Aumenta confiança do mercado em IoT, aponta Vodafone IoT Barometer 2019

Aumenta confiança do mercado em IoT, aponta Vodafone IoT Barometer 2019

A edição de 2019 do Vodafone IoT Barometer acaba de ser lançada. O estudo deixou claro que a adoção da Internet das Coisas (IoT) vem aumentando ano a ano, em escala global. É crescente o número de empresas que passou a buscar parceiros externos com expertise comprovada, deixando de lado as iniciativas custosas para desenvolver as tecnologias internamente.

Para a pesquisa, a Vodafone entrevistou 1.758 empresas em todo o mundo. Mais de um terço delas (34%) já adotam alguma tecnologia de IoT e 84% afirmam estar mais confiantes hoje com as soluções do que há 12 meses. Ainda, os entrevistados têm se mostrado cada vez mais dependentes da IoT para a execução de seus negócios.

Ao menos 76% deles admitem que a Internet das Coisas já é crítica para o cumprimento da missão corporativa e 8% concluem que as atividades empresariais dependem dessas tecnologias na totalidade para existir.

Ainda nesse sentido, 72% dos participantes veem a Internet das Coisas como viabilizadora da transformação digital. Para eles, sem a devida implementação dessas tecnologias, é impossível que as empresas se transformem digitalmente de maneira efetiva.

A edição deste ano ainda destaca que para 74% das empresas é imprescindível a incorporação da IoT nos processos, com vistas à manutenção da vantagem competitiva. Aquelas que não implementarem as soluções no intervalo dos próximos cinco anos ficarão para trás na liderança de seus segmentos.

A pesquisa apontou que 70% das empresas já concluíram ao menos uma fase de piloto de projetos de IoT e que 95% delas relatam auferir benefícios claros e mensuráveis a partir do investimento inicial. Além disso, 83% dos entrevistados irão ampliar as implantações nos próximos anos. Isso deixa claro que as empresas primeiramente precisaram elevar o grau de confiança diante dos resultados conquistados com as aplicações iniciais das tecnologias para somente então aumentar os investimentos e se debruçarem em soluções mais complexas e escaláveis.

Os dados da pesquisa mostram que esses benefícios podem ser percebidos de diversas maneiras, incluindo:

  • Redução de custos operacionais (53%);
  • Refinamento na obtenção de dados (48%);
  • Elevação da receita a partir dos processos já existentes (42%).

Parceiros externos fornecedores de IoT são peças-chaves

Os entrevistados afirmaram que, para viabilizar esses resultados positivos, eles contam com plataformas de IoT robustas e inteligentes, fornecidas por parceiros externos capazes de implementar os projetos de maneira fácil e ágil. Com isso, as empresas serão capazes de aumentar o número de projetos em andamento, o que significa retornos (ROI) mais rápidos e maiores.

Prova disso é que entre os entrevistados que se classificaram como "avançados" em IoT — aqueles capazes de expandir a tecnologia com agilidade, experimentando diversos cases ao mesmo tempo — 87% relataram maior ROI quando comparados aos 17% das empresas que ainda estão no "nível iniciante". Assim, o estudo corrobora mais uma vez a correlação direta entre o número de projetos simultâneos em andamento e o retorno auferido a partir deles.

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A edição de 2019 evidenciou uma tendência já notada pelo mercado nos últimos anos. Cada vez mais, as empresas têm buscado soluções de IoT, cientes de que os resultados são comprovadamente efetivos. Os executivos responsáveis pelos projetos da área elevaram seu grau de confiança em parceiros externos que tornam-se peça-chave na consolidação das estratégias de transformação digital. O mercado, como um todo, também entende com mais nitidez que inserir-se nesse processo de inovação deixou de ser uma escolha. As empresas que hoje não estejam atuando pesadamente nessa direção, certamente encontrarão problemas no prazo máximo de cinco anos, ficando para trás na liderança competitiva.


Tecnologia 5G

McKinsey aponta olhar pragmático do mercado sobre tecnologia 5G

McKinsey aponta olhar pragmático do mercado sobre tecnologia 5G

Embora o assunto "5G" esteja entre as pautas mais comentadas dos últimos tempos, pouco se sabe o que as empresas de telecom pretendem fazer com essa tecnologia nos próximos anos.

