estudos biomiméticos

Como a Biomimética está revolucionando a geração de energia renovável?

Como a Biomimética está revolucionando a geração de energia renovável?

Ao estudar as estruturas, processos e sistemas da Natureza, a Biomimética ao longo dos últimos anos já foi responsável por grandes criações, de membranas de alta performance e carros aerodinâmicos a sistemas de refrigeração e sensores de alta performance.

Mais recentemente, os estudos biomiméticos têm se aprofundado sobretudo nas questões envolvendo a geração, armazenamento e distribuição de energia, especialmente as de fontes renováveis. Muitas lições foram tiradas do processo de fotossíntese das plantas e turbinas eólicas cada vez mais eficientes estão se aprimorando a partir do desenho e movimento das barbatanas de baleias e das asas de beija-flores.

A vida biológica e consequentemente a evolução das espécies sempre dependeram de energia para viabilizarem seus processos. E, nesse sentido, a Natureza é certamente o laboratório de inovações mais rico já criado, onde residem respostas para os dilemas energéticos que desafiam o desenvolvimento das sociedades atuais.

Baleias jubartes: um exemplo improvável de eficiência energética

As baleias jubartes estão entre as maiores espécies de animais existentes. Com toneladas de massa corporal, o deslocamento desses mamíferos pelas águas poderia ser bastante comprometido, não fosse o mecanismo de oscilação de suas barbatanas que permite diminuir a força de arraste e elevar o controle dos movimentos.

Com as nadadeiras recortadas e articuláveis conforme as correntes oceânicas, as jubartes nadam sem provocar muita turbulência. Desse modo, elas economizam grandes quantidades de energia que, obviamente, ao longo da evolução, foram utilizadas para outras demandas corporais mais importantes.

Pás Biomiméticas emulam a barbatana recortada das jubartes
Pás Biomiméticas emulam a barbatana recortada das jubartes

Foi a partir da observação biomimética dessa espécie de baleias que cientistas da West Chester University conseguiram construir ventiladores e lâminas cujas hélices contêm o mesmo recorte presentes nas jubartes. Como era de se esperar, eles conseguiram reduzir em cerca de 40% a resistência mecânica do ar, elevando a eficiência dos sistemas eólicos.

As pesquisas com esse novo padrão de pás são importantes não apenas para elevar a performance das usinas eólicas já existentes, mas também para viabilizar a instalação de outras em locais onde os ventos são considerados muito fracos para a geração de energia.

Samambaias: armazenamento de energia de alta performance

As plantas são os maiores exemplos de usinas de energia autossustentáveis. Foram elas as grandes inspiradoras para o desenvolvimento das atuais usinas solares e, mais recentemente, estão sendo estudadas como uma nova possibilidade para elevar a eficiência de armazenamento de energia.

A partir da observação das folhas das samambaias, pesquisadores australianos desenvolveram eletrodos cuja capacidade de armazenamento de energia é ao menos 3.000% maior do que as tecnologias mais avançadas existentes. A ideia partiu de pequenas estruturas nanofotônicas presentes na superfície das folhas que são altamente eficientes para o transporte de água e o armazenamento de energia.

Os eletrodos produzidos em grafite são constituídos por partículas autorreplicantes e prometem capturar e armazenar energia solar de forma flexível e multifuncional quando associados a supercapacitores. Com isso, espera-se que qualquer tipo de objeto, como carros e telefones, possam aumentar exponencialmente a performance e o tempo de autonomia.

Beija-flores: um redesenho completo dos parques eólicos do futuro

Anis Aouini, criador da Tyer Wind, utilizou a biofísica para emular o movimento das asas de um beija-flor e, assim, mudar completamente o padrão de movimento das tradicionais torres eólicas. Essa espécie de pássaro é capaz de bater as asas até 200 vezes por segundo, com elevada eficiência energética.

A partir dessa observação, criou-se um conversor de vento com eixo vertical que, no lugar de girar as pás faz com que elas "batam asas", em movimentos ascendentes e descendentes, ambos capazes de gerar energia.

