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Industrial Internet Consortium atualiza vocabulário com termos sobre IoT

Industrial Internet Consortium atualiza vocabulário com termos sobre IoT

O Industrial Internet Consortium® (IIC™) anunciou a versão V2.3 do Industrial Internet Vocabulary Technical Report. O relatório, atualizado anualmente, garante a comunicação eficaz dentro do ecossistema industrial da Internet, especificando um vocabulário com termos e definições comumente usados nesse ambiente. Além dele, a organização ainda conta com outros cinco relatórios técnicos que incluem assuntos ligados à arquitetura, segurança, conectividade, análises e estratégia empresarial.

Entre as denominações trazidas pela nova versão do relatório destacam-se:

  • Internet Industrial: Internet das Coisas (IoT), máquinas, computadores e pessoas, viabilizando a inteligência de operações industriais que utilizam análise avançada de dados para obter resultados transformacionais de negócios
  • Sistema de IoT: um sistema em que os componentes estão ligados através de uma rede de computadores, e em que um ou mais desses componentes interagem com o mundo físico.
  • Sistema de IoT Industrial (IIoT): um sistema IoT utilizado num contexto industrial.
  • Computação em nuvem (Cloud Computing): paradigma para permitir o acesso à rede de computadores a um conjunto escalável e elástico de recursos físicos ou virtuais partilháveis, com fornecimento de auto-atendimento e administração on-demand.
  • Conectividade: capacidade de um sistema ou aplicação para se comunicar com outros sistemas ou aplicações através de redes de computadores.
  • Endpoint: componente com capacidades computacionais e conectividade com redes informáticas.
  • Evento: qualquer ocorrência observável num sistema e/ou rede de computadores.

Segundo Erin Bournival, co-presidente do Grupo de Tarefas de Vocabulário do IIC:

"A Internet das Coisas está evoluindo, bem como a nossa compreensão sobre os conceitos da IoT... Estamos entusiasmados por fornecer novas definições para estes termos fundamentais a fim de aumentar a clareza para todos os stakeholders"

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O relatório também destaca termos que devem ser evitados para combater ambiguidades ou erros de compreensão, e propõe alternativas, conforme indica a tabela abaixo:

Industrial Internet Consortium

O advento de novas aplicações da IoT e sua expansão para outras verticais de negócios garantem um amplo dinamismo de terminologias e definições. Por essa razão, e para manter o ecossistema industrial sempre coeso, é tão importante a revisão anual proposta pelo Industrial Internet Vocabulary Technical Report do Industrial Internet Consortium.

Para conferir o relatório na íntegra, clique aqui.


Como avaliar um fornecedor de plataforma de IoT?

Como avaliar um fornecedor de plataforma de IoT?

O fornecedor de plataforma de IoT está diretamente ligado à eficiência do projeto e à escalabilidade dos resultados em tempo recorde


No mundo, já existem mais dispositivos conectados que pessoas. Até 2020, a Cisco estima que a IoT terá comunicado 26 bilhões de "coisas", com aplicações que vão da Indústria 4.0 (IIoT) à Smart Agro, passando pelas Cidades Inteligentes, Logística, Medicina, Utilities, Gestão de Resíduos e muitas outras.

A Internet das Coisas foi apontada por uma série de pesquisas (nacionais e internacionais) como a tecnologia mais disruptiva, sendo aquela que deve receber a maior fatia de investimentos em inovação nos próximos anos. Ela já demonstrou sua enorme capacidade de conferir inteligência aos mais diversos processos, aumentando a eficiência e diminuindo custos. Mais ainda, a IoT tem criado novos modelos e frentes de negócios, escalando resultados em níveis jamais alcançados no curto intervalo de tempo.

IWS™: premiada plataforma de IoT da V2COM
IWS™: premiada plataforma de IoT da V2COM

O mercado oferece uma variada gama de soluções para gerenciar de forma inteligente os dispositivos de Internet das Coisas. Mas para escolher a plataforma de IoT mais adequada à uma realidade específica de negócio, que seja robusta o suficiente para escalar resultados no curto prazo, é preciso atentar-se a alguns fatores críticos.