Na busca por respostas, a McKinsey realizou uma pesquisa com 46 CTO's diretamente envolvidos em projetos de 5G ao redor do mundo. Em linhas gerais, os executivos negaram tanto o extremismo positivo quanto negativo em relação ao avanço. Para eles, a tecnologia continuará sua consolidação até 2022 e elevará a relação (CAPEX/Preço de Venda), mas não em níveis tão alarmantes quanto os analistas mais pessimistas defendem.

A seguir, detalhamos os principais achados da pesquisa.

Novos modelos de negócios são esperados 

Até o momento, nenhum operadora foi clara ao afirmar se pretende ou não trabalhar com outros provedores no compartilhamento de rede ou se usarão a infraestrutura 5G de terceiros (própria ou compartilhada).

Para o mercado, entretanto, a questão parece estar bem definida. 93% dos entrevistados esperam pelo compartilhamento de rede, especialmente em locais onde não faz sentido ter várias delas. Além disso, 90% deles pretendem que "hosts neutros" de terceiros forneçam parte da rede a ser executada por vários operadores.

Veja em detalhes:

A pesquisa ainda mostrou que embora haja um forte consenso em relação ao potencial transformador da nova tecnologia, ainda são pequenas as aplicações práticas do 5G. E, em razão disso, são necessários mais investimentos que comprovem a compatibilidade financeira entre a nova rede e os padrões de negócios que podem surgir dela. Até lá, as operadores deverão caminhar de forma mais conservadora, até notarem de fato a consolidação de estratégias mais definidas no mercado.

Situação semelhante aconteceu no início dos anos 2000. Na época, a tecnologia 3G ainda era novidade e começou de forma tímida. Aos poucos, porém, conforme algumas empresas decidiram ampliar sua capacidade de uso com o lançamento de novos produtos e serviços, a tecnologia expandiu-se, atingindo os patamares já conhecidos.

5G é entendido como vantagem competitiva

Para 76% dos entrevistados, os investimentos na tecnologia 5G são vistos como uma maneira de garantir ou até mesmo reconquistar a liderança em seus segmentos de atuação. A tecnologia, nesse caso, funcionaria como estratégia de reposicionamento no mercado.

A experiência do consumidor surge em segundo lugar, mencionada por 54% dos executivos. Na sequência, é citada a capacidade de expansão, por 46% deles.

Curiosamente, a maioria dos operadores não vêem na IoT uma das principais razões para o fomento ao 5G. A McKinsey conclui, a partir do estudo e da experiência com o mercado, que isso se deve à demanda atual pelo uso da Internet das Coisas, ainda bem atendida pela estrutura de rede vigente.

Tecnologia 5G
Fonte: McKinsey

ROI esperado está diretamente ligado aos custos da nova rede

Os cases de negócios práticos e as estratégias bem desenhadas que envolvem as tecnologias 5G ainda não estão claros para a maioria dos executivos. Aproximadamente 66% sentem-se incertos quanto ao financiamento desses projetos e 60% enfrentam problemas na hora de transformar a tecnologia em negócios.

Essa realidade é diferente apenas na América do Norte, onde apenas 11% dos entrevistados afirmam enfrentar esse tipo de desafio. A Europa, por sua vez, aparece no outro extremo: 100% dos executivos que participaram da pesquisa afirmam estar diante de um aparente impasse entre o fomento a novos negócios e o uso da tecnologia 5G.

Dois terços dos entrevistados ainda acreditam que a evolução 5G trará custos adicionais aos negócios, tornando-os, inclusive, mais complexos. A relação entre despesas de capital e vendas deverá aumentar, isso em razão da densificação necessária em muitas das redes para alavancar as frequências mais altas, bem como das novas aquisições de espectro.

No mesmo sentido, espera-se que as despesas operacionais também cresçam, sobretudo para as indústrias. 60% esperam elevação nos custos dos locais onde estão instalados os ativos, 50% acreditam em manutenções mais caras e 40% preveem aumento nos custos de TI.

Em razão disso, praticamente todos os entrevistados acreditam que o compartilhamento de rede será mandatório, justamente por representar uma redução dos custos das operadoras, especialmente em áreas mais remotas, como as zonas rurais.

O mercado aposta nos "neutral hosts"

90% dos entrevistados esperam adotar novos modelos de negócios, como os "neutral hosts". Entretanto, ainda não se sabe ao certo quem serão os terceiros envolvidos.