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Essa nova formatação permitiu diminuir o arraste e aumentar a eficiência das pás. Além disso, ela possibilita estender a operação dos parques eólicos para locais com alta velocidade dos ventos, consumindo muito menos espaço e reduzindo a ameaça aos animais voadores que, frequentemente, são mortos ou machucados pela rotação das lâminas.

https://youtu.be/wINRqO_idGE

As usinas com asas ainda podem agrupar um maior número de turbinas, muitas das quais abrigam, em um mesmo pólo, uma série de lâminas. Acredita-se que esse novo design permitirá que pequenas estações eólicas, fora das grandes redes, sejam difundidas, tal como os painéis solares que hoje estão nas casas de milhões de pessoas pelo mundo.

Cardumes: água em alta rotação diminui gasto energético

Pesquisadores do California Institute of Technologies Center for Bioinspired Engineering (Caltech) investigaram o funcionamento de peixes que nadam em grandes cardumes, formando enormes colônias que se movimentam sempre no mesmo sentido.

esquema de funil formado pelo movimento dos peixes
Esquema de funil formado pelo movimento dos peixes

A ideia surgiu da dinâmica de movimento da água que, ao ser cortada pelos peixes, gera uma espécie de funil rotatório em torno de um eixo. Os pesquisadores perceberam que, ao formarem grandes cardumes, esses funis poderiam ajudar o coletivo a nadar com menor gasto de energia.

Essa análise recentemente foi estendida às usinas eólicas. A partir dela, criou-se um projeto de agrupamento de pás que, tal como na água, criam um eixo rotatório de vento capaz não apenas de impulsionar o movimento das turbinas, mas também de reduzir o arraste. Com isso, através de uma simples reorganização aerodinâmica obtida da observação biomimética, os cientistas esperam tornar os sistemas atuais ainda mais produtivos.

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Como observado, o funcionamento de algumas estruturas biológicas ou mesmo o comportamento de algumas espécies são capazes de gerar grandes revoluções nos atuais mecanismos de geração, armazenamento e distribuição de energia. Os exemplos citados são apenas uma minúscula parcela do enorme potencial que o estudo biomimético apresenta. As respostas para muitos dos nossos dilemas atuais já foram resolvidas pela Natureza. Cabe a nós apenas exercitar a observação para encontrá-las com mais facilidade e rapidez.

 


Leonardo Muller em palestra sobre IoT na UFSC

V2COM leva IoT para ciclo de palestras da Universidade Federal de Santa Catarina

V2COM leva IoT para ciclo de palestras da Universidade Federal de Santa Catarina

A V2COM foi convidada pelo Departamento de Engenharia de Produção da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) a participar de um ciclo de palestras com o objetivo de inserir os alunos da graduação e pós-graduação no atual momento do mercado de Engenharia.

Leonardo Muller em palestra sobre IoT na UFSC
Leonardo Müller, V2COM, em palestra sobre IoT na UFSC

Leonardo Müller, Gerente de Desenvolvimento de Software da V2COM, falou sobre como o universo da IoT está mudando o mundo e, consequentemente, nossas vidas. Ele apresentou aos alunos casos reais de aplicação de Internet das Coisas (IoT) que, em poucos anos, revolucionaram diferentes frentes de negócios, impactando positivamente a economia e a sustentabilidade em padrões jamais verificados.

“As palestras que estamos organizando este semestre têm permitido aos alunos da Engenharia de Produção da UFSC conhecer melhor o novo contexto do mercado. Hoje tivemos uma palestra sobre a indústria de semicondutores e certificação digital, proferida pelo ex-diretor da Ceitec e atual diretor da Bry, Sérgio Roberto de Lima e Silva, e pelo Leonardo Müller, Gerente de Desenvolvimento de Software da V2COM, que apresentou exemplos de aplicação de IoT para ilustrar aos alunos as mudanças que estas novas tecnologias têm promovido e os desafios para a formação destes profissionais”, disse Mônica Maria Mendes Luna, professora associada IV do departamento de Engenharia de Produção da UFSC e especialista em Logística.

Atualmente, existem mais de 9 bilhões de dispositivos conectados ao redor do mundo transferindo dados sem a intervenção de humanos ou desses com máquinas. Segundo projeções recentes da Gartner, esse número deve crescer ainda mais: até o fim de 2020, serão ao menos 26 bilhões.