1. A solução escolhida é flexível? 

Não é nada razoável estruturar um plano de Internet das Coisas sem considerar o legado de uma empresa. Por isso é fundamental averiguar se o fornecedor de plataforma de IoT é capaz de se comunicar com diferentes sistemas, protocolos e equipamentos que já façam parte do dia a dia operacional da corporação.

Mais do que isso, é preciso ponderar como a plataforma se comporta em relação às inovações vindouras. Isso significa entender os custos, a agilidade e o braço de desenvolvimento que o fornecedor apresenta para "conversar" com novas tecnologias que certamente aparecerão no mercado. Isso garante que as soluções de IoT implementadas hoje possam evoluir continuamente, sem incompatibilidades de natureza técnica, por exemplo.

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Com negócios cada vez mais dinâmicos, é essencial certificar-se de que o fornecedor de plataforma de IoT esteja habilitado para acompanhar a evolução com agilidade e segurança, viabilizando a inteligência necessária para criar insights estratégicos que facilitem a tomada de decisão.

2. A plataforma garante escalabilidade?

Escalar resultados é o que faz da Internet das Coisas uma ferramenta tão poderosa. E, diferentemente do que se possa imaginar, nem todas as plataformas disponíveis no mercado apresentam uma infraestrutura robusta o suficiente para garantir a escalabilidade, sobretudo no curto prazo.

Quando falamos no poder transformador da IoT, partimos da premissa de que a empresa deseja realmente alavancar as potencialidades de seu ambiente operacional, não se limitando a ambientes controlados e conservadores. Afinal, o aumento na eficiência, a inteligência de dados e a redução de custos estão diretamente ligados à expansão dos projetos dentro da realidade macro de negócios.

A plataforma de IoT deve garantir um ambiente robusto o suficiente para viabilizar a escalabilidade dos projetos, ou seja, comportar um número cada vez maior de dispositivos conectados, até mesmo no curto e médio prazos. Para isso, é importante questionar o fornecedor da solução sobre as maiores instalações que ele já estruturou para outras empresas e analisar os resultados alcançados. A expertise em lidar com projetos de grande porte e a agilidade de implantação estão diretamente ligadas ao sucesso de um projeto de IoT.

3. O fornecedor de plataforma de IoT garante a interoperabilidade?

Todas as empresas possuem ferramentas internas ou de terceiros que as ajudam a resolver problemas críticos e, ao mesmo tempo, agregam valor ao negócio. É preciso avaliar se a solução é capaz de operar com, e em sincronia com, essas ferramentas existentes de uma maneira fácil e ágil.

Segundo a Gartner, metade do custo de implementação de uma aplicação de IoT em 2019 esteve associada à integração de seus elementos componentes. Benoit Lheureux, Vice-Presidente de Pesquisas da empresa, chegou a afirmar que:

"Alcançar a integração completa para ativos conectados à IoT é extremamente desafiador, porque envolve muitos terminais diferentes da TI. Além dos terminais de IoT em si, esses ativos podem precisar ser conectados a um gateway de IoT, que agrega os dados de sensores e os envia para uma plataforma..."

A McKinsey, por sua vez, ressalta que 40% a 60% do valor potencial total de um aplicativo de IoT depende da capacidade de obter interoperabilidade entre diferentes sistemas, deixando claro que esse é um requisito básico para o sucesso de uma solução, ao lado da segurança e disponibilidade.

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PwC revela hábitos de sucesso para gerenciar riscos na transformação digital

PwC revela hábitos de sucesso para gerenciar riscos na transformação digital

Um estudo da PwC (leia na íntegra) revela seis comportamentos que podem ajudar a Transformação Digital dentro das empresas, no que se refere especificamente às chamadas funções de risco. Elas são fundamentais em uma realidade corporativa composta por um número crescente de dados, mais automação, ataques cibernéticos ultrapotentes e uma jornada de consumo integrada e bastante exigente.

