com isso feito, o trabalho de seleção dos melhores fornecedores torna-se muito mais fácil, elevando a assertividade das investidas em direção à transformação digital.

Somente após esse "olhar para dentro", os líderes devem focar no mercado e analisar as ofertas disponíveis. É preciso se atentar não apenas à robustez tecnológica propriamente dita, mas também aos protocolos e padrões de segurança praticados e ao suporte adjacente oferecido aos clientes.

Veja também:

No momento seguinte, deve-se projetar a plataforma selecionada para além das necessidades atuais, verificando também o potencial de adaptabilidade às demandas futuras que a empresa certamente enfrentará. Isso é importante na medida em que soluções "monolíticas" e pouco flexíveis podem não ser as mais adequadas para uma realidade de mercado bastante dinâmica e comum a diversos segmentos de negócio.

No geral, as plataformas adaptáveis a diferentes ambientes apresentam maior eficiência, justamente por conseguirem acompanhar as inovações que nunca param sem a necessidade de grandes reestruturações futuras. Desse modo, reduz-se a complexidade de desenvolvimentos, diminuem-se custos de manutenção e, claro, eleva-se o retorno sobre o investimento.

Além dessas considerações estruturais que impactam diretamente o sucesso dos projetos, tanto no curto quanto no longo prazo, ainda existe uma série de questionamentos a serem postos em pauta para auxiliar a escolha. Nesse sentido, a McKinsey elaborou um guia de perguntas que certamente auxilia a organização dos líderes e a tomada de decisão.

Confira a seguir:

Dez principais perguntas a se fazer antes de escolher uma plataforma de IoT

 

plataforma de IoT

plataforma IoT
Fonte: McKinsey

Como visto, escolher a plataforma de IoT certa é uma decisão importante, especialmente porque será a partir dela que as empresas garantirão vantagem competitiva nos próximos anos. Os líderes e tomadores de decisão das organizações devem estar atentos tanto à realidade interna de seus negócios quanto a uma série de características dos fornecedores dessas soluções.

Afinal, mais do que nunca, os desenvolvedores das plataformas de IoT deixam de ser agentes terceiros e externos às estratégias, passando a assumir uma importante posição de parceiro estratégico cuja atuação pode perdurar por muitos anos.

Para saber mais informações da Plataforma de IoT da V2COM e sua metodologia exclusiva de trabalho, preencha as informações abaixo. 


IoT

IoT é tecnologia mais atraente aponta pesquisa com 300 líderes e gestores

A Thomson Reuters, provedora mundial de informação e tecnologia, em parceria com a Live University entrevistou mais de 300 líderes e especialistas para mapear o que eles esperam das novas tecnologias no ambiente corporativo.

Permitindo múltipla escolha, o estudo perguntou quais as tecnologias eram mais atraentes. A Internet das Coisas aparece em primeiro lugar, lembrada por 31,3% dos participantes. Na sequência, aparecem Blockchain (30,9%), Data Science (29,8%) e Inteligência Artificial (29,2%).

Entre as principais razões que levariam à adoção de uma dessas tecnologias, foram apontadas:

  • Aumento de eficiência no trabalho (27%)
  • Melhoria de Governança e Compliance (20%)
  • Padronização de Processos (19%)
  • Redução de fraudes (18%)
  • Aumento de competitividade (15%)

O bloco composto por IoT, Blockchain, Data Science, AI e Machine Learning é a grande aposta da alta gestão para impulsionamento do desenvolvimento de suas empresas. Com a maior parte dos decisores otimistas quanto ao cenário mundial, e confiantes de que a economia brasileira deve melhorar após as eleições, um cenário propício para implementação de novas tecnologias vai, aos poucos, se delineando”, afirma Santiago Ayerza, Managing Director para o segmento Corporativo da Thomson Reuters América Latina, ao ITF 365.

Trabalhos ameaçados ou novas oportunidades?

Os entrevistados afirmaram que, ao contrário do que se pode supor, as novas tecnologias estão criando oportunidades de trabalho. Para 83% deles, a inovação será acompanhada do surgimento de novas funções nas áreas em que atuam. Além disso, 97% dos líderes esperam novas dinâmicas de trabalho, mais otimizadas ou até mesmo modificadas.

O levantamento também destaca que 40% dos entrevistados apontaram que já usam plenamente as tecnologias disponíveis em seu setor de atuação ou as utilizam em algumas áreas, pretendendo ampliá-las. Outros 15% ainda não fazem uso, mas possuem projetos de curto prazo para implantá-las. Apenas 3% afirmaram que não pretendem utilizar as novas ferramentas.

Para 90% dos líderes, a adoção de tecnologias inovadoras é positivo e traz benefícios. Contudo apenas 17% acreditam que seus profissionais estão prontos para utilizá-las.

“IoT, Blockchain, Data Science, AI e Machine Learning são as grandes apostas da alta gestão. A maior parte dos decisores está otimista quanto ao cenário mundial, e confiantes que o cenário brasileiro pode melhorar a partir de 2019, um cenário propício para implementação de novas tecnologias”, analisa Alex Leite Diretor Educacional da Live University Confeb.

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