As aplicações de IoT estendem-se para os mais diversos setores da economia, da Agricultura à Logística, passando pela Indústria 4.0, Smart Cities, Utilities, Saúde e Varejo.

No Brasil e no mundo, a V2COM já conectou mais de 1 milhão de dispositivos, gerando mais de 3 bilhões de dólares em negócios todos os anos. A empresa se orgulha, entre outros motivos, de protagonizar o combate a fraudes no consumo de água e energia com tecnologia de ponta, evitando perdas milionárias que sobrecarregam o meio ambiente e as comunidades.


Biomimética: as fábricas do século XXI serão como as florestas

Biomimética: as fábricas do século XXI serão como as florestas

Janine Benyus, co-fundadora da Biomimicry 3.8, já disse que "quando a floresta e a cidade são funcionalmente indistinguíveis, sabemos que alcançamos a sustentabilidade".

Num primeiro momento, a frase pode parecer muito otimista em um mundo marcado pela emissão excessiva de poluentes e resíduos na natureza e, sobretudo, pelo movimento que grandes nações, como os Estados Unidos e China, têm tomado na contramão de leis e acordos pró meio-ambiente.

No entanto, é expressivo o número de empresas que estão colocando a sustentabilidade em sua missão, de tal forma que um negócio não é mais considerado "bem-sucedido" se não atingir todas as métricas estabelecidas para diminuir a pegada ambiental. E isso, claro, vem acompanhado de um movimento civil mundial em que os indivíduos e suas comunidades, cada vez mais, valorizam iniciativas ditas "verdes".

Mas na prática, é possível implementar a ideia defendida por Benyus e derrubar as seculares barreiras entre cidades e florestas? Ao que tudo indica, SIM.

Factory as a Forest: as fábricas circulares do século XXI

O conceito "Factory as a Forest" (Fábricas como Florestas) foi introduzido no SB 18 Vancouver e, desde lá, tem despertado bastante curiosidade em manufaturas que desejam transformar os processos produtivos, tornando-os autossustentáveis, equilibrados e circulares como os ecossistemas da natureza.

A ideia partiu de um estudo biomimético que esmiuçou o mecanismo de funcionamento das florestas as quais, ao longo dos últimos bilhões de anos, têm se mostrado ótimas mantenedoras do status quo, sem perder a elevada capacidade de adaptação e regeneração.

O estudo serviu de base para que os processos produtivos (no caso, da empresa Interface em parceria com a Biomimicry 3.8) fossem analisados com o objetivo de encontrar meios de torná-los ainda mais eficientes, com instalações de pegada ambiental zero e elevado desempenho, tal como todos os ecossistemas globais.

Percebeu-se que, para tanto, era fundamental transformar os processos ligados à economia linear, transmutando-os para uma realidade dita circular. Sem isso, é impossível emular a natureza com perfeição, já que nela reina uma exata proporção entre o que é criado e o que é consumido (e vice-versa), num ciclo plenamente autossustentável.

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Para isso, é importante desenvolver produtos que, ao longo da cadeia produtiva, sequestrem carbono, usar materiais sustentáveis e recicláveis, optar por fornecedores com visão pró meio-ambiente e, claro, engajar a empresa como um todo para que o objetivo fique claro e atingível.

Com vistas a tornar esse conceito uma realidade prática, o estudo indicou quatro passos aparentemente simples que podem guiar qualquer organização rumo ao status "Factory as a Forest". Veja-os a seguir:

Passo 1: Identificar ecossistema de referência LOCAL

O conceito "Factory as a Forest" foi concebido para complementar a estratégia já existente das empresas e, assim, fazê-las mais verdes. A ideia não valoriza rupturas drásticas, nem mudanças em grande escala de uma única só vez. Muito pelo contrário: os esforços devem começar pequenos e crescerem à medida em que se tornem plenamente mensuráveis.