Embora seja imprescindível para garantir o sucesso futuro das empresas, a transformação digital está cada vez mais complexa e desafiadora, de tal modo que os altos executivos precisam se sentir seguros de que todos os riscos envolvidos estão sendo eficientemente mapeados e geridos.

Com vistas nesse assunto, a PwC criou três agrupamentos de empresas, conforme a capacidade atual de gerenciar riscos na escalada da jornada digital. O primeiro, chamado de dinâmico, representa aquelas de maior sucesso e capacidade de mapear e se antecipar a problemas e ameaças vindas da digitalização. O segundo, denominado ativos, compõe as empresas que, embora não estejam maduras nessa tarefa, já tomam providências para se tornarem "dinâmicas". Por fim, o terceiro grupo, os iniciantes, não está plenamente engajado com esse tipo de mudança e ainda assume uma posição não muito bem planejada para viabilizar a transformação digital e mitigar os riscos inerentes a ela.

No estudo, a consultoria entrevistou 2.000 pessoas, entre CEO's, membros de conselho, executivos seniores, profissionais de compliance e auditoria. Um quarto deles considerou-se "dinâmico", ou seja, reconhecidos por reformularem suas próprias funções e se capacitarem continuamente com foco em dados, sempre buscando insights em tempo real e agindo em conjunto com parceiros que demonstram a mesma visão a respeito do que é risco.

Essa categoria de profissionais consegue operar suas atividades de modo bastante seguro, apoiando-se na digitalização para tomar decisões reais, práticas e objetivas.

Riscos transformação digital
Fonte: PwC

No entanto, essa realidade ainda não é predominante entre a alta liderança corporativa. Dados da 22ª Pesquisa Anual Global de CEO's, também da PwC, apontam que apenas 22% dos executivos-chefes sentem-se confortáveis em tomar decisões com base nos dados de risco que recebem, um número que, infelizmente, mantém-se constante (e baixo) há pelo menos 10 anos.

Seis hábitos de sucesso para gerenciar riscos na jornada digital

A transformação digital para operar riscos é tão valiosa, sobretudo por conseguir unir dados que, tradicionalmente, sempre mantiveram-se isolados. As correlações em alta velocidade que ela é capaz de trazer à mesa de decisões está gerando uma nova maneira de fazer negócios, hoje muito mais preditivos, responsivos e versáteis.

Segundo a classificação da PwC, o grupo dos dinâmicos consegue uma progressão mais rápida nessa jornada digital, além de projetar retornos maiores dos investimentos digitais, esperar uma jornada de consumo mais atrativa aos clientes e tomar decisões de forma mais assertiva.

Para tanto, os dinâmicos costumam adotar seis hábitos, que seguem detalhados a seguir:

1 Planejamento embrionário

As estratégias digitais de sucesso são aquelas cuja jornada está bem desenhada, com metas precisas e resultados claros, sempre alinhados com o cenário macro da organização. Ela abrange desde as fases mais iniciais de protótipos e design de produtos e serviços até a fase final de escalabilidade dos resultados.

Além disso, o planejamento digital de sucesso é também aquele que consegue estipular embrionariamente todo o padrão de governança a ser seguido, atribuindo a pessoas e setores específicos as devidas responsabilidades e funções que serão desempenhadas.

No que se refere especificamente às funções de gerenciamento de risco, caso estejam alinhadas às estratégias digitais da empresa, elas podem assumir uma postura preditiva, fundamental para garantir a estabilidade e eficiência dos processos. Entretanto, a pesquisa da PwC mostrou que essa não é a realidade mais comum vivenciada pelo mercado. Apenas 53% dos entrevistados gerencia riscos cibernéticos e de proteção de dados desde as fases iniciais dos projetos digitais.

Mesmo assim, o estudo evidenciou uma realidade certa: quando as funções de risco são envolvidas precocemente na estratégia digital, inovar com segurança é tarefa claramente possível.

