Indústria 4.0 no Brasil: R$73 bilhões em redução de custos por ano

As tecnologias da chamada Quarta Revolução Industrial buscam a otimização dos processos, a redução de energia despendida e a tomada de decisões mais assertivas. Com isso, os gestores alcançam um trabalho mais qualificado e, claro, com custos menores.

Um recente levantamento da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) estimou que a migração da indústria brasileira para o conceito 4.0 pode levar a uma redução anual de custos na ordem de ao menos R$73 bilhões/ano.

Desse total, R$34 bilhões referem-se à redução de custos de manutenção de máquina e R$7 bilhões estão ligados à economia de energia. Ou seja, a eficiência energética é central quando falamos em Indústria 4.0 e provém, sobretudo, da transformação e automação das plantas fabris e da utilização circular dos recursos naturais.

Glycon Garcia, diretor executivo do Instituto Brasileiro do Cobre (Procobre), falou sobre as possibilidades de aplicação dessas tecnologias. Em entrevista ao G1, ele comentou que ” as aplicações podem ser amplamente utilizadas na gestão de energia para determinar a capacidade produtiva e ociosa de um determinado equipamento ou sua necessidade de troca e manutenção”.

Smart Factories consomem até 20% menos energia

A Indústria 4.0 tem no ganho de eficiência energética um de seus principais benefícios. Dados apresentados no 7º Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria mostram que cerca de 42% da energia consumida nas manufaturas é desperdiçada em rezão de problemas como perdas de calor e iluminação insuficiente.

O problema, no entanto, pode ser facilmente resolvido com tecnologia. Sensores, por exemplo, permitem identificar desvios de consumo, após serem analisados por plataformas de IoT. Dados do Senai mostram que as Smart Factories podem economizar até 20% em energia com essa tecnologia.

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A nova Indústria 4.0 também trata do aprimoramento da produção não apenas para reduzir o consumo de energia, mas para reduzir o impacto ambiental negativo que a indústria tradicional provoca. E esse parece ser um dos focos mais importantes para as empresas que queiram se desenvolver de forma sustentável, atendendo uma nova demanda de mercado mais consciente e engajada com o meio ambiente.

Seja qual for o segmento de atuação ou o porte da empresa, a Quarta Revolução Industrial, cada vez mais, exige adaptações constantes e investimentos em inovação. Somente assim, as manufaturas poderão se manter ativas no mercado, sem o temível risco da obsolescência.