Factory as a Forest
Factory as a Forest: Penang, Malásia

Como se sabe, os ecossistemas são muito variáveis de região para região, embora todos funcionem com o objetivo final de manter o equilíbrio entre a produção e o consumo de recursos. Por essa razão, é importante descobrir, localmente, à qual região ecológica uma instalação pertence e, a partir disso, emular o ecossistema mais próximo que a abrange. Como dito anteriormente, a ideia é começar de forma setorizada.

Uma das maneiras de descobrir a ecorregião e o ecossistema em que uma empresa está inserida é acessar o mapa interativo EcoRegions. Nele, é possível navegar por todo o globo e estabelecer diferentes critérios de visualização e análise.

Com isso definido, parte-se para questões mais profundas de análise — como determinar as taxas de sequestro de carbono, de filtragem de ar, de armazenamento de nutrientes e água, suporte à biodiversidade, reciclagem de recursos — sobre o ecossistema definido. A Biomimicry 3.8 também recomenda o Ecology Pocket Guide para ajudar não-biólogos com essas definições.

Além disso, ela defende que uma imersão in loco é sempre a maneira mais eficiente de sentir-se parte da natureza e realizar uma experiência biomimética integral. Com isso, fica mais fácil fundamentar os aprendizados com o ecossistema e aplicar os conhecimentos na prática.

Passo 2: Mensurar o desempenho da instalação a ser transformada

Nesta etapa é preciso estabelecer métricas que servirão de referência para definir sucesso.

O importante neste momento é entender o padrão de desempenho do ecossistema local e, a partir disso, colocá-lo como meta a ser atingida. Para tanto, é preciso estipular padrões e benchmarks de desempenho para as instalações que serão transformadas. Como exemplo, podem ser analisados a capacidade de armazenamento e purificação de água, reciclagem de resíduos, conservação do solo e lençóis freáticos, manutenção da biodiversidade polinizadora, produção de biodegradáveis, consumo de energia limpa, entre outros.

A maior dificuldade, no entanto, é escolher os elementos certos e que conversem perfeitamente com os aspectos locais da instalação em análise. Novamente, é preciso começar de forma localmente isolada. Isso porque, quando restringimos o foco ao que é gerenciável e ao que se encaixa nas operações e na estratégia de uma empresa específica, fica muito mais simples a posterior implementação dos passos definidos como necessários.

Passo 3: Planejar os passos de implementação de melhorias

Se no Passo 2 nós conseguimos estabelecer métricas e metas de sucesso, no Passo 3 a ideia é planejar como executá-las.

Aqui, mais uma vez, é importante se apegar aos detalhes exclusivos da ecorregião e do ecossistema que a envolve. Isso, em outras palavras, significa que as definições para a unidade de uma empresa localizada em São Paulo, por exemplo, não serão válidas (ou apenas parcialmente) para uma outra unidade em Buenos Aires. Esses dois locais estão envolvidos por processos ecológicos muito distintos e cada um deles, de forma isolada, deve servir de base de emulação para as estruturas produtivas das filiais.

Um outro aspecto muito importante a ser mencionado nesta etapa é a não necessidade de se mapear tudo o que deverá ser feito. Primeiramente, porque isso é quase impossível. Depois, porque é importante deixar algumas lacunas em aberto para que o conhecimento não se limite e possa ser moldado conforme novas descobertas ocorrerem mais à frente, no momento da execução propriamente dita.

Passo 4: Implementar

A implementação requer engajar todas as pessoas e empresas parceiras que, direta ou indiretamente, estarão envolvidas nesse processo de mudança. Afinal, são elas que estarão no dia a dia das decisões e execuções e que, portanto, irão implementar todas as definições dos passos anteriores.

As implementações devem ser de curto, médio e longo prazo, sempre mensuráveis e corrigidas em ciclos. São elas também que completarão as lacunas da etapa de planejamento, trazendo à realidade os desafios que ficaram escondidos quando tudo ainda era só uma ideia.

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Biomimética: a nova geração de tecnologias "inspired by nature"

O Passo 4, conforme indicam as empresas que já chegaram lá, torna-se progressivamente mais complexo conforme é escalado. Muito em razão da estratégia "Factory as a Forest" ser pensada a partir de uma realidade local, que respeita as individualidades dos ecossistemas e ecorregiões. Também pelo fato de, ao aumentar o número de atores envolvidos na mudança, ficar mais difícil o estabelecimento de padrões comuns de rigor e engajamento, ao longo da cadeia produtiva.