Os "neutral hosts" são vistos como peças-chaves, pois assumem importantes papéis que poderão viabilizar e expandir o novo padrão de rede. Eles funcionariam como um importante suporte financeiro às novas demandas esperadas com o 5G. Além disso, eles viabilizam operações, sobretudo em locais com alta demanda por conectividade e limitado espaço, o que impede que várias operadoras de redes móveis instalem, ao mesmo tempo, seus equipamentos.

Por fim, os "neutral hosts" elevam a experiência dos consumidores, especialmente em locais lotados, onde a transmissão de dados é muito recorrente. Nessas situações, a infraestrutura compartilhada garante a capacidade para atender o alto tráfego.

A tecnologia 5G ainda é vista de forma pragmática

O estudo da McKinsey deixa claro que, em geral, o mercado ainda tem um olhar bastante pragmático para a nova tecnologia 5G. Embora seja inegável o poder de transformação que a rede promete aos consumidores e às empresas, ainda inexiste uma construção sólida de estratégias que permita viabilizar financeiramente essa inovação.

Até que isso aconteça, as operadores esperam intensificar os testes, enquanto os demais players do mercado devem se debruçar em planejamentos mais sólidos. Ao que tudo indica, apenas a partir de 2022 a tecnologia 5G estará madura o suficiente para ser escalada nos mesmos padrões que suas versões anteriores.

 


Digital Transformation Index divulga dados globais de 2018

A segunda edição do Digital Transformation Index (DTI) foi recentemente liberada, com os achados referentes ao ano de 2018. O índice foi criado em 2016 e busca mensurar o grau de maturidade da transformação digital em escala global.

A pesquisa — que entrevistou 4.600 líderes executivos de mais de 40 países — é uma iniciativa da Dell, Intel e Vanson Bourne. Os entrevistados ocupam cargos que variam da Diretoria ao C-level de empresas de médio a grande porte, em 12 diferentes segmentos da economia.

78%

dos líderes acreditam que a transformação digital deveria ser mais difundida em suas organizações

51%

acreditam enfrentar dificuldades diante das novas demandas de consumo, nos próximos 5 anos

1 em 3

dos entrevistados temem perder a vantagem competitiva em seus segmentos

As empresas foram categorizadas em 5 grupos, de acordo com o grau de maturidade de seus planos de desenvolvimento digital. A partir da análise global dos dados chegou-se à seguinte distribuição:

Transformação Digital
                                                                                                Fonte: Digital Transformation Index 2018

Em relação à primeira edição do índice, notou-se em 2018 um aumento no número de empresas que compõem a categoria "Digital Adopters" — eram 14%, em 2016.  Os "Digital Laggards", por sua vez, representavam 15% dos entrevistados, em 2016. Hoje, são apenas 9%.

No caso particular do Brasil, o estudo chegou à seguinte distribuição entre as empresas:

Dados Brasil. Transformação Digital
                                                                           Fonte: Digital Transformation Index 2018

Mas o maior foco da análise foi dado ao último grupo, os "Digital Leaders", aqueles que conseguiram implementar a inovação digital no DNA da empresa. Entre eles, não foi notada nenhuma mudança nos últimos dois anos: continuam abrangendo apenas 5% dos entrevistados.

Disso foi possível extrair a grande primeira conclusão do estudo: a maioria das empresas não conseguiu dar passos realmente grandes em direção ao inevitável mundo da transformação digital. Quase 40% delas ainda se encontram nas fases mais iniciais, o que significa não terem intenção futura de investir em novas tecnologias ou estarem apenas executando testes das novas soluções, sem um olhar global estratégico da aplicabilidade das mesmas na empresa como um todo.

Países Emergentes desempenharam melhor que as nações desenvolvidas

Um achado interessante apontado pela pesquisa compara a maturidade dos projetos digitais nas empresas dos países chamados emergentes e dos considerados desenvolvidos. Há mais "Leaders" (27%) e "Adopters" (6%) no primeiro grupo quando comparado ao segundo — 20% e 4%, respectivamente.

Por região, as Américas configuram-se como as mais maduras (51%), seguida pela APJC (47%) e pela EMEA (45%).

Em relação aos segmentos, a liderança na transformação digital é dividida entre Telecom e Tecnologia, ambos com 50%, seguidos pelo setor Financeiro (48%).

Gás e Petróleo aparecem com 46% e as Manufaturas com 45%.

