Energia precisa compor os paradigmas de gestão, diz ABESCO

Em momentos de crise econômica é muito comum vermos empresas, sejam do setor industrial ou comercial, reduzindo custos através de iniciativas tradicionais, como corte de colaboradores, matéria-prima e substituição de fornecedores.

EPE (Empresa de Pesquisa Energética)

Segundo a  ABESCO (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia), ainda são poucas as companhias que olham para a Eficiência Energética no momento de reduzir custos, sem diminuir a estrutura das operações.

E ao contrário do que se pode imaginar, iniciativas dessa natureza nem sempre são tão complexas: a simples troca de lâmpadas tradicionais por LED já é uma forma de garantir importantes ganhos no fim do mês.

Eficiência Energética deve compor um processo contínuo

Mas para as empresas que desejam experimentar economias mais representativas no consumo de energia, é necessário quebrar paradigmas de gestão e incluir a Eficiência Energética no planejamento.

Uma recente pesquisa da PROCEL mostrou que os gastos das indústrias com energia elétrica variam entre 5 e 30% das despesas operacionais. Muito desse consumo não está associado à produtividade em si, mas a maquinário obsoleto e à falta de manutenção preditiva que sobrecarrega a linha de produção como um todo.

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A partir da implantação de ações de Eficiência Energética, como a adoção de Sistemas Inteligentes de Internet das Coisas, a tendência é que gestores passem a contabilizar reduções significativas no consumo de energia a médio e longo prazo.

Em matéria divulgada pelo site Automação Industrial, Alexandre Moana, presidente da ABESCO, disse:

 “esse processo de medição do desempenho energético não deve parar, é contínuo e melhora o desempenho da empresa como um todo”

Moana ainda explicou que a Eficiência Energética não requer necessariamente poupar energia, mas diminuir o desperdício e, assim, aumentar a produtividade.

E essa elevação da produtividade impacta diretamente no faturamento das empresas, algo especialmente importante em momentos de fragilidade econômica por que passa o Brasil e muitos outros países.