Mesmo assim, como defende a Biomimicry 3.8, esses desafios tornam-se pequenos conforme aumente o engajamento das empresas com a sustentabilidade e o senso de compromisso e responsabilidade ambiental sejam uma prioridade estruturada. Nesse sentido, tudo leva a crer que, em alguns anos, a estratégia localizada fará cada vez mais sentido, já que diversos núcleos de mudança ao redor do mundo surgirão e, assim, somarão esforços com resultados em grande escala.


Como funciona a metodologia de PoV V2COM?

Como funciona a metodologia de PoV V2COM?

De cada quatro projetos de IoT, apenas um é bem-sucedido. Foi o que concluiu um estudo da Cisco, com mais de 1.800 profissionais de TI e Diretores Executivos. Orgulhosamente, a V2COM está inserida no grupo dos 25% com sucesso. E muito disso se deve à metodologia exclusiva de PoV (Proof of Value), que há quase duas décadas garante eficiência produtiva e financeira a uma vasta gama de empresas no Brasil e no mundo.

Ao longo de sua história, a V2COM sempre priorizou os investimentos em tecnologia de ponta e a alta capacidade técnica e de gestão de seus colaboradores. Com isso, desenvolveu patentes e soluções inteligentes de IoT adaptáveis aos mais diversos cenários e demandas e, sobretudo, compatíveis com diferentes sistemas legados. Ao produzir em escala não só os equipamentos de Hardware que cria em laboratório, mas também Softwares de alta performance, a empresa diferenciou-se no mercado por sua presença ponta à ponta em projetos de diferentes extensões e complexidades.

Para isso, a V2COM utiliza protocolos próprios de trabalho com foco na padronização de processos que garantem o sucesso das aplicações de IoT, sem perder de vista um rigoroso padrão de segurança e proteção de dados. Além disso, ao aplicar sua exclusiva metodologia de PoV exaustivamente em centenas de projetos ficou provado que, em menos de 4 meses, é plenamente possível escalar resultados com elevada eficiência e viabilidade financeira.

Como funciona a PoV?

O processo de desenvolvimento da PoV (Proof of Value) parte da seguinte visão:

O custo da Solução deve ser sempre inferior ao custo do Problema

Isso significa que um projeto de IoT só caminhará para a ação após provada sua viabilidade econômica junto à realidade apresentada pelo cliente-parceiro. Para tanto, é estruturada uma análise baseada fundamentalmente em premissas de ganho de valor. Somente após essa etapa, parte-se para a proposta de solução técnica e desenvolvimentos necessários.

A metodologia de PoV engloba um estudo que foca na inovação propriamente dita e também na contextualização dos ganhos econômicos diante do problema apresentado. Com isso, fica claro o esforço da V2COM para adequar as inovações tecnológicas à realidade de negócio dos clientes, o que eleva a segurança e o engajamento das equipes envolvidas no projeto.

Uma outra importante característica da PoV é a aplicação aprofundada da fase de testes. Isso permite verificar os benefícios reais da tecnologia de forma macro e não apenas limitada ao ambiente controlado dos pilotos. Esse momento é de suma importância justamente porque o objetivo final de todo projeto de IoT é ser escalável, já que é a partir dessa expansão que os resultados da transformação digital realmente tornam-se muito interessantes para as empresas.

Um recente estudo realizado pela McKinsey comprova justamente essa ideia. Segundo ele, testes limitados que não objetivam impactar a empresa como um todo (e até mesmo a cadeia de produção que a envolve) não costumam atingir o grau de eficiência inicialmente almejado pelos gestores dos projetos. Isso porque a expansão dos pilotos está diretamente ligada ao impacto financeiro posterior que será auferido com os processos já transformados digitalmente.