91% dos negócios enfrentam barreiras à transformação digital

Perguntados sobre as principais barreiras ao progresso da transformação digital dentro das empresas, os dados globais elencam as questões a serem solucionadas, em ordem de importância:

Transformação Digital. Problemas
                                                                                                    Fonte: Digital Transformation Index 2018

Em relação a 2016, a principal mudança foi em torno da Segurança e Privacidade. Na primeira edição do estudo, elas apareciam em 4° lugar. Agora, em 2018, estão no topo da lista. Questões regulatórias também subiram posições: em 2016 estavam em 9° e agora aparecem na 4° posição.

Por fim, o excesso de informações e dados também se destacou como uma importante mudança entre as duas edições do estudo. No primeiro ano, ocupava o último lugar entre as principais barreiras ao progresso dos projetos de transformação digital. Neste ano, está em 7° lugar.

O investimento em Internet das Coisas está na prioridade dos executivos

O estudo ilustra com a expressão "transformar ou morrer" a única opção possível para as empresas, frente à digitalização dos processos que se intensificará ainda mais nos próximos anos.

Por conta disso, os líderes entrevistados afirmam estar trabalhando na viabilização de planejamentos que consigam superar essas barreiras.

Para o curto intervalo dos próximos 1 a 3 anos, entre as dez mais importantes tecnologias — que estão no foco estratégico das diretrizes empresariais — a Internet das Coisas (IoT) aparece em 2° lugar.

A empresa de pesquisa IDC divulgou recentemente que os investimentos em IoT ultrapassarão o montante de US$ 1 trilhão até 2022. Só em 2019, são esperados mais de 15,4% de aumento nesses investimentos, alcançando o montante de US$ 745 bilhões em comparação aos US$ 646 bilhões do ano passado.

Entretanto, no topo da lista, a Cybersegurança posiciona-se como o principal foco para a maioria das empresas, justamente por impactar diretamente o sucesso de uma série de outras soluções que compõem a transformação digital como um todo.

Líderes acreditam que a transformação digital trará ganhos importantes

A implantação de estratégias digitais eficientes pode resultar em mudanças significativas para os negócios dos próximos 5 anos.

Perguntados sobre quais seriam esses principais benefícios, os líderes das empresas elencaram a seguinte lista:

1° - Taxas de Produtividade

2° - Lucratividade

3° - Crescimento de receita

4° - Retenção de clientes

5° - Retornos financeiros com os investimentos em TI

A próxima edição do Digital Transformation Index está prevista para 2020. O estudo completo pode ser consultado aqui.

 

 


2019: ano de consolidar tendências em Internet das Coisas

2019: ano de consolidar tendências em Internet das Coisas

Se em 2018 a Internet das Coisas esteve no foco estratégico das empresas como uma grande oportunidade de alavancar os negócios com tecnologia, em 2019 – e nos anos subsequentes – a expectativa é que esse cenário se consolide cada vez mais.

Até agora, grande parte das iniciativas em IoT se deu por meio de projetos pontuais e pilotos. A ideia foi verificar num ambiente controlado o que de fato essas tecnologias poderiam trazer em termos de eficiência produtiva, redução de custos, aumento na segurança dos processos, rastreabilidade, salvaguarda de recursos naturais, além do redesenho e até mesmo da criação de novas oportunidades de negócios.

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E conforme os projetos foram avaliados, foi possível comprovar o importante impacto que as soluções trazem à realidade das empresas. Ao mesmo tempo, ficou claro que, para alcançar resultados ainda mais expressivos, com potencial de crescimento exponencial, é preciso escalar os projetos para o cenário maior das organizações.

Por essa razão, os executivos e líderes de IoT passaram a construir um olhar panorâmico sobre essa realidade, vendo a aplicação das soluções na empresa como um todo. E é justamente isso que promete se consolidar nos próximos anos.

A McKinsey divulgou essa semana um material sobre as principais tendências da IoT, em 2019. Para tanto, tomou como base centenas de cases e clientes que vêm passando pela transformação digital nesses últimos anos.

IoT como oportunidade de negócio e não como desafio tecnológico

Cada vez mais, a Internet das Coisas entra no mundo dos negócios, deixando para trás a ideia de que seria apenas mais um desafio técnico para o departamento de TI.