2 Upskilling

A transformação digital traz novos riscos e, como era de se esperar, impõe ao mercado uma demanda por profissionais cujas habilidades sejam específicas e preparadas para esse ineditismo. Desenvolver modelos analíticos, programar processos robóticos e entender como são feitas as codificações são hoje apenas alguns exemplos de tarefas fundamentais para lidar com o padrão digital.

Além disso, é preciso que as empresas expandam a cultura de dados para áreas até então pouco impactadas pelas novas tecnologias. Isso porque o cenário digital impõe a integração holística de todos os processos, até mesmo aqueles mais simples, de tal modo que os gestores e seus liderados deverão estar habituados a um novo modo de desempenhar suas atividades e até mesmo a assumir outras responsabilidades menos mecânicas e mais analíticas.

Por fim, urge intensificar os treinamentos aos profissionais que lidam com a Inteligência Artificial (IA), não importando se estejam diretamente ligados às questões mais técnicas da tecnologia ou às tarefas gerais de gerenciamento de dados e tomada de decisão. Todos, de alguma forma, são (ou serão) impactados pela jornada digital.

3 Aplicação de novas tecnologias

Não é novidade que a automação eleva a produtividade e permite direcionar os colaboradores para tarefas mais complexas e menos repetitivas.

Atualmente, ao menos um terço do grupo classificado como dinâmico pela PwC utiliza novas tecnologias para incrementar e transformar seus processos, seja através de Internet das Coisas (IoT) com o objetivo de avaliar e responder a riscos em processos críticos, seja aplicando IA em testes, monitoramento e processamento de dados.

Transformação Digital Riscos
Fonte: PwC

No que tange ao gerenciamento de riscos, muitas empresas estão automatizando suas rotinas de auditoria com a ajuda de softwares inteligentes e IA. Desse modo, elevou-se o padrão de segurança dos processos, sobretudo aqueles ligados à proteção de dados, um dos temas mais importantes atualmente quando falamos em transformação digital.

4 Atuação em tempo real

Líderes investidos em iniciativas digitais buscam mais insights em tempo real para informar decisões. Eles almejam um novo padrão de gerenciamento, com base em avaliações objetivas, extremamente seguras e sempre atualizadas, as quais reduzem os riscos críticos a praticamente zero.

Com insights em tempo real, as operações passaram a contar com ciclos de correção muito mais curtos e com um constante estado de evolução que impacta diretamente a qualidade e a segurança dos serviços prestados. Os riscos podem ser categorizados com mais precisão, importante para estruturar uma linha de reparação de danos altamente eficiente.

Isso tudo, em conjunto, eleva a percepção da empresa por parte dos clientes, que ficam mais seguros e confortáveis em manterem uma relação comercial de longo prazo.

5 Engajamento de tomadores de decisão

A PwC evidenciou que o sucesso na gestão de riscos digitais está intrinsecamente ligado ao grau de comunicação e engajamento entre as equipes de gestão de risco e as digitais e dessas com os executivos C-level.

Cada vez mais, é fundamental simplificar a informação para otimizar o trabalho dos tomadores de decisão, categorizando-a da melhor maneira e tornando-a o mais visualmente atrativa. Percepções visuais, segundo o estudo, aceleram o entendimento, estimulam debates e, assim, movimentam as rotinas gerenciais e diretivas com muito mais agilidade.

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Além disso, especificamente no que se refere aos dados de riscos digitais, a PwC recomenda definir, ainda na fase de planejamento, os KRIs (KPIS para riscos). Esses indicadores ajudam a padronizar linguagens, em todos os níveis corporativos, de tal modo que as métricas mantenham-se constantes e consistentes.

Segundo a pesquisa, apenas 27% dos entrevistados estão confortáveis com seu grau de assimilação, no que se refere às métricas de gerenciamento de riscos cibernéticos e de privacidade de dados nos relatórios de conselho.

6 Colaboração

Ao trabalhar a partir de uma fonte única de dados, em uma plataforma comum e com tecnologias unificadas, as funções de gerenciamento de risco certamente trarão à liderança uma visão ampla e consolidada.