Essa realidade pode ser visualizada no gráfico abaixo apresentado no estudo:

Curva de aprendizado com projetos de IoT (mais cases gera maior impacto financeiro)

A pesquisa ainda demonstrou que as empresas com resultados mais expressivos são aquelas que estiveram dispostas a testar as tecnologias em diferentes cases de aplicação, de forma transversal e aprofundada. E é justamente isso que a metodologia de PoV se propõe a fazer de forma simples, rápida e eficiente.

*Leia mais sobre os principais pontos da pesquisa da McKinsey

PoV: um processo quase industrial

A PoV foi estruturada com base em uma ordem cronológica de etapas finamente articuladas e interligadas, semelhante aos processos do ambiente industrial.

De início, a partir do mapeamento do problema, são apresentadas as tecnologias disponíveis capazes de resolver a demanda em questão. Após isso, as conversas da equipe técnica aprofundam questões específicas do projeto, com detalhamento de custos, apresentação de um cronograma de ações, gestão de riscos e interface com os usuários. Toda essa primeira fase costuma ter duração de até quatro dias.

Em um segundo momento, parte-se para a análise da viabilidade econômica propriamente dita, cuja fundamentação estrutura-se em cima de premissas de ganho de valor. Para tanto, são utilizadas como base as tecnologias de software e hardware já disponíveis na V2COM. A partir delas, busca-se concluir se o custo da solução realmente compensará o custo do problema apresentado.

Todo esse ciclo de atividades demora até três semanas e ele representa a garantia ao cliente-parceiro de que o projeto só caminhará caso ele seja interessante não apenas em aspectos tecnológicos, mas também financeiros.

PoV
PoV: metodologia exclusiva V2COM

Uma vez considerado economicamente viável, o processo de PoV parte para as questões de natureza técnica. É neste momento que a solução de IoT é posta em testes e são ajustados todos os detalhes. Essa fase só é possível, dada a construção modular e customizada das tecnologias V2COM que, a partir de uma composição prévia, conseguem se adequar perfeitamente às especificidades de cada cliente. É nesta etapa que ocorrem os desenvolvimentos e as validações de integração de sistemas, bem como é calculado o ROI financeiro. Ao fim, após no máximo dois meses para a conclusão desses trabalhos, é possível seguir para o Lançamento do projeto.

Nesse momento, já com a estruturação plena da solução de IoT, parte-se para a inserção na realidade de mercado. Em um ambiente controlado de média escala, os processos começam a operar sob as regras da nova tecnologia desenvolvida. Um acompanhamento em tempo real é realizado com foco na rápida correção de erros que porventura surjam e na mensuração de dados que demonstrem a eficiência do projeto.

Esse formato é analisado por um mês até que, finalmente, é escalada a solução para o restante da empresa. A partir desse momento, a inovação já se transformou em realidade na rotina processual do cliente, que acaba de dar mais um importante passo rumo à efetiva transformação digital.

Quer saber mais sobre a metodologia de PoV V2COM?
Então, entre em contato pelo formulário abaixo:


Sistema Gestão de Performance

O que faz um Sistema de Gestão de Performance ser eficiente?

O que faz um Sistema de Gestão de Performance ser eficiente?

Segundo a McKinsey, um Sistema de Gestão de Performance eficiente é composto por cinco elementos:

  • Dados
  • Fontes confiáveis
  • Pessoas capacitadas
  • Tempo e espaço adequados
  • Tomada de decisão efetiva

Ao seguir esses elementos, os processos industriais criam padrões de fluxo de trabalho fundamentais para garantir o ritmo das operações. Primeiro, coletam-se dados a partir de diferentes sensores espalhados ao longo de toda a cadeia produtiva. Depois, esses dados transformam-se em informações, após serem analisados com a ajuda de softwares inteligentes. Na sequência, são gerados insights que levam à tomada de decisão por parte do(s) gestor(es) responsável(eis) até que, enfim, um comando seja acionado. Com isso, fecha-se o primeiro ciclo desse fluxo para iniciar o segundo e, assim, sucessivamente.

Sistemas de Gestão de Performance que atuam sobre máquinas e processos garantem às manufaturas mais agilidade para identificar problemas (antes mesmo que aconteçam) e permitem que ajustes sejam feitos em tempo real, sem a necessidade de interromper nenhuma atividade. Além disso, ao analisar a performance através de uma série de indicadores coletados por esses sistemas, o gestor responsável pode implementar rotinas ainda mais eficientes de trabalho que reduzem custos e aumentam a produtividade da fábrica.