Aos poucos, as empresas entenderam que o valor obtido com a geração em tempo real de dados é maior (e mais complexo) do que apenas o desafio de fazer os dispositivos funcionarem adequadamente e se comunicarem à distância.

Afinal, é a partir desses insights que toda a cadeia de produção se remodela, permitindo uma novo redesenho de processos e, até mesmo, a criação de novas unidades de negócios.

Vários cases paralelos aceleram os retornos

Nos últimos anos, ficou claro que as empresas que conseguem implantar vários projetos de IoT de forma simultânea, conectando os achados e, claro, integrando-os a partir de um planejamento estratégico bem estruturado conquistaram mais sucesso em suas iniciativas.

A grande razão para isso está na curva de aprendizagem. Múltiplos projetos permitem análises integradas de forma mais rápida, acelerando a curva. E isso está diretamente ligado a um maior impacto financeiro. Dados da McKinsey provam que as empresas mais bem sucedidas em IoT têm em média 80% mais projetos que os cases com menor sucesso financeiro auferido.

Fonte: McKinsey

Industrial Internet of Things (IIoT) continua protagonista em 2019

Utilities, gás e petróleo, mineração, agricultura, setor automobilístico e de maquinário pesado: são essas as grandes tendências de mais sucesso na aplicação de IoT neste ano.

O potencial da transformação digital nesses setores tem superado todas as expectativas. A construção de uma nova cadeia de valor, a otimização máxima da linha de produção e a manutenção preditiva são apenas alguns dos exemplos que levaram essas empresas a experimentar um grande impacto financeiro positivo, associado ao desenvolvimento sustentável e à elevação da produtividade.

Seja pela complexidade tradicional dos processos ou pelo elevado custo operacional dessas indústrias, os resultados advindos da aplicação dessas tecnologias nas linhas de produção ficam ainda mais evidentes para a alta liderança. Isso, claro, a depender de uma série de fatores que efetivamente impulsionem os projetos de IoT, como a readequação da cultura corporativa, o estabelecimento de estratégias de longo prazo e o investimento em formação constante e mão-de-obra qualificada.

Ataques cibernéticos aumentam preocupação, mas não barram progresso de IoT

Os mais diversos centros de pesquisa globais têm liberado estudos sobre a importância da segurança dentro das empresas que passam pela transformação digital. E ela é, sem dúvida, o assunto mais "quente" no alto escalão diretivo.

De acordo com os últimos dados liberados pela McKinsey, quase 50% dos executivos C-level admitem já ter sofrido algum tipo de ataque dessa natureza, dentro dos quais 25% julgam que os resultados adversos foram de alto ou severo impacto.

Por essa razão, cada vez mais os desenvolvedores de soluções de IoT estão focados em estratégias que mitiguem qualquer possibilidade de vazamento de dados ou invasões.

Mesmo diante das ameaças, os estudos indicam que em nenhum caso a liderança das empresas considera retroceder. A Internet das Coisas já foi assumida como estratégia de negócios e todo o esforço, a partir de agora, está nas maneiras de tornar as tecnologias cada vez mais seguras. Para tanto, muitos investimentos têm sido direcionados para essa área, ao mesmo tempo que uma série de políticas e procedimentos internos às companhias estão passando por revisões e melhorias.

Fornecedores de IoT tornam-se parceiros estratégicos

Um recente estudo da McKinsey deixou claro que as empresas no topo da pirâmide de sucesso são aquelas que confiam em parceiros externos para o desenvolvimento e aplicação das novas soluções. Elas não costumam gastar esforços e dinheiro para criar tecnologias avançadas se puderem obtê-las de forma mais fácil e menos custosa através de parceiros externos, com expertise comprovada.

Os líderes dos projetos de IoT das empresas preferem atrair recursos de um ecossistema de parceiros de tecnologia, em vez de confiar nos recursos internos. E isso inclui, sobretudo, a escolha das plataformas de IoT que mais se adequem às novas exigências de negócios.

Um outro dado interessante é que, embora 90% de todos os usuários de IoT em escala digam que estão usando as plataformas de terceiros, as empresas com mais resultados na área têm 40% menos probabilidade de exigir que sua plataforma de IoT seja executada no local e não na nuvem.

No Brasil, a grande expectativa está nos marcos regulatórios

Espera-se que 2019 seja um ano de bastante importância para o setor de telecomunicações brasileiro. Muitas das questões colocadas em pauta em 2018, e que ainda não tiveram um desfecho definitivo, prometem acontecer nestes próximos meses.