Um dinâmica de trabalho colaborativa e agregada evita visões distorcidas dentro da empresa e garante que a objetividade das decisões caminhe linearmente por todas as instâncias de decisão.


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desoneração da IoT

Desoneração da IoT: por que esta pauta não pode esfriar?

Desoneração da IoT: por que esta pauta não pode esfriar?

A Internet das Coisas (IoT) representa um novo patamar de possibilidades para o desenvolvimento do Brasil, com impacto positivo direto nos avanços tecnológicos e econômicos do país. Entretanto, ainda persiste o descompasso entre a alta velocidade desse movimento e o ritmo mais lento de mudanças do Direito Tributário brasileiro e das regulamentações específicas ao assunto, que se mostram insuficientes frente às novas demandas surgidas da IoT.

Três Projetos de Lei (PL 172/2020, PL 6549/2019, PL 349/2018) acerca da agenda de Transformação Digital do Brasil tramitam atualmente no Senado Federal e seguem à espera de aprovação. No dia 18 de agosto, mais de 40 entidades assinaram um documento solicitando aos parlamentares urgência na votação desses projetos.

  • O PL 172/2020 atualiza a lei do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), ampliando o direcionamento dos recursos para investimentos em conectividade de banda larga e não apenas para a universalização da telefonia fixa, como inicialmente proposto.
  • O PL 6549/2019, por sua vez, isenta de contribuições e taxas setoriais os sistemas de comunicação M2M (máquina à máquina), com impacto direto na redução de custos dos dispositivos de IoT e, consequentemente, na escalada da tecnologia no Brasil.
  • Por fim, o PL 349/2018 propõe reduzir as contribuições e taxas sobre estações terminais de pequeno porte para recepção via satélite (VSAT).

Desoneração da IoT: custo do problema menor que o custo da solução?

A desoneração da IoT é essencial para garantir a viabilidade e a escalabilidade de inúmeros projetos de Transformação Digital, que ainda sofrem com a complexa legislação tributária brasileira. Esse desajuste eleva o custo final das soluções, mesmo diante do natural barateamento de algumas tecnologias, advindo do incremento progressivo das inovações.

Essa oneração, de natureza meramente tributária, faz com que as conexões de pontos e o processo de digitalização como um todo não compensem, muitas vezes, o custo alternativo dos problemas para os quais as soluções de IoT são desenvolvidas.

Segundo o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal — SindiTelebrasil —, a receita anual estimada por dispositivo de IoT é equivalente a R$12,00. Após a incidência de todos os tributos — encargos setoriais somados ao ICMS e outros impostos porventura devidos — calcula-se que a Receita Líquida por dispositivo é de R$ 2,29 negativos no primeiro ano de operações. Nos anos subsequentes, esse valor sobe para R$1,51, montante insuficiente para os investimentos necessários.

Importante destacar que só o Fust, desde sua criação em 2000, já arrecadou um montante superior a 21 bilhões de reais, sendo que apenas 1% dele foi efetivamente utilizado para a sua finalidade, voltada a serviços de telefonia fixa, com progressiva e visível queda de demanda.

Por que o sistema tributário brasileiro é tão complexo para a IoT?

A atual complexidade tributária acerca da Internet das Coisas existe, pois é comum ocorrer a sobreposição de uma série de atividades nesse ecossistema, tais como:

  • importação de componentes;
  • venda interna de dispositivos;
  • utilização de serviços de telecomunicação;
  • realização de SVA (Serviços de Valor Adicionado) e serviços de outra natureza (licenciamentos e desenvolvimento de software).

Diante das atuais diretrizes legislativas, fica difícil compreender e delimitar os eventos tributários, fatos geradores, competências de cobrança, bases de cálculo e alíquotas necessários à correta aplicação dos tributos em soluções que utilizam a tecnologia.

Isso, claro, impõe-se como uma importante barreira contra o fomento à inovação no país, com impacto direto em nossa competitividade e bem-estar social. Ficamos em desvantagem em relação a outras realidades internacionais cujo contexto tributário mostra-se muito mais progressista e sustentável aos negócios dessa natureza.