Sistemas Digitais agregam mais valor à tomada de decisão

Os cinco elementos inicialmente apontados nem sempre são alcançados com facilidade, especialmente em setores ainda tradicionalmente pouco impactados pela transformação digital. Neles ainda é muito forte a cultura analógica, de tal modo que a extração de dados é certamente mais demorada e menos abrangente quando comparada aos cenários digitais.

Manufaturas com baixa automação dispendem muito tempo e esforço para alcançar dados básicos de um processo que, em conjunto, não são suficientes para gerar insights tão aprofundados quanto aqueles obtidos digitalmente.

Abaixo, é possível comparar o gerenciamento de performance de cada um desses elementos, no cenário tradicional e na realidade digital:

Sistema de Gestão de Performance

Fonte: McKinsey

Hoje, graças aos avanços no processamento de dados, redes de hardware de última geração, sensores com tecnologia de IoT e infraestrutura de TI, qualquer empresa (independente do porte e do segmento de atuação) é capaz de implementar um Sistema de Gestão de Performance plenamente digital.

Mais do que isso, esses sistemas podem ser desenhados de modo 100% customizado, atendendo com elevada especificidade às mais diferentes requisições que as indústrias podem demandar. A tecnologia garantiu que, de forma simples e financeiramente sustentável, a transformação digital chegasse ao ambiente fabril, escalando resultados em curto intervalo de tempo.

Como resultado, os processos automatizados puderam alcançar um padrão de funcionamento altamente eficiente, calibrado por instruções codificadas que são testadas, melhoradas e implementadas de forma contínua e autônoma. Além disso, foi possível refinar trilhas de auditoria (um ganho para a segurança) e implementar uma rotina de progresso contínuo à toda cadeia produtiva.

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Metodologia PoV: Custo da Solução sempre menor que Custo do Problema

Mas é claro que todos esses benefícios não são percebidos de forma imediata. Dados da Mckinsey indicam que são necessários entre 1 e 2 anos para que um Sistema de Gestão de Performance seja efetivamente incorporado à cultura da empresa, e cerca de 3 a 5 anos para que ele esteja plenamente integrado a outros sistemas que gerenciam o negócio como um todo.

Isso tudo, claro, a depender do grau de envolvimento da alta liderança e sua disposição em transformar digitalmente a empresa, tanto de forma top-down quanto bottom-up.

Pessoas não devem ser postas à parte da inovação

É sempre necessário destacar a inquestionável importância das pessoas no processo de transformação digital. Em geral, as empresas costumam direcionar grandes esforços sobretudo para a inovação e para os investimentos em tecnologia, deixando em segundo plano a gestão e capacitação da mão-de-obra, de forma estruturada e sistemática.

Muitas vezes, mesmo diante da implementação em larga escala de soluções tecnológicas, algumas empresas não conseguem atingir as melhorias em produtividade, custos, qualidade e eficiência que tanto almejaram. E, mais uma vez, o problema não está com a inovação propriamente dita, mas com a dificuldade em integrar as pessoas nessa guinada digital.

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Plataforma de IoT: a escolha-chave da transformação digital

Pesquisas globais sugerem que em torno de 60% dos atuais trabalhos em manufaturas já poderiam ser plenamente automatizados, sem a necessidade de força humana. Mas, ao que tudo indica, isso não deve virar realidade nas próximas décadas, até mesmo naqueles setores mais avançados em inovação.

Isso porque o trabalho humano, mesmo que reformatado, sempre será necessário para gerir e adaptar a inovação de acordo com os diferentes cenários que se moldam e, claro, para continuar inovando. Além disso, se por um lado o desenvolvimento tecnológico extingue algumas carreiras, por outro é ele o grande gerador de empregos da atualidade (e, ao que tudo indica, continuará sendo). Haja visto o elevado número de vagas direcionadas a desenvolvedores, em todo o mundo.