A expectativa acerca dos investimentos em conectividade e inovação continuam em alta. A aprovação do PLC 79/2016, que visa alterar o marco regulatório das telecomunicações, é ponto de destaque que certamente impactará toda a cadeia de negócios ligada ao setor.

Em 2019 também espera-se uma atuação mais expressiva da ANATEL, sobretudo através de estudos e revisão de regulamentação para elevar a disponibilidade de espectro tanto para banda móvel quanto para IoT. O Plano Nacional de IoT, cujo decreto que estabelece sua criação não foi assinado na gestão Temer, também deve criar incentivos para a utilização massiva de Internet das Coisas em diferentes setores produtivos, entre os quais agricultura, saúde, indústria e cidades.

 

 


Indústria 4.0

Apenas 1,6% das empresas brasileiras são 4.0, aponta Projeto Indústria 2027

Apenas 1,6% das empresas brasileiras são 4.0, aponta Projeto Indústria 2027

A transformação digital em curso no setor industrial brasileiro percorre jornadas diferentes a depender do segmento de produção analisado. Foi isso que mostrou a reportagem da Folha de São Paulo, do dia 02 de fevereiro.

Apesar de o setor como um todo reconhecer a importância de investir na chamada Indústria 4.0, estudos da CNI (Confederação Nacional da Indústria) mostram que ainda é baixo o percentual de empresas que já adotam sistemas de conexão de dispositivos que se comunicam entre si (IoT), associados à análise, ao processamento de dados e à inteligência artificial.

Segundo dados do projeto Indústria 2027, realizado pela confederação em parceria com universidades e pesquisadores, apenas 1,6% das 759 empresas brasileiras consultadas informou ter sistemas integrados, fábricas conectadas e processos inteligentes para subsidiar a tomada de decisão dos gestores.

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Indústria 4.0: dados atualizados sobre o cenário brasileiro

O projeto ainda destacou que dos 24 segmentos da indústria brasileira, pelo menos 14 precisam implementar com urgência estratégias de digitalização para se tornarem competitivos internacionalmente. Para tanto, foram consideradas variáveis como produtividade, exportação e taxa de inovação dos segmentos, comparando-as às das maiores economias do mundo.

O grau de inovação é bastante heterogêneo no setor. A estratégia de investimento das empresas, inclusive das grandes do modelo 4.0, ainda é gradual e por etapas”, afirma João Emílio Gonçalves, gerente-executivo de política industrial da CNI, à Folha.

Em outras palavras, grande parte das empresas brasileiras olham projeto a projeto para determinar os investimentos. Se for percebida a possibilidade de aumento de eficiência ou a redução de custos, por exemplo, então nesse caso são avaliadas as melhores tecnologias disponíveis. Isso mostra que uma estratégia global, de longo prazo, ainda não faz parte do planejamento da maioria das indústrias brasileiras, segundo os estudos.

Entre os segmentos analisados, bens de capital (máquinas e equipamentos), agroindústria e automotivo são aqueles que lideram a corrida tecnológica para ampliar a competitividade dos negócios até 2027.

Empresas de grande porte vivem outra realidade

Um outro estudo da CNI, realizado com 632 indústrias em junho de 2018, mostrou que a realidade das grandes empresas é bem mais animadora. A maioria (73%) já se encontra na configuração Indústria 4.0, ainda que em estágio inicial de implantação das tecnologias.

Entre elas, destaca-se a automação digital com sensores para controle de processos. Atualmente, essa tecnologia é a mais utilizada pelas empresas que participaram do levantamento, com foco na produção, no desenvolvimento de produtos e em novos modelos de negócio.

O uso das tecnologias digitais é decisivo para a competitividade das empresas, com redução de custos e ganhos de eficiência, além de maior acesso ao mercado externo e integração do Brasil às cadeias globais de valor”, diz o gerente-executivo da CNI.

Indústria 4.0 brasileira levará a cortes bilionários nos custos

Outros números que também chamam a atenção na reportagem foram divulgados pela ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial). Segundo a agência, o programa Indústria 4.0 no Brasil poderá levar a um corte de custos de ao menos R$ 73 bilhões por ano — sendo R$ 35 bilhões vindos de ganho em eficiência, R$ 31 bilhões através da redução de gastos com manutenção de máquinas e R$ 7 bilhões de economia no consumo de energia.

Um outro aspecto importante a ser destacado é que esse avanço está diretamente ligado às questões regulatórias no setor de telecomunicações brasileiro que, muitas vezes, foca no cumprimento de obrigações defasadas em detrimento do aumento da eficiência.

Um exemplo é a obrigatoriedade de investir e cumprir metas relacionadas à telefonia fixa, em um momento em que o país tem mais celulares do que habitantes, segundo a Anatel.

Nesse sentido, Werter Padilha, representante na Câmara de IoT do MCTIC (Ministério da Ciência Tecnologia), destacou as ações do Plano Nacional de IoT para incrementar a inovação no Brasil e permitir que o avanço chegue também às empresas de menor porte.

A implementação de IoT na indústria demanda uma mudança não só nos processos, mas também na cultura das organizações [que ainda concentram processos internos de inovação]”, diz o especialista para a reportagem.

Reportagem de Claudia Rolli para a Folha de São Paulo

Saindo da fase de pilotos com IoT

Afinal, o que esperar da IoT após a fase de pilotos?

O mercado está cada vez mais perto de experimentar o enorme potencial da IoT para os negócios. Já existem vários cases de sucesso espalhados nos mais diversos setores que reportaram ganhos impactantes em produtividade, segurança e eficiência, após a consolidação da transformação digital em suas operações. Entretanto, a maioria das organizações ainda está saindo da fase de pilotos e iniciando a aplicação em escala das soluções de IoT.

E, como era de se esperar, isso traz à tona uma série de desafios que até agora estiveram escondidos na microesfera das Provas de Conceito.

Um recente estudo da empresa de consultoria Bain & Company de 2018 buscou justamente analisar quais os atuais desafios enfrentados por 600 executivos de tecnologia, como estão sendo administradas as expectativas do mercado em torno do potencial da Internet das Coisas e como os parceiros externos desenvolvedores dessas soluções estão atuando para transformar a realidade prática dos clientes.

Saindo da fase de pilotos, o mercado está otimista com a IoT no longo prazo

Os executivos entrevistados no recente estudo divulgado pela Bain deixaram claro a elevada expectativa de longo prazo em torno dos retornos esperados com a Internet das Coisas. Entretanto, quando se analisa um panorama de curto prazo, parece que os novos desafios precisam ser abordados com ainda mais atenção.

A fase de pilotos dos últimos anos deixou claro, especialmente para o setor industrial, que o aproveitamento pleno da IoT é um pouco mais desafiador do que o esperado. Até 2016, as empresas imaginavam auferir ganhos com mais facilidade. Mas devido à complexidade dos processos e especialmente da análise dos incontáveis dados extraídos da cadeia produtiva, ficou claro, em 2018, que é preciso ainda muito mais expertise para lidar com as novas tecnologias.

As chamadas Provas de Conceito têm se mostrado mais desafiadoras e, nesse sentido, a atuação dos fornecedores externos tornou-se ainda mais importante. Afinal, é a partir da expertise comprovada deles que é possível tirar o máximo proveito das soluções desenvolvidas.

No gráfico abaixo, é possível analisar o progresso dessas expectativas ao longo dos últimos anos:

Fonte: Bain IoT Customer Survey 2016 e 2018

Como se nota, se no curto prazo o mercado viu as implantações como um desafio mais trabalhoso, é com vistas nas expectativas de longo prazo que esse esforço será compensado. O progresso na tecnologia de sensores, a conectividade 5G, o desenvolvimento em edge computing e, sobretudo, os mais de 20 bilhões de dispositivos esperados até 2020 deixam certo que a IoT é plataforma certa para gerenciar todo esse avanços.

Parceiros externos são a saída mais eficaz para consolidar a IoT

A pesquisa aponta que, para vencer esses desafios e consolidar as expectativas de longo prazo, as empresas devem confiar na capacidade técnica e inovadora dos desenvolvedores de IoT. Cada vez mais eles se comportam de forma ativa no processo de transformação digital, mergulhando na realidade de cada cliente com soluções que sejam comprovadamente eficazes, eficientes e capazes de gerar a mudança esperada.

Presentes tanto no planejamento estratégico quanto nas operações dos clientes, os fornecedores são peça-chave para mitigar as maiores preocupações dos executivos que estão lidando com as implantações. Entre elas, destacam-se a integração (em especial o conhecimento técnico necessário, a portabilidade de dados e os riscos de transição) e a segurança dos dispositivos. A pesquisa também descobriu que, à medida que uma organização se torna mais madura tecnologicamente, as preocupações com a segurança aumentam, de modo que o desafio continua a crescer progressivamente.

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As questões acerca do ROI (Return on Investment) ficaram para trás, sobretudo após a consolidação da fase de pilotos dentro das organizações. Menos clientes estão preocupados com o aspecto financeiro dos projetos, justamente porque já está claro, com as implementações iniciais, que os retornos existem na prática e serão escalonados à medida que as soluções se expandam dentro das empresas.

Afinal, onde está sendo aplicada a IoT?

O gráfico abaixo, formulado a partir da pesquisa feita pela Bain em 2018, cruza as expectativas de fornecedores e clientes em relação às aplicações de IoT no mercado. Quanto mais para a direita e para cima, maior a compatibilidade entre eles:

Fonte: Bain

As soluções de gerenciamento de energia são um ponto interessante no gráfico. O mercado mostra-se bastante atraído por tecnologias dessa natureza, mas não encontram uma grande oferta de fornecedores especializados. Nessas situações, é ainda mais central a escolha do parceiro certo, visto que poucos deles estarão de fato aptos a suprir as necessidades de negócios.

Um outro ponto de destaque são as Smart Cities. Embora muito difundidas pela mídia nesses últimos meses, elas ainda não contam com expressivo foco por parte do mercado e dos fornecedores. E isso sugere que aqueles que se adiantarem às demandas estarão um passo à frente, visto que a transformação digital das cidades é apenas uma questão de tempo.

É unânime: o mercado de IoT está em plena ascensão

Apesar das barreiras e desafios apontados na fase de pilotos, a Internet das Coisas continua sendo a grande aposta. Os dados da Bain indicam que o desenvolvimento de soluções de software, hardware e sistemas, sobretudo nos setores de manufatura, infraestrutura, construção e Utilities, continua crescendo em ritmo acelerado e deve dobrar de tamanho, atingindo mais de US $ 200 bilhões até 2021. Dados semelhantes foram publicados por outros importantes centros de pesquisa e consultorias, como a Cisco, McKinsey, Gartner, Harbor Research e muitos outros.

Nessa jornada, um dos desafios mais centrais é encontrar empresas desenvolvedoras que consigam fornecer softwares cada vez mais robustos, sem perder de vista as necessidades particulares de cada setor e de cada organização.

Um outro grande diferencial são os parceiros que fornecem soluções ponta à ponta, integrando softwares e hardwares de tecnologia própria, sem perder de vista os protocolos mais avançados de segurança, um suporte técnico full-time extremamente eficiente e, claro, implantações rápidas, com baixo custo e coerentes com as necessidades de negócio dos clientes.

Sua empresa está pronta para a transformação digital?

Antes de tudo, entretanto, a Bain sugere algumas perguntas que os líderes de projetos de tecnologia devem se fazer para entender qual o grau de maturidade de sua empresa.

Então, vamos a elas:

  • Você está claro sobre o potencial que a IoT significa para sua empresa, em termos de receita, custo e qualidade?
  • Você tem um plano e os meios para vencer sua concorrência na IoT?
  • Você é capaz de dimensionar as Provas de Conceito da IoT em sua empresa?
  • Você tem um modelo operacional eficaz para apoiar a execução de seu plano?

V2COM: a solução mais inteligente em IoT

A V2COM consolidou-se no mercado nacional e internacional por ser um dos poucos fornecedores de soluções de IoT ponta à ponta. Através disso, garante um elevado grau de customização dos projetos que, assim, adequam-se com bastante profundidade às mais diferentes necessidades dos clientes.

Por desenvolver integralmente tanto hardware quanto software, a V2COM alcançou um padrão de tecnologia plenamente compatível com as inovações, integrando-se perfeitamente a diferentes realidades de forma bastante ágil.

Por consequência, os clientes passam pela fase de pilotos com bastante eficiência, alcançando a escalabilidade com segurança, em um curto intervalo de tempo.

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Conteúdo baseado na publicação da Bain & Company. Autores: Michael Schallehn, Christopher Schorling e Peter Bowen, Oliver Straehle