E o Fistel?

O Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel) é formado pela arrecadação da Taxa de Fiscalização de Instalação (TFI) e da Taxa de Fiscalização de Funcionamento (TFF), cobradas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Desde sua criação, o FISTEL já angariou mais de 65 bilhões de reais. Apenas em 2017, mais de 2 bilhões foram arrecadados, sendo apenas 22% direcionados para a sua real finalidade. Ressalta-se, inclusive, que recente decisão do Tribunal de Contas da União reconheceu o caráter superavitário do FISTEL, de tal modo que seus recursos podem ser usados para cobrir outras despesas da União. Apenas em 2017, por exemplo, o superávit foi de 10,62 bilhões de reais.

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Ao falarmos sobre desoneração da IoT, é importante firmarmos a redução das alíquotas do FISTEL e do FUST a zero, em concordância, inclusive, com parte da recente proposta de minuta de Projeto de Lei apresentada pela Anatel junto ao Plano Estrutural de Redes.

Essa proposta sistematizou 61 projetos que tramitam pela Câmara e 19 pelo Senado, todos inclinados a reduzirem a regulamentação excessiva que cria entraves aos projetos de IoT brasileiros. Como exemplo, destaca-se o Projeto de Lei nº 7.656/2017 que propõe reduzir a zero o valor das taxas do FISTEL, da CFRP e da CONDECINE relativas às estações móveis que integram os sistemas de comunicação máquina-a-máquina.

A desoneração da IoT pode comprometer a arrecadação? 

Uma desoneração dessa dimensão seria plenamente compensada — e provavelmente superada — pelo incremento da arrecadação de outros tributos já vigentes, em razão da ampliação do volume de negócios que a iniciativa gerará. Isso porque com um maior número de terminais M2M, em razão de novos projetos criados frente à realidade fiscal proposta, certamente ocorrerá a alavancagem de toda a cadeia produtiva que envolve a IoT.

Além disso, a expansão da Internet das Coisas não apenas trará um ganho fiscal ao Estado, mas especialmente o endereçamento mais assertivo de políticas públicas. Ao coletarem dados e analisá-los de forma inteligente, as soluções de IoT servirão como importantes diretrizes para que os governos, em suas mais diversas esferas, possam canalizar esforços aos setores que necessitem de ações mais urgentes. Isso, claro, traz importantes impactos sociais, inclusive alavancando possibilidades em outras áreas que não apenas relacionadas à tecnologia.

Com um formato tributário menos complexo (e, portanto, mais progressista), a Internet das Coisas (IoT) poderá desenvolver braços mais sólidos de negócios no Brasil, alavancando o protagonismo internacional do país nessa frente, com incontáveis ganhos de natureza econômica, tecnológica e social.


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Plataforma de IoT

IoT garante a Transformação Digital em larga escala

IoT garante a Transformação Digital em larga escala

Companhias da indústria de máquinas e equipamentos estão na corrida da Transformação Digital. Segundo o estudo Periscope Machinery and Industrial Automation da McKinsey, 25% dos entrevistados informam já terem digitalizado seus negócios de insumos, peças de reposição e outros serviços, enquanto 66% afirmam estar em vias de fazê-lo.

A pesquisa mostra que as iniciativas digitais estão diretamente relacionadas ao sucesso dos negócios, através de dois principais indicadores: Retorno Total para o Acionista (Total Return to Shareholders - TRS) e Crescimento de Receita.

Empresas maduras no processo de Transformação Digital chegam a alcançar TRS, a três anos, quase 300% maior e CAGR, a cinco anos, 400% maior em relação às companhias mais atrasadas na digitalização.

Internet das Coisas
Fonte: McKinsey

Esses dados ajudam a explicar o porquê de as tecnologias digitais estarem se espalhando com grande velocidade nos mais diversos segmentos. A Internet das Coisas (IoT), por exemplo, foi implementada por 80% das empresas do Oriente Médio, Turquia e África (META) em 2019, segundo o relatório "With superpower comes super responsibility: Benefits and challenges of IoT", da Kaspersky.

Essa mesma pesquisa ainda mostra que o uso das plataformas de IoT aumentou em quase todas as indústrias em nível mundial, incluindo as mais diversas aplicações, desde cidades inteligentes, smart grids, transporte e logística, até mesmo agricultura, empresas de gás e energia, automação residencial, entre muitos outras.

A McKinsey defende que os investimentos em IoT crescerão 13,6% ao ano, até 2022. Isso, claro, a depender do progresso de tecnologias de suporte, como a rede 5G, que pode levar a um crescimento de 30% ao ano (até 2022) no número de dispositivos conectados em grandes áreas, com baixa transmissão de dados. Além disso, a evolução dos sensores, do processamento computacional e da conectividade móvel mais confiável também serão cruciais para o sucesso da Internet das Coisas.

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Os novos sensores, ao se tornarem cada vez mais baratos e disponíveis, ampliarão em níveis jamais vistos suas possibilidades de aplicação. As tradicionais barreiras financeiras, que inviabilizaram muitos projetos de IoT, começam a ser quebradas, dando espaço para um mundo de infinitas possibilidades em que simplesmente tudo (ou quase tudo) poderá ser mensurado, conectado, processado e analisado. Essa detecção em larga escala, claro, está diretamente vinculada à capacidade de computação que, só nos últimos 15 anos, aumentou mais de 100 vezes.

Plataforma de IoT: a escolha-chave da transformação digital

A plataforma de IoT é o epicentro da transformação digital e para que traga resultados práticos, ainda no curto prazo, deve se adequar perfeitamente às necessidades particulares e estratégias que cada companhia delimita.

Por essa razão, empresas desenvolvedoras que garantem a escalabilidade e a interoperabilidade das soluções estão, certamente, um passo à frente. Isso porque esses são atributos fundamentais que os sistemas de IoT devem oferecer quando se pretende atingir implantações rápidas e, claro, um ROI atrativo para o projeto.

Para tanto, é preciso levar em conta o quão "inteligente" é a arquitetura das camadas que compõem a plataforma, pois é dela que virá toda a segurança, a eficiência e a compatibilidade com os mais diferentes padrões de rede, protocolos e dispositivos que existem no mercado.

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Plataforma Conera™ V2COM elimina as complexidades do ecossistema de IoT

Sem flexibilidade (e a facilidade de customização), as plataformas de Internet das Coisas perdem sua capacidade de garantir a escalabilidade dos resultados ao longo do tempo, uma vez que sempre serão necessários desenvolvimentos complexos e custosos, toda vez que um novo protocolo de comunicação for integrado à rede de dispositivos conectados.

IntelligenceWare Suite™ (IWS) V2COM: escalabilidade em tempo recorde

A Solução IntelligenceWare Suite™ V2COM tem por objetivo otimizar processos de negócio através da comunicação de máquina para máquina (M2M) por redes sem fio. Foi projetada e desenvolvida para atender as necessidades de empresas que possuem processos distribuídos, garantindo robustez em todo o caminho da informação, flexibilidade de integração com sistemas legados e facilidade de instalação e manutenção:

Robustez: A capacidade de integração com todas as operadoras de telefonia celular, bem como com outras redes de comunicação sem fio e a alta capacidade transacional garantem elevado nível de estabilidade de comunicação, mesmo com altos volumes de máquinas conectadas e dados trafegados. Somando-se à facilidade de operação, o sistema foi projetado para ser completamente escalável. A tecnologia já conectou mais de 1.5 milhão de dispositivos remotos.

Flexibilidade: Configurável conforme a necessidade de informações do cliente, sua estrutura permite integração com qualquer sistema legado, além do acesso remoto via Internet.

Facilidade de Instalação e Manutenção: Os componentes modulares reduzem o trabalho operacional necessário à instalação e manutenção.

 


Simbiose Industrial: como a IoT pode tornar as fábricas mais sustentáveis?

Simbiose Industrial: como a IoT pode tornar as fábricas mais sustentáveis?

Na Biologia, a simbiose é a interação ecológica entre diferentes espécies com resultados mutuamente benéficos. Um exemplo clássico é a relação entre os ruminantes e as bactérias que habitam o sistema digestório. Os primeiros tiram proveito do trabalho das bactérias para facilitar a digestão, enquanto as segundas encontram um ambiente satisfatório para sobreviverem e se reproduzirem.

Embora a Natureza esteja repleta de casos de simbiose, ela não é o único cenário onde o fenômeno acontece. No mundo dos negócios, é cada vez mais comum encontrar esse tipo de interação ganha-ganha, em que empresas articulam estratégias para integrar suas operações e, assim, alavancar a produtividade, reduzir custos e ainda garantir um cenário mais sustentável.

O caso de Kalundborg

Foi na década de 70, na cidade dinamarquesa de Kalundborg, onde surgiu o exemplo mais expressivo de simbiose corporativa. Na época, as iniciativas privada e pública uniram-se para estruturar um modelo inovador de eco-parque industrial que, até hoje, mantém-se plenamente ativo.

A ideia foi efetivar o esquema de economia circular, de tal modo que os resíduos de uma fábrica passaram a servir de insumo para a outra. A associação é denominada "Simbiose de Kalundborg", e inclui empresas dos segmentos de energia elétrica, gás, água, esgoto, gerenciamento de resíduos, farmacêutico, químico e fertilizantes.

Esquema de fluxo simbiótico em Kalundborg
Esquema de fluxo simbiótico em Kalundborg

Os parceiros desse ecossistema criaram um fluxo sustentável de materiais, água e energia, de tal forma a sempre garantir o suprimento na medida certa. A iniciativa não apenas aumentou os ganhos econômicos, como também diminuiu a pegada ambiental e reduziu despesas operacionais. Além disso, o ambiente de simbiose também incentivou a criação de um pólo de inovação, com projetos de extensão cada vez maior.

Entre os principais resultados, a Simbiose de Kalundborg garante, todos os anos, às empresas envolvidas no projeto:

  • Economia final de 24 milhões de euros
  • Amortecimento do impacto socieconômico dos negócios na ordem de 14 milhões de euros
  • Redução de 635 mil toneladas de CO2
  • Economia de 3.6 milhões de m3 de água
  • Economia de 100 GWh de energia
  • Diminuição de 87 mil toneladas de insumos de produção

Internet das Coisas pela Sustentabilidade

A Internet das Coisas (IoT) oferece uma série de possibilidades para que as empresas ajustem seus processos aos mais modernos padrões de sustentabilidade.

Em 2018, o Fórum Econômico Mundial publicou um documento (Internet of Things Guidelines for Sustainability) no qual 643 aplicações de IoT foram analisadas. Ao menos 84% delas estariam em concordância com os objetivos da ONU ligados ao desenvolvimento sustentável.

Fonte: Future of Digital Economy and Society System Initiative
Fonte: Future of Digital Economy and Society System Initiative

Esse documento corroborou a ideia de que a inovação, mais do que necessária, é imprescindível para que as metas globais em prol do meio ambiente sejam atingidas. E, para tanto, será fundamental a adesão e o engajamento das empresas, cujos investimentos poderão finalmente aproximar IoT e sustentabilidade na prática

IoT e sustentabilidade: um mercado de trilhões

A Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento já afirmou que, até 2030, mais de 26 trilhões de dólares serão gerados globalmente, apenas em razão dos investimentos em tecnologias sustentáveis. A McKinsey, por sua vez, acredita que o impacto da IoT no mundo, até 2025, gerará 11 trilhões de dólares.

Em vista disso, fica claro que o engajamento das empresas com a inovação, associando-a às causas socioambientais, fará com que IoT e sustentabilidade, cada vez mais, saim do papel e transformem-se em realidade prática.


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