A Indústria 4.0 de hoje nunca necessitou de tantos investimentos em capacitação de mão-de-obra, cujas habilidades técnicas, analíticas e de gerenciamento são e serão, cada vez mais, imprescindíveis para um ambiente de alta complexidade tecnológica.

Nesse cenário, a maior dificuldade reside na formação de profissionais que sejam capazes de, ao mesmo tempo, incorporar o novo sem "desaprender" as habilidades tradicionais que o chão de fábrica requer. Essa verdadeira simbiose entre a parte útil e necessária do analógico e a inovação do digital é o que criará uma geração de pessoas preparadas para fomentar negócios saudáveis e ainda mais competitivos.

Desse modo, Sistemas de Gestão de Performance realmente eficientes são aqueles que conseguem tirar máximo proveito do avanço tecnológico —  a partir da extração e análise de dados —  integrando-o a uma boa gestão de pessoas capacitadas cujos insights e consequente tomada de decisão são o que, de fato, movimentam a roda da Indústria 4.0.


IoT fraude água

IoT no combate à fraude: 38,3% da água consumida no Brasil não é faturada

IoT no combate à fraude: 38,3% da água consumida no Brasil não é faturada

O acelerado processo de urbanização brasileiro impactou diretamente a demanda por recursos hídricos, tornando-os progressivamente mais escassos no país.

O último índice de perdas na distribuição de água no Brasil, elaborado pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, indicou que 38,3% do volume disponibilizado no país não foi contabilizado como montante consumido, seja por vazamentos, falhas nos sistemas de medição ou ligações clandestinas. Apenas para comparar, na Alemanha, Austrália, Nova Zelândia e Japão, esse valor chega a ser inferior a 10%.

Ciente dessa realidade, nos últimos anos a Sabesp vem implementando uma série de iniciativas com foco em incentivar o uso racional da água. Através de sistemas de monitoramento, a empresa conseguiu controlar de forma rápida e eficiente uma série de problemas relativos às redes de distribuição, sobretudo a detecção de fraudes e falhas na medição.

A V2COM fez parte dessa história ao desenvolver tecnologias de telemetria que atuaram diretamente no combate às denominadas perdas aparentes.

Também chamadas de não físicas ou comerciais, esse padrão de perda está relacionado ao volume de água que foi efetivamente consumido pelo usuário, mas que, por algum motivo, não foi medido ou contabilizado.

São falhas decorrentes de erros de medição (hidrômetros inoperantes, com  submedição, erros de leitura, fraudes, equívocos na calibração dos hidrômetros), ligações clandestinas, by pass irregulares nos ramais das ligações (conhecidos como gatos), falhas no cadastro comercial e outras situações. Nesse caso, então, a água é efetivamente consumida, mas não é faturada pelo prestador de serviços.

Com o desenvolvimento e implantação de sensores de ponta à ponta, ligados a sistemas robustos de processamento de dados, a tecnologia de IoT garantiu que as perdas aparentes da companhia fossem detectadas com muito mais facilidade e, assim, combatidas ao longo de todos os canais de distribuição. Veja abaixo o histórico de perdas da Sabesp:

telemetria perdas água

Especificamente em clientes de grande consumo, como escolas, prédios comerciais e indústrias, os sistemas de telemedição da V2COM permitem que os hidrômetros enviem informações sobre os padrões de consumo de água em intervalos regulares de tempo. Com isso, foi possível identificar vazamentos de maneira muito mais rápida, evitando o desperdício e custos desnecessários nas contas dos clientes.

Esse mesmo padrão de tecnologia também tem sido amplamente utilizado pela V2COM — não só no Brasil mas em outros países — para auxiliar as distribuidoras de energia elétrica a reduzirem perdas comerciais. Dessa maneira, é possível refinar o monitoramento do consumo em tempo real, o gerenciamento automático das operações e a tomada de decisão remota com elevada assertividade.

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Há quase duas décadas, a V2COM desenvolve soluções inteligentes que combinam a captação e processamento de dados para minimizar riscos e melhorar as cadeias de produção e de entrega de serviços.

Para saber mais detalhes sobre nossa premiada plataforma de IoT e suas incontáveis possibilidades de uso e customizações, entre em contato através do formulário abaixo: